Uma grande notícia para a população trespontana foi dada, ao vivo, pelo provedor da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, Michel Renan Simão Castro, em primeira mão ao Conexão Três Pontas: o Maternidade Nossa Senhora de Fátima e o setor de pediatra, fechados na última quinta-feira, deverão ser reabertos já na próxima segunda-feira (16).
O Conexão estava transmitindo ao vivo todo movimento na Santa Casa por conta do mutirão de catarata que acontece neste final de semana, quando o provedor Michel Renan falou sobre os procedimentos cirúrgicos oculares que beneficiarão 237 pessoas, num programa da Prefeitura Municipal de Três Pontas. Na entrevista ele aproveitou para dar uma excelente notícia:
“Quero dizer aos leitores do Conexão que estamos felizes com esse procedimento sendo realizado aqui na nossa Santa Casa, através da Prefeitura e do deputado Diego Andrade. No hospital que é de todos, e aproveitar para tranquilizar a população afirmando que na próxima segunda-feira iremos conceder uma entrevista coletiva para anunciar a reabertura da Maternidade e também do setor de pediatria, muito possivelmente, já no mesmo dia”, revelou.
Michel Renan não adiantou os motivos que possibilitarão essa reabertura, se o governo de Minas liberou algum recurso atrasado ou se outro caminho foi encontrado. Os detalhes serão revelados durante a coletiva. E o Conexão vai acompanhar.
“Quero que todos entendam que os recursos precisam vir para que as coisas funcionem. Não é questão de querer fechar. Que fique claro que não é greve. Não temos recursos para que os atendimentos continuem, é claramente isso!”
Foram mais algumas horas de luta da atual diretoria da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis para tentar evitar o que todos temiam. Mas os últimos esforços nesta quarta-feira (11), bem como nas primeiras horas da manhã de hoje (quinta-feira), não surtiram efeito e as portas da Maternidade e do setor de Pediatria estão fechados.
Maternidade aberta virou coisa do passado.
ENTENDA: Por que a Santa Casa chegou nessa situação?
Na semana passada o Conexão publicou que havia rumores desse fechamento. Na última terça-feira a direção a Santa Casa, através do provedor Michel Renan Castro, do diretor técnico Dr. Geovanni de Barros e do diretor clínico Dr. Eduardo Vasconcelos, reuniu a imprensa da região para oficializar essa interrupção no atendimento, explicar os motivos e ainda, como última tentativa, implorar pela compreensão do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, tido como o principal responsável pelo agravamento da crise desta e de outras santas casas ligadas a Federassantas, por conta da falta de repasses para essas unidades. Somente para o Hospital de Três Pontas o estado deve, segundo a atual diretoria mais de 5 milhões de reais.
“Se o problema não for resolvido rapidamente o setor de clínica médica será o próximo a fechar e em seguida a UTI (Unidade de Terapia Intensiva).”
“Está tudo lá no Portal Transparência, para quem quiser ver”, disse Michel Renan.
Na coletiva o provedor começou falando. Disse que somente referente aos repasses de 2018 que não chegaram o valor passa dos R$600.000,00.
“Nós deveríamos receber verbas federais, estaduais e também do município. Mas o estado continua não honrando seus compromissos. Nós estamos diariamente juntos aqui na Santa Casa, amigos em prol do Hospital, em comum acordo em busca de soluções. Nós tivemos a reunião no Ministério Público para comunicar o fato. O problema todo é justamente a falta de pagamento dos salários dos médicos que trabalham e que têm todo direito de receber, claro. Nós também conversamos com esses médicos na tentativa de achar um caminho, mas não foi possível. Quero que todos entendam que os recursos precisam vir para que as coisas funcionem. Não é questão de querer fechar. Que fique claro que não é greve. Não temos recursos para que os atendimentos continuem, é claramente isso!”, comentou o provedor.
“Não estamos conseguindo manter as escalas da maternidade e da pediatria. Por isso, por pensar na segurança dos pacientes, que poderiam ser colocados em risco, é que as atividades estão suspensas. A partir de hoje pacientes desses dois setores terão que procurar atendimento em outras cidades”.
