Categoria: Entrevista

  • PASSA BEM HOMEM QUE CAIU DE OBRA EM TRÊS PONTAS

    PASSA BEM HOMEM QUE CAIU DE OBRA EM TRÊS PONTAS

    DENÙNCIA: DESUSO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA SÃO COMUNS EM OBRAS NO MUNICÍPIO E REGIÃO

    Mais uma ocorrência de acidente de trabalho foi registrada em Três Pontas. De acordo com informações apuradas por nossa reportagem junto aos Anjos da Vida Socorristas Voluntários, que estiveram no local para as primeiras providências de resgate, um homem, de 66 anos de idade, que trabalhava em uma obra caiu de uma altura de 2 ou 3 metros, na última quinta-feira (10) precisando ser socorrido ao Pronto Socorro Municipal. Infelizmente não foi a primeira e não será a última vez que acidentes em construções civis ocorrem no município, já que é público e notório a falta de uso de equipamentos de segurança em muitas obras. Conexão relembra outro caso neste ano que terminou em morte.

    De acordo com o socorrista Fred Ribeiro, o homem caiu de um andaime. “Os Anjos Socorristas foram acionados e foram os primeiros a chegar. O SAMU também esteve no local. O Corpo de Bombeiros militar foi chamado para retirar a vítima”.

    Todos nós sabemos que trabalhar em locais altos, sem equipamentos de segurança que mantenham o trabalhador preso em caso de queda, ou sem um treinamento que evidencie a conduta adequada, viola os princípios de segurança no trabalho.

    Conforme Fred Ribeiro, algumas ocorrências o SAMU não consegue atender, como nos casos de resgate em altura. Os Anjos da Vida Socorristas Voluntários têm treinamento para esse tipo de operação, mas conforme o seu coordenador, a falta de apoio e de recursos inviabiliza a ação da equipe, como no acidente em questão.

    O homem de 66 anos de idade recebeu o atendimento necessário e passa bem.

    Conexão relembra morte em construção em 2020

    Um trágico acidente foi registrado pela Polícia Militar de Três Pontas na manhã daquela sexta-feira (14 de agosto de 2020). O pedreiro Júlio Reis Naves, de 71 anos de idade, trabalhava em uma obra quando se desequilibrou sobre uma prancha de madeira e acabou caindo de uma altura de 6 metros, aproximadamente.

    Em contato com a Polícia Militar de Três Pontas recebemos a informação de que o acidente ocorreu por volta das 7h30, na Rua José Braz Pereira, no bairro Major Brás. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado e prestou os primeiros socorros, mas, infelizmente, a vítima não resistiu e faleceu antes de dar entrada no Pronto Atendimento Municipal local.

    Um vizinho do local da obra disse ao Conexão que Seu Júlio era uma pessoa muito querida e que, apesar da idade, sempre estava bem disposto e que havia chegado bem cedo na construção, por volta das 7h, no dia do acidente. A queda ocorreu por volta das 8h.

    Situação parece ser a mesma em outras cidades, como Varginha. E não é de hoje!

    Um homem de 58 anos morreu ao cair de um andaime que estava a três metros de altura na construção de um prédio, no bairro Jardim Andere, em Varginha (MG). O acidente aconteceu por volta das 7h50 de uma quinta-feira (28 de junho de 2018). Ele chegou a ser socorrido em estado grave, mas morreu horas depois no hospital.

    Segundo os bombeiros, a vítima, identificada como Vitor Roberto de Pádua, bateu a nuca em uma quina de concreto na queda e perdeu muito sangue. Ele ainda sofreu uma parada cardíaca.

    Ainda conforme os militares, apenas Vitor não usava equipamentos de segurança no momento do acidente. O ajudante da vítima havia saído para ir ao banheiro e, ao retornar, encontrou o colega caído.

    “No momento que nós chegamos lá, encontramos ele sem cinto e sem capacete. Enquanto os outros funcionários estavam equipados”, explicou o tenente do Corpo de Bombeiros, Douglas Rotondo.

    A morte foi confirmada pelo Hospital Bom Pastor, onde o homem havia sido internado. O Ministério do Trabalho informou que vai levar fiscais para vistoriar a obra.

    Frederico Alexandre Ribeiro é Bombeiro Civil, Resgatista, Guarda Vidas, Instrutor de Primeiros Socorros, Instrutor de Trânsito, Instrutor de Armamento e Tiro e ainda Guarda Civil Metropolitano. Sempre atua na prevenção a acidentes e no atendimento quando a prevenção foi falha. Perguntado por nossa reportagem sobre os, cada vez mais, constantes acidentes na construção civil, ele se mostrou bastante preocupado:

    Frederico Ribeiro, resgatista.

    “Nenhum trabalhador (colaborador), deve colocar sua vida, sua integridade ou sua saúde em risco na execução do seu trabalho. E para isso certos seguimentos seguem normas, normas específicas que garantem o mínimo de segurança para cada colaborador, principalmente para os trabalhos e atividades acima de 2m de altura do nível inferior. A NR 35 aborda sobre o trabalho em altura. Todos nós sabemos que trabalhar em locais altos, sem equipamentos de segurança que mantenham o trabalhador preso em caso de queda, ou sem um treinamento que evidencie a conduta adequada, viola os princípios de segurança no trabalho. Sendo assim, a NR 35 traz todos os procedimentos, equipamentos e observações necessários para o trabalho em altura”, comentou.

    Para Fred Ribeiro, “é fato que ainda existe uma grande resistência quanto a utilização de tais equipamentos bem como os procedimentos de segurança. Parte dos trabalhadores são autônomos e não dispõem de recursos para os equipamentos essenciais que dariam um mínimo de segurança durante seus trabalhos, em outros casos as empresas devem seguir todas as normas, infelizmente não é uma realidade. Por conta a legislação algumas empresas ‘montam um cenário burocrático’ para evitar problemas legais, mas no seu dia-a-dia seus colaboradores não recebem os EPIs, quando recebem poucos possuem o treinamento específico para sua atividade, muitas vezes o próprio TST da empresa fica ‘preso’ de exercer seu papel, para não perder seu emprego, pois o patrão não quer gastos, não quer despesas, o que é um erro”, emendou.

    Para o resgatista, investir na qualidade e segurança do trabalho de seus colaboradores é investir na empresa, trazendo satisfação e um trabalho de qualidade de seus colaboradores.

    “Claro que existem também aqueles colaboradores que mesmo recebendo seus EPIs e treinamento são negligentes na execução das suas atividades, trazendo pra si os riscos a sua vida, sua integridade e saúde! Seja autônomo ou não, o primeiro a cuidar da sua segurança é você mesmo, lembrem-se, após cada atividade, cada trabalho, você quer voltar pra sua casa, as vezes por um pequeno detalhe você não volta pra sua casa, sua família! Quando você é negligente com sua segurança estará negligenciando também com aqueles que dependem de você”, finalizou.

    É fato que ainda existe uma grande resistência quanto a utilização de tais equipamentos bem como os procedimentos de segurança. Parte dos trabalhadores são autônomos e não dispõem de recursos para os equipamentos essenciais que dariam um mínimo de segurança durante seus trabalhos…

    As principais Normas Regulamentadoras da construção civil (NR’s)

    As Normas Regulamentadoras (NR) são um conjunto de regras, requisitos e instruções relativas à segurança no trabalho. São 36 NR’s definidas pelo Ministério do Trabalho, e grande parte delas refere-se a atividades relacionadas às empresas de construção civil. Entre 2012 e 2016, foram mais de 46 mil acidentes de trabalho na construção civil. Vale lembrar que, todos os anos, a construção é o setor que mais registra acidentes de trabalho fatais.

    Além de gerar acidentes, doenças e outras situações de risco para os trabalhadores, o descumprimento das Normas Regulamentadoras também gera multa para os empregadores, que possuem o dever legal de oferecer condições seguras e salubres de trabalho.

    Confira a seguir algumas das principais Normas Regulamentadoras da construção civil:

    NR 6 – Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

    NR 6 exige que as construtoras distribuam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos trabalhadores das obras. O objetivo é resguardar a saúde e a integridade físicas dos empregados.

    É obrigação do trabalhador utilizar o equipamento corretamente durante todo o período de trabalho, além de zelar pela sua manutenção. A Norma ainda especifica os tipos de EPI que devem ser utilizados para prevenir diversos acidentes e impactos nos olhos, ouvidos, tronco, cabeça, membros superiores, membros inferiores e aparelho respiratório.

    NR 8 – Padrões de edificações

    NR 8 estabelece os requisitos técnicos mínimos que devem estar presentes nas edificações, visando garantir a segurança e o conforto de quem está trabalhando na construção.

    Nos pisos, escadas, rampas e passagens dos locais de trabalho, por exemplo, devem ser utilizados materiais ou processos antiderrapantes. Já os andares acima do solo devem contar com proteção adequada contra quedas, de acordo com as normas técnicas e legislações municipais. Paredes, pisos, coberturas e estruturas também devem apresentar proteção contra intempéries, como resistência ao fogo, isolamento térmico, condicionamento acústico, resistência estrutural e impermeabilidade.

    NR 12 – Uso de maquinário

    A NR 12, visa garantir que máquinas e equipamentos de construção civil possam ser utilizados pelo trabalhador de maneira segura, prevenindo acidentes e doenças do trabalho através de medidas de proteção e de referências técnicas. A Norma ainda exige informações completas sobre o ciclo de vida dos equipamentos, incluindo o transporte, a instalação, a operação, manutenção.

    As instalações elétricas das máquinas que possam estar em contato direto ou indireto com água ou agentes corrosivos devem ser projetadas para garantir sua blindagem, isolamento e aterramento, de modo a prevenir a ocorrência de acidentes. Já os controles de acionamento devem ser projetados e mantidos de acordo com aspectos como:

    – Localização e distância, de forma a permitir manejo fácil e seguro;

    – Instalação dos comandos mais utilizados em posições acessíveis ao operador;

    – Visibilidade, identificação e sinalização que permita serem distinguíveis entre si.

    Bastante extensa e detalhada, a NR 12 também exige a adoção de medidas apropriadas para trabalhadores portadores de deficiência, que estejam envolvidos direta ou indiretamente com o trabalho.

    NR 18 – Medidas de segurança

    NR 18 é uma das principais Normas da construção civil. Ela estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização para a implementação e controle de sistemas de segurança.

    Além de abordar questões específicas das atividades da construção civil – como escavações, demolições e telhados – a NR 18 ainda descreve os procedimentos, dispositivos e instruções para cada uma das atividades que se desenvolvem em um canteiro de obras. A Norma define, por exemplo, que os canteiros devem dispor de vestiário, instalações sanitárias, local de refeições, lavanderia, área de lazer a ambulatório (no caso de 50 ou mais trabalhadores).

    As definições busca garantir a segurança na execução de atividades como:

    – Demolição

    – Escavações e fundações

    – Armações de aço

    – Estruturas de concreto e estruturas metálicas

    – Soldagem

    – Movimentação e transporte de materiais e pessoas

    – Alvenaria, revestimentos e acabamentos

    – Instalações elétricas

    – Proteção contra incêndio

    – Treinamento de equipes

    Para garantir o cumprimento das exigências, a NR 18 exige também a implantação do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT) para canteiros que contam com 20 trabalhadores ou mais.

