Benefício é voltado a famílias inscritas no Cadastro Único com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo e a famílias com integrantes do BPC. Texto prevê parcelas bimestrais de, no mínimo, 50% da média do preço do botijão de 13 kg
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou o Projeto de Lei n° 1.374, de 2021, que cria o auxílio gás, com objetivo de subsidiar o preço do gás de cozinha a famílias de baixa renda. O Vale Gás dos Brasileiros é destinado a famílias inscritas no Cadastro Único do Governo Federal, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional, ou famílias que tenham entre seus integrantes quem receba o benefício de prestação continuada (BPC).
Com o programa, cada família elegível recebe, a cada dois meses, um valor correspondente a uma parcela de, no mínimo, 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 kg de GLP, estabelecido pelo Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme regras a serem definidas em decreto.
Para o mês de dezembro deste ano, o Ministério da Cidadania vai utilizar recursos próprios da pasta, no valor de R$ 300 milhões. Os valores de referência foram estabelecidos pelo Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o levantamento, o valor médio do botijão em 2021 é de R$ 102,48 e a estimativa para o ano que vem é de R$ 112,48.
O Governo Federal utilizará a estrutura do Auxílio Brasil a fim de operacionalizar os pagamentos dos benefícios. Segundo o texto, a previsão é de que a lei vigore por cinco anos.
Fonte Secretaria-Geral da Presidência da República
Zema cobra posicionamento de prefeituras sobre Carnaval 2022: ‘se omitir, neste momento, seria o menos adequado’
Com a possibilidade de realização do Carnaval 2022, o governador Romeu Zema (NOVO) destacou, em coletiva nesta terça-feira (23), que o papel do Estado nesta situação é apenas orientar os municípios quanto às medidas de segurança. Na ocasião, ele aproveitou para chamar à atenção de prefeituras que não se posicionam sobre o evento. A afirmação ocorre dias após o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), optar por não patrocinar o evento e nem investir em estruturas, como banheiro químico, por exemplo.
Por outro lado, Zema ressaltou que o governo apoia a realização da folia visto que o cenário de vacinação no estado é positivo.
O chefe do Executivo estadual explicou ainda que “o pior que uma prefeitura pode fazer é não interferir em nada”. “Quando nós temos qualquer evento maior é necessário com que cada prefeitura oriente, organize, apoie, não precisa patrocinar, mas se omitir neste momento seria o menos adequado a se fazer”. Na última sexta (19), Kalil afirmou que não iria “dar sopa para o azar” e nem “patrocinar” o evento na capital.
Segundo Zema, no decorrer da pandemia protocolos para realização de eventos têm sido atualizados pelo Minas Consciente:
“Lembrando que essa atualização é extremamente necessária. Hoje nós já temos 73% da população com a segunda dose aplicada e, até o Carnaval, é provável que esse número seja 90% ou até mais”, disse.
Com as macrorregiões do estado há mais de dois meses na onda verde, Zema disse que o estado é favorável a realização do evento:
“Carnaval significa várias coisas, significa renda para várias cidades, para muitas que tem o Carnaval forte, significa um evento cultural, e o estado vai fazer tudo que tiver ao alcance”.
O Secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, ressaltou também que o papel do estado é “dar uma previsibilidade”:
“Teremos cerca de 90% de toda a população vacinada com duas doses e boa parte da população já vai ter tomado o reforço que é cinco meses depois”.
Para ele, o cenário para a realização do Carnaval é bastante positivo:
“Nós teremos um cenário diferente de qualquer país do mundo, porque o Brasil é um país que tem grande adesão à vacina. Da população adulta, 94% tomaram pelo menos primeira dose”, afirma Baccheretti.
Conforme o secretário, até o evento, o Estado terá o melhor momento de vacinação:
“Hoje a incidência da doença é 25 casos para cada 100 mil. Na Alemanha mais de 400 para 100 mil. Então nós estamos hoje em um momento epidemiológico positivo. Vamos ver como no Carnaval estaremos”.
Como ação preventiva, protocolos do Minas Consciente para realização de eventos foram novamente atualizados nessa segunda-feira (22):
“Não adianta o setor público fechar os olhos, as festas estão acontecendo, o Carnaval vai ser organizado por seus organizadores locais e a gente tem que ajudar a orientar”.
O governador Romeu Zema (Novo) assinou na última semana o termo de acordo entre o Executivo estadual e municípios de Minas Gerais relativo ao repasse de verbas de saúde, atrasadas desde 2009, com o valor referente a R$ 6,8 bilhões do Estado com os municípios.
Zema afirmou que o objetivo de sua gestão é, antes de tudo, colocar as coisas no lugar, para colocar Minas em lugar de destaque.
“Desde o primeiro dia do nosso governo, que está completando agora 34 meses, nosso objetivo tem sido equilibrar as contas, arrumar a casa para que Minas Gerais volte a ser o estado que sempre nos deu tanto orgulho, mas que nos últimos anos havia, de certa maneira, se desviado do grande objetivo, que é uma sociedade mais próspera, mais justa”, disse.
A dívida será quitada em 98 parcelas, e o primeiro pagamento acontecerá em dezembro deste ano, com repasse de R$ 400 milhões. Zema admite que a dívida dificultou a gestão municipal nas 853 cidades de Minas e espera que esse tipo de atraso não se repita.