“A partir de hoje, quinta-feira, eu não tenho mais escalas, médicos para o atendimento da parte de obstetrícia. Nós fizemos até aqui tudo que pudemos, inclusive eu e o Dr. Geovanni cobrindo plantões, dando a mão onde era possível, mas não teve mais jeito, pois há dois meses essa situação piorou drasticamente, sem a vinda de recursos do estado de Minas Gerais”, pontuou o diretor clínico Dr. Eduardo.
“Os médicos estão sem receber seus salários, estão indo trabalhar em outros lugares. Outros profissionais, sabendo do quadro, não querem vir pra cá. Não estamos conseguindo manter as escalas da maternidade e da pediatria. Por isso, por pensar na segurança dos pacientes, que poderiam ser colocados em risco, é que as atividades estão suspensas. A partir de hoje pacientes desses dois setores terão que procurar atendimento em outras cidades”, emendou.
O diretor técnico, Dr. Geovanni, falou que o plantão de clínicas é mais tranquilo, pois ainda há mais profissionais. “Pra que as pessoas entendam, estávamos tendo apenas 60% do plantão coberto na maternidade e na pediatria. E o problema não se resume apenas ao fechamento dessas duas unidades. Se o problema não for resolvido rapidamente o setor de clínica médica será o próximo a fechar e em seguida a UTI (Unidade de Terapia Intensiva).Médicos externos, que são de outras cidades, não estão querendo continuar vindo e trabalhando sem receber seus salários, o que demonstra que não estava faltando médico, e sim faltando pagamento”, elencou Dr. Geovanni.
Da esq. p/ dir. o diretor clínico Dr. Eduardo Vasconcelos, o provedor Michel Renan Simão Castro e o diretor técnico Dr. Geovanni de Barros Pereira.
O provedor da Santa Casa de Três Pontas lembrou que os recursos da Prefeitura Municipal de Três Pontas e do governo federal estão em dia. “Eu quero lembrar que estamos lutando e pedindo para que o governador Pimentel olhe pelas Santas Casas. Que ele pense com carinho, pois saúde é coisa séria e é muito complicado para o doente enfrentar hospital, imagine então ter que se deslocar para outra cidade. São quase 150 mil pessoas que dependem da nossa Santa Casa e uma média de 400 atendimentos por dia. É frustrante saber que temos toda essa estrutura e que continuamos agonizando por falta de dinheiro, de recursos do estado”, ponderou.
Há um passivo (uma dívida da gestão anterior da Santa Casa) referente há 4 meses de salários que não foram pagos, o que totaliza R$1.800.000,00. Como se não bastasse, agora há também o atraso de dois meses com esses médicos que a atual diretoria tem mostrado empenho, inclusive com respaldo e apoio de toda população trespontana, para tentar reverter o quadro cada vez mais caótico.
A atual diretoria apesar de não dever para instituições financeiras, lembrou que o nome da Santa Casa está no vermelho, o que dificulta a vinda de recursos. Poucos fornecedores estão com recebimentos por parte do HSFA atrasados. Não há dívidas com os funcionários. A antiga dívida gigantesca da Santa Casa, que era de 19 milhões, assim que eles assumiram, caiu, graças ao trabalho sério e totalmente as claras (exigência do provedor) para 14 milhões de reais.
Quanto a Prefeitura Municipal de Três Pontas, Michel Renan disse que através de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) o hospital recebe 1 real por habitante por mês, o que totaliza R$ 57.000,00. Também há o recebimento de R$0,40 per capita referente a uma pactuação para cobrir gastos com o setor de neurologia. Há ainda uma gestão pactuada com o Pronto Atendimento Municipal. “Fora isso, de subvenção realmente por parte da Prefeitura, nós recebemos cerca de R$1.000.000,00 por ano, o que dá um valor mensal de cerca de R$80.000,00. Porém há sempre extrapolamentos (existe um atendimento maior que não está sendo pago) e para que realmente essa verba fosse suficiente ela deveria girar entre R$180.000,00 a R$200.000,00 por mês”, explicou Michel Renan.
