Banco reduziu parte fixa da parcela de 3,35% para 2,95% ao ano
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (16) uma redução na taxa de juros do crédito imobiliário. Os detalhes foram anunciados em um evento para o setor de construção civil realizado na sede do banco, em Brasília.
A redução dos juros ocorre em uma modalidade específica de financiamento habitacional, o crédito Poupança Caixa. A Caixa oferece atualmente quatro modalidades de financiamento da casa própria: crédito com taxa fixa de juros, crédito com correção pela Taxa Referencial (TR), financiamento corrigido pela inflação (IPCA) e o crédito Poupança Caixa, em que a taxa de juros tem uma parte fixa, definida pelo banco, e outra variável, que corresponde à remuneração da poupança.
É justamente na taxa fixa cobrado pelo banco que houve redução de 3,35% ao ano (a.a.) para 2,95% a.a. Com isso, o crédido Poupança Caixa passa a ser 2,95% a.a + rendimento da poupança. Variável, o rendimento da poupança corresponde a 70% da Taxa Selic, a taxa básica de juros, atualmente em 5,25%. Na prática, o crédito nessa modalidade terá correção de 6,62% a.a., se considerarmos o valor da Selic vigente no momento.
A partir de 4 de outubro, já será possível realizar as simulações com as novas condições da linha de crédito imobiliário Poupança Caixa, tanto pelo aplicativo Habitação Caixa ou diretamente no site do banco. As contratações começam no dia 18 do mesmo mês.
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou que o banco vai reduzir os juros para o financiamento de casa própria. Ele porém, não deu detalhes sobre isso e afirmou que mais informações serão divulgadas na próxima quinta-feira (16).
“Nós teremos nas próximas 3 semanas várias novidades. Não vou antecipar, mas nós vamos ter na quinta-feira? Vou dizer: a Caixa vai reduzir os juros”, afirmou em discurso na cerimônia de lançamento do Habite Seguro, programa de financiamento para agentes de segurança.
Em seguida, Pedro Guimarães justificou brevemente o motivo da redução dos juros: “Não está aumentando a Selic? Então a Caixa Econômica Federal, com o lucro que nunca teve, sem roubar, vai diminuir os juros da casa própria”. Procurada, a assessoria da Caixa reiterou que mais informações sobre a diminuição dos juros só serão divulgadas na próxima quinta. Na cerimônia de hoje, Pedro Guimarães fez uma fala marcada pelo discurso contra a corrupção — o que foi repetido também pelos ministros João Roma, Rogério Marinho e Anderson Torres, que o seguiram.
“Como não tem roubo, sobra dinheiro”, argumentou o presidente da Caixa.
FGTS mudou regras para financiamento
O conselho curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou novas regras para o uso do dinheiro para financiamento de imóveis populares.
Segundo a mudança, será possível aumentar o desconto no valor do imóvel financiado por famílias com renda de até R$ 2 mil.
A mudança também uniformiza as taxas de juros oferecidas a estas famílias no programa Casa Verde e Amarela, além de aumentar o valor dos imóveis que podem ser enquadrados como habitação popular, destinados a famílias com renda mensal bruta de até R$ 7 mil.
Um dia após os discursos do presidente Jair Bolsonaro em Brasília e São Paulo, nos quais criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e voltou a defender o voto impresso, caminhoneiros decidiram parar vários pontos de estradas em pelo menos oito estados.
Caminhoneiros iniciaram hoje bloqueios de rodovias em vários pontos do país. Circulam nas redes sociais vídeos que mostram barricadas feitas de pneus e brita, além de fechamentos com os próprios caminhões.
Um grupo de cem caminhoneiros resolveu bloquear a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e tentam chegar a locais de acesso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso.
Um outro grupo de caminhoneiros fechou a MGC-491, próximo ao trevo da Walita, em Varginha. A mobilização dos caminhoneiros ocorre um dia após vários protestos em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a TV Alterosa, estão sendo retidos apenas veículos de carga. Veículos de passageiros e cargas perecíveis estão liberados.
Como consequência, após o compartilhamento dos primeiros vídeos da paralisação nas redes sociais, muitos motoristas iniciaram uma corrida e grandes filas nos postos de combustíveis do Sul de Minas e aqui em Três Pontas não é diferente. Há informações, divulgadas na mídia da região, que alguns postos já estão aproveitando a situação e subindo os preços nas bombas. É preciso ficar atento!
Na pauta dos caminhoneiros que aderiram a paralisação estão a redução nos preços dos combustíveis e muitos itens defendidos pelo Presidente Jair Bolsonaro em seus discursos durante as manifestações do 7 de Setembro, como o voto com comprovante impresso, a liberdade de expressão, liberdade de imprensa e pressões sobre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.