Durante a cerimônia de assinatura, Zema explicou que foi possível fechar o acordo em função de mudanças adotadas em sua gestão, como aprovação da reforma previdenciária e revisão de cargos. O governador defendeu a adesão ao regime de recuperação fiscal para continuar com a regularização das contas.
“É muita violência!”, lamentou a deputada Andreia de Jesus (PSOL), presidenta da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que fala em chacina ou massacre.
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) irá investigar a operação das polícias Militar (PMMG) e Rodoviária Federal (PRF) que provocou um massacre com 25 mortos em Varginha (MG). Nenhuma das vítimas é policial.
“Muito triste o ocorrido hoje na cidade de Varginha. Me solidarizo com moradores e afetados. É muita violência! A comissão de Direitos Humanos vai apurar o ocorrido”, anunciou a deputada estadual Andreia de Jesus, presidenta da Comissão, ao comentar sobre a “chacina”.
Segundo informações da assessoria da Policial Militar, a operação teve como objetivo desmantelar uma quadrilha de assalto a bancos – o chamado “novo cangaço”. A ação foi dividia em dois momentos: na primeira abordagem foram mortas 18 pessoas e apreendidos dez fuzis, munições, granadas e dez veículos roubados.
A segunda operação ocorreu em uma chácara onde, segundo a PM de Minas Gerais, “houve intensa troca de tiros” e sete pessoas foram mortas. Apesar dessa suposta troca de tiros “intensa”, não há informações de policiais feridos ou vitimados.
Por meio das redes sociais, a porta-voz da PM de Minas Gerais, capitã Layla Brunella, disse ser, provavelmente, a maior operação” já realizada no estado mineiro.
Enquanto a Comissão dos Direitos Humanos pretende investigar o que chamam de “possível chacina”, bolsonaristas comemoraram o que alguns chamam de “massacre”. “Nenhum policial morto. Parabéns Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar de Minas Gerais. Fiquem tranquilos, só vagabundos reclamarão. Grande Dia”, postou Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro.
Novas Informações
Investigação da polícia aponta que a quadrilha planejava um roubo de R$ 65 milhões em cédulas armazenadas em um centro de distribuição de valores do Banco do Brasil, conforme apuração da Revista IstoÉ. A informação foi confirmada pelo UOL junto a PM. É o mesmo tipo de alvo da ação em Araçatuba (SP), quando uma quadrilha planejou um assalto de R$ 90 milhões em um roubo fracassado na madrugada de 30 de agosto.
O tenente-coronel Flávio Santiago, do setor de comunicação da PM de Minas Gerais, disse que a intenção era prender os dois grupos de criminosos, mas houve reação. Como, segundo Santiago, os policiais ocupavam uma posição privilegiada, nenhum deles ficou ferido.
Os corpos foram levados ao IML (Instituto Médico Legal) em Belo Horizonte, onde passam por necropsia e serão identificados, informou a Polícia Civil de Minas Gerais. Na operação, foi apreendida uma carreta com um compartimento secreto que, segundo a Polícia Civil, seria usada na fuga após o assalto.
Homenagens são bem vindas, mas investimentos são urgentes: Dados mostram realidade dura dos médicos no Brasil.
O Congresso Nacional promoveu nesta segunda-feira (18) uma sessão solene em comemoração ao Dia do Médico. Durante a homenagem, profissionais da área defenderam a necessidade de uma política pública voltada para a carreira da medicina pública no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo eles, a medida reduziria as desigualdades na distribuição desses profissionais no país.
“Precisamos interiorizar o acesso aos serviços de saúde por meio de investimentos em infraestrutura e pessoal. Homenagear os médicos é defender o SUS e o acesso universal à Saúde”, disse o primeiro vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Donizetti Dimer Giamberardino Filho.
Dados do estudo Demografia Médica no Brasil 2020, mostram que o país tem, proporcionalmente, mais do que o dobro de médicos que tinha no início do século, passando de 230 mil 110 médicos, em 2000, para 502 mil 475 profissionais.
Apesar disso, ainda persistem desigualdades na distribuição de médicos nas diferentes regiões do país. Segundo o levantamento, feito com a colaboração entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Universidade de São Paulo (USP), a proporção de médicos é maior em estados das regiões Sudeste e Sul e em cidades mais ricas a proporção é muito maior.
Enquanto o país tem razão média de 2,27 médicos por mil habitantes, a região Norte tem taxa de 1,30, ou seja, 43% menor que a razão média nacional. Na região Nordeste, a taxa é de 1,69. Já na região Sudeste, que agrupa mais da metade dos médicos do país (53,2%), a taxa é de 31,5 médicos por mil habitantes.
Nas capitais brasileiras, essa média fica em 5,65 médicos por grupo de mil habitantes, sendo que as maiores concentrações foram registradas em Vitória (13,71), Florianópolis (10,68) e Porto Alegre (9,94). As menores taxas do país são de capitais da região Norte: Macapá tem razão de 1,77 e Rio Branco, 1,99.
Para o Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes , esse quadro mostra a necessidade de se ter uma política de Estado para auxiliar na distribuição e fixação dos médicos no país.
