A Polícia Militar de Três Pontas foi acionada na manhã desta quinta-feira (10) para registrar um Boletim de Ocorrência por conta do furto de 4 sacas de café que estavam guardados em um depósito na Fazenda Santa Guilhermina, em Três Pontas.
De acordo com informações da PM o local foi arrombado e não se sabe exatamente o horário em que o crime ocorreu. O caso agora será investigado pela Polícia Civil.
Ação é uma continuação de operação realizada em março de 2015.
Nesta etapa, policiais estão em Varginha, Três Pontas e Poços de Caldas.
A Polícia Federal realizou na manhã desta quarta-feira (9) a “Operação Mandrake 2” em Varginha (MG), Três Pontas (MG) e Poços de Caldas (MG). A ação é a continuação da operação realizada em março de 2015. Nesta nova fase, a polícia investiga entrada ilegal de combustíveis em Minas Gerais com a utilização de notas fiscais falsas, feitas em nome de postos de combustíveis do estado de São Paulo.
Na primeira etapa, dez mandados de prisão temporária foram cumpridos. Alguns postos chegaram a ser fechados durante a operação no Sul de Minas, que foi realizada nas cidades de Varginha, Três Corações, Campanha, Elói Mendes, Três Pontas, Pouso Alegre, Poços de Caldas, Juiz de Fora e Guaranésia. Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de condução coercitiva, 37 mandados de busca e apreensão, bem como a apreensão de veículos, expedidos pelo juiz da 1ª. Vara Criminal de Varginha.
“A Polícia Federal identificou, após a deflagração da primeira fase, que um grupo que possuía postos em Varginha, Três Pontas e Poços de Caldas estava internando combustível no estado de Minas Gerais utilizando-se de documentação fiscal falsa”, explicou o delegado João Carlos Girotto.
Agora a Polícia Federal cumpriu oito mandados judiciais, sendo dois de prisão temporária, dois de condução coercitiva e quatro de busca e apreensão. Também estão sendo intimados os representantes legais de 12 postos de combustíveis, em relação aos quais o laudo da PF, que analisou combustíveis apreendidos por ocasião da deflagração da Operação Mandrake, detectou adulteração. Neles, foi encontrado metanol, em sete postos, e álcool anidro acima do limite permitido (25% à época da deflagração), em outros 5 postos. Os responsáveis podem responder pelo crime contra as relações de consumo, com pena de 2 a 5 anos de reclusão. O Procon também acompanha a operação.
“A Polícia Federal cumpriu na integralidade todas as ordens judiciais. Os presos estão, neste momento, prestando informações e, após, serão deslocados ao presídio de Três Corações”, completou o delegado.
Operação Mandrake
Em março, participaram da operação 200 policiais federais, 21 policiais rodoviários federais e auditores da Receita Federal do Brasil. Conforme a PF, o nome (Mandrake) é uma alusão ao mágico ilusionista, personagem de desenho animado, que enganava as pessoas utilizando de técnicas de hipnose.
Ainda segundo a PF, a investigação que levou à operação se concentrou em três frentes. Em primeiro, a manipulação do sistema de emissão de cupons fiscais, usado para a sonegação fiscal. Em segundo, a apuração de fraude do volume, entrada de combustível no tanque do veículo em quantidade menor àquela indicada no marcador da bomba. Em terceiro, a PF investiga a fraude na composição da gasolina comum. Segundo a polícia, durante a investigação, foi constatado que os postos investigados estariam vendendo gasolina com teor de álcool acima da permitida em sua composição. Em alguns postos, a mistura de álcool chegava a 45%, quando o permitido é de no máximo 25%.
A violência e a criminalidade continuam fazendo vítimas. Desta vez a “escolhida” foi a enfermeira da Policlínica, Geovânia Rabelo Pereira. De acordo com informações apuradas pela reportagem do Conexão Três Pontas, a enfermeira estava chegando em sua residência, localizada na Rua Curral Del Rey, nº 182, no Bairro Ouro Verde, em seu veículo Fiat Siena, de cor preta, quando foi abordada por um homem de cor negra.
Foto Ilustrativa
Ela não soube dizer à Polícia Militar se a arma de fogo era de verdade. O fato é que o indivíduo anunciou o assalto e levou o automóvel da vítima, por volta das 20 horas deste sábado, (5).
