Autor: Roger Campos

  • ESPECIAL PADRE VICTOR: POPULAÇÃO DE TRÊS PONTAS “DOBRA” NO DIA 23 DE SETEMBRO.

    ESPECIAL PADRE VICTOR: POPULAÇÃO DE TRÊS PONTAS “DOBRA” NO DIA 23 DE SETEMBRO.

    CONEXÃO MOSTRA PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DA FESTA.

    Nossa reportagem percorreu no fim da noite deste sábado (22) os 26 quilômetros da MG 167 acompanhando a movimentação de romeiros que buscavam chegar em Três Pontas para a festa do Padre Victor. Vindos das mais diversas localidades eles se aglomeraram nas margens da rodovia Três Pontas/Varginha. Logo nas primeiras horas do domingo o volume de visitantes já era enorme. Estimativa ainda não fechada sinaliza que neste ano o número de romeiros pode bater os 50 mil, ou seja, praticamente dobrando a população local que é de 56 mil habitantes segundo último senso do IBGE.

    Na Rodovia

    Vários fatores chamaram a atenção da nossa reportagem no trajeto que realizamos entre Três Pontas e Varginha. O primeiro deles foi a quantidade imensa de devotos que caminharam em direção à terra onde estão depositados os restos mortais do Beato Padre Victor. Eles andavam sozinhos ou em grupos, praticamente em fila indiana, a grande maioria com mochila nas costas (portando água, blusa de frio, boné ou chapéu, filtro solar, etc). Também levavam nas mãos aparelhos celulares com as lanternas ligadas para facilitar a locomoção e para serem vistos pelos motoristas. Outro ponto que merece destaque foi a quantidade de viaturas policiais que fazia quase que uma escolta, obrigando os veículos a trafegarem em velocidade reduzida. A Polícia Rodoviária Estadual, na entrada de Varginha, distribuiu adesivos refletivos para centenas de romeiros, aumentando assim a segurança. Viaturas de resgate também estavam à disposição. Contamos cinco pontos de apoio em toda extensão da MG 167 entre Três Pontas e Varginha, pessoas voluntárias que dedicaram seu tempo e até os próprios recursos para distribuir mais que água, pão, leite e café. Distribuíam carinho.

    Mas um fato que gerou preocupação foram os constantes flagrantes de grupos de romeiros que trafegavam na pista de rolamento, na contramão de direção, no sentido Três Pontas/Varginha. Carros, motos e ônibus passavam muito perto desses devotos, um eminente risco de acidentes.

    Informações veiculadas em grupos de whatsapp relataram ter acontecido dois atropelamentos, um que teria acontecido por volta da 01h00 e gerado uma fratura exposta em um dos braços de um romeiro. E outro, mais grave, por volta das 04h30 que teria resultado um politraumatismo também em um devoto que, inclusive, teria sido levado em estado grave para o Hospital Bom Pastor em Varginha. Entramos em contato com a Polícia Rodoviária Estadual em Varginha e também com o Hospital Bom Pastor. Nenhum dos dois órgãos quis passar qualquer informação, portanto não confirmada.

    Feirinha do Padre Victor

    O novo endereço da Feirinha do Padre Victor, que sempre recebe grande quantidade de consumidores e visitantes, transferido este ano para a Mina do Padre Victor, foi aprovado pela maioria dos comerciantes ambulantes e por visitantes com quem conversamos na noite deste sábado (22). O local se mostra melhor estruturado, com mais espaço, inclusive para a circulação de populares entre as barracas, é todo gramado e de fácil acesso. Um grande esquema de segurança foi visto, bem como banheiros químicos e questões relevantes para o bom funcionamento do setor. Felizmente o tempo também colaborou. Se tivesse chovido possivelmente os transtornos seriam grandes.

    A feirinha saiu, há anos, do antigo Parque de Exposições (hoje sede da Fateps/UNIS), local de terreno acidentado e de muita terra. Depois passou para a Avenida Oswaldo Cruz que, se de um lado tinha as vantagens de ser em local asfaltado e próximo da Rodoviária, o que facilitava a locomoção dos romeiros, por outro, atrapalhava o trânsito da principal via de acesso da cidade de Três Pontas e tirava a tranquilidade de moradores do entorno.

    Igreja Matriz

    Novamente um número recorde de fiéis que acompanharam desde as primeiras horas da manhã as Santas Missas foi constatado. As celebrações, carregadas de emoção e histórias de bênçãos e graças atribuídas ao Beato Padre Victor, reuniram milhares de pessoas que se aglomeraram dentro e também do lado de fora, nas portas do templo religioso.

    As filas de visitação ao túmulo do Beato Padre Victor, totalmente remodelado e em um novo espaço desde a sua beatificação, também impressionavam. Reuniam pessoas de todos os cantos do Brasil que traziam histórias de cura atribuídas a Francisco de Paula Victor, além de novos pedidos que ali eram feitos.

