Categoria: Destaque

  • Sargento “trespontano” é morto em operação policial em Boa Esperança

    Sargento “trespontano” é morto em operação policial em Boa Esperança

    Rodrigo Sarto Lomonte, de 37 anos, foi atingido por tiro na cabeça.

    Um policial militar natural de Varginha, trespontano de coração e que atuava em Boa Esperança acabou morrendo após ser atingindo por disparo de arma de fogo num confronto com assaltantes de uma motocicleta. A tragédia ocorreu na noite deste sábado (16). O sargento Rodrigo Sarto Lomonte, não resistiu ao ferimento na cabeça.

    De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, a vítima é o 2° Sargento Rodrigo Sarto Lomonte de Oliveira, incluído na PMMG em 11/02/2008, lotado no Primeiro Pelotão da 172ª Companhia da Polícia Militar de Boa Esperança/MG. Rodrigo nasceu em 01 de fevereiro de 1983. É filho de Maria Aparecida Sarto de Oliveira e Weber Lomonte de Oliveira e residia na Praça Nicésio Ferreira Maia, no centro de Boa Esperança. Era casado e deixa um filho.

    Os Fatos

    Ainda conforme o Boletim de Ocorrência, na noite deste sábado, 16 de maio de 2020, na cidade de Boa Esperança, uma equipe da Polícia Militar realizava patrulhamento preventivo pela Avenida Brasil, inicio da BR 265, tendo na ocasião se deparado com uma motocicleta Yamaha/Xtz 250 Lander, ano 2018, modelo 2019, cor azul, placa QOJ-5995, de Boa Esperança, com dois ocupantes. A motocicleta fora furtada em data anterior conforme REDS 2020-023114786-001.

    De imediato o sargento e um soldado deram ordem de parada durante a abordagem aos ocupantes da motocicleta. Contudo, os indivíduos que estavam na motocicleta não acataram e evadiram do local, sendo acompanhados até próximo ao bairro Populares, onde os meliantes vieram a cair ao solo, evadido, correndo pelo matagal.

    Em ato continuo, os militares iniciaram perseguição a pé, momento em que o militar Sd. Carlos André, focou em um dos indivíduos e o Sgt. Rodrigo no outro autor, sendo que o Sd. Carlos André ouviu em determinado momento cerca de 5 disparos de arma de fogo. O militar 2° Sgt. Rodrigo Sarto Lomonte de Oliveira, 37 anos, que estava em perseguição a um dos autores pelo interior do matagal, ficou desaparecido no matagal por aproximadamente 3 horas. Após buscas, com apoio de todas as viaturas policiais do turno e reforço recebido da cidade de Varginha/MG, o militar Sgt. Rodrigo foi encontrado em meio a vegetação desacordado e com ferimento na cabeça, sendo imediatamente socorrido e encaminhado ao Pronto Socorro local para ser reanimado após parada cardiorrespiratória, porém, o militar não resistiu ao ferimento e veio a óbito.

    A princípio não havia informações dos autores e o rastreamento foi iniciado e permanecerá até o êxito na prisão dos autores, que conta com reforço de policiais de diversas cidades da região, como Três Pontas e Varginha, além de uma guarnição vinda da capital Belo Horizonte.

    Vários militares, colegas de farda, lamentaram profundamente a morte do colega. Dentre eles, falou ao Conexão o seu colunista, Capitão Neiber Cairon Lima: “Infelizmente, perdemos um colega de farda em Boa Esperança. Estava de serviço e ao perseguir um vagabundo, foi alvejado com um disparo na cabeça. Que se encontre o quanto antes esses meliantes. Meu sincero sentimento aos familiares, colegas de farda e amigos”.

    O corpo do militar foi levado ao Instituto Médico legal. Seu sepultamento , segundo familiares, acontece a partir das 14 horas na cidade de Varginha.

    Nossos sentimentos aos familiares!

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    Roger Campos

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  • O risco do Coronavírus para quem tem Asma

    O risco do Coronavírus para quem tem Asma

    Idosos e portadores de condições médicas pré-existentes compõem um grupo de risco especial no contexto da atual pandemia de covid-19. E, como o agressivo coronavírus Sars-Cov-2 ataca principalmente os pulmões, numerosos pacientes de asma temem um risco elevado de contágio e um desenrolar da doença possivelmente grave. Para aumentar a insegurança, divulgaram-se notícias de que medicamentos empregados frequentemente por asmáticos aumentam ainda mais o perigo de contágio.

    Na terapia dessa doença respiratória, costuma-se empregar sprays ou, em casos graves, até comprimidos de cortisona, a qual tem ação anti-inflamatória, reduzindo a hipersensibilidade asmática dos brônquios. Portanto, o efeito da cortisona é imunossupressor, baixando as defesas próprias do organismo.

    Pneumologistas alemães emitiram uma declaração conjunta a fim de combater essa insegurança: pacientes de asma devidamente medicados não estariam sujeitos a um risco maior de covid-19, contanto que sigam tomando sua medicação, em vez de suspendê-la por conta própria sem consultar o médico. Mesmo havendo uma piora, a dose de cortisona deve ser ajustada conforme as indicações do pneumologista responsável.

    Essa recomendação contrasta com avaliações críticas a uma terapia com corticosteroides inaláveis. O virologista-chefe do Hospital Charité de Berlim, Christian Drosten, por exemplo, aconselhou cautelosamente os asmáticos a conferirem com seu médico a possibilidade de substituir o tratamento à base de cortisona por um medicamento que interfira menos no sistema imunológico.

    No entanto, os especialistas da Sociedade Alemã de Pneumologia e Medicina Respiratória (DGP) seguem aconselhando a terapia por inalação, já que uma correlação não foi cientificamente comprovada. Eles consideram a suspensão súbita da medicação ou uma alteração da terapia significativamente mais perigosas do que uma ainda não comprovada elevação do risco do Sars-Cov-2.

    Medidas de higiene e distanciamento valem

    Os especialistas da DGP veem perigo, antes, para idosos com asma grave e pacientes que ingerem comprimidos de cortisona regularmente. Por outro lado, os asmáticos que até o momento só empregavam ocasionalmente sprays de cortisona deveriam passar a fazê-lo regularmente, para que as vias respiratórias permaneçam livres e eles não estejam sujeitos a tosse ou dispneia. Se o spray não ajudar, devem consultar seu médico.

    Basicamente, portadores de enfermidades crônicas têm mais dificuldade de combater sozinhos os vírus, já que a imunidade da mucosa bronquial é reduzida pela condição pré-existente. Mas, de acordo com o pneumologista Rainald Fischer, o risco para os asmáticos não é tão grande, já que via de regra suas mucosas só apresentam uma inflamação alérgica, e eles não desenvolvem pneumonia.

    O também professor da Universidade de Munique ressalva, porém, que portar máscaras cirúrgicas comuns, ou de nível de proteção FFP3 (Filtering Face Pieces), com função filtrante, pode ser especialmente desconfortável para pacientes pulmonares, pois elas tornam a respiração mais difícil.

    Já, que além do novo coronavírus Sars-cov-2, outros vírus e bactérias podem causar inflamações pleuropulmonares, diversos médicos aconselham os asmáticos a se vacinarem contra gripe e pneumococos. De um modo geral, eles e outros portadores de problemas respiratórios devem se atentar em especial às medidas de higiene e manter uma distância de pelo menos 1,5 metro em relação a outros indivíduos.

    Fonte Clima Tempo

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    Roger Campos

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  • Após 29 dias no cargo, Nelson Teich pede demissão do Ministério da Saúde

    Após 29 dias no cargo, Nelson Teich pede demissão do Ministério da Saúde

    O ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão após 29 dias no cargo. O secretário-executivo Eduardo Pazuello é o mais cotado para ser seu substituto.

