Categoria: Comemorações

  • CHOCOLATE AMARGO E PEIXE SALGADO: Empresário trespontano fala sobre aumento nos preços e vendas menores

    CHOCOLATE AMARGO E PEIXE SALGADO: Empresário trespontano fala sobre aumento nos preços e vendas menores

    A Páscoa de 2018 será mais cara e mais “magra”. Empresários do setor de chocolate exploraram no mercado em 2017 ovos menores do que os lançados em anos anteriores e repassam aos consumidores a inflação de dois dígitos que marcou a economia brasileira em 2017. O empresário supermercadista Denilson Lamaita Miranda, proprietário do Moacyr Supermercado, falou ao Conexão sobre os preços dos ovos de páscoa e também dos pescados, muito procurados durante a quaresma. Ele ressalta que os ovos de Páscoa estão perdendo espaço para as caixas de bombons e as barras de chocolate: “Cada vez mais se comercializa uma quantidade menor de ovos de Páscoa”!

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    “O preço dos pescados realmente está alto, porque são cotados em dólar, na grande maioria, como o bacalhau. Em 2017 a alta em comparação com o ano anterior foi de torno de 50%. E pra este ano os preços estão iguais ao mesmo período do ano passado. A procura realmente está menor neste ano e o que posso dizer é que verdadeiramente os pescados estão ainda caros, se compararmos com 2016, há dois anos atrás, infelizmente”, pontuou.

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    Sobre os ovos de páscoa, no ano passado as empresas vendiam os produtos com um peso médio de 400g, por exemplo. Agora, essa média será de 250g. Em alguns casos, pode ser que as empresas apostem em menos brindes e produtos licenciados. A produção de chocolates entre janeiro e setembro de 2017 foi 10% inferior à registrada no mesmo período do ano anterior.

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    “Os ovos de páscoa também sofreram um aumento no preço em 2017, em torno de 10 a 15% e por isso nós compramos menos nos últimos anos. Esse ano os preços estão praticamente iguais aos do ano anterior. O consumidor não vai comprar a mesma quantidade que em 2016 e certamente será igual ou até menor que em 2017. Esperamos uma retração em comparação com o mesmo período do ano anterior, no máximo igualar a 2017. Também devemos dizer que há uma mudança nas compras de ovos. Em 2016 os ovos menores foram mais procurados e no ano passado também. Ovos mais caros, com brinquedos, por exemplo, estão sendo descartados. Caixas de bombons são sempre muito vendidas, Os ovos estão perdendo espaço para as caixas de bombons e as barras de chocolate”, concluiu Denilson.

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    Roger Campos

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  • ESPECIAL CONEXÃO MULHER: Duas mulheres querem derrubar tabus com sua ‘Pussypedia’

    ESPECIAL CONEXÃO MULHER: Duas mulheres querem derrubar tabus com sua ‘Pussypedia’

    Duas mulheres, uma jornalista americana e uma artista gráfica mexicana, vão se lançar à tarefa de construir um site denominado “Pussypedia” para derrubar tabus em torno dos genitais e da sexualidade feminina e empoderar as mulheres com um melhor conhecimento de seus corpos.
    “Começamos este projeto porque nos demos conta de que nós mulheres às vezes não sabemos o que acontece com nosso corpo, e com a Pussypedia vamos abarcar todos os temas da vulva”, diz à AFP María Conejo, de 30 anos, que estudou design.

    Zoe Mendelson, jornalista de 27 anos, natural de Chicago e residente no México há três anos, explica que elas já têm uma lista de 200 a 250 artigos para o site, que pretendem lançar no início de 2019.

    “Queremos que estejam escritos de forma amigável para que todas os entendam”, diz Conejo.

    Na construção deste site também participa Jackie Jahn, dos Estados Unidos, especialista em saúde pública e gênero e estudante de doutorado da Universidade de Harvard.

    Para reunir fundos para o projeto, suas promotoras, que se declaram feministas, abriram o site pussypedia.net, em que vendem diferentes produtos, como bolsas, camisetas e imagens em serigrafia.

    A loja digital explica o objetivo da Pussypedia: “uma enciclopédia da pussy, bilíngue (em espanhol e inglês) e gratuita, feita para que você a entenda”.

    Com este projeto em construção, buscam derrubar alguns mitos.

    “Dizem que o esperma mais rápido e mais forte é que fecunda o óvulo, como se dissesse ‘eu ganhei’. Na verdade é o óvulo que decide qual deixa entrar”, diz Mendelson.

    “A Pussypedia também busca empoderar as mulheres através do conhecimento de seus corpos, que sejam donas de seus corpos”, acrescenta Conejo.

    Elas também trabalham em um artigo sobre a consciência que as mulheres devem tomar em relação aos limites que devem estabelecer em torno ao seu corpo, no momento em que se multiplicam as denúncias por assédio sexual.

