Categoria: Destaque

  • Anvisa proíbe venda de gel de arnica, sebo de carneiro e creme Doutorzinho

    Anvisa proíbe venda de gel de arnica, sebo de carneiro e creme Doutorzinho

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, produção e distribuição de vários cremes fabricados pela empresa Cristóvão Silvestre dos Santos, que adota o nome comercial Cri Cosméticos. Os cosméticos proibidos são o Gel Suavizante de Arnica, Gel Tarja Preta, Sebo de Carneiro Extra e Doutorzinho.

    Segundo a Anvisa, a empresa não possui autorização para funcionamento. Portanto, seus produtos não possuem registro junto ao órgão.

    De acordo com a resolução publicada na semana passada, todos os produtos à venda devem ser apreendidos e retirados do mercado. Existem no mercado vários cremes vendidos com os mesmos nomes desses barrados pela Anvisa, todos com a promessa de reduzir dores musculares, entre outras.

    Nenhum representante da empresa, sediada em Arapiraca (AL), foi encontrado para comentar o caso.

    Fonte Veja

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    Roger Campos

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  • Governo quer vacinar 11 milhões contra pólio e sarampo a partir do dia 6

    Governo quer vacinar 11 milhões contra pólio e sarampo a partir do dia 6

    A campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite, promovida pelo Ministério da Saúde, acontece de 6 a 31 de agosto, em todo o Brasil. A expectativa é vacinar 95% das crianças de 1 a 5 anos de idade, em um total de 11,2 milhões. As informações foram divulgadas em uma coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (31).

    O “Dia D” está marcado para sábado, dia 18. Na ocasião, mais de 36 mil postos de vacinação do país se mobilizarão para vacinar as crianças. Todas devem ser imunizadas, inclusive aquelas que receberam a vacina recentemente. Só estão dispensadas as que foram vacinadas há 30 dias com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Porém, elas devem se receber a dose contra a poliomielite novamente. Não poderão ser vacinadas crianças imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento para leucemia e pacientes oncológicos.

    A campanha começa com a missão de aumentar a adesão. Para se ter uma ideia, no ano passado, apenas 78,4% do público-alvo recebeu a vacina contra a pólio. No caso do sarampo, a primeira dose alcançou 85,2% e a segunda, 69,9%. Ao todo, o Ministério da Saúde investiu R$ 160 milhões e adquiriu 28 milhões de doses das vacinas.

    Para o ministro Gilberto Occhi, a queda na vacinação está ligada ao sucesso das ações anteriores de imunização, o que, segundo ele, teria causado a falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar. Além disso, ele relacionou a diminuição ao desconhecimento individual sobre a importância e benefícios das vacinas, aos horários limitados de funcionamento dos postos de saúde e às notícias falsas que circulam na internet e no whatsapp causando dúvidas sobre a importância e a segurança das doses.

    A pólio está erradicada no Brasil desde 1989 e a vacina é a única maneira de manter a doença longe. O sarampo, que não era notificado desde os anos 1970, reapareceu neste ano e foram registrados 822 casos no Brasil e fez vítimas recentemente em Roraima e Amazonas, tanto brasileiros como estrangeiros. “Precisamos garantir a imunidade de grupo. Dessa forma, criamos uma barreira sanitária e é uma oportunidade de corrigir falhas vacinais. Enquanto a doença não for erradicada mundialmente, vamos manter a campanha”, explica Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 31, em Brasília.

    Fonte Crescer

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    Roger Campos

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  • Novos prédios devem substituir fóruns antigos em 12 cidades no Sul de Minas

    Novos prédios devem substituir fóruns antigos em 12 cidades no Sul de Minas

    Doze novos prédios deverão substituir fóruns antigos, que já estão defasados no Sul de Minas. As obras são parte de um projeto do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que irá construir e reformar fóruns em até 30 cidades mineiras até 2024. Os recursos fazem parte do Fundo Especial do Poder Judiciário. O objetivo é fazer a melhor distribuição de processos na região e atender os municípios atendidos por cada comarca.

    Na comarca de Cássia, o novo prédio irá resolver a falta de espaço do prédio atual. Esse é o principal argumento do juiz da 1ª Vara Cível e Criminal, Armando Fernandes Filho. Segundo ele, a atual construção foi para apenas uma vara, mas o atual prédio precisou ser adaptado para comportar duas. E o novo também terá espaço para uma terceira vara.

    Em Itajubá, o novo fórum pretende reunir em um único local, as duas unidades espalhadas pela cidade.

    “A melhora será muito grande, principalmente para os servidores. Além de reunir todas as quatro varas num único prédio, ainda há a possibilidde de instalação de novas. Um prédio novo com salas amplas e apropriadas farão com que os trabalhos possam fluir melhor”, descreve o juíz Titular da 2ª Vara Cível e Substituto da Direção do Foro, Selmo Sila de Sousa.

    Andamento

    No Sul de Minas, estão na fase inicial de projetos os edifícios das comarcas de Cruzília (MG), Natércia (MG), Poços de Caldas (MG) e Varginha (MG), Já se encontram em processo de licitação as obras das comarcas de Três Corações (MG), Itajubá (MG), Cambuí (MG), Carmo do Rio Claro (MG), Machado (MG), Monte Sião (MG), Cássia (MG) e Pratápolis (MG).

    As construções seguem um projeto padrão e, por isso, tem orçamentos iguais. Todos prevêem dois pavimentos e capacidade para abrigar três varas. Também terão um elevador, ar condicionado em todos os ambientes e estacionamento para 58 veículos, com seis vagas para motos e seis para bicicletas. O investimento total será de R$ 113 milhões.

    As comarcas com orçamentos mais caros são Três Corações e Itajubá: R$ 30 milhões. Na sequência, vêm os prédios das comarcas de Cássia, Carmo do Rio Claro, Cambuí e Machado que deverão custar R$ 10 milhões cada. Pratápolis fica logo atrás com orçamento de R$ R$ 9 milhões e Monte Sião de R$ 4 milhões.

    Para os cinco prédios orçados em torno de R$ 10 milhões, os envelopes das empresas interessadas em realizar as obras foram abertos no dia 10 de julho. A seleção segue com a escolha das empresas e prazo de recursos.