    Nelson Teich se reuniu na manhã desta sexta-feira (15) com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O compromisso não constava na agenda oficial de Bolsonaro. O encontro durou cerca de 15 minutos.

    O presidente defende mudanças no protocolo do uso da hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus, mas o ministro é contra, o que vem gerando críticas de bolsonaristas.

    Pela manhã, o presidente afirmou que mudaria ainda nesta sexta o protocolo de uso da cloroquina adotado no sistema de saúde. Nos últimos dias, o presidente já havia citado a mudança. A declaração foi dada após apoiadores questionarem o presidente sobre o assunto no Palácio da Alvorada.

    Atualmente, a recomendação é que medicamento seja usado no tratamento de pacientes em casos graves da Covid-19. A indicação está prevista em protocolo do Ministério da Saúde publicado ainda na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo em 16 de abril.

    Bolsonaro argumenta que “é direito do paciente” decidir sobre o seu tratamento. A droga ainda não tem eficácia comprovada contra o novo coronavírus. O Conselho Federal de Medicina publicou nota técnica permitindo a prescrição do medicamento mesmo em casos leves da doença, com as ressalvas dos riscos.

    “O protocolo deve ser mudado hoje, porque o Conselho Federal de Medicina diz que pode usar desde o começo”, afirmou. “O médico na ponta da linha é escravo do protocolo. Se ele usa algo diferente do que está ali e o paciente tem alguma complicação, ele pode ser processado”, explicou.

    Histórico

    O médico oncologista e empresário Nelson Teich foi anunciado como substituto de Luiz Henrique Mandetta (DEM) no Ministério da Saúde no dia 16 de abril. Teich teve o apoio da classe médica e contou a seu favor a boa relação com empresários do setor da saúde. O argumento pró-Teich na pasta era o de que ele traria dados para destravar debates “politizados” sobre a Covid-19.

    Teich é formado pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e tem mestrado em economia da Saúde pela Universidade de York, na Inglaterra. Ele chegou a ser cotado para assumir a Saúde logo após a eleição de Bolsonaro, em novembro de 2018, mas o lobby do DEM — partido de Onyx Lorenzoni (ministro da Cidadania, ex-Casa Civil), Ronaldo Caiado (governador de Goiás) e Mandetta — falou mais alto. Ele já foi sócio de Denizar Vianna, atual secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos do Ministério da Saúde.

    Fonte CNN Brasil

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    Roger Campos

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  • Casos de Covid-19 voltam a subir em Três Pontas

    Casos de Covid-19 voltam a subir em Três Pontas

    Após cura de 10 positivados, 2 novos casos foram registrados.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas, através da Secretaria Municipal de Saúde e de sua Assessoria de Imprensa, confirmou nesta sexta-feira que a doença que se tornou pandemia em todo mundo voltou a crescer e atualmente são 2 casos de Covid-19 na cidade.

    Há alguns dias, os números de casos positivados em tratamento foram zerados. Ou seja, daqueles 11 casos confirmados, que inclui um óbito, havia 10 pessoas em tratamento. Todas elas foram consideradas curadas do coronavírus. Mas nos últimos dias o inimigo invisível voltou a “dar as caras” e são agora 2 casos confirmados.

    Conforme o Boletim Epidemiológico de hoje, 15 de maio, são 13 casos confirmados na cidade de Três Pontas. Desse total, além de uma morte 12 pessoas iniciaram tratamento, sendo que dois novos casos ainda estão recebendo cuidados médicos ou domiciliares, seguindo os protocolos da Secretaria Municipal de Saúde.

    Com relação aos casos descartados, há 2 casos considerados suspeitos, onde foram realizados exames e seguem aguardando resultados em quarentena. Não há nenhum óbito em investigação. Os números mostram ainda que 58 casos suspeitos foram descartados pelos exames. Há ainda 250 casos de síndrome gripal.

    O Boletim traz outra informação relevante: 11 pessoas que fizeram exames particulares foram descartadas para Covid-19. Houve pela Secretaria Municipal de Saúde a coleta de 84 exames.

    A Prefeitura Municipal reforça os pedidos respeito ao isolamento social, pede para que as pessoas fiquem em casa. Que utilizem máscaras nas vias públicas e nos comércios, além de todo protocolo de higienização.

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    Roger Campos

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  • COMENTANDO… Cadê os Hospitais? – Roger Campos

    COMENTANDO… Cadê os Hospitais? – Roger Campos

    O brasileiro é o povo mais “gambiarreiro” do planeta. Sempre tenta dar aquele tal “jeitinho” nas suas ações por economia de tempo ou de dinheiro, as famosas “economias porcas”. É assim em tudo! Em todos os cenários, todas as conjunturas.
     
    Atualmente o que mais vemos diante da pandemia da China comunista é um “chororô” por parte dos governadores brasileiros diante da falta de leitos nos hospitais e a situação colapsando.
     
    É um exemplo claro de como aqui deixam tudo pra última hora. Por que não fizeram antes? Quantos governadores passaram, por exemplo, nos últimos 50 anos, por São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas? Quantos destes construíram hospitais? Passam o mandato inteiro entulhando assessores em seus governos, fazendo o mínimo do mínimo para o povo, criando obras faraônicas, verdadeiros elefantes brancos que os ajudam a se perpetuar no poder, ao invés de investirem em questões fundamentais como a Saúde e a Educação. Passam 48 meses conchavando, criando caso, enriquecendo, garantindo uma vida tranquila e abastada para os seus, por várias gerações. Enquanto isso, o povo segue morrendo nas filas, nos corredores, nas macas, sem atendimento, sem hospital, sem médico, sem Saúde, sem dignidade.
     
    Mas agora, em tempos de pandemia, inflamam as gargantas berrantes afirmando que faltam vagas, que estão morrendo aos montes. Insisto, por que não fizeram antes? A resposta é que eles não estão preocupados com o Covid-19. Estão na verdade usando uma máscara (que não é a de proteção contra o Coronavírus) para esconder o sorriso amarelo, falso que evidenciaria os verdadeiros interesses: as próximas eleições.
     
    Não fizeram nada ou quase nada até aqui e agora querem posar de “lutadores da vida da última semana”? “Estamos aqui, lutando pelas vidas de cada brasileiro, de cada cearense, cada paulista, cada carioca, cada amazonense…”. Conversa fiada, conversa pra “boi dormir”! Este sim é o verdadeiro “E daí?” pra Saúde e pra vida humana.
     
    Além desses gestores estaduais, temos também que levantar um outro questionamento em nível federal:
     
    Por que Deodoro da Fonseca não construiu mais hospitais?
    Por que Floriano Peixoto não construiu mais hospitais?
    Por que Prudente de Morais não construiu mais hospitais?
    Mais a frente…
    Por que Getúlio Vargas não construiu mais hospitais?
    Por que Juscelino Kubitschek não construiu mais hospitais?
    Por que João Goulart não construiu mais hospitais?
    Mais a frente…
    Por que José Sarney não construiu mais hospitais?
    Por que Collor não construiu mais hospitais?
    Por que Itamar Franco não construiu mais hospitais?
    Por que Fernando Henrique Cardoso não construiu mais hospitais?
    Por que Lula não construiu mais hospitais?
    Por que Dilma não construiu mais hospitais?
    Esperamos que Bolsonaro faça mais hospitais!
     
    No nosso país, é mais legal, rende mais voto construir estádios de futebol do que hospitais. É mais vantajoso (para os políticos) construir mais presídios do que escolas.
     