O Conexão Três Pontas teve acesso a um dos vídeos que já circula pelas redes sociais. Acompanhe:
Data comemora o fim do período em que o Brasil era colônia portuguesa, configurando nossa independência
O dia 7 de setembro é um feriado nacional. Mas você sabe o que é comemorado neste dia? Há exatos 199 anos, o Brasil conquistava sua independência e deixava oficialmente de ser uma colônia portuguesa. Curiosamente, mesmo após a libertação brasileira, o primeiro rei coroado foi D. Pedro I, nascido em Portugal e filho de D. João VI, rei português. Relembre abaixo como se deu o processo.
Apesar da independência brasileira ser fruto de várias decorrências que remontam ao início da invasão portuguesa em 1500, o estopim que levou ao acontecimento pode ser retratado em dois fatores.
Primeiramente, as rebeliões nativistas e separatistas que estouraram no século XVIII. Elas consistem em revoltas provocadas por medidas sancionadas por Portugal sob o Brasil enquanto colônia (como exemplo a Guerra dos Emboabas, em Minas Gerais). Esses conflitos serviram para demonstrar a existência de um vínculo entre colonos e suas raízes brasileiras e a busca de proteção dos interesses próprios da colônia. Por outro lado, existiram as rebeliões abertamente separatistas, que reivindicavam a independência brasileira (como a Inconfidência Mineira).
Por outro lado, acontecimentos na Europa envolvendo o Império Português acabaram influenciando a dinâmica política no Brasil. Por conta de conflitos entre o rei português e o expansionismo francês protagonizado por Napoleão, a Corte brasileira foi transferida para o Brasil. Essa mudança acarretou em uma série de medidas sancionadas por D. João VI que abriram portas na economia brasileira e elevaram o Brasil à condição de reino, já encaminhando para um processo de independência.
Quando D. João VI, com medo de perder a Coroa, precisou retornar à Portugal, ele deixou seu filho D. Pedro como príncipe regente do Brasil. Antes de sua partida, ele alertou o filho sobre a independência e o orientou a encabeçar o movimento e tornar-se ele mesmo o primeiro rei brasileiro. O livro História do Brasil de Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo explica: “Antes de partir, pressentindo a possibilidade de o Brasil se separar de Portugal, D. João VI aconselhara D. Pedro a assumir a liderança de um movimento caso os brasileiros se manifestassem pela independência , dizendo ao filho: ‘Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros”.
Assim, quando forças brasileiras começaram a pressionar D. Pedro a descumprir ordens da metrópole portuguesa, ele decidiu declarar a independência brasileira. Segundo a história, dia 7 de setembro, às margens do rio Ipiranga, o então príncipe gritou “independência ou morte”, consolidando o fim do Período Colonial brasileiro. Ele foi coroado como D. Pedro I, primeiro rei brasileiro.
Um fato curioso é que a data oficial de assinatura da independência do Brasil é no dia 2 de setembro. Nessa data, o rei D. Pedro I estava fora do Rio de Janeiro (sede da Corte) e havia deixado sua esposa, a Imperatriz Leopoldina como regente. Portanto, foi Leopoldina quem assinou a documentação de separação da colônia que eventualmente chega a D. Pedro I às margens do rio Ipiranga.
Vale ressaltar que o processo de independência, como ilustrado acima, foi protagonizado pela aristocracia portuguesa e, dessa forma, não houveram mudanças estruturais efetivas. Vicentino e Dorigo explicam: “Assim, a oficialização da independência brasileira foi acompanhada da manutenção não somente da dependência econômica, livre, sem dúvida, das amarras do pacto colonial, como também das estruturas de predomínio socioeconômico e político da aristocracia rural e da subjugação da grande maioria dos brasileiros aos interesses da elite.”
Dados da Fiocruz indicam menor média de mortes desde dezembro de 2020
As mortes por covid-19 no Brasil, mais uma vez, atingiram o menor patamar no ano de 2021, segundo a média móvel de sete dias divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ontem (5), foi registrada uma média diária de 617 óbitos, o menor nível desde 28 de dezembro de 2020 (611 mortes).
Até o fim de agosto, o menor nível de mortes do ano havia sido registrado em 3 de janeiro (697). Em 27 de agosto, a média ficou abaixo desse patamar, ao apresentar 688 óbitos. A marca foi sendo batida dia após dia, até 2 de setembro, quando se chegou à média de 621.
Nos dias seguintes, a média ficou relativamente estável. Ontem, voltou a cair e a apresentar o menor patamar do ano.
A média de ontem representa um recuo de 21% na comparação com duas semanas antes. Já em relação ao mês anterior, a queda chegou a 30,4%.
O pico de óbitos na pandemia de covid-19 no país foi registrado em 12 de abril, quando foi observada uma média de 3.124 mortes, cinco vezes acima do número apresentado ontem pela Fiocruz.