“É indiscutível que nós tenhamos que ter uma política estatal de fixação do médico. Não adianta reclamar de que o médico tenha que ir para regiões ribeirinhas distantes sem que ele tenha condição”, disse.
Durante a audiência, parlamentares também destacaram o papel que os profissionais de saúde tiveram no combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19). O senador Wellington Fagundes (PL-MT) lembrou que, mesmo sem a infraestrutura adequada, os médicos brasileiros dedicaram a vida ao tratamento dos pacientes.
“Mesmo sem as ferramenta necessárias, eles ocuparam a linha de frente nessa luta e trouxeram acima de tudo conforto às pessoas. Muitos, infelizmente, foram alcançados pelo vírus e não conseguiram sobreviver. A cada um dos que se foram presto aqui minhas homenagens”, explicou.
Morte por covid
O deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO) destacou os médicos que morreram em razão da covid-19 e disse que a pandemia relembrou o quão fundamentais são os recursos humanos e a existência de médicos e outros profissionais de saúde em momentos de incerteza. O deputado disse que os profissionais tiveram um “trabalho hercúleo e abnegado” no combate ao novo coronavírus.
“Em meio a essa guerra ingrata contra um inimigo invisível, milhares de colegas tombaram. A dedicação daqueles que sacrificaram suas vidas no cumprimento de sua missão não será esquecida. As milhões de vidas que eles salvaram serão um monumento vivo e perene”, afirmou.
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta também participou da sessão solene e disse que a medicina passa por uma crise provocada pelo novo coronavírus. “Uma doença comportamental, de sociedade. Um vírus que não ataca o indivíduo, mas ataca todo o sistema. Ataca a economia, a cultura, a educação”, disse. “Ele fez no mundo inteiro e aqui no Brasil milhares de vitimas de pessoas”, acrescentou.
No Brasil, o Dia do Médico é celebrado no dia 18 de outubro, data associada pela Igreja Católica a São Lucas, que era médico e por isso foi declarado o padroeiro da profissão.
Mascas da luta contra a pandemia é um retrato da dedicação dos médicos no Brasil e no mundo.
Resgate+ tem ações de atendimento e assistência a animais silvestres
Portaria do Ministério do Meio Ambiente instituiu o Programa Nacional de Resgate de Fauna Silvestre. O Resgate+ tem, entre suas finalidades, a adoção de medidas visando afugentamento, resgate, atendimento e assistência de animais silvestres em situação de risco e vulnerabilidade nos seis biomas do país. A portaria foi publicada no último dia 6 no Diário Oficial da União.
O atendimento (primário e emergencial), citado pela Portaria nº455, deverá ser feito por médico veterinário. Ainda no âmbito das metas do Resgate+, figuram a redução da perda de biodiversidade da fauna em decorrência de eventos naturais extremos ou acidentes ambientais causados por ação humana; e orientação da destinação adequada dos animais atendidos em operações de resgate e assistência.
O programa é coordenado pela Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, que busca articular e desenvolver parcerias com outros órgãos governamentais, o setor privado e a sociedade civil, visando a implementação dos seus objetivos e o estabelecimento de regramento próprio relativo aos prazos e condições do projeto.
Resgate+
A portaria descreve como objetivos estratégicos do Resgate+ a coordenação e a articulação visando disponibilizar bases operacionais “estrategicamente localizadas, com pessoal treinado e equipamento específico, para realizar as ações de afugentamento, resgate, salvamento, assistencialismo e recuperação de fauna silvestre em situação de risco e vulnerabilidade”.
Prevê, ainda, ações de capacitação, educação e cidadania ambiental; e elaboração de planos de pronta resposta a desastres e acidentes que afetem a fauna silvestre, além da celebração de acordos e parcerias para a operacionalização de atividades.
Entre as diretrizes do programa figuram a cooperação e engajamento dos órgãos integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e o estímulo ao voluntariado e à participação do setor privado e da sociedade na implementação, custeio e operacionalização de atividades de resgate de fauna silvestre.
AÇÃO É MAIS UM EXEMPLO DO TRABALHO EFICIENTE DO LEGISLATIVO, LIDERADO PELO PRESIDENTE MAYCON MACHADO
A Câmara Municipal realizou um evento comemorativo referente à assinatura e ao referendo do Termo de Convênio firmado entre o Poder Legislativo e a Polícia Civil para emissão de carteiras de identidade na sede da Câmara, trazendo mais benefícios para a comunidade.
A ação coletiva da Casa Legislativa, em parceria com a Polícia Civil, teve, mais uma vez, um grande trabalho por parte do presidente da Câmara, o vereador Maycon Douglas Machado. Bem votado nas urnas e bem avaliado pela população trespontana, apesar de jovem na idade, Maycon Machado vem acumulando experiências, colecionando ações importantes e de resultados duradouros em favor da comunidade local.