    Estrutura

    Visivelmente muita coisa já foi feita, avanços podem ser notados na estrutura da festa do Padre Victor, toda encabeçada pela Associação Padre Victor, com apoio da Paróquia Nossa Senhora d’Ajuda e Prefeitura Municipal. Porém ainda falta muito! Desde a beatificação, ocorrida em 14 de novembro de 2015, o número de romeiros aumenta a cada ano.

    Nota-se que ainda falta uma conscientização turístico/religiosa. Os poucos restaurantes abertos no dia do Padre Victor não comportam o número de romeiros. Flagramos filas intermináveis, como em um localizado na Rua Sete de Setembro e outro próximo da Escola Cônego Vítor. Romeiros com quem conversamos relataram que faltam pousadas populares, afinal de contas a grande maioria dos visitantes de Padre Victor é de classes sociais mais humildes. O transporte, para levá-los, por exemplo, da Igreja Matriz até a Mina do Padre Victor, também, conforme depoimentos, deixa a desejar.

    Num evento que recebe milhares de idosos e crianças, pessoas com problemas de saúde é no mínimo questionável que no dia 23 de setembro, quando mais de 100 mil pessoas estão na cidade de Três Pontas as farmácias continuem trabalhando em esquema de plantão, com apenas duas unidades abertas. Nas redes sociais um cidadão reclamou:

    “Meu repúdio e minha indignação com a mentalidade tacanha, medíocre e provinciana de uma cidade onde em plena festa de Pe. Victor as farmácias fechadas e funcionando apenas em regime de plantão. O município de Três Pontas repleta de romeiros, um calor escaldante, idosos e crianças expostos ao desdém. Isso é desumano e desrespeitoso. Quando a mentalidade daqui vai adquirir noções de civilidade?”

    Especialistas afirmam que, quando ocorrer a comprovação de mais um milagre atribuído a Padre Victor, tornando-o oficialmente santo para a Igreja Católica, o número de visitantes será ainda maior, transformando a cidade do café e da música num grande santuário de peregrinação, como são Guaratinguetá e Aparecida do Norte, em São Paulo. O que obrigará a cidade de Três Pontas a realizar uma grande mudança, grandes investimentos no setor, que já deveriam ter começado logo após a confirmação da beatificação.

     

     Fotos Redes Sociais
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  • O HOMEM RUSTICO SABE SOFRER por JUAREZ  ALVARENGA

    O HOMEM RUSTICO SABE SOFRER por JUAREZ  ALVARENGA

    A vida humana tem um nivelamento explicito. A dor e o sofrimento se estendem a todo ser humano no decorrer da existência.

    A maneira de absorver esta realidade adversa que o distingue.

    O matuto, em mar agitado, mantém a paciência de um discípulo de Buda, enquanto o homem polido amplia a cratera para poder penetrar mais profundamente no abismo.

    A condição humana é um retrato preto no branco para todos. Não existem privilegiados na condução da existência. Por mais sutil e ágil que seja o individuo, o sofrimento é inevitável no decorrer da existência.

    O que não acredito é em nivelamento econômico. A riqueza se produz na verticalidade e na diversidade, na homogeneidade congelamos a criação de riquezas.

    Ideias socializantes é uma ficção teórica. Para produzir riqueza são fundamentais: liderança e hierarquia só existente no sistema capitalista.

    No tão sonhado nivelamento de talentos do socialismo cria-se um caos produtivo e neutraliza o crescimento individual humano.

    Por isto, o natural é provocar a individualidade e não criar controle social robusto, neutralizando as potencialidades singulares.

    O desnível humano não impede a todos sofrer. Os baques da vida são inevitáveis a todos. Isto é inerente a alma humana. Tanto o homem rustico como o polido sofrem a reação ao sofrimento que são diferenciados. Na essência somos todos iguais, porém na superficialidade e no supérfluo somo diferenciados.

    Com a igualdade humana e os sofrimentos são inevitáveis para todos. Desta forma, devemos aprender com o homem rústico como levar o barco na tempestade. Mas a igualdade da condição humana não traz, necessariamente, igualdade econômica.

    O mundo exige cada vez mais produção de riqueza, e isto tem sua gestação na verticalidade de classes e no aprimoramento individual isolado.

    Se for natural à vida humana ter na sua essência nivelamento substancial no secundário como no desnivelamento econômico a verticalidade elevam as bases e criam riquezas, ao caso que a homogeneidade proveniente do socialismo neutraliza os talentos individuais, tornando inativos.

    Devemos finalmente aprender com o homem tosco como conduzir com soberba e eficiência o barco em alto mar em plena tempestade.             