    Conejo reconhece que nos últimos anos foram sendo derrubados alguns tabus sobre a sexualidade feminina, tema do qual já se pode conversar com mais conforto entre amigas, mas ainda é preciso percorrer um grande caminho para que as mulheres conheçam a fundo todos os aspectos de sua sexualidade.

    “No México, pela religião, pelo machismo, você não pode falar confortavelmente nem mesmo com a sua mãe. Por exemplo, quando você tem um problema de mau cheiro vaginal, você fica com o que diz a publicidade – se precisa de um banho, se deve cheirar de tal forma”.

    A Pussypedia estará dividida em diferentes categorias para abranger desde o início da menstruação até a menopausa, passando pelas doenças sexualmente transmissíveis e outros aspectos da sexualidade.

    O projeto também abordará temáticas relativas à comunidade transgênero, segundo suas promotoras.

    Fonte Pussypedia
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    Roger Campos

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  • ESPECIAL CONEXÃO MULHER: Cultura da violência contra as mulheres está nas raízes do Brasil

    ESPECIAL CONEXÃO MULHER: Cultura da violência contra as mulheres está nas raízes do Brasil

    Ainda precisamos evidenciar o que é obvio e aceitar que somos um país violento, onde uma diversidade de discursos nos ajuda a construir essa imagem, essa autoimagem que nós temos, perpetuada pela literatura, pela arte e, mais recentemente, pela indústria cultural.

    É só refletir sobre comerciais de TV, anúncios de revistas, propagandas diversas. Quantos deles possuem a presença feminina e em quantos deles nós aparecemos como um produto, um corpo prestes a agradar? Isso mostra o quanto a violência simbólica e física contra a mulher na nossa sociedade é invisibilizada por um pacto de silêncio e como ele acaba por encobrir a misoginia e o machismo, protegendo inclusive agressores que permanecem impunes.

    O fato é que hoje os mitos que fundaram essa identidade sorridente, dançante e sensual afundaram-se em estatísticas aterrorizantes de estupros, feminicídios e tantas outras violências de gênero que nos golpeiam a cada dia, a cada vez que lemos jornais, vemos os noticiários ou acessamos as redes sociais.

    Quando analisamos a nossa história, desde o começo, conseguimos observar que fomos construídos sob a égide da violência, e uma violência de gênero, nesse caso específico, que pesou sobre nós mulheres, desde as primeiras índias violentadas pelos colonizadores, às negras trazidas da áfrica ou às sinhás e suas filhas, que viviam sob o jugo de seus maridos e pais, senhores de engenho e fazendeiros, os homens bons.

    É importante perceber que a mestiçagem americana desenvolveu-se associada a um forte componente sexual, fertilizado pela condição de uma ocupação eminentemente masculina, e à presença de corpos femininos nus das índias e das negras africanas, que raramente se ligavam a preceitos religiosos cristãos. Em pouco tempo, essas figuras foram associadas ao genuinamente nacional no século XIX e XX.

    A ideologia patriarcal que estruturava as relações sociais no Brasil Colônia dava aos homens poder irrestrito sobre as mulheres, algo que justificava atos de violência cometidos por pais e maridos. Isso disseminou entre os homens, de uma forma geral, um sentimento de posse sobre o corpo feminino, atrelado à ideia de honra masculina. Cabia aos homens disciplinar e controlar os corpos femininos para garantir a ordem.

    O Código Filipino, a legislação do período colonial que permaneceu até o século XIX, por exemplo, permitia que o marido assassinasse a esposa em caso de adultério. Era facultativo a pais e maridos o enclausuramento forçado das esposas e filhas, ou recolhimentos em ordens religiosas e sanatórios.


    Já o Código Criminal do Império definia como crime sexual o agravo cometido a “mulheres honestas”, um termo que constou no Código Penal de 1940, em vigor até 2003. Nascia assim, no Brasil, o lar como um lugar privilegiado para a prática da violência contra a mulher. Dados do IPEA em 2014 apontam que 24,1% dos agressores das crianças são os próprios pais ou padrastos, e 32,2% são amigos ou conhecidos da vítima.

    No século XIX, o Brasil passou por um processo civilizatório e higienizador, onde as mulheres pobres foram duramente atingidas, tanto pela violência do Estado, quanto pela violência já normalizada por seus companheiros. Muitas delas, descendentes de escravos alforriados que migraram para as cidades em crescimento, trabalhavam em casa (como cozinheiras, lavadeiras) e sustentavam as famílias.

    Eram mulheres que tinham relevância econômica dentro daquele contexto e foram as mais afetadas pela urbanização das grandes cidades. Como boa parte delas sustentava suas famílias, com a derrubada dos cortiços, elas foram as mais atingidas, pois tinham seus afazeres atrelados à própria moradia. Muitas foram para as ruas, acentuando a repressão policial, além da violência conjugal.