Questionado pelo Conexão, o provedor disse que há um déficit mensal em torno dos R$400.000,00 na Santa Casa e que isso seria sanado caso os municípios de Boa Esperança, Ilicínea, Coqueiral e Santana da Vargem (única que resolveu ajudar) fizessem a sua parte, ou seja, pagando pelo atendimento feito aos seus munícipes.
“A Santa Casa não é de Três Pontas e sim da microrregião. Se nós prestamos esse atendimento a eles, essas prefeituras deveriam ajudar”, emendou Renan.
A situação do déficit só não é mais complicada por conta de algumas emendas parlamentares enviadas ao HSFA e pelos eventos e tentativas de angariar alguns recursos aqui e ali. Os diretores, que têm passado praticamente dia e noite na Santa Casa, lembraram que Diego Andrade, Mário Henrique Caixa e Dimas Fabiano aportaram recursos na entidade.
“A população sempre está junto e não nos deixa sofrer sozinhos. Tem ajudado muito e é digna de aplauso.”
Os médicos, segundo os diretores, não querem parar, não querem fazer greve. Eles apenas querem, o que é digno e de direito, o recebimento pelo trabalho.
Dr. Geovanni disse ainda que não descarta a possibilidade do Hospital, como um todo, fechar as portas em breve, caso nada seja feito, caso o governo de Minas continue não cumprindo com seus deveres, suas responsabilidades.
Desde julho de 2017, o Brasil registrou 415 mortes por febre amarela, informa o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. No boletim anterior, a pasta registrava 409 mortes. No total, 1266 infecções foram confirmadas.
O Ministério da Saúde não confirma os casos e os óbitos na mesma hora em que ocorrem; por isso, os dados divulgados podem ser referentes a períodos anteriores. A pasta informa que 1232 casos estão sendo investigados.
A região Sudeste continua registrando o maior número de casos e de mortos — com apenas um óbito fora da região (Distrito Federal). Isso ocorreu porque antes de 2017 o vírus da febre amarela não circulava na região. Também a vacina contra a doença era destinada a áreas endêmicas — como a região Norte.
Historicamente, o vírus da febre amarela tem um padrão de sazonalidade e costuma atuar entre julho e junho do ano posterior. Por isso, esse é o período escolhido pelo Ministério da Saúde para monitoramento.
Segundo Michel Renan, o governo de Minas deve mais de 5 milhões de reais para a Santa Casa de Três Pontas.
Os diretores do Hospital São Francisco de Assis, de Três Pontas, doutores Geovanni de Barros Pereira e Eduardo Vasconcelos, e o provedor Michel Renan Simão Castro, se reuniram com a imprensa regional no início da noite desta terça-feira (10) para anunciar as decisões tomadas referentes ao já anunciado fechamento por tempo indeterminado da maternidade e também do setor de pediatria.
Eles revelaram que, apesar de todos os numerosos esforços da direção do HSFA, devido a crise financeira por que passa a Sanca Casa local, a exemplo de outras tantas distribuídas pelo estado de Minas Gerais, contra a vontade de todos, a única solução encontrada é o fechamento dessas unidades até que o governo do estado de Minas Gerais resolva pagar toda dívida junto a entidade, que já ultrapassa dos 5 milhões de reais, ou pelo menos alguma parte disso.
De acordo com os diretores e o provedor somente referente a dívida de 2018 o valor já passa dos 600 mil reais. E é justamente algo em torno desse numerário que seria suficiente para pagar os dois últimos meses de salários atrasados dos médicos, considerados da atual administração da Santa Casa. Isso porque o montante de meses sem recebimento de salários já chega a seis, quatro meses da gestão anterior.
Todas as autoridades foram comunicadas que, por conta da falta de recebimento, alguns médicos que não são do quadro efetivo da Santa Casa, mas que cumpriam escala de plantão da maternidade, decidiram não trabalhar mais, deixando assim, segundo a direção do Hospital São Francisco de Assis, um buraco enorme nas escalas dos plantonistas. Essa situação prejudica o atendimento e coloca a saúde em risco.