Tanto nas viagens em busca de recursos, quanto no trabalho de condução das atividades parlamentares, bem como na constante e próxima relação com as pessoas, visitando bairros, vendo de perto as necessidades de cada grupo ou setor, Maycon falou de sua dedicação e felicidade com a parceria firmada junto à Polícia Civil e os benefícios para a sociedade:
“É um sonho realizado. Desde que assumi a presidência, venho trabalhando incansavelmente para que essa conquista fosse possível. Nunca concordei com o fato de cidadãos terem que ir à delegacia para emitir a identidade, isso sempre me incomodou. Preciso agradecer aos meus pares e servidores que me apoiaram nessa decisão e iniciativa. Gratidão também ao delegado, ao servidor e identificador Rudnei, a servidora e identificadora de Santana da Vargem, Cristiane, que nos ajudou nesse início de projeto.
O Executivo, nas pessoas do prefeito Marcelo, do vice Luizinho e do Felipe, que não mediu esforços para apoiar. Com toda certeza, assim, conseguiremos mostrar mais de perto o dia-a-dia da Casa Legislativa, os trâmites e fatos (mesmo que de forma indireta). Buscamos e queremos oferecer um atendimento humanizado e eficiente. Estou imensamente feliz e realizado”, disse Maycon Machado.
Além do presidente da Câmara Municipal de Três Pontas, vereador Maycon Douglas Vitor Machado, o evento contou com as presenças do delegado da Polícia Civil, Dr. Gustavo Gomes, do prefeito e vice-prefeito de Três Pontas, Marcelo Chaves Garcia e Luis Carlos da Silva, respectivamente, de diversos vereadores do Legislativo Trespontano, bem como do Dr. Rodrigo Teodoro da Silva, procurador da Prefeitura de Santana da Vargem, de representantes do presídio de Três Pontas; servidores da Câmara e do servidor Carlos Rodinei Zanardo, responsável direto pela emissão das identidades.
“O nosso trabalho enquanto vereador é representar bem os interesses da nossa gente. O nosso trabalho tem sido de união entre os vereadores e entre os poderes. Isso tem resultado em avanços, em conquistas inegáveis e fundamentais para nossa cidade. O vereador não pode se acomodar, tem que correr atrás de melhorias e aqui na Câmara todos têm buscado representar bem o povo. Vamos seguir buscando mais e mais benefícios para todos”, comentou o vereador Luciano Diniz, outro que também vem tendo atuação destacada no Legislativo.
Todos se manifestaram pela satisfação de poderem possibilitar aos cidadãos trespontanos o acesso ao serviço de forma rápida e com a comodidade necessária, fazendo-o com total segurança e conforto nas instalações do Legislativo.
“A partir desse atendimento, esse serviço de cidadania que há tempos sonhávamos em oferecer à comunidade trespontana com mais conforto e acessibilidade, possibilitará que a Câmara Municipal possa estar cada vez mais perto das pessoas. Esse também é o nosso papel, esse é o nosso compromisso como legislador”, concluiu o presidente da Câmara Municipal, vereador Maycon Douglas Vitor Machado.
PL 2.937/21, do governador, autoriza a abertura de crédito suplementar de até R$ 6,5 bilhões ao Orçamento do Estado.
Foi publicada no Diário Oficial do Estado, o Minas Gerais, do último sábado (11/9/21), a sanção do governador Romeu Zema à Lei 23.908, que autoriza a abertura de crédito suplementar de até R$ 6,5 bilhões ao Orçamento do Estado. O objetivo é destinar recursos vinculados constitucionalmente aos municípios e às áreas de saúde, educação e pesquisa.
A lei teve origem no Projeto de Lei (PL) 2.937/21, do governador, que tramitou em turno único e foi aprovado pelo Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no último dia 2 de setembro.
O projeto prevê suplementações de até R$ 1,2 bilhão em favor do Fundo Estadual de Saúde (FES) e de, no máximo, R$ 90,5 milhões à Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), para cumprir a exigência constitucional de aplicação de 12% da receita de impostos em ações e serviços públicos de saúde.
Serão utilizados para cumprir essa finalidade recursos provenientes do excesso de arrecadação da receita de recursos ordinários e da receita intraorçamentária de repasse do FES.
Para atender ao percentual mínimo de 25% da receita de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino, foi aberto crédito suplementar de até R$ 1,6 bilhão em favor da Secretaria de Estado de Educação (SEE).
A lei sancionada inclui a destinação de R$ 327 milhões para a valorização dos professores da educação básica, previstos originalmente para atendimento aos municípios pela SEE, o que foi objeto de emenda apresentada durante a tramitação da matéria na ALMG.
Nesse caso, bancará a suplementação o excesso de arrecadação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Pesquisa e fazenda – Em cumprimento à obrigatoriedade de direcionar 1% da receita a entidade de amparo e fomento à pesquisa, o projeto estabelece a suplementação de até R$ 51,9 milhões para o Fundo de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Serão utilizados recursos do excesso de arrecadação da receita de recursos ordinários.
Por fim, a proposição também autoriza a abertura de crédito suplementar de até R$ 3,6 bilhões em favor da unidade orçamentária Encargos Gerais do Estado – Secretaria de Estado de Fazenda (EGE-SEF).
Esse valor de até R$ 3,6 bilhões se refere a parcelas de receita pertencentes às prefeituras e será coberto pelo excesso de arrecadação da receita de recursos constitucionalmente vinculados aos municípios.
