A campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite, promovida pelo Ministério da Saúde, acontece de 6 a 31 de agosto, em todo o Brasil. A expectativa é vacinar 95% das crianças de 1 a 5 anos de idade, em um total de 11,2 milhões. As informações foram divulgadas em uma coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (31).

O “Dia D” está marcado para sábado, dia 18. Na ocasião, mais de 36 mil postos de vacinação do país se mobilizarão para vacinar as crianças. Todas devem ser imunizadas, inclusive aquelas que receberam a vacina recentemente. Só estão dispensadas as que foram vacinadas há 30 dias com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Porém, elas devem se receber a dose contra a poliomielite novamente. Não poderão ser vacinadas crianças imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento para leucemia e pacientes oncológicos.

A campanha começa com a missão de aumentar a adesão. Para se ter uma ideia, no ano passado, apenas 78,4% do público-alvo recebeu a vacina contra a pólio. No caso do sarampo, a primeira dose alcançou 85,2% e a segunda, 69,9%. Ao todo, o Ministério da Saúde investiu R$ 160 milhões e adquiriu 28 milhões de doses das vacinas.

Para o ministro Gilberto Occhi, a queda na vacinação está ligada ao sucesso das ações anteriores de imunização, o que, segundo ele, teria causado a falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar. Além disso, ele relacionou a diminuição ao desconhecimento individual sobre a importância e benefícios das vacinas, aos horários limitados de funcionamento dos postos de saúde e às notícias falsas que circulam na internet e no whatsapp causando dúvidas sobre a importância e a segurança das doses.

A pólio está erradicada no Brasil desde 1989 e a vacina é a única maneira de manter a doença longe. O sarampo, que não era notificado desde os anos 1970, reapareceu neste ano e foram registrados 822 casos no Brasil e fez vítimas recentemente em Roraima e Amazonas, tanto brasileiros como estrangeiros. “Precisamos garantir a imunidade de grupo. Dessa forma, criamos uma barreira sanitária e é uma oportunidade de corrigir falhas vacinais. Enquanto a doença não for erradicada mundialmente, vamos manter a campanha”, explica Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 31, em Brasília.

Fonte Crescer

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Roger Campos

Jornalista

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