Categoria: Mulher

  • Cocatrel lança cafés especiais totalmente produzidos por mulheres.

    Cocatrel lança cafés especiais totalmente produzidos por mulheres.

    Linha Montrês é ampliada com a chegada dos novos Pérola e Violeta; lançamento é homenagem às mulheres.

    A Cocatrel (Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas) acaba de lançar dois cafés especiais da linha Montrês: Pérola e Violeta, totalmente produzidos por mulheres. Os novos produtos chegam ao mercado em homenagem ao mês da mulher (março), trazendo notas e aromas deliciosos para quem é fã de um bom café. Os lançamentos foram produzidos pelo departamento de Cafés Especiais da Cocatrel, que selecionou os melhores cafés depositados na cooperativa por produtoras e criou os dois blends, ambos com pontuação acima de 86 pontos.

    O novo café Montrês Pérola possui notas de baunilha e caramelo, toque floral, corpo e acidez equilibrados e doçura marcante. Já o Violeta possui notas de uva, sabor licoroso, tom de uva passa, corpo médio, acidez brilhante e doçura intensa. Mantendo a identidade da linha Montrês, eles chegam com nomes de cores, que também são nomes próprios de mulheres. “Ambos são cafés especiais que vão agradar aos paladares mais refinados. Assim como muitas pessoas apreciam um bom vinho, a ideia é mostrar que também podem apreciar um café de qualidade, com características únicas e marcantes”, explica Marco Valério Araújo Brito, diretor-presidente da Cocatrel.

    Diretoria da Cocatrel durante o lançamento dos cafés Montrês.

    A linha de cafés especiais Montrês possui edições sazonais e limitadas, e já é conhecida pela qualidade e sabor marcantes. Produzida com cafés cuidadosamente selecionados desde a origem, a linha Montrês utiliza, como matéria-prima, os melhores grãos especiais de café 100% arábica, em um encontro de aromas e notas que surpreende os paladares mais exigentes. Os primeiros Montrês, Bordô, Carmim e Marsala, foram lançados em novembro de 2018. Todos os cafés Montrês estão disponíveis em duas variações: torrado e moídos e torrado em grãos, em embalagens de 250g.

    Presidente Marco Valério de Araújo Brito reforçou a importância da mulher na cafeicultura.

    Os lançamentos Pérola e Violeta chegam ao mercado nesta época do ano em uma homenagem da cooperativa ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Os novos Montrês produzidos por cooperadas da Cocatrel estão disponíveis para venda na Cafeteria Cocatrel, em Três Pontas (MG), e também na loja online da cooperativa: www.cocatrel.com.be/lojaonline, que entrega em todo o País.

    Público feminino lotou as dependências do Auditório da Cocatrel, superando todas as expectativas.
    *Cocatrel
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    Roger Campos

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  • Estudo confirma que as MULHERES DIRIGEM MELHOR do que os homens.

    Estudo confirma que as MULHERES DIRIGEM MELHOR do que os homens.

    Se você é uma mulher provavelmente já teve que dirigir com um homem assustado dentro do carro, dando-lhe instruções ridículas como parar em um sinal vermelho ou não parar tão abruptamente. Mas um recente estudo realizado pelo Centro de Experimentação e Segurança no Trânsito da Argentina determinou que essa informação é absolutamente falsa. E, por incrível que pareça, revelou o contrário: as mulheres lidam melhor no volante do que os homens!

    Quem é mulher e condutora já deve ter ouvido mais de uma vez um homem julgar uma mulher por suas “poucas habilidades” de dirigir. Escutamos isso tão frequentemente, que até muitas mulheres chegam a acreditar que o cérebro masculino desenvolveu mais a proporção de espaços e é por isso que eles são mais habilidosos ao volante.

    Apenas 24% dos acidentes de carro são causados ​​por mulheres, enquanto os homens são protagonistas de 76%.

    Foi determinado que, em geral, os homens têm melhores técnicas; coordenam melhor os braços e pernas. No entanto, também foi descoberto que as mulheres levam 20% mais tempo para aprender manobras. Ou seja, as mulheres são mais cautelosas.

    “Somos mais empáticas e pensamos em tudo o que nos rodeia nas ruas: pedestres, ciclistas, motocicletas, transporte público. Isso nos faz respeitar mais as regras de trânsito”, explicou Lulu Dietrich, fundadora e diretora da Mujeres al Volant para o site Excelsior.

    Isso coincide com os resultados obtidos pelo estudo em relação ao excesso de velocidade. Apenas 10% das mulheres ultrapassam o limite de velocidade permitido em cada zona, enquanto 40% dos homens aceleram mais do que deveriam. Em qualquer caso, as mulheres lidam melhor porque respeitam as regras.

    No Brasil vários estudos também comprovam que as mulheres dirigem melhor que os homens. Até o seguro do carro para as condutoras é mais barato, pois se envolvem em menos acidentes.