Justamente por esse motivo, evitando um risco maior, a direção do Hospital se reuniu com representantes da Prefeitura e do Ministério Público para comunicar a decisão de fechar as duas unidades. “Nós não queremos jamais cruzar os braços, fazer greve ou paralisação. É preciso lembrar que os médicos estão sendo guerreiros trabalhando todos esses meses sem recebimento. Infelizmente temos um déficit mensal em torno dos 400 mil reais. Conseguimos diminuir a dívida total de 19 milhões para 14 milhões de reais. Mas como o governo de Minas Gerais não está fazendo a sua parte estamos de mãos atadas e alguma providência, para o bem de todos e da Santa Casa, precisa ser tomada”, explicaram durante a coletiva.
Inicialmente havia sido ventilado que a maternidade e a pediatria fechariam já nesta quarta-feira (11). Mas foi revelado agora a noite que algumas tentativas ainda serão feitas para, num último esforço, evitar essa interrupção nesta quarta-feira. Porém foi deixado claro que se nada for feito, já na quinta, dia 12, as portas da maternidade e da pediatria estarão fechadas.
Da esq. p/ dir. o diretor clínico Dr. Eduardo Vasconcelos Camargo, o provedor Michel Renan Simão Castro e o diretor técnico Dr. Geovanni de Barros Pereira.
“Se chegar alguém em trabalho de parto, faremos de tudo para dar assistência amanhã, mas fora esse caso extremo, nenhum atendimento será feito, principalmente de pacientes de outras cidades”, pontuaram.
Contatos com algumas autoridades, dentre elas o deputado Mário Henrique Caixa, foram feitos há poucos instantes em busca de uma ajuda, uma solução. A subvenção da Prefeitura Municipal, segundo a diretoria da Santa Casa, está em dia, mas afirmam que o valor tem sido insuficiente. O Prefeito Marcelo Chaves, por sua vez, disse que a prefeitura também está em dificuldades financeiras, sem recursos.
Michel Renan, Dr. Eduardo e Dr. Geovanni, bem como o vice-provedor Wilson Ferreira Jr., aos olhos da população trespontana, têm feito de tudo, buscado ajuda junto a própria população que, a propósito, têm feito sua parte. Alguns parlamentares têm dado sua contribuição, como os deputados Caixa, Diego Andrade e Dimas Fabiano. Mas ainda assim a crise é grave.
Nossa reportagem apurou que a situação só não é ainda mais caótica pelo fato desses dois profissionais médicos estarem se desdobrando, acumulando funções e cargas de trabalho sem receber nada por isso. Michel Renan também tem dedicado horas a fio em prol do resgate da unidade de saúde, vital para Três Pontas e algumas cidades da região, embora, segundo Michel, muitas dessas cidades que mandam pacientes para o HSFA, não têm ajudado financeiramente com nenhum valor sequer, com exceção de Santana da Vargem.
Ainda na reunião foi dito que não há um prazo, caso realmente a maternidade e a pediatria fechem na quinta-feira, para suas reaberturas. E deixam um alerta: “Se esse quadro não for revertido rapidamente, além de não conseguirmos reabrir esses dois setores, poderemos ter que fechar outros, inclusive o Hospital como um todo”, concluíram.
Veja a reportagem completa logo mais no Conexão Três Pontas.
Classe Médica também estuda interrupção do trabalho por falta de pagamento.
Na semana passada o Conexão recebeu a informação em primeira mão de que a Maternidade de Três Pontas seria fechada temporariamente por conta da falta de recursos para sua manutenção, devido, principalmente ao não repasse de verbas da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis por arte do governo do estado de Minas Gerais. Infelizmente essa informação se confirma agora, com a notícia de que não somente a maternidade, mas também o setor de pediatria terão os atendimentos suspensos.
Somente no que se refere aos salários atrasados, a direção a Santa Casa precisa levantar pouco mais de 2,5 milhões de reais. Por isso, segundo alguns médicos com quem conversamos, não está descartada também uma paralisação da categoria.
Nesta última segunda-feira diversos órgãos foram comunicados sobre a paralisação dos trabalhos na maternidade e no setor de pediatria do Hospital em Três Pontas. A Prefeitura Municipal, a Câmara de vereadores, a Secretaria Municipal de Saúde e o Ministério Público – q ue sempre acompanha de perto todas as decisões sobre a Santa Casa – foram avisados da decisão.