A média móvel de sete dias é calculada somando-se os dados do dia em questão com os seis dias anteriores e dividindo-se o resultado por sete.
Brasil superou 100 medalhas de ouro em paralimpíadas
Os Jogos Paralímpicos de Tóquio se encerraram e, com eles, mais um ciclo de grandes exemplos de superação e humanismo se completa. O mundo teve, no evento encerrado há pouco no Estádio Olímpico de Tóquio, mais uma amostra da riqueza que a diversidade proporciona.
Superação que, do ponto de vista brasileiro, foi confirmada nas 72 medalhas conquistadas (22 ouros; 20 pratas; e 30 bronzes), dando ao país a sétima colocação no quadro geral. Três dessas medalhas foram parar no peito do nadador Daniel Dias, a quem coube a honrosa tarefa de carregar a bandeira brasileira durante o evento de encerramento dos jogos.
Com os três bronzes conquistados, Daniel entra para a história como o maior medalhista paralímpico brasileiro, após 27 pódios. Após empunhar a bandeira, o nadador não pôde se juntar à delegação brasileira que, a exemplo das demais delegações, já se encontrava no estádio. Ele teve de se dirigir aos bastidores para se preparar para a posse no novo comitê paralímpico, do qual é integrante.
O Brasil foi o 117º país a ter sua bandeira desfilada, em uma cerimônia que contou com a participação de 160 países, além das representações dos refugiados e do Comitê Olímpico Russo.
Hospitalidade, aceitação e celebração
“Há oito anos prometemos hospitalidade. Estou confiante de que cada atleta sentiu esse espírito aqui”, discursou a presidenta do Comitê Organizador dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, Seiko Hashimoto ao ressaltar que os paratletas “inspiraram muitos de nós a começar nossas próprias jornadas” em busca de “um futuro mais inclusivo”.
Presidente do Comitê Paralímpico Internacional, o brasileiro Andrews Parsons disse que os jogos não foram apenas históricos. “Atletas fantásticos abriram nossos corações e mentes, e mudaram vidas”, disse ele pouco antes de citar uma “filosofia japonesa” que defende não apenas a aceitação, mas “a celebração de todas as imperfeições que todos temos”.
“Hoje o que fazemos não é uma cerimônia de encerramento, mas a abertura de um futuro olhar para 1,2 bilhão de pessoas com deficiência, que querem ser cidadãos ativos em um mundo inclusivo”, completou ao declarar o encerramento dos jogos.
Em seguida, foi apresentado um vídeo com autoridades internacionais e personalidades selecionadas pelas Nações Unidas, ligadas ao movimento #wethe15, em uma uníssona mensagem em favor da inclusão.
Apresentações
Músicos e dançarinos – com e sem deficiência – proporcionaram sons e imagens contendo elementos de diversidade, em uma celebração ao brilho de cada ser humano. Tudo resultou na construção da “cidade em que as diferenças brilham”, termo referente à capital japonesa.
Em destaque, a torre Sky Tree, onde cada atleta colou um espelho, de forma a compor o cenário que, aos poucos, ia sendo construído. O peso da torre, no entanto, acabou causando um contratempo na hora de erguê-la. Felizmente todos ali estão habituados a superar dificuldades, e o elemento cenográfico foi erguido e colocado no devido lugar após uma segunda tentativa.
Ao longo da apresentação, vários elementos urbanos e da natureza se misturavam, lembrando a associação entre divindades e natureza, característicos da cultura japonesa. Com vestimentas bastante coloridas, os dançarinos faziam referências a trajes tradicionais japoneses e aos chamados cosplayers – pessoas que se fantasiam de personagens fictícios da cultura pop japonesa.
Alguns músicos portadores de deficiência que participaram dos primeiros momentos da cerimônia retornaram mostrando que a música é também espaço para superação. Solos de guitarra à base de legatos (técnica da qual se tira som apenas com a pressão dos dedos da mão esquerda na escala da guitarra) eram tocados por um guitarrista que não tinha um dos braços.
Tecladistas na mesma situação enriqueceram ainda mais a harmonia das notas musicais, que eram complementadas pelas percussões que vinham de bateristas e de cadeiras de rodas adaptadas para servirem de instrumentos musicais.
Paris é logo ali
Vieram então a queima de fogos e o anúncio de Paris como sede dos próximos Jogos Paralímpicos, a serem realizados em 2024. Vídeos de artistas e personalidades parisienses foram apresentados, em sinal de boas vindas àqueles que participarão dos jogos.
Ao final, a pira olímpica foi, aos poucos, se apagando, em meio a uma versão da música What a Wonderfull World, de Louis Armstrong. Apaga-se a chama, mas mantêm-se a eterna mensagem de superação, humanismo e diversidade tão bem proporcionada pelos jogos paralímpicos. Agora é esperar. Paris é logo ali.