    JUAREZ ALVARENGA

    ADVOGADO E ESCRITOR

    R: ANTÔNIO B. FIGUEIREDO, 29

    COQUEIRAL    MG

    CEP: 37235 000

    FONE: 35 991769329

    E MAIL: [email protected]

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  • SEGURANÇA: PM dá dicas para quem vai na Feirinha do Padre Victor

    SEGURANÇA: PM dá dicas para quem vai na Feirinha do Padre Victor

    Todos os anos várias ocorrências são registradas no dia 23 de setembro em Três Pontas. Celulares, carteiras e bolsas são os mais visados.

    DICAS DA PM PARA A FESTA DO BEATO PADRE VICTOR

    Não ande com muito dinheiro;

    Fique atento com a carteira e bolsas;

    Fique atento com esbarrões;

    Evite utilizar jóias e roupas que chamem atenção de marginais;

    Deixe o dinheiro separado para pequenas despesas e para com os lanches;

    Evite deixar o aparelho celular à mostra ou no bolso traseiro da sua roupa;

    Não descuide das atenções aos filhos e crianças;

    Tenha sempre em mente o local onde os ônibus realizarão o embarque dos passageiros para o retorno;

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  • ESPECIAL PADRE VICTOR: Relembre a assinatura do Decreto de Beatificação pelo Papa Francisco 

    ESPECIAL PADRE VICTOR: Relembre a assinatura do Decreto de Beatificação pelo Papa Francisco 

    Um dia histórico e inesquecível para a comunidade católica trespontana e para todos os devotos de Padre Victor. O 06 de junho de 2015, um sábado, foi o dia em que Vossa Santidade, o Papa Francisco, autorizou, logo pela manhã, (Horário de Brasília), a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o Decreto de Beatificação do Padre Francisco de Paula Victor. O Conexão foi o primeiro veículo a divulgar a grande notícia, que teve uma repercussão gigantesca, a maior da ainda breve historia do portal. A emoção tomou conta de toda cidade. Na semana em que celebramos mais um aniversário de sua morte, nossa reportagem relembra aquela data dentro da cobertura especial do Beato Padre Victor.

    Mineiro da cidade de Campanha, onde nasceu em 12 de abril de 1827, Padre Victor ficou conhecido em Três Pontas. Ele era um jovem sapateiro quando se matriculou no Seminário de Mariana e, durante seus estudos, sofreu discriminação dos colegas, por ser negro e filho de escravos.

    Dedicou a vida aos pobres, ficou conhecido em sua região por sua caridade e morreu com fama de santidade em 23 de setembro de 1905. Nos três dias em que durou o velório, seu corpo exalava suave perfume, conforme relatos de testemunhas da época. O Papa reconheceu a autenticidade de um milagre atribuído ao Padre Victor, a cura inexplicável de uma moradora da cidade que não conseguia engravidar, analisada por uma junta médica do Vaticano e por uma comissão de teólogos. A Beatificação, que dá aos beatos um culto restrito, é o último passo para a canonização, de culto universal.

    A grande festa de beatificação de Padre Victor se deu em Três Pontas, no aeródromo, no dia 14 de novembro de 2015, onde Francisco de Paula Victor se tornou o segundo santo da Diocese de Campanha.

    Em maio de 2013, Nhá Chica (Francisca de Paula de Jesus) foi proclamada beata em Baependi, onde viveu e está sepultada. Também negra e filha de mãe escrava, ela nasceu em 1808 em Santo Antônio do Rio das Mortes, distrito de São João Del Rey. Morreu em 1895. O Brasil tinha, em 2015, seis santos e 79 beatos reconhecidos pela Igreja.

    O único santo de nacionalidade brasileira é Frei Antônio Galvão, nascido em Guaratinguetá. Padre José de Anchieta, canonizado em abril de 2014, era espanhol das Ilhas Canárias. Os outros quatro são Madre Paulina, italiana que emigrou aos nove anos para Santa Catarina, e três missionários jesuítas – o paraguaio Roque González e os espanhóis Afonso Rodriguez e João de Castilhos, martirizados no século 17 nas Reduções, atualmente território do Rio Grande do Sul.

    Na próxima reportagem especial relembraremos a Missa de Beatificação de Padre Victor.

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  • MILHARES DE FIÉIS ACOMPANHAM AS MISSAS DA NOVENA DO BEATO PADRE VICTOR EM TRÊS PONTAS

    MILHARES DE FIÉIS ACOMPANHAM AS MISSAS DA NOVENA DO BEATO PADRE VICTOR EM TRÊS PONTAS

    A clara expressão da fé dos católicos trespontanos e também de romeiros oriundos de diversas cidades da região sul do estado de Minas Gerais, e até de outros estados do Brasil, pode ser vista durante as celebrações das Santas Missas que fazem parte da Novena do Beato Padre Victor, iniciada no último dia 14 de setembro e que será encerrada no próximo sábado, dia 22, véspera do Dia do Padre Victor.

