Categoria: Especial

  • REPORTAGEM ESPECIAL: Médica “trespontana” é convocada para enfrentamento da Covid-19 no Pará

    REPORTAGEM ESPECIAL: Médica “trespontana” é convocada para enfrentamento da Covid-19 no Pará

    “A situação está caótica no Pará, um verdadeiro cenário de guerra. Mas fiz um juramento e o que mais importa pra mim é salvar vidas.”

    Às 9 da manhã da última sexta-feira (8), Márcia dos Santos Rodrigues embarcou no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Poucas horas depois, pisou em uma localidade que vive um dos piores cenários da pandemia que vem arruinando saúde e vidas. Ela está em Belém, no Pará, sexto estado brasileiro com mais casos de Covid-19. O último boletim da Secretaria de Saúde de lá, divulgado na noite de ontem (10), revela que são oficialmente 7.348 casos confirmados e 672 mortes. O governo estadual está endurecendo as medidas de contenção ao Coronavírus, decretando “lockdown”, suspendendo totalmente serviços não essenciais – por exemplo.

    Viagem longa de Três Pontas até a chegada no estado do Pará. Missão: salvar vidas!

    Louca de sair de Três Pontas, cidade sul-mineira que até o momento registra “apenas” 11 casos confirmados da doença? Não, não é insensatez ou irresponsabilidade: é missão, e missão para a qual se inscreveu voluntariamente.

    Márcia, 31 anos, é natural de Rio Branco (Acre), é médica formada em Clínica Geral na Bolívia, com pós-graduação em Medicina de Família e Comunidade pela UFMG. De origem simples, encarou grandes desafios para realizar o sonho que alimentava desde pequena: o diploma, o jaleco, o estetoscópio, o cumprimento na prática do juramento: “(…) ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência (…)”.

    A doutora é também trespontana: de coração. Seu primeiro emprego foi no posto de saúde do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, região rural de Três Pontas. A veia cultural da cidade pesou na hora de Márcia tomar a grande decisão enquanto recém-formada em Medicina. Entre o Nordeste e Minas, optou pelas Gerais.

    No município, acima de tudo religioso e musical, revela Márcia nesta entrevista, prestou seus serviços em três unidades de saúde, fez grandes amigos, virou a “doutora palhaça Pipoquinha” e empreendeu ao lado do noivo André. Tudo agora deixado para trás… temporariamente, se Deus assim permitir. A médica de Família voou ao encontro do povo paraense, avisada de que encontraria “um cenário de guerra”, mas confiante de que poderá lutar como sempre fez, bravamente, de poder seguir dedicando-se ao servir à humanidade.

    Numa parceria entre os sites de notícia Conexão Três Pontas e SintonizeAqui, Dra. Márcia contou detalhes do desafio. Se emocionou ao falar do desejo de salvar muitas vidas e, em algum momento, voltar para Três Pontas.

    Entrevista
    Márcia dos Santos Rodrigues
    Médica de Família e Comunidade
    Em missão contra a Covid-19 no Pará
    (Concedida na quinta-feira, 7, véspera do embarque)

    Dra. Márcia, como se deu a escolha pela Medicina?

    Há mais de 30 anos, minha mãe foi embora de Minas Gerais com meus avós para o Acre. Lá, ela conheceu meu pai e eles se casaram. Minha mãe é dona de casa, meu pai motorista de ônibus escolar há mais de 25 anos. O meu sonho sempre foi ser médica, desde que eu estava no pré-escolar, desde muito pequena. Nunca me imaginei fazendo outra coisa. Então, com muito sacrifício, o meu pai conseguiu que eu fosse para a Bolívia onde consegui me formar em Medicina. Foram sete anos sofridos, passei muita dificuldade, enfrentei a maior alagação da Bolívia que se possa imaginar. Durante esse período de inundação lá, trabalhei três meses como voluntária, conheci o André – hoje meu noivo. O André é mineiro e estava fazendo uma viagem de moto pela América Latina.

    Acre, Bolívia, Três Pontas. O que a motivou vir trabalhar aqui no sul das Minas Gerais?

    Em 2016 surgiu a oportunidade de eu entrar para o Programa ‘Mais Médicos’. No Acre existiam apenas duas vagas e mais de 24 médicos. Então, as oportunidades que me surgiram eram no Nordeste e em Minas Gerais. Como eu não conhecia Minas ainda, conversei com o André, falei quais cidades tinham vagas disponíveis e ele me falou que não conhecia Três Pontas, mas sabia que é uma cidade muito musical, ligada à arte. Me pareceu interessante porque eu gosto muito de todo o contexto cultural que Três Pontas envolve, então, acabei vindo para Minas. Aliás, conhecer Minas Gerais, terra de minha mãe, era também um sonho que sempre tive. Na verdade, eu não escolhi Três Pontas, foi Três Pontas que me escolheu, me acolheu de uma forma que eu não posso nem explicar.

    Embarque no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte.

    Profissionalmente por onde passou no sistema de saúde trespontano?

    Aqui em Três Pontas eu trabalhei em três postos de saúde. O primeiro foi o do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, onde trabalhei com a Dra. Adélia – uma pessoa espetacular que me recebeu muito bem. A equipe de lá me recebeu também muito bem e eu os amo, assim como amo toda a população do Quilombo onde foi o meu primeiro emprego. De lá, por questão de logística, a Prefeitura me transferiu para o posto do bairro Padre Vitor e, depois, terminei meus três anos de contrato no PSF Dr. Oscar, que é no bairro Philadelphia. Todas as três equipes muito boas. Trabalhei com a Dra. Priscila, enfermeira Rose e por último com a enfermeira Aparecida – a Cidinha, que são pessoas formidáveis.

    No ano passado, André foi ao Acre comigo e lá ficamos noivos. E também ano passado, o André – que é formado em Letras e Inglês, resolveu dar uma reviravolta e acabamos abrindo o Império do Queijo, ali pertinho da Prefeitura. Nesses últimos meses, eu trabalhei com ele tentando alavancar o negócio e estamos aí.

    Dra. Márcia integra o Trêspontalhaços, no papel da Doutora Pipoquinha, levando alegria e amor aos pacientes.

    Em reportagens, em postagens em redes sociais você aparece integrando o Trêspontalhaços Augustos. Fale um pouco sobre essa história.

    Em 2016, o Dr. Lanner, que é dentista, me disse: ‘Márcia, estão formando um grupo de Doutores Palhaços aqui em Três Pontas e eu acho que é sua cara, tem tudo a ver com o que você faz e gosta”. Aí, ele me passou o telefone do ‘Dimel’ e conheci essa pessoa espetacular que me adicionou no grupo. Então, eu passei a fazer parte do Trêspontalhaços lá no comecinho quando o grupo estava surgindo ainda. Então, tive a oportunidade de continuar realizando um outro sonho meu, porque na faculdade eu já participava de um projeto assim e culminou em eu exercendo a minha profissão e sendo uma doutora palhaça aqui. Tenho orgulho em dizer que sou parte desse grupo Trêspontalhaços que se tornou uma grande família para mim.

    Trêspontalhaços Augustos[/caption]

    Encarar a pandemia do novo Coronavírus no Pará. Como surgiu a oportunidade, como isso aconteceu na sua vida?

    Um amigo entrou em contato e me disse assim: ‘Márcia, no Pará a situação está bem mais complicada do que a gente está vendo, porque por enquanto está passando pouco no jornal. Está morrendo muita gente, praticamente 50% dos profissionais já se contaminaram, tem superlotação nos hospitais e eles estão convocando médicos. Você tem coragem de ir, você quer se inscrever? Eu te mando o site, o e-mail e você envia currículo’. Então, eu mandei na intenção de me inscrever e talvez poder ajudar, mas como muitos médicos se inscreveram imaginei que não seria selecionada. Mas, nessa segunda-feira, dia 4, me contataram e me convocaram.

    Dra. Márcia, da convocação ao embarque se deu tudo em um prazo pequeno, em uma única semana. Já sabe como será sua atuação lá, por quanto tempo?

    Vai ser outra reviravolta na minha vida porque eu já tenho a minha casa, estou ajudando o meu noivo André com a loja, mas esta é a minha vocação. Eu fiz um juramento e é uma honra para mim cumprir esse juramento. Estou muito feliz e honrada em poder ir para o Pará. Sei que lá eles estão precisando muito, e se Deus quiser, eu vou poder ajudar. Por outro lado, fico triste por ficar longe do meu noivo, ficar longe dos amigos que já se tornaram uma família pra mim, por ter que ir embora da cidade que escolhi para viver porque eu gosto muito de Três Pontas. Mas, se Deus quiser, logo, logo eu volto. O contrato é de um ano e assim que eu conseguir uma folga volto para visitar todos aqui. O contrato poderá ser renovado por mais ano, mas vamos ver como vai ser. O importante é o agora, é a emergência, é a necessidade que eles têm de profissionais lá. A coordenadora que entrou em contato comigo disse que, como a situação está crítica, ninguém pode ir comigo. Então, seja o que Deus quiser.

    Como médica, sabemos que a resposta é sim, mas como pessoa: está preparada, o que espera encontrar no Pará?

    Antes imaginei que iria encontrar uma situação complicada, mas ‘ontem’ (6) a nossa coordenadora nos disse exatamente desta forma: ‘venham preparados física e psicologicamente porque vocês vão encontrar um cenário de guerra’. Então, estou me preparando exatamente para isto: para ir à guerra.

    A ciência e a fé, de mãos dadas, na luta pela vida, contra o inimigo invisível.

    Considerações finais.

    Tenho recebido mensagens de muitos pacientes. Graças a Deus pelos três postos que passei aqui em Três Pontas fiz muitas amizades. Muitos pacientes até hoje me mandam mensagem, gostam muito de mim, graças a Deus, e é isso que está me dando força para ir e para voltar logo. Se Deus quiser tudo isso vai passar logo e poderemos nos reencontrar e nos abraçar novamente.

    Esta reportagem foi produzida em conjunto pelos veículos de comunicação de Três Pontas:

    • Conexão Três Pontas (entrevista Roger Campos)
    • SintonizeAqui (redação Arlene Brito)

    que, na oportunidade, agradecem à Dra. Márcia pelos serviços prestados à comunidade trespontana, a parabenizam pela destemida iniciativa e desejam proteção e sucesso nesta nova empreitada humanitária.