Essas transferências se referem a 50% do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de veículos licenciados nos municípios; 25% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); 25% da parcela do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) repassada pela União ao Estado; e 25% do montante que cabe ao Estado da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
As dotações orçamentárias decorrentes das suplementações previstas poderão ser remanejadas, conforme necessidade de adequação para garantia do cumprimento dos percentuais mínimos, conforme a lei.
Data comemora o fim do período em que o Brasil era colônia portuguesa, configurando nossa independência
O dia 7 de setembro é um feriado nacional. Mas você sabe o que é comemorado neste dia? Há exatos 199 anos, o Brasil conquistava sua independência e deixava oficialmente de ser uma colônia portuguesa. Curiosamente, mesmo após a libertação brasileira, o primeiro rei coroado foi D. Pedro I, nascido em Portugal e filho de D. João VI, rei português. Relembre abaixo como se deu o processo.
Apesar da independência brasileira ser fruto de várias decorrências que remontam ao início da invasão portuguesa em 1500, o estopim que levou ao acontecimento pode ser retratado em dois fatores.
Primeiramente, as rebeliões nativistas e separatistas que estouraram no século XVIII. Elas consistem em revoltas provocadas por medidas sancionadas por Portugal sob o Brasil enquanto colônia (como exemplo a Guerra dos Emboabas, em Minas Gerais). Esses conflitos serviram para demonstrar a existência de um vínculo entre colonos e suas raízes brasileiras e a busca de proteção dos interesses próprios da colônia. Por outro lado, existiram as rebeliões abertamente separatistas, que reivindicavam a independência brasileira (como a Inconfidência Mineira).
Por outro lado, acontecimentos na Europa envolvendo o Império Português acabaram influenciando a dinâmica política no Brasil. Por conta de conflitos entre o rei português e o expansionismo francês protagonizado por Napoleão, a Corte brasileira foi transferida para o Brasil. Essa mudança acarretou em uma série de medidas sancionadas por D. João VI que abriram portas na economia brasileira e elevaram o Brasil à condição de reino, já encaminhando para um processo de independência.
Quando D. João VI, com medo de perder a Coroa, precisou retornar à Portugal, ele deixou seu filho D. Pedro como príncipe regente do Brasil. Antes de sua partida, ele alertou o filho sobre a independência e o orientou a encabeçar o movimento e tornar-se ele mesmo o primeiro rei brasileiro. O livro História do Brasil de Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo explica: “Antes de partir, pressentindo a possibilidade de o Brasil se separar de Portugal, D. João VI aconselhara D. Pedro a assumir a liderança de um movimento caso os brasileiros se manifestassem pela independência , dizendo ao filho: ‘Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros”.
Assim, quando forças brasileiras começaram a pressionar D. Pedro a descumprir ordens da metrópole portuguesa, ele decidiu declarar a independência brasileira. Segundo a história, dia 7 de setembro, às margens do rio Ipiranga, o então príncipe gritou “independência ou morte”, consolidando o fim do Período Colonial brasileiro. Ele foi coroado como D. Pedro I, primeiro rei brasileiro.
Um fato curioso é que a data oficial de assinatura da independência do Brasil é no dia 2 de setembro. Nessa data, o rei D. Pedro I estava fora do Rio de Janeiro (sede da Corte) e havia deixado sua esposa, a Imperatriz Leopoldina como regente. Portanto, foi Leopoldina quem assinou a documentação de separação da colônia que eventualmente chega a D. Pedro I às margens do rio Ipiranga.
Vale ressaltar que o processo de independência, como ilustrado acima, foi protagonizado pela aristocracia portuguesa e, dessa forma, não houveram mudanças estruturais efetivas. Vicentino e Dorigo explicam: “Assim, a oficialização da independência brasileira foi acompanhada da manutenção não somente da dependência econômica, livre, sem dúvida, das amarras do pacto colonial, como também das estruturas de predomínio socioeconômico e político da aristocracia rural e da subjugação da grande maioria dos brasileiros aos interesses da elite.”
Conexão traz os detalhes das ações em Três Pontas e também em nível de Brasil, a favor e contra Bolsonaro
Empresários, profissionais liberais e representantes de diversos setores da economia participaram nos últimos dias de uma reunião na sede da empresa Terra Café LS Tractor para discutirem a participação de Três Pontas (daqueles que são de direita e/ou pró-Bolsonaro) nas manifestações que estão sendo organizadas para acontecerem no próximo dia 7 de setembro, terça-feira, em todo país. Um dos líderes do movimento local é o empresário Antônio Lúcio Gomes Santos. Estão previstas diversas manifestações, dentre elas uma carreata saindo de frente ao Sambódromo Municipal.
Reunião na sede da empresa Terra Café em Três Pontas para organizar a manifestação Pró-Bolsonaro.
O 7 de Setembro é o marco maior da Independência do Brasil. E a atual conjuntura política do país torna a data ainda mais emblemática. Polarizadas entre direita e esquerda, são esperadas muitas manifestações por todo o território nacional.