    Em paralelo a isso, no século XIX, a medicina social assegurava como características biológicas femininas a fragilidade, o recato, o predomínio das faculdades afetivas sobre as intelectuais, a subordinação da sexualidade à vocação maternal. Em oposição, o homem conjugava à sua força física uma natureza autoritária, empreendedora, racional e uma sexualidade sem freios. (Nada muito diferente do que muitos pensam ainda hoje).

    Lombroso, médico italiano do século XIX, argumentava que as leis do adultério só deveriam atingir a mulher não predisposta pela natureza para esse tipo de comportamento. Aquelas dotadas de erotismo intenso e forte inteligência seriam despidas do sentimento de maternidade, característica inata da mulher normal. As que não tinham essa característica eram consideradas extremante perigosas. Constituíram-se, assim, criminosas natas, as prostitutas e as loucas que deveriam ser afastadas do convívio social.

    A violência seria marcante então nesse processo de contenção e disciplinamento dos desejos. Torna-se bem evidente aqui que a violência surge da incapacidade de exercer poder irrestrito sobre a mulher. Ela é antes uma demonstração de fraqueza e impotência masculina do que de força e poder.

    Por isso, as violações em massa e o assassinato de mulheres, garotas e meninas foi uma característica comum das guerras genocidas, ou de qualquer ação destinada a subjugar e explorar uma população. O controle das mulheres e seus descendentes foi a base de todo regime repressivo em nossa sociedade.

    Apenas no século XX, com a entrada das mulheres no mercado de trabalho e o questionamento do lugar de subalternidade, algumas mudanças começam a ocorrer.


    A Segunda Guerra Mundial e o desenvolvimento econômico possibilitaram que se aproveitasse uma “mão de obra parada”. Com a inserção das mulheres no mercado de trabalho pós-guerra, há uma virada nas regras e valores sociais (era necessário e urgente contar com a força de trabalho feminina), que conduzem à explosão do movimento feminista na Europa e EUA nos anos 1960 e no Brasil da década posterior.

    Muitos estudos começam a surgir hoje sobre a condição feminina no processo de urbanização brasileira entre os séculos XIX e XX, mas existem tão poucos documentos organizados que hoje a nossa maior fonte de pesquisa é a documentação policial e judiciária. Ela nos fornece material privilegiado para fazer vir à tona a contribuição feminina nesse processo histórico. Outro meio interessante de acompanhar as mudanças e permanências da condição feminina é pelo que era veiculado na imprensa.

    Um dos primeiros casos que encontramos, está em “O Correio de São Paulo” de 11 de setembro de 1905 e ficou conhecido como “A Rainha do Baile”. Joana Maria Ramos foi esfaqueada na saída de uma gafieira. A vítima foi descrita como “uma dengosa mulata, abundante de formas e de seduções, metida vaidosamente em seu vestido vermelho, com um farto decote e um ramalhete de cravos no bandó engruvinhado.”

    Existem vários outros casos midiáticos no país: Lindomar Castilho, “O assassino romântico” de Eliana de Gramond; Sandra Gomide, em 2000, assassinada por Pimenta Neves; Eloá, menina de 15 anos, assassinada pelo namorado; Eliza Samudio, morta por Bruno, goleiro do Flamengo; o caso de Mirella Sena, em 2017, no Recife.

    A violência é estrutural e precisa ser combatida não só por leis e em momentos de intensos debates, mas principalmente indo na raiz do problema, focando no desenvolvimento de cidadãos conscientes em relação à igualdade de gênero e nos processos de socialização.

    A educação pode formar sujeitos que constroem relações mais igualitárias. É imprescindível, por exemplo, discutir gênero e sexualidade nas escolas. Uma educação não sexista que educa seres humanos, e não ‘princesas’ e ‘heróis’, é fundamental para enfrentar o problema da violência de gênero. No fim, fica uma pergunta simples. Por que a civilização se construiu com a ideia de que somos seres de segunda classe?

    Para essa resposta, é fundamental entender o papel que as masculinidades e feminilidades (comportamentos tidos como “naturais” entre os gêneros) cumprem na reprodução da violência. Porque, embora as normas sociais sejam internalizadas em nós desde que nascemos, elas mudam historicamente e podem e devem ser questionadas se trazem resultados negativos.

    É urgente combater os retrocessos. Nossa sociedade é composta por discursos, movimentos sorrateiros, ameaças simbólicas imperceptíveis, que constroem esse edifício degrau por degrau, e é preciso estar atento, forte e combativo. Só existe uma possibilidade de mudança: nos perguntar sempre sobre quem se beneficia da cultura da violência contra nós mulheres.

    Fonte: Vermelho

    *Naymme Moraes é historiadora e doutoranda em Sociologia pela UFPE.