Segundo a direção a Santa Casa, o Governo do Estado, embora negue, deve mais de 5 milhões de reais ao HSFA e apesar toda gestão eficiente que já reduziu em um ano a dívida de 19 para 14 milhões de reais, também de toda ajuda de alguns políticos e, principalmente, da população trespontana, está cada dia mais difícil manter os serviços, principalmente as escalas de plantões, o que explica a decisão drástica de paralisação.
Os plantonistas se encontram há seis meses sem receber seus vencimentos e a falta de alguns profissionais nas escalas coloca em risco a saúde dos pacientes aumentando visivelmente a insegurança.
Ainda conforme a direção da Santa Casa de Três Pontas a volta do atendimento na maternidade e na pediatria só deverá se restabelecer após a quitação dessa dívida, ou pelo menos de algum percentual.
SANTA CASA VAI SE PRONUNCIAR
A direção da Santa Casa comunicou nossa reportagem sobre uma reunião que acontecerá na tarde desta terça-feira, a partir das 15h30 para esclarecer melhor o assunto.
Uma grande fila se formou na sede da Secretaria Municipal de Saúde na manhã desta terça-feira por conta da boa notícia dada ontem pelo Conexão Três Pontas de que a Prefeitura Municipal de Três Pontas irá realizar um Mutirão de Cirurgias de Catarata, de forma gratuita para a população.
A enorme fila se formou logo nas primeiras horas da manhã na Rua Beralda Gomes, número 14, onde funciona a SMS.
De acordo com informações repassadas agora de manhã pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal, aqueles que estão indo em busca da cirurgia estão conseguindo a marcação. Nesta quarta-feira (11) todos que estão sendo cadastrados hoje farão exames no laboratório municipal.
As cirurgias já irão acontecer, segundo a PMTP, no próximo sábado e no domingo. Essas cirurgias serão realizadas por uma equipe especializada de Belo Horizonte.
A Prefeitura informou ainda que essa ação na saúde se deve ao apoio do deputado Diego Andrade, através de emenda parlamentar.
Quem ainda estiver precisando da cirurgia de catarata e não dispõe de recursos para a realização do procedimento, deve, ainda hoje, procurar a Secretaria Municipal de Saúde, munido do cartão do SUS e dos documentos pessoais.
CATARATA
A catarata ocular carateriza-se pela perda progressiva da transparência do cristalino (lente natural do olho). Os sintomas iniciais como a visão turva, diminuição da visão noturna e fotofobia (sensibilidade à luz) podem ser muito ténues numa primeira fase, agravando-se a sintomatologia com o decorrer do tempo (veja mais informação em sintomas). Ou seja, o cristalino torna-se opaco (turvo) com a idade, instalando-se de uma forma lenta e progressiva, afetando, desta forma, a visão. Esta causa (o envelhecimento) é a mais comum no surgimento da catarata no olho, contudo podem existir outras para além do envelhecimento, como veremos adiante.
Mas para melhor perceber o que é catarata nos olhos, deve entender antes de mais o que é o cristalino. O cristalino possui um papel importante na formação da imagem na retina. O cristalino é a lente natural do olho, transparente que permite a focagem dos objetos de longe e de perto, denominada de acomodação. Qualquer alteração na constituição do cristalino altera a formação das imagens na retina e consequentemente na visão.
No olho com catarata, a visão estará dependente do grau de opacificação do cristalino. Quanto maior for a opacificação do cristalino maiores serão as perturbações na visão. Em situações extremas os doentes podem perder a visão (cegueira).
Os sintomas de catarata são, habitualmente, os seguintes:
_ Visão turva ou “embaçada”;
_ Diminuição da sensibilidade às cores e ao contraste;
_ Visão dupla num olho (diplopia monocular);
_ Aumento da sensibilidade à luz (fotofobia);
_ Alteração frequente dos erros refrativos, com mudança frequente de óculos;
_ Diminuição da visão noturna.
A catarata no início pode ser assintomática (sem sintomas). Os sintomas de cataratas nos olhos fazem-se sentir de uma forma mais ou menos intensa, dependendo do grau de opacificação do cristalino. Os sintomas da catarata ocular são, geralmente, mais acentuados quanto maior for o nível de opacificação do cristalino.
