As férias ajudam a recarregar a bateria para o ano seguinte, e podem ser úteis também para repor aquela caneta ou lápis que não funcionam mais. No entanto, é importante ficar atento aos preços. De acordo com a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), o custo dos itens pode variar até 450% de uma loja para outra. Pesquisar os melhores preços, fazer compras em conjunto com outros pais e reaproveitar o material do ano anterior são alternativas cada vez mais adotadas pelas famílias para fugir dos gastos excessivos. De quebra, os jovens aprendem na prática o que é consumo consciente.
Economizar material e reaproveitar o que sobrou do ano anterior é uma atitude mais sustentável também. Com isso economizamos matéria-prima e geramos menos lixo.
O Brasil ainda tem uma cultura do desperdício, mas isso, felizmente, está mudando. O material escolar é um dos principais itens de consumo das crianças e ficou estabelecido que os produtos devem ser novos. Na verdade, o que importa é o aluno ter material para colorir, seja ele novo ou usado, o mesmo valendo para os livros. Já temos notícias de escolas e pais que se mobilizam em prol da cultura do compartilhamento e da troca, e é importante que isso seja discutido com as crianças, para que elas aprendam a ter um consumo consciente para a vida.
Confira a seguir dicas de economia e reaproveitamento de material escolar:
– As escolas não podem exigir que os pais comprem o material no próprio estabelecimento. Elas têm obrigação de fornecer a lista de produtos para que as famílias decidam onde adquiri-los;
– O ideal é comparar os preços dos produtos em várias lojas. Comprando em grande volume, junto com outros pais, por exemplo, é possível conseguir bons descontos;
– Encapar os cadernos e livros ajuda a conservar os produtos por mais tempo;
– Atualmente, existem produtos que podem ser reutilizados com a troca de refil. Além da economia na compra, já que eles costumam custar mais barato, há também economia de matéria-prima;
– A borracha usada ganha um novo aspecto se for limpa com álcool;
– Adesivos podem esconder marcas de uso em lápis e réguas descascadas, o mesmo valendo para os cadernos, que podem ser personalizados e renovados;
– É possível arrancar as folhas não utilizadas dos cadernos, juntando tudo em uma nova encadernação, utilizando uma espiral;
– Apontadores e tesouras podem ser reutilizados se ainda têm corte.
O ano de 2015 ficou marcado no Brasil pelos constantes escândalos de corrupção e também por uma palavra que foi ouvida, ecoada de norte a sul do país: crise. Mas enquanto muitos preferiram sucumbir ou não conseguiram fugir dela outros usaram a criatividade, uma espécie de antídoto eficaz para os momentos de recessão. Para analisar o ano de 2015 e também projetar o que nos espera neste ano, conversamos com o empresário Denilson Lamaita Miranda, um dos maiores geradores de empregos do município:
Conexão – Como foi o ano de 2015 não só pro Supermercado Moacyr, mas para o setor de Supermercados da qual a Unissul faz parte?
Denilson – Não teve crescimento, e também não teve muita queda, um ano difícil, mas estável.
Conexão – A política nacional interferiu diretamente nisso?
Denilson – Interferiu sim, o câmbio, o desemprego, realmente interferiram nas vendas. Porque a mercadoria encareceu, teve muita gente que ficou desempregada, então isso realmente teve um reflexo nas vendas.
Conexão – Aquilo que você se programou no começo do ano passado se cumpriu? E de que forma?
Denilson – Se cumpriu abaixo daquilo que esperávamos, porque em mercado não tem como fugir muito de certas compras, mas poderia ter sido melhor.
Conexão – O Supermercado Moacyr é uma das empresas que mais gera emprego e paga tributo em Três Pontas. Quantos empregos foram gerados esse ano para sua empresa, se está dentro do que você esperava, e se há riscos de demissão se continuar essa crise?
Denilson – O Supermercado Moacyr gera 179 empregos precisamente. Riscos sempre há, porque se as vendas não se mantém, a gente têm riscos de desemprego. Mas por enquanto estamos mantendo dentro do previsto.
Conexão – Como foram as vendas desse final de ano?
Denilson – Uma venda tímida, não gastando além do que se podia pagar, uma venda estável, mas tímida. Tivemos uma queda de cerca de cinco a dez por cento em relação ao mesmo período do ano passado.
Eduardo Chaves afirma vinda de indústria para o Município. “Praticamente fechado!”
A cafeicultura continua sendo a base da economia trespontana. Mesmo diante da crescente mecanização, continua empregando milhares de pessoas e tem influencia direta na economia da cidade. Nós estivemos na sede da empresa Geagro, conversando com o Diretor Comercial Eduardo Chaves, um dos maiores especialistas sobre cafeicultura no sul de Minas. Ele falou de como foi o ano de 2015 para o ouro verde, o que vem por aí neste ano e ainda deu uma grande notícia com exclusividade: a vinda de uma indústria para Três Pontas.
Conexão – O que representou o ano de 2015 para a cafeicultura trespontana?
