CAMPEÃO OLÍMPICO DE VOLEI PELO BRASIL, GIOVANE GÁVIO, É UMA DAS ATRAÇÕES
Fé, música e Café: II Seminário Trilhas visa impulsionar nossas riquezas através de ações planejadas, compartilhamento de boas práticas e debates em torno desses principais temas.
Para muitos municípios o Turismo é uma excelente fonte de renda e de desenvolvimento econômico-social. Para a população traz bem-estar, gera empregos, pertencimento, além de significativa melhoria na qualidade de vida.
Três Pontas é uma cidade com um grande potencial turístico que já vem sendo desenvolvido e explorado e o Seminário Trilhas será um ótimo momento para entendermos como podemos utilizar nossas principais riquezas para atrair investimentos, turistas, impulsionar nossos atrativos e buscar parcerias com outros municípios visando movimentar toda a região, através de potentes rotas e produtos turísticos.
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Entre os dias 11 e 13 de abril, mais uma vez Três Pontas será palco para grandes debates e palestras e contará com profissionais do setor em torno de uma programação recheada de informação, cultura e diversão para todos.
* Nos dias 11 e 12 de abril, o evento acontecerá no Centro Cultural Milton Nascimento (Rua Celso Gazola, nº 23 – Jardim Brasil), de 8h às 17h.
* No dia 13 de abril, o evento acontecerá no Clube de Campo Catumbi – CCC (Rua Barão do Pontal, 147 – Catumbi).
Veja a programação completa:
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O Conexão Três Pontas é um portal de notícias e marketing, criado no ano de 2014 e dirigido pelo jornalista profissional Roger Campos. Tem como linha editorial a propagação das boas notícias e como grande diferencial a busca incessante pela ética e pelo respeito à verdade dos fatos e às pessoas. Nosso jornalismo é feito de forma séria e sempre baseado no Código de Ética do Jornalistas.
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Três Pontas, terra da Fé, da Música e do Café, também já pode ser considerada a terra da cachaça artesanal de qualidade internacional. E isso se deve ao trabalho minucioso, detalhista, caprichoso do empresário Paulo Sérgio Souza Rodrigues e sua esposa Regina. Em um recente concurso estadual de ‘Rabo de Galo’, a Cachaça Divina Cana brilhou, ficou em segundo lugar e projetou o município para muito além das montanhas das Gerais na produção das melhores cachaças. Vamos conhecer mais…
Paulo Sérgio nos convidou a conhecer sua produção e desde a nossa chegada ao Alambique Ouro Verde ficamos muito bem impressionados com todo cuidado, zelo, carinho e busca incessante pela qualidade na produção das bebidas destiladas. Empresário bem-sucedido em outro ramo, ele nos contou que partiu também para esse ramo por conta de uma grande vontade pessoal de fazer algo que realmente lhe desse prazer.
“Além do trabalho que eu já tinha e tenho, eu precisava de algo se realmente se tornasse um hobby. E foi quando surgiu a ideia e a oportunidade de lidar com cachaça. Eu tive a oportunidade de estudar química industrial. Eu já tinha, portanto, uma noção de fermentação e produção de álcool, que é muito diferente da produção de cachaça. Mas que, sem dúvida, serviu como base para que eu, sozinho, lá no início, conseguisse produzir minha primeira cachaça, sem muita ajuda externa. E após começar a produção eu vi que era algo que realmente me dava muito prazer. Comecei então a estudar, li muito, fiz vários cursos e cheguei à conclusão que eu queria fazer um produto de excelência, de muita qualidade”, revelou Paulo Sérgio.
Ainda segundo ele, tudo que foi feito, construído na sua propriedade, foi justamente buscando a produção de cachaças especiais. A produção, meramente como hobby, começou no ano de 2016. Mas em 2019 partiu para um lado totalmente profissional. E os resultados não poderiam ter sido melhores, fruto de investimento, empenho e paixão.
“Eu então procurei a ajuda de uma responsável técnica, a Ana Marta Sátyro. Fui atrás de novos cursos para que pudesse me adequar a legislação”, ressaltou.
A cachaça é aclamada em todo mundo e é considerada a mais genuína bebida brasileira. Mas para se chegar a esse status, toda essa fama que o país goza, não foi fácil, muito menos surgiu do dia para a noite. Estamos falando das melhores cachaças do Brasil, não apenas daquela linha de produção barata, das ‘pingas comuns’ que abastecem os botecos de norte a sul e que são consumidas absurdamente todos os dias. No Alambique Ouro Verde, por exemplo, qualidade é a palavra de ordem.
“O que dá qualidade à cachaça, um destilado querido no mundo inteiro, por suas características, é a cana, o tipo de cana que você utiliza, a fermentação que você vai empregar, já que esse processo é fundamental, na ‘alambicagem’ as características que predominarão na bebida são incorporadas, por isso todo cuidado é necessário, separando por exemplo as cachaças comuns de grande produção daquelas mais tops, artesanais, de paladar e qualidade especiais. A utilização de barris de madeiras especiais também faz toda diferença. Madeiras como Carvalho, Amburana, Jequitibá ou Castanheira”, explicou o produtor.
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A DIVINA CANA
O Alambique Ouro Verde trabalha atualmente com 5 tipos de cachaças.