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    Roger Campos

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  • ECONOMIA: Mercado de peixes se aquece com início da Quaresma

    ECONOMIA: Mercado de peixes se aquece com início da Quaresma

    O fim do carnaval abriu o período da Quaresma, quando muita gente tem costume de fazer penitências. Uma delas é não consumir carne vermelha. Esse comportamento reflete diretamente no mercado de alimentos e representa lucro para muitos comerciantes, que esperam aumento de 50% nas vendas. Os preços dos produtos variam de R$ 28 a R$ 67, o quilo.

    Os peixes mais procurados pelos consumidores são o bacalhau (que sai a R$ 38 o quilo), filé de tilápia (R$ 28 o quilo) e salmão fresco (R$ 67 o quilo). Os clientes também têm preferência pelos peixes sem espinhos.

    O fato de o preço final do pescado não ter sofrido reajuste em relação ao ano passado, contribuirá para o aumento no faturamento.

    Nos supermercados, ganham destaque alguns produtos típicos da época. O azeite e os ovos têm sido bastante procurados. Mas, o recorde de vendas fica por conta dos peixes.

    Dicas para comprar produtos frescos

    A Vigilância Sanitária divulgou algumas orientações para que o consumidor não se exponha a riscos e saiba reconhecer produtos frescos.

    Peixe Fresco:

    deve estar livre de contaminantes físicos (areia, pedaços de metais, plásticos e/ou poeira), químicos (combustíveis, sabão e/ou detergentes) e biológicos (bactérias, vírus e/ou moscas):

    • Aparência: ausência de manchas, perfurações ou cortes na superfície;
    • Escamas: devem estar bem firmes e resistentes, translúcidas (parcialmente transparentes) e brilhantes;
    • Pele: úmida, firme e bem aderida;
    • Olhos: devem ocupar toda a cavidade, estar brilhantes e salientes, sem a presença de pontos brancos ao centro do olho;
    • Membrana que reveste a guelra (opérculo): rígida, deve oferecer resistência a sua abertura. A face interna deve estar brilhante e os vasos sanguíneos, cheios e fixos.
    • Brânquias: devem se apresentar de cor rosa ao vermelho intenso, úmidas e brilhantes; deve haver ausência ou discreta presença de muco (líquido pastoso);
    • Abdômen: aderidos aos ossos fortemente e de elasticidade marcante;
    • Odor, sabor e cor: característicos da espécie que se trata;
    • Conservação: deve ser mantido sob refrigeração.

    Logo após comprar o pescado, o ideal é que o transporte seja realizado sob refrigeração (caixas isotérmicas com gelo) até o domicílio, ou caso não seja possível, transporte-o de forma rápida e acondicione sob refrigeração até o momento do preparo para consumo.

    Bacalhau e Pescado Salgado

    Na hora de comprar o bacalhau é preciso estar atento a algumas dicas:
    – o produto deve estar armazenado em local limpo, protegido de poeira e insetos;
    – verifique se não há a presença de mofo, ovos ou larvas de moscas, manchas escuras ou avermelhadas, limosidade superficial, amolecimento e odor desagradável, que são indicativos de que o produto não está bom para consumo.

    Crustáceos

    Para o consumo de crustáceos a orientação é que tenham:

    • Aspecto: geral brilhante, úmido; corpo em curvatura natural, rígida, patas firmes e resistentes; pernas inteiras e firmes; carapaça bem aderente ao corpo, olhos vivos e destacados;
    • Coloração: própria à espécie, sem qualquer pigmentação estranha; não apresentar coloração alaranjada ou negra na carapaça.

    Moluscos

    • Aspecto: devem ser expostos à venda vivos, com valvas fechadas e com retenção de água incolor e límpida nas conchas;
    • Cheiro: agradável e pronunciado;
    • Carne: úmida, bem aderente à concha, de aspecto esponjoso, de cor acinzentada-clara nas ostras e amarelada nos mexilhões.

    Lula e polvo

    • Aspecto: devem ter a pele lisa e úmida; olhos vivos e salientes.
    • Carne: consistente e elástica.
    • Cheiro: próprio (levemente adocicado).
    • Coloração: ausência de qualquer pigmentação estranha à espécie.

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    Roger Campos

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  • Santa Casa de Três Pontas comemora seus 79 anos com boa notícia, pedido de ajuda e homenagens

    Santa Casa de Três Pontas comemora seus 79 anos com boa notícia, pedido de ajuda e homenagens

    Nesta última segunda-feira (22) a Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis completou 79 anos de serviços prestados à comunidade, não só trespontana, mas de diversas cidades da região. Para celebrar a data comemorativa, a direção do Hospital preparou uma tarde com música ao vivo, homenagens e uma missa sob a sombra da árvore símbolo da instituição, o Flamboyant. Dentre as presenças estava o Deputado Estadual Mário Henrique Caixa que, ao lado do Provedor Michel Renan Simão Castro, anunciou a liberação de recursos para a entidade.
    Deputado Caixa e o Provedor Michel Renan.
    O evento começou às 16 horas, show com a cantora Amanda Rissi, interpretando sucessos do pop-rock e mpb. Entre a apresentação da cantora Amanda e a Missa, ocorreu uma homenagem a dois importantes médicos, recém-aposentados, Dr. Francisco Gilberto Reis Araújo e Dr. José Botrel, que dedicaram longos anos de suas vidas ao HSFA.
    Homenageado Dr. Francisco Gilberto Reis Araújo e família.