A direita divulgou uma série de ações que fazem parte da programação do movimentos conservadores, simpatizantes do Presidente da República Jair Bolsonaro e pessoas que se dizem apolíticas mas que querem defender a democracia e a igualdade de direitos no país, segundo eles, desrespeitada pelo STF. Segundo os responsáveis, tratam-se de atos cívicos em comemoração aos 199 anos de Independência do Brasil. “Pela minha, pela sua, pela nossa Liberdade”, dizem alguns cartazes, faixas e itens de divulgação.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira, 3, que as manifestações marcadas para o dia 7 de setembro serão um “ultimato” do povo para “uma ou duas pessoas”. O chefe do Executivo não citou nomes, mas vem fazendo críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas últimas semanas. Em um evento em Tanhaçu, na Bahia, Bolsonaro disse que os dois “precisam entender seu lugar”. “Nós não criticamos instituições ou Poderes. Somos pontuais. Não podemos admitir que uma ou duas pessoas que usando da força do poder queiram dar novo rumo ao nosso país”, declarou. “Essas uma ou duas pessoas tem que entender o seu lugar. E o recado de vocês, povo brasileiro, nas ruas, na próxima terça-feira, dia 7, será um ultimato para essas duas pessoas”, completou.
ATOS A FAVOR DO GOVERNO BOLSONARO
Mauro Reinaldo, fundador do movimento União pelo Brasil, convoca o ato favorável a Bolsonaro em 7 de setembro. O empresário afirma que o grupo está preparado para a concentração na Av. Paulista, em São Paulo e que seguirão todas as orientações das autoridades da cidade. O protesto terá como pauta o pedido para a abertura de uma investigação do Judiciário, como era o objetivo da CPI da Lava Toga, proposta no Congresso.
Reinaldo afirma que muitas pessoas estarão no local, além do próprio presidente Bolsonaro. Ele ainda diz que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e outros bolsonaristas famosos podem visitar a manifestação. Há notícias de manifestações em Brasília e por todo país em apoio ao Presidente da República.
Após os intensos embates entre Bolsonaro e o Judiciário, além das derrotas no Congresso, como a negativa da Câmara dos Deputados para o voto impresso, os apoiadores do Chefe do Executivo veem na data e na manifestação uma forma de pressionar os poderes.
Eles tratam o 7 de setembro como “nova Independência”. A movimentação tem ganhado ainda mais vigor após Bolsonaro afirmar, em entrevista à Rádio Capital Notícia Cuiabá, que é “leal ao povo brasileiro” e que “o povo tem que dar o norte do que se deve fazer”.
(Arquivo: Brasília – DF, 07/09/2020) Hasteamento da Bandeira Nacional. Foto: Alan Santos/PR
Local onde Bolsonaro tomou facada deve ter roda de oração no 7 de Setembro
As manifestações do 7 de Setembro em Juiz de Fora (MG), na zona da mata mineira, poderão ter uma rede de orações pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na rua Halfeld, centro da cidade, exatamente no local onde o então candidato ao Planalto levou uma facada de Adélio Bispo, em 2018, durante campanha na cidade. Segundo Deusemar de Souza Lima, diretor-geral do movimento Direita JF, a manifestação vai se concentrar na praça São Mateus, zona sul da cidade, mas se a adesão de manifestantes superar as 8.000 pessoas, o grupo deverá caminhar pelo centro da cidade e fazer a homenagem ao presidente na parte baixa da rua, onde aconteceu o atentado.
Também haverá manifestação de militantes da esquerda, cuja concentração acontecerá às 10 horas na praça do bairro Santa Luzia, predominantemente operário, e não deverá migrar para outras regiões da cidade.
PROGRAMAÇÃO EM TRÊS PONTAS
Antônio Lúcio Gomes Santos nos remeteu a seguinte programação que ocorrerá em Três Pontas:
_ Das 07h30 às 09h00: Concentração em frente ao Sambódromo Jaime Abreu (Av. Oswaldo Cruz);
_ 09h00: Início da Carreata/Motociata;
_ 10h00: Chegada da Carreata na Praça Cônego Vítor, Hasteamento da Bandeira do Brasil, Orações pelo Brasil, leitura do texto explicando as reivindicações da Direita e leitura de um texto em apoio ao Presidente Bolsonaro.
“No dia 7 de setembro agora, nós da Direita de Três Pontas, estamos organizando uma megacarreata na cidade, com uma hora de duração e encerramento na Praça Cônego Vitor, em frente à Igreja Matriz, onde reuniremos grande número de adeptos ao movimento de apoio aos ideais de direita (liberdade de expressão e culto religioso, valorização da família, direito de propriedade, etc.).
Trajeto da carreata Pró-Bolsonaro em Três Pontas no próximo dia 07 de Setembro.
Em frente à Igreja Nossa Senhora D’ Ajuda será executado o Hino Nacional Brasileiro, será feita um oração pedindo a benção de Deus para nosso país, hasteamento da bandeira brasileira e leitura de um texto explanando nossos ideais e apoio ao nosso Presidente Bolsonaro. Em nossa cidade devemos começar a ascender esta chama de patriotismo para mais tarde não deixar que o comunismo tome conta de nosso país e dos nossos filhos“, disse o empresário.
Empresário Antônio Lúcio, organizador da manifestação pró-Governo Federal em Três Pontas.
ATOS CONTRA O GOVERNO BOLSONARO
Também estão sendo organizados diversos manifestos contra o atual Governo Federal por todo Brasil.