     

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    Roger Campos

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  • Ayrton Senna do Brasil – Professor Chico

    Ayrton Senna do Brasil – Professor Chico

    Conheci o herói brasileiro das pistas no ano de 1993 – apenas um ano antes de sua morte. Certamente, pela minha tenra idade à época dos seus três títulos mundiais, eu me interessasse muito mais pela Corrida Maluca de Hanna & Barbera do que por Fórmula 1. Devo a minha aproximação a esse gênio das pistas a um vizinho que tinha por aqueles idos dos anos noventa. Fazia pouco tempo que eu morava onde ainda resido e um rapaz e uma moça, recém casados, vieram morar nesta vizinhança também. Ele era fã-incondicional de Ayrton Senna e, de uma feita, numa manhã ensolarada de domingo, sua esposa, que já se tornara amiga de minha mãe, veio perguntar-lhe, em nome do marido, se minha mãe o deixaria assistir as corridas de Fórmula 1 em nossa televisão (preto e branco!), pois eles ainda não tinham uma. Sim! A vida era muito mais difícil 30 anos atrás! Minha mãe generosamente atendeu ao pedido da jovem moça e pouco depois o rapaz chegava à minha casa meio acanhado e eu, meio intrigado com a chegada do estranho que me atrapalharia a ver meus desenhos e o Chaves nas manhãs de domingo no SBT. Como era de costume (e aqueles eram bons costumes!), minha mãe me ordenou que “fizesse sala para a visita” e pediu licença ao rapaz enquanto voltava à cozinha para terminar o almoço.

    A corrida começou. Volta e meia o rapaz trocava algumas palavras comigo e eu, como não tinha alternativa, tentava entender as regras daquele esporte chato onde carros ficavam contornando sem parar um circuito cheio de curvas. Às vezes, um ou outro se colidiam, “passavam” uns pelos outros e o narrador se exaltava e gritava o nome de um ou outro piloto. Parecia que ninguém fazia ponto nesse esporte e, obviamente, não tinha “gol”. Era enfadonho!

    Não me lembro se Senna ganhou aquela primeira corrida que meu vizinho veio assistir em minha casa. Contudo, a cada duas semanas ele vinha assistir a corrida e eu, lhe fazia sala – ordens de minha mãe – e fui, aos poucos, tomando gosto pelas corridas e pela emoção do narrador ao comemorar as vitórias de Senna.

    Naquele ano de 1993, eu assisti tudo o que pude na TV sobre Fórmula 1 e Ayrton Senna. Nas “corridas de bicicleta” depois da escola com os amigos da rua, eu queria ser Senna, embora sempre perdesse, ao contrário do campeão das pistas mundo afora. Naquele ano de 1993, Senna não ganhava mais com a frequência de anos anteriores. Seu carro era muito inferior ao de seus adversários diretos, como o de seu arquirrival Alain Prost, que se tornaria tetracampeão mundial naquele mesmo ano. Todavia, em várias corridas, Senna fez mágica com um carro que deixava muito a desejar para um candidato ao título mundial. O ano de 1993, para Senna, foi o ano em que ele, diversas vezes, provou suas habilidades quase sobre-humanas ao conduzir um carro de Fórmula 1, como na célebre corrida de Donington Park, Inglaterra, quando ultrapassou quatro pilotos, sob chuva, ainda na primeira volta e ganhou de ponta a ponta com esse carro extremamente limitado para o porte de um piloto como ele que almejava o tetracampeonato mundial.

    Mas o que tornava Senna tão especial para nós brasileiros e cativava até garotos de 11 anos como eu à época?

    Senna entrou de vez para o cenário da Fórmula 1 quando ganhou sua primeira corrida no Estoril, Portugal, em 1985, no ano do fim do regime militar, mas o auge de sua carreira se deu em momentos talvez ainda mais conturbados para o país. Seu primeiro campeonato mundial de Fórmula 1 aconteceu no ano da Constituinte, em 1988, e ele emendou, a partir dali uma carreira curta e estelar, durante os anos tumultuados da hiperinflação, dos escândalos do governo Collor, seus planos econômicos desastrosos e seu impeachment. Some-se a isso os insucessos seguidos do nosso maior orgulho no esporte, a seleção canarinho. Dizem que naqueles tempos, ainda se vivia na pele o trauma da tragédia do Sarriá frente à Itália, em 1982. Então, de repente, nesse cenário desalentador e com poucas perspectivas de um futuro menos tétrico em todos os sentidos, surgiu um jovem rapaz paulistano que pilotava um carro de corrida de maneira magistral e levava o nome do Brasil altivamente aos quatro cantos do mundo, encantando plateias por onde passava. Senna devolvera-nos o orgulho de ser brasileiro. Representava-nos na arena esportiva e fora dela, defendendo, por exemplo, uma melhor qualidade de vida para todos os cidadãos brasileiros a partir da Educação. Ao contrário de muitos “atletas” da atualidade que só se preocupam em fazer caras e bocas em redes sociais, Senna tinha uma postura profissional ímpar e um desejo de vitória inigualável, o que o levou a incontáveis feitos, mesmo quando todas as circunstâncias lhe eram totalmente desfavoráveis e sempre, em todas essas situações, ressalte-se, fazia questão de enaltecer o fato de ser brasileiro, o que lhe rendeu a alcunha de Ayrton Senna do Brasil. Víamos, portanto, em Senna, um arquétipo do que gostaríamos de ser enquanto nação, pois ele vinha “de baixo”, de um país não levado à sério e relegado à condição de terceiro mundo no cenário internacional, teve muitas vezes mil e um obstáculos a impedir o seu progresso, mas se impunha frente a ingleses, franceses, americanos e – por puro mérito do seu profissionalismo e trabalho árduo – alcançava a vitória, ganhando o respeito e admiração até mesmo de seus mais ferrenhos adversários. Em suma, Senna era uma amálgama do inconsciente coletivo do Brasil.

    Nosso ás do asfalto foi vice-campeão do mundo ao final da temporada de 1993, vencendo sua última corrida em Adelaide, na Austrália, no dia 07 de novembro daquele ano. Um mês mais tarde, ele deixava a equipe McLaren, onde obteve a maioria de suas vitórias e os seus três títulos mundiais, e assinava contrato com a Williams, que tinha o melhor carro da época. O francês Alain Prost, então piloto da Williams e arquirrival de Senna, deixava a equipe por não querer trabalhar novamente lado a lado com seu desafeto. Quando vi a notícia na TV, exultei de alegria e lembro de dizer à minha mãe: “ano que vem (1994) ninguém ganha do Senna. Será tetra! O melhor piloto no melhor carro.” Infelizmente, o meu vaticínio não se cumpriria, como todos sabemos. Mas não quero terminar este artigo de forma fúnebre. Quero terminá-lo relembrando as façanhas do nosso herói das pistas e evocando a esperança que ele tinha de dias melhores para o nosso Brasil. Que tenhamos a força, a garra e a determinação de Senna, enquanto ele desfilava pelas pistas do mundo, para superarmos todos os problemas do presente e que voltemos às suas memórias, memórias de um eterno herói nacional, como fonte de inspiração.

    Senna, você faz muita falta!

    Professor Chico

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  • ESPECIAL: Como foi o acidente que matou o herói Ayrton Senna?

    ESPECIAL: Como foi o acidente que matou o herói Ayrton Senna?

    26 anos depois, Conexão traz detalhes daquela tragédia que enlutou todo país em 1º de Maio de 1994. As principais causas da morte do piloto brasileiro – e as consequências que mudaram a Fórmula 1 para sempre

    Uma batida violenta, na sétima volta do GP de San Marino, na Itália, em 1994, tirou a vida do tricampeão mundial de F-1. Era a terceira etapa de uma temporada que não ia nada bem para Senna. Ele ainda não havia conquistado pontos no campeonato e via um novato, Michael Schumacher, disparar com duas vitórias (o alemão viria a conquistar seu primeiro título naquela temporada).

    Ayrton passou os dois anos anteriores comendo poeira dos carros da Williams e, justo quando se transferiu para a equipe com o melhor veículo, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) proibiu as tecnologias que davam vantagem à escuderia azul e branca.

    O fim de semana do GP, disputado no circuito de Ímola, já estava carregado por causa de um acidente grave de Rubens Barrichello, nos treinos de sexta-feira, e da morte do austríaco Roland Ratzenberger no sábado. No domingo, 1º de maio, foi a vez de Senna.

    SANGUE NO ASFALTO

    A pista de Ímola tinha muitas ondulações. Os carros de F-1 precisam “grudar” no asfalto e, numa superfície irregular, ficam instáveis e sujeitos a derrapar. Para complicar a situação, os veículos da Williams estavam difíceis de guiar, já que a equipe ainda estava se adaptando à proibição do uso do sistema de suspensão eletrônica.

    CURVA DA MORTE

    A Tamburello já havia sido palco de acidentes. Em 1987, Nelson Piquet bateu no mesmo ponto a 280 km/h por causa de um pneu furado. Dois anos depois, Gerhard Berger, amigo de Senna, bateu e incendiou sua Ferrari no muro da curva. Após o acidente de Senna, a curva virou uma inofensiva chicane – sequência de curvas de baixa velocidade.

    RODA MURCHA

    Uma teoria culpa os pneus. Na primeira volta da corrida, os pilotos tiveram de dirigir devagar por causa de um acidente. Com isso, os pneus esfriaram e perderam 25% da pressão. O carro ficou 5 mm mais baixo, o que pode ter desestabilizado a aerodinâmica. Isso teria causado a perda de aderência da Williams com a pista.

    FORA DE CONTROLE

    A explicação mais famosa é a de que a coluna de direção, que liga o volante às rodas da frente, quebrou. Senna pediu aos engenheiros que aumentassem o tamanho da peça em 1,8 cm para que o volante ficasse mais próximo dele. Segundo a Justiça italiana, a solda de um pedaço extra de metal teria sido mal feita e causado a quebra da coluna.

    A última vez em que Senna testou seu carro, o mesmo do acidente fatal.