    Cadê os nossos hospitais senhores de colarinho branco, gravata, caneta na mão e foro privilegiado? Aliás, não só o foro é privilegiado, mas o tratamento que recebem quando precisam recorrer à Saúde. Claro que nem passam perto do SUS, vão direto ao Sírio Libanês, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento, CopaDor, Hospital TotalCor, entre outros.
     
    O Brasil segue sendo um país de pés descalços, de desdentados, de famintos e de desassistidos. Pobre não tem direito à Saúde, embora seja assegurado isto a todo brasileiro pela Constituição. O brasileiro de marca de sol nos braços e na nuca, da marmita debaixo do braço e de muitos sonhos e necessidades, muitas vezes nem água encanada tem. O trabalhador comum, aquele que luta, se desdobra e faz milagre para sustentar os seus com um salário mínimo apenas (verdadeiros heróis), não tem voz, não tem vez. Por isso a imprensa deve berrar aos quatro ventos: cadê os nossos hospitais?

    Mas aí muitos emudecem, dão de ombros e sussurram: E daí? Não é nossa culpa!
     
    Cadê, senhores estadistas, os nossos centros de saúde? Os nossos postos nos bairros periféricos? Os nossos médicos e enfermeiros? A valorização de cada um desses guerreiros? Em qual mala ou cueca vocês esconderam?
     
    O Brasil tem cerca de 220 milhões de brasileiros. O número de hospitais, conjuntamente ao número de leitos hospitalares, são indicadores importantes para determinar os recursos de saúde disponíveis para a população e, consequentemente, a capacidade de atendimento em alta e média complexidades de um país ou de uma região. Segundo a Federação Brasileira de Hospitais e a Confederação Nacional de Saúde, os últimos números mostram que no país há muito menos hospitais públicos que o necessário, para atender a população, principalmente a mais carente, com qualidade e dignidade. O mesmo ocorre com leitos, principalmente de UTI.
     
    Em janeiro de 2019, havia 4.267 hospitais privados no Brasil, a maioria localizada na região Sudeste (41,4%), especialmente em São Paulo e Minas Gerais. Do total de hospitais privados, a maior parte tem fins lucrativos (56,9%).
     
    O que muito me assusta é que entre os anos de 2010 e 2019, apesar de terem sido abertos 1.567 hospitais privados no Brasil, houve o fechamento de um total de 2.127 hospitais privados. Isso representa um cancelamento de 92.645 os leitos privados.
     
    Mas, E DAÍ? Eles não ligam pra isso de verdade! Toda ação, cada passo político, cada movimento é friamente calculado. Se cria o pânico na sociedade. E eles reinam! Se render votos, ok! Senão for vantajoso, vão enrolando, jogando pra frente.
     
    O cenário é indecente e imoral. Hospitais de campanha, feitos nas coxas, com valores superfaturados e tudo com atraso, somente depois do leite derramado e dos corpos sepultados, com caixão lacrado, sem a menor dignidade, começaram a fazer o mínimo do mínimo. Agora berram os imorais: “Cadê os hospitais? Cadê os leitos? Estamos colapsando! Precisamos do Governo Federal…”. Toda reivindicação pró Saúde e pró Educação é sempre válida. Mas por que não construíram antes?
     
    Cadê os nossos hospitais?

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    Roger Campos

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  • ELEIÇÕES: Luciano Diniz não descarta dobradinha com Chaves

    ELEIÇÕES: Luciano Diniz não descarta dobradinha com Chaves

    Ex-Diretor do IPREV apresenta resultados e vislumbra chegada ao Executivo

    Filho de peixe, peixinho é. O gosto pela política parece ter fisgado tanto pai quanto os filhos na família Diniz. É que depois do pai, o saudoso ex-Prefeito João Vicente Diniz, os filhos Daniel e Luciano Diniz também pegaram amor pela política. Além do Direito, Luciano Diniz tem como prisma, como busca o cenário político. Recentemente, ele deixou a direção do Instituto de Previdência de Três Pontas (IPREV) para cumprir os critérios do calendário eleitoral e se colocar à disposição na próxima corrida eleitoral. Ele contou em entrevista exclusiva ao Conexão os resultados dos trabalhos a frente do órgão e revelou que não descarta uma dobradinha com o atual Prefeito Marcelo Chaves Garcia.

    Veja a entrevista:

    Conexão: Luciano, você tem um histórico respeitável, tendo sido Presidente da OAB de Três Pontas e também Diretor do IPREV. Junto a isso você tem na veia o “sangue político” de seu pai. Onde você pretende chegar?

    Luciano Diniz: Muito obrigado pela oportunidade de estar esclarecendo alguns pontos para a nossa população. No último dia 03 de abril eu pedi exoneração do cargo de Diretor do IPREV em decorrência do calendário eleitoral, das regras que temos que seguir. Por questões de incompatibilidade eu tive que deixar o instituto para que pudesse ser candidato nas próximas eleições. Eu fui candidato a vereador na eleição passada e tenho muita vontade de trabalhar na política para servir a população. Coloquei meu nome à disposição inclusive para as lideranças políticas da cidade, também para compor uma chapa com o Prefeito Marcelo Chaves, eu na função de Vice-Prefeito. Acredito que, hoje, o candidato ideal é o Marcelo Chaves, pelo trabalho que vem desenvolvendo. Tenho vontade de ver a cidade crescer e o mais capacitado para isso é o Marcelo.

    Conexão: Não há ainda nenhum adversário confirmado, nem mesmo a batida do martelo de que Marcelo Chaves buscará sua reeleição. Nos últimos anos o nome do ex-Prefeito Paulo Luis Rabello sempre esteve presente e deve estar na próxima também. Os nomes dos vereadores Sérgio Silva e Marlene Lima também são ventilados. Outro nome muito especulado é o do atual Presidente da Câmara, Maycon Machado. Quais as qualidades que um bom candidato à Prefeito deve ter, dentro do contexto e da tradição “rançosa”, segmentada, muitas vezes radical, da política trespontana?

    Luciano Diniz: As principais qualidades são justamente aquelas que consigo ver no Marcelo Chaves. Ele é o mais capacitado e é muito coerente. Outra qualidade que se deve ter na política é não ser perseguidor, não criar rixas, confusões e polêmicas. Ele não é do tipo que impõe. Ele ouve bastante. Isso todo candidato precisa ter. O trabalho que ele desempenha, com todas as complicações do momento de pandemia e outras crises anteriores, está indo muito bem. E por concordar com esse perfil do Marcelo acho que posso ser um bom nome pra compor a chapa e trabalhar pela cidade ao lado dele.

    Luciano Diniz – Ação em prol da Santa Casa.

    Conexão: O que te credencia a se lançar na política novamente Luciano Diniz?