    O PCMAT, que deve ficar no canteiro à disposição da fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, devendo conter documentos como:

    – Memorial sobre as condições e o ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando em consideração os riscos de acidentes, doenças do trabalho e medidas preventivas;

    – Projeto de execução das proteções coletivas, de acordo com as etapas de execução da obra;

    – Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas;

    – Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT em conformidade com as etapas de execução da obra;

    – Layout inicial do canteiro de obras, com previsão de dimensionamento das áreas de vivência;

    – Programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária.

    NR 35 – Segurança nas alturas

    NR 35 estabelece os requisitos para a segurança das atividades realizadas nas alturas – ou seja, aquelas executadas acima de dois metros do nível do solo, onde há risco de queda.

    Assim, a norma visa prevenir acidentes e quedas a partir de exigências como:

    – Treinamento e capacitação;

    – Equipamentos de proteção individual, acessórios e sistemas de ancoragem;

    – Equipe de emergência;

    – Desenvolvimento de planejamento para organização e execução das atividades.

    No planejamento das atividades, devem ser adotadas medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução, medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores e medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser eliminado.

    Fonte: Anjos da Vida Socorristas Voluntários / CONSTRUCT

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  • SABATINA: Ex-Prefeito PAULO LUÍS RABELLO fala sobre mais uma corrida eleitoral e se diz confiante

    SABATINA: Ex-Prefeito PAULO LUÍS RABELLO fala sobre mais uma corrida eleitoral e se diz confiante

    ELE DEVERÁ DISPUTAR MAIS UMA ELEIÇÃO PARA PREFEITO DE TRÊS PONTAS, APÓS DUAS VITÓRIAS E DUAS DERROTAS.

    Apesar de praticamente todos os holofotes estarem virados para a luta mundial contra a pandemia de coronavírus não podemos nos esquecer que 2020 também é ano eleitoral. E, há cerca de 3 meses do pleito, as peças já estão sendo mexidas no tabuleiro. Por isso o Conexão Três Pontas, sempre presente e reconhecido pela maciça cobertura eleitoral, inicia mais uma série de entrevistas especiais com candidatos ou com pessoas envolvidas nesse cenário, mesmo que nos bastidores. O intuito é ajudar o eleitor trespontano a se informar, a conhecer melhor os candidatos, o momento político, as pessoas que estão direta ou indiretamente envolvidas e assim, tirarem suas conclusões para um voto cada vez mais consciente, fundamentado em propostas e, acima de tudo, almejando o bem de Três Pontas e de sua brava gente.

    O entrevistado de hoje é o Ex-Prefeito Paulo Luís Rabello. Ele tem 69 anos de idade e foi prefeito de Três Pontas por dois mandatos. Casado,  é pai e avô, trespontano. Se diz “apaixonado por essa cidade”. Para uns é um bom gestor e a honestidade é elencada por seus eleitores e correligionários como a sua maior qualidade. Para outros, é um “ditador”, uma pessoa de costumes arcáicos e avesso ao diálogo. O fato é que ele deve mesmo disputar sua quinta eleição e se mostra confiante na vitória e, assim, assumir a Prefeitura de Três Pontas pela terceira vez. “Servir ao meu povo é a minha missão, e sempre digo que uma pessoa que não consegue servir ao próximo, não serve para viver”, afirma o experiente político, que respondeu todos os nossos questionamentos de forma mais direta e objetiva. Acompanhe a entrevista:

    Paulo Luís Rabello, qual seu envolvimento com a política?

    A política vive em nós. É a capacidade de nos relacionarmos com o outro. Muitos acham que comigo tínham uma cidade mais justa para todos e que a Prefeitura cuidava melhor dos mais carentes e dava mais oportunidade para as pessoas “de fora da panela”.

    Por que você resolveu se candidatar a prefeito pela quinta vez?

    Muita gente ainda me para na rua e me pede alegando que cumpri minha tarefa. Carrego comigo a certeza que ainda posso fazer muito por nossa cidade e o carinho que recebo das ruas me dá a certeza que a cidade ainda precisa muito de um rumo que dê possibilidades aos mais necessitados.

    Fora da política que contribuição você já deu para a cidade de Três Pontas?

    Empreguei muitas pessoas, sou sócio da cooperativa, onde entrego a nossa riqueza, que é o café. Ajudei a comunidade através das associações.

    E na política, o que você de fato já fez em favor dos trespontanos?

    O nosso trabalho foi pautado em conquistas, em mandatos sempre voltados para o social. Não atoa, nos dois mandatos eu fui premiado, e em ambos estive entre as 50 cidades mais bem administradas do país. Após pegar a Prefeitura quebrada, melhoramos os índices da cidade em todas as secretarias, entregamos vários quilômetros de asfalto em bairros da cidade, pontes, entregamos 316 casas populares, construímos 5 postos de saúde, reformamos todas as unidades de saúde, enfim, melhoramos muito a vida do cidadão, e ajudamos mais quem precisava.

    Como você avalia o atual Governo Municipal?

    Se eu concordasse com o que está sendo feito na cidade, eu não colocaria meu nome a prova nestas eleições.

    Como você avalia a atual Câmara Municipal?

    A Câmara é um instrumento de democracia do povo da nossa cidade. O que a Câmara tem carência é de uma renovação.

    Como você avalia o atual Governo de Minas Gerais?

    Avalio como regular, com pontos positivos e negativos, assim como o Gverno Federal.

    Quais as principais carências da cidade de Três Pontas na sua visão?

    A cidade tem carências principalmente na empregabilidade, em moradias aos necessitados, na saúde, educação, na inclusão social dos mais jovens, como no caso do primeiro emprego, no crescimento industrial, no investimento do turismo local, na cultura, valorizando os artistas regionais, etc.

    Quais seus principais projetos caso seja eleito?

    Todos os nossos projetos estarão registrados no nosso plano de governo, que estará acessível em nossa campanha e de fácil acesso, sendo exposto em todas as mídias.

    Você usaria a política como um meio de vida? Dependeria dela para sobreviver?

    Nunca usei, não uso e nunca usaria. Graças a Deus e a minha vontade de crescer e trabalhar, jamais precisei da Prefeitura para sobreviver. Alguns usam como meio de vida e usam até para “pagar as contas”. Eu não. Como prefeito por duas vezes, posso dizer que sempre tive reputação ilibada e a sociedade trespontana, como boa cidade de pequeno porte, conhece bem quem precisa e quem não precisa da política para sobreviver.

    Como você avalia o trabalho da imprensa trespontana?

    A imprensa é positiva sempre, é um trabalho fundamental para a nossa sociedade.

    Algumas pesquisas foram divulgadas nos últimos dias sobre o cenário político para a próxima eleição na cidade. Como você avalia os números?

    Não sei sobre pesquisas, só dá para confiar em pesquisas com metodologia registrada no TSE.

    Você já foi Prefeito duas vezes. Quais seus maiores acertos e maiores erros?

    Meu maior acerto é medido em sorrisos. É a gratidão das pessoas. É saber que muitas pessoas tiveram a vida um pouquinho melhorada na minha gestão, onde médicos trabalhavam, não faltava remédio na farmacinha, que era de fácil acesso para todos. É saber que 316 famílias hoje não pagam mais aluguel por ter conseguido a sua casa própria subsidiada pela Prefeitura em parceria com os governos estadual e federal. Meu erro é a minha intempestividade. Que é o que quero colocar à prova, que as pessoas cresçam e construir um novo governo com participação popular e inclusivo.

    Você tem fama de ser um grande administrador, para muitos. Outros o rotulam de arrogante, ditador, retrato da velha política dos coronéis. Como você se define?

    Me defino como uma pessoa que tem vontade de somar, de ajudar. Não gosto destes rótulos, eles não ajudam, o que importa de verdade é o quanto conseguimos ajudar os mais pobres. E modéstia à parte, isso eu consegui fazer e muito.

    Você se considera uma pessoa de livre diálogo? Porque alguns lhe chamam de “perseguidor”?

    Eu sou justo. Sou leal com quem é leal, e não importa o que aconteça, o correto sempre deve prevalecer.

    Seu provável vice não tem nenhuma experiência política. O que ele somaria ao seu governo e à cidade?

    Na política, hoje, é muito melhor uma pessoa de caráter do que de um medalhão viciado em política.

    Vereadores como Marlene, Sérgio, Maycon e Erik chegaram a ser sondados por você?

    Na política todas as portas estão abertas, conversas acontecem o tempo todo, mas em diferentes contextos.

    Você não mantém um diálogo com “os Andrade” (Clésio e Diego). Caixa, que o apoiou no passado sinaliza (ou sinalizava) apoio ao Marcelo Chaves. Você se sente enfraquecido politicamente? Se eleito, conseguirá governar sem o apoio desses deputados majoritários em Três Pontas?

    Não me sinto enfraquecido de forma nenhuma. Não fecho a porta para nenhum deputado, e recebi emendas de vários quando fui prefeito. Inclusive dos Andrade. O que não aceito são acordos por cargos, licitação com itens em duplicidade como no caso da Ete’s. Isso eu não aceito. Mas repito, quem quiser ajudar a cidade tem o meu apoio e não fecho a porta.

    Você nunca teve seu nome envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Sua principal virtude, para muitos, é a honestidade? Ela o credencia e é o suficiente para vencer novamente uma eleição?

    Minha principal virtude é querer servir a minha cidade e não ao meu grupo político. Honestidade, para mim é obrigação. Todo prefeito que sentar naquela cadeira deve se lembrar disso, e honrar os votos que recebeu do efetivo patrão, que é o povo.

    Seu recado aos eleitores de Três Pontas.

    Estamos de volta, com o bloco na rua, loucos pra levantar poeira!

    Considerações finais.

    Agradeço à oportunidade de compartilhar estas opiniões, agradeço a sua audiência. Forte abraço!

    (Fotos Arquivo Conexão Três Pontas)

    *Também enviamos uma pauta para o candidato à reeleição, Marcelo Chaves Garcia, mantendo o perfil, a lisura e a independência deste portal de notícias. Estamos no aguardo das respostas para a próxima edição do Sabatina. 

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  • SABATINA: Vereador “Coelho” abre o jogo no Conexão Três Pontas

    SABATINA: Vereador “Coelho” abre o jogo no Conexão Três Pontas

    MAIS SERENO, GERALDO PRADO NÃO DESCARTA SER PREFEITO DE TRÊS PONTAS.

    Apesar de praticamente todos os holofotes estarem virados para a luta mundial contra a pandemia de coronavírus não podemos nos esquecer que 2020 também é ano eleitoral. E, há cerca de 3 meses do pleito, as peças já estão sendo mexidas no tabuleiro. Por isso o Conexão Três Pontas, sempre presente e reconhecido pela maciça cobertura eleitoral, inicia mais uma série de entrevistas especiais com candidatos ou com pessoas envolvidas nesse cenário, mesmo que nos bastidores. O intuito é ajudar o eleitor trespontano a se informar, a conhecer melhor os candidatos, o momento político, as pessoas que estão direta ou indiretamente envolvidas e assim, tirarem suas conclusões para um voto cada vez mais consciente, fundamentado em propostas e, acima de tudo, almejando o bem de Três Pontas e de sua brava gente.