A Vulcano é armazenada por dois anos no Jequitibá Rosa e depois por mais um no Barril de Carvalho. Outra é a Febo, que também é curtida durante dois anos no Jequitibá Rosa e posteriormente mais um ano na Amburana. Já a aclamada Júpiter é um blend de carvalhos europeus e americanos, ficando em repouso por três anos no Carvalho. Tem também a cachaça prata, sendo uma bebida armazenada em depósitos de inox, que não altera a cor e nem agrega sabores de nenhuma forma que não seja a da própria fermentação/alambicagem.
Merece todo destaque ainda a cachaça Divina 165, envelhecida em barril de carvalho, de primeiro uso, carrega um traço abaunilhado firme e adocicado. Trata-se de um lote bem pequeno, de 165 garrafas numeradas, exclusivas, produzidas em homenagem ao aniversário de 165 da cidade de Três Pontas, onde cada comprador assina um quadro que fica à mostra na sede da cachaçaria. A Divina 165 ganhou muitas características sensoriais.
Além do vice-campeonato no concurso mineiro de rabo de galo (um drink que pode ser consumido como um shot rápido ou transformado em um coquetel saboroso. Tipicamente brasileiro, ele é feito com cachaça e vermute, onde se pode fazer novas leituras usando outros ingredientes como limão, cravo, Cynar, etc., marcando presença em botecos e também em bares modernos), a Divina Cana ficou em 13º lugar no campeonato brasileiro, um lugar honroso, de muita importância, já que havia cachaças de todo país, algumas com oitenta anos de tradição, outras bastante famosas, competindo.
“A valorização da culinária, das bebidas, dos costumes, também da cachaça, é fundamental para as nossas tradições culturais e eu quero fazer isso também na nossa propriedade. Vamos receber pessoas de Minas e do Brasil todo para mostrar como se produz uma cachaça de primeira. Curiosidades e características. A cachaça não perde, sensorialmente, para nenhum outro destilado”, concluiu Paulo.
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A CRÍTICA ESPECIALIZADA APLAUDIU!
O editor do portal Devotos da Cachaça, um dos mais respeitados do país quando o assunto é cachaça e o master blender Nelson Duarte se depararam com o estande da Cachaça Divina Cana e ficaram empolgados:
“Degustamos duas cachaças: a Divina Cana Júpiter, que ostenta o poderoso deus romano no rótulo, e a Divina Cana 165, com rótulo cheio de motivos musicais. Ambas cachaças armazenadas em carvalho. Após dois goles, balançamos a cabeça em conjunto, em sinal de aprovação. Apontei para o rótulo musical da 165 e disse: “Tem punch!”. Nelson, em meio tom, apontou para a Júpiter e disse: “Mais equilibrada! Ambos concordamos que estávamos diante de produtos de alta qualidade, mas cada um tinha sua favorita”, revelaram.
Então, bateu aquela vontade de experimentar? Se eles aplaudiram, aposto que você, adepto de uma cachaça de qualidade, também se renderá!
Os interessados podem saber mais ou adquirir os produtos visitando as redes sociais da Divina Cana.
Importante entendermos que quando se fala em cachaça não se pode adicionar nada! Se adicionarmos o produto se transforma em uma bebida mista. E também a graduação de álcool não pode ser inferior a 38 e não pode ser superior a 48, uma escala rigorosa que resulta na qualidade da cachaça produzida.
UM PRESENTE PARA O PRESIDENTE DE PORTUGAL
Pela terceira vez em menos de um ano e meio Minas Gerais desembarcou em Lisboa para mostrar a cultura, cozinha, belezas naturais e patrimônio histórico do estado. Essa terceira viagem de uma comitiva a Portugal teve um objetivo mais comercial: participar da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), uma das principais feiras de turismo do continente europeu, depois de uma bem-sucedida passagem pela FIT de Madri.
O presidente Marcelo Rebelo de Sousa foi presenteado pela secretária-adjunta Milena Pedrosa com uma cachaça mineira — Foto: Roberto Castro/MTur/Divulgação
Pelo estande, no primeiro dia de evento, passaram a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, o presidente Embratur, Marcelo Freixo, e o presidente de Portugal, Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, que, na oportunidade, foi presenteado com uma cachaça mineira, justamente a Divina Cana Júpiter, produzida aqui em Três Pontas no Alambique Ouro Verde.
NOVIDADES
De acordo com o empresário, para se lançar um produto demanda tempo e muita dedicação. Ainda para 2023 a expectativa do Alambique Ouro Verde é lançar uma linha de bebidas mistas (licores com ingredientes como café ou doce de leite), que agreguem valor aos produtos e também outras madeiras para a conservação de novas bebidas, como o bálsamo, por exemplo.
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A Prefeitura Municipal de Três Pontas, através da Secretaria Municipal de Cultura, divulgou em suas redes sociais a programação completa do Carnaval 2023. O movimento carnavaliza TP vem resgatando ano a ano os bons e velhos carnavais, fazendo com que muitos trespontanos permaneçam na cidade ao invés de viajar justamente por conta da rica programação, dos atrativos e da certeza de uma festa sadia, segura e de alto nível. O mesmo acontece com turistas que voltam a enxergar na Terra da Fé, da Música e do Café uma boa opção de lazer ou de descanso durante os 4 dias de festa do momo.