Eduardo Chaves – O ano de 2015 para a cafeicultura seguiu muito do cenário mundial, um ano de grandes emoções. O café sai de uma seca muito grande de dois anos, isso impactou muito na safra, nós tivemos a safra com baixo rendimento, peneiras miúdas, isso afetou drasticamente o resultado final das fazendas. Por outro lado, o café é um produto dolarizado e a sua subida, a desvalorização do Real, contribuiu para manter preços razoáveis. O produtor de café em 2015 trabalhou muito, e passou por momentos de grandes preocupações, mas por outro lado a gente percebeu que temos um setor muito tecnificado, de excelente qualidade, lavouras renovadas, grande uso de tecnologia, e isso ajudou a gente a sentir um pouco menos essa crise que afeta o mundo inteiro. A cafeicultura Brasileira está de parabéns, enfrentou bravamente a seca, teve a safra da sua produção com o resultado diminuído, mas o produtor não deixou de investir, de dar emprego, de gerar renda. A gente tem que agradecer porque sabemos que a crise é grande, as pessoas da nossa região estão sentindo, mas o agronegócio continua ainda amenizando essas crises aí, tornando a nossa vida um pouco melhor. Eu concordo que é um momento de preocupação, de desemprego, mas percebemos que as regiões do agronegócio instalado é forte, e estão se reinventando e conseguindo amenizar o problema. Mas entramos 2016 com perspectivas melhores, chuvas regularizadas, uma perspectiva de safra não tão grande, mas pode ser uma safra com bom rendimento. Então o agronegócio em 2015 foi um ano de muito trabalho, de muita precaução, mas foi um ano que consolidamos o negócio na nossa região e a gente consegue enxergar que mesmo com crise, com dificuldades o agronegócio é importante para os municípios como fonte de renda, mantém uma qualidade de vida melhor. Lembrando que eu estava com o Prefeito Paulo Luís esses dias, e recebemos na sala dele uma comunicação de uma grande revista (Época) de que Três Pontas está entre os dez municípios que ficaram mais de três anos sem morte por tiro, então mostra que nossa região é diferenciada, e acho que isso é um trabalho conjunto, e um pouco disso vem do ensinamento do agronegócio que distribui renda, que não concentra, que dá emprego, que se reinventa a cada momento. Eu fico satisfeito de morar numa cidade que trabalharam num setor tão importante para o Brasil e que em momentos de crise abrem as portas pra nós.
Conexão – 2016 é um ano de eleições, e um ano que se fala muito dessa instabilidade política, que vai descendo ladeira, prefeituras abaixo. Isso tem alguma influência direta na cafeicultura?
Eduardo Chaves – Tem! O agronegócio depende muito de financiamentos governamentais. Nós trabalhamos numa atividade que a gente fala que é uma fabrica a céu aberto. Chuvas em excesso, sol em excesso, então temos alguns pontos que necessitam de um atendimento com um olhar diferente do governo. O pais só tem sua tranquilidade quando a sua população tem comida, residência, casa moradia, e saúde. Então o agronegócio trabalha em duas dessas partes que são a saúde e alimentação, somos um setor estratégico para o país, por isso precisamos de uma atenção maior do governo. Em algum momento a gente percebe uma redução desse dinheiro disponível no mercado e isso pode fazer com que um produtor ou agricultor na hora de um investimento tenha dificuldade. Então é um ano que, dependendo do caminhar da eleição, nós podemos ter a dificuldade no plantio, na hora de tomar uma decisão, e isso seria muito ruim pro pais, o agronegócio é uma fortaleza no Brasil, trás dólar, trás dinheiro, gera emprego. Ontem mesmo vi a Presidente Dilma, falando sobre um pacote pra gerar empregos o mais rápido possível, e eu rezo pro Padre Victor ilumina-la para que ela olhe para o nosso agronegócio, para que ela crie mais oportunidades para gerarmos mais empregos, mais rendas, mais impostos pros municípios para que também nossos municípios possam distribuir um pouco melhor essa renda, continuar o investimento em moradia, postos de saúde. Então é um ano de atenção que temos que usar toda nossa influência para que o governo olhe com atenção para o agronegócio, pro interior do Brasil, que sabemos que ele vai ter que fazer cortes, mas que essas mudanças sejam feitas na maior normalidade possível, respeitando a nossa democracia e eu vou estar torcendo aqui, buscando e brigando pelo agronegócio.
Conexão – Eduardo, no ano passado se falou muito sobre a necessidade da Presidente Dilma criar um preço mínimo do café. Bateu-se muito em cima disso. Se esperou algumas providencias que não vieram em 2015. Como está essa situação?
Eduardo Chaves – A estratégia de preço mínimo é uma proteção para que o produtor plante, e quando vender garante pelo menos o seu investimento. É uma politica estratégica, que mantém o agronegócio calmo, ela trás uma tranquilidade. Eu acho que pouco vai se encaminhar nessa linha. O que eu faço aqui é trazer um pouco mais de conhecimento para meus clientes para que eles tomem uma decisão em momento de plantio, se plantam mais milho, mais soja, se investe em feijão, se renova a lavoura de café, e o produtor hoje tem mecanismos extremamente interessantes, que ele pode antes de plantar, negociar a sua safra. Acho que ele deveria usar com prudência esse mecanismo, onde você negocia já uma parte da sua safra, com isso você garante uma parte do seu custo. Então existem mecanismos independentes onde você pode se proteger um pouco melhor, que são essas vendas futuras. Aqui em Três Pontas a gente já conhece muitos produtores que fazem seguro das suas lavouras. Acho que ele deveria dar uma atenção maior para fazer o seguro contra chuva de pedra, contra geada, contra seca. Com uma politica do governo do plano safra de 2016, eu acho que o agronegócio fecha 2016 ainda sendo um diferencial do Brasil. E eu tenho certeza que Três Pontas, Varginha a região, continuam fortes. Aqui é diferencial na questão do café. Somos referencias, Varginha hoje é o maior centro de comercialização de café do país. Santos era o centro, hoje Varginha é muito mais importante que Santos.
Estoques de café da Cocatrel.
Conexão – Você tem uma grande notícia para Três Pontas. Fale sobre isso.