O único tratamento da catarata existente é a cirurgia. Não existe qualquer outro tratamento médico ou natural para catarata. Veja, de seguida, em que consiste o tratamento cirúrgico (cirurgia de catarata).
A cirurgia de catarata é realizada através da emulsificação do cristalino por ultra-sons, isto é, o núcleo é microfragmentado e aspirado por uma ponteira ultrassónica (facoemulsificação). Após retirado o cortex e o núcleo cristaliniano, é implantada uma lente intra-ocular no lugar que anteriormente era ocupado pelo cristalino, mais propriamente dentro do saco capsular.
Como em qualquer cirurgia, o tratamento cirúrgico da catarata apesar de bastante seguro, hoje em dia, apresenta alguns riscos e complicações potenciais que devem ser consideradas.
A Prefeitura Municipal de Três Pontas, através da Secretaria Municipal de Saúde, irá realizar um Mutirão de Cirurgias de Catarata, de forma gratuita para a população.
Em sua página oficial no facebook, a Prefeitura de Três Pontas pede para que todos “de Três Pontas que necessitam realizar o procedimento cirúrgico, que procurem a Secretaria Municipal de Saúde nesta terça-feira, dia 10, a partir das 08 horas, na rua Professora Beralda Gomes, número 14, bairro centro”.
Basta levar o cartão do SUS e os documentos pessoais.
CATARATA
A catarata ocular carateriza-se pela perda progressiva da transparência do cristalino (lente natural do olho). Os sintomas iniciais como a visão turva, diminuição da visão noturna e fotofobia (sensibilidade à luz) podem ser muito ténues numa primeira fase, agravando-se a sintomatologia com o decorrer do tempo (veja mais informação em sintomas). Ou seja, o cristalino torna-se opaco (turvo) com a idade, instalando-se de uma forma lenta e progressiva, afetando, desta forma, a visão. Esta causa (o envelhecimento) é a mais comum no surgimento da catarata no olho, contudo podem existir outras para além do envelhecimento, como veremos adiante.
Mas para melhor perceber o que é catarata nos olhos, deve entender antes de mais o que é o cristalino. O cristalino possui um papel importante na formação da imagem na retina. O cristalino é a lente natural do olho, transparente que permite a focagem dos objetos de longe e de perto, denominada de acomodação. Qualquer alteração na constituição do cristalino altera a formação das imagens na retina e consequentemente na visão.
No olho com catarata, a visão estará dependente do grau de opacificação do cristalino. Quanto maior for a opacificação do cristalino maiores serão as perturbações na visão. Em situações extremas os doentes podem perder a visão (cegueira).
Os sintomas de catarata são, habitualmente, os seguintes:
_ Visão turva ou “embaçada”;
_ Diminuição da sensibilidade às cores e ao contraste;
_ Visão dupla num olho (diplopia monocular);
_ Aumento da sensibilidade à luz (fotofobia);
_ Alteração frequente dos erros refrativos, com mudança frequente de óculos;
_ Diminuição da visão noturna.
A catarata no início pode ser assintomática (sem sintomas). Os sintomas de cataratas nos olhos fazem-se sentir de uma forma mais ou menos intensa, dependendo do grau de opacificação do cristalino. Os sintomas da catarata ocular são, geralmente, mais acentuados quanto maior for o nível de opacificação do cristalino.
O único tratamento da catarata existente é a cirurgia. Não existe qualquer outro tratamento médico ou natural para catarata. Veja, de seguida, em que consiste o tratamento cirúrgico (cirurgia de catarata).
A cirurgia de catarata é realizada através da emulsificação do cristalino por ultra-sons, isto é, o núcleo é microfragmentado e aspirado por uma ponteira ultrassónica (facoemulsificação). Após retirado o cortex e o núcleo cristaliniano, é implantada uma lente intra-ocular no lugar que anteriormente era ocupado pelo cristalino, mais propriamente dentro do saco capsular.
Como em qualquer cirurgia, o tratamento cirúrgico da catarata apesar de bastante seguro, hoje em dia, apresenta alguns riscos e complicações potenciais que devem ser consideradas.