A Polícia Militar foi comunicada e registrou o Boletim de Ocorrências. Neste momento faz rastreamento em busca de alguma pista que leve até o autor ou autores do roubo, já que há a hipótese de que um veículo, supostamente um Honda Civic de cor prata, estaria dando cobertura.
Geovânia Rabelo é uma das enfermeiras mais queridas de Três Pontas, o que não a livrou de ser mais uma vítima da criminalidade.
Diversos militares estão na operação, dentre eles os sargentos Max e Simone. Infelizmente nos finais de semana as chamadas feitas para a PM crescem muito. No mesmo horário os militares tiveram que se deslocar para atender duas brigas, sendo uma na Rua Santana e outra na Rua Ceará. Ou seja, casos simples que poderiam ser evitados pelo ser humano, que parece cada vez mais não saber viver em sociedade, acabam atrapalhando a ação da Polícia Militar em casos mais urgentes.
Ainda não há nenhuma informação sobre o destino tomado pelo criminoso que fugiu com o Fiat Siena. Qualquer informação pode ser repassada à Polícia Militar pelo Disque Denúncia 190.
Juliana Souza Pereira é doméstica e chora muito por terem levado seu aparelho de som novo, que acabara de comprar com muita dificuldade, e que ainda está pagando. Além de outros objetos.
Nossa reportagem recebeu a informação na manhã desta quinta-feira (20) de que uma casa havia sido furtada na madrugada de quarta para quinta-feira. Quando chegamos na Rua Tomoios nº 29, no Bairro Vila Marilena, encontramos uma mulher humilde desconsolável, chorando muito no portão de casa.
A doméstica Juliana Souza Pereira, muito emocionada, contou ao Conexão que ela o marido e os três filhos foram dormir na casa de sua mãe, que está trabalhando fora. Mas quando voltou… “Cheguei cedinho aqui em casa e eu encontrei tudo revirado aqui. Não dormiu ninguém aqui e o ladrão sabia disso. O portão estava trancado. O bandido pulou a mureta em cima do portão, entrou, arrombou a janela e reviraram tudo. Levaram meu aparelho de som novo, meu aparelho de DVD, meu botijão de gás, sapatos do meu filho e meus documentos”, relatou.
Desesperada ela disse que chamou a Polícia Militar pelo 190 para fazer o registro do Boletim de Ocorrência e aguarda que o criminoso ou que a os criminosos, já que, seria difícil uma única pessoa levar todos os itens furtados sozinho, sejam identificados e presos e seus pertences, fruto de muito suor, recuperados.
Quem tiver alguma informação, entre em contato com a PM pelo 190.
Um cachorro de porte médio, pelagem preta e amarela, aparentando ser uma mistura de pastor alemão com outras raças (vira-lata), foi encontrado morto com um tiro de arma de fogo na manhã desta quinta-feira (20) em Três Pontas.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que o vereador Francisco Popó Diniz e sua esposa Tânia Pinheiro, conhecidos defensores ferrenhos dos animais, sendo ela presidente da Ong Amor Animal, postaram fotos do animal morto e o seguinte comentário:
“Já não bastasse o abandono, agora existem retardados que estão matando com armas de fogo. Este cãozinho foi assassinado no alto da Rua Domingos Sancho Martins da Costa. Vamos ficar de olho e vamos denunciar”, relatou.
POLÊMICA
O Conexão Três Pontas recebeu algumas mensagens, mensagens desencontradas sobre o caso, gente lamentando o fato e pedindo uma ampla divulgação do crime. Nós entramos em contato com a Polícia Militar que nos disse que nenhum Boletim de Ocorrência foi feito sobre o exposto e que não tem nenhuma informação pra passar sobre o caso, já que nada teria chegado até o Quartel.
Mas o Conexão Três Pontas deixa algumas perguntas em busca de respostas:
_ Se realmente há pessoas que sabem quem foi e que viram o desenrolar do fato, porque não denunciam? Qual o temor?
_ Não seria o correto o Vereador Popó ou algum cidadão fazer um Boletim de Ocorrência?
_ Não deveria ser feito um exame de balística no animal para se chegar na arma usada e diante de algum cadastro se chegar até as pessoas que têm porte de arma em Três Pontas?
_ Será que o matador de cachorro tem porte de arma?
_ Será que oferece algum risco pra sociedade, pois quem mata um cachorro a tiros certamente não tem amor à vida e pode, em tese, matar um ser humano?