    O entrevistado de hoje é o Vereador Geraldo Prado, popularmente chamado de “Coelho”. Ele é comerciante, dono de um bar e uma conveniência. Vive sua primeira legislatura e se intitula “O vereador do Povo”. No início dos trabalhos como vereador, manteve uma postura mais contundente, mais de enfrentamento, envolvido em discussões, algumas polêmicas e um discurso “sem papas na língua” nas vezes em que fez uso da palavra durante as reuniões da Casa Legislativa. Hoje, mais tranquilo, com mais experiência, adotou uma postura mais conciliadora. “Não adianta ficarmos olhando para trás. O que importa é o que fazemos agora e o que colheremos amanhã”, ressalta o político que não fugiu da pergunta sobre um dia, se eleito, ser prefeito de Três Pontas. Acompanhe a entrevista:

    Vereador Coelho, você se  definir como o vereador do povo. Uma pesquisa recente, encomendada por um grupo político, mostra que, de fato, você é, entre todos os vereadores, aquele que tem mais o nome “na boca do povo”. Isso sem você ter nenhuma bagagem política. A que se deve essa nossa constatação?

    Olha Roger Campos, de fato a gente tem realizado um belo trabalho como vereador aqui em Três Pontas e eu tenho consciência do que venho fazendo, sempre procurando defender a população e cobrando do poder executivo. Além de cobrar também tenho corrido atrás de melhorias para a cidade junto dos deputados, principalmente os majoritários em Três Pontas. Eu sempre estou levando as demandas da população ao prefeito Marcelo Chaves, ao deputado Diego Andrade e ao deputado Mário Henrique Silva, o Caixa. Aquilo que é do povo tem que ser defendido e lutado. O que nós estamos fazendo aqui não é nosso, não é meu, não é do prefeito, não é de nenhum deputado, mas é do povo. De fato eu estou na frente das pesquisas segundo a MDA de acordo com a vontade do povo. É o povo quem sabe das coisas e reconhece o meu trabalho.

    Antes de se tornar vereador você analisava o trabalho da Câmara Municipal de uma forma bastante crítica. E agora, enquanto o vereador, sua opinião sobre o legislativo mudou?

    Realmente quando eu estava do lado de fora eu via a Câmara Municipal de uma outra forma e me perguntava se era só aquilo mesmo, se os vereadores faziam alguma coisa. E assim que cheguei como vereador verifiquei que não era nada daquilo que eu pensava. Mas quero deixar claro que eu não mudei a minha postura, que eu não tenho rabo preso com ninguém, que não há ninguém indicado por mim ocupando algum cargo na prefeitura.

    No começo do seu trabalho como vereador você se envolveu em algumas polêmicas, como no caso da Guarda Municipal, batia mais de frente, tinha um discurso forte e polêmico. Hoje nota-se que a sua postura mudou. Por que isso ocorreu?

    Hoje eu procuro falar menos, cobrar mais de perto, fazer mais e estar sempre do lado do povo, ouvindo seus clamores. Não adianta nada eu ficar batendo boca com o executivo, ficar discutindo e não conseguir resultados. Botei na cabeça que eu preciso ajudar a resolver os problemas do povo e é isso que eu venho fazendo. A gente não pode estar aqui dentro da Câmara Municipal só no “senta e levanta”, participar de reuniões, sem mostrar resultado para o povo. Um vereador para conseguir fazer e ter um projeto aprovado é muito difícil, principalmente porque tudo que vai se fazer gera despesas e o momento da economia, por conta da pandemia, não permite gastos e aventuras. Eu tive uma conversa com o prefeito Marcelo Chaves, disse a ele que iria parar de brigar, que não ficaria “descendo a lenha”, mais que caminharia junto em busca de resultados para a população. Eu quero respostas para o povo. E isso está dando certo, graças a Deus.

    Você acredita que alguns vereadores apenas ocupem a função, sentem naquelas cadeiras, sem mostrar muito resultado? E você acha que faz o bastante, está satisfeito com o próprio desempenho?

    Nenhum vereador pode ficar no cargo sem apresentar resultado, apenas esperando receber o seu salário no final do mês. Vejo que aqui na Câmara cada Vereador tem o seu jeito de trabalhar. A Câmara atual é unida, atuante e eu penso que o vereador tem que trabalhar para o povo os 30 dias de cada mês. Não apenas nos dias de reunião. Eu ando em todos os bairros, na zona rural, anoto todas as reclamações e demandas do povo e levo para as autoridades, secretários, prefeito e deputados, em busca de conquistas para a população.

    Para algumas pessoas o Coelho “só tem cara de bobo”, é muito esperto. E esta também é a minha opinião. Apesar do jeito simples, aparentemente rude às vezes, agitado e polêmico, é fato que você tem caminhado, crescido politicamente tomando muito cuidado com cada passo. E qual será seu próximo passo? Pensa em ser presidente da Câmara ou formar uma chapa para concorrer à Prefeitura de Três Pontas?

    Olha, a gente estando trabalhando, é o povo quem sabe. O atual presidente da Câmara, Maycon Machado, é um ótimo vereador e presidente. Dos vereadores atuais alguns já foram presidentes e fizeram grandes trabalhos. Eu não fujo da realidade, das perguntas e dos meus objetivos. Entrei na política, sei que estou fazendo um bom trabalho, estou crescendo, tenho metas e não fugirei de nada. Pode ser aqui na Câmara ou mesmo na Prefeitura. Estou aprendendo a cada dia e quero sim, futuramente, levar minha experiência e trabalho para a Prefeitura para poder servir a população. Por que não pensar em Coelho prefeito? É a população quem sabe. Eu ponho na mão de Deus e na mão do povo, para quem sabe um dia estar no executivo como prefeito de Três Pontas.

    Numa provável candidatura para prefeito de Três Pontas, você acha que teria chance, já que vive seu primeiro mandato como vereador e tem pouca experiência?

    Eu tô na política, vivo meu primeiro mandato, estou adquirindo experiência e o futuro a Deus pertence. Quem sabe das coisas e o povo e eu buscarei me preparar cada vez mais. O importante é fazer um trabalho honesto, correto, com a consciência tranquila, sempre em favor da população. Sempre buscando o bem comum, cumprindo as demandas e correndo atrás das melhorias. Não tenho rabo preso com ninguém, sou livre na política e penso nisso sim, num futuro. Por que não?

    Como você avalia a administração do Prefeito Marcelo Chaves Garcia?

    A atual administração vai muito bem, pois implantou uma série de mudanças e os resultados estão aí. Hoje nós temos em Três Pontas um prefeito que é a favor do diálogo, da união, que sabe respeitar e escutar outras pessoas. Ele não bate de frente com ninguém e não tem aquela questão de ego, de poder, de mostrar que é o prefeito de Três Pontas. Marcelo Chaves conversa com todos e claramente uniu a política na cidade, em favor da cidade. Ele tem a maioria na Câmara de Vereadores. Ele é um prefeito que chega às 7 horas da manhã, que sai às 6 horas da tarde, que anda por toda cidade, que conversa com as pessoas e que recebe todo mundo. Todos estão vendo as obras que estão acontecendo e como a cidade melhorou. Três Pontas estava parada havia bastante tempo e agora voltou a crescer. Todas as secretarias estão funcionando, o hospital, o pronto-socorro, os deputados estão unidos e mandando recursos para Três Pontas e por isso não podemos correr nenhum risco de frear esse crescimento.

    Apesar de estarmos a cerca de 3 meses das eleições, verificamos que os nervos já estão aflorando, que as velhas discussões, ataques e tudo que faz parte dá da nossa politicagem, voltou a dar as caras. Como você está vendo a corrida eleitoral de 2020?

    Quatro anos se passaram, restando poucos meses para eleição aquelas pessoas que estavam sumidas reaparecem e começa tudo de novo, os ataques, as mentiras, o jogo sujo da politicagem. Sempre é necessário ter oposição, mas de forma sadia. O atual governo trouxe um novo tempo para Três Pontas e não podemos andar para trás. Hoje a população não se engana mais. Esses candidatos a prefeito ou a vereador que ficam atacando os outros não terão mais espaço. Eu estou do lado do atual governo e não iremos atacar ninguém. Vamos trabalhar para o bem de Três Pontas. A população não aguenta mais os velhos ataques políticos dentro de Três Pontas.

    Apesar de você elogiar bastante o atual governo, você consegue ver pontos positivos em governos passados, especificamente do ex-prefeito Paulo Luis Rabelo, provável candidato de oposição à Marcelo Chaves?

    Quero deixar claro que eu não tenho nada contra candidato nenhum, nem contra o ex-prefeito Paulo Luis Rabelo. Respeito ele como cidadão, mas precisamos parar de olhar para trás. Não vou falar o que ele fez ou deixou de fazer. Nós precisamos mudar a política, olhar para frente. O que passou, passou. Eu apoio Marcelo Chaves, mas reafirmo que não peço e não tenho nenhum cargo na Prefeitura. Se eu perder a reeleição para vereador estarei fora.

    Como você avalia o governador Romeu Zema e também o presidente Jair Messias Bolsonaro?

    Tanto o governador de Minas Gerais quando o presidente Bolsonaro estão indo bem. Apesar de todas as dificuldades e dessa pandemia eles estão governando bem. Zema de razoável para bom. Já Bolsonaro está ótimo. Aliás, estamos precisando muito desse perfil do Bolsonaro aqui em Três Pontas. Ou seja, ele não acumula cargos políticos em Brasília e aqui precisamos fazer igual. O Marcelo Chaves cortou vários cargos e uma folha de pagamento que girava em torno de 54% hoje caiu para 46%. O orçamento de Três Pontas sempre fica com sobra, em torno de 13 milhões de reais por ano, fruto da boa administração do atual prefeito que consegue assim realizar obras importantes por toda a cidade.

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    Roger Campos

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  • ESPECIAL: CONEXÃO INICIA SÉRIE DE ENTREVISTAS SOBRE POLÍTICA E ELEIÇÕES; PROFESSOR JOÃO VICTOR MENDES É O PRIMEIRO SABATINADO

    ESPECIAL: CONEXÃO INICIA SÉRIE DE ENTREVISTAS SOBRE POLÍTICA E ELEIÇÕES; PROFESSOR JOÃO VICTOR MENDES É O PRIMEIRO SABATINADO

    Apesar de praticamente todos os holofotes estarem virados para a luta mundial contra a pandemia de coronavírus não podemos nos esquecer que 2020 também é ano eleitoral. E, há cerca de 3 meses do pleito, as peças já estão sendo mexidas no tabuleiro. Por isso o Conexão Três Pontas, sempre presente e reconhecido pela maciça cobertura eleitoral, inicia mais uma série de entrevistas especiais com candidatos ou com pessoas envolvidas nesse cenário, mesmo que nos bastidores. O intuito é ajudar o eleitor trespontano a se informar, a conhecer melhor candidatos, o momento político, as pessoas que estão direta ou indiretamente envolvidas e assim, tirarem suas conclusões para um voto cada vez mais consciente, fundamentado em propostas e, acima de tudo, almejando o bem de Três Pontas e de sua brava gente.

    O entrevistado de hoje é o Professor João Victor Mendes de Gomes e Mendonça. Formado em Filosofia Pura, História e Direito, é ainda Pós Graduado em Administração Pública Municipal e Mestre em Direito. Professor, querido e respeitado por seus alunos ao longo dos anos, foi eleito vereador e exerceu dois mandatos, entre os anos 1993 a 2000. No governo da saudosa ex-prefeita Adriene Barbosa foi Secretário Municipal de Educação e Cultura e Secretário da Fazenda. Foi ainda convidado para assumir a Chefia de Gabinete do ex-vice-governador de Minas Gerais, mais tarde senador Clésio Andrade. Ainda na política, foi candidato a vice-prefeito na primeira eleição em que Dr. Luiz Roberto Dias concorreu como prefeito. Apesar de não ser candidato em 2020 é uma das pessoas que aparece com importante histórico, com poder no meio político e com conhecimento, sem contar os laços muitos próximos com o deputado federal Diego Andrade. Acompanhe a entrevista:

    Como você avalia o atual momento político em Três Pontas?