    Por geralmente serem mais cuidadosas e andarem dentro do limite de velocidade, as mulheres, muitas vezes, pagam menos pelo seguro de carro. Há seguradoras que até oferecem apólices exclusivas para o público feminino, incluindo serviços como reboque, troca de pneu, assistência 24 horas e até acompanhamento à delegacia para registrar boletim de ocorrência quando necessário.

    Para se manter seguro ao volante, siga estas 7 dicas:

    1. Não utilize telefones celulares.
    2. Use sempre o cinto de segurança e, se transportar passageiros, imponha-o como padrão.
    3. Se você tem filhos ou transporta crianças pequenas, certifique-se de que elas estejam devidamente amarradas em suas cadeiras.
    4. Sempre respeite o limite de velocidade.
    5. Sempre dê seta antes de virar, pelo menos 5 metros antes.
    6. Sempre mantenha sua apólice de seguro de carro atualizada.
    7. Dê passagem e respeite os pedestres, sempre!

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    Roger Campos

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  • Jovem é morta por marido preso durante visita íntima em SP

    Jovem é morta por marido preso durante visita íntima em SP

    Mulher de 22 anos chegou a ser socorrida a um hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos

    Uma jovem de 22 anos foi assassinada pelo marido durante visita íntima, neste domingo (27), no interior do Centro de Detenção Provisória (CDP), de Jundiaí, interior de São Paulo. A mulher, Nicolly Guimarães Sapucci, foi derrubada do beliche e agredida com vários chutes no rosto.

    À polícia, o agressor assumiu o crime e disse ter sido motivado por ciúmes. Ela chegou a ser socorrida e levada a um hospital da cidade, mas não resistiu. Conforme a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o autor do feminicídio, Michael Denis Freitas, de 25 anos, foi autuado em flagrante e continuará preso.

    De acordo com boletim registrado na Polícia Civil, a jovem morava em Bragança Paulista e vivia com Freitas desde agosto de 2017. No ano passado, ele foi preso após ser acusado de roubo. No dia do crime, os dois estavam na cela reservada para visitas íntimas, quando teriam começado a discutir. O acusado teria empurrado a mulher para fora do beliche e, já no chão, desferido chutes em seu rosto.

    Conforme a SAP, por volta das 15h50, perto do término do horário da visitação, o agente que conduzia os visitantes para fora do pavilhão percebeu que a mulher não havia saído da cela onde acontecia a visita íntima. Nesse momento, alguns detentos solicitaram socorro, alegando que uma visitante teria sofrido um acidente na cela. Os agentes encontraram a jovem com hematomas e inconsciente.

    Ela foi levada para o Hospital São Vicente, mas não se recuperou e acabou morrendo por volta das 20h40. No hospital, segundo a SAP, foi constatado que ela sofreu traumatismo craniano. Encaminhado à delegacia da Polícia Civil, o preso assumiu as agressões, resultantes de uma briga motivada por ciúmes. Ele relatou à polícia que derrubou a mulher da cama e a agrediu com socos e pontapés.

    A pasta informou ter sido aberto um procedimento disciplinar e preliminar para apuração dos fatos. O preso foi isolado preventivamente em cela disciplinar e será pedida ao juiz local sua internação em regime disciplinar diferenciado. Segundo a SAP, a mulher era cadastrada no rol de visitas ao preso desde maio do ano passado e realizava visitas regulares.

    Na página que ela mantinha em rede social, Nicolly relatou que o marido era muito ciumento e havia brigas, mas que no final “tudo acaba em muito amor”. Em outra postagem, ela declarou seu amor ao parceiro e disse que ficaria com ele até o fim.

    “Sou mulher de preso SIM! Troquei as maquiagens pelas lágrimas, o salto pelo chinelo, a balada pelo trabalho, as viagens pela visita. Troquei minha vida pela sua. To (sic) com você até o fim.”

    *Terra

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    Roger Campos

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  • SAÚDE DA MULHER – Dra. Mércia Peloso.

    SAÚDE DA MULHER – Dra. Mércia Peloso.

    3 DICAS PARA A PRIMEIRA CONSULTA GINECOLÓGICA

    A ida pela primeira vez ao ginecologista é uma situação que deve ser conduzida de maneira tranquila e que possibilite entendimento sobre os processos envolvidos neste contexto, por isso a busca por informação e o apoio da família, principalmente da mãe é fundamental.

    A primeira visita ao ginecologista deve ocorrer quando houver alguma dúvida, problema o incômodo relativo ao sistema reprodutivo ou quando a menina tiver a menarca – primeira menstruação, o que vier primeiro.

    A visita ao consultório ginecológico logo no início da puberdade, mesmo antes da primeira menstruação, também é indicada, pois desta forma o médico poderá acompanhar o desenvolvimento da garota e estabelecer uma relação de confiança.