     

    Homenageado Dr. José Botrel e família.
    Diversas pessoas compareceram a solenidade, dentre elas, além do já citado Deputado Caixa, o também Deputado Estadual Cássio Soares. Mário Henrique Silva (Caixa) anunciou em primeira mão, ao vivo no Conexão, a liberação de 420 mil reais para a Santa Casa.
    Veja a entrevista completa do parlamentar e do diretor da Santa Casa no link abaixo:
    Outros profissionais do Hospital também foram homenageados em meio aos discursos e a apresentação musical. O evento festivo se encerrou com a celebração da Missa, que teve início às 17 horas.
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  • FOGOS DA DISCÓRDIA: Prefeitura rebate ‘post’ que fala de gasto de 145 mil reais com fogos de artifício em TP

    FOGOS DA DISCÓRDIA: Prefeitura rebate ‘post’ que fala de gasto de 145 mil reais com fogos de artifício em TP

    No último dia útil do ano de 2017, a exemplo do que aconteceu de janeiro a dezembro, uma postagem nas redes sociais causou alguns comentários, críticas e boatos. O assunto alardeado foi um possível gasto do Executivo Municipal em torno de 145 mil reais com fogos de artifício para a celebração da virada do ano aqui em Três Pontas. Além do comentário a postagem trouxe ainda um documento que comprovaria ‘em tese’ o gasto. Nossa reportagem apurou os fatos.

    Veja o que diz a postagem extraída (printada) das redes sociais:

    O Conexão Três Pontas esteve na manhã desta sexta-feira (29) na sede da Prefeitura Municipal onde conversou com a secretária da Administração, Melissa Chaves. Ela rebateu a postagem das redes sociais com uma nota:

    “A Prefeitura Municipal comunica que a afirmação publicada nas redes sociais de que estariam sendo adquiridos fogos de artifícios no valor de 145.000,00 é FALSA!

    Foi apenas realizada a licitação para registrar preços para uma eventual necessidade, conforme documentos em anexo, para um ano inteiro, sendo o quantitativo apenas estimado. Vale ressaltar que o quantitativo bem como,  o valor homologado no exercício de 2017 é inferior ao do exercício de 2016, que foi de 283.800,00.

    Em 2016, segundo esse documento, o valor licitado na gestão municipal anterior foi de mais de 283 mil reais para eventuais gastos com fogos de artifício.

    Qualquer outra informação diferente desta é leviana, sendo um desserviço à população trespontana.”

    O fato é que não haverá fogos de artifício na virada do ano em Três Pontas. Essa informação já havia sido dada ao Conexão pelo secretário municipal de Cultura, Deivis Victor. O motivo é a necessidade de economizar e a falta de recursos, além de um pedido do vereador Popó para evitar que os cães sofram com o barulho provocado pela queima.

     

     

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  • REVEILLON: Matheus Becati animará Show da Virada em Três Pontas

    REVEILLON: Matheus Becati animará Show da Virada em Três Pontas

    A Secretaria Municipal de Cultura, da Prefeitura Municipal de Três Pontas, anunciou a programação festiva que marcará a virada do ano no Município. O músico trespontano Matheus Becati será o responsável pelo Show da Virada de 2017 para 2018. A informação foi passada pelo secretário de Cultura Deivis Victor (Deivinho).

    O show vai acontecer, claro, na noite do próximo domingo, dia 31 de dezembro, a partir das 23 horas no Sambódromo Jaime Abreu, localizado na Avenida Oswaldo Cruz, no centro de Três Pontas.

    Deivinho explicou que Matheus Becati venceu a licitação promovida pela Prefeitura e por isso é o responsável pela apresentação que promete animar aqueles que passarão a virada de ano no local já conhecido por outros eventos, como o carnaval. Haverá esquema reforçado de segurança, inclusive com revista, evitando maiores problemas. “O show vai começar às 23 horas e terminar às 02 horas na avenida Oswaldo Cruz, que será toda monitorada e com revista na entrada, não sendo permitida a entrada com garrafas”, pontuou.

    Ainda conforme o secretário de Cultura este ano não haverá queima de fogos. Os motivos são economia, já que não há orçamento para esse gasto, além de evitar transtornos para os cães que sofrem muito com o barulho dos fogos assim como as crianças.

    MATHEUS BECATI

    Musicista, multi-instrumentista, Matheus Becati é natural de Três Pontas e se apresenta por toda região. Apresenta um show bem animado com canções bastante conhecidas da música popular brasileira. No repertório, diversos estilos musicais. Tem grande influência no sertanejo universitário embora sua apresentação tenha sido contratada como ‘banda show’. Mas não se deve esquecer que Matheus Becati também é compositor. Apesar ter ter apenas 19 anos, já tem muita bagagem nos palcos do sul de Minas. Será o primeiro grande evento em Três Pontas comandado por ele.