Primeiro foram os 150 rabos de gato encontrados em São Lourenço, onde a polícia investiga o caso. Aqui, agora, um cachorro morto a tiro e, pior, impera a lei do silêncio, Ninguém sabe de nada… E se sabem, não querem falar…
O CRIME AMBIENTAL
Matar cachorro – ou qualquer outro animal – é crime. Não importa se o animal é doméstico, domesticado, silvestre, nativo ou exótico. O que trata disso é o artigo 32 da Lei dos Crimes Ambientais, de 1998. A lei prevê detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar” qualquer tipo de animal. Se houver a morte do bichinho, a pena aumenta até um terço. Quem praticar “experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos” também pode sofrer a mesma condenação.
O Conexão Três Pontas recebeu na noite deste sábado (15) a informação de que um micro-ônibus de Três Pontas, que seguida pela Rodovia Fernão Dias, sentido a capital paulista, que levava torcedores do São Paulo Futebol Clube ao estádio do Morumbi, onde a equipe enfrentou o Goiás pelo Campeonato Brasileiro, acabou sendo interceptado e assaltado por homens armados, que acabaram levando os pertences dos ocupantes. Nas redes sociais muitas informações desencontradas. Mas desde as primeiras horas da manhã deste domingo, o Conexão correu atrás e conseguiu conversar com um dos líderes da torcida são-paulina aqui em Três Pontas, que estava no micro-ônibus. Ele pediu para não ser identificado, mas contou os momentos de pânico vividos pelos 18 torcedores:
“Na verdade eu optei por não ficar falando sobre esse assunto porque ainda é muito recente e não quero ficar alardeando ou preocupar meus pais. Mas como conheço o trabalho do Conexão, resolvi contar, mas não quero que revelem minha identidade.
Assalto aconteceu depois do ponto de pedágio em Mairiporá (SP), segundo relato feito ao Conexão. (Foto Ilustrativa)
De fato o assalto aconteceu mesmo e foram momentos de pânico, de muita preocupação. Nós fretamos um micro-ônibus de uma empresa daqui de Três Pontas para assistirmos ao jogo do São Paulo no Morumbi. Estávamos em 18 torcedores, incluindo trespontanos (a maioria) e torcedores de Nepomuceno. Quando passávamos por Mairiporã, logo depois do pedágio, por volta das 19 horas de ontem, o micro-ônibus acabou sendo interceptado por um veículo, que acredito ser um Verona azul escuro. Desceram 4 assaltantes com os rostos descobertos e todos armados. Eles anunciaram o assalto e levaram os pertences, carteiras e celulares de quase todos, já que alguns conseguiram jogar debaixo do banco, como eu”, comentou.
Ainda de acordo com o torcedor, assim que anunciaram o assalto os bandidos chegaram a dar tiros para o alto.
“Realmente isso aconteceu. Nós ficamos, claro, muito assustados e não tinha apenas homens no veículo, havia mulheres e duas crianças, sendo uma de 5 e outra de 12 anos. Felizmente ninguém se feriu. Eles levaram nossos pertences, mas graças a Deus estamos todos bem”, pontuou.
Em seu relato, o torcedor tricolor disse que nenhum dos criminosos ameaçou ninguém e que seria capaz de identificar pelo menos dois deles.
Assim que entraram no micro-ônibus o veículo que deu suporte aos bandidos teria se evadido. Os criminosos obrigaram que o motorista do veículo com os torcedores trespontanos e nepomucenenses a seguir o caminho em direção a São Paulo. Pouco depois mandaram parar e fugiram levando os objetos roubados. Os ocupantes foram até a Delegacia do Jaçanã (SP) onde alguns teriam registrado o Boletim de Ocorrência.
“Felizmente estamos todos bem. Claro que o susto foi muito grande, mas estamos bem”, concluiu.
Com relação ao jogo, objetivo da viagem dos torcedores, a equipe paulista acabou sendo derrotada pelo Goiás por 3 a 0.
Informações que chegaram agora à redação do Conexão Três Pontas dão conta de que à cerca de 40 minutos, por volta das 10hs15min, dois indivíduos que estavam na fila de atendimento da agência dos Correios de Santana da Vargem anunciaram um assalto. Eles estariam em posse de arma de fogo.
Os dois funcionários dos Correios de Santana da Vargem foram trancados no banheiro. Eles ainda obrigaram o gerente a entregar o equipamento de gravação as imagens do local.