    1 – NÃO ADIAR A IDA AO GINECOLOGISTA

    Muitos pais por medo de que suas filhas iniciem precocemente a vida sexual, não só não conversam sobre a sexualidade em família, como também adiam ao máximo a primeira consulta da jovem ao ginecologista, porém esta postergação pode implicar em maiores problemas, pois ela pode ter agravamento de alguma doença por tratamento tardio ou se expor, por falta de apoio ou conhecimento, a uma gravidez precoce ou doenças sexualmente transmissíveis.

    As garotas que perceberem esta postura nos pais devem manifestar suas intenções de ir ao médico ginecologista em uma conversa que deixe claro que o principal objetivo da visita é o conhecimento técnico e específico do corpo e a manutenção de sua própria saúde através do check up ginecológico.

    O adiamento à ida ao ginecologista também pode partir da jovem paciente. “Muitas garotas que entram na puberdade ou começam a menstruar passam a temer a ideia de ter a intimidade exposta, de ter o corpo inspecionado e apalpada”.

    Neste caso, a médica orienta que haja um diálogo entre a filha e os pais para que estes expliquem sobre as mudanças que irão ocorrer e reforcem a importância do conhecimento do corpo, evitando que o constrangimento da jovem se transforme em medo do médico.

    2 – MANEJAR CONSTRANGIMENTOS COM O MÉDICO E A FAMÍLIA

    Outro ponto bastante conflitante neste processo é a escolha do médico. É comum que a família prefira que o ginecologista da menina seja o mesmo da mãe, mas muitas vezes esta pode não ser a melhor opção, já que existe a possibilidade de a jovem paciente não se sentir segura com ele.

    Caso a jovem não se sinta a vontade com o ginecologista indicado pela família, ela deve se manifestar e ter seu desejo respeitado, pois é fundamental que a primeira consulta ao ginecologista seja livre de temores e desconfianças, para poder assimilar as informações que vai receber do profissional, sentir-se tranquila para expressar suas dúvidas, saber que não terá sua intimidade exposta a nenhuma outra pessoa e se deixar examinar.

    Com relação à questão de estar ou não acompanhada de um responsável na primeira consulta, muitos especialistas da área dão a solução: costuma-se definir que algum pai responsável esteja presente na entrevista inicial, para que auxilie a responder perguntas sobre doenças na infância, e depois permaneça ou seja dispensado, de acordo com o que a menina manifestar que a fará sentir-se mais a vontade.

    3 – SABER O QUE ESPERAR DA CONSULTA

    A jovem deve se preparar agendando a consulta para um dia em que não esteja menstruada, para poder fazer exames, higienizar-se previamente e pensar em questões a serem levadas ao médico – anotar tudo em um papel é uma boa iniciativa.

    É importante também saber que a consulta implica somente nos passos abaixo:

    ENTREVISTA: O médico mensura peso e medida da paciente e faz perguntas sobre doenças, hábitos alimentares, rotina de atividades e menstruação;

    EXAME FÍSICO: A paciente fica sem roupa, coberta por um avental aberto na frente, e deitada em com as pernas erguidas e separadas para que o médico a avalie as mamas, o abdome e a vulva. Se a paciente já for sexualmente ativa é realizado também o exame Papanicolau;

    TIRA DÚVIDAS: O médico responde questões da paciente sobre seu desenvolvimento corporal, menstruação, sexualidade, virgindade, doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e possíveis incômodos.

    Portanto, a primeira visita ao ginecologista é uma experiência rica em conhecimento e indolor. Não ter medo nem vergonha do médico, buscar a própria experiência, ao invés de se iludir com depoimentos de outras pessoas, levar todas as dúvidas e manter um diálogo e contar com o apoio da família é fundamental para que esta vivência seja proveitosa e tranquila.

    Dra. Mércia Carence Peloso

    Ginecologista Obstetra

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  • SUCESSO: Barbeira trespontana quebra tabus e se destaca na profissão

    SUCESSO: Barbeira trespontana quebra tabus e se destaca na profissão

    Quando se fala em barbeiro se pensa logo em um profissional do sexo masculino especializado no cuidado, no trato com a barba. O inegável machismo quase que obrigou algumas profissões a serem exclusivas do sexo masculino, como caminhoneiro, motorista de ônibus, mecânico e também barbeiro. Mas isso vem mudando. Hoje em dia, com o empoderamento da mulher e a busca incessante pelos mesmos direitos e espaço, o sexo feminino vem provando reunir todas as qualidades profissionais de um homem e com a vantagem da sensibilidade, do zelo e da organização, situações não muito comuns nos marmanjos. Três Pontas conta com uma jovem de 23 anos que vem se destacando muito numa profissão “inusitada” para uma mulher. O Conexão conta um pouco da história da barbeira Larissa Silva.

    “Aquela mulher é uma barbeira de mão cheia”. certamente ao ler essa frase muitos, de forma preconceituosa, imaginariam que se trata de alguém do sexo feminino que não tem a habilidade necessária na condução de um veículo automotor. No muito de hoje essas “piadinhas de mal gosto” não cabem mais. Larissa Silva desafiou todas as dificuldades e incertezas e, mesmo jovem, já tem a maturidade e a consciência de que está no caminho certo, que valeu apenas quebrar paradigmas e acreditar no próprio talento.

