Um aposentado de Três Pontas se tornou a mais nova vítima do crime do chamado ‘bilhete premiado’. O caso aconteceu no último dia 10, mas somente agora ele procurou a Polícia Militar com um prejuízo de 20 mil reais.
De acordo com informações apuradas junto a Polícia Militar, um aposentado que não teve sua identidade revelada foi abordado por alguns criminosos no último dia 10, dizendo que eles tinham um bilhete premiado e que se o aposentado quisesse parte do dinheiro deveria repassar 20 mil reais ao bando. E foi exatamente o que o trespontano fez.
Eles se dirigiram até a agência local da Caixa Econômica Federal. O saque de 20 mil reais foi realizado e o dinheiro entregue aos criminosos. Sem perceber que se tratava de uma fralde, o idoso só foi se dar conta de que havia sido enganado dias depois. Em conversa com um amigo sobre o ocorrido, foi encorajado a procurar a Polícia Militar e registrar o Boletim de Ocorrência.
Infelizmente será muito difícil, pra não dizer impossível, segundo especialistas, reaver esse dinheiro. primeiro que os bandidos são desconhecidos, segundo que o crime ocorreu há vários dias e não se tem as características dos bandidos ou pistas para onde seguiram. Mas a PM faz um alerta: casos como o do bilhete premiado e de outros crimes tendo como vítimas idosos são muito comuns e aqui em Três Pontas não é diferente. É preciso ficar atento e desconfiar sempre.
Nesse caso a ganância por ter uma bolada em dinheiro de forma fácil acabou vitimando mais um idoso, deixando-lhe um prejuízo de 20 mil reais.
Um acusado de tráfico de drogas foi preso por uma guarnição a Polícia Militar de Três Pontas nessa quarta-feira. De acordo com as informações e fotos enviadas pela PM ao Conexão, Marcos Paulo da Silva, de 25 anos viu sua ‘casa cair’.
Conforme a Polícia Militar, a guarnição desconfiou do comportamento do condutor de um veículo Fiat Pálio que estava parado num local escuro no bairro Santa Maria. Então a viatura se aproximou, deparando-se com o jovem em atitude suspeita.
Diante do nervosismo do rapaz, os militares decidiram revistar o veículo e ao abrirem o porta-luvas se depararam com drogas entorpecentes. Foram localizados 97 papelotes de cocaína. O condutor estava de posse de R$332 em dinheiro.
A Polícia Militar conduziu Marcos até sua residência, na rua Regina Célia Vicentini, bairro Aristides Vieira e localizou mais dois papelotes de cocaína, além de plásticos utilizados para embalar a droga.
Marcos Paulo da Silva foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Policia Civil de Varginha.
Tráfico de Drogas
Artigo 33 da Lei nº 11.343 de 23 de Agosto de 2006
Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:
Pena – reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.
1o Nas mesmas penas incorre quem:
I – importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas;
II – semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas;
III – utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.
2o Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga: (Vide ADI nº 4.274)
Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa.
3o Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28.
4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. (Vide Resolução nº 5, de 2012).
Há tempos que Três Pontas deixou de ser aquela cidade serena, tranquila, com clima de interior, pacata, onde se deixava casas, portas e janelas abertas até durante a noite. Lembra quando se podia deixar a chave no contato e o carro aberto? Lembra quando se saia a noite sem medo e hora pra voltar? Pois é, precisamos rememorar, fazer um exercício e uma volta ao passado. Porque a realidade é bem diferente.
Hoje em dia Três Pontas se tornou uma cidade perigosa para se viver. Os trabalhadores, principalmente do comércio, exercem suas funções com medo e sempre a mercê dos bandidos. Quando um filho sai a noite os pais não refrescam a mente, não ficam sossegados e rezam pela volta sã e salva. Até na zona rural a coisa tá feia. Fazendas roubadas frequentemente.