Em diversas cidades, a esquerda já se mobilizou e passou a divulgar desde a última sexta-feira pelas redes sociais o “Ato Fora Bolsonaro”, que será realizado na terça-feira (7). O evento reúne partidos como PT, PSOL, PSTU e PCO e entidades como a CUT, comitês de luta da União da Juventude Comunista, entre outros movimentos. Entre os temas da manifestação estão a defesa da democracia, dos povos excluídos, do SUS, da educação, a luta contra as reformas administrativas e o grito “Fora Bolsonaro!”.
Não recebemos, até o fechamento desta reportagem, nenhuma informação sobre manifestações contra o atual Governo Federal em Três Pontas.
*Importante lembrar que toda e qualquer manifestação é livre em nosso país, desde que não atente contra a Constituição Federal. Que as pessoas se manifestem em clima de paz, evitando confronto e confusão. Também vale ressaltar que estamos em uma pandemia, a maior de nossa história, portanto evitar aglomeração é fundamental, bem como não abrir mão do uso de máscara e de álcool em gel.
Fontes de Pesquisa: Correio Braziliense / Jovem Pam / Poder 360 / Itatiaia / Agência Brasil
POLÍTICOS, PARCEIROS, CLIENTES E A IMPRENSA PARTICIPARAM DA CERIMÔNIA; INICIALMENTE 10 EMPREGOS FORAM GERADOS E A TENDÊNCIA É DE AUMENTO.
A inauguração da loja de número 2 do Clube da Casa Nova Era aconteceu na manhã desta quarta-feira (01º) e contou com as presenças de políticos, como o Prefeito Marcelo Chaves Garcia, o Presidente da Câmara Maycon Douglas Machado e o Vereador Luan do Quilombo. Também participaram os proprietários da empresa, familiares e funcionários, bem como parceiros e clientes, além da imprensa local.
Inicialmente foi feita a bênção do local por um sacerdote da Igreja Católica. Na sequência, o empresário Agenor Garcia Rosa fez uso da palavra lembrando que nas proximidades de onde foi instalada a unidade 2 do Clube da Casa Nova ele cresceu, motivo pelo qual revelou ter grande carinho pela região.
“A ideia dessa nova loja é para facilitar a compra dos nossos produtos pelos clientes que moram nessas proximidades com mais conforto e comodidade”, destacou.
Houve um cuidado todo especial com a questão da pandemia durante a inauguração, todos usando máscara, evitando aglomerações e disponibilizando álcool em gel aos presentes.
O empresário Agenor Garcia Rosa falou ao Conexão, com exclusividade, sobre a inauguração e a relação de carinho e respeito para com cada cliente:
A direção e colaboradores cuidaram com muito empenho de todos os detalhes para a esperada inauguração, que ainda conta com muitas promoções e sorteio de brindes. “Mais uma vez queremos convidar os nossos clientes, os trespontanos de uma forma geral e a região para conferir nossa nova unidade, vale a pena! E na inauguração ainda teremos um delicioso café da tarde para clientes, parceiros, e representantes das marcas que acreditam no nosso trabalho, onde estarão tirando dúvidas sobre produtos (ferramentas, hidráulica, tintas e torneiras em geral). Tudo com toda segurança e cuidados contra o coronavírus”, reforçou a direção.
O Presidente da Câmara Maycon Douglas Machado e o Vereador Luan do Quilombo, representando o Poder Legislativo, falaram sobre a união de forças entre os poderes constituídos através da legitimidade do voto nas urnas no último pleito eleitoral, a geração de empregos e o desenvolvimento comercial e industrial no município:
No Clube da Casa Nova Era muitos itens estão com preços absolutamente especiais, megapromoções que fazem toda diferença no bolso. Ferramentas, linha hidráulica, tintas e torneiras em geral com grandes descontos!
A unidade de número 2 do Clube da Casa Nova Era está localizada na Rua Barão da Boa Esperança, 1426. Lá você já encontra de tudo, da base ao acabamento, principalmente itens voltados para o Agronegócio. “É ainda mais conforto, comodidade e economia para os nossos clientes”, destaca a empresa.
O Prefeito de Três Pontas, Marcelo Chaves Garcia, também com exclusividade, falou ao Conexão sobre a inauguração da loja 2 do Clube da Casa Nova Era, além dos desafios impostos pela pandemia global e suas consequências na economia. O gestor lembrou do crescimento e dos constantes investimentos nos setores comercial e industrial e respondeu sobre a geração de emprego e renda:
Dentro das 200 amostras de casos positivos de coronavírus estudadas por semana em Minas Gerais, a maioria já é causada pela delta.
variante delta já é predominante nas amostras de coronavírus que passam por estudo genômico em Minas Gerais, de acordo com o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti.
Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (26), ele disse que o estado vai começar a aplicar a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para idosos e imunossuprimidos em setembro.
Segundo Baccheretti, dentro das 200 amostras de casos positivos de coronavírus estudadas por semana em Minas Gerais, a maioria já é causada pela delta – antes, a variante gama era a predominante.
Atualmente, 102 casos da cepa estão confirmados no estado, dos quais quatro evoluíram para óbito.
