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  • PARALISAÇÃO: Servidores do INSS decidem entrar em greve

    PARALISAÇÃO: Servidores do INSS decidem entrar em greve

    Três Pontas deverá aderir gradativamente ao movimento

    Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiram entrar em greve nesta terça-feira (7). Também participam da mobilização funcionários de postos e núcleos do Ministério da Saúde, além de locais de trabalho da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    A paralisação ocorre em 16 estados: Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins (veja a situação de cada um mais abaixo).

    Os funcionários pedem um reajuste salarial de 27,5 % imediato, com aumento gradual durante os próximos quatro anos. Além do reajuste, querem melhorias nas condições de trabalho e no atendimento à população.

    Os sindicatos dizem que será feita uma “operação padrão” nas agências do INSS e nos núcleos dos ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego entre 7 e 9 de julho, segundo nota da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps).

    Nesta terça, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), que representa a categoria nacionalmente, fará uma reunião no Ministério do Planejamento, responsável pela gestão do órgão, para novas negociações. Segundo a Anasps, haverá um encontro às 14h desta terça com o secretário de relações do trabalho, Sérgio Mendonça.

    Servidores públicos federais em Belo Horizonte e em outras cidades de Minas Gerais aderiram à greve nacional e suspenderam as atividades, segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social, Saúde, Previdência, Trabalho e Assistência Social (Sintsprev/MG). Quem buscou atendimento nos postos do INSS, na capital, encontrou funcionários parados na manhã desta terça.

    O sindicato afirma que agências do INSS de Belo Horizonte, Betim, Brasília de Minas, Contagem, Curvelo, Diamantina, Divinópolis, Frutal, Guanhães, Ibirité, Juiz de Fora, Montes Claros, Patos de Minas, Santa Luzia, Teófilo Otoni e Uberaba aderiram ao movimento.

    No Sul de Minas, estão parados servidores de Passos, Pouso Alegre, Varginha, Lavras, Campo Belo, Três Corações, Caxambu, São Lourenço, São Gonçalo do Sapucaí, Poços de Caldas, Campos Gerais, Alfenas e Elói Mendes, segundo sindicalistas. “Muitos estão paralisando integralmente. Em outras localidades, parcialmente”, disse a diretora do comando, Maria Helena da Silva.

    EM TRÊS PONTAS

    De acordo com informações obtidas por nossa reportagem, os servidores do INSS em Três Pontas ainda não aderiram ao movimento, o que deve acontecer gradativamente. Não há informações sobre a forma como o atendimento ainda está sendo realizado.

  • DIGNIDADE: Prefeitura tira andarilhos da Av. Oswaldo Cruz e disponibiliza moradia

    DIGNIDADE: Prefeitura tira andarilhos da Av. Oswaldo Cruz e disponibiliza moradia

    Já há algum tempo um problema vinha tirando o sossego de comerciantes, populares que transitam pelo local com frequência e autoridades constituídas: o número de andarilhos que estavam se amontoando no calçadão da Avenida Oswaldo Cruz, nas proximidades do semáforo com a Avenida Ipiranga.

    Só nesta semana diversos leitores reclamaram de situação precária e absurda dessas pessoas no Conexão Três Pontas. Mas o que realmente emperrava qualquer atitude para tirá-los dali, dando-lhes algum conforto, moradia e dignidade era simplesmente o fato deles relutarem, não aceitarem a mudança em nenhuma hipótese, conforme reportagem feita no dia 19 de novembro de 2014.

    Mas nesta segunda (6), o prefeito Paulo Luís decidiu tomar uma atitude mais drástica. Os moradores foram retirados do local e encaminhados para uma moradia, acabando com aquela quantidade de papelões, cobertores, sacolas e entulhos que se acumulavam no trecho da Avenida Oswaldo Cruz, uma das principais vias de acesso para a cidade.

    Uma operação chamada Cidadania regida pela Guarda Civil Municipal retirou alguns homens que não aceitavam deixar o local e preferiam continuar vivendo em condições subumanas. A Secretaria Municipal de Assistência Social deu todo apoio para o êxito da operação. E o local foi desocupado e lavado.

    A moradia ofertada pela Prefeitura Municipal de Três Pontas oferece condições dignas de sobrevivência e terá o acompanhamento da Assistência Social, por parte do Creas. Lá, eles terão alimentação, banho, cama e toda tranquilidade para viverem com dignidade.

    CONEXÃO MOSTROU O PROBLEMA EM 2014

    A reportagem lembrava que “apesar de não serem violentos, muitos populares, como comerciantes, reclamam da presença dos andarilhos no local e há ainda aqueles que se solidarizam com a situação de penúria e, aparente, abandono por parte da família.

    A Secretaria Municipal de Assistência Social, da Prefeitura Municipal de Três Pontas, tem feito um acompanhamento e buscado soluções para a situação dos moradores de rua. Uma delas foi a implantação do Projeto “Não dê Esmolas, Promova Cidadania”, que pede para que as pessoas parem de dar esmolas a esses moradores, e sim promovam a cidadania e a dignidade dos mesmos.

    O projeto foi apresentado pelos funcionários do CREAS – Centro de Referência Especializado da Assistência Social, composto dos profissionais que já lidam com essa situação, como o psicólogo Miller Tavares, a advogada Cíntia Aparecida de Souza Freitas, a assistente social Luciana Silva Bárbara e a coordenadora do centro, Sara Silva Souza”.

    Na época o psicólogo do CREAS, Miller Tavares afirmou que o acompanhamento vinha sendo constante por parte da Secretaria Municipal de Assistência Social e reiterou que esses cidadãos não abrem mão de continuar nas ruas: “O órgão de atendimento dessas pessoas é o CREAS e a própria Assistência Social. Nós fazemos frequentemente uma abordagem de oferta para o tratamento da dependência química, porque essas pessoas que estão nas ruas são vítimas da dependência do álcool e das drogas e isso impede que elas busquem uma saída, um emprego e até a convivência familiar. Nós mesmos procuramos as famílias dessas pessoas, mas por conta do estado em que elas se encontram já se esgotaram as tentativas de ajuda por parte dos parentes. Nós insistimos, tentamos mostrar para a família a importância do diálogo e da presença deles. O objetivo é propiciar a reinserção deles no seio familiar, no mercado de trabalho e na sociedade como um todo, com respeito e dignidade”, pontuou.

    Ainda conforme o psicólogo do CREAS, são feitas muitas críticas e de forma frequente pelo fato desses moradores de rua se encontrarem num local público. “Independente do local que eles se encontrem eles são cidadãos e têm o direito de ir e vir. Por isso lembramos que a população deve nos ajudar, se conscientizando de que não deve dar esmolas para essas pessoas. Isso dificulta o nosso trabalho. Muitas vezes durante nossas abordagens eles estão sob o efeito de álcool e drogas, alimentado pelo dinheiro das esmolas. E o mais importante de se dizer é que eles mesmos não querem sair das ruas. Eles dizem isso frequentemente, afirmando ter pessoas que os ajudam, com almoço, com roupas, etc. Nós não somos contra a caridade. Ajudar com alimentação é necessário e um grande gesto de humanidade. Nós pedimos para não dar dinheiro. Hoje nós temos cerca de 4 ou 5 moradores de rua, mas esse número oscila porque tem gente que vem de outras cidades, ficam um tempo e vão embora. E a grande maioria desses moradores de rua tem família, mas perderam o contato e a aceitação por causa da dependência química”, concluiu.

    O tratamento oferecido é do Governo Federal e durante seis meses essas pessoas são tratadas gratuitamente. A maioria dos moradores de rua de Três Pontas é de dependentes de álcool e não de drogas e não há nenhum registro de ato violento ou crime praticado por eles.

    Em conversa com os moradores de rua que ficam na Avenida Oswaldo Cruz, percebemos a vontade de continuar nessa situação, por mais absurda que seja. Conforme JR, de 36 anos, natural de Itutinga, radicado em Três Pontas há anos, e que possui uma irmã na cidade, estar na rua é uma opção própria: “É uma opção minha. Para eu não maltratar as pessoas e não ser maltratado. Eu opero qualquer tipo de máquina, mas escolhi estar na rua. Muita gente nos ajuda, as pessoas vêm e fazem caridade. A Assistência Social nos ajuda sempre. A Luciana me ajudou e eu já fui internado. Se eu quiser largar de beber eu largo, mas eu não quero. A única coisa que precisa ser feita é a construção de um albergue. No mais, tudo é feito pra nos ajudar”, disse.