    Luciano Diniz: Estou deixando o IPREV e voltando para a área da Advocacia, que é minha origem, minha formação. Minha vida profissional é como advogado, mas inegavelmente eu sempre estive envolvido com a política, por causa do meu pai e pela vontade de servir. Por onde eu passei sempre pude, graças a Deus, deixar um rastro de bons trabalhos. Foi assim na OAB, foi assim também no IPREV. E no instituto de previdência conseguimos excelentes resultados. Quando eu entrei no IPREV ele tinha um saldo de investimento de 49 milhões de reais. Após o meu último balanço que fizemos no dia 30 de dezembro, esse saldo positivo saltou para 68 milhões. Também conseguimos uma receita com o COMPREV de 556 mil reais. Isso trata da compensação previdenciária, que nenhum outro ex-diretor havia conseguido fazer. Não é uma crítica aos anteriores. Mas é fato que nós conseguimos deixar no caixa do IPREV essa compensação de mais de meio milhão de reais. Isso foi muito importante para o instituto. A folha de pagamento dos servidores inativos era de 400 mil reais. Hoje a folha está em 925 mil reais. Isso significa um aumento nos vencimentos pagos aos aposentados, uma valorização desses aposentados e um número maior de servidores que acabaram se aposentando. Com relação aos pensionistas, pagávamos 122 mil reais e agora pagamos 171 mil reais. Também conseguimos uma série de outras vantagens para os nossos assistidos. O Prefeito, que tem bom senso, que chama os concursados para assumirem suas vagas, também acaba ajudando o IPREV a crescer. No instituto havia vários concursados aprovados que não tinham sido chamados. Eu chamei todos eles, dentro da lei. Pós IPREV, estou voltando à vida privada, ao trabalho na área privada, mas continuo pensando muito na coisa pública. Por todos os resultados obtidos com o nosso trabalho, tudo aquilo que aprendi com meu pai na boa política, o sonho de fazer mais pela cidade, acredito, me credenciarem à disputa na próxima eleição.

    Conexão: Ser filho do ex-Prefeito João Vicente, alguém que fez muito durante seu mandato, que sempre incentivou à cafeicultura e o homem do campo, é uma responsabilidade a mais para que você se saia bem no cenário político? É o suficiente?

    Luciano Diniz: O fato de ser filho do João Vicente Diniz, ex-Prefeito, não me credencia em nada, não é o suficiente. Isso me dá uma grande responsabilidade. Se eu conseguir, na política, ser um décimo do que meu pai foi já será algo louvável. Se eu tiver um décimo de sua honestidade eu ficarei muito satisfeito. Tenho que me portar pelas minhas atitudes, fazer meu caminho. Meu compromisso é com a cidade, com cada cidadão. Minha vida limpa me credencia, os resultados por onde passei me credenciam. Se a pandemia permitir que as eleições realmente ocorram este ano estarei na disputa buscando uma cidade melhor para todos nós.

    Conexão: Você é a favor da mudança das eleições de 2020 para 2022?

    Luciano Diniz: Há momentos em que eu sou favorável sim, principalmente pela questão econômica de escolhermos todos os cargos de uma só vez e eles estariam desempenhando suas funções no mesmo período, juntos buscando mais resultados. Me preocupa é a extensão dos atuais mandatos em todo país por mais dois anos. Meu pai, no seu mandato, teve mais dois anos de governança, por adaptações na eleição seguinte e não foi muito interessante. Para os prefeitos pode ser um pouco chato, já que todo apoio vindo de fora, de deputados, por exemplo, por vários motivos, poderia não ser mais o mesmo. De que lado essas pessoas estarão?

    Conexão: Você mudou de partido político. Por quê?

    Luciano Diniz: Eu sempre fui do MDB. Por questões políticas eu resolvi mudar. O próprio Marcelo Chaves está indo para o partido do Diego Andrade. Eu e alguns outros nomes do MDB fomos para o PV, que é o partido do deputado Caixa. Ele já faz muito pela cidade, mas precisa de pessoas sérias em seu partido para estar sempre forte e atuante no município.

    Conexão: Você já falou com o Prefeito Marcelo Chaves sobre uma composição?

    Luciano Diniz: O Marcelo tem que ficar neutro, como ele está. Tem que ser um nome que a população fique satisfeita. Marcelo quer o bem da cidade e não deve optar por um ou por outro. O bem público sempre fala mais alto que o bem comum. Se a população não entender que eu possa ser um bom nome junto do Marcelo, eu não serei. Se as pessoas acharem que eu posso ser um bom vereador, não descartarei essa oportunidade.

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    Roger Campos

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  • Exclusivo: Dr. Lucas Erbst, curado da Covid-19, voltou ao trabalho hoje e falou com o Conexão

    Exclusivo: Dr. Lucas Erbst, curado da Covid-19, voltou ao trabalho hoje e falou com o Conexão

    MÉDICO FOI TRATADO COM CLOROQUINA, AZITROMICINA E AAS, O MESMO PROTOCOLO DOS PACIENTES POSITIVADOS COM TRATAMENTO DOMICILIAR

    Quando ficamos sabendo da notícia de que um dos médicos mais queridos da cidade de Três Pontas, Dr. Lucas Erbst, na linha de frente do combate ao coronavírus, médico generalista, diretor clínico do Pronto Atendimento Municipal, havia contraído o vírus chinês, em respeito a sua imagem, no sentido de preservá-lo, optamos por não divulgar o fato, já que é dado a todo cidadão o direito do sigilo de suas enfermidades. Mas hoje, depois de toda luta para vencer a doença, por conta do carinho externado publicamente de muitos trespontanos, fizemos questão de, pessoalmente, seguindo todas as normas de prevenção, ir até o PAM para, com exclusividade, entrevistar o querido profissional da medicina.

    Sobre o tratamento da Covid-19, Dr. Lucas revelou que foi o mesmo que está sendo usado para tratar todos os pacientes confirmados com a doença.

    “O tratamento que eu usei foi o mesmo que a gente protocolou para o tratamento de todas as pessoas positivadas com o Covid-19 e que forem para tratamento domiciliar, com isolamento, como eu fui. Eu usei Cloroquina, Azitromicina e AAS, nas doses recomendadas pelo protocolo. Ou seja, é o mesmo tratamento que a gente está usando nos pacientes confirmados via Secretaria Municipal de Saúde, pelo SUS. Isso é pra todos os casos em que o paciente for acompanhado em domicílio”, afirmou.

    Ele fala com muito carinho da solidariedade e apoio dos trespontanos e dos momentos difíceis que passou. “Eu tive sim medo de morrer. Não tenho como agradecer as orações e tanto carinho dos munícipes”, revelou.

    Veja a entrevista:

     

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  • Alerta: Deixar álcool em gel no console exposto ao sol faz o carro pegar fogo?

    Alerta: Deixar álcool em gel no console exposto ao sol faz o carro pegar fogo?

    Uma publicação feita nas redes sociais nos últimos dias tem rapidamente sido compartilhada em grupos WhatsApp. Nela, uma fonte anônima afirma que seu carro pegou fogo porque foi mantido por cerca de 30 minutos no sol com a presença de um frasco de álcool em gel exposto na cabine.

    “Um aviso muito importante. Não deixem o álcool em gel dentro do carro no sol. Meu carro acabou de pegar fogo. Votei  do mercado e estacionei na rua. Não deu 30mim e o carro estava pegando fogo. Por sorte o vizinho viu e conseguimos apagar com a mangueira. Graças a Deus ninguém se machucou. Acionei o seguro. Avisem a todos. Muito cuidado com o álcool em gel”, diz o texto da suposta vítima.

    Consultamos um especialista na área, tiramos os empoeirados livros de química do ensino médio do baú e fomos pesquisar se havia a possibilidade de a história ser verdadeira. Conclusão: é muito, mas muito provável mesmo, que não passe de mais uma fake news.

    Além disso, a imagem divulgada mostra que, à exceção do bico, o frasco estava intacto. Numa situação de autocombustão, ele certamente explodiria e derreteria todo o plástico.

    Tal incêndio só teria ocorrido de fato se houvesse uma fonte de ignição, ou seja, algum agente externo de calor capaz de provocar sua combustão.

    Isso porque, se o ponto de fulgor do álcool (a menor temperatura na qual um combustível libera vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável) é de 16,6°C, seu ponto de combustão está acima de 70°C.

