Categoria: Saúde

  • POR QUE OS CASOS DE COVID-19 EM PACIENTES DIABÉTICOS PODEM SER MAIS GRAVES?

    POR QUE OS CASOS DE COVID-19 EM PACIENTES DIABÉTICOS PODEM SER MAIS GRAVES?

    Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares. Conexão tira as dúvidas nesta reportagem, com a participação do o médico endocrinologista do Hospital Santa Lúcia, Fernando Martins Alves, que atua na Emergência na área de Clínica Médica e no acompanhamento endocrinológico de pacientes.

    1 – Que relação já foi cientificamente apontada entre a diabetes e maior risco de letalidade por conta do Covid-19?

    Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

    Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

    As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

    2 – O que pacientes diabéticos devem fazer caso suspeitem de infecção pelo coronavírus?

    Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

    3 – Os efeitos mais intensos da Covid-19 também são sentidos por quem tem diabetes controlada?

    Qualquer pessoa pode apresentar os efeitos mais intensos da contaminação pelo coronavírus. Todavia, quem tem diabetes controlado corre o mesmo risco das pessoas sem diabetes.

    4 –O Santa Lúcia está preparado para atender a esse perfil de pacientes?

    Com certeza o Santa Lúcia está preparado. Temos o melhor corpo clínico e a melhor estrutura do Centro-Oeste e, mesmo antes da confirmação dos primeiros casos no Distrito Federal, o Hospital já tinha uma área com mais de 20 leitos com médicos específicos e equipe de enfermagem somente para esse tipo de pacientes. Além disso, se for necessário, a infraestrutura do Santa Lúcia permite que mais leitos de UTI sejam constituídos.

    5 – Ao que a população precisa estar mais atenta?

    Estamos em uma crise sem precedentes e precisamos ter todo o cuidado. Está na hora de ficarmos em casa. O número de casos já está aumentando e ainda estamos no início. Temos uma guerra pela frente e temos que estar preparados para ela.

    A Covid-19 está provando ser uma doença mais séria do que a gripe sazonal em todos, incluindo pessoas com diabetes. As precauções de segurança recomendadas são as mesmas da gripe, como lavar as mãos com frequência e cobrir tosses e espirros com um lenço de papel ou com o cotovelo. Não é recomendado o uso de máscaras faciais por pessoas que não estão infectadas.

    6 – O que fazer para cuidar de um membro da família infectado?

    Para pessoas com condições de saúde subjacentes, incluindo diabetes, os membros saudáveis ​​da família devem se comportar como se representassem um risco significativo para eles. Por exemplo, devem lavar as mãos antes de alimentá-las ou cuidar delas. Se possível, deve ser disponibilizado um espaço protegido para os membros vulneráveis ​​da família e todos os utensílios e superfícies devem ser limpos regularmente.

    Se um membro da sua família estiver doente, dê-lhes o próprio quarto, se possível, e mantenha a porta fechada. Tenha apenas uma pessoa cuidando deles e considere fornecer proteções adicionais ou mais cuidados intensivos para aqueles acima de 65 anos ou com condições de saúde subjacentes.

    7 – Quais os sinais de alerta de emergência?

    Se você desenvolver sinais de alerta de emergência para Covid-19, procure atendimento médico imediatamente. Nos adultos, eles incluem:

    • Dificuldade para respirar ou falta de ar;
    • Dor ou pressão persistente no peito;
    • Confusão ou incapacidade de despertar;
    • Lábios ou rosto azulados.

    Fonte Hospital Santa Lúcia

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  • Annita pode reduzir carga viral da COVID na fase inicial

    Annita pode reduzir carga viral da COVID na fase inicial

    O estudo foi liderado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. ‘Temos um medicamento que é, comprovado cientificamente, capaz de reduzir a carga viral’, disse o ministro.

    governo federal fez uma apresentação no começo desta semana, no Palácio do Planalto dizendo ter comprovação científica sobre o uso do medicamento nitazoxanida para reduzir a carga viral em pacientes na fase precoce da covid-19. O estudo completo, no entanto, não foi apresentado e ainda não há qualquer publicação mais completa sobre a investigação.

    A coordenadora do estudo, Patrícia Rocco, professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, disse que o estudo ainda será publicado em uma revista científica. “Infelizmente, nesse momento não poderei relatar mais detalhe sobre o estudo já que ele foi submetido à uma revista internacional e isso faria com que perdêssemos o ineditismo, limitando a publicação. Entretanto, no Brasil continuam morrendo em torno de 500 indivíduos por dia”, disse.

    Rocco afirmou que a pesquisa foi submetida à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e também aos conselhos de ética de cada unidade hospitalar onde o estudo foi feito.

    Segundo Rocco, foram 1.575 voluntários. Foram admitidos os que tinham até três dias de sintomas da covid-19. Parte dos pacientes recebeu doses de 500 miligramas do medicamento, três vezes ao dia, por cinco dias. Outro grupo recebeu placebos – um “falso remédio” sem qualquer efeito.

    Segundo o governo, o estudo foi conduzido em centros de saúde de sete cidades, São Caetano (SP), Barueri (SP), Sorocaba (SP), Bauru (SP), Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG).

    O ministro disse que o medicamento Annita não pode ser usado de forma profilática, ou seja, para prevenir a doença. “Estamos anunciando algo que vai começar a mudar a história da pandemia”, disse.