    JR é morador de rua e garante que poderia estar com a família ou trabalhando, mas prefere se manter na rua e bebendo.

    “Além de todo acompanhamento feito pelo CREAS nós também tentamos resgatar a cidadania dessas pessoas, através da confecção dos documentos pessoais, para que elas, após o tratamento, consigam um emprego, a reinserção social e uma condição de vida melhor. Nós analisamos essa questão de vários pontos de vista, mas tenham certeza de que estamos fazendo tudo o que é possível por esses cidadãos que hoje estão nas ruas, mas que amanhã poderão se tornar pessoas felizes, sem os vícios e na companhia de seus familiares, com trabalho e dignidade”, comentou na época o prefeito Paulo Luís.

  • FIQUE POR DENTRO: A venda e utilização de cerol (cortante) na linha de pipas é considerado crime?

    FIQUE POR DENTRO: A venda e utilização de cerol (cortante) na linha de pipas é considerado crime?

    As pipas, também conhecidas como papagaio, raia ou pandorga é um brinquedo que voa com base na oposição entre a força física do vento e a da corda segurada por uma pessoa. Tal brinquedo surgiu na China antiga, a cerca de 3.000 anos atrás, nessa ocasião com intuito militar, utilizado como sinalizador.

    Atualmente as pipas tem finalidade recreativa e ornamental sendo uma brincadeira apreciada por crianças e também por adultos. Nos meses de férias escolares, essa prática é frequente, todavia, atualmente a diversão tem sido em se realizar confrontos entre pipas, ou seja, o objetivo é “cortar” (daí a origem do cortante), ou seja, derrubar a pipa do outro. Para tanto, utilizam-se do famigerado cerol ou cortante, colocado nas linhas das pipas.

    O cerol ou cortante é o nome dado a uma mistura de cola, geralmente de madeira, com vidro moído ou limalha de ferro (pó de ferro), que é aplicado nas linhas que são utilizadas para erguer as pipas. É importante frisar, também, sobre a linha chilena, que chega a cortar quatro vezes mais do que a linha com cerol. A linha chilena é feita a partir de quartzo moído e óxido de alumínio.

    Essa “brincadeira” pode ser extremamente perigosa, pois quando a linha está totalmente esticada, dificilmente tem-se a visão da mesma e, ao passar em velocidade (ou não) por ela, funcionará como uma perfeita “guilhotina”, um verdadeiro instrumento perfurocortante, podendo produzir lesões perfuroincisas de grande profundidade. São inúmeros os casos de lesões corporais e até mortes de motociclistas, ciclistas, transeuntes e até mesmo de animais que são simplesmente degolados ao terem a linha enroscada em seu corpo, que enseja, portanto, uma análise jurídico-penal, dessa prática.

    Na esfera administrativa não há, no momento, lei federal disciplinando a matéria, mas no Estado de São Paulo, no entanto, a Lei 10.017 de 1998 proíbe expressamente a fabricação e a comercialização da mistura de cola e vidro moído utilizada nas linhas para pipas, cuja infração do disposto na lei supracitada sujeitará o estabelecimento infrator a advertência pela autoridade competente e em caso de reincidência ao fechamento do estabelecimento. No Estado de São Paulo há também a Lei 12.192 de 2006 que proíbe o uso de cerol ou de qualquer produto semelhante que possa ser aplicado em linhas de pipas. Determina que o não cumprimento da norma acarretará ao infrator o pagamento de multa no valor de 5 UFESPs, e sendo o infrator menor, os pais serão os responsáveis. É importante frisar que legislações parecidas são encontradas em outros entes federativos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Apesar da existência dessas legislações estaduais, nosso objetivo é a esfera penal, tendo em vista a possibilidade ou não de ajustar as condutas que envolvam o cerol, com os tipos penais existentes no ordenamento jurídico.

    Com relação à conduta de vender ou expor a venda o cerol feito a base de pó de vidro ou ferro e, ainda a linha chilena, entendemos que estará caracterizado o crime previsto no artigo 7.º Inciso IX da Lei n.º 8.137 de 1990, que dispõe in verbis:

    Art. 7.º Constitui crime contra as relacoes de consumo: IX – Vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo. Pena – detenção de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou multa.

    O tipo penal supratranscrito pune as condutas de: vender (alienar por determinado preço), ter em depósito para vender (manter algo estocado para alienação), expor à venda (apresentar algo para alienação por determinado preço) ou entregar (doar ou passar às mãos de terceiros) matéria-prima (substância em estado bruto, utilizada para a fabricação de algo) ou mercadoria (bem comerciável), caso estejam em condições impróprias, ao consumo.[i]

    Com todas as vênias, entendemos que trata-se de norma penal em branco homogênea heterovitelinea, ou seja, com relação ao elemento normativo “em condições impróprias ao consumo” busca seu complemento em norma do mesmo escalão hierárquico extrapenal, no caso, a Lei n.º 8.078 de 1990, o Código de Defesa do Consumidor, especificamente o artigo 18, § 6.º, II, que determina:

    São impróprios ao uso e consumo: II – os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação. Grifo nosso.

    Diante do disposto no dispositivo supratranscrito, entendemos que o cerol e a linha chilena são produtos nocivos à vida ou à saúde, e acima de tudo, extremamente perigosos. É um crime de perigo abstrato, basta a prática das condutas e, por essa razão, é que recentemente, tem sido divulgado na grande mídia, a prisão em flagrante de alguns comerciantes, que estavam vendendo ou expondo à venda o famigerado cerol.

    Com relação à conduta de utilizar a linha de pipa com cerol, entendemos ser possível, entretanto, a remota ocorrência do crime de perigo para a vida ou saúde de outrem, previsto expressamente no artigo 132 do Código Penal, que determina in verbis:

    Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, se o fato não constitui crime mais grave.

    É importante salientar que o tipo penal supracitado é essencialmente subsidiário, que só se caracteriza se o fato não constitui crime mais grave. Nesse sentido, podemos citar duas hipóteses iniciais: a) o simples uso de pipa com linha envolta em cerol, sem causar nenhum dano à integridade física ou patrimonial a terceiros; b) o uso do produto na linha de pipa, gerando por conta disso, lesão corporal ou morte de terceiros.

    Na segunda hipótese, não há divergência, há a aplicação do princípio da subsidiariedade, segundo o qual a lei geral derroga a lei subsidiária, no caso o agente responde por lesão corporal ou homicídio culposo, se não houver a intenção de produzir o resultado, e doloso, se houver.

    Já na primeira hipótese, em que não há produção de dano (físico ou patrimonial) a terceiros, surge, dependendo do caso concreto, a possibilidade de estar caracterizado o crime de perigo para a vida e saúde de outrem.

    Todavia, entendemos ser muito remota a possibilidade de tipificação do delito do artigo 132 do CP, pois o tipo penal citado é de perigo concreto, exigindo-se demonstração efetiva, de ter a vida ou a saúde da vítima sofrido um risco direto e iminente, não bastando, meras conjecturas ou possibilidades remotas de danos à vida ou à saúde. No mais é imprescindível que se trate de perigo direto, ou seja, que se relacione a determinada pessoa ou a pessoas determinadas, deve ser, assim, individual, exigindo-se uma ou algumas vítimas certas que estejam sendo visadas pelo sujeito ativo, e também, que se trate de perigo iminente, que está prestes a ocorrer.

    Por conseguinte, o simples fato de erguer uma pipa com linha de cerol, sem a existência de um perigo concreto e, sem que o agente esteja visando causar perigo iminente a vítimas determinadas, não haverá tipicidade formal, ou, por exemplo, erguer a pipia em local ermo. É também discutível, a conduta de “empinar” pipas, próximo à avenidas e rodovias, pois, nesse caso, não nos parece que a conduta esteja direcionada à vítimas determinadas, mas sim à pessoas indeterminadas. Nesse sentido, é o que nos ensina Cezar Roberto Bitencourt:

    O perigo produzido pela conduta do agente deve expor pessoa determinada, o que não impede que mais de uma pessoa possa ser exposta ao perigo, desde que perfeitamente individualizadas. Se, no entanto, o perigo recair sobre um número indeterminado de pessoas, o crime poderá ser de perigo comum, desde que adequado a um dos tipos descritos nos arts. 250 a 259 do Código Penal.[ii]

    É importante salientar que o simples porte ou a posse do cerol ou da linha chilena não tipifica qualquer infração penal.