“Em números absolutos parece pequeno, mas proporcionalmente o que estamos vendo é que a maior parte das amostras são delta. É um novo capítulo da pandemia. A expectativa que temos é que a delta vai predominar no estado“, afirmou o secretário, ressaltando que todas as vacinas são eficazes contra a variante.
“Temos que usar máscara, distanciamento, lembrar que a guerra não acabou, para que consigamos encontrar imunidade de rebanho em outubro, novembro, quando teremos 70% das pessoas (vacinadas) com duas doses. Não tem remédio novo, não tem tratamento novo, o que temos é vacinação e os cuidados já habituais da pandemia”, disse Baccheretti.
Dose de reforço
Minas Gerais vai começar a aplicar, em setembro, a dose de reforço para idosos e imunossuprimidos, conforme anunciado pelo Ministério da Saúde. No mesmo mês, adolescentes com e, depois, sem comorbidades devem ser imunizados – o estado tem cerca de 1,7 milhão de habitantes de 12 a 17 anos.
Segundo Baccheretti, os primeiros a receberem as vacinas de reforço serão os idosos de 80 anos ou mais. À medida que mais doses chegarem, a faixa etária será reduzida até alcançar todo o grupo acima de 60 anos. Este grupo equivale a cerca de 70% dos óbitos por Covid-19 registrados em Minas atualmente.
“A expectativa que temos de vacinas recebidas da Pfizer para setembro (em torno de 7 milhões) é suficiente para que todos os adolescentes tomem a sua vacina e também para que a gente comece o reforço de idosos”, diz o secretário.
A expectativa do Ministério da Saúde é que as doses de reforço sejam aplicadas a partir de 15 de setembro, mas municípios que estiverem com a imunização mais avançada e tiverem doses disponíveis podem iniciar antes. De acordo com Baccheretti, metade das cidades do estado vai chegar ao público de 18 anos ainda neste mês.
“Hoje a maior preocupação que nós temos é com os idosos, porque a resposta imunológica dos idosos é mais baixa em relação à vacina e já tem seis meses que eles tomaram. O Ministério da Saúde está nos pedindo para vacinar todas as pessoas de 18 anos (ou mais) primeiro, é o que estamos fazendo, mas já temos muitas vacinas disponíveis. Quanto antes a gente conseguir iniciar a vacinação dos idosos, menor a pressão (no sistema de saúde) e menor o número de óbitos”, disse.
O secretário explicou que as doses de reforço devem ser de tipos diferentes das aplicadas nas primeira e segunda vezes. No Brasil, há três plataformas diferentes de imunizantes: Coronavac; AstraZeneca e Janssen; e Pfizer.
“A dose de reforço deve ser dada por uma plataforma diferente. Então, para quem tomou Coronavac, o reforço vai ser ou AstraZeneca, Janssen ou Pfizer. Para quem tomou AstraZeneca, o reforço poderá ser dado com Coronavac ou Pfizer”, pontuou.
Ainda segundo Baccheretti, a expectativa é que todos, independentemente da idade, recebam a dose de reforço em algum momento.
“Vencendo idosos e imunossuprimidos, iremos vacinar por tempo. Quem tomou (a vacina) há seis meses, depois (quem tomou) há cinco, quatro. Vamos seguindo nesse caminho. Todos receberão o reforço da vacina, até quem está recebendo hoje vai chegar ao momento oportuno de tomar o reforço”.
Intervalo reduzido
Conforme determinação do Ministério da Saúde, o intervalo entre a primeira e a segunda dose das vacinas da Pfizer e AstraZeneca será reduzido de 12 para oito semanas em Minas Gerais, também a partir de setembro.
Segundo o secretário de Saúde, até 11 de agosto, mais de 1,1 milhão de pessoas estavam com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em atraso no estado – o número pode incluir dados reprimidos, não lançados pelos municípios.
“O papel da busca ativa é do município. É muito importante que a gente faça nosso papel de explicar à população: ‘a reação da vacina não é nada perto da doença, busque sua segunda dose’”, disse Baccheretti.
Casos e óbitos em queda
De acordo com o secretário, Minas Gerais vive uma “queda sustentável de casos novos” de Covid-19 e tendência de redução dos óbitos.
Menos de 34% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para a doença estão ocupados no estado. Na manhã desta quinta-feira, 15 pacientes aguardavam internação. Em junho, eram 227.
Segundo Baccheretti, o avanço da variante delta no estado ainda não reflete na demanda por leitos hospitalares.
Com a melhora nos indicadores, as macrorregiões Triângulo do Norte e Nordeste, que estavam na onda amarela do Minas Consciente, avançaram para a verde no sábado (28). Com isso, 13 das 14 regiões mineiras ficam na onda menos restritiva. Apenas a Triângulo do Sul segue na onda amarela.
Cirurgias eletivas
De acordo com Baccheretti, a retomada da realização de cirurgias eletivas é uma preocupação do estado. Antes da pandemia, eram realizados cerca de 190 mil procedimentos anualmente. Neste ano, até o final de maio, foram em torno de 26 mil.
“É um acúmulo importante. Estamos agindo junto aos municípios para que consigamos tirar esse atraso”, diz.
Segundo ele, o estado está buscando inventivos financeiros e kits intubação para fomentar a realização de cirurgias eletivas.