    Analisando as imagens, as únicas fontes possíveis para gerar esse tanto de calor no ambiente de um carro fechado e desligado, sem ninguém dentro, seriam:

    1) O álcool vazou pela fresta do freio de estacionamento e caiu no túnel central, entrando em contato com o cano de escape ainda quente.

    2) Houve um curto-circuito na tomada 12V e uma faísca entrou em contato com o álcool vaporizado que havia vazado do frasco.

    Mesmo assim, em ambos os casos o líquido vazado teria formado um rastro, que levaria as chamas até o frasco e, de novo, provocariam a queima total da embalagem, e não apenas do seu bico.

    Na segunda hipótese, há outro detalhe: o veículo precisaria estar com a bateria ligada para gerar eletricidade à tomada. Além disso, o curto queimaria o adaptador para as entradas USB, mas tanto este quanto o cabo do carregador do celular aparecem intactos na fotografia.

    Portanto, o relato muito provavelmente é falso. Deixar um frasco de álcool em gel dentro do carro, mesmo sob o sol, não é tão perigoso assim. Nem mesmo o seu pH será drasticamente afetado.

    Mas é claro que há riscos: passar o álcool nas mãos e em componentes como painel, volante e câmbio, e logo depois acender um fósforo ou um cigarro dentro do veículo, por exemplo, potencializam riscos de incêndio.

    E aqui vale lembrar: o fogo gerado pelo álcool em gel é invisível durante alguns segundos, o que atrapalha (e muito) o tempo de reação. Por isso, é recomendável usar o álcool em gel sempre com parcimônia e segurança, e isso não vale só para dentro do carro.

    Fonte Quatro Rodas

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  • HISTÓRIAS DE VIDA: “Enfermeiro José Vítor” é Homenageado pelo Conexão Três Pontas

    HISTÓRIAS DE VIDA: “Enfermeiro José Vítor” é Homenageado pelo Conexão Três Pontas

    Atencioso, dedicado e muito querido por todos, é um exemplo de amor à profissão.

    A homenagem é extensiva a todos os colegas pelo Dia do Enfermeiro.

    O quadro Histórias de Vida, criado pelo portal Conexão Três Pontas, tem o objetivo de homenagear, em vida, pessoas de todas as classes sociais, profissões, funções ou perfis, que tenham se destacado por trabalhos relevantes ou simples, por exemplos deixados ao longo dos anos, por um legado de amizades e respeito. E hoje estamos, merecidamente, homenageando, contando um pouco da história do querido enfermeiro José Vitor.

    José Vitor da Silva nasceu em Três Pontas em 30 de junho de 1971. É filho de Geraldo da Silva e Alice bernardo da Silva. Possui 5 irmãos.

    É conhecido pela simpatia, generosidade, carinho e dedicação à profissão que escolheu e da qual se preparou com muito afinco, suor e entrega. Estudou na Escola Estadual Deputado Teodósio Bandeira Campos. mais tarde fez o curso Técnico em Enfermagem pelo PROFAE. É formado em Biomedicina pelo Grupo UNIS e ainda se habilitou como Instrumentista Cirúrgico pela Unifal.

    “Vocês, enfermeiros, são pessoas muito fortes. Enfrentam longas jornadas de trabalho, nem sempre são reconhecidos ou bem remunerados. Vocês escolheram ajudar, não apenas o paciente, mas todos os médicos e cirurgiões que atuam no hospital. Parabéns pela dedicação.”

    Está na profissão há 20 anos. Todos eles dedicados à Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Também atua de forma impecável no Pronto Atendimento Municipal há 16 anos.

    Nós conversamos com alguns colegas de trabalho que foram unânimes em ressaltar suas qualidades como profissional e como amigo. “José Vítor é uma pessoa muito especial e um grande colega de trabalho. Ele é inteligente, dedicado e faz de tudo para dar o melhor aos pacientes que chegam até ele. Uma pessoa humilde, doce, alegre e que só agrega, que traz muitos benefícios aos locais em que atua. É alguém que só transmite coisas boas e por isso é tão querido”, destacaram.

    Alguns pacientes também falaram da forma educada, simpática e atenciosa como o enfermeiro José Vitor trata, igualmente, a todos. “É muito bom, nos momentos de dor, de doença, de dificuldade, sermos atendidos por profissionais, médicos e enfermeiros capacitados e, acima de tudo, simpáticos e amigos, como é o caso do José Vítor. Ele realmente é diferenciado”, comentaram.

    “Muitas vidas são entregues nas suas mãos, enfermeiros. Qualquer erro pode custar a vida de alguém. Mesmo com essa pressão, você escolheu a profissão. Temos que valorizar aqueles que cuidam de nossas vidas como se fosse as deles mesmos. Enfermeiros, vocês são pessoas iluminadas, abençoadas por Deus.”

    O Diretor Clínico do Pronto Atendimento Municipal, Dr. Lucas Erbst, falou sobre o enfermeiro José Vítor:

    “Nossa, o “Zé Vitinho é um baita profissional, com anos de experiência. Além de enfermeiro, ele também atua na Biomedicina, tem uma vasta experiência de Pronto Atendimento, sabe tudo de Urgência e Emergência. É um profissional de muita, mais muita qualidade mesmo! Além disso, é um ser humano incrível, tem um coração imenso. É uma daquelas pessoas que a gente luta pra que não saia do Pronto Atendimento nunca!”.

    A Chefe de Enfermagem, Maria de Lourdes Rodrigues, uma das grandes mestras da Enfermagem, uma das pessoas mais qualificadas no setor no Sul de Minas, que inclusive já foi destaque do quadro Histórias de Vida, também falou de José Vítor:

    “O José Vitor foi meu aluno no Curso Técnico de Enfermagem. Um excelente aluno, muito inteligente. Logo que terminou foi contratado por mim no Hospital. Trabalha no Centro Cirúrgico e no Pronto Socorro. Ele é muito esforçado, conhece realmente a profissão. Formou recentemente em Biomedicina. Será também um grande profissional nessa área. Só tenho que falar bem dele. Muito carinhoso, cuidadoso com os pacientes e com todos.”.

    José Vitor é ainda uma pessoa de fé, tendo como religião o Catolicismo.

    O quadro de hoje é uma homenagem a todos os enfermeiros pelo dia dedicado a esses verdadeiros “anjos”.

    Por tudo que aqui foi falado do José Vitor da Silva, ainda por tudo que não foi dito, pelas inúmeras qualidades, pelo olhar amigo, pelo sorriso fraterno, pela doçura em cada gesto, pela capacidade indiscutível e, acima de tudo, pela pessoa maravilhosa que é, hoje, merecidamente é homenageado peno Conexão Três Pontas que contou sua linda História de Vida! Parabéns!

    O texto abaixo é um reconhecimento a cada profissional da área em nossa cidade. Seja os 123 técnicos em enfermagem e os 23 enfermeiros do Hospital, seja os 36 enfermeiros do PAM, seja ainda todos aqueles que trabalham nos postos de saúde, em clínicas, consultórios, enfim, aos “guerreiros” que dignificam a profissão com tanto amor e doação:

    Enfermagem é cuidar de alguém que você nunca viu na vida e, mesmo assim, dar o seu melhor a ela, fazer tudo pela vida dela.

    É ajudar a salvar vidas todos os dias, e tentar tornar os momentos difíceis um pouco mais leves.

    Muitas vezes apenas os médicos ganham reconhecimento dos pacientes, mas temos que olhar para aqueles que estão ali dando suporte sempre, os enfermeiros.

    São vocês, enfermeiros, que passam mais tempo com os pacientes, cuidam de cada detalhe e conhecem mais do que o caso, a pessoa.