    Pontes afirmou ainda que ele mesmo foi voluntário nos testes. O ministro divulgou ter contraído a covid-19 no final de julho.

    Fonte Estado de Minas

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  • As ‘comorbidades silenciosas’ que podem levar pacientes com covid-19 à morte

    As ‘comorbidades silenciosas’ que podem levar pacientes com covid-19 à morte

    Em meio ao crescimento exponencial de infecções e mortes por covid-19 no Brasil, uma característica presente em diversos casos mais graves preocupa os profissionais de saúde: as comorbidades desconhecidas pelos pacientes.

    Segundo médicos ouvidos pela BBC News Brasil, são comuns casos de pacientes com doenças pré-existentes como diabetes, hipertensão e tuberculose que desconhecem tais comorbidades até serem internados com covid-19. Outra preocupação também é com aqueles que sabem da enfermidade, mas não fazem o tratamento adequado.

    Para os profissionais da área, a situação representa um retrato da saúde dos brasileiros e traz à tona questões culturais nas quais a atenção primária não recebe o devido cuidado. Para muitos pacientes, médicos e unidades de saúde devem ser procurados apenas em casos de doença.

    No contexto da covid-19, comorbidades como diabetes, obesidade, hipertensão, tuberculose, entre outros, aumentam o risco de agravamento do quadro do paciente. Para aqueles que não tratavam as enfermidades previamente, a evolução da doença causada pelo novo coronavírus pode ser ainda pior. Segundo especialistas, muitos desses casos poderiam não ter uma evolução tão grave se a pessoa fizesse o tratamento adequado da doença pré-existente.

    “A covid-19 se tornou um novo momento para muitos pacientes descobrirem questões ocultas sobre a própria saúde, principalmente aqueles que não se cuidavam ou não tinham acesso ao serviço de saúde”, declara a médica Denize Ornelas, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

    Ornelas frisa que um paciente com uma doença pré-existente que está controlada, por meio de tratamento, pode apresentar uma resposta melhor à covid-19. Ela pontua que, em casos de pessoas que não têm a comorbidade controlada, muitas vezes o médico precisa aliar o tratamento contra a covid-19 com medicamentos para a doença pré-existente. “Nesse caso, a atenção precisa ser ainda maior”, ressalta.

    Uma das principais formas de atenção primária no Brasil é o programa Saúde da Família, criado nos anos 90 por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa atinge cerca de 65% da população. O projeto, porém, enfrenta dificuldades como a sobrecarga de equipes em algumas regiões e a falta de hábito entre os brasileiros, que nem sempre compreendem a importância das medidas preventivas relacionadas à saúde.

    Doenças pré-existentes

    O infectologista Alexandre Naime, chefe de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), tem presenciado casos de pacientes com a covid-19 que desconheciam as próprias comorbidades. Ele revela que é comum acompanhar pessoas com sobrepeso, mas que não acreditavam que faziam parte do grupo de risco.

    “Infelizmente, temos notado muitos pacientes com a covid-19 que têm um IMC (Índice de Massa Corporal) que se enquadra na obesidade, mas não percebiam. Isso é preocupante. Estamos identificando muitas doenças, até então desconhecidas pelos pacientes, nas internações, como hipertensão e diabetes. São mazelas motivadas por hábitos ruins ou questões genéticas. Elas fazem com o que o paciente esteja no grupo de riscos da covid-19”, diz Naime.

    “Muitos não costumam buscar ou não conseguem acompanhamento médico antes da doença. Essas pessoas, normalmente, têm baixa percepção dos riscos de suas doenças, que incidem na população em geral. Nunca fizeram avaliação preventiva, nunca se preocuparam com o peso”, acrescenta o infectologista.

    Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que obesidade, hipertensão e diabetes são as comorbidades desconhecidas, ou sem tratamento adequado, mais comuns entre pacientes com quadro grave de covid-19 — elas também são as doenças crônicas mais comuns entre os brasileiros em geral, conforme o Ministério da Saúde.

    Ainda segundo os especialistas, outras enfermidades como tuberculose, doença pulmonar obstrutiva crônica e problemas cardíacos também podem estar entre as mazelas desconhecidas por pacientes infectados pelo Sars-Cov-2, nome oficial do novo coronavírus, que são internados em estado grave.

    As doenças pré-existentes costumam ser descobertas em meio aos diversos exames feitos em pacientes internados com a covid-19.

    Para os médicos ouvidos pela BBC News Brasil, um dos principais motivos para que essas comorbidades não tenham sido descobertas previamente em diversos casos é porque são silenciosas. Desta forma, como muitos deixam de fazer exames preventivos, acabam descobrindo a mazela apenas quando sentem alguma dificuldade.

    “Nem todos têm acesso à atenção primária com facilidade no Brasil ou se preocupam em se prevenir. Por isso, é comum que descubram a doença apenas quando já está em estágio avançado, quando a saúde está descompensada. Isso tudo traz uma série de consequências, porque a pessoa não se cuida desde o princípio e isso pode aumentar riscos de infartos, derrames ou insuficiência cardíaca”, aponta o médico intensivista José Albani de Carvalho.