    Três Pontas vive um momento ímpar, onde sobretudo pela união e pelo clima de paz está sendo possível por exemplo o Deputado Federal Diego Andrade enviar muitos recursos para Três Pontas, o que transforma em obras e serviços para o povo trespontano. Coisas deste tipo é que permitiu ao Prefeito não ser apenas um administrador de crise. Não podemos perder estas oportunidades e termos retrocessos.

    Quais os motivos, na sua opinião, que trouxeram Três Pontas para a atual situação?

    Apoio efetivo dos deputados (com destaque do maior numero de volume financeiro mandado pelo Deputado Federal Diego Andrade), união de pessoas e instituições de bem de Três Pontas  como na Santa Casa com Michel Renan e toda sua equipe (inclusive os médicos sob a liderança do Dr. Eduardo Camargo Vasconcelos, Dr. Lucas Erbst e Dr. Geovani Pereira), Associação Comercial com o Bruno Carvalho, Apae com a Rosilda Gama, Cocatrel com o Presidente Marco Valério Brito, com a turma do CarnavalizaTP, com o Alex Tiso e o pessoal da Cultura e assim por diante.

    Você tem um vasto e importante currículo, na Política, na Educação, no Direito. Quais as principais falhas ou problemas que o Município, de uma vez por todas, precisa extirpar ou, no mínimo, aprender a controlar?

    Ao meu ver o principal problema do Município e que precisa de uma vez por todas ser extirpado é uma visão retrógada administrativa e de desenvolvimento que quer apenas o poder pelo poder e estimula a divisão das pessoas e instituições e faz a cidade perder recursos e investimentos e por consequência não inovar no campo da industrialização, do comércio e da própria agricultura. A “guerra intestina” em Três Pontas só promoveu e promove o atraso.

    Você é a favor de uma terceira via na política trespontana?

    Tudo pode acontecer. Percebo por exemplo que inclusive para estas eleições agora pode surgir uma terceira via se o Prefeito não conseguir compor. Há real possibilidade, ao meu ver, que possamos ter Maycon como candidato a Prefeito e Luizinho como vice, apoiados por um grupo de partidos e pessoas de lideranças expressivas. Para estas eleições ter ou não uma terceira via vai depender de como o Prefeito vai conduzir as coisas. Faz parte do processo democrático se surgir esta terceira via.

    Você continua, nos bastidores, influente na política local. Você pensa em concorrer a algo cargo político mais adiante?

    Minha única intensão é ajudar Três Pontas. Que não tenhamos retrocesso. Não sou candidato e nem pretendo ser candidato a nada. Isto não significa que um dia, talvez eu não volte a participar. Mas este não é o momento. Meu momento agora é de trabalho na iniciativa privada e de formação pessoal. Como amo Três Pontas, desejo o bem de Três Pontas!

    Como você avalia (especificamente) o trabalho desenvolvido pelos três últimos prefeitos de Três Pontas (Não da gestão como um todo, do gestor em questão)?

    Cada Prefeito “colocou seu tijolo” neste edifício chamado Três Pontas. Alguns com viés eu diria mais conservador e até mesmo mais com gestão retrógrada até o Prefeito atual que se mostra mais arrojado, progressista e com espírito mais de paz e união. Importante é que cada um deixou sua marca.

    Como ex-vereador, como você avalia o atual quadro de Vereadores? O que pensa sobre o número de legisladores (11) e sobre o salário dos mesmos?

    Penso e vejo pesquisas que a Câmara no geral está indo bem, sobretudo muitos vereadores são responsáveis pelos recursos que têm chegado aqui através dos deputados. Quanto ao número de vereadores penso que 10 vereadores seria um bom número e quanto ao salário considero justo tendo em vista que é um dos menores da região.

    Como você avalia o Governo Zema?

    Zema tem tentado fazer o que pode. Pegou um estado arrasado pelo PT. Precisa entender que não se governa apenas com uma visão empresarial e isto ele está aprendendo. É uma pessoa de reta intenção. Falta a experiência política que ele vai adquirindo com o tempo.

    Como você avalia o Governo Bolsonaro?

    Bolsonaro faz parte deste processo que eu chamo de dialético: “quanto mais o pêndulo vai para esquerda, mais ele se volta para a direita até atingir o centro”. Tem muitas coisas positivas dentro deste processo. Ao meu ver precisa ser mais discreto e distinguir as questões públicas das questões familiares. Mas precisava de um cara de peito para quebrar paradigmas. creio que a tendência seja de dias melhores.

    Você é amigo pessoal do deputado federal Diego Andrade. Como você avalia o trabalho dele e também do deputado estadual Caixa por Três Pontas?

    Sim, sou amigo pessoal do Diego Andrade. Não sou e nunca fui seu assessor. Gosto dele pelo ser humano que conheci independente de política. Como já disse anteriormente, se não fosse sobretudo o trabalho dele e depois do Caixa mandando recursos para Três Pontas nestes últimos tempos o Prefeito não teria conseguido fazer nada. Faria apenas o “arroz com feijão” e não teria destaque.

    Diante da pandemia, você acha que as eleições deveriam ser adiadas? Por quê?

    Adiar para 15 de novembro ao meu ver foi uma decisão acertada.

    Como você vê a questão de “indefinição” do nome que irá compor a chapa do Prefeito Marcelo Chaves na próxima corrida eleitoral?

    Se continuar esta indefinição vai possibilitar surgir como já disse uma nova candidatura de Maycon com Luizinho.

    Fazer parte de forma importante da vinda da Faculdade para Três Pontas, é um dos seus maiores orgulhos? Que outras contribuições você acredita ter dado para a nossa comunidade?

    Sim. A faculdade é um grande orgulho! Um sonho de vários anos! Sinto muita satisfação em ter participado por exemplo da conquista do Caic, da água da Sete Cachoeiras, do Sesi, da conquista da Penalti, e uma das maiores orgulhos foi ter sido secretário de Educação e Cultura e como tal ter investido muito na Educação, reformado todas as escolas e inclusive criando a educação inclusiva e de um programa de inglês aos mais carentes com a ex-escola de inglês Minas Idiomas. Outra coisa dentre tantas foi ter dado o nome de Milton Nascimento ao Centro Cultural.

    Suas considerações finais.

    Agradeço a oportunidade e desejo que tenhamos uma cidade cada vez melhor para nós e nossos filhos!

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    Roger Campos

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  • Provedor faz balanço sobre o trabalho contra a covid-19 no Hospital de Três Pontas

    Provedor faz balanço sobre o trabalho contra a covid-19 no Hospital de Três Pontas

    Michel Renan falou de conquistas, de união e lembrou que Três Pontas precisa ganhar sempre!

    O provedor da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, Michel Renan Simão Castro, falou com exclusividade ao Conexão Três Pontas sobre os esforços diante da pandemia de coronavirus, destacou a importante doação dos cinco respiradores e monitores que foram entregues recentemente pelo Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, atendendo há uma solicitação do deputado estadual Mário Henrique “Caixa”, natural de Três Pontas e majoritário no município. O provedor trouxe ainda informações relevantes sobre outras situações ligadas ao combate ao vírus chinês.

    “Com a ampliação dos novos leitos muitos pacientes que acabariam tendo que ir para outras cidades poderão ser atendidos aqui.”

    Fotos Arquivo (antes da pandemia)

    OS CINCO NOVOS RESPIRADORES

    “Essa doação representa muito para nossa cidade e especialmente para o nosso hospital, para o atendimento dos nossos pacientes. Antes da chegada dos novos 5 respiradores nós contávamos com os primeiros 5 que, inclusive, em alguns momentos, chegaram a estar todos ocupados. Então, esses novos 5 leitos de UTI que serão implementados em breve nos darão melhores condições de atendimento para os trespontanos e não apenas para eles, pois Três Pontas hoje faz parte de uma macrorregião da covid-19”, revelou Michel Renan.

    “Isso será fundamental para que diminua o risco de falta de leitos em nosso hospital e que os trespontanos ou aqueles que fazem parte da nossa macrorregião tenham que ser transferidos ou levados para outras unidades”, emendou.

    SITUAÇÃO DA SANTA CASA E OS 5 NOVOS RESPIRADORES

    Nossa reportagem também perguntou ao Provedor Michel Renan que, assim como sua diretoria, conhece a atual situação da Santa Casa como ninguém, se com as doações dos novos 5 respiradores o Hospital de Três Pontas estará suprido, pelo menos pelos próximos meses, ou se na opinião dele ainda será necessária a aquisição de outros aparelhos:

    O deputado estadual Mário Henrique Caixa tem sido parceiro frequente da Santa Casa de Três Pontas. (Foto Arquivo)

    “Tudo que eu disser em termos de números ou projeções são meras especulações. O vírus é muito novo e nós, assim como todos, não temos muita experiência. O coronavirus nos surpreende a todo momento. Por isso não posso dizer que estamos em uma situação confortável. Mas felizmente nós temos diversas alternativas e traçamos muitas estratégias. Caso, em algum momento, tenhamos um crescimento muito grande de casos com complicações e que precisem de internação ainda temos uma segunda UTI que poderá ser utilizada, tornando-se referência para o tratamento da covid-19”, destacou.

    “Nós fizemos e continuamos fazendo tudo o que podemos por cada paciente. Nesses quase quatro meses de pandemia já foram utilizadas mais de 400 diárias para o tratamento desse vírus.”

    TRANQUILIDADE

    Ainda conforme o gestor do HSFA, quando os leitos de UTI passarem para 20 trarão uma grande tranquilidade para todos. “Já não é de hoje que a outra UTI, com capacidade para 10 leitos, fica quase sempre lotada no atendimento de outras enfermidades. E com a ampliação dos novos leitos muitos pacientes que acabariam tendo que ir para outras cidades poderão ser atendidos aqui”, pontuou.

    UTI ZEROU INTERNAÇÕES DE PACIENTES COM COVID-19

    Também é necessário destacar que, apesar de ser um vírus novo e de sua inegável gravidade, tanto as unidades de saúde do município, como os postos de saúde, o Pronto Atendimento Municipal e o próprio Hospital local, quanto os seus profissionais, como médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, atendentes, profissionais da limpeza e os membros (voluntários) da Santa Casa, têm se mostrado altamente capacitados e preparados para o enfrentamento ao coronavirus. Tanto é verdade que, não bastasse a boa notícia da chegada de novos respiradores, a cidade de Três Pontas “respira mais aliviada” com a constatação de que o número de pacientes internados na UTI com covid-19 caiu e desde a última segunda-feira foi zerado.

    “Além da equipe estar realmente muito capacitada, quando abordamos os 5 óbitos que infelizmente ocorreram, devemos lembrar que todas as vítimas tinham comorbidades, outras doenças, podendo ser interpretada morte ‘com’ covid-19 e não tão somente ‘de’ covid-19; interpretações distintas a meu ver.