O fato é que Três Pontas se tornou perigosa, assustadoramente entregue aos criminosos apesar das tentativas da PM e dos órgãos de segurança em zelar pelas pessoas e patrimônio. Mas essa mesma polícia que muitas vezes só chega quando os bandidos já ‘vazaram’, sofre com salários baixos, armas ridículas em comparação com os ladrões. Falta efetivo policial e vontade governamental.
A violência está aí, latente, sendo esfregada na nossa cara. A criminalidade em Três Pontas, assim como em todo país, está explodindo. Aqui, literalmente, afinal já até explodiram banco e dispararam de fuzil para o céu.
E é no céu, apenas lá, que chegam os pedidos de segurança e paz por parte dos trespontanos. Só rezando pra se sentir um pouco mais protegido. Já que os homens da lei não estão vencendo os bandidos, o jeito é orar.
Pagar uma conta numa casa lotérica virou cenário de alto risco, uma espécie de Faixa de Gaza. Mas também está perigoso nos bares, nos supermercados, nas lojas e lojinhas. Nos grandes e nos pequenos.
Se Três Pontas tivesse o tamanho e a população de São Paulo seria mais perigosa e estatisticamente teria mais crimes computados que a capital paulista hoje em dia.
Será que a mudança na lei do armamento poderia resolver. Eu sou amplamente a favor que o cidadão de bem, sem passagem na polícia, com endereço e emprego fixo, maior de idade, possa ter e portar uma arma de fogo. Como diria um velho ditado ‘antes a mãe de um bandido chorando do que a de um trabalhador’.
Inadmissível essa situação. Roubam tanto, desviam tanto, escalpelam em demasia nosso país, sugam suas riquezas que não sobra para investir em segurança, além de outras áreas vitais, é claro.
Nós, trabalhadores, pessoas de bem, somos reféns, estamos presos. Enquanto isso os bandidos soltos fazem a festa, passam ‘o rodo geral’, tanto o do colarinho branco quanto o ‘nóia’. E quando um desses cai na cadeia, recebe mordomias, salário, etc, etc… Quando morre um dentro do sistema carcerário, aí aparece mãe, esposa e o indecente Direitos Humanos para defender o picareta. Mas se morre um policial ou um trabalhador, fica apenas na estatística. Nada além.
A parte da população afetada diretamente pela violência é muito grande, maior do que se poderia imaginar. Nada menos do que um em cada cinco brasileiros que vivem nas cidades com mais de 15 mil habitantes foi vítima de uma ação criminosa no período de 12 meses. Agressão, sequestro, fraude, ofensas sexuais, discriminação, assassinato, estupro, furto e roubo. Ou então de acidente de trânsito. A porcentagem da população vítima desses vários tipos de ocorrência varia muito de Estado para Estado – de 46% no Amapá, o pior colocado, a 17% em Santa Catarina. Mas mesmo o índice deste último, o menos violento, ainda é alto. A situação dos mais ricos – São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, com 20,1% e 20% – é também ruim.
Não admira que 64,9% dos brasileiros manifestem o medo de ser assassinados e que a sensação de insegurança seja maior em cidades tão diferentes como Belém, Maceió, São Paulo e São Luís. E um sinal de que a população encara com pessimismo a evolução da situação é que para 60,3% das pessoas ouvidas a criminalidade piorou. Pessimismo que outros dados reforçam. Apenas 19,9% das vítimas procuram a polícia, ou seja, a grande maioria – 80,1% – prefere o silêncio. Isso quer dizer que, na verdade, os números sobre a criminalidade no País são ainda piores e, consequentemente, é maior a gravidade da situação.
O silêncio das vítimas – que também não é novidade – está diretamente ligado à falta de confiança na eficiência do aparelho policial. A relação da população com a polícia é ambígua. Por um lado, é elevado o índice de confiança na Polícia Militar (77,6%) como na Polícia Civil (79,1%). E 54,6% dos que procuram a polícia se declaram satisfeitos, mas por razões que pouco têm a ver com seu desempenho profissional – 23,2% atribuem a avaliação positiva ao atendimento cordial recebido e 24,2% à boa vontade para resolver o problema apresentado. Por outro lado, só 3,7% afirmam que o criminoso foi preso e 2,5% que foram informados do andamento da investigação.