    A melhor ferramenta que um enfermeiro pode carregar consigo é a empatia. É se colocar no lugar do outro e tratá-lo como você gostaria de ser tratado.

    Por isso admiramos tanto. Parabéns a cada um que escolheu tão lindamente a cuidar do próximo.

    INDIQUE PERSONAGENS PARA CONTARMOS HISTÓRIAS DE VIDA

    Se você conhece alguém, não importa idade, credo ou profissão, que tenha uma vida pautada pela ética, pelo trabalho, pela honestidade e acima de tudo pela amizade, por fazer o bem sem olhar a quem, entre em contato com nossa reportagem pelo tel/whats (35) 9 9975-4248 ou pelo e-mail [email protected] e nos ajude a homenagear, em vida, quem merece.

     

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  • REPORTAGEM ESPECIAL: Médica “trespontana” é convocada para enfrentamento da Covid-19 no Pará

    REPORTAGEM ESPECIAL: Médica “trespontana” é convocada para enfrentamento da Covid-19 no Pará

    “A situação está caótica no Pará, um verdadeiro cenário de guerra. Mas fiz um juramento e o que mais importa pra mim é salvar vidas.”

    Às 9 da manhã da última sexta-feira (8), Márcia dos Santos Rodrigues embarcou no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Poucas horas depois, pisou em uma localidade que vive um dos piores cenários da pandemia que vem arruinando saúde e vidas. Ela está em Belém, no Pará, sexto estado brasileiro com mais casos de Covid-19. O último boletim da Secretaria de Saúde de lá, divulgado na noite de ontem (10), revela que são oficialmente 7.348 casos confirmados e 672 mortes. O governo estadual está endurecendo as medidas de contenção ao Coronavírus, decretando “lockdown”, suspendendo totalmente serviços não essenciais – por exemplo.

    Viagem longa de Três Pontas até a chegada no estado do Pará. Missão: salvar vidas!

    Louca de sair de Três Pontas, cidade sul-mineira que até o momento registra “apenas” 11 casos confirmados da doença? Não, não é insensatez ou irresponsabilidade: é missão, e missão para a qual se inscreveu voluntariamente.

    Márcia, 31 anos, é natural de Rio Branco (Acre), é médica formada em Clínica Geral na Bolívia, com pós-graduação em Medicina de Família e Comunidade pela UFMG. De origem simples, encarou grandes desafios para realizar o sonho que alimentava desde pequena: o diploma, o jaleco, o estetoscópio, o cumprimento na prática do juramento: “(…) ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência (…)”.

    A doutora é também trespontana: de coração. Seu primeiro emprego foi no posto de saúde do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, região rural de Três Pontas. A veia cultural da cidade pesou na hora de Márcia tomar a grande decisão enquanto recém-formada em Medicina. Entre o Nordeste e Minas, optou pelas Gerais.

    No município, acima de tudo religioso e musical, revela Márcia nesta entrevista, prestou seus serviços em três unidades de saúde, fez grandes amigos, virou a “doutora palhaça Pipoquinha” e empreendeu ao lado do noivo André. Tudo agora deixado para trás… temporariamente, se Deus assim permitir. A médica de Família voou ao encontro do povo paraense, avisada de que encontraria “um cenário de guerra”, mas confiante de que poderá lutar como sempre fez, bravamente, de poder seguir dedicando-se ao servir à humanidade.

    Numa parceria entre os sites de notícia Conexão Três Pontas e SintonizeAqui, Dra. Márcia contou detalhes do desafio. Se emocionou ao falar do desejo de salvar muitas vidas e, em algum momento, voltar para Três Pontas.

    Entrevista
    Márcia dos Santos Rodrigues
    Médica de Família e Comunidade
    Em missão contra a Covid-19 no Pará
    (Concedida na quinta-feira, 7, véspera do embarque)

    Dra. Márcia, como se deu a escolha pela Medicina?

    Há mais de 30 anos, minha mãe foi embora de Minas Gerais com meus avós para o Acre. Lá, ela conheceu meu pai e eles se casaram. Minha mãe é dona de casa, meu pai motorista de ônibus escolar há mais de 25 anos. O meu sonho sempre foi ser médica, desde que eu estava no pré-escolar, desde muito pequena. Nunca me imaginei fazendo outra coisa. Então, com muito sacrifício, o meu pai conseguiu que eu fosse para a Bolívia onde consegui me formar em Medicina. Foram sete anos sofridos, passei muita dificuldade, enfrentei a maior alagação da Bolívia que se possa imaginar. Durante esse período de inundação lá, trabalhei três meses como voluntária, conheci o André – hoje meu noivo. O André é mineiro e estava fazendo uma viagem de moto pela América Latina.

    Acre, Bolívia, Três Pontas. O que a motivou vir trabalhar aqui no sul das Minas Gerais?

    Em 2016 surgiu a oportunidade de eu entrar para o Programa ‘Mais Médicos’. No Acre existiam apenas duas vagas e mais de 24 médicos. Então, as oportunidades que me surgiram eram no Nordeste e em Minas Gerais. Como eu não conhecia Minas ainda, conversei com o André, falei quais cidades tinham vagas disponíveis e ele me falou que não conhecia Três Pontas, mas sabia que é uma cidade muito musical, ligada à arte. Me pareceu interessante porque eu gosto muito de todo o contexto cultural que Três Pontas envolve, então, acabei vindo para Minas. Aliás, conhecer Minas Gerais, terra de minha mãe, era também um sonho que sempre tive. Na verdade, eu não escolhi Três Pontas, foi Três Pontas que me escolheu, me acolheu de uma forma que eu não posso nem explicar.

    Embarque no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte.

    Profissionalmente por onde passou no sistema de saúde trespontano?

    Aqui em Três Pontas eu trabalhei em três postos de saúde. O primeiro foi o do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, onde trabalhei com a Dra. Adélia – uma pessoa espetacular que me recebeu muito bem. A equipe de lá me recebeu também muito bem e eu os amo, assim como amo toda a população do Quilombo onde foi o meu primeiro emprego. De lá, por questão de logística, a Prefeitura me transferiu para o posto do bairro Padre Vitor e, depois, terminei meus três anos de contrato no PSF Dr. Oscar, que é no bairro Philadelphia. Todas as três equipes muito boas. Trabalhei com a Dra. Priscila, enfermeira Rose e por último com a enfermeira Aparecida – a Cidinha, que são pessoas formidáveis.

    No ano passado, André foi ao Acre comigo e lá ficamos noivos. E também ano passado, o André – que é formado em Letras e Inglês, resolveu dar uma reviravolta e acabamos abrindo o Império do Queijo, ali pertinho da Prefeitura. Nesses últimos meses, eu trabalhei com ele tentando alavancar o negócio e estamos aí.

    Dra. Márcia integra o Trêspontalhaços, no papel da Doutora Pipoquinha, levando alegria e amor aos pacientes.

    Em reportagens, em postagens em redes sociais você aparece integrando o Trêspontalhaços Augustos. Fale um pouco sobre essa história.

    Em 2016, o Dr. Lanner, que é dentista, me disse: ‘Márcia, estão formando um grupo de Doutores Palhaços aqui em Três Pontas e eu acho que é sua cara, tem tudo a ver com o que você faz e gosta”. Aí, ele me passou o telefone do ‘Dimel’ e conheci essa pessoa espetacular que me adicionou no grupo. Então, eu passei a fazer parte do Trêspontalhaços lá no comecinho quando o grupo estava surgindo ainda. Então, tive a oportunidade de continuar realizando um outro sonho meu, porque na faculdade eu já participava de um projeto assim e culminou em eu exercendo a minha profissão e sendo uma doutora palhaça aqui. Tenho orgulho em dizer que sou parte desse grupo Trêspontalhaços que se tornou uma grande família para mim.