Eduardo Chaves – O Porto Seco fica do lado de Três Pontas e isso deu uma agilidade, e eu uso muito o Porto Seco de Varginha, porque a gente traz o equipamento da empresa Penagos para Varginha, e o que eu vejo aqui em Três Pontas crescendo além do agronegócio, que é o plantio de café e o plantio de soja, a indústria começa a ser extremamente importante, nós temos grandes industrias aqui em Três Pontas como a TDI, RodoMoto, em Varginha temos a VN Máquinas, e acredito que em 2016 nós vamos ter uma grande marca porque nós já estamos negociando para que a Penagus monte a parte industrial dela em Três Pontas. Então o agronegócio começa a dar várias alternativas pra nós, não só o plantio e a colheita, mas como a comercialização, o centro de comercio de café em Varginha, que gera muito dinheiro, e a parte de oficina, indústrias aqui em Três Pontas que gera emprego e renda. Nós temos que fazer isso, fazer com que o agronegócio se desdobre em várias atividades dentro do município que gerem valor. Então o fortalecimento industrial de Três Pontas é extremamente importante e eu estou vendo que as pessoas estão caminhando para isso. Vamos ter num futuro muito próximo um setor agrícola e um setor industrial também, trabalhando próximo do cafeicultor, do plantador de soja, e isso vai trazer muito mais renda para a nossa região.
E o que precisamos pensar nesse futuro junto da Associação Comercial, junto da Prefeitura, da Cocatrel, é começar a trazer outras indústrias, outros setores que gerem emprego junto com o café, aquela história que só os cafeicultores vão poder gerar renda, não é verdade, esses cafeicultores consomem muita coisa, eles demandam muita tecnologia, eles são extremamente tecnificados, e isso faz com que a cidade tenha de se movimentar. Precisamos ter boas lojas, bons supermercados, bons restaurantes e precisamos ter um apoio a essas pequenas oficinas, como aqui na Avenida Osvaldo Cruz, na Saída para Campos Gerais, Córrego do Ouro. Toda ruazinha que você vai tem uma pequena oficina, e nessa pequena oficina tem muita tecnologia, equipamentos que são controlados por computadores. Esses dias mesmo estávamos precisando de uma pintura eletrostática que é a mesma pintura usada para forno micro-ondas, e eu não imaginava que Três Pontas tivesse um fornecedor, e acabamos naturalmente procurando em outras regiões, quando fui perguntar na Associação Comercial, nós conseguimos dois fornecedores em Três Pontas, inclusive fizemos testes de avaliação da qualidade e eles tiveram nota máxima, então hoje é a pintura de mais sofisticação e temos aqui em Três Pontas, e essa tecnologia será usada em equipamentos produzidos aqui, e quando trabalharmos essa parte na indústria que apoia o agronegócio e você vai enxergar uma Três Pontas mais forte, e essa é sem duvida a regra do jogo para frente. Nós não vamos ter mais áreas para plantar, as áreas já estão plantadas, Três Pontas é uma região que aproveita muito o espaço que ela tem, e vamos continuar tendo essas grandes lavouras de café, e junto com elas uma quantidade de empresas suportando e criando tecnologia, gerando emprego.
Conexão – Falando mais sobre a vinda da indústria. Você falou da Penagos. Pode se dizer que 2016 será um ano de geração de emprego na cafeicultura em Três Pontas? Em que pé está essa negociação com a Penagos?
Eduardo Chaves – Tem noventa por cento de chances da Penagos vir para Três Pontas, se a Penagos vir para Três Pontas, estamos trabalhando para outras empresas virem junto, vamos usar essa parte de pintura eletrostática que já tem aqui, estamos precisando de usinagem e estamos tentando convencer um parceiro nosso de vir para Três Pontas, já tivemos reunião com a Prefeitura, com a Associação Comercial, vou fazer com a Cocatrel, já estivemos na antiga Usina Boa Vista olhando barracões. Esse projeto é que vamos ter em torno de 10 a 15 empregos, e acredito que podemos fechar o ano gerando mais de trinta empregos num setor que paga acima de um salário mínimo, que usa equipamento acima de 1 milhão de dólares, e que em volta cria outras oportunidades. Isso junto com a Expocafé, tudo começa a se encaixar. Nós temos uma cooperativa forte, uma associação forte, um prefeito que é cafeicultor, temos grandes revendas aqui em Três Pontas, temos uma revenda forte de trator, temos a Expocafé, e precisamos fazer com que essas peças comecem a trabalhar junto, porque ai você gera um polo, gerando um polo você tem produção mais barata, consegue ser competitivo e vender. Eu enxergo Três Pontas com um cenário que começa a se desenhar muito forte. A Expocafé é uma vitrine, é a maior feira de maquinas agrícolas de café do país e não tenho medo de falar que é a maior do mundo, tendo esse evento aqui, a vantagem é que qualquer coisa que você fabrica, pode testar no seu vizinho, esse trabalho que vai fazer com que no futuro colhamos bons frutos. E eu te ressalto que esses setores estão funcionando muito bem, e que precisam independente de politica, de quem esteja lá, ou de quem assuma, que a pessoa enxergue esse seguimento e traga o pessoal pra trabalhar junto.
Conexão – Números da safra nacional pra esse ano, números possíveis para Três Pontas e saber se Três Pontas continua sendo a maior produtora de café do mundo, se continua entre as maiores ou se Colômbia e Vietnã passaram a muito tempo. Explique isso.