    (SEM) FIO DA MEADA

    Os sistemas eletrônicos do carro enviam dados de performance a computadores da equipe. É a chamada telemetria. No caso de Senna, os dados revelam que havia força sendo aplicada na coluna de direção, o que provaria que ela não quebrou antes do impacto. Também dá para saber que o piloto acionou freios e soltou o acelerador.

    IMPACTO PROFUNDO

    O carro não estava tão rápido (216 km/h) e a batida não foi frontal – pilotos já escaparam com vida de acidentes mais violentos. A falta de sorte foi que, na batida, a roda direita ficou prensada entre o muro e o carro. Isso causou a quebra do braço da suspensão, que entrou pela viseira do capacete, perfurou o crânio e atingiu o cérebro. Além do crânio perfurado, não havia outra lesão no corpo de Senna: nenhum osso quebrado ou hematomas.

    À ESPERA DE UM MILAGRE

    Os bombeiros chegaram 20 segundos após o acidente, mas não tinham o que fazer, já que não houve incêndio. A ambulância levou dois minutos para chegar ao local do acidente – tempo demorado na opinião de especialistas em segurança de corridas. Já fora do carro, Senna teve o pescoço cortado para poder respirar (traqueostomia). Após mais 15 minutos, um helicóptero levou o piloto ao hospital Maggiore, em Bolonha. Ele morreu 40 minutos após ser internado.

    Brasil parou durante o velório do herói nacional Ayrton Senna.

    Resultados da tragédia

    Acidente tornou a F-1 mais segura

    A Justiça italiana investigou o caso até 1997. Membros da equipe Williams, incluindo o dono, Frank Williams, foram julgados e absolvidos. O jornalista Flavio Gomes, especializado em automobilismo, explica: “Não há culpados no sentido de alguém ter sido negligente ou descuidado”. Pelo menos, houve uma boa consequência: a segurança aumentou. Hoje, as rodas são “amarradas” ao carro para não voarem, há reforços nas laterais e uma comissão de segurança da F-1.

    O foto mais emblemática do fim de uma lenda. Minutos antes de entrar em seu carro, naquele fatídico dia, Senna olha para sua Williams visivelmente triste, parece estar prevendo o que lhe aconteceria naquela manhã de domingo. Com as mãos sobre o aerofólio, Ayrton parece se despedir das pistas, da vida…

    Fontes:  Flavio Gomes, jornalista da FOX Sports e do site Warm Up / Livro The Death of Ayrton Senna, de Richard Williams / documentário Seismic Seconds: The Death of Ayrton Senna, da National Geographic / The Guardian / Super Interessante / Terra Brasil / Abril.com / The Independent / BBC / VEJA / FastCompany

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    Roger Campos

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  • Menino João Luiz precisa da ajuda dos trespontanos

    Menino João Luiz precisa da ajuda dos trespontanos

    Conexão entra na batalha em prol do menininho que teve olho retirado

    Amigos solidários que trabalham na empresa Moacyr Supermercados – dentre eles Francine Paula – e a mãe do garotinho João Luiz Dias Vicente, Taís Máximo Gabriel Dias, entraram em contato com a reportagem do Conexão Três Pontas em busca de ajuda. A criança precisou passar por uma cirurgia de emergência para retirada de um dos olhos e agora necessita colocar uma prótese. João perdeu a visão dos dois olhos, mas ainda há a esperança que recupere parcialmente.

    O sorriso no rosto desta mãe é porque João está conseguindo vencer o câncer, está vido. Mas essa expressão esconde a aflição e o medo de que os próximos passos do tratamento não sejam dados por falta de recursos. Taís é casada com Crenilton de Paiva Vicente. A família reside na Rua Imperatriz Leopoldina, 212, no Centro de Três Pontas. Ela nos revelou que o pequeno guerreiro João Luiz, de apenas 1 ano e 7 meses, foi diagnosticado em 30 de novembro de 2019 com um câncer ocular conhecido por RETINOBLASTOMA no caso dele BILATERAL.

    “Foi um susto! É um câncer raro e ele é o único na cidade, até onde sei, com esse problema! Em dezembro último foi iniciado o primeiro ciclo da Quimioterapia Venosa por Cateter. Desde então todo mês foram feitos um ciclo com duração de dois dias”, disse a mãe de João.

    Ainda conforme Taís, o menininho ficou cego do dia para a noite. “O caso do meu filho foi descoberto pelo Doutor. Keiji Kamizaki, junto da equipe da Santa Casa de Misericórdia de Três Pontas, dentre os médicos está o Doutor. Carlos Henrique e Doutor Lucas Vieira, que o encaminharam para o tratamento em Belo Horizonte. E lá foi feito o diagnóstico que confirmou a perda da visão”, ressaltou.

    Com o início da quimioterapia, o objetivo, além de controlar a doença era tentar salvar a visão, a esperança era que a criança voltasse a enxergar. “Infelizmente não deu certo, mas também felizmente conseguiram salvar a vida do meu filho. Há uma possibilidade de que ele recupere parcialmente a visão de um olho. Foi então necessário um procedimento chamado Enucleação do olho esquerdo no dia 11 de março de 2020. Com a Graça de Deus João Luiz passa bem. E continuamos com o tratamento de quimioterapia”, acrescentou a mãe.

    Enucleação e evisceração são cirurgias para remover o olho, geralmente em casos de acidente grave, olho cego doloroso ou câncer ocular. Enucleação é a remoção do globo ocular inteiro e a evisceração é a remoção do conteúdo ocular, preservando as camadas externas do olho.

    Agora, após dois meses, será necessário que João Luiz use uma prótese, que, segundo a família, é cara, com valores acima das condições financeiras dos pais. “Nas condições de hoje eu não tenho verba alguma a não ser R$ 200.00 do Bolsa Família”, afirmou ela.

    Sempre em toda história dramática, principalmente quando envolve criança, algumas pessoas se solidarizam. E em Três Pontas, felizmente, isso é praxe.  Funcionários do Moacyr Supermercado tomaram conhecimento do fato e já fizeram algumas doações, tanto em dinheiro, quanto em mantimentos e com carinho e incentivo. Doações já empregadas no tratamento do garotinho.

    O Tratamento do Menino João

    O tratamento, segundo os pais, é feito no Grupo Santa Casa, na parte da Oncologia, do Hospital São Lucas, em Belo Horizonte. O médico faz parte da equipe do Doutor Joaquim Caetano e a parte de oftalmologia fica a cargo da Doutora Rafaela.

    Questionada pelo Conexão sobre a forma que os trespontanos podem ajudar nessa batalha, a mãe Taís revelou que inicialmente João precisa de uma Prótese Ocular a cada 6 meses. “Eu estou pedindo essa ajuda pois estou desempregada e o pai do João também. Já recebi bastante doação de alimentos e, no começo, algumas doações em dinheiro. A retirada do olho se deu porque já estava tomado pelo tumor. E agora ele precisa da prótese. O Valor ao certo eu não sei ainda, pois estou aguardando a indicação do médico quando liberar a colocação (procedimento) que será no próximo dia 11 de maio. O médico só adiantou que varia de R$2.800 a R$5.000”.

    Perguntamos também se a família havia procurado a Prefeitura Municipal de Três e a Secretaria Municipal de Assistência Social em busca de ajuda para o caso do menino João:

    “Desde o início houve muita dificuldade para que a gente conseguisse algumas coisas, algum apoio das autoridades pelo SUS. Eu cheguei a falar diretamente com o Prefeito Marcelo Chaves. Tive uma ajuda dele, da Assistência Social, com transporte, mas não com a colocação da prótese. Eles estão por dentro de tudo. Eu precisei de um exame no Hospital de Três Pontas e não tem aqui (reflexo vermelho) e também não consegui. Infelizmente ninguém me falou mais nada e insisti o quanto pude. Já procurei a Secretaria Municipal de Saúde e a Promotoria, mas é tanta burocracia que realmente é de desanimar. A situação do João é complicada, é um caso urgente e o procedimento já está perto, terei que pagar de alguma forma”. concluiu.

    Doações

    Quem quiser mais informações ou ajudar de alguma forma pode entrar em contato com Taís Máximo Gabriel Dias pelo telefone (35) 9 9837-1952. Ou então depositar qualquer quantia na seguinte conta bancária:

    Taís Máximo Gabriel Dias

    Caixa Econômica Federal

    Agência 0157

    Conta Poupança 32.399-0 (Operação 013)

    CPF 372-270.088-43

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    Roger Campos

    Jornalista

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  • CORONAVÍRUS: Médicos e Provedor falam sobre a guerra contra o COVID-19 em Três Pontas e como o PAM e o Hospital estão se preparando

    CORONAVÍRUS: Médicos e Provedor falam sobre a guerra contra o COVID-19 em Três Pontas e como o PAM e o Hospital estão se preparando

    O “Exército da Vida”, que tem no pelotão de frente do Pronto Atendimento Municipal e da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis o Provedor Michel Renan Simao Castro, os médicos Dr. Eduardo Vasconcelos Camargo, Dr. Geovanni De Barros Pereira, Dr. Claudio Silva e Dr. Lucas Erbst, somado aos vigorosos médicos, enfermeiros, atendentes e demais colaboradores destas unidades de saúde, estão empenhados, colocando suas vidas em risco para, juntamente com o Executivo Municipal, através do Prefeito Marcelo Chaves Garcia e da Secretária de Saúde Teresa Cristina Corrêa, também com a Câmara Municipal, encontrar soluções urgentes e abrangentes para minimizar os danos provocados pela pandemia que, em poucos dias, também deverá “estourar” em nossa cidade, infelizmente.

    Esses 5 homens estão quase que em tempo integral buscando meios dentro das unidades de saúde para salvaguardar as vidas dos trespontanos, enquanto Executivo e Legislativo tomam e aprovam decisões fundamentais.

    Numa entrevista importantíssima e divida em duas partes, eles dão todas as orientações aos leitores do Conexão.

    Acompanhe no link abaixo, compartilhe e FIQUE EM CASA!

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    Roger Campos

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  • População aprova Carnaval de Três Pontas: “Melhor dos últimos 20 anos!”

    População aprova Carnaval de Três Pontas: “Melhor dos últimos 20 anos!”