    Larissa Silva, 23 anos, graduada há 2 anos como barbeira, formada em estética e há 8 como cabeleireira, venceu os fantasmas do preconceito, do machismo e da descrença, se tornando hoje uma referência no assunto. Atendendo em seu moderno estúdio localizado na Rua Sério Tiso, 317, no bairro Santa Edwiges, das 08 às 20 horas, a profissional da beleza está com a agenda sempre cheia, com clientes confirmados até o final do ano.

    Além do talento nato e de toda dedicação, Larissa resolveu trabalhar com os melhores produtos do mercado e oferece vários tratamentos, como: Barboterapia, Cauterização, Coloração, Cortes unissex, Depilação a linha facial, Escova, Hidratação, Penteados, Progressiva, Selagem,
    Sobrancelha unissex, Terapia Capilar, entre outros.

    Além de barbeira, Larissa é cabeleireira há 8 anos.

    “Eu sempre tive muita vontade de me destacar na profissão. Sabia que não era comum uma mulher barbeira, mas não tive medo e resolvi encarar o desafio de frente. Eu já trabalhava há anos como cabeleireira e me formei em estética pelo Unis. Me interessei também no tratamento e cuidado da barba. Assim, fiz cursos, me aprimorei e hoje, graças a Deus, venho colhendo os frutos. Os homens estão satisfeitos e tenho muitos clientes fixos. A barba merece muito cuidado e eu ensino isso aos meus clientes e eles se mostram satisfeitos, felizes com o resultado”, destacou Larissa.

    A barbeira trespontana, única profissional do gênero na cidade, lembrou que algumas práticas eram vistas por ela como quase impossíveis de se conseguir um resultado satisfatório, mas que a dedicação de seus professores foram fundamentais para que ele fosse persistente e não desistisse no meio do caminho.

    Questionada por nossa reportagem se havia sofrido muito preconceito nesse caminho ela surpreendeu ao afirmar que não sentiu na pele nenhuma crítica direta por ser uma mulher barbeira.

    Em Varginha uma outra mulher também vem obtendo destaque como barbeira. Larissa concluiu dizendo que continuará estudando, fazendo cursos e buscando a excelência na profissão. “Tenho muito orgulho da minha profissão, de ser barbeira”.

    Maiores informações sobre o trabalho de Larissa Silva, mesmo o agendamento de horários podem ser feitos pelo telefone (35) 9 9842-8263.

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    Roger Campos

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  • POR DENTRO DO OUTUBRO ROSA: ENTENDA O MÊS DE CAMPANHAS SOBRE O CÂNCER DE MAMA

    POR DENTRO DO OUTUBRO ROSA: ENTENDA O MÊS DE CAMPANHAS SOBRE O CÂNCER DE MAMA

    Laços na cor rosa, monumentos importantes coloridos na mesma tonalidade, palestras, prática de corridas e outros exercícios físicos ao ar livre… É comum ver essas ações e simbolismos durante todo o mês de outubro. Mas você já parou para pensar o motivo de eles existirem? Para iniciar a série de reportagens sobre o combate ao câncer de mama, o Conexão Três Pontas resgata a história por trás do Outubro Rosa

    Começou o Outubro Rosa, mês de conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção do câncer de mama, através de campanhas mundiais realizadas por diversas instituições, como hospitais e Organizações Não Governamentais (ONGs). O principal objetivo é incentivar o diagnóstico precoce, aumentando assim as chances de tratamento e cura.

    CORRIDA PELA CURA FOI CRIADA NO TEXAS, NOS ESTADOS UNIDOS

    Em 1982, a norte-americana Nancy Brinker criou a Susan G. Komen Breast Cancer Foundation, uma instituição pensada para cumprir uma promessa feita a sua irmã, Susan, que faleceu dois anos antes lutando contra o câncer de mama. No ano seguinte, a organização criou a primeira Corrida pela Cura em Dallas, no Texas, com cerca de 800 participantes.

    Quase 20 anos depois, em 2002, o instituto contabilizou aproximadamente 1,3 milhões de participantes em centenas de eventos da corrida não só nos EUA como também em outros dois países, de acordo com informações do site oficial da fundação.

    OUTUBRO ROSA AJUDOU A CONCRETIZAR AS AÇÕES NO MÊS DE OUTUBRO

    As iniciativas para conscientização sobre o câncer de mama durante o mês de outubro incentivaram novos projetos e, em 1997, foi criado o evento Pink October, com o objetivo de arrecadar fundos para a Geweke’s Caring for Women Foundation. De uma única corrida, o acontecimento foi expandido para oito novas atividades ao longo dos anos e passou a disponibilizar exames gratuitos e de baixo custo para a população. Pink October ajudou a difundir o costume de decorar os lugares dos eventos com enfeites na cor rosa.