Veja o comunicado com a programação completa do carnaval 2023 em Três Pontas:
“No mesmo formato do último ano, teremos a programação na Pracinha do Centenário, no Sambódromo da Av. Oswaldo Cruz e no Pontalete.
Ao todo serão 12 horas diárias de festa, com uma programação eclética e para toda a família.
A partir das 14h, a Praça do Centenário será palco para a fantasia e a alegria das famílias. Samba, Axé e Marchinhas de Carnaval serão trilha sonora para a festa, que contará ainda com área de recreação infantil. Dessa forma, os pais podem rever e se conectar com os amigos enquanto as crianças se divertem com as brincadeiras, pinturinhas e toda diversão da área exclusiva preparada para elas.
O tradicional cortejo saindo da Praça do Centenário até a Av. Oswaldo Cruz também está de pé. A banda de Marchinha acompanhará os foliões até o palco do sambódromo. Ali, uma programação com artistas locais e outros de renome nacional animarão as quatro noites de Carnaval.
Lembrando que para a segurança de todos, haverá venda de ingressos solidários, no valor de R$3 o dia e R$10, o pacote para os 4 dias, revertidos para a Vila Vicentina e para o Hospital. (A logística de venda ainda será definida pelas entidades e comunicada em breve).
Então vamos para a programação do dia 18/02, sábado de Carnaval:
Dia 18/02/2023
PRAÇA DO CENTENÁRIO
14:00 som mecânico
14:30 Rasgacêro
16:00 Banda de Marchinha
17:00 Carnaval do Cabral (Bruno Cabral)
18:30 Banda de Marchinha
19:00 Saída do Cortejo
SAMBÓDROMO – AV. OSWALDO CRUZ
20:00 Abertura dos Portões – som mecânico
21:00 Lidy e Wallace
23:30 Terra Samba
02:00 Encerramento
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Dia 19/02/2023
PRAÇA DO CENTENÁRIO
14:00 Som mecânico
14:30 Rasgacêro
16:00 Banda de Marchinha
17:00 Lidy e Wallace
18:30 Banda de Marchinha
19:00 Saída do Cortejo
SAMBÓDROMO – AV. OSWALDO CRUZ
20:00 Abertura dos Portões – som mecânico
21:00 – Camisa 10
23:30 Bruno Cabral
02:00 Encerramento
Dia 20/02/2023
PRAÇA DO CENTENÁRIO
14:00 Som mecânico
14:30 Rasgacêro
16:00 Banda de Marchinha
17:00 Carnaval do Cabral (Bruno Cabral)
18:30 Banda de Marchinha
19:00 Saída do Cortejo
SAMBÓDROMO – AV. OSWALDO CRUZ
20:00 Abertura dos Portões – som mecânico
21:00 – Amanda Rissi
23:30 Yasmin Santos
02:00 Encerramento
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Dia 21/02/2023
PRAÇA DO CENTENÁRIO
14:00 Som mecânico
14:30 Rasgacêro
16:00 Banda de Marchinha
17:00 Lidy e Wallace
18:30 Banda de Marchinha
19:00 Saída do Cortejo
SAMBÓDROMO – AV. OSWALDO CRUZ
20:00 Abertura dos Portões- som mecânico
21:00 – Dj Kevin
23:30 Sambô
02:00 Encerramento
PONTALETE
Todos os dias, das 14h às 18h – Banda Exta’z tocando repertório de carnaval diversificado, com muito samba, axé e marchinha.”
*Com informações da Prefeitura Municipal de Três Pontas
Eventos culturais integram o tripé social do movimento ESG, mostrando a preocupação da cooperativa com questões de seu entorno que envolvem práticas ambientais, sociais e de governança corporativa
Em homenagem ao Dia Nacional da Cultura, comemorado em 5 de novembro, a cooperativa realizou a quarta edição da Semana Cocatrel Café e Cultura, de 5 a 11 de novembro de 2022. As quatro cafeterias Cocatrel, em Três Pontas, Nepomuceno, Carmo da Cachoeira e Santana da Vargem, foram palco do evento, que contou com atrações gratuitas ligadas à arte e cultura voltadas a toda a população.
A ação faz parte de inúmeras práticas que a cooperativa vem desenvolvendo nos aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa, integrando o movimento conhecido como ESG (Environmental, Social and Corporate Governance, ou seja, Meio Ambiente, Social e Governança Corporativa, em português). Na prática, são atuações empresariais que visam resultados econômicos apoiados em ações de cunho ambiental e social.
A programação contou com música ao vivo nas cafeterias e recreação infantil, para que os pais se divertissem com tranquilidade enquanto suas crianças brincavam em segurança. Quem participou aproveitou para degustar os itens do cardápio, especialmente os novos drinques alcóolicos a base de café, que já são tendência.
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Aconteceram também ações em parceria com as prefeituras locais. Em Três Pontas, por exemplo, tivemos uma apresentação dos alunos do Conservatório Municipal de Música Gileno Tiso na quarta-feira (9/11). O artesanato local marcou presença em todos os dias do evento e nas quatro cidades, com espaços dedicados à essa arte, que é fonte de renda de muitas famílias.