Eduardo Chaves – Para 2016 ainda não temos uma decisão, o que a gente ouve ai é que não será uma safra muito grande, uma safra de 45 milhões sacas de café, alguma coisa pra mais ou pra menos, e isso a gente vai acompanhando durante o ano. Temos a Cocatrel nós informando sempre e questionando quando alguma informação não é verdadeira. O Brasil é o maior produtor de café, vai continuar sendo, é o segundo maior consumidor, tende a encostar muito perto do Estados Unidos que é o maior consumidor. Nós temos uma particularidade muito importante, produzimos e consumimos, temos um mercado interno muito forte, e é um ponto que todo cafeicultor tem que analisar, então você produz e consome dentro do seu país e além disso tem um mercado muito grande. Três Pontas tem um destaque muito grande, ela sempre apareceu como um ponto de apoio, como uma referência em épocas e valorização do café e em épocas de dificuldades, Três Pontas nunca abandonou a cafeicultura. Em termos de ser a maior ou não a maior produtora é logico que nós estamos sempre entre as três maiores e na maioria das vezes sendo a primeira.
Conexão – Dividindo com quem?
Eduardo Chaves – Araguari, Patrocínio, tem algumas cidades ai que comentam sobre isso, e também os cafeicultores de Três Pontas tem muitas fazendas fora de Três Pontas, muita gente em Carmo da Cachoeira, em Coqueiral, em Santana da Vargem, então a cultura de Três Pontas está sendo espalhada por outras cidades. E isso faz com que a gente se lembre do município sempre que se fala em café. Temos boas perspectivas.
O comércio foi o setor que mais cortou vagas de emprego com carteira assinada no Brasil, desde o começo do ano. E isso aconteceu em todas as regiões do país, sem nenhuma exceção. Lojas vazias, sem clientes e agora também com cada vez menos vendedores. Isso porque eles estão sendo mandados embora.
Crise
Quando a gente fala de empregos no Brasil o setor que mais sentiu a pancada da crise, até agora, foi o comércio: quase 300 mil vagas desapareceram de janeiro até novembro. No mapa dessas demissões, nenhuma região escapa. No acumulado tivemos mais demissões que contratações em todos os estados do Brasil. No Sudeste, a maior queda: só em São Paulo são quase 100 mil vagas a menos.
Depois do comércio, quem mais fechou empregos foi a construção civil, seguida da indústria. E mesmo para setores em que o saldo de emprego ainda é positivo no acumulado do ano, o mês de maio não trouxe boas notícias.
Três Pontas
Para contextualizar essa realidade para o município de Três Pontas, conversamos com o empresário Michel Renan Simão Castro, presidente da Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas. Ela fala sobre o atual momento do mercado e os reflexos para nossa cidade:
Xtp – Apesar da crise que vivemos em nosso país, qual é a real situação do economia local?
Michel Renan – Tivemos um fator que aliviou um pouco os reflexos desta crise que afeta grande parte dos setores de nossa economia, fator este devido as boas cotações no preço da saca de café, atividade esta que tem um peso social considerável em nossa economia, pois emprega muitas pessoas, afrouxando o arrocho devido ao maior fluxo de dinheiro devido ao período de colheita que encerra-se no mês de outubro, refletindo uma queda acentuada sinalizada no inicio de novembro.
Xtp – Quais são as principais dificuldades do comércio local neste momento?
Michel Renan – Temos muitas dificuldades, sendo: Peso elevado das contribuições e impostos; Rotatividade alta de colaboradores; Concorrência com maiores centros; Informalidade; a crescente de vendas do comercio eletrônico, pela web.
Xtp – Como você avalia o economia local nos últimos 5 anos?
Michel Renan – Nossa economia vem diversificando muito, temos os 4 segmentos, indústria, comercio, prestação de serviço e agronegócio, bem equilibrados, tanto na geração de emprego quanto geração do PIB municipal. Esta condição proporciona uma condição mais favorável em momentos de turbulência nos mercados, entretanto nossos segmentos empregatícios além de equilibrados são bastante consolidados, nossas empresas tem em media mais de 6 anos de vida, sendo outro fator que muito nos beneficia. Mas vale ressaltar que mesmo com fatores favoráveis vivemos uma certa retração de alguns anos para cá, principalmente devido a retração na construção civil.
Xtp – A Beatificação de Pe. Victor auxilia para um crescimento no comércio local?
Michel Renan – Com a beatificação poderá ser criada uma segunda ou terceira geradora de receitas bastante preponderante, sendo o turismo religioso e prestação de serviços alusivos a Padre Victor, precisamos nos preparar para encantar e bem receber os visitantes, propiciando uma nova realidade para nossa cidade.
Acumulada há um mês, o prêmio da Mega-Sena não encontrou vencedor, novamente, no último sábado (21), durante o concurso 1763. Por isso os brasileiros estão lotando as casas lotéricas pra apostar no jogo e tentar levar 200 milhões de reais, o maior prêmio da história da Mega-Sena, sem contar a Mega da Virada. Aqui no Município muitos trespontanos acordaram cedo e já foram direto para as casas lotéricas fazer uma fezinha.
De acordo os proprietários de algumas casas lotéricas de Três Pontas, o volume de apostas já aumentou consideravelmente na manhã de hoje, quarta-feira (25), dia do sorteio. Segundo eles, o aumento está em torno de 80% e deve crescer ainda mais na parte da tarde, já que brasileiro sempre deixa tudo pra última hora.
O jogo mais feito é o da aposta simples que custa R$3,50 com direito a seis números. Mas o que tem atraído muitos apostadores são os bolões que custam R$5,90 e reúnem 10 combinações diferentes, com seis números em cada.
Três Pontas já ganhou prêmios milionários na Mega-Sena e recentemente uma aposta levou R$21.000,00 por ter acertado a quina.
No último sorteio os números sorteados foram 09 12 15 21 31 36 e ninguém marcou a Mega-Sena. 689 pessoas acertaram a Quina e ganharam R$ 25.269,18 e 43184 ficaram com a Quadra e R$ 575,95 no bolso.