A Polícia Militar de Três Pontas recebeu a informação e se deslocou em apoio à PM da cidade vizinha. Ainda não há informação da quantia levada ou do destino tomado pelos criminosos.
A Polícia Militar repassou a informação na região e de posse das características dos dois meliantes inicia um rastreamento em busca da identificação e localização dos criminosos.
OUTROS ASSALTOS AOS CORREIOS
Na tarde do dia 22 de dezembro de 2014, dois rapazes chegaram em um Gol de cor vermelha, estacionaram o veículo e entraram no estabelecimento. Também de posse de uma arma de fogo anunciaram o assalto. Naquela oportunidade eles levaram cerca de R$ 3 mil.
Já na manhã do dia 22 de junho deste ano, novamente dois homens, de posse de arma de fogo, invadiram o local por volta das 11h30min, renderam o gerente e fugiram levando todo o dinheiro do caixa. Apenas o gerente estava no local. Os bandidos levaram o computador com as imagens do assalto e a quantia roubada foi, segundo a reportagem da TV Alterosa, foi de 36 mil reais.
O que mais impressiona é a semelhança no modos operandi (modo de operação) empregado nos três assaltos aos Correios em Santana da Vargem.
Um homem foi amarrado em um poste e espancado até a morte por moradores do bairro São Cristóvão, em São Luís, no Maranhão, depois de praticar um assalto a uma loja da região. De acordo com a Polícia Civil, Cleidenilson Pereira da Silva, de 29 anos, foi linchado, com mãos, pernas e tronco amarrados em um poste de luz, até a chegada da polícia. Um adolescente, que também participou do assalto, foi apreendido, depois de também ser agredido pela população.
O caso aconteceu na tarde desta segunda-feira, em uma região movimentada do bairro. A dupla que tentava o assalto acabou rendida por um grupo de pessoas que passavam pelo local. Cleidenilson, segundo a polícia, foi agredido com socos, chutes, pedradas e garrafadas. Ele não resistiu e morreu no local, vítima de hemorragia. O adolescente teve escoriações leves e foi encaminhado para a Delegacia do Adolescente Infrator (DAI).
Acusado de roubo foi amarrado em poste e brutalmente agredido até a morte.
O pai de Cleidenilson esteve no local para reconhecer o corpo e disse desconhecer qualquer envolvimento do filho com crimes. A Polícia Civil informou que o caso é investigado em sigilo pela Delegacia de Homicídios da capital maranhense, que trabalha para identificar os autores do linchamento. Até o momento, nenhum suspeito foi detido.
O corpo do rapaz foi levado ao Instituto Médico Legal de São Luís. Ainda não há previsão de sepultamento.
A Polícia Militar em vários lugares do Brasil está fazendo uma campanha para conscientizar crianças e adolescente a não usar cerol ou linha chilena, substâncias feitas com pó de vidro ou pó de alumínio nas pipas. Dentro desse projeto, o objetivo também é recolher os carretéis que estejam com a mistura. Em Três Pontas, alguns casos já foram registrados. Recentemente um motoboy de uma empresa de gás teve o rosto e o nariz cortados por causa da linha com cerol. E no último domingo o comerciante popularmente conhecido como Coelho acabou levando 18 pontos no pescoço, quase morreu, também em decorrência dessas linhas de pipa.
O Conexão Três Pontas recebeu uma série de e-mails, ligações e mensagens via whatsapp pedindo que fizéssemos uma reportagem especial sobre o tema. Nós conversamos com o comerciante Geraldo José Prado (Coelho). Também fomos atrás de outras informações junto a Policia Militar.
De acordo com o comerciante Coelho, ele escapou da morte por muito pouco. “No último domingo, por volta das 15hs30min, eu estava passando de moto em frente a Praça das Lavadeiras, na Rua Sergipe, no Bairro Santa Edwirges, saindo da minha loja de conveniência para entregar uma caixa de cerveja na Rua São Paulo quando desci a rua e dei de cara com um menino de aproximadamente 10 anos de idade esticando a linha. Pegou de frente no meu pescoço. Eu freei mas não consegui evitar. Passei a mão e vi que estava saindo muito sangue. Quando eu perdi o controle da moto ela já estava parada. Eu sentei e um senhor que estava no local me socorreu juntamente com um primo meu que me levou para o Pronto Atendimento Municipal”, relatou.
“Eu nasci de novo”, diz comerciante.