Tratar bem os cidadãos é obrigação elementar dos servidores públicos, embora até pouco tempo atrás essa regra não recebesse a devida atenção da polícia.
Até as Polícias Civil e Militar, cuja desarticulação só favorece os bandidos, estão em frequente embate, discordância. Não falam a mesma língua.
Deixar de lado disputas político-partidárias é condição essencial para que essa ação conjunta se torne realidade. Isso não é nada fácil, mas os números indicam que a situação chegou a um ponto em que o interesse público tem de ser colocado acima de mesquinhas disputas de prestígio e poder. É o que certamente a população espera dos governantes.
O que resta é rezar, ‘mais um bucadim’, como diz o mineiro. Agarrar na fé, porque não temos mais nada. Bem vindo a Terra da fé, do café e da Música (Se gritar pela ladrão…), bem vindo ao novo ‘velho oeste’, terra de gente que gosta de mamar nas tetas do poder sem poder oferecer ao povo o que se promete em campanha.
Mãos ao alto, é um assalto! Só mais um… Até amanhã, até o próximo…
Roubados, agredidos e deixados pelados. Esse foi o enredo final de um crime ocorrido na noite desta quarta-feira (26) em Santana da Vargem. Dois criminosos chegaram ao Posto de Combustíveis localizado na MG 167, na entrada de Santana da Vargem e anunciaram o assalto com certo grau de violência.
Os criminosos chegaram separadamente. O primeiro, maior de idade, bebeu no restaurante do posto e na saída se dirigiu aos frentistas, anunciou o assalto e já na companhia do segundo criminoso, um menor de idade, roubou 300 reais, agrediu um dos frentistas e ordenou que eles deitassem no chão e tirassem suas roupas. O frio e violento bandido ainda voltou ao restaurante e roubou mais 200 reais.
Antes de irem embora em um veículo Ford Escort, com placas de Coqueiral, o menor desferiu de raspão um golpe de facão nas costas de um dos frentistas. Segundo uma das vítimas, os elementos estavam nervosos e violentos. A dupla de criminosos teria fugido sentido a Boa Esperança.
Até o fechamento desta reportagem ninguém havia sido identificado e preso. Não foi a primeira vez que esse posto de combustíveis sofreu um assalto.
Fãs varginhenses agora terão que fazer foto com o ‘ídolo’ assassino no chilindró.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (25), pelo retorno do goleiro Bruno Fernandes à prisão. A maioria dos ministros da casa votou contra o habeas corpus que garantia a liberdade do jogador. A decisão foi tomada por três votos a um.
Marco Aurélio Mello, que concedeu, em fevereiro deste ano, a liberdade do jogador, foi o único voto a favor. Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Rosa Weber votaram para Bruno retornar à prisão. O ministro Luís Roberto Barroso não participou da votação.
Bruno foi condenado pelo assassinato da ex-amante Eliza Samudio, em 2010, e estava solto desde 24 de fevereiro, por decisão do ministro Marco Aurélio Mello.
Na semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF um parecer pedindo a revogação da decisão que libertou Bruno. Desde que teve liberdade concedida, o jogador estava atuando no clube Boa Esporte, de Varginha, em Minas Gerais. O advogado do jogador Luan Veloso, soube da decisão e afirmou que irá se reunir com o restante da defesa para definir a estratégia a partir de agora.
Câmeras flagraram a chegada e ação dos criminosos.
Três Pontas parece ter virado o epicentro, o olho do furacão quando o assunto é criminalidade. A então cidade pacata de clima bucólico de interior não existe mais. A cada dia acordamos e dormimos com o medo e a sensação de insegurança. Agora foi a vez do Magazine Luíza ser alvo de bandidos armados. Foi na noite desta segunda-feira que quatro elementos entraram na loja e fizeram reféns. Quem estava lá passou momentos de pavor.