Durante a Semana Cocatrel Café e Cultura aconteceu um encontro do grupo Cafeína Cocatrel, na quinta-feira, em Santana da Vargem. As mulheres produtoras participaram de uma oficina de mosaicos com grãos de café, ministrada pela Flávia Miari. Cada uma produziu seu próprio espelho, utilizando os materiais disponíveis e muita criatividade. E, no dia do encerramento, tivemos ainda uma atração especial para as crianças: contação de história com Glauber Reis.
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Segundo Marco Valério Araújo Brito, presidente da Cocatrel, “é com muito orgulho que promovemos esse evento na região. Trata-se de um momento em que aproveitamos para unir os princípios cooperativistas à cultura local, envolvendo cultura, arte e diversão. Essa ação é um exemplo do compromisso da cooperativa com questões sociais e culturais da região, como parte das práticas ESG desenvolvidas”.
A Cocatrel agradece a participação dos cooperados, das prefeituras das cidades onde estão localizadas as cafeterias e também da comunidade local. Vale também um agradecimento aos músicos e artistas que participaram do evento: Glauber Reis, Bruninho Alves, Junior e Fagner, Isabela Morais, Mauro Paralovo, Lidy e Wallace, Rayane Chagas e Marco Elizeo, além da Tia Ellen cuidando da recreação infantil. Ano que vem tem mais!
Relato sobre a adoção de ‘Bituca’ e a triste história de Dona Maria do Carmo emocionaram os trespontanos nas redes sociais
De acordo com o portal UOL, a empregada doméstica Maria do Carmo, a Carminha, em foto tirada de sua carteira profissional no ano de 1940.
No início de 1942, trabalhando no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, numa pensão, Carminha, com0 era conhecida, conheceu o motorneiro (condutor de bondes) João, que residia na favela Barreira do Vasco. Dessa relação veio uma gravidez, a qual João resistiu em assumir.
Mesmo assim Maria do Carmo foi morar na favela com a família do companheiro, até receber a visita da sua ex-patroa Augusta (dona da pensão onde Carminha trabalhava), que impressionada com as péssimas condições de vida do menino ainda pequeno (não tinha dois anos de vida) sugeriu que Maria do Carmo retornasse ao seu antigo emprego.
Contudo, a jovem contraiu tuberculose e temendo que contagiasse o filho, retornou à sua cidade de origem, Juiz de Fora (MG), onde veio a falecer em 1944, com apenas 26 anos de idade.
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O menino acabou sendo adotado por Lília Silva Campos, filha de dona Augusta, vindo residir em Três Pontas (MG). Zino e Lilia passaram a cuidar da criança, dando-lhe todo amor, educação e também o contato com a arte. O seu nome é Milton Nascimento, que completou 80 anos de idade no último dia 26.
Lilia e Zino deram uma vida nova ao Miltinho. Três Pontas lhe deu a música…
Opinião
Aqui começou, aqui deveria terminar… Infelizmente, por questões pessoais, Milton Nascimento, nascido no Rio de Janeiro, adotado por Três Pontas não incluiu seu berço adotivo na turnê de despedida dos palcos, deixando seus conterrâneos tristes. Em Três Pontas Milton também sofreu? Sim, sofreu preconceito racial, foi impedido de entrar no Clube Trespontano, por exemplo. Mas tenho certeza que ele não tem mágoa da cidade, não julga e condena todos os trespontanos, conterrâneos e fãs, por conta de uma meia dúzia de pessoas más.
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Em 2011 Milton Nascimento gravou o disco ‘E a gente Sonhando’ que acabou virando uma turnê, onde diversos músicos trespontanos foram convidados e participaram das gravações no Centro Cultural que leva o nome do ícone da música mundial.
Milton é e sempre será um dos maiores cantores e compositores do mundo. Segue sendo de Três Pontas, de certa forma. Suas canções são eternas e embalaram e seguirão embalando muitas histórias da vida de todos nós.
Vários artistas locais que participaram da gravação de um disco do Bituca sobem o palco a partir das 18 horas
Três Pontas, que é a terra da fé, do café e também da música, realiza hoje, quarta-feira, 26 de outubro, dia do aniversário de 80 anos de Milton Nascimento, um grande show na praça que leva o nome de uma das mais famosas canções de um dos fundadores do Clube da Esquina.
No repertório muitas canções que fazem parte da história musical de Milton Nascimento e que ecoaram além das Gerais, em todo o Brasil e também mundo afora.
O cantor e compositor Milton Nascimento é carioca, mas mudou-se ainda criança para Três Pontas, sendo adotado por um querido e conhecido casal. A casa onde Bituca (apelido do artista) cresceu fica na Praça Travessia.
E ė lá que os 80 anos de Milton Nascimento, um dos maiores expoentes da Música Popular Brasileira, serão reverenciados e homenageados por diversos músicos trespontanos, dentre eles Clayton Prósperi, Ismael Tiso e tantos outros (veja a ordem das apresentações abaixo).
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Todos esses artistas nascidos em Três Pontas participaram do álbum e também da turnê denominada “E a Gente Sonhando”, de 2011.
O palco já está em fase final de montagem e o evento gratuito rola daqui a pouco.
Para os fãs apaixonados de Milton Nascimento, que infelizmente não incluiu Três Pontas na sua turnê de despedida, essa será uma grande oportunidade de reverenciar o artista. Apesar de Milton não estar presente, os músicos locais, que esbanjam talento, garantirão muita emoção na noite de hoje, na Praça Travessia, de frente para a casa do Seu Zino e de Dona Lilia, pais adotivos de Bituca.