    Trêspontalhaços Augustos[/caption]

    Encarar a pandemia do novo Coronavírus no Pará. Como surgiu a oportunidade, como isso aconteceu na sua vida?

    Um amigo entrou em contato e me disse assim: ‘Márcia, no Pará a situação está bem mais complicada do que a gente está vendo, porque por enquanto está passando pouco no jornal. Está morrendo muita gente, praticamente 50% dos profissionais já se contaminaram, tem superlotação nos hospitais e eles estão convocando médicos. Você tem coragem de ir, você quer se inscrever? Eu te mando o site, o e-mail e você envia currículo’. Então, eu mandei na intenção de me inscrever e talvez poder ajudar, mas como muitos médicos se inscreveram imaginei que não seria selecionada. Mas, nessa segunda-feira, dia 4, me contataram e me convocaram.

    Dra. Márcia, da convocação ao embarque se deu tudo em um prazo pequeno, em uma única semana. Já sabe como será sua atuação lá, por quanto tempo?

    Vai ser outra reviravolta na minha vida porque eu já tenho a minha casa, estou ajudando o meu noivo André com a loja, mas esta é a minha vocação. Eu fiz um juramento e é uma honra para mim cumprir esse juramento. Estou muito feliz e honrada em poder ir para o Pará. Sei que lá eles estão precisando muito, e se Deus quiser, eu vou poder ajudar. Por outro lado, fico triste por ficar longe do meu noivo, ficar longe dos amigos que já se tornaram uma família pra mim, por ter que ir embora da cidade que escolhi para viver porque eu gosto muito de Três Pontas. Mas, se Deus quiser, logo, logo eu volto. O contrato é de um ano e assim que eu conseguir uma folga volto para visitar todos aqui. O contrato poderá ser renovado por mais ano, mas vamos ver como vai ser. O importante é o agora, é a emergência, é a necessidade que eles têm de profissionais lá. A coordenadora que entrou em contato comigo disse que, como a situação está crítica, ninguém pode ir comigo. Então, seja o que Deus quiser.

    Como médica, sabemos que a resposta é sim, mas como pessoa: está preparada, o que espera encontrar no Pará?

    Antes imaginei que iria encontrar uma situação complicada, mas ‘ontem’ (6) a nossa coordenadora nos disse exatamente desta forma: ‘venham preparados física e psicologicamente porque vocês vão encontrar um cenário de guerra’. Então, estou me preparando exatamente para isto: para ir à guerra.

    A ciência e a fé, de mãos dadas, na luta pela vida, contra o inimigo invisível.

    Considerações finais.

    Tenho recebido mensagens de muitos pacientes. Graças a Deus pelos três postos que passei aqui em Três Pontas fiz muitas amizades. Muitos pacientes até hoje me mandam mensagem, gostam muito de mim, graças a Deus, e é isso que está me dando força para ir e para voltar logo. Se Deus quiser tudo isso vai passar logo e poderemos nos reencontrar e nos abraçar novamente.

    Esta reportagem foi produzida em conjunto pelos veículos de comunicação de Três Pontas:

    • Conexão Três Pontas (entrevista Roger Campos)
    • SintonizeAqui (redação Arlene Brito)

    que, na oportunidade, agradecem à Dra. Márcia pelos serviços prestados à comunidade trespontana, a parabenizam pela destemida iniciativa e desejam proteção e sucesso nesta nova empreitada humanitária.

     

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  • QUARENTENA E ABSTINÊNCIA – A TRAFICANTE – Nilson Lattari

    QUARENTENA E ABSTINÊNCIA – A TRAFICANTE – Nilson Lattari

    Depois de ter bebido minha bebida amarga, deixar o armário e seguir a labuta, o meu esconderijo, não tão escondido assim se desfez. Seria como se eu estivesse em uma sublocação de uma quarentena. No escurinho, não tão do cinema, e bebendo uma bebida que eu já não tinha a menor ideia do que seria, não, necessariamente, um drops de anis, é claro, que após ter encarado uma bebida estranha, como alguma coisa agridoce ou coisa parecida, sair do armário foi brincadeira, tipo tirar pirulito ou coisa assim, de boca de criança (?!Caramba, quem faria isso?!).

    Mas, nada termina quando se começa de uma maneira estranha. Talvez uma bebida de cor amarronzada um pouco doce a faria esquecer, minha abstinente, do seu sofrimento por um chocolate.

    Porém, e sempre existe um porém, faltou o sorvete. Tirando a possibilidade de poder fazer gelar qualquer coisa, um sorvete é uma coisa insubstituível. Aquele afundamento da colher dentro de uma substância cremosa, ascendendo, perigosamente, em direção à boca, enchendo-a; nada é possível substituir.

    Minha abstinente não estava conformada em não poder criar qualquer coisa assim. Até sugeri que poderíamos, quem sabe, fazer uma compota de jiló, misturada com aquela coisa agridoce, e congelar, seria um sorvete de … figo.

    – Jiló! Ela exclamou, levantando do seu metro e meio de altura, que parecia alcançar o teto, me fazendo mergulhar nas profundezas da minha diferença de vinte centímetros a mais.

    Me calei, engolindo a sugestão vegetariana, pensando em voltar para o armário, quando ela exibiu a chave do mesmo, tornando impossível a fuga, e rindo porque eu ainda pensei no armário da cozinha, ou mesmo na geladeira. Não! Sorvete, nem pensar, pensei eu, gelado por dentro e por antecipação.

    Os ingredientes sugeridos pelos Influencers não tinham nenhum componente na casa e, portanto, a fabricação do sorvete seria impossível. Só restava a sua desistência, reduzindo-se ao seu metro meio de altura.

    Até que no último pedido de feira havia um segredo nas compras. Uma mensagem subliminar dirigida à vendedora, que apesar de não ter sorvete em sua loja, teria contatos. E por aí fui descobrindo uma rede de tráfico de amantes de sorvetes, inclusive com cotação sobre sabores: incrível, ela conseguiu subornar a vendedora que, com certeza, amante da guloseima, não se fez de rogada fazendo as compras, mesmo que não fornecesse na loja.

    No entanto, tendo em vista o contato, minha abstinente criou uma rede de fornecimento via whatsapp, cooptando amigas que também se sentiam deficitárias sobre isso.

    Foi um baque. Afinal, depois de estabelecer essa forma de traficar entre as amigas o que ela não sugeriria a mais? E, por mais incrível, conseguia fazer um sobrepreço auferindo renda pelo tráfico de sorvetes.

    Ameacei, é claro, denunciar esse escalabro, inclusive com o proprietário da loja, no que, novamente fui ameaçado com a ascensão do meio metro de altura, poderia prever que o meu final poderia estar no fundo do armário, e, quem sabe, trancado com a chave que ela, ameaçadoramente, balançava na minha frente.

    Uma coisa é certa: nunca se atreva a encarar uma abstinente em busca de sorvete, o seu final poderá ser uma gelada.

     Nilson Lattari é Escritor

     

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  • Leitores levantam questionamentos sobre atuação da Saúde em Três Pontas contra o coronavírus

    Leitores levantam questionamentos sobre atuação da Saúde em Três Pontas contra o coronavírus

    Santa Casa e Executivo respondem e afirmam que questionamentos não procedem.