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  • EM ALTA: Vendas de Natal superam expectativas do comércio em Três Pontas

    EM ALTA: Vendas de Natal superam expectativas do comércio em Três Pontas

    Que crise, que nada! As vendas de Natal parecem ter dado um fim na repetida história de que Três Pontas está em crise. Para a alegria dos lojistas trespontanos as vendas na semana que antecedeu o Natal foram em alta. Tanto que até no domingo (24), véspera do Natal, a Associação Comercial comunicou que as lojas estariam abertas até às 15 horas e o que se viu foram consumidores visitando as empresas e comprando até os minutos finais de atendimento.

    Na verdade, quando os relógios bateram às 3 da tarde no domingo (24) muitos consumidores ainda estavam dentro das lojas em Três Pontas e efetuando suas compras. Alguns até tentaram entrar nos estabelecimentos após o encerramento, já com as portas fechadas. O setor supermercadista vendeu em média 10 a 15% a mais, confirmando as expectativas positivas. O grande destaque, além dos presentes, claro, foram os itens para compor a ceia natalina.

    As lojas de brinquedos comemoraram uma elevação em torno de 10% nas vendas. O mesmo patamar foi observado nas lojas de roupas e de calçados. Sebastião de Fátima Cardoso, que é comerciante e atual secretário municipal de Indústria e Comércio, disse ao Conexão que no Natal de 2016 as vendas já haviam sofrido uma elevação em torno de 5% e agora os números continuaram reagindo positivamente. “As vendas foram boas sim, as pessoas puderam comprar mais e isso aconteceu até no domingo, dia 24. A economia está um pouco melhor no país e isso gera mais confiança e o cliente não deixa de comprar”, comentou.

    As lojas de departamentos não fugiram a regra e também festejam as boas vendas. Apesar dos bons resultados, há ainda aqueles que esperam passar o Natal para aproveitar as mega promoções que acontecem nos próximos dias, ou seja, o movimento, embora em menor escala, não deve parar até a primeira quinzena de janeiro.

    Brasil

    No País, segundo levantamento da Serasa, as vendas do comércio aumentaram 8,7% nos sete dias que antecederam o Natal, comparado ao mesmo período do ano passado. A Serasa apontou incrementos de 14,2% nas vendas à vista e de 24,2% nas transações a prazo na semana de 18 a 24 de novembro.

     

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  • ATENDIMENTO: Confira o horário de funcionamento dos Correios, bancos e órgãos públicos na última semana do ano

    ATENDIMENTO: Confira o horário de funcionamento dos Correios, bancos e órgãos públicos na última semana do ano

    As agências bancárias e dos Correios irão funcionar em horários especiais durante a última semana do ano. Os órgãos estaduais retomam o atendimento nesta terça-feira (26). No próximo fim de semana, apenas os serviços essenciais, como saúde e segurança pública, continuarão sendo prestados, em regime de plantão. Confira o que abre e fecha ao longo desta semana:

    Correios

    As agências dos Correios devem funcionar até quinta-feira (28). As atividades deverão ser paralisadas na sexta-feira (29), e retomadas no dia 2 de janeiro, às 9h.

    Governo

    Os órgãos dos governos municipal e estadual devem funcionar até sexta-feira (29), retomando o atendimento em horário normal no dia 2 de janeiro.

    Segurança

    A 151ª Companhia da Polícia Militar de Três Pontas funciona normalmente todos os dias. Já a Polícia Civil em regime de plantão.

    Saúde

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) continuará o atendimento 24 horas, pelo telefone 192.

    Shoppings

    As lojas dos shoppings de Varginha, Pouso Alegre e Poços de Caldas, na região sul do Estado, funcionarão normalmente até sábado (30). Durante o domingo (31), as lojas devem funcionar entre 10h e 18h. No dia 1º de janeiro, apenas a praça de alimentação e a área de lazer estarão funcionando.

    Bancos

    De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências devem funcionar até quinta-feira (28). A alternativa, a partir de sexta-feira (29), é usar outros canais de atendimento para operações bancárias, como os caixas eletrônicos e o internet banking. O atendimento será retomado no dia 2 de janeiro.

    Comércio

    De acordo com a Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas, as lojas funcionarão em horário normal até a sexta-feira, dia 29, das 08 às 18 horas. No sábado o funcionamento será das 08h às 13 horas. Durante os dias 31/12 e 01/01, os estabelecimentos permanecerão fechados.

     

     

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    Roger Campos

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  • NATAL: Comércio trespontano tem aumento no movimento e horários estendidos.

    NATAL: Comércio trespontano tem aumento no movimento e horários estendidos.