    Diante da dificuldade em tipificar a conduta de utilizar cerol a Câmara analisa um projeto que altera o Código Penal para criminalizar expressamente a conduta de utilizar linhas cortantes com cerol ou assemelhadas em vias públicas, mesmo que seja para empinar pipas, trata-se do PL 2446/2011, que altera o artigo 132 do Código Penal, incluindo dois novos tipos penais, com a seguinte redação, in verbis:

    “Art. 132…

    • 1.º Também constitui o crime previsto no caput deste artigo a utilização de linhas cortantes com cerol ou assemelhadas em vias ou logradouros públicos, mesmo que para empinar os brinquedos conhecidos como pipas ou papagaios.
    • 2.º Na mesma pena prevista no caput deste artigo, incidem aqueles que elaboram, produzem, fornecem, expõem para venda ou comercializam as linhas referidas no parágrafo anterior.”[iii]

    No nosso entendimento esse projeto de lei é importante, pois estará respeitando o princípio da legalidade estrita, no entanto, no caso do § 1.º surgirá a perplexidade, pois, aparentemente a conduta descrita é de perigo abstrato, todavia, o caput do artigo 132 é um autêntico crime de perigo concreto. Também em relação ao § 2.º é interessante citar que caso seja aprovado o citado projeto de lei, trata-se de “Novatio Legis in Mellius” pois, terá pena inferior ao do tipo penal do artigo 7.º IX da Lei n.º 8.137 de 90.

    Há ainda o PL 402/2011 que proíbe, no âmbito administrativo, a utilização de cerol ou produto industrializado ou importado semelhante que possa ser aplicado nos fios ou linhas utilizados para manusear os brinquedos conhecidos como pipas.

    Esses projetos de lei parecem ser boas medidas para combater a utilização da linha cortante com cerol e assemelhados, que causam lesões e mortes constantemente, não só de motociclistas, mas também de ciclistas e até transeuntes.

    Autores:

    * Claudio Mikio Suzuki é Advogado. Mestre em Direito pela FMU/SP. Aluno regular do curso de Doutorado em Direito Penal pela Universidad de Buenos Aires. Especialista em Direito Penal (2001) e Processo Penal (2002) ambos pela FMU/SP. Professor do curso de graduação e pós-graduação em Direito da UniNove/SP, da pós-graduação em Direito da FMU/SP e do Curso de Extensão Universitária em Direito Digital do SENAC/SP.

    * Hans Robert Braga é Advogado. Mestrando em Direito pela Uninove/SP. Bacharel em Direito pela UniNove/SP. Especialista em Direito Penal pela UniNove/SP (2012).

  • ASSUSTADORA: Cobra de mais de 2 metros de comprimento é capturada na Praça Centenário em Três Pontas

    ASSUSTADORA: Cobra de mais de 2 metros de comprimento é capturada na Praça Centenário em Três Pontas

    O Conexão três Pontas recebeu na noite desta terça-feira (6), através do leitor Wallace Naves, a informação de que uma cobra de mais de 2 metros de comprimento havia sido encontrada e capturada por jovens trespontanos na Praça Centenário.

    A mensagem chegou por volta das 23 horas e dava conta de que os jovens estariam com a cobra em uma lata nas imediações da rua Coronel Domingos Monteiro de Resende, no centro de Três Pontas. Mas no local citado não havia nada. Porém encontramos os jovens que realmente estavam de posse da cobra, conforme descrito pelo leitor do Conexão, dentro de uma lata azul, na Praça Cônego Vítor.

    O tamanho realmente impressionou. A cobra, de 2, 27 metros, segundo os jovens, teria sido avistada por volta das 19 horas na Praça Centenário, saindo de um terreno e atravessando a rua. “Nós ficamos muito assustados, mas não corremos. Demos alguns chutes na cobra e ela acabou morrendo. Me parece ser um animal da espécie Urutu do Papo Amarelo e parece ser venenosa. Para evitar que atacasse alguém tivemos que matá-la”, disse um dos adolescentes.

    Nós tentamos contato com profissionais que pudessem identificar a espécie da cobra e se de fato era venenosa, mas não conseguimos êxito.

    Nossa reportagem orientou os indivíduos a procurar pela Polícia Ambiental para informar sobre o ocorrido. Nossa reportagem entrou em contato com a Polícia Militar para saber que providências poderiam ser tomadas e nos foi passado que a Polícia Ambiental seria comunicada e o fato checado.

    Crime Ambiental

    A cobra é um animal cercado de medos e superstições. Como para muitas pessoas elas são malignas, geralmente são mortas, mas ao eliminar as cobras, também eliminamos um predador importante dos ratos, considerados uma praga nociva. Dependendo da cobra, ela pode comer até 15 ratos em uma semana.

    Matar cobras é crime ambiental e a recomendação é chamar os bombeiros.

    LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998.

    CAPÍTULO V

    DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE

    Seção I

    Dos Crimes contra a Fauna

            Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:

            Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa.

    • 1º Incorre nas mesmas penas:

            I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;

            II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;

            III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.

            Art. 30. Exportar para o exterior peles e couros de anfíbios e répteis em bruto, sem a autorização da autoridade ambiental competente:

            Pena – reclusão, de um a três anos, e multa.

            Art. 31. Introduzir espécime animal no País, sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente:

            Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

            Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

            Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

    • 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
    • 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

            Art. 33. Provocar, pela emissão de efluentes ou carreamento de materiais, o perecimento de espécimes da fauna aquática existentes em rios, lagos, açudes, lagoas, baías ou águas jurisdicionais brasileiras:

            Pena – detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas cumulativamente.

            Art. 34. Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente:

            Pena – detenção de um ano a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

  • NASCEU DE NOVO: Comerciante trespontano quase morre por causa de linha com cerol

    NASCEU DE NOVO: Comerciante trespontano quase morre por causa de linha com cerol

    A Polícia Militar em vários lugares do Brasil está fazendo uma campanha para conscientizar crianças e adolescente a não usar cerol ou linha chilena, substâncias feitas com pó de vidro ou pó de alumínio nas pipas. Dentro desse projeto, o objetivo também é recolher os carretéis que estejam com a mistura. Em Três Pontas, alguns casos já foram registrados. Recentemente um motoboy de uma empresa de gás teve o rosto e o nariz cortados por causa da linha com cerol. E no último domingo o comerciante popularmente conhecido como Coelho acabou levando 18 pontos no pescoço, quase morreu, também em decorrência dessas linhas de pipa.

    O Conexão Três Pontas recebeu uma série de e-mails, ligações e mensagens via whatsapp pedindo que fizéssemos uma reportagem especial sobre o tema. Nós conversamos com o comerciante Geraldo José Prado (Coelho). Também fomos atrás de outras informações junto a Policia Militar.

    De acordo com o comerciante Coelho, ele escapou da morte por muito pouco. “No último domingo, por volta das 15hs30min, eu estava passando de moto em frente a Praça das Lavadeiras, na Rua Sergipe, no Bairro Santa Edwirges, saindo da minha loja de conveniência para entregar uma caixa de cerveja na Rua São Paulo quando desci a rua e dei de cara com um menino de aproximadamente 10 anos de idade esticando a linha. Pegou de frente no meu pescoço. Eu freei mas não consegui evitar. Passei a mão e vi que estava saindo muito sangue. Quando eu perdi o controle da moto ela já estava parada. Eu sentei e um senhor que estava no local me socorreu juntamente com um primo meu que me levou para o Pronto Atendimento Municipal”, relatou.

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    “Eu nasci de novo”, diz comerciante.

    Ainda conforme o comerciante, chegando ao Hospital foi prontamente atendido e acabou levando 18 pontos. “O médico falou que eu dei muita sorte e que eu poderia ter morrido. Ele falou que Deus me ajudou e que nem compensava eu ir atrás do menino, porque só de estar vivo já era muita sorte. E não foi a primeira vez. Há 10 dias atrás uma outra linha com cerol me atingiu, mas por sorte pegou na moto e não me cortou. Isso foi no Bairro Ponte Alta. Pedimos para a Polícia Militar que fique de olho e tome as providências para coibir essa ação”, concluiu.