    A reportagem do Conexão Três Pontas entrou em contato na manhã desta quinta-feira (7) com a direção da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis e também com a Prefeitura em busca de respostas para alguns questionamentos feitos por leitores intimidados com o avanço do coronavírus na cidade. O Provedor do HSFA, Michel Renan Simão Castro e a Assessoria de Imprensa do Executivo Municipal contestaram as afirmações. “Esses questionamentos não procedem, são inverídicos!”

    Logo pela manhã, a Prefeitura de Três Pontas encaminhou ao Conexão o mais recente boletim epidemiológico com informações sobre o coronavírus no município. Mais um caso de Covid-19 foi confirmado, totalizando 11, dentre eles 10 pessoas em quarentena (tratamento encerrado ou em andamento) e 1 óbito. Logo em seguida alguns leitores enviaram posts em texto e em áudios para nossa reportagem cobrando explicações por parte dos envolvidos com o combate da pandemia.

    O primeiro questionamento feito por uma leitora trata dos testes de detecção da Covid-19:

    _ É muita sacanagem o que estão fazendo. Só fazem o teste pra confirmar o coronavírus se a pessoa for até o Centro Pediátrico, se estiver com febre e tossindo até vomitar, com dor no peito e falta de ar. Meu pai conseguiu passar em consulta um mês atrás na Policlínica. Ele fez um raio X e o médico pediu uma tomografia alegando que ele estava com enfisema pulmonar. Fui marcar a tomografia pelo SUS e não estão marcando. Meu pai guardou um dinheiro e foi com os 200 reais fazer a tomografia. Mas chegou lá e viu que era 400. Corri pra todos os lados, disse que se não fizerem a tomografia nele vou “rodar a baiana”. Ele não sai de casa, nem minha mãe. Eu escutei e estou sabendo que no hospital não estão fazendo o teste. A pessoa tem que ir para o Centro Pediátrico. Eles estão priorizando os profissionais de Saúde para fazer os testes e com isso não sabem quantos infectados estão andando pela cidade.

    Sobre isso, o Provedor da Santa Casa, Michel Renan declarou: “Eu vejo que um dos maiores problemas que existem hoje em Três Pontas e que eu sempre tentei combater, é o individualismo. Como nós vivemos numa comunidade, deveríamos ver as necessidades do coletivo e não individualmente. Sobre o procedimento dos testes eu não tenho como responder os procedimentos que estão sendo tomados. A Prefeitura poderá responder melhor. Mas reafirmo o quanto a Secretária de Saúde, Teresa Cristina, tem trabalhado, tem se dedicado incansavelmente. As pessoas acham que ela faz pouco. Faz um belo trabalho sem dúvida! Fico triste quando vejo que as pessoas querem denegrir o trabalho dela. Ainda sobre os testes, dizer que só estão sendo feitos no Centro Pediátrico é mentira! Quando chega um paciente com suspeitas de coronavírus, apresentando sintomas, o médico faz o pedido de testagem. Isso é definido por critério médico e não cabe a própria pessoa querer ter mais conhecimento que o médico. Infelizmente, no Brasil inteiro, não há testes para todo mundo. Quem define quem precisará do teste ou não é o médico. A afirmação da leitora do Conexão de que os testes são encaminhados e feitos apenas para os profissionais da Saúde também é outra mentira. Repito, quem está definindo isso é o médico. Sobre a questão da tomografia quero informar que o procedimento não é da Santa Casa, é terceirizado. Quando a pessoa está internada no Hospital a tomografia é feita gratuitamente, no “0800”. Se a pessoa quiser fazer particular eu não tenho como colocar preço no serviço dos outros. Seria o mesmo que eu colocar preço no trabalho do Conexão.” , revelou.

    O Provedor Michel Renan e o Prefeito Marcelo Chaves Garcia.

    Já a Prefeitura Municipal disse que “sobre os testes, todos sabem que não tem pra todo mundo infelizmente. A mídia tem mostrado isso diariamente. As pessoas já estão sabendo repetitivamente que não tem mesmo em todo Brasil. A pandemia é mundial, é nova, e não tiveram tempo de repor os testes ainda para todo mundo. Nós mesmos conseguimos comprar, apenas testes rápidos, mas ele não é 100% eficiente. Logo estaremos recebendo os testes. O Centro Pediátrico estava funcionando como centro do Covid-19, pra justamente ninguém se contaminar. Por isso separamos os casos suspeitos dos demais, de outras enfermidades. Há algumas mudanças que estamos estudando”.

    O segundo item que chama a atenção na reclamação da leitora fala do número de vagas na UTI no Hospital:

    _ Na UTI não tem mais nenhuma vaga. Está lotada! Tem um senhor que enfartou e que está há 15 dias no Pronto Atendimento Municipal. Isso porque não tem vaga na UTI. Há pessoas com suspeita de coronavírus e não querem coloca-lo junto. A situação é essa e a Secretaria de Saúde não está falando nada para a população. Aqui em Três Pontas até bares estão abrindo e com as mesas todas cheias.

    Nova ala na Santa Casa para atendimento de infectados pelo coronavírus.

    O Provedor atualizou a situação da Unidade de Terapia Intensiva: “Sobre a questão da UTI, de que não há leitos disponíveis, esta é parte mais grave de todas as inverdades que nos atiraram. Disse que há uma pessoa há 15 dias no PAM… Isso é mentira! Nós temos 4 vagas no momento, sendo duas para Covid-19 e duas pra outros casos. Uma mentira muito grande que essa leitora levantou e que só traz problema.”. A Prefeitura complementou: “Sobre os casos, em nenhum momento foi informado que tem alguém internado com Covid-19. Pode haver suspeitas, porque as vezes a pessoa está com falta de ar entre outros sintomas. Aí isolam a pessoa e faz o teste para saber. Mas isso segue todo um protocolo. É feito com critério e responsabilidade.”

    Outro questionamento da leitora foi a falta de uso de máscara por parte de muitas pessoas:

    _ A gente acaba tendo que sair de casa para fazer algumas coisas e se depara com muitas pessoas sem máscara. Os adolescentes não estão nem aí. Tem famílias de enfermeiros saindo pra rua toda hora e sem máscara, porque se eles precisarem fazer o teste conseguem rapidinho, um atrás do outro. E um que está necessitando mesmo morre à míngua. Tinha que ter mais explicação das coisas e essas pessoas darem exemplo. Eles deveriam jogar a verdade na cara de todo mundo. A Saúde do município deveria ser mais clara. Fazer uma live e explicar a real situação.

    Michel Renan falou sobre o questionamento do uso de máscara: “Sobre as pessoas usarem máscara ou não, eu não vou entrar nisso porque cabe a cada pessoa ter consciência ou não. Vai de cada um!”. A Assessoria de Imprensa também se posicionou: “É lei ESTADUAL o uso de máscara, a Prefeitura não tem força de para obrigar a pessoa a usar máscara. Como é lei, quem faz cumprir lei estadual é a POLÍCIA MILITAR. O que estamos fazendo é campanhas orientando as pessoas.”.

    Outra leitora, residente na zona rural de Três Pontas fez a seguinte reclamação:

    _ Meu marido trabalha na zona rural. Somos aposentados, mas continuamos trabalhando. Ele fala que o ônibus está indo muito cheio, embora as pessoas estejam usando máscara. Tem muitos passageiros que estão indo em pé. Eu não acho isso certo. Pelo menos eles estão higienizando o ônibus de manhã e de tarde. Mas está lotado. Gostaria de saber o que pode ser feito a esse respeito, fico preocupada. Será que a Vigilância Sanitária poderia fazer alguma coisa, uma averiguação?

    A Prefeitura respondeu informando que “a reclamante deve fazer uma denúncia no canal da Ouvidoria, para que eles encaminhem para as autoridades competentes.”.

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    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

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