    NO DOMINGO, VÉSPERA DE NATAL, O COMÉRCIO LOCAL VAI ABRIR!

    Há três dias da celebração do Natal os consumidores trespontanos estão indo ao comércio para garantir um bom presente para seus familiares e/ou amigos. Na última semana já foi registrado um aumento em torno de 10% nas vendas de artigos e produtos para o Natal. Como o brasileiro sempre deixa tudo para a última hora, a tendência é que o movimento nas lojas e no comércio em geral cresça ainda mais.

    Foto Arquivo Xtp

    A Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas elaborou um calendário especial de funcionamento do comércio na cidade, lançou sua campanha de Natal e divulgou vários posts de incentivo para que o trespontano compre no Município. Tudo com o objetivo de fortalecer ainda mais as vendas e lembrar que o dinheiro gasto em três Pontas fica na cidade, garante mais lucro nas empresas, garante a manutenção de empregos e revigora a economia local.

    Veja o horário de funcionamento do comércio em Três Pontas para este Natal:

    _ 22/12 SEXTA-FEIRA

    Das 08h00 às 20h00 (Horário estendido)

    _ 23/12 SÁBADO

    Das 08h00 às 17h00 (Horário estendido)

    _ 24/12 DOMINGO

    Das 10h00 às 15h00 (Horário estendido)

    Portanto, tempo não faltará para que você possa fazer suas compras em Três Pontas. O comércio local está com grandes promoções e tem recebido a visita de consumidores de várias cidades, sabedores da variedade, qualidade e bons preços aqui encontrado.

    Dica de Segurança

    Tome cuidado com as compras de Natal. Há sempre pessoas má intencionadas esperando um descuido para agir. Evite carregar grandes quantidades de dinheiro. Dê preferência aos cartões. Divida o dinheiro em vários bolsos. Carregue sua bolsa a frente do corpo. Não ande com celular no bolso de  trás da calça. Exija sempre a Nota Fiscal!

     

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    Roger Campos

    Jornalista

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  • BOA NOTÍCIA: Empresas buscam 375 mil TRABALHADORES temporários para o NATAL.

    BOA NOTÍCIA: Empresas buscam 375 mil TRABALHADORES temporários para o NATAL.

    CONEXÃO DÁ DICAS PARA VOCÊ TER MAIS CHANCE DE CONSEGUIR UM EMPREGO TEMPORÁRIO.

    Depois de duas quedas seguidas, a contratação de trabalhadores temporários para reforçar as vendas motivadas pelo Natal deve voltar a crescer neste ano, puxada pela melhora da economia e pela mudança na legislação dos contratos por tempo determinado, em vigor desde março, que deu mais segurança jurídica para as empresas admitirem. A perspectiva é de que sejam contratados 374,8 mil temporários na indústria, no comércio e nas empresas prestadoras de serviços, contingente 5,5% maior do que o verificado no mesmo período de 2016, segundo estimativas da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), que reúne 200 agências de emprego.
    Do lado dos candidatos, a procura por uma vaga temporária ganhou força neste fim de ano porque o desemprego ainda está em níveis elevados. Levantamento feito em agosto com 2 mil currículos cadastrados no portal de carreiras vagas.com.br revela que 77% dos candidatos pretendem realizar trabalho temporário agora em dezembro 2017. “Foi o maior resultado desde que a pesquisa começou, em 2013”, diz o coordenador do levantamento, Rafael Urbano.

    Um dado do levantamento que chama a atenção é que, entre aqueles dispostos a realizar trabalho temporário de fim de ano, 65% pretendem procurar emprego do mesmo tipo neste mês de dezembro. Apesar da reação na oferta de vagas temporárias, o volume do emprego sazonal em 2017 é bem menor do que o registrado três anos atrás, observa Márcia Constantini, presidente da Asserttem.

    Em 2014, foram abertas 490 mil vagas nesse período. “Houve períodos em que se chegou a contratar 180 mil trabalhadores só em dezembro”, lembra Márcia.

    DICAS PARA CONSEGUIR UM EMPREGO TEMPORÁRIO

    Oportunidade para quem precisa fazer um dinheiro extra neste fim de ano

    Se você está procurando um trabalho temporário para fazer um dinheirinho extra neste fim de ano, preste atenção nas dicas de Viviane de Jesus, de Relações Humanas da VAGAS.com, para aumentar as suas chances de chegar lá!