    Albani, que também está na linha de frente dos casos do novo coronavírus, trabalha em diferentes unidades de terapia intensiva (UTI) de São Paulo. Ele acompanhou casos de pacientes graves com o novo coronavírus que descobriram que possuíam comorbidades durante a internação.

    “Na realidade, a covid-19 só torna essa situação (da falta de diagnósticos para doenças pré-existentes) mais evidente. Isso é uma situação crônica, principalmente nas classes de menor poder econômico. Países pobres ou em desenvolvimento costumam sofrer com essa baixa prevenção”, afirma Albani.

    Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, atendimentos considerados não essenciais estão sendo desmarcados nas unidades básicas de saúde. A atenção primária tem feito poucos procedimentos preventivos, pois o principal foco é o enfrentamento à covid-19.

    Em nota à BBC News Brasil, o Ministério da Saúde afirma que tem orientado os gestores locais de saúde que os atendimentos essenciais sejam mantidos e que os procedimentos eletivos, que não precisam de urgência, sejam adiados. A pasta pontua que uma das opções para continuidade dos atendimentos nas unidades básicas é a telemedicina, visitas domiciliares ou outras formas, desde que sejam adotadas as medidas de precaução adequadas.

    Fonte BBC Brasil

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  • Menos roubos e mais feminicídios: como a pandemia influenciou a violência no Brasil

    Menos roubos e mais feminicídios: como a pandemia influenciou a violência no Brasil

    O levantamento Anuário de Segurança Pública mostra mudanças nos dados da violência no Brasil no contexto da pandemia de COVID-19: crimes contra o patrimônio diminuíram, mas os assassinatos voltaram a subir.

    Uma mala e outras pequenas bolsas ficaram sobre a cama. Para a polícia, o quarto desarrumado era um indício de que Rosana* estava de saída. Mas não deu tempo. Seu marido invadiu a casa antes, quebrando o cadeado da porta. O boletim de ocorrência (BO), produzido pela Polícia Civil de Mato Grosso, narra que Rosana, de 46 anos, ainda tentou se trancar no quarto. Mas o marido, de espingarda, disparou contra a esposa, atingindo-a no lado esquerdo do peito. Ela ainda se sentou na cama, colocando a mão no local do tiro. Segundo vizinhos, em meio aos tiros, o suspeito ainda gritou: “É, Rosana, eu já te amei…”

    Esse feminicídio ocorreu em agosto deste ano, durante a pandemia de COVID-19, em uma cidade do interior de Mato Grosso. O principal suspeito do crime, segundo a investigação, é o marido da vítima, que fugiu. Ironicamente, o assassinato aconteceu no mesmo mês em que a polícia, coletivos e conselhos de direitos humanos faziam campanha para diminuir a violência doméstica no contexto do isolamento social, no chamado Agosto Lilás.

    No primeiro semestre deste ano, os feminicídios aumentaram 2% no país em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O relatório é produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a partir de dados fornecidos por secretarias estaduais.

    De janeiro a julho, 648 mulheres foram assassinadas no Brasil em episódios classificados como feminicídio — quando o crime é motivado por violência doméstica ou discriminação por gênero.

    Para especialistas e profissionais que atuam no combate a esse tipo de crime, o isolamento social fez aumentar os delitos cometidos dentro de casa, como agressões, abusos e assassinatos. Isso teria ocorrido por causa de uma maior proximidade entre vítimas e agressores, além de uma maior dificuldade de realizar denúncias.

    Mas outros tipos de crimes também foram influenciados pela pandemia, segundo o relatório. Alguns deles, como roubos, diminuíram consideravelmente. Já outros, como homicídios, voltaram a crescer depois de um período em queda.A BBC News Brasil listou alguns desses delitos. Confira abaixo.

    1 – Feminicídio em alta, registros de violência doméstica em queda

    Os dados de violência doméstica parecem contraditórios. Enquanto os feminicídios aumentaram 2% e as chamadas de emergência subiram 3,8%, os registros de agressões feitos em delegacias diminuíram 10% no primeiro semestre deste ano.

    “É preciso tomar muito cuidado ao analisar esses dados, porque eles indicam claramente que houve um aumento da violência doméstica durante a pandemia, mas também um crescimento da subnotificação”, explica Silvia Chakian, promotora de Justiça na área de violência doméstica contra mulher do Ministério Público de São Paulo.

    Segundo ela, a alta de assassinatos de mulheres e ligações de emergência à polícia indicam uma intensificação das agressões. “Normalmente, a vítima ou alguma testemunha liga para a polícia quando a situação fica violenta. No caso do feminicídio, é mais difícil haver subnotificação, embora em alguns lugares a polícia ainda tenha dificuldade para classificar esse crime”, diz.

    Por outro lado, a queda dos boletins de ocorrência apontam uma dificuldade maior das vítimas em conseguir formalizar uma denúncia à polícia, segundo Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Antes da pandemia, as ocorrências só eram produzidas pessoalmente, na delegacia. Em alguns Estados, isso continua.

    “Com as medidas de isolamento social, as mulheres em situação de violência ficaram confinadas com os agressores, sem possibilidade de sair de casa, e de circular para ir até uma delegacia. Além disso, a pandemia afetou também a polícia, com inúmeros casos de agentes afastados por doença, gerando uma alteração no atendimento das delegacias”, diz.