    Os maiores orçamentos também têm maior prazo. É o caso de Três Corações e Itajubá. Estão previstos 780 dias para concluir as obras assim que forem iniciadas. Para Carmo do Rio Claro, Cássia, Pratápolis, Cambuí e Machado, o prazo de conclusão é de 450 dias. Apenas Monte Belo terá um prazo de 360 dias.

    Os prédios de Itajubá e Três Corações terão capacidade para atender nove juízes, cinco pavimentos e área construída de 7 mil m² de construção. As cidades atendem juntas 220.955 pessoas.

    Só a comarca de Itajubá atende uma populacão de 129.141 habitantes das cidades de Wenceslau Braz, Marmelópolis, Delfim Moreira e Wenceslau Braz. E, a de Três Corações, atende as cidades de São Bento Abade e São Tomé das Letras com o total de 91.814 pessoas. No outro extremo, está a comarca de Monte Sião com o menor orçamento do TJMG e também a menor populacão atendida com seus 23.444 habitantes.

    Fonte G1 Sul de Minas 
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    Roger Campos

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  • DIREITO AO ESQUECIMENTO – Chalfun Advogados

    DIREITO AO ESQUECIMENTO – Chalfun Advogados

                Prevê o artigo 5º, inciso X da Constituição Federal que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, conjugado com artigo 21 do Código Civil, é assegurado ao cidadão a inviolabilidade de sua vida privada. Somadas, essas disposições legais caracterizam o que comumente nomeia-se “direito ao esquecimento”. Esse direito consiste em não permitir que um fato que ocorreu no passado, sendo ele público ou não, gere um estigma eterno, causando sofrimentos, transtornos e até injustiças a uma pessoa.

    Tal instituto não é recente na doutrina do Direito, tanto é que vem sendo utilizado em decisões judiciais da esfera cível, mas recentemente o Ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entendeu que a teoria do “direito ao esquecimento” não deveria ser aplicada apenas em âmbito cível, mas por sua essência, ser aplicada também à esfera criminal, como decorrência do princípio da Dignidade Humana (artigo 1º, III, Constituição Federal).

    A justificativa para esse embasamento visa “reduzir” a pena imposta a um réu condenado, que já cumpriu sua pena legal e precisa se reajustar à sociedade, evitando que se tornem perpétuos os fatos que o levaram à prisão, valorando a negativação de seus antecedentes, bem como estancar o estigma de criminoso que causa inúmeros prejuízos a ex-presidiários.

    O Enunciado 531, da VI Jornada de Direito Civil do Conselho da Justiça Federal (CJF) foi aprovado em 2013 e defende que a tutela da dignidade da pessoa humana na sociedade inclui o direito ao esquecimento. Apesar de não se tratar de norma cogente, está fundamentada na interpretação do Código Civil, que em linhas gerais, dispõe que ninguém é obrigado a conviver eternamente com o passado.

    É importante salientar que apesar da tese ser acolhida pelo STJ, alguns doutrinadores criticam a existência desse direito, alegando constituir conflito entre o direito de esquecer e a liberdade de expressão e informação, além de significar perda da história fazendo desaparecer registros de crimes bárbaros que foram cometidos e que são de absoluto interesse público.

    Àqueles favoráveis à aplicação da teoria, o direito à informação confrontado com o direito ao esquecimento deve levar em conta o interesse público atual. Ou seja, a divulgação da informação só deve persistir se a repercussão do tema se estender entre a sociedade.  De modo que não há que se falar em direito ao esquecimento se for notória a publicidade da notícia. Por outro lado, se não houver interesse público atual, e o fato já não tenha repercussão social, a pessoa pode exercer o direito de “ser esquecida”, devendo ser impedidas as notícias sobre um fato que já ficou no passado.

    A jurisprudência recente do STJ no Recurso Especial nº 1.707.948 – RJ (2017⁄0282003-2) foi no seguinte sentido:

    “não se pode tornar perpétua a valoração negativa dos antecedentes, nem perenizar o estigma de criminoso para fins de aplicação da reprimenda, pois a transitoriedade é consectário natural da ordem das coisas. Se o transcurso do tempo impede que condenações anteriores configurem reincidência, esse mesmo fundamento – o lapso temporal – deve ser sopesado na análise das condenações geradoras, em tese, de maus antecedentes”.

    O tema em tela não possui regras ou tese sedimentadas, ele é fundamentado tão somente em debates principiológicos que devem analisar minuciosamente o caso concreto. Concluindo, se a pessoa deixou de atrair notoriedade, desaparecendo o interesse público em torno dela, esta merece ser deixada de lado, como desejar. Pode-se dizer que, apesar das discussões favoráveis ou contrárias, o direito ao esquecimento abarca questões cíveis, criminais e também outros aspectos extraprocessuais da vida de pessoas que simplesmente almejam ser esquecidas.

    Chalfun Advogados
    Dra. Júlia Alcântara  OAB n° 167.846,
     
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  • Imposto no Brasil é alto, mas o retorno em serviços é baixo

    Imposto no Brasil é alto, mas o retorno em serviços é baixo

     

    Entre os 30 países com a maior carga tributária no mundo, o Brasil é o que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados em prol do bem-estar da sociedade. Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) que será divulgado nas próximas semanas aponta que o retorno recebido pelos brasileiros fica muito aquém dos altos tributos pagos. Ainda assim, o governo federal estuda aumentar os impostos para reduzir o rombo das contas públicas.

    Em entrevista ao portal Estado de Minas, o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, adiantou que os dados atualizados em relação a carga tributária brasileira demonstram que, apesar de pagar uma das maiores cargas tributárias do mundo, o brasileiro continua recebendo péssimos serviços públicos em retorno. Olenike criticou o discurso adotado pelo Palácio do Planalto de que será necessário aumentar os impostos para equilibrar as contas públicas no país.

    “O governo deveria se preocupar com o corte de alguns gastos que continuam excessivos no Brasil. Não é mais possível aumentar impostos para financiar más administrações do dinheiro público”, alerta Olenike. Na semana passada, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirmou que o aumento seria “quase que mandatório”. Depois de duras críticas de várias entidades, o ministro ressaltou que os reajustes seriam necessários caso a reforma da Previdência não seja aprovada pelo Congresso.