A loja de departamentos Magazine Luíza, localizada na Praça Tristão Nogueira, no centro de Três Pontas, foi assaltada no início da noite desta segunda-feira (24). Segundo informações apuradas pela nossa reportagem, quatro bandidos, divididos em duas duplas entraram na loja já com a porta praticamente fechada. Era por volta das 19 horas. Ainda havia clientes pagando contas ou fazendo compras. Dois dos criminosos estavam armados munidos de revólveres 38. Com os rostos descobertos anunciaram o assalto. Pediram a chave do balcão de celulares. Funcionários foram levados para o depósito.
Uma das clientes que estava na loja contou ao Conexão que funcionários e consumidores passaram momentos de pânico. A ação foi rápida. “Eles chegaram e foram dizendo ‘passa a grana’, fiquem todos quietos pra não levarem um tiro’, então as pessoas se assustaram muito. Eles pegaram o dinheiro dos caixas e também fizeram a limpa no balcão e no depósito com aparelhos celulares, i-phones e tablets. Eu fiquei muito nervosa”, relatou.
Uma conhecida fotógrafa da cidade também estava no local e muito nervosa falou rapidamente ao Conexão, enquanto deixava o local. Segundo ela realmente pessoas foram feitas de refém e o clima era de pavor.
Várias guarnições da Polícia Militar chegaram ao local, umas inclusive andando pela contramão. Com armas em punho entraram na loja mas já era tarde. A ação foi rápida, durou menos de 10 minutos. Os bandidos fugiram num veículo que acreditava-se ser de uma cliente, o que não foi confirmado.
A PM fez rastreamento em busca dos criminosos que levaram cerca de 6 mil reais e mais de 200 aparelhos eletrônicos, mas até o fechamento desta reportagem ninguém havia sido preso.
Um caso policial chamou a atenção da nossa reportagem na madrugada dessa quarta-feira (19). Um homem ameaçou enforcar e matar o próprio filho.
De acordo com informações da Policia Militar de Três Pontas, através do Cabo Chagas, um homem embriagado e já conhecido do meio policial teria chegado em casa por volta da 01h00 e bastante alterado, ameaçou enforcar e matar o próprio filho. Detalhe: a inofensiva criança tem apenas 2 meses de vida.
A esposa também teria sido ameaçada. Foi quando resolveram ligar para a PM e esclarecer os fatos. A Polícia Militar foi ao local e registrou o Boletim de Ocorrência. O autor da ameaça, a esposa e o bebê foram levados ao PAM para exame de corpo delito. Nada foi constatado.
Em contato com o delegado de plantão em Varginha, foi repassado à PM para liberar o homem, que deverá se apresentar na delegacia de Três Pontas e poderá responder pelo crime de ameaça.
Um corretor foi vítima de um crime na noite dessa terça-feira em Três Pontas. Dois elementos armados anunciaram o assalto e levaram sua caminhonete, dinheiro e celular. Era por volta das 20hs30min, nas proximidades do Saae, na Rua Bahia, que o corretor foi abordado por dois elementos numa moto CG Titan.
Gabriel Brito parou no endereço de um cliente para colher uma assinatura e de repente se viu com um bandido de cara limpa, tirando o capacete e anunciando o assalto.
Alem da caminhonete Amarok, que tem seguro, levaram um I-Phone 7 e a carteira com dinheiro e documentos. Os bandidos, segundo a vítima estavam frios e calmos. Ordenaram que o corretor não olhasse pra trás pra não levar um tiro. A arma usada foi um 38. Foi feito o Boletim de Ocorrência e a PM fez rastreamento em busca dos criminosos.
Acredita-se tratar de bandidos de fora da cidade e que o roubo possa ter sido encomendado. A caminhonete Amarok chamava atenção pelas rodas de liga leve, aro 20, avaliadas em 7 mil reais.
A Educação volta a ser brutalizada em Três Pontas! Depois do horrendo caso do incêndio criminoso na Escola Estadual Deputado Teodósio Bandeira, agora foi a vez do Caic, a Escola Municipal Nilda Rabelo Reis ser alvo de bandidos em Três Pontas.