    Nós entramos em contato na tarde desta quarta-feira (7) com a Polícia Militar de Três Pontas que, através da militar Cristina, nos disse que o Tenente Bruno não se encontrava no Quartel, mas que iria repassar nosso recado em busca de informações sobre a ação da PM em Três Pontas no tocante aos casos crescentes de linhas com cerol e linha chilena. Mas até o fechamento dessa reportagem não recebemos um retorno.

     Vale ressaltar que ano passado, em todo Brasil, nós tivemos cerca de 130 mortes por linhas com cerol e cerca de 500 ocorrências de menor potencial.

    Quem estiver usando cerol nas pipas pode responder criminalmente. O Código Penal prevê prisão de 3 meses a 1 ano para quem expõe a integridade física das pessoas. E soltar pipa com cerol expõe a integridade física. Quem estiver soltando pipa com a mistura poderá ser conduzido para a delegacia, e os pais também serão responsabilidades.

    CEROL

    O cerol é uma mistura feita com cola e vidro moído e consegue cortar blocos de isopor e até mesmo garrafas plásticas.

    LINHA CHILENA

    Já a linha chilena é comprada pronta, tanto em lojas de aviamento quanto em redes sociais. Ela é feita com pó de alumínio e tem o poder de corte quatro vezes maior que o cerol. A multa para que for pego usando ou mesmo vendendo esses produtos pode variar de R$ 200 a R$ 1,5 mil.

    AS MAIORES VÍTIMAS

    A linha representa um risco principalmente para motociclistas. Com a velocidade, o condutor não enxerga o material e tem o pescoço cortado de maneira profunda. Para tentar evitar os acidentes, muitos estão instalando antenas metálicas nos veículos para fazer a proteção. Nossa reportagem pesquisou o preço das antenas, que são presas no retrovisor. O custo varia de R$ 5 a R$ 20 cada. E segundo os comerciantes trespontanos, a venda aumentou consideravelmente.

    É NECESSÁRIO MOSTRAR!

    As pessoas parecem se conscientizar apenas quando as vítimas são elas próprias ou algum familiar. Quando se fala do risco potencial de morte por causa das linhas com cerol, há pessoas que acham exagero, como algumas mensagens que o Conexão Três Pontas recebeu, depois que foi investigar uma denúncia de que um homem estaria vendendo linha chilena e cerol na Rua Paraguaçu, em Três Pontas. Pois bem, diante disso, pedimos desculpas ao nosso leitor e avisamos que as fotos a seguir são fortes. Mas é necessário mostrar o poder de destruição, o gravidade dos cortes, muitas vezes fatais:

     

  • Fala Sério por Roger Campos – O POETA NÃO MORREU: Após 25 anos de sua morte, Cazuza segue vivo em festas, rádios e shows

    Fala Sério por Roger Campos – O POETA NÃO MORREU: Após 25 anos de sua morte, Cazuza segue vivo em festas, rádios e shows

    Cantor e compositor carioca morreu em 7 de julho de 1990, vítima de complicações decorrentes da aids

    O poeta não está mais vivo, mas sua poesia, sim. Há exatos 25 anos, uma das figuras mais populares e talentosas da música brasileira morria precocemente. Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, faleceu em 7 de julho de 1990, vítima de complicações decorrentes da aids, mas sua música ainda é tocada em festas, shows e rádios.

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    A relevância de Cazuza ainda hoje pode ser quantificada em números: um quarto de século depois de morrer, ele ainda figura nas listas dos cem maiores arrecadadores do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Na contagem que calcula arrecadamento de direitos em música ao vivo, o carioca figura na 25ª posição. Para o comunicador do Grupo RBS Márcio Paz, a explicação pode estar no fato de que, em todo esse tempo, não houve alguém que preenchesse o vazio deixado com a morte do poeta. Acho que os fãs ficaram órfãos, porque não surgiu nenhum substituto.

    A emoção acabou,

    que coincidência é o amor,

    a nossa música nunca mais tocou…

    25 ANOS SEM CAZUZA – 25 MOTIVOS PARA CONINUARMOS REVERENCIANDO O POETA DO ROCK

    Há exatos 25 anos, silenciava um dos artistas mais emblemáticos do rock brasileiro. Com língua presa e poesias cortantes, das letras românticas ao achincalhamento da burguesia, Cazuza cantou temas tabus e reclamou direitos aos marginalizados – ele próprio, apesar de filho de classe média, era bissexual e morreu de Aids, aos 32 anos. Expôs a própria vida. Exagerou. Cravou o nome na história da musicografia brasileira. Neste aniversário, lembramos 25 razões por que não esquecê-lo.

    1. CD de inéditas

    Será lançado disco com letras de Cazuza, musicadas por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rogério Flausino, Baby do Brasil, Seu Jorge e Bebel Gilberto, amiga de infância dele. Ele deixou 65 letras inéditas.

    1. Exagerado

    Em apenas nove anos de carreira artística, ele compôs 190 obras e 229 fonogramas, diz o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição. Exagerado é a mais tocada (nos últimos cinco anos), seguida por Bete balanço e Malandragem.

    1. Instituição

    Criada por Lucinha Araújo três meses após a morte do filho – e, portanto, às vésperas de completar 25 anos -, a Sociedade Viva Cazuza fornece medicamentos, exames e assistência a portadores de HIV. São atendidos 140 pacientes.

    Eu quero a sorte de um amor tranquilo 
    Com sabor de fruta mordida
    Nós na batida, no embalo da rede
    Matando a sede na saliva

    1. Exposição

    Sediada no bairro Laranjeiras, a Viva Cazuza tem uma mostra permanente, com os discos de ouro recebidos por ele, instrumentos musicais e objetos pessoais, como uma máquina de escrever, presente da avó materna.

    1. Resgate

    Só as mães são felizes (1997), de Lucinha Araújo em parceria com a jornalista Regina Echeverria, com mais de 100 mil exemplares vendidos e esgotado, será reeditado e ampliado neste ano.

    1. Livros
    Entrevistei o Barão Vermelho e o grande parceiro de Cazuza, o vocalista Roberto Frejat, por duas vezes e nesta fiz um especial sobre o poeta maior do rock brasileiro.

    A dupla fez Eu preciso dizer que te amo (Globo, esgotado), com letras e poesias, inclusive inéditas. O tempo não para: Viva Cazuza (Globo, R$ 39,90), da mãe, tem depoimentos de Ney Matogrosso, com quem ele namorou, Sandra de Sá e Frejat. Ambos devem ser relançados.

    1. Política

    O teor político de algumas letras, como Ideologia e Burguesia, reforça a atualidade das composições. Brasil, com George Israel, do Kid Abelha e vencedora do Prêmio Sharp em 1988, foi eleito como um dos hinos dos protestos de junho de 2013.

    1. Romantismo

    Poesias de amor rasgado são marcantes no cancioneiro do compositor carioca. Além da apaixonadíssima Exagerado, destacam-se Preciso dizer que te amo, Todo o amor que houver nessa vida e O nosso amor a gente inventa.

    Amor da minha vida
    Daqui até a eternidade
    Nossos destinos
    Foram traçados na maternidade

          09. Diálogo

    Essencialmente roqueiro, dialogou com outros gêneros, como bossa nova (Faz parte do meu show é um exemplo), samba (era fã de Lupicínio Rodrigues e Cartola) e MPB (Caetano Veloso foi um dos primeiros a cantar Todo amor que houver nessa vida).

    1. Digitalização

    Em fase de captação de recursos, um projeto orçado em R$ 660 mil deve viabilizar a catalogação, digitalização e o acondicionamento de mais de 10 mil itens. A previsão é que seja disponibilizado online no segundo semestre de 2016.

    1. Regravações

    Codinome beija-for é campeã de versões, com 65. Depois, vêm Brasil (56), Pro dia nascer feliz (53), Exagerado (51), que ganhou recentemente um novo clipe, e Bete balanço (49). Para comparar: Garota de Ipanema, a recordista do país, tem 240 gravações.