    LAÇO COR-DE-ROSA VIROU SÍMBOLO DA LUTA CONTRA O CÂNCER DE MAMA

    Depois de ser diagnosticada com câncer de mama em 1984, Nancy Brinker ajudou a criar o primeiro mês de conscientização sobre a enfermidade em outubro de 1986 e deu continuidade às corridas pela erradicação da doença. Em 1991, ela distribuiu laços cor-de-rosa durante a Corrida pela Cura realizada na cidade de Nova York para todos os participantes e, a partir dali, o objeto virou símbolo da luta contra o câncer de mama.

    TRÊS PONTAS

    Em Três Pontas, a cada ano, muitas atividades são desenvolvidas por diversas empresas, e também pela Prefeitura Municipal de Três Pontas, através das Secretarias Municipais de Saúde e de Assistência Social, e do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher.

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    Roger Campos

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  • PARLAMENTO JOVEM DISCUTE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM TRÊS PONTAS.

    PARLAMENTO JOVEM DISCUTE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM TRÊS PONTAS.

    Ação coordenada pelo vereador Maycon Machado revela jovens engajados e com futuro promissor.

    A Câmara Municipal de Três Pontas, através da Escola do Legislativo de Três Pontas-MG “Professora Maria Rogéria de Mesquita–Dona Rogéria”, realizou a Plenária Municipal do Parlamento Jovem-Minas de Três Pontas – Edição 2018, com o tema: Violência contra a Mulher. O evento aconteceu na noite da quinta-feira (12) a partir das 18h30 no Plenário da Câmara Municipal de Três Pontas.

    Jovens participantes do parlamento, pais, autoridades municipais e convidados acompanharam os trabalhos. A ex-vereadora Valéria Evangelista, responsável pela vinda do Parlamento Jovem para Três Pontas na legislatura anterior, participou como convidada de honra. Ela acompanhou os trabalhos ao lado do atual presidente do PJ local, o vereador Maycon Machado.

     

    Satisfeito com o andamento dos trabalhos, os temas apresentados pelos jovens trespontanos, cada vez mais antenados com as questões que envolvem a política e também sobre toda triste realidade dos números da violência contra a mulher, Maycon Machado falou sobre o evento:

    “Na quinta-feira ocorreu a plenária municipal do Parlamento Jovem de Três Pontas do qual sou presidente. Foi um sucesso! Orgulhoso dos jovens parlamentares de Três Pontas. Obrigado a todos os apoiadores e aqueles que realmente se importam com o futuro por meio da educação e dos jovens! Obrigado a todos pela presença e a imprensa que lá esteve”, escreveu em suas redes sociais.

    O que é Parlamento Jovem?

    O Parlamento Jovem de Minas é um Projeto realizado pela ALMG-Assembleia Legislativa de Minas Gerais, pela PUC-Minas e pelas Câmaras Municipais em parceria com as Escolas dos Legislativos e Instituições de Ensino; que tem como objetivo a formação política e cidadã de jovens estudantes dos ensinos médio, contribuindo para o interesse e participação democrática no Município e no Estado.

    Em Três Pontas o Parlamento Jovem foi introduzido pela ex-vereadora Valéria Evangelista e já há dois anos é presidido pelo vereador Maycon Machado. O Parlamento Jovem tem feito enorme sucesso, tanto que o número de jovens envolvido dobrou nesta edição. Eles ressaltam a liderança e o carinho que o legislador trespontano tem para com cada jovem e destacam ainda a competência na condução dos trabalhos, desenvolvendo neles a vontade de ajudar o Brasil através da consciência cidadã.

    Várias palestras foram realizadas este ano pelo Parlamento Jovem em Três Pontas, que serviram de base, de conhecimento, para a formulação de leis que foram apresentadas nesta quinta-feira durante o PJ na Câmara Municipal.

    A próxima etapa é regional e será realizada em Varginha. Na sequência ocorrerá a etapa estadual em Belo Horizonte.

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  • Mulher publica foto com rosto ensanguentado para denunciar agressão do ex: ‘Cansei de me calar’

    Mulher publica foto com rosto ensanguentado para denunciar agressão do ex: ‘Cansei de me calar’

    Uma moradora de Araçariguama (SP) usou as redes sociais para denunciar uma agressão que teria sofrido do ex-marido. Jackeline Mota, de 31 anos, postou em seu perfil no Facebook uma foto em que aparece com o rosto ensanguentado. Na postagem ela diz que teve o nariz quebrado pelo ex.

    A foto recebeu centenas de reações e compartilhamentos. Jackeline relata que foi agredida pelo ex, Carlos Henrique Evangelista de Oliveira, na frente dos filhos porque ele descobriu que ela estava namorando.

    “Cansei de me calar. Estou aqui na UBS para quem quiser ver. Meu ex-marido acabou de quebrar meu nariz”, escreveu.

    Após a repercussão do post, Jackeline fez outra publicação em que contou mais detalhes sobre a relação com o ex-marido e disse que apanhou durante 11 anos.

    “Vocês acham que eu gostava de apanhar? Vocês acham que eu era feliz sendo traída e ofendida com os piores nomes possíveis?”, questionou.