    Para o presidente do IBPT, os aumentos de tributos direcionados ao consumo vão na contramão do que é feito ao redor do mundo e prejudicam a população mais pobre. “Infelizmente, a gula arrecadatória do governo atinge quem tem menor poder aquisitivo. Gostaríamos de ver o governo tributando mais a renda, o patrimônio e o lucro, no lugar de tributar cada vez mais o consumo. Essa é uma tributação agressiva e pune quem tem menos condições financeiras”, critica Olenike.

    Em outro estudo (divulgado no ano passado) o IBPT mostrou que o contribuinte brasileiro trabalhou cinco meses, ou 149 dias, em 2016 só para pagar impostos exigidos pelos governos federal, estadual e municipal. Segundo o levantamento, o tempo que os brasileiros precisam trabalhar todos os anos para pagar impostos vem aumentando desde o início da década de 1990, quando o peso da carga tributária começou a ser estudado.

    Crescimento constante

    No governo de Fernando Collor de Mello, o brasileiro precisava trabalhar três meses para pagar seus impostos. Nas gestões de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso o aumento continuou, alcançando quatro meses de trabalho para quitar os tributos. Nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff houve mais reajustes e o tempo de trabalho para pagar impostos chegou a cinco meses.

    O instituto comparou com outros países a carga tributária do Brasil com a taxa de retorno do poder público aos cidadãos. Em relação aos dados da carga tributária de 2013, o país é o 14º na lista dos que mais arrecadam impostos no mundo (Veja quadro). No entanto, todos os que recolhem mais tributos são países desenvolvidos e com ótimas taxas de retorno para seus cidadãos.

    “Analisando a carga tributária dos 30 países que mais pagam impostos com o Índice de Desenvolvimento Humano, o Brasil permanece na última colocação. Se compararmos com outros países em desenvolvimento ou nossos vizinhos da América do Sul, percebemos que o brasileiro paga muito para ter pouco retorno”, explica Olenike.

    O pesquisador afirma que os brasileiros estão cada vez mais conscientes de que pagam altíssimos tributos, mas ainda não existe uma preocupação da sociedade civil em cobrar dos governantes uma mudança na forma de reajustes de impostos.

    Fonte EM 

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    Roger Campos

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  • BABEL DE NOMES por Nilson Lattari

    BABEL DE NOMES por Nilson Lattari

    – Muito obrigado, Laurilene.

    A caixa do supermercado, exibindo um reluzente crachá no peito, agradece, sem demonstrar surpresa com o cliente se dirigir a ela dizendo o seu nome.

    Nesse mundo de hoje, o que antes ficava oculto, agora é passado pelo crachá. Você olha para alguém, olha o crachá e lá está o nome. E nós começamos a descobrir como anda a imaginação dos pais. Antes, você contatava alguém e perguntava:

    – Qual o seu nome?

    E vinha a surpresa. Um nome comum, ou uma composição de nomes…

    Laurilene é um desses nomes que, em geral, assume essa junção de pai e mãe. Hipoteticamente, poderíamos arriscar e perguntar.

    – Laurilene, você me desculpe a intromissão, mas de onde nasceu esse Laurilene?

    – Ah, moço, minha mãe é Francislene e meu pai Laurindo.

    Possivelmente o Francislene já seria uma outra junção. E nessa cadeia de DNA de nomes poderíamos arrancar uma verdadeira árvore genealógica.

    A professora, por exemplo, solicita a presença na ficha de chamada do Michael, como em Michael Jackson. O garoto responde.

    – Ih, professora, meu nome não é esse não. O meu nome é “Mixael”.

    Vocês podem dizer que é preconceito. Mas não é não. Aliás, nessa história de nome, o mais interessado não opina. Fica lá o pequeno ser humano exposto aos preceitos artísticos de outro. Só lhe resta se vingar no próximo. No caso, o próprio filho.

    – Mãe, de onde você inventou meu nome?

    – Ah, eu tinha uma colega de trabalho, apaixonada por um tal com esse nome, sendo que o sujeito era um pouco cafajeste. Ela vivia chorando pelo tal. Um dia eu cheguei com você no trabalho e disse: Fulana! Olha o fulaninho aqui!

    – E ela gostou?

    – Não sei até hoje, ela não parava de chorar.

    – Aí, a senhora deu o meu nome por causa dela?

    – Foi.

    – De um cafajeste?

    – É.

    Com certeza, quando a mãe o chamasse de cínico, sem-vergonha, tudo faria sentido.

    – Muito bem, qual vai ser o nome do bebê?

    – Alex. Na verdade, ia ser Alexandre, mas como o apelido ia ser Alex mesmo, já coloquei tudo certo, tudo no lugar.

    – Meu bem, vamos chamar nosso bebê de Francisco.

    – Ah, não! Negativo.

    – Mas por que, não? Era o nome do meu pai!

    – Exatamente por isso. Vai começar como Francisquinho, Chiquinho, e depois que ficar velho, engordar, e ser dono de bar, vai virar Chico. Definitivamente, não. Põe Fernando. Pensando bem, também não, vai virar Nando.

    Ô coisa difícil.

    Um sujeito chega ao cartório e registra o nome de seu filho.

    – Qual o nome do filhão, fala com simpatia o funcionário.

    – Ele é Valdir, diz o pai.

    O pai sai orgulhoso do cartório e vê o registro do seu filho, e nele consta: Elevaldir.

    Registrado, carimbado e sem possibilidades de reclamação. O sujeito tem o filho e quem dá o nome é outro.

    Tive uma amiga que chegou ao trabalho e disse em alto e bom som.

    A partir de hoje quero que vocês me chamem de Elsa (o seu nome original era Elsa, mas com som de Z).

    Todos se entreolharam e perguntaram.

    – Mas, por quê?

    – Porque estou fazendo a faculdade de Letras e descobri que se Celso é com S e não se pronuncia Celzo, por que o meu tem que ter o Z? Negativo.

    – Mas não tem nada a ver uma coisa com outra. Você está fazendo uma sopa de letras de Filologia e Linguística.

    E ninguém a convenceu. Como a maneira como nominamos alguém tem a ver com a ideia que fazemos desse alguém, como por exemplo, Carlinhos, pelo jeito carinhoso, ou Carlão, um cara grande, ou um grande cara; nossa amiga passou a se chamada Madame Elsa (respeitando a ausência do Z). Uma pessoa diferente, meio metida.