No concurso 1764, que será sorteado na hoje (25), o prêmio estimado é de R$200 milhões. Isso quer dizer: o quarto maior prêmio da história da Mega-Sena, no geral.
Trespontano levou recentemente 21 mil reais acertando a quina da Mega-Sena.
Como jogar
Apostar na Mega-Sena e tentar ser o próximo milionário do país é bem simples. Basta escolher entre 6 e 15 números disponíveis no jogo. Acertando 6 números você leva o prêmio máximo. As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.
Em caso de 5 ou 4 pontos, os valores são menores, mas também bem atrativos.
Aproveite para Apostar agora na parte da manhã, sem grandes filas. O sorteio será realizado a partir das 20h (horário de Brasília), em Cândido Mota (SP).
Segundo a Caixa, se um apostador levar o prêmio sozinho e aplicá-lo integralmente na poupança, receberá mais de R$ 1,35 milhão por mês em rendimentos. Isso permite que o novo milionário compre, a cada mês, quatro imóveis de R$ 250 mil e, para cada um deles, três carros populares.
Caso prefira, o ganhador poderá adquirir 30 mansões, quatro iates e uma frota de 50 carros de luxo.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
O setor imobiliário tem sofrido uma retração com a crise na economia brasileira. Tanto os imóveis novos quanto os seminovos tem tido uma procura menor na compra, a preferência continua sendo, para muitas pessoas, pela construção. Os aluguéis também obtiveram uma queda nos últimos 12 meses. Mas em momentos de crise, a criatividade acaba sendo um grande diferencial. Nós conversamos com o advogado Dr. Marco Túlio Mendonça, que também é especializado no ramo imobiliário.
“Quando me graduei em Direito sempre pensava em trabalhar no ramo imobiliário, e com o tempo o sonho virou realidade e hoje estamos aqui para realizar sonhos “da casa própria”. Nós já estamos a dois anos no mercado e com a ajuda de vocês estamos de vento em popa. Nós realizamos o sonho da casa própria, principalmente através do programa “ Minha casa minha vida” , subsidiado pelo Governo Federal. E realmente estamos usando de muita criatividade e sabedoria para sobressair nesse mercado que sofre uma retração em todos os setores da economia”, disse Marco Túlio.
Sobre as dicas e o que é necessário para se conseguir a casa própria através do programa Minha Casa Minha Vida, o especialista explicou:
“Primeiramente, há necessidade de comprovação de renda, se possível o máximo R$ 1.800,00, tendo direito de resgatar 90% do valor financiado, ou seja, você terá um valor creditado de R$115.000, 00 com uma parcela de R$ 480,00 mensais, recebendo um subsidio de R$12.000,00 ,podendo ainda usar o credito do FGTS como entrada”.
Sobre o momento atual do mercado, Marco Túlio foi além:
“Lógico que o mercado imobiliário sofreu alguns impactos, mas na Imobiliária Mendonça nós nos reunimos e estabelecemos metas para 2015 e graças a Deus com muita luta estamos num crescente, mesmo com o momento que vivemos.”
Para adquirir o credito imobiliário, as financeiras que conseguem a melhor taxa de juros no momento, segundo ele, são alguns bancos privados, bem como Banco Itaú e Bradesco, assim como a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, com taxas a partir de 5% ao ano.
“Nós trabalhamos na Imobiliária Mendonça com compra e venda de imóveis residenciais e comerciais, terrenos, sítios, fazendas e locações de imóveis, também fazemos avaliação do seu imóvel, tudo com os melhores profissionais. No site www.imobiliariamendonca.com.br , no facebook, na Radio Club AM, no Conexão Três Pontas e outros meios de comunicação, é possível acompanhar o nosso trabalho e ficar atento a muitas outras dicas e oportunidades no mercado imobiliário. Três Pontas é um mercado diferenciado, explorado na maioria das vezes pela cafeicultura, executamos muitos negócios através de cédulas de café futuro, financiamentos imobiliários, etc. A partir do momento que o Padre Vitor torna-se Beato o fluxo de turistas no município deve crescer bastante, aqui na Imobiliária Mendonça já estamos recepcionando turistas de toda a região Sul Mineira, e outros estados, bem como, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, a procura de imóveis para passarem temporadas aqui no município.
Sobre a avaliação de imóveis, para quem se interessar, quero dizer que nós somos inscritos no CRECI-MG somos filiados no sindicato, onde existe um conselho de corretores de imóveis, no qual somos treinados através de critério minuciosos. A avaliação depende da localização do imóvel, preço de mercado, momento financeiro, etc.”
Marco Túlio (dir) e seu filho Diego Mendonça comandam a Imobiliária Mendonça com competência e, principalmente, procurando realizar sonhos de seus clientes em busca da casa própria.
Finalizando, sobre as expectativas para esse fim de ano e o ano de 2016, Marco Túlio foi taxativo: “São boas, a crise sempre existiu, mas sabemos a obstinação do cidadão em adquirir um imóvel, além de um sonho, trata-se de uma necessidade, aqui nós assessoramos o cliente em sua totalidade, vendemos, organizamos documentos, empréstimos, enfim, damos o suporte total para que o cliente tenha uma maior plasticidade. A falta de imóveis comerciais e residenciais para locação realmente são imensas, ficando o locatário totalmente vulnerável em relação a este aspecto. Diante do exposto entendemos que vale a pena investir em locação, pois vivemos em uma cidade bonita, plana, turística, religiosa e um povo acolhedor.
Gostaria e agradecer imensamente todos os órgãos de imprensa, principalmente ao Conexão Três Pontas no qual tem nos recepcionados com uma grande parceria, nos dando total respaldo para que possamos seguir nessa árdua luta em prol da realização de sonhos. Se quiser nos contatar basta nos procurar na Praça John Kennedy n° 19, em frente a Câmara Municipal , ou nos telefones (35) 9905-6467 /(35) 8898-2192 ou (35) 3265- 2192. Falar com Diego ou Marco Tulio”.