Basta a temperatura cair para o apetite a aumentar. O inverno é a época do ano em que é mais difícil evitar as comidas calóricas, o que deixa muitas pessoas apreensivas, com medo de ganhar peso. Para pesquisadores da Unicamp, no entanto, a alimentação reforçada é indispensável para manter a imunidade elevada e evitar doenças comuns nessa estação.
A atenção também deve se voltar para opções que esquentam o organismo momentaneamente, mas, em vez de saciar, provocam aumento da fome. Café, chocolate, gengibre, canela, pimenta e alguns chás são exemplos termogênicos, e responsáveis por um gasto de energia que o corpo precisa suprir.
Professora e doutora em ciências de alimentos na Faculdade de Engenharia de Alimentos em Campinas (SP), Glaucia Pastore explica que a manutenção da temperatura corporal exige a aceleração do metabolismo e o consumo de mais calorias.
“O frio faz com que o nosso corpo precise queimar mais calorias para equilibrar a temperatura corporal. Você faz isso digerindo mais alimentos. […] É uma estação muito curiosa porque a comida que você come vai ser metabolizada mais depressa. Precisa gerar mais energia do que o corpo humano está acostumado”, afirma.
A baixa nas temperaturas leva à redução da resistência do organismo, e o crescimento de vírus e bactérias é favorecido.
“Quando você gasta energia para equilibrar a temperatura, a sua imunidade cai um pouco. Por isso que, no geral, no inverno a gente fica mais doente”, diz a professora.
Para que isso não aconteça, é preciso se agasalhar bem no frio e não é recomendada a redução ou a restrição de calorias.
“Alimentos mais consistentes com valor calórico mais elevado, acabam fornecendo uma boa sustentação”, diz Glaucia.
Alimentos termogênicos
Apesar de causar a sensação instantânea de conforto e calor, quem não quer ganhar uns quilos a mais precisa tomar cuidado com os alimentos termogênicos.
“Quando você toma uma coisa com gengibre, num primeiro momento você sente um calor, mas na sequência da transformação bioquímica vai gastar a sua energia. Talvez sinta mais fome, vontade de comer mais”, afirma a professora.
O ideal é manter o equilíbrio e combinar os alimentos. Caldos quentes e sopas garantem um bom aporte calórico e o chocolate quente também é uma boa opção para repor o que o corpo necessita.
“É um bom alimento, tanto ele como o cacau, que seria melhor porque a concentração de substâncias protetoras do organismo é maior. Vai dar um aquecimento e uma boa quantidade de energia”.
Hábitos saudáveis
Doutoranda da Faculdade de Ciências Aplicadas em Limeira (SP), Josiane Miyamoto lembra que não há problema em consumir um pouco a mais de calorias quando se mantém hábitos saudáveis ao longo do ano.
“Uma pessoa que é ativa e se cuida, independente da estação, não será prejudicada por querer comer essas comidas mais pesadas, vez ou outra. Gastamos mais energia no inverno”.
Ela ainda pontua que dietas muito restritivas podem fazer mal.
“Se você não se sente confortável em levar aquilo por muito tempo, quer dizer que tem radicalismo intrínseco. Isso causa, inclusive, o desequilíbrio no consumo de certos grupos de alimentos, e acaba trazendo consequência a longo prazo”.
O professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) e coordenador do Laboratório de Nutrição e Metabolismo em Campinas, Mário Maróstica, reforça que o importante é escolher bem o que se esta ingerindo.
“A facilidade em engordar e a alimentação dependem muito de pessoa para pessoa. A questão é manter as escolhas corretas e ter uma alimentação consciente, sempre”, afirma.
Equilíbrio + calorias + vitamina C
Outro aliado para aumentar a resistência do organismo é o consumo de vitamina C, destaca Glaucia Pastore. Menos solicitados nos dias mais frios, os sucos cítricos precisam ser consumidos para reforçar a nutrição.
“O sucos cítricos, laranja, limão, morango, abacaxi, são importantes porque têm alto teor de vitamina C, que nessa fase é muito importante porque evita a perda de resistência. No inverno o metabolismo acelera muito e, se não tiver esta vitamina, estamos sujeitos a baixar a resistência”, explica.