Foi na manhã desta terça-feira que o diretor e funcionários do Caic, na chegada do trabalho, encontraram a escola violada. Nossa reportagem conversou com o diretor Celso Vítor Fernandes Júnior. Segundo ele foram levadas duas TVs e um aparelho de som.
“Constatamos o furto de uma TV no nosso auditório, que estava arrombado. Aí iniciamos uma averiguação em outras salas e no setor de psicomotricidade nos deparamos com a falta de mais uma TV e um aparelho de som. Nós, inclusive, estamos tendo atividades aqui no Caic que ficarão prejudicadas sem esses aparelhos”, comentou.
Conforme Celso esse não foi o primeiro caso de furto, mas foi registrado o Boletim de Ocorrência junto a Polícia Militar de forma inédita. Ainda não há pistas sobre os autores.
“Enquanto o assassino está foragido meu filho chora a falta do pai.”
Nove meses praticamente se passaram. Novas vidas enfeitaram os lares trespontanos. Mas nesse tempo a dor de uma mãe que viu seu filho ser covardemente assassinado continua sangrando. Renato Batista foi morto com um tiro na nuca por Alessandro Pereira dos Reis, que segue foragido. Uma criança, Davi, filho de Renato com Eliane Castelari, que tinha seis meses quando o crime ocorreu, sofre e chora a falta do pai. E é sobre esse enfoque que o Conexão volta ao caso.
Nossa reportagem conversou com Eliane Castelari, que viveu um rápido relacionamento com Renato Batista e que acabou engravidando. Ela falou de tudo que vem ocorrendo nesses 9 meses de dor, saudade e impunidade:
Conexão – Como tem sido a sua vida, criando o filho do Renato sozinha? Como a criança reagiu a isso tudo, a falta do pai?
Eliane – Nada fácil, minha vida mudou muito, eu não tenho mais ajuda e nem o apoio do Renato para me ajudar na criação do Davi. Meu filho sente a falta do papai dele. Tadinho, ele não pode ver uma moto, um capacete, um boné, que acha que o pai dele tá chegando. As lembranças que ele tem do Renato são coisas que me deixam muito triste.
Ele sente muito a falta do pai. O Davi tinha contato todos os dias com o pai dele. Eu falo que o papai dele foi morar com o Papai do Céu, porque ele ainda não entende as cousas.
Conexão – Como você cria o Davi?
Elaine – Sozinha, não tenho ajuda de ninguém, nem da família e nem dos amigos que me disseram que nunca iam deixar faltar nada para o Davi.
Conexão – O autor do crime, Alessandro Reis, ainda não foi preso. Como você vê isso?
Elaine – Acho muita injustiça tudo isso, um absurdo! Esse monstro ainda está solto e ainda tem pessoas que me falam que ele está lá na própria casa dele, escondido. Cadê as autoridades que não podem ir lá e dar uma busca na casa ou seguir a mulher dele, os parentes ou fazer rastreamento dos telefones?
Conexão – Você tem acompanhado o caso e cobrado providências por parte da polícia?
Elaine – Tenho sim, eu vou até na promotoria, sempre cobro. A morte dele não pode ficar em vão. Fui na polícia várias vezes para saber como está o caso. Eles me disseram que quando eu souber o endereço que o assassino está que é para eu ligar e informar que eles vão prendê-lo. Isso é um absurdo.
Conexão – Quais as novidades do caso?
Elaine – Tudo está do mesmo jeito, como se nada estivesse acontecimento.
Conexão – A motivação do crime foi absolutamente banal: som alto. O que você pensa sobre isso?
Elaine – Não gosto nem de ouvir som mais. Fiquei com trauma, acho que todos deveriam se respeitar, mas não chega e tira a vida de uma pessoa por causa de som não. Meu Deus, onde estamos? Isso é uma monstruosidade, um absurdo.
Conexão – O que você diria ao assassino do pai do seu filho, caso ficasse frente a frente com ele?
Elaine – Nossa, eu acho que a única coisa que eu faria era mostrar meu filho, o filho do Renato para esse assassino. Que direito você teve de tirar a vida de um pai que tinha o sonho de ver o filho crescer? Perguntaria isso a ele.