    Ela disse que tentou por fim ao relacionamento antes, mas nunca conseguia. “Por várias vezes tentei me separar, mas aí a perseguição era tanta, e não atingia só a mim, era meu trabalho, minha família… Diante das perseguições eu acabava voltando, até que depois de 11 anos encontrei forças em Deus pra criar coragem e sair daquela situação.”

    “Poderia escrever um livro com história de terror com tudo o que eu passei”, disse.

    Por fim, ela deixou um alerta para as mulheres que vivem em um relacionamento abusivo: “Mulheres, não se calem. Não tenham medo. Se o medo for da morte, entendam que vocês que vivem uma situação destas dentro de casa estão com a alma morta em um corpo que apenas existe, não vive.”

    Jackeline registrou um boletim de ocorrência sobre a agressão. Após passar pela Unidade de Pronto Atendimento de Araçariguama ela aguarda vaga para fazer uma cirurgia no Centro Hospitalar de Sorocaba (CHS).

    Carlos Henrique, apontado na postagem como autor das agressões, é assessor de um vereador da cidade.

    Fonte G1

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  • BOA NOTÍCIA: Publicadas duas leis para combate à violência contra a mulher

    BOA NOTÍCIA: Publicadas duas leis para combate à violência contra a mulher

    Duas leis para o combate à violência contra a mulher foram publicadas sem vetos no Diário Oficial da União desta quarta-feira (4): uma para criminalizar a divulgação de mensagens misóginas pela internet, e outra para tornar crime o descumprimento de medidas protetivas determinadas pela Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).

    Lei 13.642/2018 (originada do PLC 186/2017) delega à Polícia Federal a atribuição de investigar crimes associados à divulgação de mensagens de conteúdo misógino (propagam ódio ou aversão às mulheres) pela internet.

    O projeto é da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e altera a Lei 10.446/2002, sobre a atuação da Polícia Federal. O texto recebeu em Plenário parecer favorável da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

    Para a senadora, a investigação dos crimes relacionados à misoginia por meio da Internet deve ter máxima prioridade, principalmente pela rápida propagação das informações na rede. Além disso, ela considera que a PF, por ser uma força policial mais bem estruturada, conseguiria eficiência maior e celeridade nas investigações.

    Ao atribuir a investigação desses crimes à Polícia Federal, o projeto, agora transformado em lei, tem o objetivo de coibir a ocorrência de casos como o da ativista feminista Lola Aronovich, professora de Literatura em Língua Inglesa na Universidade Federal do Ceará (UFC) e autora do blog Escreva Lola Escreva. Ela foi vítima de ataques e ameaças online há algum tempo, sem que a polícia conseguisse identificar os responsáveis.

    Medidas protetivas

    Foi publicada também a Lei 13.641/2018 (originada do PLC 4/2016), que torna crime o descumprimento das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) para proteger mulheres vítimas de algum tipo de violência doméstica ou familiar.

    As medidas protetivas podem ser impostas por juízes para proteger mulheres vítimas de algum tipo de violência doméstica ou familiar. Seu objetivo é afastar o agressor do lar ou do local de convivência com a mulher.

    O texto estabelece pena de detenção de três meses a dois anos para quem desobedecer a decisão judicial nesse sentido. Normalmente, o juiz fixa uma distância mínima a ser mantida pelo agressor em relação à vítima. Outra medida protetiva é a suspensão ou restrição ao direito de o agressor portar armas, caso ele disponha dessa licença.

    Divergências

    Como os juízes costumavam divergir em relação às medidas protetivas, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pacificar esse entendimento concluindo que o descumprimento de medida protetiva não é conduta penal tipificada. Assim, seu descumprimento não caracterizaria crime de desobediência a ordem judicial. Isso impediria, na prática, a prisão em flagrante do agressor que, por exemplo, contrariasse decisão judicial para se manter distante da vítima.

    A relatora do projeto que originou a lei, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), explicou que, diante da situação, seria necessário aguardar “o acionamento e a atuação da nossa já sobrecarregada justiça para fazer cessar a conduta desobediente”. Vanessa considerou ser desejável que as situações de violência doméstica contra a mulher sejam “repreendidas com celeridade e veemência, sob pena de a demora ensejar violência ainda maior”.

    Os PLC 186/2017 e 4/2016 foram aprovados pelo Senado no último dia 7, como parte da pauta apresentada pela bancada feminina ao presidente do Senado, Eunício Oliveira, por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

    Fonte: Agência Senado

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  • ATÉ QUANDO? A cada 7,2 segundos, uma mulher é vítima de violência física.

    ATÉ QUANDO? A cada 7,2 segundos, uma mulher é vítima de violência física.

    A cada 3 universitárias no Brasil já sofreram algum tipo de violência (sexual, psicológica, moral ou física).