Ainda conforme o comerciante, chegando ao Hospital foi prontamente atendido e acabou levando 18 pontos. “O médico falou que eu dei muita sorte e que eu poderia ter morrido. Ele falou que Deus me ajudou e que nem compensava eu ir atrás do menino, porque só de estar vivo já era muita sorte. E não foi a primeira vez. Há 10 dias atrás uma outra linha com cerol me atingiu, mas por sorte pegou na moto e não me cortou. Isso foi no Bairro Ponte Alta. Pedimos para a Polícia Militar que fique de olho e tome as providências para coibir essa ação”, concluiu.
Nós entramos em contato na tarde desta quarta-feira (7) com a Polícia Militar de Três Pontas que, através da militar Cristina, nos disse que o Tenente Bruno não se encontrava no Quartel, mas que iria repassar nosso recado em busca de informações sobre a ação da PM em Três Pontas no tocante aos casos crescentes de linhas com cerol e linha chilena. Mas até o fechamento dessa reportagem não recebemos um retorno.
Vale ressaltar que ano passado, em todo Brasil, nós tivemos cerca de 130 mortes por linhas com cerol e cerca de 500 ocorrências de menor potencial.
Quem estiver usando cerol nas pipas pode responder criminalmente. O Código Penal prevê prisão de 3 meses a 1 ano para quem expõe a integridade física das pessoas. E soltar pipa com cerol expõe a integridade física. Quem estiver soltando pipa com a mistura poderá ser conduzido para a delegacia, e os pais também serão responsabilidades.
CEROL
O cerol é uma mistura feita com cola e vidro moído e consegue cortar blocos de isopor e até mesmo garrafas plásticas.
LINHA CHILENA
Já a linha chilena é comprada pronta, tanto em lojas de aviamento quanto em redes sociais. Ela é feita com pó de alumínio e tem o poder de corte quatro vezes maior que o cerol. A multa para que for pego usando ou mesmo vendendo esses produtos pode variar de R$ 200 a R$ 1,5 mil.
AS MAIORES VÍTIMAS
A linha representa um risco principalmente para motociclistas. Com a velocidade, o condutor não enxerga o material e tem o pescoço cortado de maneira profunda. Para tentar evitar os acidentes, muitos estão instalando antenas metálicas nos veículos para fazer a proteção. Nossa reportagem pesquisou o preço das antenas, que são presas no retrovisor. O custo varia de R$ 5 a R$ 20 cada. E segundo os comerciantes trespontanos, a venda aumentou consideravelmente.
É NECESSÁRIO MOSTRAR!
As pessoas parecem se conscientizar apenas quando as vítimas são elas próprias ou algum familiar. Quando se fala do risco potencial de morte por causa das linhas com cerol, há pessoas que acham exagero, como algumas mensagens que o Conexão Três Pontas recebeu, depois que foi investigar uma denúncia de que um homem estaria vendendo linha chilena e cerol na Rua Paraguaçu, em Três Pontas. Pois bem, diante disso, pedimos desculpas ao nosso leitor e avisamos que as fotos a seguir são fortes. Mas é necessário mostrar o poder de destruição, o gravidade dos cortes, muitas vezes fatais:
Uma denúncia anônima passou a informação para o Conexão Três Pontas de que dois menores estariam agora sendo apresentados no Quartel da Polícia Militar de Três Pontas, depois de serem pegos em flagrante com drogas.
As informações da fonte relatam que os dois menores, ambos de aproximadamente 17 anos, foram abordados na beira lago em Boa Esperança e que com eles foram encontradas drogas e também um celular com imagens de entorpecentes sendo embalados. Os dois menores seriam residentes em Três Pontas, um no Bairro Santana e o outro na Avenida Ipiranga.
Nós entramos em contato com a Polícia Militar que, através do Sargento Ubiratan nos confirmou o fato, relatando que com os menores trespontanos foram encontradas 4 buchas de maconha em Boa Esperança e outras duas aqui em Três Pontas, jogadas às margens do trevo da Avenida Prefeito Nilson José Vilela.
Bucha de maconha (Foto Ilustrativa)
Ainda conforme o militar, eles não são conhecidos do meio policial. Lhes foi dada voz de apreensão por ato infracional. Neste momento eles estão sendo ouvidos no Quartel e acompanhados de seus familiares. A Polícia Militar entrará em contato com o delegado de plantão, em Varginha, para saber se será necessária a apresentação dos mesmos naquela Delegacia. Caso haja negativa, os menores serão entregues aos pais e deverão se apresentar a autoridade policial em dia e horário marcado.