    A união de forças e dedicação dos que realmente amam Três Pontas resultou no resgate dos grandes carnavais de nossa história.

    A população trespontana e os turistas que voltaram à cidade nesta época, depois de muitos anos, aprovaram o Carnaval 2020 realizado com muita luta, dedicação e união de forças. Além do verdadeiro resgate dos bons e velhos carnavais, o movimento CarnavalizaTP, a Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores e Associação Comercial, com o apoio de empresários e da sociedade como um todo, misturaram a alegria com a solidariedade em prol da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. E o resultado não poderia ter sido melhor. Pelo menos essa foi a tônica das opiniões colhidas pelo Conexão Três Pontas nos últimos dias.

    Nossa reportagem acompanhou o carnaval de perto, tanto em Três Pontas quanto nas cidades de Boa Esperança e Tiradentes. A última é considerada uma das principais cidades turísticas de todo estado de Minas Gerais. O que foi visto por aqui realmente chamou a atenção de forma positiva, não deixando nada a desejar em comparação com outras folias.

    Très Pontas, conhecida como a terra da fé, da música e do café, por muito tempo foi chamada de “Cidade Sorriso”. Porém, devido a sucessivas crises financeiras e gestões públicas municipais que não apostaram no resgate do carnaval, a festa do momo foi “morrendo aos poucos”. O “sorriso amarelou, desbotou e emudeceu-se”. Com o fechamento do Clube Literário e Recreativo Trespontano, dos QGs, o fim das escolas de samba e mais recentemente o cancelamento dos desfiles de blocos caricatos, o nosso carnaval se enfraqueceu de tal forma que muitos trespontanos optaram por outros destinos, o mesmo acontecendo com os turistas. Mas em 2020 um novo tempo foi visto na avenida do samba (Sambódromo Jaime Abreu) e também na Praça Centenário. O bom e velho carnaval de Três Pontas voltou com tudo! Para a alegria da grande maioria e descontentamento dos poucos que não gostam da folia ou que buscaram pretextos e críticas (muitas delas absurdas para a organização) para tentar ofuscar o brilho da festa.

    Enquanto o movimento CarnavalizaTP arregaçou as mangas e juntamente com a Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Cultura, botou o carnaval na rua, com luta, garra, dedicação e muito suor, uma meia dúzia de inconformados (oposicionistas caolhos), procurou motivos para criticar.

    Críticas

    Dentre as críticas estão o fato do acesso aos shows ter sido cobrado. Também houve quem chamasse a folia deste ano de “festa particular ou carnaval de elite”. Esses se esquecem que a cobrança foi em prol da Santa Casa que é de todos, inclusive para atender a esses críticos em alguma necessidade. Todos, em algum momento, vão ter que recorrer ao nosso único Hospital. “Elite, 10 reais para quatro dias de festa? Realmente não combina. Não procede”, disse um dos organizadores.

    Alguns questionaram o termino da programação no Sambódromo às 2h. Sugeriram que esticasse até às 4h. Outros acharam desorganizada a venda de ingressos (mãozinhas solidárias) e queriam a festa aberta, sem portões ou cercamento, para todos que ali quisessem ir.

    Também reclamaram da ausência das escolas de samba. Essa, sem dúvida, uma crítica ou sugestão que faz todo sentido. Tomara que para 2021 o Carnaval de Três Pontas venha ainda mais forte e com o retorno das escolas e/ou blocos caricatos.

    Teve quem afirmou que o carnaval deste ano só foi bom por ser ano eleitoral, se esquecendo que aqueles que assumem cargo público, legitimamente escoltados pelo voto popular, têm a obrigação de trabalhar e muito durante os quatro anos de gestão e não apenas três.

    O Clube Trespontano, que em breve será reaberto, também fez muita falta, para muitos entrevistados. Nossa reportagem conversou nas ruas e ouviu, através de enquetes em nossas redes sociais, centenas de pessoas. Foliões e pessoas que não gostam de carnaval falaram da impressão causada. Para cerca de 90% dos entrevistados ou participantes de enquetes o Carnaval 2020 em Três Pontas foi um grande sucesso.

    Pontos Favoráveis

    Dentre todos os pontos positivos elencados pelos participantes do Conexão, destacou-se a bela organização que primou por uma festa para toda família e o que se viu foram famílias inteiras, idosos e crianças, felizes, fantasiados, pulando o carnaval com muita empolgação, sem medo de brigas e confusões.

    Também se destaca a questão da segurança, com bom efetivo policial e aparato de segurança. A entrada teve uma cobrança “simbólica” cujo valor foi revertido para a Santa Casa de Três Pontas. Limitou-se o número de frequentadores por noite por questões de segurança, seguindo recomendação do Corpo de Bombeiros.

    Foram contratados, ao contrário de anos anteriores, artistas de peso, de renome nacional, que levaram verdadeiras multidões ao Sambóbromo Jaime Abreu.

    Na Praça Centenário, durante as tardes, públicos enormes e cheios de animação e que reforçaram o colorido do arco-íris, símbolo daquele local. Artistas trespontanos e talentos variados, como o grupo Rasgacêro, também se apresentaram e deixaram a folia eclética, de alto nível cultural.

    No Pontalete também o que se viu foi uma festa muito bonita e bem organizada, segundo os visitantes daquele distrito.

    A economia de Três Pontas foi extremamente beneficiada com a volta de um grande carnaval. As lojas, restaurantes, hotéis, supermercados, farmácias e outros estabelecimentos comerciais aplaudiram de pé o grande movimento obtido. O volume de vendas foi excepcional, segundo os comerciantes e a própria Associação Comercial, entidade que assiste a categoria.

    Costureiras, há tempos, não trabalhavam tanto. Foi uma procura gigantesca para customizar abadás, roupas diversas e fantasias.

    Tamanha organização também resultou em poucos registros de crimes, brigas ou qualquer ato de importunação ou violência.

    Muita gente conseguiu um emprego temporário, assumiu alguma função, pôde lucrar de alguma forma.

    Tudo isso com o contratempo da chuva forte e insistente que assola Minas Gerais desde o final de janeiro. Mas nem “São Pedro” foi capaz de encharcar o ânimo dos foliões em Três Pontas, seja nos locais oficiais do evento, seja nas casas que reuniram familiares e amigos, conterrâneos e turistas. Nas redes sociais muitos elogios, internautas postando fotos, vídeos, comentários e agradecimentos.

    Enfim, querendo ou não, sendo a favor ou contra, o Carnaval 2020 de Três Pontas ARRASOU! Tomara que de forma irreversível!

    Veja mais fotos do NOSSO CARNAVAL:

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    Roger Campos

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  • Novos ares para Sofia: Prefeitura entrega aparelho de oxigênio portátil à jovem trespontana

    Novos ares para Sofia: Prefeitura entrega aparelho de oxigênio portátil à jovem trespontana

    Sofia Inácio Cogo, de 24 anos, sofre de Fibrose Cística, uma doença grave que afeta pulmões e pâncreas. Ela depende de um aparelho de oxigênio no seu dia-a-dia. E sem recursos para comprar uma aparelho portátil, iniciou uma vaquinha online para arrecadar 15 mil reais para a compra.

    O Conexão entrou na campanha e a Prefeitura resolveu ajudar. O chefe do Executivo, Marcelo Chaves, autorizou a compra para Sofia, através da Secretaria Municipal de Saúde. E hoje aconteceu a entrega que dará mais liberdade e independência a jovem Sofia.

    O Prefeito Marcelo Chaves e a Secretária de Saúde, Teresa Cristina Rabelo Corrêa, acompanhados do profissional Gilberto da Saúde, fizeram a entrega do aparelho. Sofia agradeceu e disse que a partir de agora terá mais independência para seguir sua vida. A mãe da jovem, Dona Maura, muito emocionada, teceu elogios a todos que ajudaram nessa luta e especialmente aos representantes do Poder Executivo. Entre lágrimas e sorrisos ela relembrou toda luta, todas as batalhas e a “vida nova” que vem de encontro a sua filha.

    O Chefe do Executivo disse que a missão de um prefeito é cuidar da cidade, mas sem se esquecer de seus habitantes, de cada ser humano e, segundo ele, esta é a tônica de sua administração.

    O aparelho portátil ficará sob a tutela e uso de Sofia por tempo indeterminado, durante todo período que ela precisar, até que consiga fazer um transplante e assim não mais precisar da ajuda de respiradores externos. Depois disso ele será cedido a outra pessoa que precisar.

    Relembre o Caso

    A reportagem do Conexão Três Pontas começou 2020 do jeito que mais gosta e sabe fazer! Em nossa primeira transmissão ao vivo neste novo ano pudemos contar a história da jovem trespontana Sofia Inácio Cogo, que sofre de Fibrose Cística, uma doença grave que afeta o pâncreas e o pulmão. Sem recursos financeiros, ela gravou um vídeo pedindo ajuda através de uma “vaquinha online” para tentar levantar os 15 mil reais para a compra de um aparelho de oxigênio portátil, para que possa, de certa forma, ter uma vida normal, ou pelo menos com um pouco mais de qualidade e conforto. E o final desta história não poderia ter sido melhor!

    Sofia gravou um vídeo explicando um pouco seu problema e o objetivo com a campanha:

    “Olá, Meu nome é Sofia , tenho 24 anos e moro em Três Pontas – MG. Eu sou portadora de Fibrose Cística, uma doença genética que afeta principalmente o pâncreas e o pulmão. Até pouco tempo eu conseguia ter uma qualidade de vida melhor (trabalhar, estudar, passear etc.), porém atualmente eu necessito de oxigenioterapia 24 horas por dia, que me impede de fazer muitas atividades diárias que eu fazia antes.

    Estou fazendo esse vídeo porque quero comprar um aparelho de oxigênio portátil, que eu possa levá-lo comigo onde eu for, acredito que com ele eu terei uma qualidade de vida melhor e um pouco mais de independência. Porém o valor dele e de mais ou menos R$15.000,00. Então eu resolvi fazer uma vaquinha e pedir ajuda a vocês que torcem por mim. Conto muito com a ajuda de vocês. Beijos”.