Empresário Roberto Andrade falou ao Conexão de suas pretensões políticas
O empresário trespontano Roberto Andrade, 56 anos de idade, tem se destacado como um dos maiores empreendedores do Município. Ele que já é dono de várias empresas na cidade, nos últimos dias assumiu o comando da tradicional empresa Viação Trespontana, aumentando o número de empregos gerados pelo Grupo Ferran (Ferreira Andrade).
De acordo com o empresário Roberto Andrade, que recentemente viveu um grande drama pessoal, com a morte de sua esposa Vera Lúcia Ferreira Andrade, o objetivo do Grupo Ferran é continuar trabalhando a todo vapor, produzindo e agregando novas empresas, cada vez com mais qualidade e resultados positivos.
A Viação Trespontana que por 32 anos pertenceu ao empresário Ely Castro Lopes, conhecido por sua honestidade e pelas amizades com todos os trespontanos, é especializada no ramo do transporte coletivo. Conta com 40 funcionários e usufrui de uma frota de 16 ônibus e 2 microonibus. Roberto Andrade e seu filho Diego Andrade, que estão mais a frente dos negócios do Grupo Ferran, disseram ao Conexão que irão manter a pontualidade dos ônibus e oferecer um atendimento de muita qualidade como sempre foi prestado. Querem ainda melhorar a qualidade e estrutura dos pontos de ônibus e, mediante estudos, aprimorar as rotas utilizadas.
“Não descartamos a possibilidade de mudarmos algumas linhas para melhorar ainda mais o atendimento. Não iremos mexer no quadro de funcionários e esperamos continuar atendendo bem os quase 2.000 usuários dos ônibus por dia”, pontuou Roberto.
Os ônibus da Viação Trespontana atendem a população todos os dias de 6 da manhã até às 22 horas. Sobre um possível aumento na tarifa, isso foi descartado nesse momento e dito que os reajustes acontecem em janeiro de cada ano seguindo os índices de inflação.
Dentre as outras empresas do Grupo Ferran, que ao todo geram mais de 100 empregos diretos, está o Rápido Três Pontas (empresa especializada em logística e que existe no mercado há 55 anos, sendo 15 sob o comando de Roberto Andrade, e que é tida como uma das maiores transportadores do Sul de Minas, responsável, inclusive, por transportar todos os produtos da fábrica de brinquedos Estrela. Possui uma filial em São Paulo e conta com 50 funcionários), o Auto Posto Simpatia (há 20 anos no mercado, sendo 4 no Grupo Ferran. Antes tinha bandeira branca (sem bandeira) e agora é revendedora dos produtos Shell, conseguindo quadruplicar seu faturamento, contando com 15 funcionários), o Laboratório Santa Helena (comandado mais de perto por Valleria Ferreira Andrade (filha de Roberto Andrade), sendo um dos laboratórios de análises clínicas mais respeitados da cidade, o maior em volume de exames, possuindo 10 funcionários), a Ideal Viagens (comandada por Silvia Andrade, especializada em turismo) e, ainda, a Marina Pontalete, localizada no distrito de mesmo nome, que agrega cerca de 100 embarcações.
O jovem empresário Diego Andrade, 29 anos, trespontano, casado e pai de 2 filhos, vislumbra um crescimento ainda maior do grupo pela qualidade na prestação dos serviços e arrojo na condução dos negócios.
Sobre política, o empresário Roberto Andrade, que já foi vereador por dois mandatos contou que tem pretensões políticas sim, inclusive não desconversou quando foi perguntado sobre os rumores de seu nome envolvido numa candidatura à prefeito de Três Pontas. Filiado ao PMDB, Roberto aguarda as definições de seu partido para lançar ou não seu nome ao próximo pleito.
Depois de rodar mais de 15 mil quilômetros por seis estados brasileiros, a Expedição Agricultura Familiar encerrou a edição de 2015 com um roteiro pelas cadeias produtivas de queijo e café em Minas Gerais, com paradas nos municípios de Piumhi e Três Pontas. A equipe fez paradas estratégicas para visitas pontuais a propriedades localizadas pelo percurso e também nas cooperativas. Um trabalho inovador que comprova a importância de três Pontas no agronegócio café.
A Expedição Agricultura Familiar percorreu diversas cidades e estados brasileiros, incluindo Petrolina (PE), onde aconteceu o quinto seminário da Expedição Agricultura Familiar, percorrendo o Nordeste do país.
As quatro primeiras edições do seminário foram realizadas em Porto Alegre (RS), Chapecó (SC), Francisco Beltrão (PR) e Campo Grande (MS). O evento atrai principalmente lideranças e agentes da extensão rural, com abordagem sobre o perfil do setor, políticas públicas e potencial de expansão e desenvolvimento.
A expedição aconteceu em Três Pontas nesta última quinta-feira, dia 29, percorrendo fazendas e empresas ligadas ao setor. Os resultados serão apresentados em breve pelor organizadores.
Apesar das dificuldades econômicas, e das demissões em massa que estão acontecendo em diversas regiões do Brasil, a cidade de Três Pontas registrou um saldo positivo no número de vagas de trabalho com carteira assinada. Os números do Ministério do Trabalho e Emprego apontam o município em 20º lugar no ranking brasileiro, e em 4º lugar de Minas Gerais.
O cálculo é feito com base nas admissões e nos desligamentos feitos durante um períodos, nos diversos setores da economia. Nesse sentido, Três Pontas teve um balanço positivo, com 1.456 vagas geradas de Janeiro a Agosto de 2015, o que representa uma variação positiva de 13,41%.