    Fotos feitas por nossa reportagem durante a semana mostram como a Igreja Matriz Nossa Senhora d’Ajuda, local onde estão depositados os restos mortais de Padre Victor e que recebe diariamente a visita de devotos, tem ficado lotada durante as celebrações dos nove dias dedicados a memória de Francisco de Paula Victor.

    Com o fim da novena no sábado, a cidade já estará vivendo toda a montagem da estrutura da Festa do Padre Victor coma chegada grande de fiéis. No dia 23 de setembro a cidade de Três Pontas deverá receber mais de 50 mil turistas, a exemplo do que aconteceu em anos anteriores. Previsões mais otimistas afirmam que o número de romeiros na cidade pode passar dos 60 mil já que o dia de Padre Victor, em 2018, cairá num domingo.

    Pontos de grande visitação como a Igreja Matriz, Mina do Padre Victor e Associação Padre Victor já estão sendo preparados para acolher tantos fiéis. Vale lembrar que neste ano, pela primeira vez, a tradicional feira de comércio ambulante conhecida como “Feirinha do Padre Victor” será realizada no Parque Multiuso (Mina do Padre Victor) e não mais na Avenida Oswaldo Cruz.

    Veja a programação completa em https://cms.conexaotrespontas.com.br/programacao-113o-aniversario-de-morte-do-beato-padre-victor/

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  • TRÂNSITO: MARQUÊS DE ABRANTES “TODA” VOLTARÁ A TER MÃO DUPLA.

    TRÂNSITO: MARQUÊS DE ABRANTES “TODA” VOLTARÁ A TER MÃO DUPLA.

    PREFEITURA ANUNCIA COLOCAÇÃO DE DUAS PASSAGENS ELEVADAS DE PEDESTRES NA CIDADE.

    A Secretaria Municipal de Transportes e Obras informou que o trecho da Rua Marquês de Abrantes que foi transformado em mão única (apenas subindo) e que tem gerado uma série de reclamações desde que o antigo coordenador do trânsito efetivou a mudança, está com os dias contados. A mão dupla em toda sua extensão será retomada em breve.

    “Realmente essa é uma notícia importante que gostaria de dar aos trespontanos através do Conexão Três Pontas. A Rua Marquês de Abrantes voltará a ser mão dupla e ainda colocaremos uma passagem elevada de pedestres, dando mais segurança aos transeuntes”, revelou o secretário Maquil dos Santos Pereira.

    Ainda conforme Maquil, uma outra passagem elevada de pedestres será feita em frente a creche do bairro Cidade Jardim.

     

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  • HISTÓRIAS DE VIDA: “SEU LORETO” É HOMENAGEADO PELO CONEXÃO TRÊS PONTAS

    HISTÓRIAS DE VIDA: “SEU LORETO” É HOMENAGEADO PELO CONEXÃO TRÊS PONTAS

    O quadro Histórias de Vida, criado pelo portal Conexão Três Pontas, tem o objetivo de homenagear, em vida, pessoas de todas as classes sociais, profissões, funções ou perfis, que tenham se destacado por trabalhos relevantes ou simples, por exemplos deixados ao longo dos anos, por um legado de amizades e respeito. E hoje estamos merecidamente homenageando, embora de forma singela, contando um pouco da história do encanador “Seu Loreto”, querido por todos.

    José Loreto de Brito, carinhosamente chamado de “Seu Loreto”. Encanador por profissão. Um dos mais antigos da cidade, no ramo há 45 anos. É conhecido pela eficiência e honestidade. Também pelo jeito simples e afável com todos. Também por trabalhar dia após dia, sem tempo ruim, na sua companheira de lutas: a bicicleta. Carrega nela suas ferramentas e no rosto, emoldurado por um bonezinho, um sorriso contagiante e sincero.

    Casado com Zélia Vitar Ferreira Brito, tem 69 anos de idade. Engana-se quem pensa que se trata de um “senhorzinho” com a idade avançada cansado do pesado trabalho. Nada disso, Seu Loreto é uma fortaleza. Debaixo de sol, com as marcas no corpo trazidas pelos anos, não se curva diante das dificuldades e da idade.

    Se curva para Deus! Aliás, essa é uma outra característica importante. Quando não está trabalhando, Seu Loreto está na Igreja Matriz d’Ajuda, trabalhando ao lado de sua esposa na Pastoral da Acolhida. Faz parte da Pastoral Familiar e é um católico fervoroso, um homem reto, íntegro, que tem as portas abertas onde chega.

    Em conversa com nossa reportagem, disse de pronto que tem cinco filhos. Perguntado sobre o número de netos, traído pela memória, precisou fazer contas. “Peraí, deixa eu contar que são muitos netos, graças a Deus. São oito ao todo (risos)”, revelou.

    Seu Loreto iniciou na profissão trabalhando no SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). De lá pra cá atendeu praticamente a cidade toda. Sempre fazendo amigos, conquistando o carinho e admiração das pessoas.