Foi aqui em Três Pontas que Milton Nascimento ganhou não apenas uma família, mas também onde foi apresentado para a música, dando seus primeiros passos para se tornar um dos maiores cantores e compositores do mundo.
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Com realização da Associação Cultural de Três Pontas e Adjacências (ACTA) e apoio da Prefeitura de Três Pontas, o espetáculo denominado Gran Circo, projeto que teve a sua primeira realização lá mesmo na Praça Travessia há cerca de 15 anos atrás, chega agora na sua quarta edição.
Vale repetir que o show começa às 6h da tarde e é de graça.
Veja a ordem das apresentações:
1 André Duarte
2 Marco Elízeo
3 Mauro Marques e Iza Morais
4 Coral Infantil
5 Grupo Vocal Cigarras Cor de Rosa
6 Lidy Brito
7 Vilma Nascimento
8 Heitor Branquinho
9 Bruno Cabral
10 Natasha Maria
11 Elis Theophilo
12 Isabela Morais / João Marcos Veiga
13 Adriano Kamy
14 Compasso Lunnar
15 ARK-2 + participações
Com emoção e lágrimas. Assim foi a abertura das comemorações do Dia Nacional do Patrimônio Histórico, evento realizado pelo Governo Municipal através da Secretaria Municipal de Cultura. Uma das filhas do saudoso historiador Paulo Costa Campos, falecido recentemente, visivelmente emocionada lembrou de seu pai e agradeceu toda aquela homenagem. Alex Tiso, secretário de Cultura, chorou ao lembrar do primo e ao mesmo tempo da felicidade de ter perpetuado o seu legado através de um documentário produzido por Milton Lima.
O evento foi aberto na manhã desta quarta-feira, dia 17, no Centro Cultural Milton Nascimento. Diversas autoridades estiveram presentes dentre elas o prefeito Marcelo Chaves Garcia e o vice-prefeito Luís Carlos da Silva. Também estiveram presentes duas filhas do grande homenageado daquela manhã.
Em seu discurso, Marcelo Chaves disse o quanto é bom investir em Cultura e como está satisfeito com todo trabalho que vem sendo realizado pela secretaria. Destacou a importância histórica de Paulo Costa Campos para Três Pontas.
O saudoso historiador Paulo Costa Campos.
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Já Alex Tiso fez questão de dizer que toda vez que chega com demandas da Cultura no gabinete do executivo municipal, mesmo quando se trata de algum problema para resolver, que sempre encontra no prefeito Marcelo Chaves um sorriso no rosto, serenidade e boa vontade para atender as demandas.
Ederson Malaquias, chefe do Patrimônio Histórico, destacou a importância do trabalho que vem sendo feito nessa área e comentou a emoção das gravações do documentário produzido por Milton Lima.
“Foram três dias de gravação intensa na casa do senhor Paulo Costa e é algo que ficará para sempre na minha memória. Um trabalho belíssimo e que faz justiça a uma das grandes personalidades do município”, pontuou.
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Melissa Chaves Garcia, com importante atuação técnica no governo de seu pai, também se emocionou ao falar de Paulo Costa Campos e de um episódio envolvendo seus alunos na época em um concurso de redação.
Na sequência foi exibido o primeiro capítulo do documentário “Pelas palavras de um filho apaixonado por Três Pontas por Paulo Costa Campos”, numa produção belíssima e emocionante.
Depois aconteceu a palestra “A arte, memória e patrimônio: bens maiores para a vida”, ministrada por Jefferson da Fonseca Coutinho, presidente da Fundação de Arte de Ouro Preto.
O evento continua nos dias 18 e 19 no Centro Cultural Milton Nascimento, das 9 às 17 horas quando acontecerá a oficina de educação patrimonial e introdução à preservação e bens imóveis, ministrada pela professora Luana Marina Santos.
E no sábado, dia 20, último dia do evento, das 9:00 às 12:00 acontecerá a visita técnica e também a aula prática.
Coqueiral vibrou com o 52º Festival Nacional da Canção que agora segue para a Terra da Música
Chegou ao fim a segunda etapa classificatória do 52º Festival Nacional da Canção. Durante dois dias Coqueiral, no Sul de Minas, respirou arte, música e recebeu visitantes de vários estados brasileiros. Cerca de 8 mil pessoas estiveram na praça da matriz para acompanhar as apresentações musicais e artísticas. E a próxima parada será em TRÊS PONTAS!
Ao todo, 20 músicas foram apresentadas de compositores de Minas, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Goiás, Santa Catarina e uma música da França que participou de forma online . Elas encantaram o público e os jurados tiveram a difícil missão de escolher quatro para as semifinais em Boa Esperança (8 e 9/9), garantindo a cada uma um prêmio mínimo de R$2.500,00.
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MÚSICA: SOLICITUDES CIDADE: MOCOCA / SP COMPOSIÇÃO E INTERPRETAÇÃO:KICO ZAMARIAN
MÚSICA: LAÇADOR CIDADE: FEIRA DE SANTANA / BAHIA COMPOSIÇÃO: MÁRCIO TUBINO E ALEGRE CORRÊA INTERPRETAÇÃO: CAROL PEREYR
MÚSICA: TUDO CAI CIDADE: SÃO PAULO / SP COMPOSIÇÃO: GREGORY HAERTEL E DEMETRIUS LULO INTERPRETAÇÃO: DEMETRIUS LULO.