    Outra coisa bem legal é o Maria. Tem muitas. Maria de todos os tipos e maneiras. Muito além daquelas paragens por onde Maria apareceu. Ela aparece, pede socorro, consola, vai à glória, anuncia, vai de Portugal para a França e depois decola até o México.

    – Meu nome é Maria.

    – Maria de….

    – Não. É só Maria.

    – Não pode.

    – Mas não tem não, moço.

    Pensando bem, é de uma originalidade!

    – Quero falar com o sujeito que fez a minha encomenda.

    – Ah, foi o Júnior. Ô Júnior tem um cara querendo falar com você!

    Aí você vai pensando: “Deve ser um molecote. Ele vai ver só. Parar de fazer os outros de bobo!”.

    Aparece um sujeito grande como um armário.

    – E aí, chefia, o que que manda?

    – Não, seu Júnior, acho que teve um equívoco aqui, e tal…

    – Ih! Esse problema é com o Gatão.

    Você imagina logo um sujeito bem apessoado, um galã. Aparece um sujeito calvo, com um barrigão, um andar lento e sonolento.

    – Aí, doutor, diz o tal Júnior, não é um gatão? Pois é, esse andar macio, meio de lado. Não é de um gatão?

    Nunca tome o nome pela pessoa. Por exemplo, Lula pode não gostar de peixe. Fernandinho, necessariamente, não precisa ser uma pessoa dócil. Fofão não é, necessariamente, fofinho ou fofinha, um amor de pessoa. Sansão um careca, ou um ex-careca.

    Mas não nos esqueçamos da nossa Laurilene.

    – Agora, falando sério, Laurilene, de onde apareceu seu nome?

    – Olha, moço, são os dois nomes das melhores amigas de minha mãe: Laura e Selene. Mas aqui entre nós, li no seu cartão de crédito que seu nome é Orozimbo. Pensando bem, ninguém merece!

     
     Nilson Lattari

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  • Multa por som alto será de R$ 195,23 a partir de 1º de novembro

    Multa por som alto será de R$ 195,23 a partir de 1º de novembro

     

    Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a resolução 624 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), norma que proíbe o som em veículos que possa ser ouvido do lado externo do carro, causando perturbação ao sossego público.

    Desrespeitar a regra significa cometer uma infração grave, punida com uma multa de R$ 127,69 e perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A partir de 1º de novembro, o valor cobrado será de R$ 195,23, quando entra em vigor o reajuste geral para todas as punições financeiras previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

    A medida já era estipulada pelo artigo 228 do CTB, mas atrelava o nível do ruído a condições autorizadas pelo Contran. Antes, a resolução 204 do Contran previa a multa apenas nos casos que superassem 80 decibéis em uma distância de sete metros do veículo em questão.  Dobra o número de multas a motoristas com som em volume não autorizados pelo Contran

    Segundo a nova resolução, a mudança foi necessária por conta da dificuldade de aplicar essa parte técnica da lei, que, inclusive, causou o aumento da impunidade dos infratores.

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    Roger Campos

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  • Não paguei uma dívida, POSSO SER PRESO? 

    Não paguei uma dívida, POSSO SER PRESO? 

    CIDADÃO, ENTENDA O SEU DIREITO!

    Quando se fala em prisão, que é a forma mais gravosa de cumprimento de uma pena privativa de liberdade, o que nos vem logo a cabeça é que a pessoa que foi presa ou que será levada a prisão cometeu um crime, sendo praticamente impossível não associar a prisão ao cometimento de uma conduta tipificada como crime.

    Mas e a prisão civil por dívida, ou seja, aquela decorrente do não pagamento de determinada obrigação, é possível no Brasil? Antes de chegarmos a uma resposta, devemos lembrar que a grande maioria dos brasileiros possui algum tipo de dívida, seja ela em razão de descontrole do orçamento mensal, do surgimento de fatos inesperados (perda de emprego, diminuição da renda, etc.), do consumismo exagerado ou até mesmo da utilização impensada e irracional do chamado “crédito fácil”, que ao final se transmuda em um bola de neve, fazendo com que o brasileiro se afunde cada vez mais em dívidas.

    E nestes casos de não pagamento de uma determinada dívida, poderá o cidadão inadimplente ser preso? É resposta é NEGATIVA (salvo uma única exceção que veremos adiante), pois o STF decidiu que é ilegal e descabida a prisão civil do depositário infiel, em atenção ao disposto na Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) à qual o Brasil é signatário, Pacto este que, inclusive, possui status de Emenda Constitucional, e veda expressamente a prisão do depositário infiel, posicionamento este que posteriormente foi ratificado através da Súmula Vinculante n. 25 do STF.

    Entretanto, a impossibilidade de prisão do devedor possui uma notável EXCEÇÃO, que diz respeito ao responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia. Ou seja, o devedor de pensão alimentícia, nos casos do não cumprimento de sua obrigação, poderá, excepcionalmente, ser PRESO em regime fechado pelo período de 01 (um) a 03 (três) meses.

    Portanto, em que pese o não pagamento de uma dívida não poder levar o devedor a prisão (salvo nos casos do não pagamento de pensão alimentícia), vale ressaltar que o devedor poderá sofrer várias outras medidas gravosas em razão do seu inadimplemento, tais como a inclusão de seus dados em órgãos restritivos de crédito (SPC-SERASA), penhora de seus bens para garantir o pagamento de sua obrigação, dentre várias outras modalidades de constrição do patrimônio.

    MARCELL VOLTANI DUARTE
    OAB/MG 169.197
    (35) 9 9181-6005
    (35) 3265-4107

    Advogado no escritório de advocacia Sério e Diniz Advogados Associados, Pós Graduando em Direito Processual Civil pela FUMEC, Graduado em Direito pela Faculdade Três Pontas/FATEPS (2015), Membro da Equipe de Apoio do SAAE – Três Pontas-MG (2016), Vice Presidente da Comissão Jovem da 55º Subseção da OAB/MG, Professor Substituto e de Disciplinas Especiais.

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  • ENTREVISTA ESPECIAL: Novo presidente da Cocatrel completa 100 dias a frente da maior cooperativa de café do mundo “cheio” de boas notícias.

    ENTREVISTA ESPECIAL: Novo presidente da Cocatrel completa 100 dias a frente da maior cooperativa de café do mundo “cheio” de boas notícias.