A adoção é, sem dúvidas, um dos maiores gestos de amor. Mas infelizmente durante a pandemia o número de adoções despencou em quase 50% no Sul de Minas. Em toda a região, 650 crianças e adolescentes seguem em busca de um lar e de uma família que os ame de verdade.
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a pandemia de coronavirus impactou diretamente na procura e consumação das adoções de crianças e adolescentes em todo país.
Os números mostram que em 2019 foram 3.143 adoções no Brasil. Já em 2020 esse número caiu para 2.184 e agora, até o presente momento, em 2021 são 1.517.
O CNJ revelou que muitos processos de adoção foram prejudicados no país por conta do fechamento dos fóruns e de toda a rotina de trabalho diretamente afetada pela pandemia e pelas normas de combate ao vírus, onde muitas atividades em todo país deixaram de ser presenciais e migraram para o universo online.
Ações que são praxe no processo de adoção, como as visitas de assistentes sociais e das famílias interessadas na adoção, não puderam ser realizadas de forma presencial.
Ainda conforme o Conselho Nacional de Justiça, atualmente são mais de 4.000 crianças e adolescentes que estão na fila por adoção no Brasil e, infelizmente, a maior parte delas já tem mais de 15 anos de idade, o que dificulta ainda mais o interesse pela adoção, já que normalmente a maior procura é por bebês e crianças em menor faixa etária.
Em todo o estado de Minas Gerais já são 655 adolescentes acima de 15 anos em busca de uma família e um lar.
Na contramão desta realidade triste, algumas ações vem sendo desenvolvidas em algumas cidades, como por exemplo em Alfenas, onde foi criado um grupo de apoio para acompanhar e acelerar os processos de adoção.
O processo de adoção no Brasil é lento e bastante burocrático. Há prazos de 2 anos em média para que as crianças ou adolescentes sejam inseridos em uma nova família. Mas com ações de apoio à adoção, como o que acontece em Alfenas, por exemplo, o tempo do processo pode cair. A maior preocupação é sempre a proteção da criança ou do adolescente que se encontra abrigado e em busca de uma nova casa.
Hoje no Brasil são 29.054 crianças acolhidas no país, sendo que destas 4.249 já estão disponíveis para adoção e outras 4.537 com processo em aberto.
Como funciona o processo de adoção no Brasil?
De acordo com o CNJ o processo é gratuito e deve ser iniciado na Vara da Infância e da Juventude mais próxima da residência do interessado. A idade mínima para se habilitar a adoção é 18 anos, independente do estado civil, desde que exista a diferença de 16 anos entre quem deseja adotar e a criança ou adolescente acolhido.
Após a escolha, devem ser apresentados os documentos pessoais que passaram por uma análise e, em seguida, será feita uma avaliação interprofissional do candidato à adoção. O interessado deve participar de um programa de preparação para a adoção. Após esse processo, é feita a análise do requerimento pela autoridade judiciária e encaminhado para ingresso no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento.
Por fim, é feito um período de estágio de convivência de no máximo três meses e dando tudo certo o processo de adoção é concluído, fazendo com que a criança ou adolescente adotado passe a ter todos os direitos de um filho.
Maiores informações sobre adoção podem ser acessadas através do links:
Conexão traz os detalhes das ações em Três Pontas e também em nível de Brasil, a favor e contra Bolsonaro
Empresários, profissionais liberais e representantes de diversos setores da economia participaram nos últimos dias de uma reunião na sede da empresa Terra Café LS Tractor para discutirem a participação de Três Pontas (daqueles que são de direita e/ou pró-Bolsonaro) nas manifestações que estão sendo organizadas para acontecerem no próximo dia 7 de setembro, terça-feira, em todo país. Um dos líderes do movimento local é o empresário Antônio Lúcio Gomes Santos. Estão previstas diversas manifestações, dentre elas uma carreata saindo de frente ao Sambódromo Municipal.
Reunião na sede da empresa Terra Café em Três Pontas para organizar a manifestação Pró-Bolsonaro.
O 7 de Setembro é o marco maior da Independência do Brasil. E a atual conjuntura política do país torna a data ainda mais emblemática. Polarizadas entre direita e esquerda, são esperadas muitas manifestações por todo o território nacional.
A direita divulgou uma série de ações que fazem parte da programação do movimentos conservadores, simpatizantes do Presidente da República Jair Bolsonaro e pessoas que se dizem apolíticas mas que querem defender a democracia e a igualdade de direitos no país, segundo eles, desrespeitada pelo STF. Segundo os responsáveis, tratam-se de atos cívicos em comemoração aos 199 anos de Independência do Brasil. “Pela minha, pela sua, pela nossa Liberdade”, dizem alguns cartazes, faixas e itens de divulgação.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira, 3, que as manifestações marcadas para o dia 7 de setembro serão um “ultimato” do povo para “uma ou duas pessoas”. O chefe do Executivo não citou nomes, mas vem fazendo críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas últimas semanas. Em um evento em Tanhaçu, na Bahia, Bolsonaro disse que os dois “precisam entender seu lugar”. “Nós não criticamos instituições ou Poderes. Somos pontuais. Não podemos admitir que uma ou duas pessoas que usando da força do poder queiram dar novo rumo ao nosso país”, declarou. “Essas uma ou duas pessoas tem que entender o seu lugar. E o recado de vocês, povo brasileiro, nas ruas, na próxima terça-feira, dia 7, será um ultimato para essas duas pessoas”, completou.