O que ajudou na geração do emprego foi a Agropecuária, que representou uma variação positiva de 50,51%. O setor foi destaque em mais 12 cidades do país.
A Construção Civil teve uma variação positiva de 4,80%, o setor de Serviços também cresceu o número de empregados em 5,70%. O Comércio e a Indústria de Transformação foram os únicos que tiveram movimentos negativos. O primeiro teve uma redução de 0,49% nas contratações, enquanto o segundo teve um saldo negativo de 4,00 %.
O coordenador do curso de ciências econômicas do Centro Universitário Newton Paiva, Leonardo Bastos Ávila, observou que o impacto da redução da atividade econômica não é sentido com a mesma intensidade nos municípios brasileiros. “Vai depender da relevância de alguns setores na economia das cidades. O fato é que os impactos da crise estão bem espalhados pelos segmentos da economia. O único setor que vem sentindo menos é o agronegócio”, observa.
Veja as 30 cidades que mais geraram empregos neste ano (até agosto):
Franca (SP) – 5.026
Juazeiro (BA) – 4.268
Pontal (SP) – 4.211
Bebedouro (SP) – 3.569
Cristalina (GO) – 3.511
Petrolina (PE) – 3.141
Matão (SP) – 2.888
Arapiraca (AL) – 2.829
Goianesia (GO) – 2.312
Nova Serrana (MG) – 2.168
São Gotardo (MG) – 2.006
Casa Nova (BA) – 1.966
São Gonçalo do Amarante (CE) – 1.849
Santa Cruz do Sul (RS) – 1.797
São José do Rio Pardo (SP) – 1.776
Goiânia – 1.627
Pitangueiras (SP) – 1.619
Patrocínio (MG) – 1.578
Vargem Grande Paulista (SP) – 1.495
Três Pontas (MG) – 1.456
São Lourenço da Serra (SP) – 1.389
Iturama (MG) – 1.280
Vargem Grande do Sul (SP) – 1.244
Inhumas (GO) – 1.216
Caucaia (CE) – 1.179
União (PI) – 1.163
Medianeira (PR) – 1.139
Machado (MG) – 1.138
Campo Verde (MT) – 1.110
Araucaria (PR) – 1.088
Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), essas 30 cidades registraram 63 mil novos postos de trabalho no intervalo de janeiro a agosto deste ano, enquanto que no mesmo período foram eliminadas no país 573 mil vagas. Nos últimos 12 meses finalizados em agosto, o mercado de trabalho formal no país reduziu 986 mil vagas.
Todas as cidades mencionadas possuem mais de 30 mil habitantes. A cidade mineira mais bem colocada na geração de vagas no país foi Nova Serrana (região Centro- Oeste). O conhecido polo de produção de calçados ocupou o 10º lugar no país e o 1º no Estado, com 2.168 vagas.
Entre as cidades que mais geraram vagas em Minas, algumas tem forte presença do agronegócio, com destaque para a produção de café, como Patrocínio, que ocupou o terceiro lugar entre as cidades que mais criaram vagas no Estado, seguida por Três Pontas. Machado também foi destaque e ocupou o sétimo lugar.
As cidades com vocação industrial em Minas Gerais foram as que mais cortaram vagas neste ano, segundo dados do Caged. Depois da capital, Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi a que mais reduziu vagas em 2015 até agosto. Foram 7.536 empregos a menos neste ano. O terceiro lugar na ranking do desemprego ficou com Betim, com menos 5.042 vagas.
Além de suportar a seca, nova espécie é mais resistente a ferrugem. Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras segue até sexta-feira (30).
Uma nova variedade de café arábica foi apresentada nesta terça-feira (27) na abertura do 41º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, realizado em Poços de Caldas (MG). A nova espécie é tão resistente à seca que ganhou o nome de Siriema.
A nova variedade é resultado de estudos da Fundação Prócafé em Varginha (MG) que começaram em 1975. Além de suportar a seca, a nova espécie também é mais resistente a ferrugem e ao bicho mineiro. Segundo o coordenador da pesquisa, o objetivo agora é tornar a variedade mais popular.
“Tira a pesquisa da prateleira para ser usada no campo, através das equipes de assessoramento das cooperativas, das empresas de assistência técnica. Torna, a pesquisa, aplicada”, explica o coordenador da pesquisa, José Braz Matielo.
O evento discute novas tecnologias usadas na lavoura e vai até sexta-feira (31). “É que além de encontrar uma série de resultados de pesquisas feitas durante o último ano, a gente encontra também muitas informações com os colegas que estão aqui presentes”, diz o produtor de café Hélio Casale.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento de Minas Gerais, João Cruz Reis Filho, o aumento da produtividade do setor cafeeiro tem reflexo direto na economia do Estado, já que o café é o segundo item da balança de exportação mineira.
“São mais de 100 mil propriedades produzindo café, que empregam muita mão de obra e que realmente fazem a diferença para Minas Gerais”, diz o secretário.
Trabalhadores aceitaram 10% de reajuste salarial oferecido pela Fenaban. Agências já voltam a funcionar a partir desta terça-feira na região e aqui em Três Pontas também, conforme registrou nossa reportagem.
Trabalhadores bancários do Sul de Minas seguiram o movimento nacional e votaram pelo fim da greve na região, que já durava 21 dias. Segundo informações dos sindicatos das regiões de Poços de Caldas, Varginha e Itajubá, as agências já voltaram a funcionar normalmente a partir desta terça-feira no Sul de Minas.