De acordo com o dicionário, o termo “Vilipêndio” significa: aviltar, profanar, desrespeitar, ultrajar o cadáver ou ter ação desrespeitosa, como por exemplo exibir imagens ou vídeos do corpo em páginas de relacionamento, como o facebook, sites, etc.
Cantor sertanejo Cristiano Araújo.
O Brasil todo ficou chocado com as imagens absurdas exibidas dos corpos do cantor sertanejo Cristiano Araújo e de sua namorada Allana Moraes. E no caso do artista, o crime de vilipêndio ficou notório através de um vídeo onde profissionais de uma clínica que tratava o corpo para o velório filmaram tudo, o corpo aberto e nu, de extremo mau gosto e desrespeito. Três pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil de Goiás por causa de imagens do corpo de Cristiano Araújo que foram compartilhadas em redes sociais.
Cristiano Araújo e Allana Moraes
Dois são técnicos que trabalham para a Clínica Oeste Tanatopraxia, especializada na reconstituição visual de corpos de vítimas de mortes violentas para velórios com caixão aberto. O terceiro envolvido é amigo de quem fez as imagens (fotos da face e um vídeo do corpo aberto) – a estudante de Enfermagem Márcia Valéria dos Santos, de 39 anos – e foi identificado apenas como Leandro, também estudante de Enfermagem.
Funcionários que fotografaram e filmaram o corpo de Cristiano Araújo.
Mas o crime de vilipêndio não é cometido apenas contra famosos. Anônimos também são desrespeitados após a morte violenta. E aqui em Três Pontas, recentemente, um caso chamou a atenção e foi parar na polícia.
Acidente trágico na MG 167, entre Três Pontas e Santana da Vargem, que vitimou o jovem Alan de Souza.
Um trágico acidente foi registrado no início da noite do domingo (14 de junho) entre Três Pontas e Santana da Vargem, na MG 167, próximo a Fazenda Pantera. O condutor de um Chevette de Três Pontas, placas GMR 9085, acabou colidindo com um ônibus da empresa Gardênia. Ambos pegaram fogo. Infelizmente o condutor do Chevette, Alan Alex de Souza, de 34 anos, lavrador, filho de José Carlos de Souza e Francisca Alípio de Souza e pai de dois filhos não conseguiu sair do veículo e morreu carbonizado.
Alan Alex de Souza, que morreu carbonizado no acidente.
Como se não bastasse tamanha dor para a família, sentimentos de revolta e indignação tomaram conta por conta da exibição de imagens do corpo da vítima nas redes sociais. Nossa reportagem foi procurada pelo irmão de Alan, Adriano Júnior de Souza, que não concordou com algumas afirmações feitas na mídia e que também se mostrou indignado com a exibição de fotos do corpo carbonizado de seu familiar:
Adriano Souza, irmão da vítima, falou ao Conexão.
“Na verdade é que algumas coisas que foram faladas não procedem. Não foi nenhuma empresa quem correu atrás das coisas para a liberação do atestado de óbito. Quem foi em Varginha para correr atrás de delegado e liberar tudo, identificar o corpo, fomos nós, foi a família. Eu e um outro irmão meu chegamos no local e acabamos reconhecendo pelo carro, pela placa. O corpo do Alan foi para o IML de Varginha. Eu não sei quem levou pra lá, mas meu irmão foi realmente identificado em Varginha. Nós conseguimos a cópia do Boletim de Ocorrência no IML e fomos para a delegacia daqui. O delegado bateu um laudo dizendo que nós reconhecemos o corpo. Levamos de volta no IML e foi liberada a certidão de óbito.
Outra coisa que quero dizer é que estamos indignados com o desrespeito que houve com o corpo do meu irmão. Nós somos 5 irmãos, sendo 4 homens e uma mulher. E nossa família está revoltada. Sobre o que falaram, que o Alan bebia e que teria causado o acidente, quero deixar claro que no dia do acidente ele estava sem dinheiro e com certeza não tinha bebido. Ele havia ido em Santana da Vargem para mostrar que estava com seu carro, que ele tanto gostava. E depois da tragédia começaram a postar as fotos do corpo carbonizado. Um absurdo. Eu já tomei as providências legais sobre isso. Quem fez as fotos e quem compartilhou ou postou vai ter que responder por isso.