    Para Silvia Chakian, medidas como boletins de ocorrência produzidos pela internet facilitam as denúncias. “Na pandemia, o Estado de São Paulo abriu a possibilidade de BO online, mas essa não é uma realidade no país inteiro. As pessoas não conseguem denunciar. É preciso fortalecer esses canais para facilitar que mulheres em situação de violência possam pedir ajuda”, diz.

    2 – Homicídios voltaram a crescer

    Nos últimos dois anos, o número de crimes contra a vida no Brasil estava em queda. As mortes violentas intencionais (MVI), por exemplo, tinham caído 17,7% no ano passado, em comparação com 2018 — no total, 47.773 pessoas foram assassinadas no país em 2019.

    Mas agora o cenário se inverteu. Esse tipo de crime cresceu 7,1% nos primeiros seis meses de 2020, quando 25.712 pessoas foram vítimas de mortes violentas intencionais — uma morte a cada 10 minutos.

    Em parte, o crescimento foi puxado pelo Ceará, que registrou 96,6% de alta em relação ao ano anterior. O Estado viveu, no início do ano, uma grave crise de segurança pública, quando policiais militares ficaram em greve por 13 dias.

    Para Luiz Fábio Paiva, professor de Sociologia e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará, a pandemia também teve uma influência na produção de homicídios.

    “Em relação ao Ceará, a pandemia chegou num momento em que havia uma reorganização do crime e um reajuste da relação de forças entre as facções criminosas. A pandemia mudou a dinâmica econômica dos mercados ilegais. Os grupos armados tiveram que fazer ajustes em sua atuação, inclusive para sobreviver durante a pandemia, o que pode ter gerado tensões e incremento de conflitos”, explica.

    Samira Bueno concorda que a alta de homicídios pode ter a ver com mudanças provocadas pela covid-19. “A pandemia mexeu com os negócios ilícitos, como o tráfico de drogas, que precisou se adaptar. É possível que o tráfico tenha tido mais dificuldade para se reabastecer, ou novas disputas tenham ocorrido. Algo pode estar acontecendo nesses mercados, e é provável que só saibamos o que ocorreu no futuro”, explica.

    Por outro lado, as mortes em decorrência de operações policiais também cresceram — 6% nos primeiros seis meses do ano, com 3.181 vítimas. Os policiais também morreram mais neste período — foram 110 novas mortes, alta de 19,6%.

    3 – Menos assaltos a casas e comércio

    Já os crimes contra o patrimônio tiveram uma queda considerável no primeiro semestre deste ano.

    Roubos a pedestres, por exemplo, diminuíram 34%, segundo o Anuário da Segurança Pública. Assaltos a carros caíram 22,5%, e roubos de cargas, 25,7%.

    Já os assaltos a residências registraram uma queda de 16%, enquanto houve 18,8% menos roubos ao comércio.

    “A diminuição dos crimes contra o patrimônio é uma clara influência da pandemia. Como o comércio estava fechado e havia menos pessoas circulando nas ruas durante a fase mais restrita da quarentena, os criminoso tiveram menos oportunidades para agir. O isolamento dificultou a ação de pessoas que atuam nessa área”, explica a pesquisadora Samira Bueno.

    4 – Polícia rodoviária apreendeu mais drogas

    Outra estatística possivelmente afetada pela pandemia de covid-19 foi a apreensão de drogas ilegais.

    A Polícia Federal (PF), que fiscaliza aeroportos, fez menos apreensões de drogas, provavelmente por causa da diminuição do número de voos. Porém, o volume de maconha apreendido quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 217 toneladas. Em relação à cocaína, houve uma queda de 2,3%.

    Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atua em estradas e rodovias, aumentou bastante suas apreensões. No primeiro semestre, o volume de cocaína apreendida pela PRF cresceu 56,7%, atingindo 14 toneladas. Já a quantidade maconha presa pelo órgão aumentou 128%, chegando a 316 toneladas.

    Para Samira Bueno, um fluxo menor na quantidade de carros e caminhões nas estradas pode ter influenciado o incremento das apreensões.

    “Com isolamento social e rodovias mais vazias, a PRF conseguiu ser mais efetiva na fiscalização. Uma hipótese que trabalhamos também é que, com menos voos, houve uma diminuição do tráfico por esse meio, e um aumento do transporte de drogas por vias terrestres”, afirma.

    Para Marcelo Campos, professor da UFGD e do Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos, da Universidade Federal Fluminense, o aumento das apreensões não significa que o uso de drogas ilegais tenha caído.

    “Esse aumento de apreensões ocorre há certo tempo, mas não há uma correlação de que apreender mais diminua o uso, como mostrou a guerra às drogas nos Estados Unidos. Um horizonte de mudança na política de drogas e no proibicionismo, como vem ocorrendo em vários locais dos Estados Unidos, é o que nos faz ter esperança (de diminuição da violência), e não o aumento de apreensões”, afirma.

    Fonte G1

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  • Três Pontas tem hoje 72 pessoas com covid-19; Total de casos é de 706, com 620 curados e 14 óbitos

    Três Pontas tem hoje 72 pessoas com covid-19; Total de casos é de 706, com 620 curados e 14 óbitos

    Município registrou na última qunta-feira (22) 0 recorde de confirmações em um único dia: 22 novos casos.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta segunda-feira (26) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o de curados. O número de óbitos permanece em 14.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, que ocorreu no dia 17 de abril, a cidade já contabiliza 706 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 620 já se recuperaram e, infelizmente, 14 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje (26 de outubro) em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 72 pessoas estão com o vírus.