    Muito provavelmente se essas pacientes não tivessem outras enfermidades poderiam ter vencido a covid-19. Ou se não tivessem contraído o coronavírus em algum momento poderiam falecer em decorrência dessas doenças pré-existentes. Nós fizemos e continuamos fazendo tudo o que podemos por cada paciente. Nesses quase quatro meses de pandemia já foram utilizadas mais de 400 diárias para o tratamento desse vírus”, frisou Michel Renan.

    “Nossa cidade já perdeu muito pela falta de União, pelo racha. Nós precisamos é abraçar as boas iniciativas em favor da nossa cidade.”

    UNIÃO DE FORÇAS NA LUTA CONTRA O CORONAVIRUS

    “A união de forças é fundamental para o desenvolvimento de nossa cidade e especificamente nesse momento muito difícil de uma pandemia sem precedentes. É claro que quando falamos de toda ajuda que vem sendo dada ao nosso Hospital não podemos esquecer do quanto a população tem vestido a camisa e também do prefeito Marcelo Chaves, da Câmara de Vereadores e principalmente dos deputados Mário Henrique ‘Caixa’ e Diego Andrade que são fundamentais na luta em prol da Santa Casa”, comentou ele.

    O deputado federal Diego Andrade é outro que tem enviado recursos frequentes ao Hospital local. (Foto Arquivo)

    Fechando a entrevista, lembrando que apesar de todo caos provocado pelo coronavírus 2020 é ano eleitoral. Haverá em novembro eleições para a escolha, inclusive, de novos prefeitos. Michel Renan Simão Castro foi claro quanto ao seu posicionamento em favor da cidade e da ajuda de políticos que aqui aportam:

    “Nós não podemos pensar em desagregar, em desunir. Nossa cidade já perdeu muito pela falta de União, pelo racha. Nós precisamos é abraçar as boas iniciativas em favor da nossa cidade. Todos aqueles que quiserem fazer algo de bom para Três Pontas precisam ser muito bem recebidos. Chega da nossa cidade perder! Três Pontas precisa ganhar!”.

    “A união de forças é fundamental para o desenvolvimento de nossa cidade e especificamente nesse momento muito difícil de uma pandemia sem precedentes.”

    O sucesso da administração da Santa Casa se deve também os membros da Irmandade, aos voluntários dedicados e em especial aos médicos e demais profissionais envolvidos, dentre eles os doutores Eduardo Camargo Vasconcelos e Geovanni Barros Pereira, bem como o Dr, Lucas Erbst, que além de atuar no Hospital também é diretor do PAM.

    *Foto de capa tirada antes da Pandemia (Arquivo Conexão)

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    Roger Campos

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  • URGENTE: Prefeitura nega “onda vermelha” para Três Pontas e revela novidades na luta contra o Covid-19

    URGENTE: Prefeitura nega “onda vermelha” para Três Pontas e revela novidades na luta contra o Covid-19

    Cidade registrou recorde no número de casos. Foram 10 em apenas 24 horas; 12 pessoas foram curadas.

    Um verdadeiro mal estar! Assim a Prefeitura Municipal de Três Pontas classificou a publicação de uma reportagem por parte do G1 Sul de Minas, postada nesta quinta-feira (06) e que coloca a cidade na chamada “onda vermelha” do Programa Minas Consciente do Governo de Minas Gerais, na luta contra o coronavírus. O teor da reportagem, que gerou preocupação em muitos trespontanos, pânico nas redes sociais e informações desencontradas entre os comerciantes, foi negada pelo Executivo Municipal. Em conversa com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura e também com o Prefeito Marcelo Chaves Garcia, na noite desta quinta-feira, nos foi passada a posição oficial do Município quanto a situação da pandemia, sobre a polêmica da tal onda vermelha e um possível fechamento do comércio. Entenda o caso:

    O que saiu na Imprensa

    Conforme o G1 Sul de Minas “o Governo de Minas Gerais sugeriu a pelo menos seis microrregiões do Sul de Minas para que possam aderir à onda vermelha no Programa Minas Consciente, que permite apenas a abertura de serviços essenciais. Para as demais microrregiões do Sul de Minas, a orientação é que sigam a onda amarela, que também permite a abertura de serviços não essenciais. As orientações divulgadas pelo programa valem entre os dias 8 e 14 de agosto. A sugestão de adesão à onda vermelha vale para os municípios das microrregiões de Poços de Caldas, Alfenas/Machado, Guaxupé, Três Pontas, Pouso Alegre e Três Corações.”.

    Na onda vermelha, os municípios só podem abrir serviços essenciais, como supermercados, padarias, farmácias, bancos, depósitos de material de construção, fábricas e indústrias, entre outros. Já na onda amarela, os municípios podem abrir lojas de artigos esportivos, eletrônicos, floriculturas, autoescolas, livarias, papelarias, entre outros. Há ainda a onda verde, que permite a abertura de serviços nao essenciais com alto risco de contágio, como por exemplo, academias, teatros, cinemas e clubes.

    A publicação levou muitos trespontanos ao entendimento de que a cidade estaria entrando na onde vermelha, indicando uma piora nos números do combate ao coronavírus e que, conforme sugestão do Estado, a Prefeitura deveria acatar e fechar o comércio local entre os dias 8 e 14 de agosto.

    “Três Pontas não está na onda vermelha. Estamos na onda amarela e em poucos dias vamos pleitear a entrada na onda verde. Isso porque estamos, graças a Deus, com uma taxa de ocupação da UTI da Santa Casa baixíssima, apenas 2 pacientes com covid-19 no momento.”.

    O que disse o Prefeito Marcelo Chaves

    Por telefone, o Prefeito Marcelo Chaves Garcia afirmou ao Conexão que a informação da referida reportagem não está correta e aproveitou para trazer boas notícias, tranquilizando os trespontanos:

    “Primeiramente quero aproveitar do espaço e da repercussão do Conexão Três Pontas para dizer à nossa população que Três Pontas não está na onda vermelha. Estamos na onda amarela e em poucos dias vamos pleitear a entrada na onda verde. Isso porque estamos, graças a Deus, com uma taxa de ocupação da UTI da Santa Casa baixíssima, apenas 2 pacientes com covid-19 no momento. E nesta sexta-feira o Governador Romeu Zema estará em Três Pontas na sede do Sest/Senat para nos fazer a entrega de mais 5 respiradores. Isso é fundamental para a continuidade do nosso trabalho. Infelizmente a pandemia está aí e os casos estão aumentando bastante, o que já era esperado por conta do grande aumento da testagem das pessoas. Mas o que temos realmente que ter uma atenção especial é com o número de leitos do Hospital e, principalmernte na UTI. Vou me reunir com o Governador, também com os deputados Diego Andrade e Caixa e discutiremos algumas situações em favor de nossa cidade. É uma agenda rápida e corrida do Zema, mas que vem nos trazer vida, mais 5 respiradores neste momento tão difícil”, revelou.

    A entrega contará com as presenças de poucos convidados por conta, justamente, da pandemia. Mas o Provedor Michel Renan Simão Castro é um dos confirmados para receber os aparelhos.

    Ainda na agenda da visita do Governador Zema à Três Pontas não está descartada uma chegada ao chamado Foguetinho, onde uma grande obra de acesso mais rápido à MG 167 está sendo realizada pela Prefeitura Municipal.

    “E nesta sexta-feira o Governador Romeu Zema estará em Três Pontas na sede do Sest/Senat para nos fazer a entrega de mais 5 respiradores.”.

    O que disse a Assessoria de Imprensa da Prefeitura

    Complementando as informações passadas ao Conexão Três Pontas pelo Prefeito Marcelo Chaves, a Assessoria de Imprensa disse que assim que a reportagem do G1 foi publicada e diante da repercussão, da insegurança instalada, entraram em contado com o órgão de imprensa pedindo uma retratação para que os fatos fossem esclarecidos.

    “Nós explicamos que Três Pontas não está na onda vermelha, que houve uma confusão na matéria divulgada. Três Pontas optou por fazer parte da macrorregião e não da micro. E desta forma nos enquadramos na onda amarela, podendo, daqui algumas semanas, pleitear a verde. Solicitamos a correção e eles nos passaram que isso seria feito, o que não ocorreu até agora (22h37). Além disso também enviamos uma nota oficial para que todos tomem conhecimento dos fatos reais, mas eles também não levaram ao ar.”.

    Nota Oficial da Prefeitura

    “Segundo informações repassados pelo Programa Minas Consciente do Estado de Minas Gerais, Três Pontas tem a opção de escolher entre estar na classificação da Macrorregião ou da Microrregião levando em consideração a condições que mais se enquadra na atual situação do Município devido a fatores estipulados no próprio programa. Hoje o município está na ONDA AMARELA e receberá 5 novos respiradores amanhã, 07 de agosto, podendo em breve estar na ONDA VERDE.”.

    Novos Números em Três Pontas

    Conforme o Boletim Epidemiológico divulgado pela Prefeitura Municipal de Três Pontas a cidade confirmou mais 10 casos de coronavírus em apenas 24 horas, saltando de 150 para 160. Por outro lado o número de curados aumentou de 112 para 124 (mais 12 recuperados). Os casos em isolamento cairam de 31 para 29 e as internações se mantiveram estáveis com apenas 2 registros. Também não houve alteração no número de óbitos, que totaliza 5 (todas mulheres com comorbidades).

    Novas regras do programa

    Pelas novas regras, novos indicadores norteiam a tomada de decisão, como taxa de incidência Covid-19; taxa de ocupação de leitos UTI Adulto; taxa de ocupação de leitos UTI Adulto por covid-19; leitos por 100 mil habitantes; positividade atual RT-PCR; % de aumento da incidência; e % de aumento da positividade dos exames PCR.

    A análise dos dados será feita no âmbito microrregional, que vai agrupar um número menor de cidades para contemplar características mais específicas. Semanalmente, serão divulgados os índices da microrregião e da macrorregião, com ondas recomendadas para cada uma delas, conforme os indicadores.

    A tomada de decisão sobre qual critério seguir, o recomendado para a macro ou a microrregião, ficará a cargo de cada prefeito.

    Outro ponto importante é o recorte para municípios de até 30 mil habitantes. Esses locais terão a oportunidade de irem para a segunda onda amarela, independentemente da onda em que estiver a sua microrregião, desde que a taxa de incidência não esteja superior a 50 casos para cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

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    Roger Campos

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  • EXCLUSIVO: Maioria dos contaminados “oficialmente” pelo coronavírus em Três Pontas tem menos de 60 anos

    EXCLUSIVO: Maioria dos contaminados “oficialmente” pelo coronavírus em Três Pontas tem menos de 60 anos

    Covid-19 tem atingido pessoas de praticamente todas as faixas etárias

    “A Covid-19 é uma doença de todos, mas que mata mais os velhos!”. Esta afirmação muito difundida nos meses iniciais de transmissão do coronavírus em todo mundo está cada vez mais se tornando uma verdade absoluta. Isso porque a pandemia tem contaminado pessoas de praticamente todas as faixas etárias. Aqui em Três Pontas a maioria dos infectados não está no chamado “grupo de risco dos idosos”, embora, segundo especialistas a amostragem seja ínfima, insuficiente para se chegar a alguma conclusão mais precisa.

    Mundo

    China

    A Covid-19 não é uma doença de idosos, mas é um problema que atinge com maior gravidade as pessoas mais velhas, que possuam outras doenças, as chamadas comorbidades.