MÚSICA: PODE IR CIDADE: ILHA SOLTEIRA / SP COMPOSIÇÃO E INTERPRETAÇÃO: KAMYLLA VRECH
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Um sucesso brindado por um show especial de Zeca Baleiro. O cantor e compositor maranhense colocou todo mundo pra cantar e dançar ao som de grandes canções. Zeca fez um passeio pela sua discografia e claro, musicas marcantes da sua carreira. São 20 anos de estrada comemorados no palco do Festival Nacional da Canção em Perdões.
A caravana do Festival Nacional da Canção desembarca agora em Três Pontas, nos dias 19 e 20/8; Nepomuceno 26 e 27/8; Elói Mendes, 2 e 3 de setembro. As semifinais e final acontecerão em Boa Esperança nos dias 8, 9 e 10 de setembro.
Cultura na rua
Durante o dia, Coqueiral recebeu atrações especiais na praça da Matriz. O público acompanhou o que há de melhor na música clássica, instrumental, teatro e dança e artes circenses. O evento encantou por ser uma opção cultural diferenciada, raramente oferecida para a população desses municípios. Momentos inesquecíveis e dias com muita alegria e cultura.
Sobre o Fenac
O Festival Nacional da Canção nasceu em 1971, no auge dos grandes festivais da televisão brasileira e, desde então, acontece ininterruptamente, levando boa música, além de muita diversão para cidades mineiras. E, neste ano, não será diferente, muita música de qualidade e grandes talentos estão sendo esperados no festival que vai entregar cerca de R$ 200 mil em prêmios e o troféu Lamartine Babo para ao vencedor. Foram 1.050 inscrições de 22 estado brasileiros.
Relembre momentos marcantes do Fenac em Três Pontas
O Sicoob Copersul esteve presente apoiando a formatura da 1º turma de Agentes de Turismo Rural de Três Pontas.
Um projeto que tem como objetivo desenvolver o turismo local, aproveitando o que temos de melhor: nossa terra, nosso café, nossas histórias e a nossa gente.
Os roteiros já estão disponíveis através da agência Infinity Tour, para que todos nós possamos prestigiar as nossas riquezas.
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E falando em nossas riquezas, quantos talentos pudemos prestigiar no primeiro dia do Festival Canto Aberto, nossas crianças deram um show com muitas poesias, pinturas, fotografias e músicas lindas.
E nós tivemos a honra e prazer de poder entregar o Troféu Sicoob Copersul, na categoria música, para os três primeiros colocados.
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Desejamos parabéns a todos os participantes do Festival do Canto Aberto, que o talento de vocês seja cada vez mais valorizado e que vocês possam continuar fazendo o que amam.
O Sicoob Copersul se orgulha, e muito, de poder abraçar projetos como esses, que valorizam a nossa comunidade, nossos talentos e nossas riquezas.
Trespontano Milton Nascimento liderou o movimento e é o seu principal destaque.
O podcast Discoteca Básica lançou, no ano passado, uma enquete a respeito de LPs e CDs referenciais para a história da música popular brasileira. Os primeiros resultados, divulgados nesta segunda-feira (9/5), no primeiro episódio da quarta temporada, apontam o “Clube da esquina” como o maior álbum brasileiro de todos os tempos. A votação, anunciada como a maior e mais abrangente já feita no país, envolveu 162 especialistas de diferentes áreas ligadas à produção musical.
Realizada ao longo do segundo semestre de 2021, a votação envolveu jornalistas, como Nelson Motta, Sergio Martins, Jotabê Medeiros e Mauro Ferreira; produtores, como Kassin, Pupillo e Lampadinha; e músicos, como Leoni, André Abujamra e vários outros. Segundo os produtores do Discoteca Básica – o criador de conteúdo Guga Mafra e o jornalista Ricardo Alexandre -, o resultado final representa o maior guia já feito sobre a produção discográfica brasileira, tanto por causa do tamanho do corpo votante quanto pelo número de discos elencados.
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Cada votante contribui com sua lista pessoal dos 50 melhores álbuns de todos os tempos. O resultado completo da eleição será publicada no livro “Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos”, para o qual já foi aberta uma campanha de financiamento coletivo no Catarse, que fica no ar até o dia 9 de julho. As recompensas vão de pôsteres e marca-páginas até um EP tributo com cinco artistas da nova geração recriando músicas do álbum “Clube da esquina”.
No Discoteca Básica, Ricardo Alexandre traz semanalmente áudio-documentários a respeito dos grandes álbuns da música pop da história, sempre com convidados especiais, como Nando Reis, Herbert Vianna, Teresa Cristina, Titi Müller, Luis Fernando Veríssimo, Pitty e muitos outros.
Os personagens da famosa capa, já adultos.
O primeiro episódio desta quarta temporada é, naturalmente, a respeito de “Clube da esquina”. O convidado do programa é o também mineiro Samuel Rosa. A nova temporada terá dez episódios, todos selecionados dos 30 primeiros colocados do ranking. O programa está disponível em todas as principais plataformas de podcast, e também no site oficial www.podcastdiscotecabasica.com.