ATOS A FAVOR DO GOVERNO BOLSONARO
Mauro Reinaldo, fundador do movimento União pelo Brasil, convoca o ato favorável a Bolsonaro em 7 de setembro. O empresário afirma que o grupo está preparado para a concentração na Av. Paulista, em São Paulo e que seguirão todas as orientações das autoridades da cidade. O protesto terá como pauta o pedido para a abertura de uma investigação do Judiciário, como era o objetivo da CPI da Lava Toga, proposta no Congresso.
Reinaldo afirma que muitas pessoas estarão no local, além do próprio presidente Bolsonaro. Ele ainda diz que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e outros bolsonaristas famosos podem visitar a manifestação. Há notícias de manifestações em Brasília e por todo país em apoio ao Presidente da República.
Após os intensos embates entre Bolsonaro e o Judiciário, além das derrotas no Congresso, como a negativa da Câmara dos Deputados para o voto impresso, os apoiadores do Chefe do Executivo veem na data e na manifestação uma forma de pressionar os poderes.
Eles tratam o 7 de setembro como “nova Independência”. A movimentação tem ganhado ainda mais vigor após Bolsonaro afirmar, em entrevista à Rádio Capital Notícia Cuiabá, que é “leal ao povo brasileiro” e que “o povo tem que dar o norte do que se deve fazer”.
(Arquivo: Brasília – DF, 07/09/2020) Hasteamento da Bandeira Nacional. Foto: Alan Santos/PR
Local onde Bolsonaro tomou facada deve ter roda de oração no 7 de Setembro
As manifestações do 7 de Setembro em Juiz de Fora (MG), na zona da mata mineira, poderão ter uma rede de orações pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na rua Halfeld, centro da cidade, exatamente no local onde o então candidato ao Planalto levou uma facada de Adélio Bispo, em 2018, durante campanha na cidade. Segundo Deusemar de Souza Lima, diretor-geral do movimento Direita JF, a manifestação vai se concentrar na praça São Mateus, zona sul da cidade, mas se a adesão de manifestantes superar as 8.000 pessoas, o grupo deverá caminhar pelo centro da cidade e fazer a homenagem ao presidente na parte baixa da rua, onde aconteceu o atentado.
Também haverá manifestação de militantes da esquerda, cuja concentração acontecerá às 10 horas na praça do bairro Santa Luzia, predominantemente operário, e não deverá migrar para outras regiões da cidade.
PROGRAMAÇÃO EM TRÊS PONTAS
Antônio Lúcio Gomes Santos nos remeteu a seguinte programação que ocorrerá em Três Pontas:
_ Das 07h30 às 09h00: Concentração em frente ao Sambódromo Jaime Abreu (Av. Oswaldo Cruz);
_ 09h00: Início da Carreata/Motociata;
_ 10h00: Chegada da Carreata na Praça Cônego Vítor, Hasteamento da Bandeira do Brasil, Orações pelo Brasil, leitura do texto explicando as reivindicações da Direita e leitura de um texto em apoio ao Presidente Bolsonaro.
“No dia 7 de setembro agora, nós da Direita de Três Pontas, estamos organizando uma megacarreata na cidade, com uma hora de duração e encerramento na Praça Cônego Vitor, em frente à Igreja Matriz, onde reuniremos grande número de adeptos ao movimento de apoio aos ideais de direita (liberdade de expressão e culto religioso, valorização da família, direito de propriedade, etc.).
Trajeto da carreata Pró-Bolsonaro em Três Pontas no próximo dia 07 de Setembro.
Em frente à Igreja Nossa Senhora D’ Ajuda será executado o Hino Nacional Brasileiro, será feita um oração pedindo a benção de Deus para nosso país, hasteamento da bandeira brasileira e leitura de um texto explanando nossos ideais e apoio ao nosso Presidente Bolsonaro. Em nossa cidade devemos começar a ascender esta chama de patriotismo para mais tarde não deixar que o comunismo tome conta de nosso país e dos nossos filhos“, disse o empresário.
Empresário Antônio Lúcio, organizador da manifestação pró-Governo Federal em Três Pontas.
ATOS CONTRA O GOVERNO BOLSONARO
Também estão sendo organizados diversos manifestos contra o atual Governo Federal por todo Brasil.