    MARCO VALÉRIO FALOU EM PRIMEIRA MÃO DA NOVA UNIDADE DA COCATREL QUE IRÁ GERAR EMPREGOS NA CIDADE.

    Marco Valério Araújo Brito está completando 100 dias à frente da Cocatrel. Um dos profissionais com maior know-how quando o assunto é café, especializado em mercado exterior, é trespontano, descendente de tradicionais cafeicultores e se diz apaixonado pelo grão. Após várias experiências profissionais bem sucedidas em gestão de negócios resolveu há três anos ficar mais próximo da cooperativa, em Três Pontas, como diretor comercial, e desde abril de 2018 assumiu a sua presidência. Qualificado em administração, Marco Valério tem 50 anos, é casado e tem uma filha. Nossa reportagem fez uma entrevista especial, detalhada, cheia de informações importantes e, principalmente, boas notícias, otimismo e crescimento:

    Xtp – Marco Valério, primeiramente obrigado por atender ao Conexão, parabéns pelo trabalho já elogiado apesar do pouco tempo. São 100 dias de trabalho à frente da Cocatrel. Qual é o perfil do seu trabalho? Para onde você pretende levar essa cooperativa?

    Marco Valério – Primeiramente dizer que eu faço esse trabalho com uma grande paixão. Pegando como referência uma frase de Isaac Newton Só estou aqui porque me apoio nos ombros daqueles grandes que me antecederam”. A Cocatrel é uma belíssima empresa, com muita credibilidade. Talvez os cooperados e a sociedade não tenham ainda noção do tamanho dessa cooperativa, que tem um faturamento anual possivelmente maior do que o de qualquer outra empresa de Três Pontas. Temos cerca de 6 mil cooperados, mais de 500 colaboradores, atuando em 9 municípios. Muitos diretores dedicaram suas vidas a essa cooperativa e eu sei que a minha responsabilidade é muito grande em fazer um trabalho de excelência, como foi feito no passado. Entrar em time que está ganhando não é fácil, pois temos que nos superar todos os dias. A diretoria mudou. Eu era o diretor comercial e passei a presidente. Francisco de Paula Vítor Miranda é o novo diretor técnico-industrial e Luiz Antônio Vinhas de Oliveira assumiu o cargo de diretor comercial. Eles já eram conselheiros e estavam capacitados para assumir esses cargos comigo. Meu primeiro desafio é manter a solidez da cooperativa e ajustar alguns gargalos para continuarmos em crescente expansão, com eficiência e segurança. Queremos a Cocatrel mais aberta, transparente e mais próxima de seus cooperados. Essa é a cara do novo mundo e estamos colocando a cooperativa num novo mercado. Estamos no terceiro ano do projeto PAEX (Parceiros para a Excelência), da renomada Fundação Dom Cabral, onde objetiva-se a capacitação da cooperativa com a construção gradativa de um modelo de gestão, por meio da implementação de ferramentas gerenciais e estratégicas, do intercâmbio de experiências e do conhecimento. Há dois anos estamos exportando café, diretamente, para todos os continentes, agregando valor ao produto do cooperado, mostrando nosso trabalho em relação aos cafés especiais, sempre muito preocupados com a gestão do negócio, com questões de custo, eficiência e profissionalismo. A ideia, portanto, é dar soluções para o nosso cooperado, ajudando-o a ficar cada vez mais forte.

    Xtp – A Cocatrel claramente tem ampliado seus negócios, sua gama de produtos, suas especialidades. Tem investido muito em cafés especiais, agora destacando os cafés em cápsulas, entre outras novidades. Para 2018, o que a Cocatrel ainda apresentará?

    Marco Valério – Temos muitas novidades. Não posso deixar de citar que no próximo dia 31 de julho inauguraremos uma nova sede, bastante moderna, da loja em Nepomuceno. A Cocatrel adquiriu uma área de 33 mil metros quadrados, muito bem localizada, onde hoje, a loja ocupa 2.500 metros e, futuramente, poderemos construir um armazém. Para melhorar a logística das lojas, na loja Matriz, em Três Pontas, será implantado um Centro de Distribuição, que vai agilizar e melhorar os processos para os cooperados. Uma nova torrefação, na cidade de Três Pontas, moderna e de última geração, já está em fase final de construção e será inaugurada no início do segundo semestre, ampliando muito a nossa capacidade de produção e, consequentemente, o nosso mix de produtos, com uma linha ainda completa, agregando valor ao café, expondo mais nossa marca e ainda gerando empregos para Três Pontas e região. Além disso, temos outros projetos que visam beneficiar não só nossos cooperados, como também movimentar o comércio, a rede hoteleira e os restaurantes da cidade. Contamos hoje com quatro importantes feiras em nosso calendário. Temos a FECOM, que acontece em março e setembro, a Expocafé, em maio e, a Semana Internacional do Café, um evento muito importante, de grande visibilidade e reconhecido mundialmente, do qual, além de expositores, somos também patrocinadores. Continuaremos modernizando e expandindo os nossos armazéns. Em primeira mão, digo ao Conexão que, temos planos para expandir os nossos armazéns, em Três Pontas, na unidade Paraíso e também com silos na unidade 8, que é a nossa matriz. Vamos ainda investir em uma novos maquinários de benefício e rebenefício de café, gerando mais empregos agregando valor aos cafés dos nossos cooperados.

    Xtp – A Cocatrel possui também uma linha de laticínios muito forte, bem aceita e com penetração em diversas cidades. Também haverá expansão nesse setor?

    Marco Valério – Nós falamos que a linha de varejo da Cocatrel, café e laticínio, é realmente muito forte. São inúmeros produtos que primam sempre pela altíssima qualidade porque não abrimos mão de trabalhar com produtos de primeira linha. Estamos satisfeitos com a lembrança que os consumidores têm da Cocatrel quando se trata de produtos de laticínios. Estamos montando uma nova equipe de vendas, para estar mais próxima dos consumidores, abrindo mercado, atingindo novas cidades e fortalecendo nosso negócio.

    Xtp – Você disse no início dessa entrevista que a Cocatrel, hoje, atinge os cinco continentes do globo. Mas estamos vendo um crescimento de mercados de café como a Colômbia e o Vietnã. O Brasil perdeu algum espaço. Isso te preocupa? Como reverter esse quadro?