    Por tudo isso, Seu Loreto é um exemplo e merece nossos aplausos e reconhecimento. Esperamos, também, que a Câmara Municipal, como sugestão, possa outorgar-lhe uma Moção de Aplausos, caso já não tenha feito. Pois comungamos do pensamento de que as melhores homenagens devem ser feitas em vida, como gratidão e reconhecimento de belas histórias de vida!

    INDIQUE PERSONAGENS PARA CONTARMOS HISTÓRIAS DE VIDA

    Se você conhece alguém, não importa idade, credo ou profissão, que tenha uma vida pautada pela ética, pelo trabalho, pela honestidade e acima de tudo pela amizade, por fazer o bem sem olhar a quem, entre em contato com nossa reportagem pelo tel/whats (35) 9 9975-4248 ou pelo e-mail [email protected] e nos ajude a homenagear, em vida, quem merece.

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  • PROJETO BENEFICIA MULHERES TRESPONTANAS

    PROJETO BENEFICIA MULHERES TRESPONTANAS

    Um Projeto de Lei, de número 4.347, datado de 10 de setembro de 2018 e que altera os artigos 111 e 114 e que revoga o artigo 113 da Lei Municipal nº 1.635, de 30 de junho de 1994, que “Dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Três Pontas”, sendo de autoria do vereador Maycon Douglas Machado, em parceria com os vereadores Marlene Lima e Luís Carlos da Silva, “concede licença à servidoras gestantes por 180 (cento e oitenta) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração, estendendo-se o mesmo direito às servidoras em gozo de licença maternidade concedidas até a data da publicação desta Lei, usufruindo do beneficio pelo prazo que ainda restar até completar 180 (cento e oitenta) dias.”

    Ainda conforme a lei, no caso de adoção ou guarda judicial de criança de até 1 (um) ano de idade, o período de licença será de 180 (cento e oitenta) dias.

    No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 1 (um) ano até 4 (quatro) anos de idade, o período de licença será de 120 (cento e vinte) dias.

    Para a adoção ou guarda judicial de criança a partir de 4 (quatro) anos até 8 (oito) anos de idade, o período de licença será de 60 (sessenta) dias.

    Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

    Satisfeito com a aprovação e com o que ele representa para as mulheres trespontanas, o legislador comentou em suas redes sociais:

    Vereadores Maycon, Marlene e Luizinho.

    “Estou muito feliz, pois pensando na família e no recém nascido, na necessidade da presença da mãe durante os primeiros meses de vida, formulei, juntamente com Marlene Lima e Luisinho Silva, o projeto de lei que altera de 4 para 6 meses a licença Maternidade para a servidora efetiva do Município. O projeto foi promulgado, agora é Lei. As famílias e as mulheres merecem! Nossos bebês agradecem”, destacou Maycon Machado.

    O projeto foi aprovado por unanimidade.

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  • TRESPONTANOS BRILHAM EM ESPORTES DE FORÇA, QUEBRAM RECORDES E VOLTAM COM MEDALHAS

    TRESPONTANOS BRILHAM EM ESPORTES DE FORÇA, QUEBRAM RECORDES E VOLTAM COM MEDALHAS

    Trespontanos brilharam no Sétimo Campeonato Mineiro de Powerlifting. Realizado no último dia 08 de setembro na cidade de Pouso Alegre. O evento que reúne diversos tipos de levantamento de peso se distribuiu em várias categorias e os atletas de Três Pontas foram destaque.

    A equipe trespontana esteve assim representada:

    _ Mauro Cunha – categoria Master 1 – 105 quilos

    _ Juliano Silveira – categoria Master 1 – 83 quilos

    _ Vanessa Novak – categoria Subjunior – 52 quilos

    _ Aryane Silva – categoria Júnior – 57 quilos

    O atleta Mauro Cunha, campeão brasileiro em 2017 no Levantamento Terra, agora foi campeão mineiro 2018 e bateu o recorde na mesma modalidade com a marca de 280 quilos.

    O atleta Juliano Silveira foi campeão mineiro em duas categorias: Master 1 e categoria Estreantes. Ele bateu o recorde mineiro no Agachamento com a marca de 180 quilos. No Levantamento Terra também conquistou o recorde Mineiro com 220 quilos nas duas categorias.

    Aryane Silva foi campeã na categoria 57 quilos.

    Vanessa Novak, aluna de Juliano, bateu dois recordes na categoria de 52 quilos. No Agachamento quebrou o recorde com a marca de 65 quilos. E no Levantamento Terra também quebrou recorde com 74 quilos.

    Os próximos eventos acontecerão em novembro, quando será realizado o Campeonato Mineiro de Levantamento Terra “Deadlifting”.

    Parabéns aos atletas trespontanos!

     

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  • PERTO DO FIM: GRUPO FÉ COM OBRAS PEDE SOCORRO PARA MANTER “ABRIGO”. “ESTÃO PRESTES A CORTAR TUDO!”