Em diversas cidades, a esquerda já se mobilizou e passou a divulgar desde a última sexta-feira pelas redes sociais o “Ato Fora Bolsonaro”, que será realizado na terça-feira (7). O evento reúne partidos como PT, PSOL, PSTU e PCO e entidades como a CUT, comitês de luta da União da Juventude Comunista, entre outros movimentos. Entre os temas da manifestação estão a defesa da democracia, dos povos excluídos, do SUS, da educação, a luta contra as reformas administrativas e o grito “Fora Bolsonaro!”.
Não recebemos, até o fechamento desta reportagem, nenhuma informação sobre manifestações contra o atual Governo Federal em Três Pontas.
*Importante lembrar que toda e qualquer manifestação é livre em nosso país, desde que não atente contra a Constituição Federal. Que as pessoas se manifestem em clima de paz, evitando confronto e confusão. Também vale ressaltar que estamos em uma pandemia, a maior de nossa história, portanto evitar aglomeração é fundamental, bem como não abrir mão do uso de máscara e de álcool em gel.
Fontes de Pesquisa: Correio Braziliense / Jovem Pam / Poder 360 / Itatiaia / Agência Brasil
Insumos, combustível e mão de obra também estão mais caros, o que acaba dificultando o dia a dia do produtor
Quem acompanha o mercado cafeeiro tem percebido que o preço da saca de café está em alta. Durante o mês de agosto o preço da saca de 60 kg do café arábica tipo 6 bebida dura fechou acima dos R$ 1 mil praticamente todos os dias. Diversos fatores podem fazer o preço subir, mas, especialistas apontam que a elevação atual se deve, principalmente, à quebra de safra.
O preço do café vem subindo ao longo dos meses e antes mesmo das geadas já era possível observar uma alta, com valores acima de R$ 800 reais a saca já no mês de maio, conforme indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). Isso vem ao encontro da explicação do presidente do Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais, Archimedes Coli Neto.
“Essa alta se deve a uma quebra de safra que nós estamos colhendo e que termina agora em setembro, então isso está se confirmando com uma redução bastante grande com relação à colheita e também a expectativa de uma safra não muito grande para o ano que vem devido às geadas e ao clima seco. Isso vem favorecendo os preços de café e o mercado já está sentindo isso e muito preocupado com a oferta, ele vem subindo e vem mantendo preços firmes”, comentou.
A quebra de safra é uma redução, geralmente bastante significativa do que estava previsto para a colheita. Geralmente ela acontece devido a fatores climáticos, ataque de pragas ou pela disseminação de doenças nas plantações. Segundo o vice-presidente da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Poços de Caldas – Café Poços, Marco Antônio Lobo Sanches, a quebra da safra deste ano já era esperada devido à seca prolongada.
“Faltou água e os cafés apresentaram muito defeito, quer dizer, a escolha e a cata do café aumentou muito, vamos dizer 30%, 32%, com isso vem a quebra, onde os grãos maiores são menores, com defeito, torto, mal formado, grão que poderia dar peneira alta têm um defeito de formação A qualidade se mantém, mas a quantidade de café de qualidade é que cai, então realmente a quebra é significativa”, explicou.
Apesar do alto preço da saca, para o produtor não há tanta vantagem assim. Segundo Marco Antônio, que também é cafeicultor, não foi só o grão de café que subiu, mas também os insumos, os defensivos, mão de obra e o combustível. Com isso, os produtores continuam com gastos elevados e até mais altos do que no período em que a saca de café estava mais baixa.
“O produtor está tendo muita dificuldade para comprar insumos. Está muito difícil, o café a R$ 1,1 mil a saca, está pior do que quando estava R$ 550 porque o adubo era R$ 1,5 mil, R$ 1,8 mil. Hoje tem adubo a R$ 2,8 mil, R$ 3,8 mil e tem adubo beirando a R$ 5 mil, quer dizer, o café dobrou e o adubo multiplicou por três, ou mais. E não é só o adubo, tem o insumo contra bactérias, tem os fungicidas, tem os elementos nutritivos, quer dizer, você juntando tudo, mais mão de obra, preço do combustível, tudo subindo. E a produção para o ano que vem é certeza absoluta, nós vamos ter uma quebra bem significativa, a gente não quer isso, mas está ai, é a realidade”, disse.
Para tentar manter as contas equilibradas, os produtores buscam ‘segurar’ um pouco mais a mercadoria, prolongando os contratos com os compradores. “Ele segura o café e acaba vendendo aos poucos, de acordo com a necessidade dele para pagar colheita, mão de obra, energia elétrica, beneficio do café, secagem. É a mercadoria que ele dispõe no momento para poder quitar uma série de débitos”, apontou.