    Solidário como poucos, o povo trespontano mergulhou de cabeça nesta causa e começou a fazer doações de diversos valores. Um empresário de uma firma de tratores se solidarizou e doou 500 reais. Muita gente aderiu. E o Conexão Três Pontas resolveu entrar na luta e fazer uma reportagem ao vivo para inflamar, para estimular ainda mais os trespontanos e sul-mineiros a participarem da campanha. E foi pouco antes da transmissão ser iniciada que recebemos um telefona da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas nos dando a grande notícia de que o Prefeito Marcelo Chaves estava assumindo a compra do aparelho para a jovem Sofia e que, desta forma, a vaquinha para esse propósito deveria ser encerrada, o que acabou ocorrendo.

    Valor Arrecadado

    Graças a solidariedade do povo trespontano foram arrecadados até aquela data pela “vaquinha online” R$2.631,00. Nossa reportagem, sabendo da necessidade de Sofia tem de exames, consultas e a sequência de seu tratamento, que deverá, em breve, ser feito em São Paulo, até que ela faça o transplante, sugeriu aos doadores responsáveis por tal montante que não pedissem o dinheiro de volta, para que a jovem possa ter tranquilidade para sanar algumas despesas de seu tratamento. Mas, mesmo assim, Sofia e sua mãe reforçaram que todos aqueles que doaram qualquer quantia e quiserem de volta, haja vista que a Prefeitura Municipal comprará o aparelho após uma conversa entre o Prefeito Marcelo e o Deputado Federal Diego Andrade, podem entrar em contato com Sofia ou sua mãe.

    “Assim que fiquei sabendo da situação, após uma conversa com o Deputado Diego Andrade, grande parceiro de Três Pontas, assim como é o Caixa, resolvi entrar em contato com a Secretária de Saúde, Teresa Cristina, para viabilizar essa ajuda para a Sofia, uma verdadeira guerreira. Não poderia fazer outra coisa senão ajudar”, disse o Prefeito Marcelo Chaves ao Conexão.

    Importante ressaltar que a compra do aparelho pela Prefeitura e outras benfeitorias para a população, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, só são possíveis graças a ajuda dos deputados majoritários em Três Pontas, Mário Henrique Silva (Caixa) e Diego Andrade.

    Parabéns a todos os envolvidos e que Sofia vença essa batalha com a certeza de que não está sozinha!

    Veja o vídeo da transmissão ao vivo mostrando a emocionante entrega do aparelho no link abaixo:

    https://www.facebook.com/conexaotrespontas/videos/2728621987226301/?__xts__%5B0%5D=68.ARAVutjWTfRvc4if0vjGfikpkVlgDRHa77EVM-SuqfW-YXm-yDJgj49SCltqDu6GVstdxW3U_Z8xE3ixURtFbxdEbTpZYCPpIcXthtqNuG4cmpmjkasWfCGHa5ryeeXcN5sJaYogResl_QUcqFa5GOnwepGuVtOAFW8s_x195eGzCRufltB5HlQr1yzzGtLiceYLhzasGfncARLn22NNqKGJC9t4A3Zy-jPN4shxPJAzkMGIWxOnyQ9UfQKjkSzplNfMf_DEqQO3yDkPs_0_ye6SvO4U2I1c0gS2AwrpPkPWloCMu6Js9GPT-yghoYdDJQxSlRfiZYKLDyQ3ffj1Bi-vndUtE_9ZUEJPJpIh&__tn__=-R

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    Roger Campos

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  • Exclusivo: Moradora relata caos provocado pelas inundações da Avenida Oswaldo Cruz; Prefeitura responde

    Exclusivo: Moradora relata caos provocado pelas inundações da Avenida Oswaldo Cruz; Prefeitura responde

    Vários prefeitos já passaram e até hoje o problema não foi solucionado.

    As fortes chuvas dos últimos dias, principalmente da tarde desta terça-feira (11), provocaram muitos problemas na cidade de Três Pontas. Um velho conhecido voltou a dar as caras: a inundação de parte da Avenida Oswaldo Cruz, provocada pelo transbordamento do córrego que corta a principal via de acesso do município. Moradores, comerciantes e usuários da via relataram prejuízos e o caos por conta da fúria das águas sujas.

    Este é um problema antigo, de várias décadas, mas ainda sem solução. Nesta semana, o volume de chuvas foi tão grande que também houve pontos de alagamento em outros trechos da cidade.

    Não é de hoje que as inundações provocam o caos no entorno da Avenida Oswaldo Cruz. Há anos a história se repete!

    Leitores do Conexão e trespontanos que usam as redes sociais de uma forma geral publicaram fotos e vídeos mostrando aqueles minutos de forte chuva, que, segundo internautas, transformou a via em um rio. Houve muita cobrança por parte dos cidadãos, exigindo ação e explicações dos vereadores e também do atual prefeito Marcelo Chaves Garcia.

    Arquivo Conexão

    Tudo que está escrito até aqui foi publicado há exato 1 ano pelo Conexão Três Pontas. O mesmo texto, o mesmo enredo, os mesmos problemas e, infelizmente, a mesma falta de solução por parte das autoridades constituídas.

    Arquivo Conexão

    Nossa reportagem ouviu os relatos de uma moradora da Avenida Oswaldo Cruz que diz, entre outras coisas, “não aguentar mais essa situação”.

    Lúcia Assalin é doceira, tem 63 anos de idade e reside na região sempre muito atingida, a Avenida Oswaldo Cruz (esquina com a Travessa d’Aparecida), há 18 anos. Além dela, residem no imóvel, um irmão de 50 anos de idade e um filho de 26. Ela revelou sua indignação com o caos provocado pelas chuvas e pela falta de solução. Vários prefeitos já passaram e até hoje nenhuma solução foi encontrada. Acompanhe a entrevista:

    Conexão: Sempre acontece esse problema das inundações na Av. Oswaldo Cruz quando chove? Precisa chover forte ou basta chover algumas horas que já inunda o trecho? É assim mesmo?

    Lúcia: Sim. basta chover forte ou por algumas horas que a coisa fica feia. E nesse tempo que moro aqui já vi muita coisa errada a respeito das enchentes, até mesmo por parte da Prefeitura.

    Conexão: O que por exemplo?

    Lúcia: Olha, até que o Marcelo (Prefeito) já melhorou um pouco as coisas, pelo menos ele lava as ruas pra nós, coisa que outros prefeitos nunca fizeram. Só que ficam muitas pedras em cima dos bueiros aqui em frente à minha casa, Já tirei sacos e mais sacos de pedras que eles não tiram. Já esperei até uns três meses pra ver e nada. Se eu não limpar ninguém limpa. Já vi uma vez funcionários dá Prefeitura limpando, tirando os lixos na pá e jogando dentro do córrego! Você acha que isso vai adiantar alguma coisa?

    E eles ate já gozaram com a minha cara uma vez, eu filmei e eles disseram rindo: olha estamos sendo filmados…

    Conexão: Quais transtornos essa inundação provoca para os moradores, como você especificamente? Quais situações você já passou com a avenida alagada? A água chega a invadir sua casa?

    Lúcia: Entrar no meu jardim e garagem é normal. Acabamos gastando muita água, como nesses dias de chuva seguida temos que lavar os passeios todos os dias, é muito barro que desce.

    Conexão: Seus vizinhos também sofrem muito com essas inundações? O que eles relatam?

    Lúcia: Sim! Todos passam esses perrengues, como eu. Outros até mais, porque as bases das casas são mais baixas do que a minha e a água invade mesmo.

    Conexão: Que pedido você gostaria de fazer aos governantes da cidade neste momento?

    Lúcia: Quando mudei pra cá, não estava acostumada a ver isso e na época meu filho era pequeno, eu tinha pesadelos de medo dele, vindo da escola, atravessar a enchente Eu fico imaginando as mães de hoje, temos a escola Cônego José Maria e o Travessia, com muitas crianças e eu imagino se algum deles inventar de atravessar a Avenida, na hora da enchente. Essa inundação arrasta até veículos, já fez isso algumas vezes.

    Enquanto uma obra de estruturar a Avenida para suportar as chuvas não acontece e eu sei o quanto é difícil e cara essa obra, que nossas autoridades cuidem melhor da Avenida depois das enchentes, principalmente na limpeza e retirada de lixos. Que é outro problema aqui. Quem não tem lixeira alta tem que por os lixos na hora do caminhão passar. Se vem a enchente sai levando tudo que estiver pela frente.

    O que diz a Prefeitura

    Nossa reportagem também conversou na tarde de hoje com o Secretário Municipal de Transportes e Obras, Maquil dos Santos Silva Pereira. Ele disse que o tema continua gerando preocupação também na Prefeitura e que “as melhorias feitas pelos novos loteamentos, como o asfaltamento, têm ajudado também na questão das inundações da Avenida Oswaldo Cruz já que não deixam a água descer com toda fúria para o córrego”.

    Em fevereiro de 2019 o Secretário Maquil e o Prefeito Marcelo Chaves foram conferir de perto a inundação na cidade.

    “Eu tenho buscado a criação de um projeto realmente eficiente e que resolva o problema, para não ser apenas um paliativo que somente jogue dinheiro fora e não solucione de vez a questão. Pedi estudos para algumas empresas e estamos esperando as respostas. Recentemente fizemos mais uma limpeza dos córregos, principalmente na região do Posto Santa Terezinha. 

    Outra ação que fazemos é, quando há a previsão de muita chuva, nós abrimos a comporta do Vale do Sol para baixar o nível da água e assim, quando a chuva forte chega demora mais para encher o córrego. Estou tratando desse assunto em reunião com o Prefeito Marcelo Chaves”, declarou.

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  • Reportagem Especial: Sobreviventes voltam a Auschwitz, na Polônia, 75 anos depois da libertação

    Reportagem Especial: Sobreviventes voltam a Auschwitz, na Polônia, 75 anos depois da libertação

    Mais de 1 milhão de pessoas foram mortas no campo de concentração durante o regime nazista alemão.

    Sobreviventes do regime nazista alemão voltaram nesta segunda-feira (27) ao campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, para a cerimônia que marca 75 anos da libertação pelas tropas soviéticas.