    De acordo com um relatório do mês de março do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) americano, pacientes com mais de 65 anos estavam entre os mais afetados por sintomas graves e pela necessidade de internação e cuidados na UTI. A maior parte das mortes naquele país aconteceu com pessoas acima dos 85 anos.

    Esse também foi o cenário da China, em que 80% dos pacientes que morreram pela covid-19 estavam acima dos 80 anos. A taxa de mortalidade nessa faixa etária, aliás, chegou a 18% naquele país, de acordo com as autoridades sanitárias chinesas.

    Embora o coronavírus tenha efeitos mais graves em pessoas mais velhas, isso não quer dizer que não tenhamos pessoas jovens na lista de óbitos. Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que havia muitas crianças e jovens adultos entre os mortos pela pandemia.

    Brasil

    São Paulo – SP

    No mês de abril, a maioria dos infectados pelo coronavírus no estado de São Paulo tinha menos de 60 anos, segundo levantamento da Secretaria da Saúde.

    O coronavírus infectou, principalmente, pessoas entre 20 e 39 anos. Mas as principais vítimas fatais da Covid-19 no estado paulista tinham mais de 60 anos.

    Ao todo, Minas Gerais tem 8.011 casos confirmados de coronavírus, sendo 240 mortes por Covid-19. Conforme a secretaria, 3.865 pessoas já estão recuperadas da doença.

    Mais 55 casos de Covid-19 foram confirmados no Sul de Minas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) em novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27). Com as novas confirmações, o Sul de Minas passa a ter oficialmente 892 casos da doença, com 31 mortes confirmadas.

    Com as novas confirmações, segundo os números da SES-MG, Pouso Alegre lidera a lista de casos no Sul de Minas com 102 registros, sendo três mortes. Extrema tem 77 casos, com três mortes. Varginha aparece com 59 casos e duas mortes e Três Corações tem o mesmo número de registros, mas com uma morte.

    “Sete em cada 10 vítimas do novo coronavírus em Minas não são idosos!”

    Se a infecção pelo novo coronavírus representa mais risco para a população idosa, em Minas Gerais os mais atingidos pela COVID-19, em números absolutos, são os jovens e adultos entre 20 e 59 anos. Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES) 76% dos diagnosticados com a enfermidade estão nessa faixa etária no estado.

    Três Pontas

    De acordo com os números apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde, Três Pontas acompanha o “perfil” dos contaminados pela Covid-19 em Minas Gerais, tanto, em relação à sexualidade (maioria homens), quanto à idade, embora, vale reforçar, a amostragem seja muito pequena, em decorrência da falta de testes e de resultados neste momento.

    Conforme o Boletim Epidemiológico divulgado na manhã da quarta-feira (27 de maio), Três Pontas tinha registrado 19 casos. Este total inclui uma morte, justamente de uma mulher acima dos 60 anos de idade. A divisão na cidade ficou assim até o fechamento desta reportagem:

    Por Sexo: 11 homens e 08 mulheres.

    Por idade: Nenhum caso de 0 a 9 anos; 02 casos de 10 a 19 anos; 04 casos de 20 a 39 anos; 10 casos de 40 a 59 anos e apenas 03 casos em idosos com mais de 80 anos.

    Boa Notícia

    Prefeito Marcelo Chaves Garcia, criador dos “espanta bolinhos” (organizadores de filas), que ganhou elogios e destaque em todo Brasil e até no exterior.

    As políticas de prevenção e controle do coronavírus da cidade de Três Pontas, orquestradas pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Saúde e envolvimento de profissionais e órgãos que fazem parte de um comitê de enfrentamento à pandemia, tem surtido efeito. A doença no município está, até aqui, aparentemente sob controle. São 19 casos confirmados para uma população de aproximadamente 57 mil habitantes. Médicos falam que, a exemplo de todo Brasil, infelizmente também há subnotificação. Com uma maior testagem, os números podem ser bem maiores.

    ”Também destaca-se o número de curados. Dos 18 positivados que continuam vivos, 12 já foram oficialmente declarados curados pela SMS.”

    Visão dos Especialistas

    Mesmo assim, as autoridades reforçam a preocupação para o agravamento do quadro já que muitas pessoas seguem sem respeitar o isolamento social e as aglomerações seguem acontecendo. A falta de uso de máscaras por um percentual ainda grande da sociedade trespontana também liga o sinal de alerta. “Também não se pode descartar o forte frio que já chegou. Isso agrava os problemas respiratórios e leva mais pessoas ao Pronto Socorro, agravando o risco de contaminação do coronavírus. Por isso todo cuidado é pouco”, disseram algumas autoridades de saúde.

    Sobre a realidade distorcida de que apenas os idosos estariam sendo contaminados pela Covid-19, nossa reportagem conversou com um dos médicos que está na linha de frente do combate ao vírus chinês. Dr. Eduardo Vasconcelos Camargo disse que o que se tem oficialmente é insuficiente para se chegar a qualquer conclusão, em termos de números ou percentuais. “Como avaliar 19 casos oficiais diante de uma população de 57 mil pessoas e de uma testagem muito pequena? Não dá pra fazer um diagnóstico preciso. São poucos exames ainda que chegaram. O grosso da população não segue o protocolo de cuidados e precisaríamos de muitos outros casos, milhares de pessoas testadas para se chegar a uma estatística mais segura. Muitas pessoas estão assintomáticas. Os mais jovens geralmente tem sintomas mais leves, alguns nem percebem qualquer alteração. E esse perfil de acometimento dos idosos se deu em outras pandemias. Geralmente as complicações são maiores nos idosos”, revelou.

    Outro médico consultado pelo Conexão Três Pontas, Dr. Geovanni Barros Pereira, também membro do comitê de enfrentamento, disse que o coronavírus chegou em Três Pontas e felizmente não se alastrou severamente neste primeiro momento. “Quem trouxe o vírus pra cá foi o profissional que circula por outros lugares, como um motorista, um empresário, um engenheiro, pessoas que viajam para outros países e que normalmente estão na faixa etária entre 35 e 40 anos. As primeiras pessoas que vão manifestar são os jovens. Os jovens circulam mais. O vírus não vai escolher ninguém. Todos estão propensos. Mas, claro, os idosos normalmente podem apresentar mais complicações por conta de comorbidades. E toda precaução do idoso pode ajudar a manter esses dados atuais, em relação a essa faixa etária, mais baixos na cidade.”.

    Dr. Luiz Roberto Dias, com grande experiência em saúde pública, também abordou o tema: “O idoso tem uma imunidade mais baixa e isso é o principal complicador. Ele tem mais doenças crônico-degenerativas. O jovem e as pessoas que precisam trabalhar ficaram mais expostas e assim têm mais contato, já que boa parte dos idosos ficou em casa. Poucos saíram, muitos seguem orientados e cuidados pelos filhos sem sair à rua. Isso explica porque os jovens estão sendo mais infectados. O vírus não prefere ninguém. Sobre os próximos dias e semanas, acredito que o pico possa piorar nos próximos dois meses por conta do frio nos grandes centros. Pode ter uma tendência de aumento nos casos. A desaceleração pode acontecer dependendo da carga viral. Se essa carga viral for menor poderemos ter contaminações sem gravidade. Mas se a carga for alta, a situação pode realmente se agravar bastante”, declarou.

    Dr. Lucas Erbst, diretor clínico do Pronto Atendimento Municipal, já recuperado da Covid-19, falou ao Conexão que essa não é, definitivamente, uma doença de idoso. “É uma doença grave no idoso. O jovem apresenta reações mais brandas. O processo de infecção não varia muito com a idade. Os mais jovens se complicam menos. O número maior de jovens infectados se deve ao isolamento de grande parte dos idosos e ao fato do jovem ter que circular mais, ter que trabalhar. Nem o lazer foi abandonado totalmente. Eu enxergo que a tendência seja que aumente os casos em Três Pontas e em todas as regiões atingidas pelo frio. Temos vários complicadores. Primeiro é o frio, todas as doenças de transmissão respiratória no frio se agravam facilmente, temperaturas baixas pioram situações de doenças virais. Com isso aumentará as notificações. Segundo que chegarão mais testes no SUS e os particulares. Atualmente são 2 casos em média por semana em Três Pontas e pode ser que tenhamos daqui a pouco 2 por dia. Penso que ainda não atingimos o pico. Isso é opinião pessoal minha.”, ponderou.

    Com a chegada do frio, Dr. Lucas lembra que alguns cuidados podem ajudar. “A ingestão de líquidos quentes, evitar aglomerações, deixar janelas abertas para que possa haver circulação do ar são fundamentais. Aquela mania de deixar tudo fechado é prejudicial.”, concluiu.

    Independente de sexo e de idade, o fato é que todos os cidadãos precisam se cuidar, seguir os protocolos de prevenção. A tendência é que nos próximos meses surja algum tratamento mais eficaz ou até mesmo a tão sonhada vacina. Até lá, todo cuidado é pouco!

    Setor de atendimento dos infectados pelo coronavírus no Hospital de Três Pontas.

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    Roger Campos

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  • Exclusivo: Dr. Lucas Erbst, curado da Covid-19, voltou ao trabalho hoje e falou com o Conexão

    Exclusivo: Dr. Lucas Erbst, curado da Covid-19, voltou ao trabalho hoje e falou com o Conexão

    MÉDICO FOI TRATADO COM CLOROQUINA, AZITROMICINA E AAS, O MESMO PROTOCOLO DOS PACIENTES POSITIVADOS COM TRATAMENTO DOMICILIAR

    Quando ficamos sabendo da notícia de que um dos médicos mais queridos da cidade de Três Pontas, Dr. Lucas Erbst, na linha de frente do combate ao coronavírus, médico generalista, diretor clínico do Pronto Atendimento Municipal, havia contraído o vírus chinês, em respeito a sua imagem, no sentido de preservá-lo, optamos por não divulgar o fato, já que é dado a todo cidadão o direito do sigilo de suas enfermidades. Mas hoje, depois de toda luta para vencer a doença, por conta do carinho externado publicamente de muitos trespontanos, fizemos questão de, pessoalmente, seguindo todas as normas de prevenção, ir até o PAM para, com exclusividade, entrevistar o querido profissional da medicina.

    Sobre o tratamento da Covid-19, Dr. Lucas revelou que foi o mesmo que está sendo usado para tratar todos os pacientes confirmados com a doença.

    “O tratamento que eu usei foi o mesmo que a gente protocolou para o tratamento de todas as pessoas positivadas com o Covid-19 e que forem para tratamento domiciliar, com isolamento, como eu fui. Eu usei Cloroquina, Azitromicina e AAS, nas doses recomendadas pelo protocolo. Ou seja, é o mesmo tratamento que a gente está usando nos pacientes confirmados via Secretaria Municipal de Saúde, pelo SUS. Isso é pra todos os casos em que o paciente for acompanhado em domicílio”, afirmou.

    Ele fala com muito carinho da solidariedade e apoio dos trespontanos e dos momentos difíceis que passou. “Eu tive sim medo de morrer. Não tenho como agradecer as orações e tanto carinho dos munícipes”, revelou.

    Veja a entrevista:

     

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  • REPORTAGEM ESPECIAL: Médica “trespontana” é convocada para enfrentamento da Covid-19 no Pará

    REPORTAGEM ESPECIAL: Médica “trespontana” é convocada para enfrentamento da Covid-19 no Pará

    “A situação está caótica no Pará, um verdadeiro cenário de guerra. Mas fiz um juramento e o que mais importa pra mim é salvar vidas.”