Exportação
Segundo o relatório estatístico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações totais brasileiras de café somaram 2.826 milhões de sacas de 60 kg em julho de 2021, primeiro mês do ano safra 2021/22. Esses números representam uma queda de 12,8% com relação ao mesmo período de 2020.
No acumulado de 2021, ainda de acordo com o relatório, as remessas ao exterior chegaram a 23.737 milhões de sacas, o que representa um aumento de 2,2% em relação aos sete primeiros meses do ano passado. No período de janeiro a julho de 2021, o Brasil exportou café para 115 países, conforme dados do relatório.
Archimedes Coli Neto explica que o Brasil deve terminar o ano tendo exportado um pouco menos do que exportou em 2020, isso devido à pouca oferta por parte da produção e pelo fato de o mercado ficar um mais travado em relação à comercialização justamente por causa da oferta menor. Mas, ele comenta que com a alta do dólar, o Brasil segue disputando espaço na exportação.
“O Brasil se torna muito competitivo, com o real desvalorizado as exportações tendem a ficar mais fortes, fica complicada a importação, mas a exportação leva uma vantagem porque o Brasil fica muito competitivo nos preços, então a exportação para todos os produtos fica bastante vantajosa”, afirmou.
País deve atingir a imunização completa de toda a população adulta antes da nação mais rica do mundo. Brasil, atualmente, é o terceiro que mais aplica vacinas diariamente no mundo, atrás apenas de China e Índia
O país tem intensificado o ritmo da vacinação contra a covid-19 ao longo das últimas semanas, tanto que muitas unidades da Federação já estão imunizando todos os brasileiros a partir de 18 anos de idade. A cobertura vacinal dos adultos mais jovens, inclusive, fez com que o Brasil passasse a registrar índices recordes de doses aplicadas diariamente, o que nos deixa mais próximos de fornecer a primeira dose para todos os adultos antes mesmo dos Estados Unidos.
Informações reunidas pelo projeto Our World in Data, conduzido pela Universidade de Oxford, mostram que o Brasil tem se esforçado para compensar a demora do início do processo de vacinação, que só aconteceu em janeiro deste ano. Nos últimos dois meses, mais de 1 milhão de pessoas foram vacinadas por dia. Desde 11 de agosto, o país é o terceiro que mais aplica doses no mundo, perdendo apenas para China e Índia, sendo que de 17 a 19, data em que as estatísticas do Brasil foram atualizadas pela última vez, pelo menos 2 milhões de doses foram distribuídas à população em cada um dos dias.
O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou ontem a 122.830.226, mais de 74% do total de pessoas com 18 anos ou mais no país. Caso o Brasil consiga manter a quantidade de doses aplicadas diariamente acima dos 2 milhões, em no máximo 21 dias os cerca de 41,6 milhões adultos que ainda faltam ser atendidos receberão a primeira dose. Nas últimas 24 horas, 454.160 pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 estados e Distrito Federal.
Mesmo tendo iniciado a campanha de imunização um mês antes do Brasil, os Estados Unidos levarão mais tempo para chegar à marca de 100%, considerando os parâmetros atuais de vacinação no país. Segundo o Our World Data, desde 13 de abril, quando atingiu a impressionante marca de quase 3,4 milhões de vacinas aplicadas, a quantidade de imunizantes distribuídos diariamente vem caindo. A última vez em que o país conseguiu usar mais de 1 milhão de doses no mesmo dia foi no feriado da Independência, em 4 de julho, e nos últimos sete dias a média de imunizantes aplicados foi de 789 mil.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, ao menos 188,6 milhões de norte-americanos com mais de 18 anos já iniciaram o esquema vacinal, o que significa 73% da população do país nessa faixa etária. A seguir o patamar de imunização observado recentemente, o país levará mais 88 dias — quase três meses —, para aplicar a primeira dose em todos os 258,4 milhões de adultos.
Causas
Infectologista do Hospital de Águas Claras, Ana Helena Germóglio diz que o Brasil conseguiu ultrapassar os norte-americanos devido à cultura de cada país em relação às vacinas. Mesmo com mais doses à disposição para os seus habitantes, os Estados Unidos têm de lidar com o negacionismo de boa parte da sua população em relação aos imunizantes, o que compromete o avanço da campanha de vacinação.
“O brasileiro e os latinos, em geral, são acostumados com vacinas e que entendem a importância da imunização. Enquanto nos Estados Unidos há uma corrente forte antivacina, isso não se vê no Brasil”, comenta. Para ela, outro fator que contribuiu para o país ter intensificado a quantidade de doses aplicadas foi o fim da exigência de se fazer um prévio agendamento para as pessoas serem atendidas. Quem não tinha acesso à internet, por exemplo, acabava perdendo a oportunidade de se imunizar.
“Temos de dar chances para todos serem vacinados. Aqui, as pessoas querem tomar a vacina. Apesar do atraso, era apenas questão de tempo para que as doses estivessem à disposição nos postos e, de lá, fossem para os braços dos brasileiros”, diz.