    PERTO DO FIM: GRUPO FÉ COM OBRAS PEDE SOCORRO PARA MANTER “ABRIGO”. “ESTÃO PRESTES A CORTAR TUDO!”

    O Grupo de Oração Fé com Obras, que realiza um importante trabalho social na cidade de Três Pontas e que conta com pouquíssima ajuda, praticamente custeando toda a assistência por conta própria, está, mais uma vez enfrentando grave crise financeira, a ponto de fechar. Membros têm pedido ajuda nas redes sociais, mas ainda não obteve o retorno necessário.

    O Grupo Fé com Obras abriga vários “moradores de rua”, lhes dando moradia, banho, alimentação, instrução e ajuda psicológica, além de envolvimento com a fé, os ensinamentos da Bíblia.

    No momento, eles estão com três contas de luz, três de água, dois aluguéis, duas contas de internet e de TV atrasados. “Por favor nos ajudem e rezem por nós”, disse o coordenador Piter Vagner de Jesus nas redes sociais.

    Ele e sua esposa Fernanda, ao lado de um grupo muito pequeno de voluntários, vivem em função desse trabalho social, ajudando pessoas que, normalmente, a sociedade vira as costas, bem como o poder público. Eles deixam, muitas vezes, sua profissão de lado para manter “essa obra de Deus”. Mas, infelizmente, tudo isso poderá se perder nas próximas horas e o fechamento não está descartado.

     “Irmãos, estamos num período crítico na Comunidade Fé com Obras para mantermos o projeto de acolhimento aos vários ex-moradores de rua que lá vivem. A qualquer hora serão cortadas (como no mês passado) a água e a energia do Cenáculo. Também já está há várias semanas sem internet lá (que usamos para acessar as câmeras)… e também sem a Sky (que assinamos pra eles poderem ser evangelizados pela TV Canção Nova). E o aluguel (R$1.200 mensal) está pendente há 2 meses.

    Além das orações (que são o que mais precisamos), quem se sentir tocado a ajudar esta obra de Deus com qualquer valor, será de imensa ajuda. Temos lutado muito diariamente para mantermos o projeto, e não ficamos parados esperando ajuda. Mas os desafios estão superando as nossas forças, já que na comunidade somos só 6 servos e ela não recebe nenhuma ajuda financeira da prefeitura nem da Igreja.

    Muito obrigado! Deus abençoe a todos que voltarem o coração e as orações pra esta casa de Deus”, desabafou Piter.

    CONHEÇA O TRABALHO DO FÉ COM OBRAS

    Fazer o bem sem olhar a quem. Hoje em dia, com a correria do mundo moderno, o “eu” está cada vez em pauta. Não se tem tempo, interesse, disponibilidade para estender a mão, ajudar outras pessoas, praticar a caridade a quem precisa. Cada vez mais o ser humano está recluso dentro das suas limitações, do próprio ego, se afastando de questões humanitárias, ligadas ao sentimento da solidariedade. Mas há exceções!

    E uma dessas exceções é a ONG e Grupo de Oração Fé com Obras, formado por membros da Igreja Católica de Três Pontas. Um grupo de amigos resolveu criar trabalhos que realmente possam ajudar a quem precisa, além de desfrutar de momentos de oração e fé. Eles conseguem enxergar os mais necessitados como verdadeiros irmãos em Cristo, o que para muitos é impossível ou banal, já que os miseráveis ou excluídos quase sempre, para essas pessoas, se tornam invisíveis.

    O Grupo de Oração Fé com Obras, sediado em Três Pontas, desde 2006 realiza dezenas de projetos humanitários e de evangelização na cidade, no estado, no Brasil e, eventualmente, até ao redor do mundo. Tudo para a glória de Deus, e não a deles, conforme eles próprios se definem em sua página oficial no facebook.

    Constantemente diversas ações são coordenadas em Três Pontas, campanhas assistenciais, com o objetivo de ajudar a quem precisa.

    Quem quiser ajudar o grupo Fé com Obras a fazer o bem a outras pessoas, ou conhecer melhor esse trabalho belíssimo, acesse a página no facebook:

    https://www.facebook.com/fe.com.obras/timeline

    Quem puder ajudar de alguma forma, entre em contato pelo telefone/whatsapp 9 8879-6468.

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    Roger Campos

    Jornalista

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  • LUTO: JORNALISMO TRESPONTANO PERDE SEU “PAI”, SEU HAROLDO

    LUTO: JORNALISMO TRESPONTANO PERDE SEU “PAI”, SEU HAROLDO

    Faleceu na noite deste domingo (16) o senhor Haroldo de Souza Figueiredo, conhecido como o “pai” do jornalismo trespontano, sendo ele um dos pioneiros na produção de jornais, na divulgação de acontecimentos através da mídia.

    Seu Haroldo foi o criador do jornal Correio Trespontano e mais tarde do jornal Tribuna de Três Pontas. Era o proprietário da Gráfica Santo Antônio, responsável por grande produção de materiais impressos e gerava vários empregos.