    Às 9 da manhã da última sexta-feira (8), Márcia dos Santos Rodrigues embarcou no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Poucas horas depois, pisou em uma localidade que vive um dos piores cenários da pandemia que vem arruinando saúde e vidas. Ela está em Belém, no Pará, sexto estado brasileiro com mais casos de Covid-19. O último boletim da Secretaria de Saúde de lá, divulgado na noite de ontem (10), revela que são oficialmente 7.348 casos confirmados e 672 mortes. O governo estadual está endurecendo as medidas de contenção ao Coronavírus, decretando “lockdown”, suspendendo totalmente serviços não essenciais – por exemplo.

    Viagem longa de Três Pontas até a chegada no estado do Pará. Missão: salvar vidas!

    Louca de sair de Três Pontas, cidade sul-mineira que até o momento registra “apenas” 11 casos confirmados da doença? Não, não é insensatez ou irresponsabilidade: é missão, e missão para a qual se inscreveu voluntariamente.

    Márcia, 31 anos, é natural de Rio Branco (Acre), é médica formada em Clínica Geral na Bolívia, com pós-graduação em Medicina de Família e Comunidade pela UFMG. De origem simples, encarou grandes desafios para realizar o sonho que alimentava desde pequena: o diploma, o jaleco, o estetoscópio, o cumprimento na prática do juramento: “(…) ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência (…)”.

    A doutora é também trespontana: de coração. Seu primeiro emprego foi no posto de saúde do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, região rural de Três Pontas. A veia cultural da cidade pesou na hora de Márcia tomar a grande decisão enquanto recém-formada em Medicina. Entre o Nordeste e Minas, optou pelas Gerais.

    No município, acima de tudo religioso e musical, revela Márcia nesta entrevista, prestou seus serviços em três unidades de saúde, fez grandes amigos, virou a “doutora palhaça Pipoquinha” e empreendeu ao lado do noivo André. Tudo agora deixado para trás… temporariamente, se Deus assim permitir. A médica de Família voou ao encontro do povo paraense, avisada de que encontraria “um cenário de guerra”, mas confiante de que poderá lutar como sempre fez, bravamente, de poder seguir dedicando-se ao servir à humanidade.

    Numa parceria entre os sites de notícia Conexão Três Pontas e SintonizeAqui, Dra. Márcia contou detalhes do desafio. Se emocionou ao falar do desejo de salvar muitas vidas e, em algum momento, voltar para Três Pontas.

    Entrevista
    Márcia dos Santos Rodrigues
    Médica de Família e Comunidade
    Em missão contra a Covid-19 no Pará
    (Concedida na quinta-feira, 7, véspera do embarque)

    Dra. Márcia, como se deu a escolha pela Medicina?

    Há mais de 30 anos, minha mãe foi embora de Minas Gerais com meus avós para o Acre. Lá, ela conheceu meu pai e eles se casaram. Minha mãe é dona de casa, meu pai motorista de ônibus escolar há mais de 25 anos. O meu sonho sempre foi ser médica, desde que eu estava no pré-escolar, desde muito pequena. Nunca me imaginei fazendo outra coisa. Então, com muito sacrifício, o meu pai conseguiu que eu fosse para a Bolívia onde consegui me formar em Medicina. Foram sete anos sofridos, passei muita dificuldade, enfrentei a maior alagação da Bolívia que se possa imaginar. Durante esse período de inundação lá, trabalhei três meses como voluntária, conheci o André – hoje meu noivo. O André é mineiro e estava fazendo uma viagem de moto pela América Latina.

    Acre, Bolívia, Três Pontas. O que a motivou vir trabalhar aqui no sul das Minas Gerais?

    Em 2016 surgiu a oportunidade de eu entrar para o Programa ‘Mais Médicos’. No Acre existiam apenas duas vagas e mais de 24 médicos. Então, as oportunidades que me surgiram eram no Nordeste e em Minas Gerais. Como eu não conhecia Minas ainda, conversei com o André, falei quais cidades tinham vagas disponíveis e ele me falou que não conhecia Três Pontas, mas sabia que é uma cidade muito musical, ligada à arte. Me pareceu interessante porque eu gosto muito de todo o contexto cultural que Três Pontas envolve, então, acabei vindo para Minas. Aliás, conhecer Minas Gerais, terra de minha mãe, era também um sonho que sempre tive. Na verdade, eu não escolhi Três Pontas, foi Três Pontas que me escolheu, me acolheu de uma forma que eu não posso nem explicar.

    Embarque no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte.

    Profissionalmente por onde passou no sistema de saúde trespontano?

    Aqui em Três Pontas eu trabalhei em três postos de saúde. O primeiro foi o do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, onde trabalhei com a Dra. Adélia – uma pessoa espetacular que me recebeu muito bem. A equipe de lá me recebeu também muito bem e eu os amo, assim como amo toda a população do Quilombo onde foi o meu primeiro emprego. De lá, por questão de logística, a Prefeitura me transferiu para o posto do bairro Padre Vitor e, depois, terminei meus três anos de contrato no PSF Dr. Oscar, que é no bairro Philadelphia. Todas as três equipes muito boas. Trabalhei com a Dra. Priscila, enfermeira Rose e por último com a enfermeira Aparecida – a Cidinha, que são pessoas formidáveis.

    No ano passado, André foi ao Acre comigo e lá ficamos noivos. E também ano passado, o André – que é formado em Letras e Inglês, resolveu dar uma reviravolta e acabamos abrindo o Império do Queijo, ali pertinho da Prefeitura. Nesses últimos meses, eu trabalhei com ele tentando alavancar o negócio e estamos aí.

    Dra. Márcia integra o Trêspontalhaços, no papel da Doutora Pipoquinha, levando alegria e amor aos pacientes.

    Em reportagens, em postagens em redes sociais você aparece integrando o Trêspontalhaços Augustos. Fale um pouco sobre essa história.

    Em 2016, o Dr. Lanner, que é dentista, me disse: ‘Márcia, estão formando um grupo de Doutores Palhaços aqui em Três Pontas e eu acho que é sua cara, tem tudo a ver com o que você faz e gosta”. Aí, ele me passou o telefone do ‘Dimel’ e conheci essa pessoa espetacular que me adicionou no grupo. Então, eu passei a fazer parte do Trêspontalhaços lá no comecinho quando o grupo estava surgindo ainda. Então, tive a oportunidade de continuar realizando um outro sonho meu, porque na faculdade eu já participava de um projeto assim e culminou em eu exercendo a minha profissão e sendo uma doutora palhaça aqui. Tenho orgulho em dizer que sou parte desse grupo Trêspontalhaços que se tornou uma grande família para mim.

    Trêspontalhaços Augustos[/caption]

    Encarar a pandemia do novo Coronavírus no Pará. Como surgiu a oportunidade, como isso aconteceu na sua vida?

    Um amigo entrou em contato e me disse assim: ‘Márcia, no Pará a situação está bem mais complicada do que a gente está vendo, porque por enquanto está passando pouco no jornal. Está morrendo muita gente, praticamente 50% dos profissionais já se contaminaram, tem superlotação nos hospitais e eles estão convocando médicos. Você tem coragem de ir, você quer se inscrever? Eu te mando o site, o e-mail e você envia currículo’. Então, eu mandei na intenção de me inscrever e talvez poder ajudar, mas como muitos médicos se inscreveram imaginei que não seria selecionada. Mas, nessa segunda-feira, dia 4, me contataram e me convocaram.

    Dra. Márcia, da convocação ao embarque se deu tudo em um prazo pequeno, em uma única semana. Já sabe como será sua atuação lá, por quanto tempo?

    Vai ser outra reviravolta na minha vida porque eu já tenho a minha casa, estou ajudando o meu noivo André com a loja, mas esta é a minha vocação. Eu fiz um juramento e é uma honra para mim cumprir esse juramento. Estou muito feliz e honrada em poder ir para o Pará. Sei que lá eles estão precisando muito, e se Deus quiser, eu vou poder ajudar. Por outro lado, fico triste por ficar longe do meu noivo, ficar longe dos amigos que já se tornaram uma família pra mim, por ter que ir embora da cidade que escolhi para viver porque eu gosto muito de Três Pontas. Mas, se Deus quiser, logo, logo eu volto. O contrato é de um ano e assim que eu conseguir uma folga volto para visitar todos aqui. O contrato poderá ser renovado por mais ano, mas vamos ver como vai ser. O importante é o agora, é a emergência, é a necessidade que eles têm de profissionais lá. A coordenadora que entrou em contato comigo disse que, como a situação está crítica, ninguém pode ir comigo. Então, seja o que Deus quiser.

    Como médica, sabemos que a resposta é sim, mas como pessoa: está preparada, o que espera encontrar no Pará?

    Antes imaginei que iria encontrar uma situação complicada, mas ‘ontem’ (6) a nossa coordenadora nos disse exatamente desta forma: ‘venham preparados física e psicologicamente porque vocês vão encontrar um cenário de guerra’. Então, estou me preparando exatamente para isto: para ir à guerra.

    A ciência e a fé, de mãos dadas, na luta pela vida, contra o inimigo invisível.

    Considerações finais.

    Tenho recebido mensagens de muitos pacientes. Graças a Deus pelos três postos que passei aqui em Três Pontas fiz muitas amizades. Muitos pacientes até hoje me mandam mensagem, gostam muito de mim, graças a Deus, e é isso que está me dando força para ir e para voltar logo. Se Deus quiser tudo isso vai passar logo e poderemos nos reencontrar e nos abraçar novamente.

    Esta reportagem foi produzida em conjunto pelos veículos de comunicação de Três Pontas:

    • Conexão Três Pontas (entrevista Roger Campos)
    • SintonizeAqui (redação Arlene Brito)

    que, na oportunidade, agradecem à Dra. Márcia pelos serviços prestados à comunidade trespontana, a parabenizam pela destemida iniciativa e desejam proteção e sucesso nesta nova empreitada humanitária.

     

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  • CORONAVÍRUS: Médicos e Provedor falam sobre a guerra contra o COVID-19 em Três Pontas e como o PAM e o Hospital estão se preparando

    CORONAVÍRUS: Médicos e Provedor falam sobre a guerra contra o COVID-19 em Três Pontas e como o PAM e o Hospital estão se preparando

    O “Exército da Vida”, que tem no pelotão de frente do Pronto Atendimento Municipal e da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis o Provedor Michel Renan Simao Castro, os médicos Dr. Eduardo Vasconcelos Camargo, Dr. Geovanni De Barros Pereira, Dr. Claudio Silva e Dr. Lucas Erbst, somado aos vigorosos médicos, enfermeiros, atendentes e demais colaboradores destas unidades de saúde, estão empenhados, colocando suas vidas em risco para, juntamente com o Executivo Municipal, através do Prefeito Marcelo Chaves Garcia e da Secretária de Saúde Teresa Cristina Corrêa, também com a Câmara Municipal, encontrar soluções urgentes e abrangentes para minimizar os danos provocados pela pandemia que, em poucos dias, também deverá “estourar” em nossa cidade, infelizmente.

    Esses 5 homens estão quase que em tempo integral buscando meios dentro das unidades de saúde para salvaguardar as vidas dos trespontanos, enquanto Executivo e Legislativo tomam e aprovam decisões fundamentais.