O Crime
Um crime brutal foi registrado pela Polícia Militar de Três Pontas no início da madrugada da quarta-feira, 27 de julho de 2016. Renato Batista, de 28 anos de idade, foi assassinado com um tiro na cabeça na entrada de sua casa, no bairro Bom Pastor, em frente a Maçonaria, atrás do Cemitério Municipal. O acusado é Alessandro Pereira dos Reis, um comerciante de 44 anos que teria envolvimento com o jogo do bicho, segundo a Polícia Militar.
O crime aconteceu por volta das 00:30. Tudo teria acontecido porque Alessandro, residente na Rua José Gonçalves da Costa nº 93, que já teria um histórico de desentendimento com o vizinho Renato, residente ao lado, no número 103, estaria incomodado com o som alto vindo da casa debaixo.
Alessandro, transtornado, saiu de sua casa e teria ido até a casa de Renato. Teria se deparado com a mãe da vítima, pedindo para chamá-lo. Foi quando Renato apareceu na entrada de sua casa e ao perceber que Alessandro estava armado se virou para retornar ao interior da casa, sendo alvejado friamente com um tiro na nuca, ao lado de sua mãe. Alessandro fugiu e Renato acabou sendo socorrido, mas já teria chegado ao Pronto Atendimento Municipal sem vida.
A entrada da casa ficou cheia de sangue. Renato ainda teria pedido para que o socorressem e não o deixassem morrer.
Sangue de Renato derramado na entrada de sua casa.
“O assassino não teve amor por um ser humano. Ele deu um tiro na nuca do Renato que estava ao lado da mãe dele.”
Três Pontas não registrava homicídio por arma de fogo desde 2010
Três Pontas estava entre as 10 cidades brasileiras com mais de 40 mil habitantes que não registrava uma única morte por arma de fogo desde 2010. Mas essa estatística foi quebrada no início da madrugada de uma quarta-feira (27 de julho de 2016), quando Renato Batista de 28 anos acabou sendo assassinado com um tiro na cabeça dado pelo vizinho Alessandro Pereira dos Reis.
No ano passado, o Conexão conversou com o Tenente Bruno Neves que explicou essa boa estatística de, até então, 5 anos sem um homicídio sequer por arma de fogo em Três Pontas:
“Saiu uma reportagem na site da Revista Exame abordando sobre estas cidades, com mais de quarenta mil habitantes, que não registraram nenhum homicídio com arma de fogo nos últimos anos. Destas cidades a única mineira é Três Pontas e no Brasil são dez. Na minha opinião isso é uma questão cultural, também a localização que a cidade se encontra, da tranqüilidade, e também do trabalho constante que a polícia faz, principalmente no acompanhamento criminal, na área de geoprocessamento, área de referenciamento, da inteligência de segurança pública aplicada diretamente na questão de polícia preventiva, porque o fato de não ter homicídio com arma de fogo, não quer dizer, que isso é aleatório, isso é em virtude do trabalho da Polícia Militar, pela quantidade de armas que são apreendidas, a quantidade de problemas envolvendo a criminalidade, principalmente o trafico de drogas”, explicou.
Mas infelizmente isso agora é passado e mais uma vida se foi por causa de discussão banal e um homem armado, com arma de fogo, que preferiu resolver na bala sua diferença.
ONDE ESTÁ O ACUSADO DE ASSASSINATO?
Nossa reportagem conversou com pessoas próximas ao acusado de ter matado Renato. essas pessoas comentaram que havia a possibilidade de Alessandro Reis se entregar no início deste ano, o que acabou não ocorrendo.
De acordo com informações apuradas junto a Polícia Civil várias denúncias sobre o paradeiro de Alessandro Reis chegaram até a sede de Delegacia da Polícia Civil. Elas teriam sido checadas, mas Alessandro continua foragido.
A última informação levantada é de que Alessandro estaria escondido numa propriedade rural ou fora do estado de Minas Gerais.