    Ele foi casado com a saudosa Darci Figueiredo, teve cinco filhos: Deise, Ana Teresa, Cleuza, Haroldo Júnior (saudoso ex-secretário de Cultura, compositor e carnavalesco) e o saudoso pediatra Dr. Carlos Fagundes. Tinha sete netos e seria bisavô em breve. No próximo dia 17 de outubro completaria 93 anos.

    Seu corpo está sendo velado no Velório Municipal. O sepultamento será ás 17 horas.

    Ao Seu Haroldo o nosso eterno respeito e agradecimento por ter sido fundamental na arte de informar com ética e responsabilidade, valorizando a nobre missão do jornalismo.

    Aos familiares e amigos os nossos sentimentos!

    Foto Mauro Bueno

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    Roger Campos

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  • Casos do dia a dia – Achado não é roubado? O caso do cãozinho de raça e do vira lata

    Casos do dia a dia – Achado não é roubado? O caso do cãozinho de raça e do vira lata

    CIDADÃO ENTENDA O SEU DIREITO.

    Uma pessoa acha determinada coisa na rua e o leva para casa. Pensa: achado não é roubado, e fica com o objeto. E pior: o dono da coisa o encontra e requer a devolução e a pessoa não o restitui, alegando justamente que o achou perdido na rua e que, afinal, o que é achado não é roubado.

    De fato, roubado não é, mas essa pessoa terá, sim, de restituir o animal, sob pena de sua conduta caracterizar crime. Por outro lado, a coisa achada poderá ser adquirida, gratuitamente, bastando que seu dono o abandone ou que a coisa “achada” não tenha dono. Vai depender do caso.

    Passamos às explicações.

    Vamos imaginar que determinada pessoa está andando pelo parque próximo à sua residência e se depara com um cãozinho. Esse cãozinho, um lindo “beagle”, está perdido, à sorte. Essa pessoa resolve levá-lo para casa. Leva-o ao veterinário, alimenta-o, banha-o e cuida muito bem dele. Dias depois aparece uma pessoa em sua casa: o dono do cachorrinho, requerendo sua devolução.

    Pergunto: a pessoa terá que devolver o cachorrinho ao dono?

    Sim, infelizmente.

    Por qual motivo? Por expressa determinação do Código Civil, que em seu artigo 1.233, dispõe que: “Art. 1.233. Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor”.

    Poxa vida, mas e todo aquele dinheiro que a pessoa gastou com o cachorrinho que achou? Além de cuidar do cachorrinho de outrem, ele terá prejuízo financeiro?

    Não. Ele terá direito a uma compensação pelas despesas, bem como uma recompensa, conforme estabelecido pelo artigo 1.234 do Código Civil: “Art. 1.234. Aquele que restituir a coisa achada, nos termos do artigo antecedente, terá direito a uma recompensa não inferior a cinco por cento do seu valor, e à indenização pelas despesas que houver feito com a conservação e transporte da coisa, se o dono não preferir abandoná-la”.

    Portanto, a pessoa deve restituir o animal, satisfazendo-se com a compensação pelas despesas despendidas e com recompensa que lhe é devida. Caso não haja acordo sobre o valor da recompensa, uma vez que é bastante difícil na prática estabelecer o valor de pelo menos 5% de um determinado animal de estimação, o valor da recompensa será decidida pelo juiz.

    Essa recompensa pela coisa descoberta possui curiosa nomenclatura específica: “achadego”

    O artigo 1.234 confere àquele que achou o cachorrinho uma chance de ficar com o animal, que na verdade é uma “prova de amor” que o dono terá de se submeter. Como ele terá de restituir à pessoa todo o valor que a pessoa que cuidou de seu animal, pode optar por abandoná-lo, caso em que a pessoa que o achou passará a ser seu dono. Se, por exemplo, a pessoa que o achou gastou mais de $1.000,00 com as despesas para cuidar do animal, além de pagar uma recompensa em valor não inferior a 5%, o dono poderá achar por “melhor” abandoná-lo aos cuidados dessa pessoa do que ter de restituir esse valor (falta de amor? Sei não…).

    Se a pessoa se recusar a restituição ao dono que o requer de volta, ele comete crime. E esse crime se chama apropriação de coisa achada, estando previsto no artigo 169, parágrafo único, inciso II do Código Penal:

    Art. 169. Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza: Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa. Parágrafo único – Na mesma pena incorre: (…) II – quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro do prazo de quinze dias.

    Assim, quem acha coisa alheia e não devolve, seja a pedido do dono da coisa ou pela não entrega da coisa à autoridade competente no prazo de 15 dias, pratica o crime de apropriação de coisa achada (Art. 1.233 e seu parágrafo único do Código Civil, c/c art. 169, parágrafo único, II do Código Penal).