    Numa entrevista importantíssima e divida em duas partes, eles dão todas as orientações aos leitores do Conexão.

    Acompanhe no link abaixo, compartilhe e FIQUE EM CASA!

    https://www.facebook.com/RogerAlexCamposMarques/posts/2878858208829100

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  • Exclusivo: Moradora relata caos provocado pelas inundações da Avenida Oswaldo Cruz; Prefeitura responde

    Exclusivo: Moradora relata caos provocado pelas inundações da Avenida Oswaldo Cruz; Prefeitura responde

    Vários prefeitos já passaram e até hoje o problema não foi solucionado.

    As fortes chuvas dos últimos dias, principalmente da tarde desta terça-feira (11), provocaram muitos problemas na cidade de Três Pontas. Um velho conhecido voltou a dar as caras: a inundação de parte da Avenida Oswaldo Cruz, provocada pelo transbordamento do córrego que corta a principal via de acesso do município. Moradores, comerciantes e usuários da via relataram prejuízos e o caos por conta da fúria das águas sujas.

    Este é um problema antigo, de várias décadas, mas ainda sem solução. Nesta semana, o volume de chuvas foi tão grande que também houve pontos de alagamento em outros trechos da cidade.

    Não é de hoje que as inundações provocam o caos no entorno da Avenida Oswaldo Cruz. Há anos a história se repete!

    Leitores do Conexão e trespontanos que usam as redes sociais de uma forma geral publicaram fotos e vídeos mostrando aqueles minutos de forte chuva, que, segundo internautas, transformou a via em um rio. Houve muita cobrança por parte dos cidadãos, exigindo ação e explicações dos vereadores e também do atual prefeito Marcelo Chaves Garcia.

    Arquivo Conexão

    Tudo que está escrito até aqui foi publicado há exato 1 ano pelo Conexão Três Pontas. O mesmo texto, o mesmo enredo, os mesmos problemas e, infelizmente, a mesma falta de solução por parte das autoridades constituídas.

    Arquivo Conexão

    Nossa reportagem ouviu os relatos de uma moradora da Avenida Oswaldo Cruz que diz, entre outras coisas, “não aguentar mais essa situação”.

    Lúcia Assalin é doceira, tem 63 anos de idade e reside na região sempre muito atingida, a Avenida Oswaldo Cruz (esquina com a Travessa d’Aparecida), há 18 anos. Além dela, residem no imóvel, um irmão de 50 anos de idade e um filho de 26. Ela revelou sua indignação com o caos provocado pelas chuvas e pela falta de solução. Vários prefeitos já passaram e até hoje nenhuma solução foi encontrada. Acompanhe a entrevista:

    Conexão: Sempre acontece esse problema das inundações na Av. Oswaldo Cruz quando chove? Precisa chover forte ou basta chover algumas horas que já inunda o trecho? É assim mesmo?

    Lúcia: Sim. basta chover forte ou por algumas horas que a coisa fica feia. E nesse tempo que moro aqui já vi muita coisa errada a respeito das enchentes, até mesmo por parte da Prefeitura.

    Conexão: O que por exemplo?

    Lúcia: Olha, até que o Marcelo (Prefeito) já melhorou um pouco as coisas, pelo menos ele lava as ruas pra nós, coisa que outros prefeitos nunca fizeram. Só que ficam muitas pedras em cima dos bueiros aqui em frente à minha casa, Já tirei sacos e mais sacos de pedras que eles não tiram. Já esperei até uns três meses pra ver e nada. Se eu não limpar ninguém limpa. Já vi uma vez funcionários dá Prefeitura limpando, tirando os lixos na pá e jogando dentro do córrego! Você acha que isso vai adiantar alguma coisa?

    E eles ate já gozaram com a minha cara uma vez, eu filmei e eles disseram rindo: olha estamos sendo filmados…

    Conexão: Quais transtornos essa inundação provoca para os moradores, como você especificamente? Quais situações você já passou com a avenida alagada? A água chega a invadir sua casa?

    Lúcia: Entrar no meu jardim e garagem é normal. Acabamos gastando muita água, como nesses dias de chuva seguida temos que lavar os passeios todos os dias, é muito barro que desce.

    Conexão: Seus vizinhos também sofrem muito com essas inundações? O que eles relatam?

    Lúcia: Sim! Todos passam esses perrengues, como eu. Outros até mais, porque as bases das casas são mais baixas do que a minha e a água invade mesmo.

    Conexão: Que pedido você gostaria de fazer aos governantes da cidade neste momento?

    Lúcia: Quando mudei pra cá, não estava acostumada a ver isso e na época meu filho era pequeno, eu tinha pesadelos de medo dele, vindo da escola, atravessar a enchente Eu fico imaginando as mães de hoje, temos a escola Cônego José Maria e o Travessia, com muitas crianças e eu imagino se algum deles inventar de atravessar a Avenida, na hora da enchente. Essa inundação arrasta até veículos, já fez isso algumas vezes.

    Enquanto uma obra de estruturar a Avenida para suportar as chuvas não acontece e eu sei o quanto é difícil e cara essa obra, que nossas autoridades cuidem melhor da Avenida depois das enchentes, principalmente na limpeza e retirada de lixos. Que é outro problema aqui. Quem não tem lixeira alta tem que por os lixos na hora do caminhão passar. Se vem a enchente sai levando tudo que estiver pela frente.

    O que diz a Prefeitura

    Nossa reportagem também conversou na tarde de hoje com o Secretário Municipal de Transportes e Obras, Maquil dos Santos Silva Pereira. Ele disse que o tema continua gerando preocupação também na Prefeitura e que “as melhorias feitas pelos novos loteamentos, como o asfaltamento, têm ajudado também na questão das inundações da Avenida Oswaldo Cruz já que não deixam a água descer com toda fúria para o córrego”.

    Em fevereiro de 2019 o Secretário Maquil e o Prefeito Marcelo Chaves foram conferir de perto a inundação na cidade.

    “Eu tenho buscado a criação de um projeto realmente eficiente e que resolva o problema, para não ser apenas um paliativo que somente jogue dinheiro fora e não solucione de vez a questão. Pedi estudos para algumas empresas e estamos esperando as respostas. Recentemente fizemos mais uma limpeza dos córregos, principalmente na região do Posto Santa Terezinha. 

    Outra ação que fazemos é, quando há a previsão de muita chuva, nós abrimos a comporta do Vale do Sol para baixar o nível da água e assim, quando a chuva forte chega demora mais para encher o córrego. Estou tratando desse assunto em reunião com o Prefeito Marcelo Chaves”, declarou.

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  • Jornalista da Rede Mais mostra que a mulher vem ganhando espaço no mercado de trabalho

    Jornalista da Rede Mais mostra que a mulher vem ganhando espaço no mercado de trabalho

    Letícia Reis fala de preconceito, conquistas e os desafios do jornalista nos dias de hoje

    Ela é loira, considerada bonita por muitos, natural de Ribeirão Preto (SP) e se destaca na profissão. Letícia Araújo dos Reis, 31 anos, é jornalista da Rede Mais. Formou há 10 anos e atua na emissora há 5 anos e meio (afiliada da Record TV) na cidade de Varginha. Em um mundo cada vez mais intolerante e onde as competições se mostram mais acirradas, será que ser mulher e ser bonita já são requisitos suficientes para a porta de entrada do sucesso na televisão? Pra onde caminha o Jornalismo? Ela própria nos fala sobre isso e revela que nesse caminho preconceito e desafios são as tônicas de quem não desiste da missão de informar. Acompanhe a entrevista:

    Conexão – Como você define o Jornalismo hoje em dia?

    Letícia Reis – O grande desafio do jornalista hoje em dia é ser imparcial e na maioria das vezes ele acaba não conseguindo. Por mais que o jornalista tenha sua independência ou imparcialidade, por mais que ele busque isso, ele acaba tendo que se refazer dentro do ambiente em que trabalha, caso esse veículo tenha um viés beneficiando “x”, “y” ou “z” ele acabará sucumbindo a isso ou tendo que procurar trabalho em outro lugar. O jornalista que trabalha pra si próprio, por exemplo em seu canal no Youtube, num blog, como o Conexão, acaba conseguindo ser mais imparcial e mais independente.

    Conexão – Antes de vir para Varginha, você trabalhou em Ribeirão Preto, sua terra natal, depois passou por Criciúma e também pelo Triângulo Mineiro. Em todos esses locais por onde você passou, como você vê a questão do espaço dado a mulher no mercado de trabalho? Você que atua principalmente no jornalismo esportivo, um terreno aparentemente ainda mais “masculino”, vê evolução nessa questão?

    Letícia Reis – Eu acho que a mulher vem ganhando espaço em todos os aspectos e no jornalismo não é diferente. Eu digo que por trabalhar mais no jornalismo esportivo percebo sim a necessidade de uma igualdade entre os sexos e estamos lutando muito por isso. Falta muita coisa para nos igualarmos aos homens em diversos níveis, tanto nas questões salariais quanto de igualdade e respeito. Já crescemos bastante, mas ainda falta muito para estarmos onde merecemos. Mas vejo que estamos no caminho certo sim. Dizem que a mulher irá dominar o mundo. Eu não acredito nisso, mas penso que estaremos lado a lado com os homens no comando.

    Conexão – Ter beleza física na televisão é notório que ajuda. Mas também atrapalha em algum aspecto?

    Letícia Reis – Realmente a questão da beleza, de ter um visual legal, pra televisão conta muito sim. Não acho que isso seja uma atribuição que deveria ser levado tanto em consideração como é. Vejo tão bons profissionais que não têm espaço para estarem, digamos, fora dos tais padrões de beleza e isso é realmente muito triste. Há bons e competentes que não ganham espaço por questões estéticas.

    Conexão – A mídia vem mudando muito nos últimos anos. Cada vez mais o universo online vem tomando conta. Na sua opinião, para onde caminha o Jornalismo e a mídia de uma forma geral?

    Letícia Reis – Se a gente avaliar as questões das tecnologias e a rapidez da informação de uma forma mais criteriosa vamos perceber que os jornalistas cada vez mais precisam tomar cuidado com essa velocidade, com a informação, com tudo que é publicado, dito ou escrito. Há muitas “Fake News” que atuam hoje lado a lado com a verdade, lado a lado com o jornalista. Então nós jornalistas passamos a ter duas missões: a de informar e de tentar manter a informação correta ou corrigindo algum erro ou inverdade que foi passada. A tecnologia ajuda, mas também acaba atrapalhando um pouco.

    Conexão – Muitos jornalistas com quem conversei me disseram que há um lado bom nas “Fake News” que é o fato de separar o joio do trigo entre os jornalistas. Ou seja, aqueles que são bons se manterão e muitos aventureiros perderão espaço. Como você vê isso?

    Letícia Reis – Acredito nisso sim, totalmente! Aqueles que fazem o correto estarão respaldados e com seu lugar cativo. Já aqueles que só querem polêmicas, status ou ganhar uma mídia não se manterão no mercado.

    Questionada ainda sobre uma dica, um passo importante para os futuros jornalistas entrarem com o pé direito no mercado e ajudarem a elevar o nível do Jornalismo, Letícia Reis foi enfática em dizer que “o segredo é realmente estudar, se dedicar ao máximo na profissão, ser inquieto, buscar sempre as melhores fontes, ouvir várias versões e fazer tudo com muita dedicação e amor.”

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    Roger Campos

    Jornalista

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