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Confira o Top 10 da votação
1. “Clube da esquina” (1972) – Milton Nascimento e Lô Borges
2. “Acabou chorare” (1972) – Novos Baianos
3. “Chega de saudade” (1959) – João Gilberto
4. “Secos & molhados” (1973) – Secos & Molhados
5. “Construção” (1971) – Chico Buarque
6. “A Tábua de esmeralda” (1974) – Jorge Ben Jor
7. “Tropicália ou panis et circencis” (1968) – Vários artistas
8. “Transa” (1972) – Caetano Veloso
9. “Sobrevivendo no inferno” (1997) – Racionais MC’s
10. “Elis & Tom” (1974) – Elis Regina e Tom Jobim
Membros do Clube da Esquina com o saudoso presidente Juscelino Kubitschek
Trabalho reúne nomes do cenário do sul de Minas e nacional, consagrando a trajetória do pianista e compositor natural de Três Pontas, com formação clássica e influências do rock ao jazz e popular; disco ainda conta com os prestigiados instrumentistas Walmir Gil e Enéias Xavier e com a cantora Sarah Abreu
O compositor e pianista Clayton Prósperi lança no próximo dia 08 de abril, em todas plataformas digitais, o álbum Cativo (Embornal Records). O trabalho tem participações de nomes como Toninho Horta, Marco Lobo, Teco Cardoso e do arranjador Rafael Martini, além de instrumentistas da proeminente cena musical do sul de Minas. A faixa de abertura, “Caminhante”, lançada na forma de single, já estará disponível para audição a partir desta terça, 15 de março.
“Quando você vai gravar seu disco?” Com uma carreira já consolidada e respeitada como instrumentista, gravado por grupos e artistas como Milton Nascimento, essa pergunta passou a ser cada vez mais recorrente para o trespontano. Como bom mineiro, o trabalho foi maturado e construído com calma, envolvendo três anos entre estúdio e finalizações. O difícil momento de pandemia, de fechamento e reclusão, perpassa o título da faixa que deu nome ao disco: Cativo. Mas a palavra também traz o sentido de fascinar, de estimular a contemplação sensível e poética. E essa é uma das marcas do trabalho e da personalidade musical do artista.
“Como quem gira um caleidoscópio, Clayton parece exportar aquelas visões lindas, quase alucinantes, para suas tão impressionantes composições.”
Fredera, guitarrista, em texto de apresentação do disco.
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“A música de Clayton é delicada, refinada, cativante, mas é sobretudo bonita, muito bonita.”
Pasquale Cipro Neto, professor, em texto de apresentação do disco.
Os temas trazidos ao disco percorrem diferentes momentos da carreira do artista, de canções feitas na juventude até inspirações e parcerias mais recentes. “Selecionei as composições que, acredito, traduzam melhor minha essência”, explica Clayton. De modo geral, as gravações se dividiram entre duas cidades mineiras, cada qual contando com uma formação-base. Em Alfenas ele esteve ao lado do baterista Eduardo Sueitt e do baixista Dedê Bonitto. Já Belo Horizonte, o entrosamento do pianista se deu com o baixista Enéias Xavier e com o baterista Victor Mendes. “Depois vieram todos os complementos de vozes, vocais e instrumentos em cima dessas bases gravadas ao vivo. Isso a meu ver trouxe mais organicidade e calor ao som. E claro, todos os participantes colocaram um pouco de si em suas participações, que só acrescentaram brilho e luminosidade ao processo”, conta.
De forma natural, as faixas acabam por apresentar estas duas cenas musicais por onde Clayton circula: uma a partir da capital mineira, dividindo gravações com instrumentistas de renome nacional, e outra do Sul de Minas, berço de uma produtiva e talentosa geração contemporânea. “O momento para a nova música mineira se reabre gloriosamente e me sinto muito feliz e honrado por fazer parte disso”, celebra Ao longo do álbum, notam-se referências marcantes do artista, do Clube da Esquina e rock a Jobim, de Ivan Lins a Dori Caymmi, de Villa-Lobos a Egberto Gismonti. O compositor, no entanto, bebe nessas fontes para alcançar uma música nova, vibrante, lançando mão de composições e arranjos que abolem fronteiras.
A faixa da abertura, Caminhante (parceria com Talis Júlio), é uma síntese disso. O piano dinâmico e arpejado, com sintetizadores e percussão, culmina em envolvente abertura de vocais (com participação de Tutuca e Talles Prósperi) e solo do guitarrista David Santos. Vinheta da Quietude deixa clara a formação clássica em piano, com direito a violoncelo de Leonardo Castilho. A faixa, de caráter erudito, se funde a Inquietação (letra de Edson Penha), composta especialmente para a participação da cantora Sarah Abreu, amparada pelo violoncelo de Castilho e pelo bandolim de Leonardo Chalana.
Samba em Sete é o retrato do apuro e domínio do instrumental contemporâneo pelo pianista, numa gravação que recebeu a guitarra de Ismael Tiso, percussões de Marco Lobo e vocais da filha Mariana Prósperi. Todas as faixas do álbum tem arranjos de Clayton, com exceção de Cativo, para o qual convidou Rafael Martini, colega dos tempos de graduação em Música na UFMG, conduzindo um sofisticado quarteto de cordas (formado por membros da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais). A refinada balada ainda tem solo do prestigiado trompetista Walmir Gil.