    No boletim da última quinta-feira (22) foi registrado o maior índice de contaminação num período de 24 horas, desde que a Secretaria Municipal de Saúde iniciou as divulgações via Boletim Epidemiológico na página oficial da Prefeitura. Foram 22 novos casos num único dia.

     

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal é de 4.297.

    Duas pessoas seguem internadas com covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outras cinco estão com suspeitas da doença na unidade de saúde. Há 70 pessoas em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 193 dias. Isso dá uma média de 3,65 novos casos a cada 24 horas. Mas a realidade é mais preocupante, já que a curva de contágio do coronavírus segue em alta no município. Na última semana a média de novos casos diários foi de 10, mas oscilou entre 5 e 14 novas confirmações. E nos últimos dias a escalada foi ainda maior.

    14 mortes

    O Conexão Três Pontas apurou junto ao setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas, na manhã da segunda-feira (19) que o décimo terceiro óbito causado pelo coronavírus – divulgado inicialmente pela Prefeitura Municipal (fonte oficial) em seu site oficial (https://www.trespontas.mg.gov.br/coronavirus?fbclid=IwAR2Db56M3leOEgh2HQTRd6RsnDGmp6jyJ5zdWmjZbnJdeOb_0O_Fau10kT8) – tem como vítima uma mulher de 84 anos. Não foi informado se a vítima tinha comorbidades. Já a décima quarta morte é de um homem de 67 anos. Como comorbidades ele apresentava obesidade, insuficiência renal crônica e imunodeficiência/imunodepressão.

    “Dos 14 óbitos por coronavírus em Três Pontas 9 tinham Diabetes!”

    Cuidados

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

    As últimas informações divulgadas reiteram que uma vacina deverá começar a ser aplicada no Brasil somente no mês de dezembro, ou seja, daqui 2 meses, no mínimo. Todo cuidado é pouco!

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  • Pesquisas atestam eficácia de máscaras contra disseminação do coronavírus

    Pesquisas atestam eficácia de máscaras contra disseminação do coronavírus

    O uso de máscaras cirúrgicas pode, sim, diminuir o risco de transmissão de vírus causadores de doenças respiratórias. O aparato reduz a quantidade do agente infeccioso no ar expirado por pessoas contaminadas com coronavírus sazonais, que integram a família do Sars-CoV-2, causador da pandemia de covid-19, ou com o vírus da influenza, que provoca a gripe. A conclusão foi apresentada em um artigo publicado na na revista Nature Medicine.

    A evidência de que as máscaras são barreiras eficazes para impedir a passagem de certos patógenos surge em um momento oportuno. Autoridades da saúde de alguns países ainda avaliam se é válido ou não recomendar o uso de máscara pela população em meio à pandemia de covid-19. A OMS (Organização Mundial da Saúde) chegou a aconselhar que apenas profissionais da saúde, pessoas infectadas com o novo coronavírus ou familiares cuidando de doentes utilizassem máscaras cirúrgicas. Depois expandiu para todas as pessoas.

    Um dos motivos é a crescente falta de máscaras em hospitais dos países mais atingidos pelo Sars-CoV-2. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos reviram sua posição e passaram a indicar que as pessoas usem máscaras ou proteção de tecido no rosto em locais públicos nos quais é difícil manter distância de outros indivíduos.

    A indicação de que as máscaras contribuem para reduzir a transmissão do vírus vem de um experimento com 246 pessoas, concluído antes da identificação do Sars-CoV-2. Na Faculdade de Medicina da Universidade de Hong Kong, na China, a pesquisadora Nancy Leung convidou os voluntários a passar meia hora no interior de uma câmara que capta o ar da expiração: a Gesundheit II, desenvolvida pelo médico Donald Milton, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, um dos autores coordenadores do estudo.

    Dos 246 participantes, 111 com sinais de infecção respiratória viral estavam contaminados com coronavírus sazonais, vírus da influenza ou rinovírus, que provoca o resfriado. Metade dos indivíduos foi selecionada aleatoriamente para fazer o teste com máscara e metade sem. Todos os participantes infectados apresentavam maior concentração de vírus no nariz do que na garganta. Os vírus também foram encontrados com mais frequência em aerossóis do que nas gotículas liberadas na respiração.

    Bem menores, os aerossóis permanecem em suspensão no ar por mais tempo e também se deslocam por distâncias maiores do que as gotículas, que tendem a pousar em superfícies próximas. Em outro estudo, o grupo do patologista Joshua Santarpia, da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, analisou amostras do ar, de objetos pessoais e de superfícies das instalações médicas em que 11 pessoas com covid-19 permaneceram internadas por vários dias.

    O grupo encontrou material genético (RNA) do vírus em todas as superfícies e em dois terços das amostras de ar. Segundo os resultados apresentados em um artigo da medRxiv, havia RNA viral até mesmo nas amostras de ar coletadas nos corredores, possivelmente transportado quando médicos e enfermeiros saíam dos quartos. Segundo os pesquisadores, os dados sugerem que as pessoas infectadas produzem aerossóis contendo partículas mesmo quando não tossem.