Esse caso não pode ficar impune e o Conexão Três Pontas continuará cobrando! Quem ver esse homem DENUNCIE! Ligue para o 190. Não é preciso se identificar.
De acordo com dados contidos no Boletim de Ocorrências lavrado pela Polícia Militar de Três Pontas no fim da manhã desta sexta-feira (16) um pai levou seu próprio filho para praticar o roubo de um celular numa loja especializada em vendas e reparos de aparelhos celulares. Mas eles acabaram se dando mal. O menor foi apreendido e o pai ‘mal exemplo’ foi preso.
A PM foi acionada pelos proprietários da empresa Cellteq, localizada na Rua Nossa Senhora d’Ajuda onde foi relatado que o autor Reginaldo Vitor Gervásio, natural de Lavras, compareceu até a loja para buscar seu próprio aparelho que havia sido deixado para conserto. Trata-se de um modelo Samsung J5.
Imagens de vídeo mostram Reginaldo e um menor, seu filho, chegando até a loja. O maior chega e estaciona a bicicleta na esquina. Em seguida chega o menor de idade. Outra câmera já mostra o menor dentro da loja de frente para a proprietária que falava ao telefone e num momento de distração dela, já que haviam três aparelhos sobre o balcão, o menor furtou um deles e saiu correndo, montando na bicicleta e tomando rumo ignorado. Uma terceira câmera já mostra o menino em fuga e na sequência saem da loja o maior de idade, que segundo os comerciantes é o pai do menor, e os próprios donos da loja, todos correndo.
A PM foi acionada e fez o Boletim de Ocorrência. Até então não se tinha visto os vídeos e não se sabia que a ação era conjunta. Conforme a vítima, após o crime, que acreditava-se ter sido apenas praticado pelo menor, o maior de idade de nome Reginaldo teria passado a ligar e cobrar outro aparelho ou dinheiro de volta, haja vista que o seu celular havia sido furtado dentro do estabelecimento, portanto de responsabilidade dos comerciantes.
Foi então iniciado rastreamento e o maior de idade foi localizado em sua residência junto com o menor. Então Reginaldo disse, segundo o B.O., que mandou seu filho furtar o celular que havia deixado para consertar para não precisar pagar os 370 reais dos reparos.
Pai e filho disseram aos PMs que deixaram o celular num ponto da Rua Coronel João dos Reis. A PM tentou mas não conseguiu localizar. Diante do exposto os policiais militares deram voz de apreensão ao menor por ato infracional e voz de prisão ao maior.
Eles foram conduzidos até a delegacia da Polícia Civil para demais providências.
Uma grande operação da Polícia Civil de Três Pontas terminou nesta sexta-feira (10) com a apreensão de drogas e a prisão de um comerciante no centro da cidade. Segundo informações repassadas ao Conexão pela PC a investigação de tráfico de drogas poderá terminar com o indiciamento de outros nomes. Supostos clientes do comerciante, ‘figurões’ da alta sociedade, deverão ser chamados para prestar depoimento.
Um comerciante especializado no ramo de fabricação de chaves, que possui uma empresa no centro de Três Pontas foi preso na tarde desta sexta-feira (10) em sua residência. Cristiano Castro, de 41 anos, estava sendo investigado desde 2011.
A prisão aconteceu na rua Zita Duarte, no bairro Antônio de Brito. Lá foi encontrada uma pequena quantidade de cocaína. Um grande aparato policial cuidou dessa operação. O que chamou a atenção foi o grande movimento de pessoas na casa do acusado, principalmente ‘figurões’ da alta sociedade trespontana.
Em seguida, a PC e o suspeito foram para a empresa localizada na Rua Ítalo Tomagnini. Cristiano Castro foi levado à Delegacia da Polícia Civil em Três Pontas e em seguida para o Presídio da cidade. Ele responderá por tráfico de drogas.
De acordo com a Polícia Civil, Cristiano selecionava seus clientes. Muitos deverão ser chamados para depor. Não está descartada a prisão de outras pessoas.