    Em muitos casos, eles são acompanhados por filhos, netos e até bisnetos, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

    Com gorros e lenços listrados de azul e branco, simbolizando os uniformes dos prisioneiros no campo, os sobreviventes atravessaram, com tristeza, o célebre portal de ferro com a inscrição “Arbeit macht frei” (“O trabalho liberta”, em tradução livre do alemão para o português).

    Acompanhados do presidente polonês, Andrzej Duda, eles depositaram coroas de flores perto do “muro da morte”. Mais de 1 milhão de pessoas foram vítimas nesse campo de concentração, que é considerado um dos principais símbolos do genocídio.

    Eram esperados mais de 200 sobreviventes na cerimônia desta segunda-feira. Muitos deles são judeus vindos de vários países, como Israel, Estados Unidos, Austrália, Peru, Rússia, Eslovênia, entre outros.

    Holocausto

    Quando os nazistas chegaram ao poder na Alemanha, em 1933, iniciou-se uma perseguição aos judeus. Nessa primeira etapa da campanha para erradicar a população judaica na Europa, foram-lhes confiscados propriedades, direitos e liberdades.

    Depois da invasão alemã à Polônia em 1939, os nazistas começaram a deportar judeus da Alemanha e da Áustria para o país, onde criaram guetos para separá-los do resto da população. Em maio de 1940, Auschwitz foi transformado em uma prisão para presos políticos.

    Em 1941, durante a invasão alemã na União Soviética, os nazistas começaram de fato a campanha de extermínio.

    Seis milhões de judeus foram mortos no Holocausto e Auschwitz está no centro do genocídio. Estima-se que, em menos de quatro anos, ao menos 1,1 milhão de pessoas foram mortas no campo de concentração polonês. Quase 1 milhão era judeu.

    As vítimas levadas a campos de concentração eram mantidas em situação deplorável, trabalhavam até a morte ou eram levadas a câmaras de gás.

    Em 27 de janeiro de 1945, tropas soviéticas entraram no campo de concentração e encontraram os sobreviventes magros, torturados e exaustos.

    Apenas cerca de 7 mil prisioneiros esqueléticos e doentes terminais tinham sobrevivido, sendo que 500 deles eram crianças. Poucos conseguiam ficar de pé, muitos estavam deitados no chão, apáticos.

    HÁ EXATOS 75 ANOS, O EXÉRCITO VERMELHO LIBERTAVA O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE AUSCHWITZ

    No final da guerra, prevendo a vitória dos aliados, os alemães começaram a destruir crematórios e documentos enquanto evacuavam os prisioneiros de Auschwitz. Os que não conseguiam andar foram deixados lá e liberados pelo Exército Vermelho em 27 de janeiro de 1945. Lá, cerca de 1,5 milhão de pessoas morreram, a maioria em câmaras de gás.

    Arbeit machr frei (“O trabalho liberta”, em português). Era essa a inscrição na entrada do maior campo de concentração nazista. Erguido em 1940 nos subúrbios da cidade de Oswiecim, na Polônia, ele tinha três partes: Auschwitz I, a mais antiga; Auschwitz II-Birkenau, que reunia o aparato de extermínio; e Auschwitz III-Buna, com cerca de 40 subcampos de trabalho forçado.

    As primeiras vítimas do nazismo foram poloneses, seguidos de soviéticos, ciganos e prisioneiros de guerra. Em 1942, o campo voltou-se para a destruição em massa dos judeus. Os presos eram obrigados a usar insígnias nos uniformes conforme a categoria – motivo político era um triângulo vermelho; homossexual, um rosa. Muitos foram usados em experimentos médicos.

    Fornos de Hitler

    Entre as muitas vítimas estava Olga Lengyel. Uma judia que vivia com o marido e os  filhos na cidade de Cluj, capital da Transilvânia. Ao ouvirem relatos sobre as atrocidades cometidas pelos nazistas em terras ocupadas, não acreditaram que isso poderia se tornar um pesadelo real.

    Em 1944, o seu marido, que era médico, seria deportado para a Alemanha. Ela acreditava que o companheiro poderia ser enviado para suprir a falta de médicos, e assim optou por segui-lo com os filhos. Contudo, era uma emboscada. O destino final da família seria Auschwitz. No local, Olga perdeu a sua família. Entretanto, sobreviveu para contar a sua trajetória. Em Os Fornos de Hitler, Olga detalhou um dos primeiros relatos sobre o horror dos campos de extermínio nazistas.

    “(…) Os alemães deixavam vivos alguns milhares de deportados de cada vez, mas apenas para facilitar o extermínio de milhões de outros. Faziam tais vítimas executar seu trabalho sujo. Elas faziam parte do sonderkommando. Trezentas ou quatrocentas serviam em cada forno do crematório. Seu dever consistia em empurrar os condenados para dentro das câmaras de gás e, depois que o assassinato em massa tivesse sido cometido, abrir as portas e transportar os cadáveres.”

    Hoje, Auschwitz é um museu que preserva a memória do maior genocídio da História.

    Conheça a dura rotina no campo de concentração

    Seleção dos “capazes”

    Os prisioneiros chegam em trens de gado e são selecionados por médicos. Os aptos ao trabalho entram numa fila e são tatuados com um número de registro. Velhos, doentes, grávidas, crianças e a maioria dos judeus vão para outra fila, direto para a câmara de gás. Os capazes tomam banho de desinfecção (contra tifo), raspam o cabelo e deixam seus pertences.

    Trabalho escravo

    Os presos trabalham pelo menos 11 horas por dia para impulsionar a máquina de guerra alemã. Constroem prédios do campo de concentração e estradas e produzem carvão, borracha sintética, produtos químicos, armas e combustíveis em indústrias como a Krupp e a IG Farben. Embora não haja números oficiais, vários morreram de cansaço durante as obras.

    Pão e sopa no almoço

    A cozinha do campo prepara rações de comida três vezes ao dia, que em geral incluem um pedaço de pão, café e sopa de batata. Quem faz pouco esforço físico recebe cerca de 1300 calorias diárias. Os que trabalham pesado ingerem 1700 calorias. Após algumas semanas, essa dieta de fome leva à exaustão, deterioração do corpo e até morte.

    Entre ratos

    Em Auschwitz I, cerca de 20 mil presos dormem em pavilhões de tijolo. Os treliches são em número insuficiente, e um preso dorme sobre o outro. Não há banheiro nem calefação – mesmo com temperaturas abaixo de zero. Em Birkenau, os alojamentos são blocos de madeira e tijolos feitos sobre o solo úmido. Cerca de 700 pessoas ocupam cada um.

    Espera congelante

    Durante as assembleias de contagem, os presos ficam horas no frio, muitas vezes sem seus uniformes (calça comprida, camisa listrada e boina), esperando os nazistas decidirem quem será mandado à câmara de gás. Intelectuais, políticos e outras pessoas consideradas perigosas são fuzilados no Muro da Morte, nos fundos do bloco 11, ou enforcadas.

    Matemática sinistra

    Em geral, o destino de 70% dos prisioneiros é a câmara de gás. A maior parte das vítimas é trancada nua em locais fechados – os nazistas diziam que elas iam tomar banho. Dentro deles, uma tubulação expele ácido cianídrico. A morte chega, no máximo, em 10 minutos. Os corpos são depois queimados num dos cinco crematórios – juntos, podem queimar 4765 corpos por dia.

    ‘Está vendo aquela fumaça? É sua família’: o relato do brasileiro que sobreviveu a Auschwitz

    “Não é todo dia que coloco a tefilin em cima do número de Auschwitz”, diz o rabino David Weitman logo depois da breve cerimônia, em uma sinagoga na região central de São Paulo, em 11 de novembro de 2019. “E é a primeira vez que faço isso em alguém dessa idade. É muito emocionante. Os nazistas se foram, mas nós estamos aqui.”

    O tefilin citado por Weitman são tiras de couro tradicionalmente colocadas no braço de meninos judeus que, ao completar 13 anos, realizam seu bar mitzvah — cerimônia judaica que é celebrada como um rito de passagem.

    Naquele dia, porém, o bar mitzvah era para um senhor de 91 anos: Andor Stern, brasileiro de nascença que, aos 13 anos, estava escapando da perseguição na Hungria, terra natal de seus pais.

    Andor Stern acabaria capturado e viveria cerca de um ano no campo de concentração em Auschwitz, na Polônia, o maior e mais cruel símbolo do Holocausto. Os números que o identificavam no campo continuam tatuados em seu braço: 83892. Ele é tido como o único brasileiro nato a sobreviver a Auschwitz.

    Stern sobreviveu não apenas para ser homenageado, em novembro, pelo Memorial da Imigração e do Holocausto, com um bar mitzvah especial e tardio — mas também para reerguer sua vida no Brasil, criar uma família com cinco filhos (e muitos netos e bisnetos), perder tudo em uma das crises econômicas brasileiras na era Collor e manter-se ativo profissionalmente até agora. E fazer tudo isso com grande apreço pelos pequenos prazeres do cotidiano.

    ‘Minha família saía pela chaminé’

    Filho de imigrantes judeus, Stern nasceu no bairro do Bixiga, em São Paulo, em 17 de junho de 1928. Mas viveu desde cedo uma vida itinerante. Aos três anos, mudou-se com para a Índia, por conta de uma oferta de emprego ao pai, médico. Depois disso — e Stern não sabe exatamente o motivo —, em vez de voltar ao Brasil, a família decidiu passar um tempo na Europa, com parentes húngaros.

    Essa decisão selou seu destino de uma forma drástica.

    Na Hungria, como brasileiro nato, Andor passou uma infância feliz e comum, embora fosse tratado como estrangeiro. As coisas mudaram quando a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) eclodiu. No momento em que o governo de Getúlio Vargas alinhou-se com os chamados países aliados (inimigos do Eixo, então liderado pela Alemanha e do qual a Hungria fazia parte), por ser brasileiro, Stern foi detido em uma instituição como inimigo estrangeiro pelas autoridades húngaras.

    Foi uma estada breve: em poucas semanas, escapou com a ajuda de um detento americano de quem ficara amigo e, graças a isso, voltou à casa de sua família, onde passou a viver escondido. Ele tinha apenas 13 anos. Agora, o problema não era mais ele ser brasileiro: era ser judeu.