A queda no índice de vacinação de crianças no país atinge também o Sul de Minas. Na região, a cobertura contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, está abaixo da meta de 95%, estipulada pelo Ministério da Saúde.
O levantamento foi feito pelas unidades regionais de saúde, que apontaram que:
Na regional de Alfenas, 81,18% das crianças menores de 1 ano foram vacinadas. Já a segunda e terceira doses de reforço, só foram tomadas por 67,85% das crianças de até 5 anos de idade.
Na regional de Varginha, 82,83% das crianças foram vacinadas, sendo que apenas 73,18% tomaram as demais doses.
Na regional de Passos, o número de crianças que tomou a primeira dose é maior, com 89,36% do público alvo, mas apenas 79,73% tomaram a segunda e a terceira doses.
Na regional de Pouso Alegre, 90,94% tomaram a primeira, enquanto 73,36% tomaram as demais doses.
Já em todo o estado de Minas Gerais, 67% do público prioritário, que são as crianças com menos de 5 anos de idade, receberam a 3ª dose da vacina.
O Ministério da Saúde divulgou o Levantamento Rápido de Índices de Infestação (Lira) que apontou que Três Pontas e outras 17 cidades do Sul de Minas estão em situação de risco para infestação do Aedes aegypti. Conforme os dados, os municípios estão acima dos 4%, percentual considerado limite na infestação da Dengue e outras doenças decorrentes do mosquito.
Três Pontas está colocada na sexta posição, com 5,5%, número bem acima do tolerável. A situação mais séria é em São Sebastião do Paraíso, onde o índice de infestação chegou a 9,3%.
Veja o ranking completo das cidades em maior risco de infestação:
Devido a paralisação dos caminhoneiros que pleiteiam queda no preço do diesel, uma reunião da diretoria da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis foi realizada na noite desta quinta-feira (24). Dentre os principais assuntos abordados esteve o desabastecimento de medicamentos e materiais hospitalares na unidade. Por conta disso, decidiu-se que as cirurgias eletivas fossem suspensas até a normalização do quadro.
A direção da HSFA, através do Provedor Michel Renan Simão Castro e do Vice-Provedor Wilson Ferreira Jr., com o consentimento de todos os presentes na reunião, decidiu não realizar cirurgias voluntárias (aquelas que se pode fazer ou não, que se pode aguardar, adiar) até que seja restabelecido o fornecimento de medicamentos e materiais hospitalares visando a segurança dos pacientes atendidos.
“Ressaltamos que essa diminuição do atendimento não significa paralisação do Hospital. Os atendimentos de urgência e emergência continuarão sendo feitos dentro das possibilidades”, explicou a Direção em nota.
O comunicado está sendo enviado aos órgãos de imprensa, à Secretaria Municipal de Saúde, GRS e Promotoria Pública.
A situação se agravou por conta da interdição das estradas pelos manifestos dos caminhoneiros que pedem redução no preço do diesel e outros combustíveis, retirada de impostos e melhores condições de trabalho. Essa greve é apoiada pela grande maioria dos brasileiros. Apesar de estar sendo dito que os veículos que transportam medicamentos teriam passagem livre, a falta de medicamentos e materiais no Hospital de Três Pontas mostraria outra realidade. Ou então, segundo motoristas, essas cargas não estariam chegando pela falta generalizada de combustíveis nos postos.
Postos de saúde em todo o país funcionam amanhã (12) para o chamado Dia D de mobilização contra a gripe. Devem ser imunizados idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a 5 anos incompletos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional. Para conhecer um pouco mais dessa realidade conversamos com a especialista em alergias Dra. Cláudia Eugênia Andrade. Numa entrevista ao vivo ela desmistifica todo universo da vacina de gripe e fala das postagens inverídicas chamadas fakes news que têm afastado muitos brasileiros dos postos de vacinação.
Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem ser imunizadas. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão registrados para receber a dose, sem necessidade de prescrição médica.
A imunização começou no dia 23 de abril e vai até 1º de junho. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários. Durante a campanha, serão distribuídas cerca de 60 milhões de doses que, este ano, protegem contra três vírus do tipo influenza, incluindo o H1N1 e o H3N2.