Os trabalhadores aceitaram o reajuste de 10% nos salários, benefícios e participação de lucros proposto pela Federação Nacional dos Bancos (Fernaban). Eles também terão reajuste de 14% nos tickets alimentação e refeição.
Em todo o Sul de Minas, agências de pelo menos 101 cidades da região estavam com os serviços paralisados desde o dia 6 de novembro.
Em Três Pontas o movimento nos bancos foi muito grande logos nas primeiras horas de reabertura dos trabalhos. Alguns gerentes locais falaram ao Conexão que o ideal é evitar nesses primeiros dias os horários de pico e, caso seja possível, deixar passar os primeiros dois dias para se deslocar a até as agências e evitar grandes filas e demora no atendimento.
Conexão explica como fazer para pagar suas contas com as agências fechadas.
Os bancários rejeitaram a nova proposta de reajuste salarial feito pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) em reunião, em São Paulo, e devem continuar em greve. A informação é da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), entidade ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Os bancos aumentaram a proposta de reajuste salarial de 5,5% para 7,5%, mas retiraram o abono que tinha sido proposto anteriormente, de R$ 2.500, segundo o sindicato. Os trabalhadores pedem reajuste de 16% nos salários.
Os bancários estão em greve há 15 dias. Na segunda-feira, segundo a Contraf-CUT, 12.496 agências e 40 centros administrativos paralisaram suas atividades nos 26 Estados e no Distrito Federal.
A Fenaban não se pronuncia sobre o número de agências fechadas ou trabalhadores parados. De acordo com o Banco Central, o país tem 22.975 agências.
Este é o 13º ano seguido em que a categoria promove paralisação nacional.
Consumidor precisa pagar contas em dia; veja como
Mesmo com a paralisação, as pessoas precisam pagar as contas nos dias marcados. Se não fizerem isso, pagam juros e multas, alerta o Procon de São Paulo.
Veja dúvidas e orientações:
CONTAS E SAQUES EM CAIXAS ELETRÔNICOS
As contas dentro do prazo podem ser pagas nos caixas eletrônicos, que funcionarão normalmente durante a greve, segundo a federação dos bancos. Também é possível pagar pela internet, por aplicativo no celular, Correios e lotéricas.
LOTÉRICAS, CORREIOS E SUPERMERCADOS
Outra opção para pagar contas e fazer outras operações é recorrer aos correspondentes bancários, como casas lotéricas, unidades dos Correios e alguns supermercados. As casas lotéricas, por exemplo, funcionam durante o horário comercial.
Nos correspondentes bancários, além de pagar contas, é possível fazer saques (até o limite de R$ 1.000 por dia), depositar (em dinheiro ou cheque, até o mesmo limite), fazer consultas de saldos e extratos, entre outras operações.
SALÁRIOS EM CHEQUES
Quem recebe salário por meio de cheque pode fazer o depósito no caixa eletrônico de seu banco. Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, o cheque será compensado normalmente e o valor irá para a conta. Depois, o dinheiro pode ser sacado nos caixas eletrônicos.
A federação orienta que aposentados e pensionistas que não puderem contar com o atendimento prestado nas agências também façam os saques pelos caixas eletrônicos. A sugestão para aqueles que têm dificuldade de usar o terminal é que sejam acompanhados por pessoas conhecidas ou parentes.
CONTAS ATRASADAS
Boletos com atraso não podem ser pagos em caixas eletrônicos ou pela internet. É preciso procurar as empresas que emitiram as faturas para pedir novas vias, com a data atual. Assim, o pagamento pode ser feito por esses meios. Alguns bancos criam novos boletos, com datas atualizadas, já pela internet.
TRANSFERÊNCIAS
É possível fazer transferências nos caixas eletrônicos e nos sites dos bancos. Dependendo do valor, alguns bancos exigem um cadastro prévio com os dados da pessoa que vai receber o dinheiro. Mas esse cadastro, geralmente, pode ser feito por telefone.
INVESTIMENTOS
Quem tem investimentos pode acompanhar o saldo pelo caixa eletrônico, pelo site do banco e pelo aplicativo de celular. Resgates também podem ser feitos no caixa eletrônico. O home broker (sistema de compra e venda de ações online) permanece funcionando.
DESBLOQUEIO DE CARTÃO
O cliente que recebeu um cartão de débito ou crédito novo pode fazer o desbloqueio pelo telefone, pelos caixas eletrônicos, pela internet e nos correspondentes bancários (Correios, lotéricas e supermercados).
Também é possível bloquear os cartões, por qualquer motivo, por esses canais.
DOCUMENTE SEUS PEDIDOS
Segundo o Procon, em caso de problemas, o consumidor deve também procurar as empresas que emitiram os boletos para buscar outras opções de pagamento. O comparecimento à sede da empresa e o pagamento em lotéricas ou pela internet, por exemplo, podem estar entre as opções oferecidas.
O órgão diz que o consumidor deve documentar o pedido feito às empresas, enviando um e-mail ou anotando um número de protocolo de atendimento telefônico.
MULTAS POR ATRASO
O comprovante de que o consumidor esteve na empresa procurando formas alternativas de pagamento pode evitar que ele tenha de arcar com multas e outros encargos por atraso no pagamento, caso a empresa não atenda o seu pedido. Se pagar os encargos indevidamente, a recomendação é que ele procure o Procon.
Caso a empresa dê ao consumidor outra opção de pagamento e, mesmo assim, a fatura não seja quitada em dia, ele poderá ter de pagar multa e encargos.
LISTA DE OPÇÕES
A Febraban divulgou uma lista dos serviços mais comuns e como eles poderão ser realizados durante a greve.
Transferências, por exemplo, poderão ser feitas nos caixas eletrônicos, pela internet, por meio do aplicativo do banco para celular e pelo telefone.