    6 passos para conseguir um emprego temporário

    1. As maiores oportunidades estão no comércio. É fato que o país está em crise, que as lojas estão contratando menos, mas não é por isso que você pode desistir de trabalhar neste fim de ano. Segundo Viviane, a maior parte das vagas costuma estar mesmo em lojas de roupas e brinquedos;
    2. Para suportar todo o movimento do comércio, oportunidades também costumam surgir na área de alimentação e – por que não? – em estacionamentos. Fique atento, principalmente se você precisa trabalhar, mas sabe que, no fundo, não leva muito jeito para vender;
    3. Aproveite o lado bom das vagas temporárias. Um ponto positivo é que as vagas normalmente não exigem experiência. Essa, sim, é uma vantagem e tanto para quem está começando a carreira, não?
    4. Antes de se candidatar a uma vaga, pense o que exatamente você faz melhor. “É importante lembrar que não existem apenas vagas para vendas, mas também para estoque, por exemplo”, alerta Viviane. Não esquecer que essa dica é essencial porque as vagas temporárias costumam ser remuneradas de acordo com as metas. Ou seja, se você não levar jeito para vender e não conseguir alcançar o objetivo proposto, você não vai ganhar a grana que espera, mesmo tendo trabalhado sem descanso. E, acredite, muita gente garante que nunca tinha trabalhado tanto na vida antes de encarar um trabalho de fim de ano.
    5. Faça um currículo especial para se candidatar a esse tipo de vaga. No campo “objetivo”, por exemplo, mantenha todo o foco na vaga que está em questão. “Mesmo que você seja um engenheiro, para conseguir esse emprego, precisa trocar o ‘objetivo’ por ‘auxiliar de vendas’ ou ‘auxiliar de estoque’, exatamente como encontrar no anúncio”, explica a especialista.
    6. No histórico profissional, se você já tiver alguma experiência com trabalho temporário, destaque essa informação. Se não tiver, deixe um histórico bem curto e se empenhe em descrever suas habilidades. “Você pode contar um pouco do que consegue fazer”, recomenda.

    Fonte E.M. e Vagas.com

    Roger Campos

    Jornalista

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  • Natal de 2017 será o melhor em 4 anos para os comerciantes do Brasil

    Natal de 2017 será o melhor em 4 anos para os comerciantes do Brasil

    CNC espera crescimento de 4,3% nas vendas de fim de ano em relação a 2016. Queda da inflação, dos juros e do desemprego alimenta expectativa dos varejistas, que devem, ainda, contratar mais trabalhadores temporários

    As perspectivas de boas vendas nas festas de fim de ano estão alimentando os sonhos dos varejistas. Após dois anos de recessão e de queda nas vendas do comércio, a reação da economia vai ajudar a reerguer a atividade. O setor prevê que terá, neste Natal, o melhor desempenho  em quatro anos.
    Motivos não faltam para sustentar o otimismo. A inflação, que tanto comprometeu o poder de compra das famílias, deu trégua este ano. Com a desaceleração dos preços, os juros também caíram. E, se há uma receita que agrada aos consumidores, é a possibilidade de comprar produtos à vista, com preços mais em conta, ou em prestações que caibam no orçamento. Devido ao cenário favorável, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) espera para o Natal de 2017 um crescimento de 4,3% nas vendas.
    Outro fator que nutre as expectativas de um Natal mais gordo é a melhora do mercado de trabalho. Após o contingente de desempregados ter atingido quase 14% da população ativa, no auge da recessão, o aumento das contratações — a princípio, em regime informal, e, mais recentemente, também com carteira assinada — reforçam a perspectiva de incremento nas vendas. A expectativa de maior movimento nas lojas, por sua vez, terá peso fundamental para a geração de vagas temporárias no comércio, que devem crescer 9,6% em relação ao ano passado.
    Para o próximo Natal, a CNC projeta a geração líquida de 73,1 mil vagas temporárias. Somente o segmento de vestuários e calçados deve responder por 66,9% desses postos de trabalho, prevê o chefe interino da Divisão Econômica da CNC, Fábio Bentes. Os ramos de artigos de uso pessoal e de móveis e eletrodomésticos vão oferecer 16,4% desses empregos. “O crédito mais barato e a inflação menor favorecem os gastos das famílias com a compra de bens semiduráveis e duráveis. Do ponto de vista de recursos para o consumo, teremos certamente um Natal com melhores perspectivas”, prevê o economista.
    Outro fator que leva Bentes a apostar em boas vendas no fim de ano é a injeção de R$ 15,9 bilhões na economia, a partir deste mês, com os saques das contas do PIS/Pasep. A medida, autorizada pelo governo, deve favorcer cerca de 8 milhões de consumidores. Embora o valor e o número de beneficiários sejam menores que os envolvidos no resgate das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), no primeiro semestre, é um montante equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), que, certamente, contribuirá com um fluxo extra de recursos para o consumo.
    As expectativas para o Natal são positivas não apenas por um benefício exclusivo e temporário do varejo. A previsão de melhora das vendas é um sinal de que o consumo das famílias, que responde por cerca de 60% do PIB, está dando sinais de retomada, ainda que lentamente. E a perspectiva de empregos temporários reforça a confiança dos empresários, que tendem a elevar os investimentos a médio prazo. São sinais macroeconômicos fundamentais para garantir um crescimento sustentado da economia.

    Roger Campos

    Jornalista

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