     

    Nos testes feitos em Hong Kong, as máscaras funcionaram melhor contra os coronavírus do que contra o vírus da influenza, mas não barraram a passagem dos rinovírus. Presentes em 40% dos aerossóis e em 30% das gotículas de quem fez o teste sem a proteção, os coronavírus não foram detectados nem nos aerossóis nem nas gotículas dos participantes infectados que usavam máscara.

    No caso do vírus da influenza, o protetor facial parece ter reduzido apenas a passagem de gotículas carregadas de vírus: eles foram encontrados em 26% das gotículas de quem não usou máscara, ante apenas 4% de quem portava o equipamento —não houve diferença significativa na quantidade de aerossóis contendo o agente infeccioso.

    O estudo não avaliou se o uso de máscara impede pessoas saudáveis de se infectar, mas indica que o protetor pode limitar a capacidade de indivíduos portadores do vírus (mesmo que assintomáticos) transmiti-lo adiante. Estima-se que 80% das pessoas contaminadas com o novo coronavírus não apresentem nenhum sintoma. “Mas, no meio de uma epidemia, estamos desesperados. O pensamento é que, mesmo que diminua um pouco a transmissão, vale a pena usar a máscara”, dizem as autoridades de saúde.

    Segundo pesquisadores, durante o estudo verificou-se que outras medidas podem ser eficazes para reduzir a transmissão, como melhorar a ventilação de locais públicos fechados, como os supermercados, e instalar, acopladas a exautores, lâmpadas que emitem radiação ultravioleta do tipo C, que inativa vírus e bactérias.

    Por fim, entendem os especialistas que, no momento atual, é muito prudente e necessário sim a utilização das máscaras.

    Fonte Veja

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  • Três Pontas tem hoje 71 pessoas com covid-19; Total de casos é de 698, com 613 curados e 14 óbitos

    Três Pontas tem hoje 71 pessoas com covid-19; Total de casos é de 698, com 613 curados e 14 óbitos

    Município registrou ontem (22) 0 recorde de confirmações em um único dia: 22 novos casos.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta quinta-feira (22) com um dado alarmante: foram 22 novos casos de coronavírus em apenas 24 horas, o recorde desde que a Secretaria de Saúde começou de divulgar os boletins diários. Já nos dados desta sexta-feira (23) as informações trazem não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o de curados.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, que ocorreu no dia 17 de abril, a cidade já contabiliza 698 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 613 já se recuperaram e, infelizmente, 14 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje (23 de outubro) em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 71 pessoas estão com o vírus.

    No boletim da última quinta-feira (22) foi registrado o maior índice de contaminação num período de 24 horas, desde que a Secretaria Municipal de Saúde iniciou as divulgações via Boletim Epidemiológico na página oficial da Prefeitura. Foram 22 novos casos num único dia.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal é de 4.200.

    Duas pessoas seguem internadas com covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outras três estão com suspeitas da doença na unidade de saúde. Há 69 pessoas em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 190 dias. Isso dá uma média de 3,67 novos casos a cada 24 horas. Mas a realidade é mais preocupante, já que a curva de contágio do coronavírus segue em alta no município. Na última semana a média de novos casos diários foi de 10, mas oscilou entre 5 e 14 novas confirmações. E nos últimos dias a escalada foi ainda maior. De ontem para hoje foram mais 17 casos.

    Dois novos óbitos no início da semana

    O Conexão Três Pontas apurou junto ao setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas, na manhã desta segunda-feira (19) que o décimo terceiro óbito causado pelo coronavírus – divulgado inicialmente pela Prefeitura Municipal (fonte oficial) em seu site oficial (https://www.trespontas.mg.gov.br/coronavirus?fbclid=IwAR2Db56M3leOEgh2HQTRd6RsnDGmp6jyJ5zdWmjZbnJdeOb_0O_Fau10kT8) – tem como vítima uma mulher de 84 anos. Não foi informado se a vítima tinha comorbidades. Já a décima quarta morte é de um homem de 67 anos. Como comorbidades ele apresentava obesidade, insuficiência renal crônica e imunodeficiência/imunodepressão.

    “Dos 14 óbitos por coronavírus em Três Pontas 9 tinham Diabetes!”

    Cuidados

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

    As últimas informações divulgadas reiteram que uma vacina deverá começar a ser aplicada no Brasil somente no mês de dezembro, ou seja, daqui 2 meses, no mínimo. Todo cuidado é pouco!

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  • Covid-19: Secretaria de Saúde confirma mais duas mortes e Três Pontas totaliza agora 14 óbitos

    Covid-19: Secretaria de Saúde confirma mais duas mortes e Três Pontas totaliza agora 14 óbitos

    Município tem hoje 63 pessoas com covid-19. São 639 casos confirmados no total, com 562 curados.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta segunda-feira (19) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o de mortes, confirmando mais dois óbitos, chegando a 14. O número de curados também aumentou, totalizando 562 e o de internados na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis soma hoje 3 casos confirmados e ainda uma suspeita.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, que ocorreu no dia 17 de abril, a cidade já contabiliza 639 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 562 já se recuperaram e, infelizmente, 14 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje (19 de outubro) em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 63 pessoas estão com o vírus.