    1. Vozes
    Lobão também foi um grande amigo e parceiro musical.

    Composições dele foram regravadas por centenas de artistas, como Gal Costa (Brasil), Cássia Eller (Malandragem), escrita para Ângela Ro Ro, que a deixou na gaveta por anos, e Adriana Calcanhotto (Mais feliz).

    A tua piscina tá cheia de ratos
    Tuas ideias não correspondem aos fatos
    O tempo não pára

    1. Filme

    Protagonizado por Daniel Oliveira e com direção de Sandra Werneck e Walter Carvalho, Cazuza: O tempo não para mostra a trajetória artística e os dramas pessoais.

    1. Musical

    Visto por mais de 200 mil pessoas, Cazuza: Pro dia nascer feliz, com direção de João Fonseca e texto de Aloisio de Abreu, é protagonizado por Emílio Dantas. O roteiro mostra a vida dele, embalado pelas canções. No Recife, foi encenado em junho.

    1. Barão
    Entrevista com o Barão Vermelho. Faz tempo!!!

    Com Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé, formou das bandas mais influentes da década de ouro do rock brasileiro, junto com Titãs, Paralamas e Legião Urbana. Maior abandonado e Bete balanço foram hits.

    1. Rock in Rio

    “Que o dia nasça lindo pra todo mundo amanhã. Com um Brasil novo, com a rapaziada esperta”, disse Cazuza. Era 15 de janeiro, show do Barão Vermelho no primeiro Rock in Rio (virou CD e DVD).

    Confundo as tuas coxas com as de outras moças
    Te mostro toda a dor
    Te faço um filho
    Te dou outra vida pra te mostrar quem sou

    1. Libertário

    “Tudo aquilo contra o que ele lutou está voltando”, acredita Lucinha Araújo, sobre a onda de preconceito e desigualdades – tão presentes no Brasil atual – que ele criticou em Blues da piedade, Brasil e Um trem para as estrelas.

    1. Discografia

    Apesar da importância, os cinco discos lançados em vida – Exagerado (1985), Só se for a dois (1987), Ideologia (1988), que vendeu 2 milhões de cópias, O tempo não para (1988) e Burguesia (1989) – e os dois póstumos – Por aí (1991) e O poeta está vivo (2005) – estão esgotados.

    1. Tributo

    A solução é se “contentar” com o tributo Agenor: Canções de Cazuza (Tratore, R$ 20), com participações de cantores da nova geração, como os pernambucanos Mombojó (na faixa Vem comigo) e Catarina Dee Jah (Largado no mundo).

    Meus heróis
    Morreram de overdose
    Meus inimigos
    Estão no poder
    Ideologia!
    Eu quero uma pra viver

    1. Igualdade

    Ainda necessária, a discussão sobre respeito à comunidade LGBT foi tema de várias canções de Cazuza, bissexual assumido, desde Por que a gente é assim (1984), do Barão. Só as mães são felizes, Guerra civil a O tempo não para.

    1. Aids

    Cazuza foi um dos primeiros artistas a assumir publicamente ter Aids, em 1989. “Ele pediu para o Brasil mostrar a cara, como ele não ia mostrar a dele?”, diz a mãe. Renato Russo, por exemplo, nunca assumiu.

    1. Trilhas

    Composições dele estão nos filmes Bete balanço (1984), de Lael Rodrigues (nome da canção que titulou um compacto do Barão e foi incluída no LP Maior abandonado), e Um trem para as estrelas (1987), de Cacá Diegues. Ele atuou em ambos.

    Brasil!
    Mostra tua cara
    Quero ver quem paga
    Pra gente ficar assim
    Brasil!
    Qual é o teu negócio?
    O nome do teu sócio?
    Confia em mim

    1. Clipes

    A MTV – e a popularização dos  videoclipes – chegou ao Brasil em 1990, ano em que morreu. Apesar disso, ele deixou como legado Ideologia, considerado um clássico, além de O tempo não para e Exagerado.

    1. Persistência

    Doente, não esmoreceu. Gravou Burguesia na cadeira de rodas, assim como foi ao Prêmio Sharp, em abril de 1989. Na noite, Marília Pêra leu manifesto contra a capa da Veja (Uma vítima da Aids agoniza em praça pública), que o fez passar mal.

    1. Adeus, Pernambuco

    Os desabafos e confusões eram constantes. No último show da carreira, no Centro de Convenções de Pernambuco, em 24 de janeiro de 1989, ele começou a falar em inglês sobre o sucesso no exterior, foi vaiado pela plateia e respondeu com insultos e palavrões. Foi tirado do palco e precisou receber oxigênio.

    Vida louca vida
    Vida breve
    Já que eu não posso te levar
    Quero que você me leve

    Cazuza sempre estará vivo entre nós. Em 7 de julho de 1990 eu sentei na calçada e chorei copiosamente quando anunciada sua morte. Hoje, 25 anos depois, relembro desse cara que saudade e agradecimento por toda a incomparável obra deixada. E sempre o homenagearei, porque, como ele mesmo dizia, o tempo não pára…

  • VENCEU: Trespontana Adrielle Castro vence o Miss Minas Gerais Latina

    VENCEU: Trespontana Adrielle Castro vence o Miss Minas Gerais Latina

    O Miss Minas Gerais Latina é o concurso que escolhe a representante mineira para o concurso Miss Brasil Latina. E a coroa de Minas Gerais tem nova dona. É a trespontana Adriele Castro – Miss Três Pontas e Miss Minas Gerais Latina 2016. Ela ocupa o posto da Miss Dianine Nunes (Miss 2015).

    Aconteceu em Ipatinga pela primeira vez, de 02 a 05 de julho. Foram mais de 20 candidatas de cidades de toda Minas Gerais disputando a faixa e a coroa de mais bela. Foram quatro dias de compromissos que incluíram desde visita oficial, passeios turísticos, coquetéis de apresentação, entrevistas e ensaios. Além do titulo principal, as candidatas também puderam ser premiadas como Miss Simpatia e Miss On-line, Miss Top Model.

    O estado de Minas Gerais, sempre indicou a representante, sem realizar concurso, como foi o caso da ipatinguense Dianine Nunes no ano passado, mas diante da repercussão positiva de sua vitória no Miss Brasil Latina, surgiu o interesse em selecionar a Miss em um concurso e em homenagem a ela o concurso foi realizando em Ipatinga.

    A eleita na noite de sábado, dia 04, Adrielly Castro, no teatro do Centro Cultural Usiminas recebeu faixa e coroa das mãos de Dianine Nunes de Ipatinga, coroada no ano passado como Miss Minas Gerais Latina e eleita em seguida como Miss Brasil Latina 2015. Dianine ainda vai representar o Brasil no concurso internacional Miss Latina del Mundo em setembro em Punta Cana, onde está em primeiro lugar disparado nas “bolsas de apostas”. Este concurso reúne candidatas de todos os países Latino americanos.

    A trespontana eleita foi premiada com um valor em dinheiro destinado a cobrir o valor de sua inscrição no Miss Brasil Latina que acontece em Recife, ainda esse ano, roupas, calçados e acessórios, oferecidos pelos parceiros do evento, realizado pela agência Oz, com produção e direção de Carol Magalhães e Solange Maria, que também são responsáveis pela preparação e coordenação da eleita para o Miss Brasil Latina.)

    Jurados do Concurso.

    CARREIRA

    Aos 19 anos, Adrielle Castro também foi eleita Rainha da Expocafé 2015. A vitória no concurso lhe credenciou a usar faixa e coroa, e representar a beleza da mulher do campo durante a 18ª edição da Expocafé, realizada de 1º a 3 de julho em Três Pontas.

    Natural da cidade, a jovem divide-se entre o desejo de trabalhar como modelo e o 5º período da faculdade de farmácia, que cursa na Universidade Federal de São João Del Rei, no campus de Divinópolis (MG).

     

  • AGORA: Menores trespontanos são apreendidos com drogas em Boa Esperança e em Três Pontas

    AGORA: Menores trespontanos são apreendidos com drogas em Boa Esperança e em Três Pontas

    Uma denúncia anônima passou a informação para o Conexão Três Pontas de que dois menores estariam agora sendo apresentados no Quartel da Polícia Militar de Três Pontas, depois de serem pegos em flagrante com drogas.