    Com a posterior ocupação nazista da Hungria, sua família toda (menos o pai, que se separara da mãe e fora embora do país em 1938) foi transportada a Auschwitz em um mesmo trem, em 1944. Foram separados na chegada ao campo de concentração.

    “Daí começou o calvário deles: meus avós, meus tios, minha tia grávida foram levados direto para a câmara de gás”, conta Stern.

    A perda da mãe marcou Stern profundamente, e a tristeza superava as dores físicas do campo de concentração.

    “Ela faz falta. Me lembro cada vestido dela. Incrível como tenho a cara dela na minha cabeça. Ela era minha maior amiga. Usei ela tão pouquinho”, diz à equipe da BBC.

    Aos 14 anos, de porte atlético por conta de esportes como o remo e a natação, o adolescente foi poupado do extermínio na câmara de gás para ser usado no trabalho forçado no campo. O processo de desumanização também foi rápido.

    “Uma mesma bacia de noite é penico e de dia é o prato em que você come. E você come como cachorro. Não tem garfo, faca, colher”, lembra.

    “Você tem eczema, sarna. A comida te causa uma eterna diarreia, o que, aliás, é uma (das causas) que mais matavam as pessoas. No inverno, abaixo de 22, 24, 26 graus, quando você está ‘vazando’, você até gosta porque é quentinho. E você não tem como tomar banho depois disso. Você aceita a sujeira, a imundície. E você perde a condição de ser humano. Devora qualquer casquinha de batata. Só o que pensa é na fome. Você vira um zumbi.”

    Quando o cerco internacional se fechava em Auschwitz, com notícias da aproximação de tropas russas, os alemães nazistas começaram a retirar a maior parte dos prisioneiros do local. Muitos foram enviados para as chamadas “Marchas da Morte” em que pessoas de todas as idades eram obrigadas a andar por quilômetros em meio ao rigoroso inverso. Milhares morreram a poucas semanas da derrota alemã na Segunda Guerra Mundial.

    Stern foi um dos transportados, primeiro a Varsóvia (capital da Polônia, na época sob ocupação nazista), para recolher tijolos das ruínas dos bombardeios de guerra, e, depois, ao campo de concentração de Dachau, no sul da Alemanha, onde chegou a fazer trabalhos forçados para a indústria bélica alemã de aviões Messerschmitt e bombas V1.

    Até que, no final de abril de 1945, o campo foi libertado pelo Exército dos EUA. Em 1º de maio, depois de quase um ano e meio sob poder dos nazistas, Stern estava livre.

    “A guerra terminou e eu sobrevivi. Estava vivo. Pesava 28 quilos, mas estava vivo. (…) Perguntei a mim mesmo: ‘o que quero da vida? Onde estarei daqui a 5, 10, 20 anos?’”.

    “Decidi o seguinte: ‘quero um par de sapatos em que não entre água e me aqueça no inverno; uma roupa isenta de qualquer bicho e que me cubra no inverno, um paletó com bolso e um relógio que eu possa olhar e dizer: ‘vou comer esse pão amanhã às 14h e vou resistir, porque não estarei passando fome’. Podendo me movimentar da esquerda para a direita, vou ser o homem mais feliz do mundo’”, conta.

    “Isso passa, e você fica cheio de frescura”, brinca. “‘O sapato tem que ser de cromo alemão’, ‘O terno tem de ser de casimira inglesa’ [Mas] eu não esqueci. Tudo isso para mim era um presente extra. Cada dia que eu vivo é uma sobremesa. Talvez isso explique essa intensidade de querer viver e que os outros vivam. Tenho o máximo respeito pela vida.”

    De volta à Hungria de seus parentes, Stern concluiu seus estudos e entrou em uma faculdade de engenharia, mas diz que começou a “sentir saudades do desconhecido”.

    Era hora de voltar para sua terra natal: o Brasil.

    Sem recordar-se de nenhuma palavra sequer de português, aos 20 anos de idade, Stern voltou à cidade onde nasceu e começou a erguer uma vida: reaprendeu a língua, teve um reencontro tardio com seu pai (que Stern achava que estava morto, mas formara nova família na Espanha), estudou engenharia e trabalhou na empresa de tecnologia IBM, experiência que o ajudou a abrir uma empresa própria.

    Casado desde 1954 com Terezinha, Stern se diz afortunado por ter “filhos maravilhosos e uma mulher que é um ser humano invejável”. Não é um homem religioso. Acompanha política brasileira pelo noticiário e acha o presidente Jair Bolsonaro “um crápula” e “um bestalhão”, embora tampouco simpatize com o PT. Tem entre seus hobbies ler e escutar discos na vitrola.

    Nesta semana, ele viajou a Auschwitz para os eventos em memória dos 75 anos de libertação do campo onde ficou detido.

    Fonte R7 / G1 / History Channel / UOL

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  • Reportagem Especial: Jovens se arriscam nadando no Vale do Sol; Conexão faz Alerta!

    Reportagem Especial: Jovens se arriscam nadando no Vale do Sol; Conexão faz Alerta!

    Número de mortes por afogamento cresceu mais de 30% no Brasil em 2019

    Três Pontas continua em choque e vivendo um luto pela morte de dois primos, de 11 e 17 anos, que se afogaram no Rio Verde, na região conhecida como “Prainha” no dia 15 de dezembro de 2019. Ontem, dia 08, os homens do Corpo de Bombeiros suspenderam os trabalhos de busca e aguardarão novidades para que os trabalhos possam recomeçar. A decisão foi tomada em comum acordo com a família das vítimas. Mas essa enorme tragédia não foi a única. O ano de 2019 registrou um aumento de mais de 30% em mortes por afogamento no país. Como se não bastasse tamanho perigo e mortes, uma nova denúncia, feita por leitores, levou a reportagem do Conexão Três Pontas ao Parque Municipal Vale do Sol já que, segundo relatos, inclusive de autoridades, moradores e transeuntes do local, diariamente muitos adolescentes são vistos nadando naquelas águas impróprias e perigosas.

    Na última segunda-feira uma leitora entrou em contato com nossa reportagem, se dizendo muito nervosa por ter visto vários adolescentes e até crianças nadando nas águas turvas do Vale do Sol, desafiando o perigo e colocando suas próprias vidas em risco. “Precisamos fazer alguma coisa. As autoridades precisam tomar ciência e os pais também. Esses jovens não podem continuar nadando ali. O local parece estar abandonado, não há vigia ou segurança e o rio parece estar ainda mais fundo e perigoso por conta das chuvas frequentes. Não podemos esperar mais uma morte por afogamento para tomarmos providência”, relatou a leitora, que não permitiu a veiculação de sua identidade.

    O Conexão se dirigiu ao local na manhã de terça-feira e nas tardes de quarta e quinta-feira. Assim que estacionamos em frente ao portão principal que, apesar de fechado, não impede a passagem de ninguém, até porque pelas laterais o ressinto está aberto, os “nadadores” saíram da água e correram. O fato se repetiu durante os dois primeiros dias. Hoje (09) ninguém foi visto por nossa reportagem nadando no Parque. Mas um rapaz chamado Bruno, que transitava pelo local, comentou que na hora do almoço de hoje havia alguns meninos “brincando na água”. “Por pouco que você não pega eles aqui nadando. Todo dia vêm muitos moleques aqui nadar. Passo sempre por aqui e vejo sempre. Eles saíram uns 10 minutos antes de vocês chegarem”, comentou.

    Moradores das proximidades do Parque Municipal Vale do Sol disseram ao Conexão que a prática é comum e que piorou muito com esse calor e as férias. “Apesar da chuva esses meninos e meninas não estão nem aí. Eles vêm no Vale do Sol e como não tem ninguém cuidando eles abusam, nadam, mergulham, fazem algazarra e a gente que é mãe fica apavorada”, revelou uma moradora.

    Algumas autoridades procuradas na tarde de hoje pelo Conexão Três Pontas revelaram que a prática de natação no Vale do Sol é muito comum. Segundo nossa apuração o local durante o dia, principalmente em épocas de calor e férias, é frequentado por jovens que se arriscam entrando nas águas sujas e traiçoeiras. Já a noite o problema do local seria a prostituição e o uso de drogas.

    O Vale do Sol é de responsabilidade do Município. E quem faz a segurança do local é a Guarda Civil Municipal. O Comandante da GCM de Três Pontas, Alcemir Anacleto da Silva, esclareceu alguns pontos:

    “De fato essa prática perigosa acontece no local e não é de hoje. A Guarda Civil Municipal faz um patrulhamento praticamente diário no Vale do Sol. Sempre que os jovens avistam nossa viatura eles saem correndo. Quando vamos embora eles retornam. A Prefeitura Municipal faz a sua parte e tem colocado placas de alerta, avisos de perigo, mas esses jovens tiram toda vez. É preciso que esses adolescentes saibam que a água ali é imprópria para a prática de natação e os riscos de afogamento são grandes. A falta de juízo é tanta que adultos também são vistos nadando ali. Mas quero aproveitar a reportagem de alerta que vocês estão fazendo para afirmar que estamos intensificando o patrulhamento após as denúncias que você nos relatou. Infelizmente para nós não tem chegado nenhuma denúncia a esse respeito”.

    A GCM, que já teve 35 membros hoje trabalha com efetivo reduzido, totalizando apenas 11. A Guarda Civil Municipal conta com o Disque Denúncia através dos números 153 ou 3265-7211.

    Outra autoridade procurada pelo Conexão foi o Prefeito Marcelo Chaves Garcia que se disse “extremamente preocupado com essa situação” e que tem buscado soluções para o problema:

    “Quero dizer para a nossa população que essa situação do Vale do Sol realmente me preocupa muito. E tenho, desde o primeiro dia do trabalho como prefeito, buscado soluções. Infelizmente colocar vigia no local não resolve. Primeiro que precisaríamos colocar 4 ou 5 vigias pela questão de turno e escala de trabalho. E muitos não querem trabalhar lá por conta do temor, dos riscos. Nós colocamos avisos frequentemente, fechamos o local, mas os vândalos vão lá e destroem, quebram tudo e entram para nadar e outras coisas. 