    Marco Valério – Esse é um mercado que exige competência e quem não tiver isso não vai se estabelecer. A Cocatrel faz seu dever de casa muito bem feito. Nós recebemos cafés de mais de cem cidades, estamos posicionados com recebimento e/ou armazenamento em dez unidades. Recebemos e processamos cafés de várias qualidades, desde os commodities até os especiais e a capacidade industrial da Cocatrel de preparar e exportar é muito competitiva e, talvez seja essa a receita para o Brasil. É preciso ter capacidade para competir e é aí que o Brasil tem perdido. Deitou-se, literalmente, em berço esplêndido, de uma forma geral. Já a Cocatrel tem avançado muito. No capitalismo é assim, alguns perdem espaço e outros ganham. A cooperativa está cada vez mais forte e preparada e temos conquistado muito espaço no mercado externo. Comercializamos muito bem nosso café para diversos lugares do mundo. Grandes e pequenos compradores estão fazendo negócio com a Cocatrel. É bem verdade que, quem não tem essa força que a nossa cooperativa tem, acaba sendo afetado por países ou regiões como as que você citou. Mas a Cocatrel, por todo seu planejamento e estrutura, se mantém firme e sólida.

    Xtp – Três Pontas ainda pode ser considerada a “Capital Mundial do Café” de fato? Ou isso agora só permanece no nome?

    Marco Valério – Matematicamente falando, infelizmente nós perdemos esse título. Há pouco tempo o governo de Minas divulgou, no Portal do Café, as novas fronteiras, com as áreas de plantio, e o serrado ficou muito bem colocado, com municípios com áreas muito grandes. Patrocínio tem uma área plantada praticamente três vezes maior que a de Três Pontas, com produção bastante intensa de café. Então, o título de maior produtor, por hectare plantado, nós infelizmente perdemos. Somos, hoje, a segunda ou terceira maior cidade com área plantada, só que esse conceito não é mais utilizado.  O que importa é que, hoje, a Cocatrel é a primeira ou a segunda maior cooperativa do mundo. Há uma outra que movimenta mais que a gente, mas ela funciona muito mais como uma empresa do que uma cooperativa pura, que visa os princípios cooperativistas, com o foco no cooperado. Pensando assim, a Cocatrel é a maior do mundo e está em Três Pontas. Temos muito orgulho disso e podemos, dessa forma dizer que somos, sim, a “Capital Mundial do Café”.

    Xtp – Falando um pouco sobre o apoio governamental à cafeicultura. Há anos eu estive na sede do CNC (Conselho Nacional do Café), em São Paulo, onde muito se falava sobre o apoio de deputados, como Carlos Meles e Silas Brasileiro. Também tinha um ministro da Agricultura, Pratini de Morais, que defendia abertamente o setor. Hoje não vejo mais essa realidade. A cafeicultura está abandonada? Não se senta mais na mesa de negociação com as maiores lideranças em Brasília?

    Marco Valério – É um cenário diferente. De fato nós não temos do governo, o apoio necessário que gostaríamos. Não é o ideal. O CNC, que é um órgão que representa o setor junto às lideranças políticas, está sendo reestruturado, redefinindo estratégias e também seu perfil. O governo está realmente distante. Em 1994, tive o privilégio de comandar o Denac (Departamento Nacional do Café), em Brasília. Este era o órgão do governo que cuidava do café. Passados 24 anos, o café realmente perdeu espaço em Brasília. O Denac tinha dotação, corpo de colaboradores e muita força. Hoje perdeu esse status e não é dada atenção que merece. Atualmente, a única coisa que o governo faz é a gestão do Funcafé. Só que o Funcafé é um fundo oriundo da própria contribuição dos cafeicultores no passado. Oriundo do confisco do café, nas décadas de 60, 70 e 80.  Não é um orçamento da união. Ele está na união pelo fato do IBC (Instituto Brasileiro do Café) ter sido instinto em 1989, pelo ex-presidente Collor. Esse dinheiro, então, foi para a união. Hoje falta muito, mas felizmente o produtor aprendeu a trabalhar sem o auxílio do governo. Seria muito bom se o governo ajudasse, mas não o faz.

    Xtp – De uma forma mais ampla e também especificamente em Três Pontas, qual é a situação do produtor de café atualmente?

    Marco Valério – A cafeicultura está muito ligada ao clima, é uma indústria a céu aberto. Seca e geada são fatores que atrapalham o planejamento. Mas de uma forma geral, vejo o produtor muito mais profissional, mais ligado às questões de gestão. A Cocatrel, por exemplo, tem um grupo de produtores de cafés especiais, com o qual é feito todo um acompanhamento para que os cooperados façam uma boa gestão na fazenda, entendam melhor os mecanismos de trava e de garantia de preço no mercado, pensando menos no governo e sendo bem respaldado pela nossa cooperativa. Nosso produtor está muito bem preparado.

    Xtp – Uma pesquisa de um grande instituto mundial apontou que a xícara de café no Brasil está entre as dez mais baratas do mundo. Em média é vendida por 5 reais. Mas há muitos lugares em que o preço é mais elevado. Em Doha, no Catar, custa o equivalente a 23 reais. O que fazer para o nosso café ser mais valorizado?

    Marco Valério – Tem, sim, muito a ser feito para agregarmos valor ao café e é justamente o que a Cocatrel tem, incessantemente, procurado fazer. Precisamos agregar valor à marca. Esta é uma história antiga que, enquanto a Colômbia investia pesado no marketing do seu café, aqui no Brasil não se falava nada e estavam todos muito mais preocupados com a quantidade, a alta produção dos cafés. Portanto, eles agregaram valor à marca e nós, aqui, não. Então, precisamos agora, remar, para reverter isso. Felizmente o café está passando por um processo de glamorização e isso é muito bom, pois teremos esse valor agregado.

    Xtp – A Cocatrel vem batendo recordes em cima de recordes no recebimento de cafés. Os melhores números apontam para 22 mil sacas/dia. Mas no último dia 13 de julho passou das 23,6 mil. Ou seja, a Cocatrel realmente impressiona com seu crescimento. A ponto de transformar, pelo menos para ela, para o setor, uma data considerada pessimista (sexta-feira 13) num dia de muita sorte e excepcionais resultados. É isso mesmo?