    Recentemente professores foram violentamente agredidos em São Paulo, sendo a maioria, mulheres. No Rio de Janeiro, a vereadora Marielle Franco do PSOL foi executada. O mês de março que se encerra agora traz à tona uma série de reflexões sobre a violência à mulher no Brasil.

    Sobre a violência sexual

    Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no ano de 2015, o país registrou 1 estupro a cada 11 minutos. Não existem dados concretos, a violência contra mulheres está baseada em estimativas. Aproximadamente 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes. E esse crime, na maioria dos casos, é cometido por homens próximos.

    De acordo com dados obtidos pela Folha de S. Paulo, foi publicado que em 2016, em média ocorriam 10 estupros coletivos, notificados diariamente no país. Este não é um número definitivo, porque 30% dos municípios não fornece esses dados ao Ministério. Segundo dados obtidos pelo Estadão, no Metrô de São Paulo são registrados 4 casos de assédio sexual por semana.

    Sobre a violência doméstica e feminicídio

    Segundo dados do Instituto Maria da Penha, a cada 7,2 segundos, uma mulher é vítima de violência física. Em 2013, 13 mulheres morreram todos os dias vítimas de feminicídio, ou seja, foram assassinadas apenas por serem mulheres. Em 30% destes casos, essas mulheres foram mortas por parceiros. De acordo com a pesquisa Violência contra a mulher no ambiente universitário, realizada pela Avon em 2015, 2 em cada 3 universitárias no Brasil já sofreram algum tipo de violência (sexual, psicológica, moral ou física).

    E em 2018?

    Em estudo divulgado neste ano pelo portal Trocando Fraldas, 31% das mulheres já sofreram violência apenas por serem mulheres, sendo a faixa etária entre 40 e 44 anos a mais afetada, com 35%. Outro dado marcante desta pesquisa é o de que mulheres com filhos são mais prováveis de serem alvos de violência do que mulheres que ainda não são mães. A violência se mostrou uniforme em todas as regiões do país. O tipo de violência mais praticada é a moral que 3 a cada 5 mulheres viveram, seguida pela violência física e sexual, representando 32%, respectivamente. Estes dados só mostram o quanto há para se lutar em prol dos direitos femininos no Brasil.

    Fonte: Daiana Barasa – Assessoria de Comunicação / Portal Trocando Fraldas 

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  • 9 NA DISPUTA: QUEM SERÁ A RAINHA EXPOCAFÉ 2018 EM TRÊS PONTAS?

    9 NA DISPUTA: QUEM SERÁ A RAINHA EXPOCAFÉ 2018 EM TRÊS PONTAS?

    Acontece a partir desta quinta-feira (15) a 5ª edição do Concurso Rainha Expocafé em Três Pontas. O concurso organizado pela empresa Wofse Produções irá eleger dentre nove candidatas a mulher mais bela, que receberá o título máximo de rainha para atuar numa das feiras mais importantes do agronegócio café: a Expocafé. O concurso acontecerá até domingo (17).
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    O concurso reúne candidatadas de dois estados brasileiros: Minas Gerais e São Paulo. Elas terão uma série de aqtividades e compromissos, como reuniões, visita a patrocinadores e um jantar de gala. No dia 17, as candidatas enfrentam três etapas, que serão julgadas por um corpo de jurados da área da beleza.

    A selecionada que somar mais pontos na entrevista e nos desfiles com trajes casuais, de gala e de banho será eleita Rainha da Expocafé e recebe um prêmio no valor de R$ 3 mil. A segunda colocada recebe R$ 2 mil e o título de Girl Coffee International. No terceiro e quarto lugares, as escolhidas recebem faixas e coroas, além do título de princesas.

    O evento ainda escolherá o Príncipe do Café, que recebe o título de embaixador da feira, ao lado da Rainha. A final do concurso acontece no bar Adega. Os convites custam R$ 15.

    1º Encontro das Mulheres do Café

    No dia 16, das 16h às 18h, no auditório da Cocatrel, acontecerá o 1º Encontro das Mulheres do Café Sul de Minas. Serão oferecidas palestras para as mulheres que trabalham na Expocafé. Quatro palestrantes farão parte do encontro que é aberto e gratuito para todas as mulheres da região.

    Maiores informações pelo telefone (35) 9 9149-2001.

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  • CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Em Minas, 17 mulheres morrem por dia vítimas de violência doméstica

    CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Em Minas, 17 mulheres morrem por dia vítimas de violência doméstica

    As ocorrências são de indignar, mas contrastam com a banalidade com que os crimes de violência contra a mulher são cometidos. Só em Minas, aproximadamente 17 mulheres são mortas por dia, segundo os dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Em Três Pontas, diariamente, a Polícia Militar recebe chamadas de mulheres que estão apanhando física ou moralmente de alguém, principalmente dos companheiros ou dos filhos.

    Ainda segundo a pesquisa, o Estado ficou em segundo lugar no índice de mortes por este tipo de crime na região Sudeste do país, perdendo apenas para o Espírito Santo. Os números, que estão bem acima da média nacional, assustam e podem ainda ser bem maiores.