Especialistas fazem o apelo para que os brasileiros não percam a oportunidade de se vacinar, visto que os imunizantes são o método mais eficaz para evitar formas mais graves da covid-19. Neste mês, a prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, constatou que 95% das internações no município por conta do novo coronavírus eram de pessoas que não se vacinaram contra a doença.
“Os estudos mostram que, com a primeira dose de vacina contra a covid-19, a pessoa já tem um grau de proteção contra a infecção pelo vírus, e mesmo pegando a doença, tem menor risco de adoecer gravemente, e também menor transmissibilidade. Essa proteção se amplia com a segunda dose. Portanto, a cobertura ampla da população adulta com pelo menos uma dose é um passo importante no controle da pandemia, e consequentemente na redução da sobrecarga do sistema de saúde”, destaca a infectologista do Hospital de Base Magali Meirelles.
Ela acrescenta que, mesmo com o início da vacinação, medidas como distanciamento social e o uso de máscara continuam indispensáveis. “A variante delta está disseminada no Brasil, e há evidências de que esquemas incompletos, com apenas uma dose, não fornecem o mesmo grau de proteção contra essa variante. A luta contra a pandemia segue, e quanto antes conseguirmos vacinar completamente a maior parte possível da população, mais rápido conseguiremos afrouxar as medidas de distanciamento”, observa.
Projeções
A projeção numérica vai confirmar as estimativas feitas pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de que todos os adultos do país estariam parcialmente vacinados contra a covid-19 até o fim de setembro. E para acelerar a conclusão do esquema de imunização, o ministro disse recentemente que o governo pensa em reduzir o intervalo de aplicação entre a primeira e a segunda dose de algumas vacinas, como a da Pfizer. “O intervalo da Pfizer no bulário é de 21 dias. Para avançar no número de brasileiros vacinados com a primeira dose, resolveu-se ampliar o espaço para 90 dias. Agora que nós já vamos completar a D1 (primeira dose) em setembro, estudamos voltar o intervalo para 21 dias para que a gente possa acelerar a D2 (segunda dose). Se fizermos isso, em outubro teremos mais de 75% da população vacinada com a D2”, comentou Queiroga, na semana passada.
A Operação Cartão Vermelho 2, da Polícia Federal, foi deflagrada hoje (23) para desarticular um grupo investigado por crimes de corrupção, desvio de recursos públicos federais e fraude em procedimento de dispensa de licitação. As irregularidades foram identificadas no hospital de campanha montado para atender pacientes da covid-19, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza (CE).
Cerca de 35 policiais federais e oito servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) estão cumprindo sete mandados de busca e apreensão, em domicílios de investigados, em Fortaleza e em Brasília.
A ação visa instruir inquérito policial que apura indícios de atuação criminosa de servidores públicos, dirigentes de organização social sediada em São Paulo, contratada para gestão do hospital de campanha, e empresários.
“As investigações tiveram início em 2020 e, a partir dos dados coletados e analisados pela PF e CGU na primeira fase da Operação Cartão Vermelho, deflagrada em novembro de 2020, foram reforçados indícios de conluio entre os investigados para direcionar escolha de organização social, com pagamentos superfaturados, transações com empresas de fachada, desvio de recursos públicos federais e enriquecimento ilícito dos investigados”, detalhou a Polícia Federal em nota.
As investigações continuam com análise do material apreendido na operação policial e do fluxo financeiro dos suspeitos. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, ordenação de despesa não autorizada por lei e organização criminosa, e, se condenados, poderão cumprir penas podem chegar a 33 anos de reclusão.
Mais 4 milhões de doses da vacina do Butantan contra a covid-19 foram entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) na manhã desta segunda-feira (23). Com o novo lote, o Instituto Butantan chega à marca de 78,8 milhões de imunizantes fornecidos ao Ministério da Saúde para vacinação de brasileiros.
O total de liberações já feitas representa 78% das 100 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde para a vacinação de brasileiros em todo país.
A entrega de hoje faz parte da leva de vacinas fabricadas com o lote de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) entregue pela farmacêutica chinesa Sinovac ao Butantan no dia 13 de julho. Na ocasião, chegou ao instituto um total de 12 mil litros da matéria-prima usada para a fabricação dos imunizantes.
A matéria-prima foi envasada no complexo fabril do instituto, na zona oeste da cidade de São Paulo, e passou por etapas como embalagem, rotulagem e controle de qualidade das doses.
As vacinas liberadas nesta manhã fazem parte do segundo contrato firmado com o Ministério da Saúde, com 54 milhões de doses. O primeiro, de 46 milhões, foi concluído em 12 de maio. As entregas foram iniciadas em 17 de janeiro deste ano, quando o uso emergencial do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).