    Marco Valério – Não havia pensado nisto, nem feito essa analogia do nosso recorde de venda com a data, uma sexta-feira 13. Mas gostei muito da sua pergunta, sua analogia. Realmente no dia 13 deste mês alcançamos o recorde de 26.436 sacas em um único dia. Importante dizer que quando começamos a divulgar esses números foi um demonstrativo de que estamos tralhando com transparência. Mas é um assunto delicado, pois há quem diga que uma divulgação dessa pode derrubar o mercado. Até acho que a Cocatrel tenha muita força, mas a questão é mundial, muito mais ampla. Optamos por ser transparentes e verdadeiros, comunicar o que ocorre de fato, em respeito ao nosso cooperado. Lembro que no passado era muito difícil recebermos mais de 20 mil sacas, em um único dia e, quando isso ocorria, gerava filas intermináveis. Eu sou fazendeiro e lembro de 100 caminhões na fila. No passado essa fila era motivo de orgulho e hoje não é mais. Nosso orgulho é o recebimento rápido, com eficiência, tecnologia e agilidade. Temos mais capacidade de recebimento, com qualidade e segurança. Por isso vivemos agora com recordes sucessivos. É um novo mundo sendo criado e nos próximos dias chegaremos ao recebimento de 1 milhão de sacas nessa safra. Teremos um volume recorde e histórico nesse ano. A safra não será recorde, mas o nosso recebimento será, devido ao nosso preparo, ao aumento da confiança e do nosso quadro de cooperados e na eficiência dos nossos colaboradores, aos quais só temos a agradecer.

    Xtp – Suas considerações finais.

    Marco Valério – Estou imensamente feliz de estar na Cocatrel, sei do tamanho da responsabilidade em presidir uma empresa desse porte, principalmente na questão social. Sinto-me honrado e preparado por estar bem apoiado por uma diretoria eficiente, grandes colaboradores e produtores mais antenados. Temos feito uma aproximação grande com o cooperado, através da mídia e queremos comunicar cada vez melhor, através da imprensa local. Parabéns pelo trabalho do Conexão, que eu já conhecia, agradeço imensamente a oportunidade e, como você mesmo disse, que seja essa a primeira entrevista de várias. Um abraço a todos!

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    Roger Campos

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  • DESTAQUE: Estudante trespontano apresenta projeto no Japão

    DESTAQUE: Estudante trespontano apresenta projeto no Japão

    Dois alunos do campus Varginha do CEFET, dentre eles um trespontano, participaram da 3ª edição da Conferência Water is Life nas cidades de Tóquio e Chiba, no Japão. Pedro Montuani (à direita) é trespontano, filho da agente de viagens da Silveiratur, Thais Montuani. Ele cursa o 3º ano de Informática. Ao lado de Guilherme Prado, aluno do 3º ano de Mecatrônica, apresentam pesquisas ligadas a importância de valorização dos recursos hídricos e sustentabilidade.

    Os estudantes estão, desde o último dia 23, acompanhados pela professora Cristina Roscoe, apresentam trabalhos desenvolvidos no campus relacionados à sustentabilidade e ao uso de recursos hídricos. Eles ficam no Japão até o próximo domingo.

    As pesquisas “Práticas sustentáveis: alternativas para um problema complexo” e “Impacto da precipitação ácida no desenvolvimento de plantas para consumo humano” foram selecionadas após análise de resumos e artigos previamente submetidos. As apresentações dos alunos do CEFET-MG são feitas oralmente e na sessão de pôsteres.

    Para o trespontano Pedro Montuani, a participação em um evento desse porte se apresenta como uma oportunidade de divulgação dos projetos, além de desenvolver uma visão mais ampla de sustentabilidade em meio aos participantes. “As pesquisas possuem grande pertinência quanto a resolução de problemas relacionados, diretamente ou não, aos recursos hídricos que possuímos na região e que também se apresentam em diversas outras partes do mundo. As dificuldades que enfrentamos com o solo do cerrado, por exemplo, são muito similares com as que são observadas no solo das savanas africanas para a produção agrícola”, correlaciona.

    Guilherme acredita que a troca de conhecimento entre os participantes e a possibilidade de divulgar a pesquisa em um evento internacional fazem com que as expectativas sejam as melhores possíveis. “Esperamos uma recepção muito boa e que nossos projetos sejam destaque durante as avaliações e premiações, assim, poderemos passar todo nosso conhecimento de uma forma bem didática e explicativa”, disse antes da viagem.

    Guilherme e a professora Cristina são da cidade de Varginha.

    Water is Life

    A conferência Water is Life busca criar uma consciência profunda e urgente em relação à segurança e à sustentabilidade da água. Entre os objetivos do evento estão o desenvolvimento e o compartilhamento de inovação científica em tecnologias de água; a formação de redes colaborativas para projetos de intercâmbio e pesquisa; e o desenvolvimento de habilidades de liderança e diplomáticas nos participantes.

    A programação inclui palestras e apresentações de estudantes. Cristina explica que “a conferência, além de ser um simpósio científico, é uma competição acadêmica que busca criar redes de cooperação internacional para desenvolvimento de projetos e intercâmbios científicos culturais e a conscientização de jovens sobre o gerenciamento sustentável dos recursos hídricos”.

    Estudante trespontano de 18 anos, Pedro Montuani.

    PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS: ALTERNATIVAS PARA UM PROBLEMA COMPLEXO – Apresentada por Pedro Montuani

    A pesquisa visa à recuperação do solo degradado do cerrado, em especial o da região onde o campus Varginha foi construído, utilizando as práticas sustentáveis de desenvolvimento de composteiras de baixo custo, com minhocas vermelhas e resíduos orgânicos domésticos para a produção de adubo e biofertilizante; e de plantação de 14 variedades de feijão inoculadas com bactérias fixadoras de nitrogênio no solo (diazotróficas).

    Por meio da pesquisa foi possível comprovar a eficácia da utilização do húmus para a recuperação de solos ácidos e pobres de nutrientes, assim como a substituição de fertilizantes químicos pelos biofertilizantes na agricultura. O foco a partir de agora é avaliar os resultados da junção dessas práticas com o plantio de leguminosas associadas a bactérias fixadoras de nitrogênio.