    A boa notícia é que no último dia 05 o número de pessoas com o vírus totalizava 68 casos. E agora, duas semanas depois, registrou-se uma queda, para 63 confirmações, sendo que 60 estão em isolamento domiciliar e outras 3 estão internadas na Santa Casa de Três Pontas. Há ainda 1 outro caso suspeito em observação na unidade de saúde.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal é de 3.814.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 186 dias. Isso dá uma média de 3,43 novos casos a cada 24 horas. Mas a realidade é mais preocupante, já que a curva de contágio do coronavírus segue em alta no município. Na última semana a média de novos casos diários foi de 10, mas oscilou entre 5 e 14 novas confirmações.

    Dois novos óbitos

    O Conexão Três Pontas apurou junto ao setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas, na manhã desta segunda-feira (19) que o décimo terceiro óbito causado pelo coronavírus – divulgado inicialmente pela Prefeitura Municipal (fonte oficial) em seu site oficial (https://www.trespontas.mg.gov.br/coronavirus?fbclid=IwAR2Db56M3leOEgh2HQTRd6RsnDGmp6jyJ5zdWmjZbnJdeOb_0O_Fau10kT8) – tem como vítima uma mulher de 84 anos. Não foi informado se a vítima tinha comorbidades. Já a décima quarta morte é de um homem de 67 anos. Como comorbidades ele apresentava obesidade, insuficiência renal crônica e imunodeficiência/imunodepressão.

    “Dos 14 óbitos por coronavírus em Três Pontas 9 tinham Diabetes!”

    * Aos familiares e amigos os nossos sentimentos.

    Cuidados

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

    As últimas informações divulgadas reiteram que uma vacina deverá começar a ser aplicada no Brasil somente no mês de dezembro, ou seja, daqui 2 meses, no mínimo. Todo cuidado é pouco!

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  • Covid-19: Secretaria de Saúde confirma mais duas mortes em Três Pontas

    Covid-19: Secretaria de Saúde confirma mais duas mortes em Três Pontas

    Município tem hoje 56 pessoas com covid-19. São 580 casos confirmados no total, com 512 curados e 12 óbitos.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta terça-feira (13) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o de mortes, confirmando mais dois óbitos, chegando a 12. O número de curados também aumentou, totalizando 512 e o de internados na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis soma hoje 3 casos confirmados.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, que ocorreu no dia 17 de abril, a cidade já contabiliza 580 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 512 já se recuperaram e, infelizmente, 12 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje (13 de outubro) em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 56 pessoas estão com o vírus.

    A boa notícia é que no último dia 05 o número de pessoas com o vírus totalizava 68 casos. E agora registrou-se uma queda acentuada, para 56 confirmações, sendo que 53 estão em isolamento domiciliar e outras 3 estão internadas na Santa Casa de Três Pontas. Há ainda 3 outros casos suspeitos em observação na unidade de saúde.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal é de 3.617, ou seja, 71 a mais que na última sexta-feira.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 180 dias. Isso dá uma média de 3,22 novos casos a cada 24 horas. Mas a realidade é mais preocupante, já que a curva de contágio do coronavírus segue em alta no município. Na última semana a média de novos casos diários foi de 11, mas oscilou entre 9 e 13 novas confirmações.

    Dois novos óbitos

    O Conexão Três Pontas apurou junto ao setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas, na manhã desta terça-feira (13) que o décimo primeiro óbito causado pelo coronavírus – divulgado inicialmente pela Prefeitura Municipal (fonte oficial) em seu site oficial (https://www.trespontas.mg.gov.br/coronavirus?fbclid=IwAR2Db56M3leOEgh2HQTRd6RsnDGmp6jyJ5zdWmjZbnJdeOb_0O_Fau10kT8) – tem como vítima uma mulher de 69 anos. Já a décima segunda morte é de um homem de 76 anos. Ambos tinham como comorbidade a diabetes.

    “Dos 12 óbitos por coronavírus em Três Pontas 9 tinham Diabetes!”

    * Aos familiares e amigos os nossos sentimentos.

    Cuidados

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

    As últimas informações divulgadas reiteram que uma vacina deverá começar a ser aplicada no Brasil somente no mês de dezembro, ou seja, daqui 2 meses, no mínimo. Todo cuidado é pouco!

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  • BOA NOTÍCIA: Três Pontas tem mais de 500 pessoas curadas da covid-19

    BOA NOTÍCIA: Três Pontas tem mais de 500 pessoas curadas da covid-19

    Cidade tem um total de 575 casos confirmados e 10 óbitos.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta sexta-feira (09) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados que também subiu. Também foi divulgado o volume de internados na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, que ocorreu no dia 17 de abril, a cidade já contabiliza 575 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 507 já se recuperaram e, infelizmente, 10 vítimas acabaram perdendo a vida. Isso significa que, hoje (09 de outubro) em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 68 pessoas estão com o vírus. Para este cálculo levamos em consideração o número total de positivados e descontamos o número de curados e também de mortes.