    Boa parte dos casos ainda fica fora dessas estatísticas. Muitas vezes as ocorrências nem chegam a ser registradas porque a vítima simplesmente não sabe o que pode acontecer com ela ao denunciar seu agressor. Outro problema é que, até no ano passado, não havia nenhuma especificação de crimes contra a mulher nos boletins de ocorrência da capital mineira, por exemplo. Isso é fundamental para contabilizar melhor essa situação.

    Segundo a delegada Margareth de Freitas, responsável pela Delegacia de Crimes Contra a Mulher, ainda há muito medo por parte das vítimas em expor a agressão, e o agressor. “São vários o motivos que fazem com que essas mulheres optem por não denunciar os parceiros, principalmente, o fator econômico. Muitas mulheres, principalmente nas camadas sociais mais baixas, dependem financeiramente do companheiro e nunca trabalharam fora e, por isso, continuam sendo submetidas à violência, de forma silenciosa”, diz.

    Ainda segundo o estudo divulgado pelo Ipea, a maioria das vítimas é de jovens e negras. De acordo com Daniela Caldas, o motivo deste perfil é o fato de mulheres mais velhas, dificilmente, denunciarem as agressões. O fato de elas não entrarem na pesquisa, no entanto, não muda o fato de que as agressões acontecem em todas as idades. “Casos envolvendo idosas são ainda mais raros em estudos como esse do Ipea, já que essas mulheres foram todas criadas em uma sociedade fundamentalmente machista. Elas não pedem ajuda”, complementa a militante da defesa da mulher desde 2008. Daniele conta que a situação se complica ainda mais no interior do estado. “Muitas cidades não contam nem com delegacia, então falta de serviço especializado que possa atender ou oferecer algum tipo de suporte para as vítimas fora de Belo Horizonte e da região metropolitana”, denuncia.

    Dependência

    Mas esse, apesar de ser o fator mais forte para a propagação da violência doméstica, ainda não é o único.  De acordo com a advogada Maria Berenice Dias, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e especialista no combate a discriminação de gênero, a maioria das brasileiras desenvolve uma dependência geral de seus parceiros, não só na parte financeira. “A aura em torno da ideia de família só aumenta a dificuldade para elas denunciarem atos maus tratos e romperem com relacionamentos frustrados”, esclarece.

    “Depois que a Lei Maria da Penha passou a valer em 2006 é difícil falar em desinformação. O homem sabe que pode acabar preso se agredir uma mulher. Mas a vulnerabilidade delas ainda existe. Leva, no mínimo, 48h para a polícia tomar alguma iniciativa após a denúncia”, complementa. A especialista conta que esse prazo legal acaba deixando a vítima fragilizada. “Na maioria dos casos, essas mulheres ainda convivem com a pessoa violenta e se tornam reféns do medo. É uma tensão psicológica muito grande”, avalia.

    “O caso de casais com filhos é ainda mais delicado, pois muitas vezes o agressor é afastado do lar ou a mulher que se afasta com os filhos. Desde que fique comprovado que o homem não seja violento com os filhos, a legislação não impede os direitos de guarda”, lembra a advogada. “Mesmo que o objetivo de muitas não seja o divórcio em si, as mulheres devem ter consciência de que é preciso denunciar as agressões no início, para estabelecer limites. É sempre importante lembrar que a violência não da ré. Ela não diminui, só aumenta, e o estresse pós-traumático pode ser muito pior”, alerta.

    A delegada  Margareth de Freitas endossa o alerta da especialista: “Já tive, aqui, um caso de uma mulher que demorou 20 anos para fazer a denúncia. O que acontece, é que a vítima acaba ficando presa em um círculo de violência, no qual, não consegue mais sair. A primeira agressão ocorre, o agressor pede para que a mulher não denuncie e promete nunca mais cometer o ato, ela aceita. Passado algum tempo, ele volta a agredir a mulher e o círculo de violência está formado. É preciso se reconhecer neste círculo e denunciar o agressor, seja ele o namorado, companheiro ou marido, o mais rápido possível”, diz.

    Feminicídio

    Muita gente não sabe, mas há um nome específico para quando a mulher, além de ser vítima da violência doméstica, acaba morrendo em decorrência do crime. É o chamado Feminicídio, caracterizado pelos conflitos de gênero, e ocorrem quando a mulher é assassinada, geralmente, pelo parceiro ou ex-parceiro. Esse tipo de crime costuma implicar situações de abuso, ameaças, intimidação e violência sexual.

    Onde denunciar

    Em Três Pontas não há Delegacia da Mulher. O principal órgão que investiga os casos de violência contra a mulher é a Delegacia da Polícia Civil. As denúncias podem ser feitas pelo 190 para a Polícia Militar. Infelizmente a maioria dos casos fica sem registro. Quando alguma mulher trespontana resolve ligar para a PM, logo depois, muitas das que chamam a Polícia Militar, acabam desistindo de levar o caso pra frente.

    Fonte o Tempo 
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    Roger Campos

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