    IMPACTO DA PRECIPITAÇÃO ÁCIDA NO DESENVOLVIMENTO DE PLANTAS PARA CONSUMO HUMANO – Apresentada por Guilherme Prado

    O trabalho mostra como as chuvas ácidas podem influenciar na produtividade do plantio de milho, feijão e ervilha, amplamente produzidos no Sul de Minas e com grande importância econômica para a região.

    A chuva ácida é um fenômeno ocasionado pela emissão de gases poluentes, principalmente nos países com processo de desenvolvimento desordenado das indústrias. A pesquisa constatou que a irrigação ácida prejudica o crescimento e a produtividade das plantas da ervilha, por exemplo.

    Fonte VOL
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    Roger Campos

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  • LEITURA: TRESPONTANO PROPAGA AMOR PELOS LIVROS EM SUA BANCA NO CENTRO DA CIDADE

    LEITURA: TRESPONTANO PROPAGA AMOR PELOS LIVROS EM SUA BANCA NO CENTRO DA CIDADE

    PROJETO FEIRINHA DO LIVRO PRECISA DE APOIO, INCLUSIVE DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA.

    James Roberto é um conhecido cidadão trespontano, muito querido por todos, apaixonado por um “amigo” que o leva para todos os lugares do mundo: o livro. E justamente por esse amor que ele monta sua banca no centro da cidade onde realiza trocas, vendas a preços simbólicos e incentiva a leitura.

    James conta que ele não tem um lugar fixo para montar sua banca e expor seus livros. Mas frequentemente ele pode ser encontrado na Praça Cônego Vítor ou ao lado da Escola Cônego Vítor. Ele passa horas com um sorriso largo a espera de outros amantes do melhor “companheiro de cabeceira”.

    Ele disse ao Conexão que precisa da doação de títulos e espera contar com a generosidade da população trespontana. “Eu faço aqui um apelo para que as pessoas doem os livros que já leram pois eles terão muita importância para o meu trabalho e para outras pessoas”, comentou.

    James Roberto ressaltou que os gêneros que ele mais precisa são: gibis, auto ajuda, religião, psicologia, sociologia, romance, poesia, músicas, biografias, poesias. “Além desses também preciso de livros de literatura, infantis, juvenis, humor, guerra, culinária, entre outros. Importante que esteja pelo menos em bom estado”, emendou.

    O rapaz explica que só não aceita livros de temas políticos, Barsa e outras enciclopédias, guias, escolares, atlas, dicionários e de conteúdo sexual.

    Quem quiser doar um livro ou mais para o projeto Feirinha do Livro de James Roberto pode entregar em sua banca no centro da cidade ou em sua casa, na Rua Varginha, 332, no bairro Ouro Verde.

     

    Mais informações pelo telefone (35) 9 9818-2470.

    James e a saudosa ex-prefeita Adriene Barbosa Andrade, grande incentivadora de seu trabalho. 

    Fica a sugestão para a Secretaria Municipal de Cultura, através do secretário Alex Tiso, para que encontre formas de divulgar e apoiar esse belíssimo trabalho.

    Preguiça de Ler?

    Seja por prazer, seja para estudar ou para se informar, a prática da leitura aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a interpretação. Infelizmente, com o avanço das tecnologias do mundo moderno, cada vez menos as pessoas interessam-se pela leitura.

    Um ato de grande importância para a aprendizagem do ser humano, a leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos específicos, aprimora a escrita. O contato com os livros ajuda ainda a formular e organizar uma linha de pensamento. Dessa forma, a apreciação de uma obra literária é uma aliada na hora de elaborar uma redação.

    A leitura também pode ser uma opção para as férias, pois é uma ótima técnica para memorização de conteúdos. Assim, o aluno continua em contato com a escola, mesmo não indo às aulas.

    O hábito da leitura pode também funcionar como um exercício de fixação, pois boa parte dos assuntos estudados na escola é ensinada apenas na teoria. Além disso, durante a leitura, é possível notar faces diferentes de um mesmo assunto, descobrindo um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas.

    Criar o hábito

    É comum algumas pessoas dizerem que não têm paciência para ler um livro, no entanto, é tudo uma questão de hábito, de transformar a leitura em prazer. Vale lembrar que, além dos livros didáticos, previstos em diversas etapas dos estudos, é importante buscar outras obras de interesse, independentes do conteúdo.

    Por isso, mesmo cumprindo o cronograma escolar ou lendo as obras para o vestibular, por exemplo, os estudantes podem dedicar-se a leituras descompromissadas, fazendo das férias tempo propício para isso. Poesias, romances, epopeias, vale tudo quando a intenção é viajar pelas páginas de uma obra literária. Jornais, revistas e periódicos também são ótimos aliados de leitores assíduos.

     

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    Roger Campos

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  • Mulher dá à luz em lanchonete e filha poderá comer lá de graça por toda vida

    Mulher dá à luz em lanchonete e filha poderá comer lá de graça por toda vida

     

    Um casal de San Antonio, nos Estados Unidos, foi a uma unidade da rede de lanchonetes Chick-fil-A quando, de repente, a mulher deu à luz. Por conta disso, a rede disse que a filha poderá comer lá de graça para sempre e ainda garantiu um emprego quando ela completar 14 anos.

    Tudo começou quando Falon Griffin, que estava grávida, começou a sentir intensas contrações na noite de terça-feira, então ela e o marido, Robert, foram ao hospital. Mas, no caminho, o casal parou em uma unidade do Chick-fil-A para deixar suas duas filhas com um casal de amigos.

    A lanchonete estava fechada, mas os funcionários deixaram Falon entrar para usar o banheiro. Foi aí que ela entrou em trabalho de parto. “Eu estava prestes a ligar para a emergência, eu abro a porta e ela está lá gritando”, disse Brenda Enriquez, a diretora da lanchonete, à ABC.

    A gravidez de Falon era considerada de alto risco, o que deixou a situação ainda mais preocupante. Por sorte, Robert soube lidar bem com o trabalho de parto inesperado. “Eu parei a bebê quando chegou no ombro, porque eu vi o que parecia ser um enforcamento: era o cordão umbilical que estava preso em seu pescoço”, disse Robert. Ele conseguiu desenrolar o cordão e trouxe Gracelyn ao mundo.

    A emergência chegou e a mãe e a bebê foram levadas ao hospital, onde estão internadas e fora de risco. Como resultado do parto na lanchonete, a Chick-fil-A ofereceu comida de graça para ela por toda a vida.

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