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Sua recente manifestação não foi pontual. Hoje foi totalmente estruturada. Listou falhas, sugeriu soluções, apresentou caminhos. E, sobretudo, deixou implícito algo que não pode ser ignorado:
_ Há ideias sendo ignoradas.
_ Há propostas sendo descartadas.
_ Há um distanciamento entre quem pensa e quem executa.
E quando esse tipo de ruptura acontece dentro de um grupo político, historicamente, o resultado raramente é simples.
Na sequência, outro nome de peso reforça esse cenário: o empresário e provedor da Santa Casa, Michel Renan Simão Castro.
Sua fala é ainda mais direta.
E mais dura.
Ele aponta, sem rodeios:
- falta de planejamento
- decisões atropeladas
- desperdício
- ausência de liderança inspiradora
E aqui está talvez o ponto mais sensível de todo esse cenário:
_ A crítica deixa de ser pontual e passa a ser estrutural.
Quando aliados começam a questionar liderança, direção e capacidade de gestão, o problema deixa de ser episódico.
Passa a ser sistêmico.
E isso exige resposta.
Mas… há resposta?
Ou há silêncio?
Ou pior: há negação?
Diante disso tudo, surge uma pergunta que ecoa nos bastidores — ainda que muitos evitem verbalizá-la abertamente:
_ O governo está sob pressão interna?
E mais:
_ Há risco real de ruptura política?
Quando se fala, ainda que em tom de especulação, sobre uma possível saída do prefeito Luisinho, não se pode tratar o tema apenas como boato.
Porque, na política, rumores recorrentes raramente surgem do nada.
E aqui cabe o registro: questionado diretamente por mim, o Prefeito foi categórico:
“Deus me colocou lá e somente Deus tem o poder de me tirar.”
Resposta firme. Direta. Mas que, ao mesmo tempo, não encerra o debate.
Porque a política não se move apenas por convicções pessoais.
Ela se move por forças, pressões, alianças e interesses.
E esses elementos estão, claramente, em movimento.
Luisinho carrega um histórico importante. Como vice-prefeito, participou de uma gestão amplamente reconhecida — para muitos, a melhor da história recente da cidade.
Mas agora, como prefeito, o cenário é outro.
E a pergunta inevitável surge:
_ O peso da melhor gestão do passado virou cobrança no presente?
_ A expectativa virou pressão?
_ Marcelo Chaves, ex-prefeito, de inspiração virou um fantasma que tem aterrorizado por conta das comparações?
_ Ou existe algo mais acontecendo que ainda não veio à tona?
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Três Pontas não é, nunca foi e provavelmente nunca será um ambiente político simples.
Aqui já vimos de tudo:
_ Poder concentrado e poder fragmentado,
_ Lideranças fortes e lideranças questionadas,
_ Gestões admiradas e gestões contestadas,
_ Ditadores e políticos do diálogo,
_ Perseguidores e perseguidos.
E agora, mais uma vez, estamos diante de um momento de transição — ou talvez de tensão.
E não podemos nos esquecer da figura do atual vice-prefeito. Maycon Douglas Vitor Machado. Esse é o nome mais forte, tido como o ‘futuro da política em Três Pontas’, ao lado de Myller Bueno de Andrade, atual presidente da Câmara. Notável como ex-vereador e ex-presidente da Câmara, querido por grande parte da população, respeitado por diversas correntes políticas, inevitavelmente Maycon chegará à cadeira máxima do Executivo. E por merecimento! Resta saber se nas próximas eleições ou se ainda nesta atual gestão.
Mas Luisinho ainda está lá e está por mérito, por uma votação histórica, sendo ele um homem do povo, um trabalhador humilde e de bom caráter. Um cara do bem! E muito forte politicamente. A urna corrobora com esta minha afirmação!
O que vem pela frente ainda é incerto.
Mas uma coisa é clara:
_ O jogo mudou.
_ As peças estão se mexendo.
_ E nem todos os movimentos estão sendo feitos à luz do dia.
Resta saber até onde isso vai.
E quem vai resistir.
Porque, no fim das contas, uma verdade permanece:
Três Pontas não é para os fracos.
E a política, muito menos.
E nessa história — como em toda boa trama política — o mais importante ainda está por vir.
Quem viver… verá…
Jornalista Roger Campos
MTB 09816-JP
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Roger Campos




