Também quero dizer que não recebemos nenhuma assistência da empresa Gardênia, nem um telefonema sequer. Nós é que estamos correndo atrás de tudo desde o dia do acidente. Ele direito ao seguro Dpvat e vamos atrás disso. Temos que dar baixa no carro e outras providências. Ninguém está ajudando em nada. Eu vou procurar pela empresa Gardênia e quero o laudo da perícia nas minhas mãos e se for preciso mandarei fazer um laudo particular, com outra perícia, para saber se o motorista da Gardênia está falando a verdade. Se meu irmão teve culpa, tudo bem. Mas se houve também a culpa do motorista da Gardênia, ele e a empresa terão que pagar”, desabafou.
VILIPÊNDIO
Corpo de Cristiano Araújo sendo velado.
O cadáver, pessoa que faleceu, não pode ser vítima do crime porque não tem mais a capacidade de sentir o aviltamento, a ofensa física, a profanação, enfim nenhuma ação dirigida contra ele (cadáver) pelo agente, pois o falecido não possui mais a honra objetiva. Daí podemos concluir que o bem jurídico lesado é o sentimento de boa lembrança, de respeito e veneração que se guarda em relação ao morto, seja por parte da coletividade, dos conhecidos e admiradores, seja por parte dos amigos mais próximos e dos familiares. As pessoas, em grupo ou individualmente, que guardam esses sentimentos de respeito, lembrança, saudades, veneração é que são considerados sujeitos passivos do crime.
O vilipêndio é praticado sobre ou junto do cadáver, na presença do corpo inerte ou de suas cinzas (há entendimento de que o esqueleto possa ser objeto de vilipêndio), neste crime o esqueleto também será objeto material. Orienta a doutrina majoritária que a expressão “ou” dá uma interpretação errônea do dispositivo. Por vários modos o agente pode praticar o crime, por ações, palavras, gestos ou encenações. Exemplos: esmurrar ou chutar o corpo, proferir palavrões ou descrever atos desabonadores do comportamento do morto em vida, cortar-lhe algum membro, rasgar ou retirar-lhe as vestes, dispersar as cinzas com acinte, divulgar fotos ou vídeos do corpo com sinais ou vítima de violência.
Não configura o crime o ato do amante desesperado e cheio de dor que corta mechas do cabelo ou arranca parte das vestes da amada que faleceu para guardá-las como lembrança. Neste caso não existe desrespeito, aviltamento, ultraje, mas, ao contrario, devoção.
Entende-se por cadáver os restos mortais de pessoa que viveu, que teve vida autônoma. Assim, não seria cadáver o embrião ou o feto. Quanto ao recém nascido que falece logo após o parto, dividem-se as opiniões. A doutrina mais aceita, porém, conduz ao entendimento que nesse caso se caracteriza a infração penal.
Pode ser objeto do crime o corpo humano, que colocado num laboratório de anatomia, presta-se a estudos científicos.
Sepulturas muitas vezes são vítimas de vandalismo.
Não há crime, entretanto, quando o vilipêndio direciona-se a uma múmia de museu. Isto porque em relação ao corpo mumificado, de pessoa desconhecida e não identificável, não existe sentimento de respeito ou veneração. Já não se pode dizer o mesmo quando se trata, por exemplo, de um herói nacional, devidamente embalsamado e colocado à visitação pública. Nesse caso está presente a admiração e a lembrança de um povo, de uma comunidade inteira pelos atos de bravura, liderança, filantropia, de caridade ou outros de igual gênero que praticou em vida.
O Código Penal português, no seu artigo 226, parágrafo 2º, pune com prisão até um ano e multa quem profanar cadáveres, parte de cadáveres ou cinzas de pessoas falecidas, praticando atos ofensivos do respeito devido aos mortos.
O Conexão Três Pontas recebeu no noite deste sábado (4) a informação de que um veículo Fiat 147, de cor bege, placas GSO 8163, que estava estacionado em frente a um templo religioso em Três Pontas acabou sendo roubado.
Testemunhas que estavam no culto evangélico ligaram para nossa reportagem e contaram que a dona do veículo estava dentro da igreja e ao sair, por volta das 20h30min percebeu que seu Fiat 147 não estava mais ali. Ela o estacionou na Rua Alcides Ferreira de Brito, próximo ao número 125, no bairro Ponte Alta.
A Polícia Militar foi chamada e registrou o Boletim de Ocorrência e iniciou um rastreamento em busca da localização do automóvel.