    As informações da fonte relatam que os dois menores, ambos de aproximadamente 17 anos, foram abordados na beira lago em Boa Esperança e que com eles foram encontradas drogas e também um celular com imagens de entorpecentes sendo embalados. Os dois menores seriam residentes em Três Pontas, um no Bairro Santana e o outro na Avenida Ipiranga.

    Nós entramos em contato com a Polícia Militar que, através do Sargento Ubiratan nos confirmou o fato, relatando que com os menores trespontanos foram encontradas 4 buchas de maconha em Boa Esperança e outras duas aqui em Três Pontas, jogadas às margens do trevo da Avenida Prefeito Nilson José Vilela.

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    Bucha de maconha (Foto Ilustrativa)

    Ainda conforme o militar, eles não são conhecidos do meio policial. Lhes foi dada voz de apreensão por ato infracional. Neste momento eles estão sendo ouvidos no Quartel e acompanhados de seus familiares. A Polícia Militar entrará em contato com o delegado de plantão, em Varginha, para saber se será necessária a apresentação dos mesmos naquela Delegacia. Caso haja negativa, os menores serão entregues aos pais e deverão se apresentar a autoridade policial em dia e horário marcado.

  • DE CRISTIANO ARAÚJO A ALAN DE SOUZA: Exibição de imagens de corpos choca fãs do cantor e familiares de jovem trespontano

    DE CRISTIANO ARAÚJO A ALAN DE SOUZA: Exibição de imagens de corpos choca fãs do cantor e familiares de jovem trespontano

    De acordo com o dicionário, o termo “Vilipêndio” significa: aviltar, profanar, desrespeitar, ultrajar o cadáver ou ter ação desrespeitosa, como por exemplo exibir imagens ou vídeos do corpo em páginas de relacionamento, como o facebook, sites, etc.

    Cantor sertanejo Cristiano Araújo.

    O Brasil todo ficou chocado com as imagens absurdas exibidas dos corpos do cantor sertanejo Cristiano Araújo e de sua namorada Allana Moraes. E no caso do artista, o crime de vilipêndio ficou notório através de um vídeo onde profissionais de uma clínica que tratava o corpo para o velório filmaram tudo, o corpo aberto e nu, de extremo mau gosto e desrespeito. Três pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil de Goiás por causa de imagens do corpo de Cristiano Araújo que foram compartilhadas em redes sociais.

    Cristiano Araújo e Allana Moraes

    Dois são técnicos que trabalham para a Clínica Oeste Tanatopraxia, especializada na reconstituição visual de corpos de vítimas de mortes violentas para velórios com caixão aberto. O terceiro envolvido é amigo de quem fez as imagens (fotos da face e um vídeo do corpo aberto) – a estudante de Enfermagem Márcia Valéria dos Santos, de 39 anos – e foi identificado apenas como Leandro, também estudante de Enfermagem.

    Funcionários que fotografaram e filmaram o corpo de Cristiano Araújo.

    Mas o crime de vilipêndio não é cometido apenas contra famosos. Anônimos também são desrespeitados após a morte violenta. E aqui em Três Pontas, recentemente, um caso chamou a atenção e foi parar na polícia.

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    Acidente trágico na MG 167, entre Três Pontas e Santana da Vargem, que vitimou o jovem Alan de Souza.

    Um trágico acidente foi registrado no início da noite do domingo (14 de junho) entre Três Pontas e Santana da Vargem, na MG 167, próximo a Fazenda Pantera. O condutor de um Chevette de Três Pontas, placas GMR 9085, acabou colidindo com um ônibus da empresa Gardênia. Ambos pegaram fogo. Infelizmente o condutor do Chevette, Alan Alex de Souza, de 34 anos, lavrador, filho de José Carlos de Souza e Francisca Alípio de Souza e pai de dois filhos não conseguiu sair do veículo e morreu carbonizado.

    Alan Alex de Souza, que morreu carbonizado no acidente.

    Como se não bastasse tamanha dor para a família, sentimentos de revolta e indignação tomaram conta por conta da exibição de imagens do corpo da vítima nas redes sociais. Nossa reportagem foi procurada pelo irmão de Alan, Adriano Júnior de Souza, que não concordou com algumas afirmações feitas na mídia e que também se mostrou indignado com a exibição de fotos do corpo carbonizado de seu familiar:

    Adriano Souza, irmão da vítima, falou ao Conexão.

    “Na verdade é que algumas coisas que foram faladas não procedem. Não foi nenhuma empresa quem correu atrás das coisas para a liberação do atestado de óbito. Quem foi em Varginha para correr atrás de delegado e liberar tudo, identificar o corpo, fomos nós, foi a família. Eu e um outro irmão meu chegamos no local e acabamos reconhecendo pelo carro, pela placa. O corpo do Alan foi para o IML de Varginha. Eu não sei quem levou pra lá, mas meu irmão foi realmente identificado em Varginha. Nós conseguimos a cópia do Boletim de Ocorrência no IML e fomos para a delegacia daqui. O delegado bateu um laudo dizendo que nós reconhecemos o corpo. Levamos de volta no IML e foi liberada a certidão de óbito.

    Outra coisa que quero dizer é que estamos indignados com o desrespeito que houve com o corpo do meu irmão. Nós somos 5 irmãos, sendo 4 homens e uma mulher. E nossa família está revoltada. Sobre o que falaram, que o Alan bebia e que teria causado o acidente, quero deixar claro que no dia do acidente ele estava sem dinheiro e com certeza não tinha bebido. Ele havia ido em Santana da Vargem para mostrar que estava com seu carro, que ele tanto gostava. E depois da tragédia começaram a postar as fotos do corpo carbonizado. Um absurdo. Eu já tomei as providências legais sobre isso. Quem fez as fotos e quem compartilhou ou postou vai ter que responder por isso.

    Também quero dizer que não recebemos nenhuma assistência da empresa Gardênia, nem um telefonema sequer. Nós é que estamos correndo atrás de tudo desde o dia do acidente. Ele direito ao seguro Dpvat e vamos atrás disso. Temos que dar baixa no carro e outras providências. Ninguém está ajudando em nada. Eu vou procurar pela empresa Gardênia e quero o laudo da perícia nas minhas mãos e se for preciso mandarei fazer um laudo particular, com outra perícia, para saber se o motorista da Gardênia está falando a verdade. Se meu irmão teve culpa, tudo bem. Mas se houve também a culpa do motorista da Gardênia, ele e a empresa terão que pagar”, desabafou.

    VILIPÊNDIO

    Corpo de Cristiano Araújo sendo velado.

    O cadáver, pessoa que faleceu, não pode ser vítima do crime porque não tem mais a capacidade de sentir o aviltamento, a ofensa física, a profanação, enfim nenhuma ação dirigida contra ele (cadáver) pelo agente, pois o falecido não possui mais a honra objetiva. Daí podemos concluir que o bem jurídico lesado é o sentimento de boa lembrança, de respeito e veneração que se guarda em relação ao morto, seja por parte da coletividade, dos conhecidos e admiradores, seja por parte dos amigos mais próximos e dos familiares. As pessoas, em grupo ou individualmente, que guardam esses sentimentos de respeito, lembrança, saudades, veneração é que são considerados sujeitos passivos do crime.

    O vilipêndio é praticado sobre ou junto do cadáver, na presença do corpo inerte ou de suas cinzas (há entendimento de que o esqueleto possa ser objeto de vilipêndio), neste crime o esqueleto também será objeto material. Orienta a doutrina majoritária que a expressão “ou” dá uma interpretação errônea do dispositivo. Por vários modos o agente pode praticar o crime, por ações, palavras, gestos ou encenações. Exemplos: esmurrar ou chutar o corpo, proferir palavrões ou descrever atos desabonadores do comportamento do morto em vida, cortar-lhe algum membro, rasgar ou retirar-lhe as vestes, dispersar as cinzas com acinte, divulgar fotos ou vídeos do corpo com sinais ou vítima de violência.

    Não configura o crime o ato do amante desesperado e cheio de dor que corta mechas do cabelo ou arranca parte das vestes da amada que faleceu para guardá-las como lembrança. Neste caso não existe desrespeito, aviltamento, ultraje, mas, ao contrario, devoção.