    Porém há um dado contraditório no Boletim Epidemiológico de hoje, já que segundo a publicação da Secretaria Municipal de Saúde hoje são 72 casos confirmados em isolamento e outras 4 pessoas, também confirmadas, internadas na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, o que totaliza 76 pessoas com covid-19 na cidade e não 58. Algum dado postado pela Prefeitura não está “batendo”. Nossa reportagem tentou contato com a Secretaria de Saúde para entender estes números mas até o fechamento desta reportagem não havíamos recebido resposta.

    Há ainda 2 casos ainda considerados como “suspeitos” na unidade de saúde de Três Pontas.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    Das dez pessoas que morreram em decorrência da covid-19 em Três Pontas, 7 são mulheres e 3 homens.

    * Nesta quinta-feira (08) completou-se 15 dias após a Festa do Padre Victor que, mesmo tendo sido realizada de forma online, infelizmente, contrariando as recomendações das autoridades municipais e de Saúde, recebeu diversas pessoas de outras localidades, devotos do Beato Francisco de Paula Victor. Há uma grande preocupação com a confirmação acelerada de novos casos, justamente em decorrência da vinda de romeiros. Por enquanto o aumento de casos diários segue dentro da média, não sendo notada, ainda, nenhuma influência nos dados por conta da festa religiosa do último dia 23 de setembro. E, na próxima segunda-feira (12) novamente haverá um feriado prolongado, o que deve mais uma vez trazer turistas para a cidade. Aguardemos os próximos boletins.

    O número de pessoas com síndrome gripal é de 3.546. São 51 casos a mais que ontem (08).

    Projeção

    Caso os números se mantenham iguais nos próximos 30 dias, no último dia do mês de outubro a cidade de Três Pontas poderá praticamente dobrar o número de casos confirmados, chegando a 1.000 positivados, cenário que preocupa os médicos e as autoridades locais. Eles dizem que as medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação, além do número de confirmados com covid-19 é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

    As últimas informações divulgadas reiteram que uma vacina deverá começar a ser aplicada no Brasil somente no mês de dezembro, ou seja, daqui 2 meses, no mínimo. Todo cuidado é pouco!

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  • Três Pontas tem hoje 70 pessoas com covid-19; São 551 casos confirmados no total, com 471 curados.

    Três Pontas tem hoje 70 pessoas com covid-19; São 551 casos confirmados no total, com 471 curados.

    Dez pessoas morreram em decorrência da covid-19 na cidade, sendo 7 mulheres e 3 homens.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta quarta-feira (07) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados que também subiu. Também foi divulgado o volume de internados na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, que ocorreu no dia 17 de abril, a cidade já contabiliza 551 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 471 já se recuperaram e, infelizmente, 10 vítimas acabaram perdendo a vida. Isso significa que, hoje (07 de outubro) em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 70 pessoas estão com o vírus.

    Desse total, 66 estão (ou deveriam estar) em isolamento social e outras 4 pessoas estão internadas na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Há ainda 4 casos ainda considerados como “suspeitos” na unidade de saúde.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    * Nesta quinta-feira (08) completará 15 dias após a Festa do Padre Victor que, mesmo tendo sido realizada de forma online, infelizmente, contrariando as recomendações das autoridades municipais e de Saúde, recebeu diversas pessoas de outras localidades, devotos do Beato Francisco de Paula Victor. Há uma grande preocupação com a confirmação acelerada de novos casos, justamente em decorrência da vinda de romeiros. Aguardemos os próximos boletins nesta semana.

    O número de pessoas com síndrome gripal é de 3.457, 39 a mais que ontem (06).

    Projeção

    Caso os números se mantenham iguais nos próximos 30 dias, no último dia do mês de outubro a cidade de Três Pontas poderá praticamente dobrar o número de casos confirmados, chegando a 1.000 positivados, cenário que preocupa os médicos e as autoridades locais. Eles dizem que as medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação, além do número de confirmados com covid-19 é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

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  • BOA NOTÍCIA: Pacientes graves de covid-19 melhoram com remédio contra artrite, diz estudo

    BOA NOTÍCIA: Pacientes graves de covid-19 melhoram com remédio contra artrite, diz estudo

    Um medicamento para artrite reumatóide pode ajudar a melhorar as condições de pacientes graves de Covid-19, internados com problemas respiratórios. Atenção: o remédio não deve ser usado para prevenção e não representa cura para a doença.

    O Tocilizumab, vendido sob a marca Actemra, é um medicamento com propriedades antiinflamatórias que os cientistas acreditam poder controlar a reação exagerada do sistema imunológico ao vírus. O remédio tirou pacientes graves da ventilação.

    No estudo, publicado na revista científica Medical Xpress, a equipe de pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão, analisou citocinas em 91 pacientes com diagnóstico de SRC – Síndrome de Liberação de Citocina.

    As injeções de tocilizumabe para artrite diminuíram os níveis de PAI-1 no sangue, bem como os de outras citocinas.

    Melhora

    Sete pacientes que receberam doses da droga tiveram sintomas reduzidos de febres e foram capazes de sair de ventiladores e oxigenoterapia.

    Nos casos de COVID-19, a doença causada pelo vírus, as tempestades de citocinas podem desencadear desconforto respiratório, o que pode levar à falência de vários sistemas de órgãos e morte.

    Atualmente, o tocilizumabe não é aprovado pela Food and Drug Administration dos EUA para uso em pacientes com coronavírus.

    Com informações do Daily Mail (Apud Sò Notícia Boa)

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