    Inclusive, a pessoa que acha a coisa perdida tem a obrigação legal de procurar saber quem é seu proprietário, para restituir o bem ou entrega-lo à autoridade competente, no prazo de 15 dias.

    E quem é essa a autoridade competente?

    Via de regra, a autoridade policial. Contudo, nesse caso, considerando tratar-se de um animal, poderia ele ser entregue a zoonoses (muito embora na prática, considerando o atual sistema de proteção estatal aos animais, essa entrega seria praticamente uma sentença de morte ao animal). Agora vem a curiosidade, objeto do tema deste texto, decorrente da análise do artigo 169, parágrafo único, inciso II do Código Penal, que nos permite chegar à seguinte conclusão: a pessoa que se utiliza do brocado “o que é achado não é roubado” para justificar a não devolução da coisa achada está correta! Repito: correta.

    Realmente, o que é achado não é roubado.

    Então, se não é roubado, ele pode ficar com a coisa?

    Não.

    Se você, leitor, ainda pensou nessa possibilidade, favor reler o texto novamente até este ponto.

    A coisa não é roubada, mas indevidamente apropriada! A coisa achada e não devolvida é apropriada, e não roubada. O crime de roubo, nos termos expressos do art. 157 do Código Penal, exige a prática de violência ou grave ameaça para obtenção da coisa ou a redução à impossibilidade de resistência da vítima. Pergunto: como é que uma coisa pode ser achada com violência ou grave ameaça ou reduzindo a pessoa à impossibilidade de resistência?! No mesmo sentido, não haveria que se cogitar de um crime de furto (art. 155, CP) em razão da impossibilidade de se subtrair, ou seja, “tomar” algo que foi achado.

    Concluindo: a coisa achada, e não devolvida, não é roubada, não é furtada, mas é apropriada indevidamente, incorrendo o autor no crime de apropriação de coisa achada!

    Uma última observação quando a este caso do cachorrinho: a natureza jurídica da relação entre entre cachorro “beagle” e aquele que o achou no parque chama-se descoberta. A pessoa “descobriu” o cachorrinho.

    Alguns devem estar perguntando: mas e se o cachorro achado não tiver dono, como, por exemplo, se a pessoa encontrar um vira-lata (sem dono) na rua e desejar ficar com ele?

    Que fique. É dela (e receba meus parabéns pela nobreza do gesto).

    É que, diferentemente do caso do “beagle” acima, que tem dono, o vira lata achado na rua não tem. Portanto, resta-se impossível aplicar o instituto da descoberta prevista no art. 1.233 do Código Civil, que exige o achado de coisa alheia. Observe a expressa disposição legal do artigo 1.233 do Código Civil:

    Art. 1.233. Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor.

    Ora, se o vira-lata não tem dono, não é coisa alheia, mas coisa sem dono. É o que se chama de res nullius. A coisa sem dono (res nullius) não é achada, mas assenhorada, de forma que a pessoa desde logo adquire sua propriedade, nos termos do artigo 1.263 do Código Civil.

    Art. 1.263. Quem se assenhorear de coisa sem dono para logo lhe adquire a propriedade, não sendo essa ocupação defesa por lei.

    Trata-se do instituto civil chamado de ocupação. A pessoa que “adotou” o vira-lata adquiriu sua propriedade por meio da ocupação. O Código Civil somente veda a ocupação de res nullius quando esta for expressamente proibida (defeso) por lei. Seria o caso, por exemplo, da pessoa querer ocupar uma ave de espécie rara, uma onça do Pantanal, ou de uma jiboia branca, dentre outras espécies de animais os quais a Lei proíbe que o particular os assenhore (salvo raríssimas hipóteses, que dependem de autorização de autoridade competente em regra).

    Uma última observação: a diferença aqui colocada entre o cãozinho de raça e o vira-lata é meramente didático. O ponto que diferencia os exemplos não é o critério de raça do cachorro, mas a relação jurídica da coisa com seu proprietário. Assim, podemos muito bem ter um cãozinho de raça sem dono, passível de ocupação e aquisição de sua propriedade, como podermos ter um vira-lata com dono, que pode ser descoberto, devendo ser devolvido ao seu dono, garantido o devido ressarcimento.

    GABRIEL FERREIRA DE BRITO JÚNIOR – OAB/MG 104.830

    Advogado na Sério e Diniz Advogados Associados desde 2006, Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Newton Paiva (2006), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha – FADIVA (2001), Oficial de Apoio Judicial (Escrevente) do Tribunal de Justiça do

    Estado de Minas Gerais por 10 anos (1996-2006), Conciliador Orientador do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (ano 2004).

    Cel.: (35) 9 9818-1481

    Escritório: (35) 3265-4107 [email protected]

    Endereço: Rua Bento de Brito, 155 – Centro

    Três Pontas/MG

    CEP: 37190-000

    Sério & Diniz Advogados Associados

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