    Entende-se por cadáver os restos mortais de pessoa que viveu, que teve vida autônoma. Assim, não seria cadáver o embrião ou o feto. Quanto ao recém nascido que falece logo após o parto, dividem-se as opiniões. A doutrina mais aceita, porém, conduz ao entendimento que nesse caso se caracteriza a infração penal.

    Pode ser objeto do crime o corpo humano, que colocado num laboratório de anatomia, presta-se a estudos científicos.

    Sepulturas muitas vezes são vítimas de vandalismo.

    Não há crime, entretanto, quando o vilipêndio direciona-se a uma múmia de museu. Isto porque em relação ao corpo mumificado, de pessoa desconhecida e não identificável, não existe sentimento de respeito ou veneração. Já não se pode dizer o mesmo quando se trata, por exemplo, de um herói nacional, devidamente embalsamado e colocado à visitação pública. Nesse caso está presente a admiração e a lembrança de um povo, de uma comunidade inteira pelos atos de bravura, liderança, filantropia, de caridade ou outros de igual gênero que praticou em vida.

    O Código Penal português, no seu artigo 226, parágrafo 2º, pune com prisão até um ano e multa quem profanar cadáveres, parte de cadáveres ou cinzas de pessoas falecidas, praticando atos ofensivos do respeito devido aos mortos.

  • ROUBO: Ladrões levam Fiat 147 de mulher que estava em culto evangélico em Três Pontas

    ROUBO: Ladrões levam Fiat 147 de mulher que estava em culto evangélico em Três Pontas

    O Conexão Três Pontas recebeu no noite deste sábado (4) a informação de que um veículo Fiat 147, de cor bege, placas GSO 8163, que estava estacionado em frente a um templo religioso em Três Pontas acabou sendo roubado.

    Testemunhas que estavam no culto evangélico ligaram para nossa reportagem e contaram que a dona do veículo estava dentro da igreja e ao sair, por volta das 20h30min percebeu que seu Fiat 147 não estava mais ali. Ela o estacionou na Rua Alcides Ferreira de Brito, próximo ao número 125, no bairro Ponte Alta.

    A Polícia Militar foi chamada e registrou o Boletim de Ocorrência e iniciou um rastreamento em busca da localização do automóvel.

  • BOLADA: Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 33 mi no próximo sorteio

    BOLADA: Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 33 mi no próximo sorteio

    Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 1.719 da Mega-Sena, sorteado na cidade de Garça (a 343 km de São Paulo) neste sábado (4). O prêmio esperado era de R$ 11,5 milhões. Agora, o próximo sorteio, marcado para terça-feira (7), deverá sortear R$ 33 milhões.

    As dezenas sorteadas neste sábado foram: 01 – 22 – 31 – 34 – 44 – 54

    Neste sorteio, fizeram a quina 45 apostadores, que levarão R$ 57.989,50 para casa. Quatro números foram acertados por 3.009 apostas, cada uma delas receberá R$ 1.238,91.

    A última vez em que a Mega-Sena teve ganhadores foi no dia 24 de junho, quando uma aposta de São Paulo acertou sozinha as seis dezenas. O prêmio estava acumulado havia dois sorteios e chegou a R$ 40,7 milhões.

    Os sorteios da Mega-Sena são normalmente realizados duas vezes por semana – às quartas-feiras e aos sábados. As apostas podem ser feitas até as 19 horas (horário de Brasília) do dia do concurso em qualquer lotérica do país. O valor mínimo da aposta é R$ 3,50.

  • “VÃO TER QUE ME ENGOLIR”: Leitores querem e Conexão voltará a cobrir as reuniões da Câmara

    “VÃO TER QUE ME ENGOLIR”: Leitores querem e Conexão voltará a cobrir as reuniões da Câmara

    Será que os vereadores sabem o que a população pensa sobre o trabalho deles?

    Há alguns dias o Conexão Três Pontas – que parou de acompanhar as reuniões da Câmara Municipal por não concordar com a forma em que os trabalhos são conduzidos e apresentados, devido ao excesso de futilidades abordadas tomando o tempo e o lugar de coisas essenciais, somado aos constantes ataques pessoais, palavras de baixo calão e uma dose exagerada de hipocrisia (por parte de alguns) -, depois de receber algumas mensagens solicitando que nossa reportagem voltasse a registrar o trabalho dos vereadores, resolvemos ouvir nossos leitores e saber deles o que eles pensam sobre o tema. Surpreendentemente a maioria esmagadora pediu o retorno do Conexão à Casa Legislativa, além de reclamar do trabalho dos legisladores.

    Por isso o Conexão Três Pontas decidiu que voltará a cobrir as reuniões semanais da Câmara de Vereadores, a partir da próxima segunda-feira, dia 06 de julho.

    Vejam alguns depoimentos postados por nossos leitores no facebook, neste endereço eletrônico:

    https://www.facebook.com/RogerAlexCamposMarques/posts/896875317027409?pnref=story

    Éder Silva – Com a imprensa sendo os olhos da população está assim, imagino como será sem…

    Amilton Vitor Machado – Eu penso que esta quantidade de vereadores que não fazem nada, poderia ter apenas 2 vereadores. Olha o exemplo que alguns demostram, descaso total com a população. Na próxima eleição vamos mudar, renovar nossos representantes…

    Robertinha Vieira – Sinceramente, estou cansada dessa política brasileira… Temos que ficar por dentro do que acontece ao nosso redor, mas não faço questão nenhuma em ler sobre política, seja ela municipal, estadual ou federal…

    Dani M Brito – Claro que sim Roger ! É de fundamental importância que saibamos o que tem acontecido e como nosso representantes estão agindo, digo, os que deveriam nos representar, com hombridade, responsabilidade e quiçá, representar melhor o papel neste espetáculo. Pena que alguns ainda insistem em querer o papel principal, tentando de forma sorrateira e circense ofuscar outros! Ninguém mantem uma máscara por muito tempo!

    Jane Rose – Bom, eu penso que mesmo que seja uma papagaiada aquilo, uma falta de respeito com os eleitores trespontanos, mesmo assim Roger Campos quero saber por você, que tem mesmo uma imparcialidade, competência e muito cuidado no que publica, o que anda acontecendo por lá.

    Eliana Freitas – Eu gosto de ler, e gostaria que volte a cobrir sim. Isso até ajuda nós trespontamos a enxergar e saber mais um pouco sobre politica também. Adoro quando você publica e sou uma das primeiras a comentar. Porque amigo, tem uns ai que precisa falar tchau pra Câmara faz tempo e vamos dar oportunidades as pessoas boas e que queira realmente ver nossa cidade que amo tanto crescer e vencer né. Bom Roger Campos. Meu voto é que volte a publicar sobre a Câmara sim. Você publica e nós comentamos mesmo, gostem ou não.

    Alice Pereira – É mesmo uma vergonha para a população trespontana ter que ver essas noticias de vereadores se achando que estão com a bola toda. Tem coisas mais importantes para faser, se não querem ajudar em nada a população, vão procurar algo decente para fazer!!! Mais apoio as noticias pois na próxima eleição temos que pensar em quem estamos colocando lá!!!

    Inês Mesquita Diniz – A câmara é um lugar onde se discute Leis. Portanto Senhores Vereadores está na hora de arregaçar as mangas e mostrar a credibilidade que o Legislativo tem. Que todos nós trespontanos podemos acreditar em um trabalho de acordo com o cargo que vocês ocupam.

    Lucas Mesquita – Não é questão de gostar ou não. Questão de cidadania, de seguir os acontecimentos que os representantes eleitos estão fazendo ou deixando de fazer, todo cidadão tem o dever de saber o que acontece na política local, estadual e federal…

    Adriana Vita – Esses vereadores estão envergonhado Três Pontas. O vereador Itamar Diniz deveria dar exemplo. É um porco quem joga lixo no chão. Envergonhada com isso. Depois António do Lázaro preocupado com presunto. Será que o que ele ganha não dà pra comprar presunto? Vergonhoso isso aí…

    Eunice Rosendo – Tem sim que cobrir as reuniões, tem que mostrar o que esses “sem vergonha” estão discutindo na Câmara, porque em época de eleições eles vêm com essas caras de pau prometendo tudo.

    Deivis Victor – Roger Campos boa noite. Sou suspeito pra falar, mas você é um jornalista respeitado, tem credibilidade e acima de tudo imparcialidade. Creio que você deveria sim acompanhar as reuniões da Câmara e logo após mostrar para a sociedade o que de fato tem acontecido lá. A imprensa é um dos principais pilares de nossa Democracia e somente com ela o povo pode se dizer verdadeiramente livre! Nos encontramos nas reuniões.