Em Feira da Fé, Clayton convidou o grupo Compasso Lunnar, que integra desde 2017 ao lado de Fernando Marchetti (bateria), Ismael Tiso (guitarra) e Tutuca (baixo). O grupo, que se destaca desde então em festivais e gravações, traz o seu visceral e criativo progressivo mineiro, de caráter autoral. Já De Mar e Drummond revista um tema já premiado de Clayton, com lirismo e poesia que contam com o violão de Maurício Ribeiro.
A faixa Conta tem duas participações de peso: o percussionista Marco Lobo e Toninho Horta. Além da clara admiração pelo guitarrista vencedor do Grammy Latino 2021, Clayton guarda a memória afetiva do período em que o artista morou em Três Pontas e ia tomar café na firma onde o adolescente trabalhava de office boy, já naquela época fã de discos como Terra dos Pássaros – posteriormente eles chegaram a dividir o mesmo palco. “Hora Senhora”, que fecha o disco, exala brasilidade, recebendo a flauta de Teco Cardoso.
Cativo tem identidade visual de Leonora Weissman, a partir de pintura original da artista plástica. As imagens refletem um pouco do próprio álbum: a serenidade de um trabalho maduro e consistente, mas com o frescor de um artista inquieto, de talento e influências múltiplas em sua palheta musical. Nas palavras do guitarrista Fredera, que também assina texto no encarte, “como quem gira um caleidoscópio, Clayton parece exportar aquelas visões lindas, quase alucinantes, para suas tão impressionantes composições. […] Melhora o mundo em que estamos”. Fazer da música algo que contribua para o bem-estar das pessoas é um dos objetivos principais do artista neste seu primeiro álbum solo. Cativo, sem dúvida, cumpre tal objetivo.
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Mais sobre Clayton Prósperi
Natural de Três Pontas (MG), Clayton Prósperi tem formação em piano clássico pela Universidade Federal de Minas Gerais. É professor dos conservatórios de Três Pontas e Varginha e já recebeu premiações em inúmeros festivais da canção, tendo sido finalista do prêmio Visa edição Compositores, de 2000. Instrumentista requisitado para gravações de gêneros diversos, do rock ao jazz e MPB, é integrante do grupo Compasso Lunnar e pianista/diretor musical do espetáculo De Coisas que Aprendi com Elis. Em 2011 integrou as gravações e a turnê nacional do álbum “E a gente sonhando”, de Milton Nascimento, tendo sua música “Eu Pescador” (parceria como Haroldo Jr.) gravada junto ao cantor em tal trabalho indicado ao Grammy Latino.
Em agosto do ano passado, Elden entrou com uma ação contra a banda e alega que a imagem de si mesmo, quando tinha 4 meses, na capa do álbum constitui exploração sexual e pornografia infantil. Mais um belo exemplo de “quem lacra não lucra!”
A justiça da Califórnia, nos Estados Unidos, rejeitou nesta segunda-feira, 3, o processo movido por Spencer Elden, conhecido mundialmente por aparecer nu ainda bebê na capa do álbum “Nevermind”, lançado em 1991, contra o Nirvana.
Em agosto do ano passado, Elden entrou com uma ação contra a banda alegando que a imagem de si mesmo, quando tinha 4 meses, na capa do álbum constitui exploração sexual e pornografia infantil.
A ação contava com 15 réus, entre eles, membros da banda, a viúva de Kurt Cobain, Courtney Love e a gravadora que lançou e distribuiu o disco nos últimos 30 anos. O álbum foi lançado em 1991. Ele pediu 150 mil dólares de cada um dos 15 réus.
A defesa de Elden, hoje com 30 anos, perdeu o prazo para apresentar uma resposta ao pedido da banda para encerrar o caso. Por isso, o juiz americano Fernando Olguin encerrou o caso. Elden poderá recorrer da decisão até o dia 13 de janeiro.
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A defesa da banda solicitou o fim do processo, apontando que as alegações de Elden não tinham mérito. Os advogados justificaram que, a partir da teoria dele, qualquer um que possuísse uma cópia do álbum seria culpado por posse de pornografia infantil, por exemplo. No documento, destacaram também que, até recentemente, o jovem parecia gostar da notoriedade adquirida como o “bebê do Nirvana”.
No processo, os advogados de Elden alegaram que a “verdadeira identidade e nome legal de Eden estão para sempre ligados à exploração sexual comercial que sofreu como menor, que foi distribuída e vendida em todo o mundo desde que ele era um bebê até os dias atuais”. Eles afirmam também que a imagem faz com que Elden se assemelhasse a “um trabalhador do sexo agarrando-se por uma nota de 1 dólar”. Elden alega que sofreu danos emocionais extremos e permanentes com manifestações físicas até os dias de hoje.
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Spencer Elden já reproduziu a foto em 2001, 2008 e 2016 para jornais e revistas. Em uma das oportunidades, quando tinha 17 anos, ele disse que se sentia estranho por tanta gente já ter o visto pelado e que se sentia a maior estrela pornô do mundo.
Segundo Robert Fisher, que desenhou a capa, a ideia da foto do bebê do Nirvana surgiu após Kurt Cobain e o baterista Dave Grohl assistirem a um documentário sobre partos dentro d’água. A imagem é vista por fãs da banda como uma ironia, por ilustrar o primeiro álbum da banda após assinar contrato com uma grande gravadora.