    Rose Soares – Boa noite Roger Campos você é um jornalista que tem credibilidade, você tem que acompanhar sim as reuniões da Câmara para nós manter informados de tudo, principalmente para o ano de 2016.

    Eliana Freitas – Quer saber? Por mim esses vereadores já estavam fora. Por mim mudaria todos no ano que vem e não deixava um. Dá presunto pra eles…

    Leandro Piscina – Eu acho que deveria voltar sim, para a população ficar ciente dos fatos, sem importar com os acontecimentos. A população precisa ser bem informada!

    Regina Aparecida De Abreu Vitor – E de que forma saberíamos então das idiotices que ocorrem por lá? Sabemos que tem dois tipos de imprensa: Jornalistas e puxa-sacos. Se o Conexão não cobre, estamos à mercê da outra classe, portanto, queremos notícia sim: verdadeira e imparcial. Precisamos acompanhar o que acontece naquele recinto, que não representa em nada o povo. Conectados com a notícia, o povo certamente saberá desconectar da política, esses oportunistas.

    Maria Helena – Tem sim Roger Campos que acompanhar as reuniões da Câmara. É direito da população saber o que acontece de bom ou de ruim na sua cidade, afinal de contas somos eleitores.

    Yuri Brito – Poxa, o pessoal já disse tudo. Noticiar o que acontece na Câmara é um meio de deixar a população informada. Mesmo que na maioria das vezes não sejam as mais agradáveis notícias (se tratando de política não poderia esperar outra coisa). Deve sim…

    Marcelo Rezende – Manda brasa amigo! Três Pontas precisa de imparcialidade.

    Bia Silva – Acho sim que deve continuar mesmo com as noticias. As pessoas têm que saber quem elas colocaram no poder para estar representando a gente. Vergonha! É isso que sinto. Gente vamos pensar mais na hora de votar em nossos governantes por favor. Roger: conta tudo!

    Wellington Marques Rosa Ponciano – Acho que é mais um motivo para que existam as coberturas. Além de ser uma maneira da população conhecer os que realmente trabalham em prol da cidade, se torna um meio de fácil acesso. Lembrando que a população geralmente tem seus compromissos ou mesmo não dispõe de tempo necessário para frequentar as reuniões.

    Wallace Furquim – Tem que continuar sim. A gente tem que ficar por dentro, do que acontece com nossa cidade. Ainda mas com essa Câmara de vereadores!!! Só sugando o nosso dinheiro!!! Se eu pudesse já tinha mandado muita gente embora porque o que tem de pilantragem lá dentro, é fora de série!!!

    Daliane Aparecida Floriano – Roger, você está coberto de razão. O que os vereadores fizeram para nossa cidade? Cadê a fábrica que iria vir para Três Pontas? O que o prefeito fez aqui é só desemprego.

    July Souza – Sabe, fico dividida. Por um lado, acho que queremos transparência e nesse caso, faz muita falta suas matérias. Mas por outro lado, é vergonhoso, é muita palhaçada, acho que não deveria dar mais importância do que realmente eles tem. Ah! Outra coisa, se por um lado é ruim, por outro, dá pra população ter uma pequena noção da índole de cada um dos políticos que com certeza irão querer nossos votos novamente. Mas você Roger, com seu profissionalismo exemplar deve seguir o seu coração e a razão também!

    Denis Sacho – Gostaria de saber sim por você Roger Campos, porque sei que você não tem rabo preso com ninguém e é imparcial. Agora, você sabe que vai vir problemas pela frente, porque você é igual a mim, não aguenta ver uma coisa errada e ficar quieto. Boa sorte!

    Multi Land Karmann Ghia – Se com cobertura jornalística já é um “pagode” imagina sem cobertura? Aproveitando, na minha opinião não poderia ser mais que 10 vereadores recebendo um SM por mês, não dizem que querem trabalhar para o povo?

    Patrícia Sousa – Acho que deve voltar sim. Só você tem coragem de falar a verdade e de expor sua opinião. Precisamos de mais pessoas assim, que não tem medo de falar o que pensa. Essa cidade tá uma vergonha.

    Rosimeire Rosa – Volta sim pra mostrar o que aqueles barraqueiros andam aprontando lá, porque não vejo nada que eles fazem, só baixaria. Volta sim!

    Luiz Antônio Teixeira – Continue a fazer seu trabalho meu amigo e mostre a bagunça que é esta casa!

    Renata Cantarino – Com certeza! Sempre é bom ter pessoas do lado do povo, que informam e não lapidam informação para lado nenhum. Pode ter certeza, que muitas pessoas gostam de saber o que acontece lá na Câmara.

    Neiber Cairon Lima – Bom dia Roger Campos. Você deve sim continuar seu trabalho. A maioria da população trespontana desconhece a realidade dos fatos, devido a vários fatores. Suas informações são imparciais e voltadas para o conhecimento de todos. Da mesma forma que temos exemplos negativos, também ali constatamos exemplos altamente positivos e voltados para a população. Com a divulgação imparcial, certamente que ficará mais fácil separar o joio do trigo por parte dos eleitores desta cidade. Parabéns pelo seu trabalho e continue com o esmero demonstrado em sua labuta diária.

    Marlene Lima – Continue noticiando. Acho muito importante para a população que não pode acompanhar ao vivo, que fique sabendo dos fatos.

    Matheus Vicentini – Bom Roger, acho que deveria continuar noticiando, mesmo que sejam ditas baboseiras, “presuntos”, Apoios Políticos, Puxação de Saco… Pois é importante que a população fique sabendo o que os “representantes do povo” andam fazendo (ou não) pela cidade!

    Sandra Lopes – Tem que noticiar sim, pra ficarmos a par de tudo que está acontecendo. Estão brincando com a cara do cidadão. Vai pra cima deles também! Mostra tudo que tem de mostrar.

    Bruno Dickinson – Não sei se você soube amigo Roger, mas foi votado um aplauso especial para jornalistas na Câmara. Entre os que se destacaram, você foi citado pelo vereador Popó, como uma pessoa de integridade e que conduz de forma plena o Conexão Três Pontas. É estranho você querer deixar de cobrir, mas se não houver outro jeito…

    Kelven Alves Sousa – Se for uma questão opinativa Roger Campos, sim, deve continuar prestando serviços à população trespontana onde o qual se designou a cumprir como jornalista. Independente se gosta ou não. As notícias devem chegar ao público com verdade e com fatos reais daquilo que acontecem de fato. Agora, de fato, você tem razão. Pode-se lá dizer que entre uns e outros salve aquele que diz: eu sou vereador (a). Mas não tem! O que se tem lá são amigos de eleitorados que foram postos porque são reconhecidos na mídia, posam de solidários no hospital nos finais de semana e dando aquele jeitinho brasileiro de passar alguém ou conseguir algo (mas aqui, nada e de graça né). Outros puxam o saco do prefeito, deputado até em tempo de eleição, mamam e usam de demagogia, enchem o saco dos eleitores. Alguns ficam na retranca com medo de fazer feio, ficam timidos e calados para que 2016 gritem de novo seu número já demarcado. Uns e outros brincam com servidores e profissionais que prestam serviço ao órgão e a mídia e no final nos envergonha jogando lixo fora do lixo. è engraçado participar de uma sessão ordinária onde o papo mais serio e de placas de ruas, ou, quem sabe uma passarela na Av. Osvaldo Cruz. No final, querem e procuram reconhecimento pelo seu trabalho, isto mesmo, de apenas ter sido vereador. Sinceramente, não sei porque 15 cadeiras para Três Pontas É um atraso no desenvolvimento econômico, educacional, social e multicultural. Não se tem ou foi criada uma política ambiental, um planejamento social, com inclusão e difusão. Como se diz, melhor ficar em silêncio do que mil palavras sem voz. Boa noite.

    Milton Gama – Continue com a cobertura Roger. O povo precisa saber do que acontece por lá, independente de ser circo. Agora, concordo com o Paulinho Leiteiro que disse: “É a pior Câmara de Vereadores, que já trabalhei”, se referindo ao seu quarto mandato.