    Então partimos para uma tentativa que é a terceirização do local. Já tenho muitas conversas, embora ainda informais, com empresários que podem reestruturar o parque e cuidar daquela área. Outra possibilidade que cheguei a discutir foi uma possível mudança da sede da Associação Comercial para lá. Mas isso foi apenas ventilado , nada de concreto, por enquanto. Nós levamos a Secretaria de Meio Ambiente para lá e acabou sendo inviável sua permanência após aquele incêndio e também pelos riscos na questão dos documentos e materiais que a secretaria abriga. 

    Com o aumento do número de moradores no entorno do Vale do Sol e com a valorização da área acho que conseguiremos em algum momento terceirizar o Vale do Sol. Estou me esforçando para isso. Mas também quero aproveitar a reportagem do Conexão Três Pontas para dizer que estamos iniciando agora uma campanha de conscientização para coibir a prática da natação no local e assim evitar afogamentos, mortes e mais tragédias, como as que estamos convivendo no momento. Mas preciso da ajuda da população, dos moradores do entorno e dos pais para que fiquem de olho e não deixem seus filhos nadarem ali. É uma situação bem difícil, mas não desistirei de encontrar, no trabalho e no diálogo, uma boa solução”.

    Ainda segundo o Prefeito Marcelo Chaves Garcia por ser uma área pública não se pode impedir a circulação ali.

    Quando a Pietá estava sediada no Vale do Sol o cuidado do local era evidente.

    Vale lembrar que durante um breve período o Vale do Sol passou a abrigar a entidade Pietá, que assiste dependentes químicos e que cuidava com muito zelo e melhorias o Parque. Mas por decisão judicial a Pietá acabou sendo retirada do Vale do Sol e após essa atitude, considerada equivocada também pelo Prefeito Marcelo Chaves, o local, que parece abandonado, se tornou cenário de prostituição, drogas e frequente risco de morte por afogamento.

    Que fique nosso alerta! Evite mais tragédias!!!

     

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  • Bombeiros dão dicas de como evitar afogamentos neste verão

    Bombeiros dão dicas de como evitar afogamentos neste verão

    Tragédia com afogamento de dois jovens em Três Pontas no último final de semana reforça o alerta.

    O Corpo de Bombeiros faz um alerta à população e dá algumas dicas para evitar afogamentos. Com a chegada da estação mais quente do ano, o movimento nas praias, rios e lagoas aumenta. Por isso, é essencial seguir algumas recomendações para evitar que um dia de diversão acabe em tragédia, como a que aconteceu em Três Pontas no último final de semana quando dois primos, de 11 e 17 anos, se afogaram.

    A tenente Gabriela Andrade de Carvalho ressalta que em qualquer ambiente com água, seja praia, rio ou lagoa, é importante que as pessoas fiquem próximas dos postos de guarda-vidas para que haja uma supervisão desse profissional. Obedecer as orientações das placas de sinalização também é essencial. “Outra dica é não ingerir bebida alcoólica antes de entrar na água. Essa é uma mistura muito perigosa que pode custar o bem mais precioso que temos: a vida”, diz Gabriela.

    O cuidado com as crianças deve ser redobrado. “Pela curiosidade natural da criança o risco de perigos na água aumenta. Os pais não devem confiar em boias ou coletes de ar que são facilmente corrompidos, ou seja, podem furar com facilidade. É recomendado o uso de boias e coletes de espuma, jamais materiais infláveis, e que a criança fique sempre com a supervisão de adultos”.

    De acordo com o Corpo de Bombeiros, o índice de afogamentos registrados no Sul de Minas é considerado alto e preocupante nos primeiros 15 dias de dezembro. “Na lagoa, no rio ou na cachoeira a água é aparentemente mais tranquila. As pessoas se enganam com isso e acabam se descuidando, tendo mais chance de serem levadas para o fundo. Por isso recomendamos que o banhista nade sempre em paralelo com a margem, nunca para o fundo”, diz.

    O COBOM também alerta para mergulhos arriscados, pois podem gerar fraturas leves, graves e até a morte. Em cachoeiras e rios a população precisa de mais precaução, nesses locais o relevo muda constantemente por conta das chuvas.

    Para prevenir afogamentos no Estado, o Corpo de Bombeiros utiliza diversos equipamentos e embarcações para realizar atividades de salvamento marítimo neste verão. A ação acontece em parceria com os municípios.

    Dicas para evitar acidentes em água:

    • Evitar nadar sozinho;
    • Não tomar bebida alcoólica antes de entrar na água;
    • Não mergulhar após lanches e refeições;
    • Não se afastar da margem;
    • Não saltar de locais elevados para dentro da água;
    • Não tentar salvar pessoas em afogamento sem estar devidamente habilitado;
    • Prefira lançar objetos flutuantes (bolas, boias, isopores, madeiras, pranchas e outros) ou então corda para salvar pessoas ao invés da ação corpo a corpo;
    • Não deixar crianças sozinhas, sem a presença de um adulto responsável;
    • Identificar nas proximidades a existência do salva-vidas e permaneça próximo a ele;
    • Olhar a sinalização do local, pois a mesma indicará se o local é próprio para banho ou não;
    • Evitar brincadeiras de mau gosto como os conhecidos “caldos”;
    • Evitar navegar com carga em excesso;
    • Prestar atenção na água; muitas vezes a observação é suficiente para perceber alterações que levam a concluir que está poluída ou é perigosa para banho;
    • Tomar cuidado em caminhar sobre as superfícies rochosas, pois podem estar escorregadias e a pessoa pode cair e/ou se cortar;
    • Somente conduza embarcações se for habilitado e longe dos banhistas;
    • Instruir a criança do perigo existente em entrar em águas mais profundas ou ficar só;
    • Evitar brincadeiras fingindo que está se afogando, pois além de perturbar a paz pública, havendo um afogamento verdadeiro as pessoas podem não dar importância pensado em se tratar de outra brincadeira de mau gosto.
    • A qualquer problema ligue imediatamente para o Corpo de Bombeiros – 193 – para orientações e auxilio à vítima.

    Fonte: Assessoria de Comunicação do Corpo de Bombeiros Militar

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  • Especial: O verdadeiro Sentido do Natal

    Especial: O verdadeiro Sentido do Natal

    A Trégua de Natal de 1914: “o Milagre na Frente Ocidental”.

    Uma das mais extraordinárias histórias de Natal vem de um dos momentos mais sombrios da história moderna. A Primeira Guerra Mundial devastou um continente, deixando destruição e destroços em seu rastro. As perdas humanas, mesmo de milhões, nos deixam desconcertados. Mas a partir do meio desse conflito tenebroso ocorre a história da Trégua de Natal de 1914. A Frente Ocidental, há apenas alguns meses na guerra, era um cenário deplorável de devastação. Talvez para dar aos combatentes um dia para que respirassem novamente, foi convocada uma trégua desde a véspera de Natal até o dia de Natal.

    Enquanto a escuridão caía sobre a frente como um cobertor, o som de explosivos e o barulho do tiroteio desapareceram. Pequenos corais, de vozes francesas ou inglesas de um lado e de vozes alemãs do outro, se elevavam de modo a encher o silêncio da noite.

    Pela manhã, soldados, a princípio de maneira hesitante, começaram a sair do emaranhado das trincheiras para o solo terrível e seco da Terra de Ninguém. Havia mais cânticos. Presentes de alimentos e cigarros foram trocados. As fotos de família foram mostradas. Bolas de futebol surgiram. Ao longo de toda a Frente Ocidental, os soldados, que apenas horas antes estavam travando o combate mortal, agora se enfrentavam em jogos de futebol.

    Por um dia breve, mas inteiramente extraordinário, houve paz na terra. Alguns chamaram a Trégua de Natal de 1914 de “o Milagre na Frente Ocidental”.

    Ansioso para imprimir algumas boas notícias, The Times of London informou sobre os eventos da Trégua de Natal. Os soldados registraram o dia em cartas para a família e em diários. Algumas dessas anotações chegaram aos jornais, enquanto outras permaneceram desconhecidas até serem descobertas posteriormente. Aqui está uma dessas anotações do diário de um soldado alemão da infantaria:

    Os ingleses trouxeram uma bola de futebol das trincheiras, e logo ocorreu um jogo animado. Quão surpreendentemente maravilhoso, e, contudo, quão estranho foi. Os oficiais ingleses sentiram o mesmo. Assim, o Natal, a celebração do Amor, conseguiu unir inimigos mortais como amigos por um momento.

    “Amigos por um momento”, “a celebração do amor”, “paz na terra” — este é o significado do Natal. Mas essas celebrações, essas tréguas, não duram. Depois do dia de Natal, as bolas de futebol e os soldados voltaram para as trincheiras. As canções natalinas acabaram e a guerra continuou. E mesmo que a 1ª Guerra Mundial terminasse, algumas décadas mais tarde, o campo e as cidades da Europa se tornaram novamente um campo de batalha, assim como a África e o Pacífico, durante a 2ª Guerra Mundial.

    Eventos como a Trégua de Natal são dignos de serem celebrados. Mas eles carecem de algo. Falta-lhes a permanência. Essa paz não permanente é o que muitas vezes encontramos em nossa busca pelo significado real do Natal. Se buscamos a boa vontade, o amor e a paz duradouros e definitivos, devemos olhar para além de nossos encontros para entrega de presentes, reuniões e festas no trabalho. Não devemos olhar para outro lugar senão para uma manjedoura.

    Devemos olhar para um bebê nascido não com festejo, pompa ou riquezas, mas com pais pobres em momentos de desespero. José e Maria, e o bebê Jesus nesse sentido, foram figuras históricas reais. Mas, de certa forma, José e Maria se estendem além de si mesmos, além de seu lugar e tempo particulares. Eles representam todos nós. Todos nós somos pobres e vivemos momentos de desespero. Alguns de nós são melhores do que outros em camuflar isso. No entanto, todos nós somos pobres e desesperados, então todos nós precisamos da promessa vinculada a esse bebê.

    Precisamos de uma saída para nossa pobreza de alma e para o estado desesperado da nossa condição humana. Encontramos a saída nessa criança deitada numa manjedoura, que era e é Jesus Cristo, o Messias, a Semente, o Redentor e o Rei, há muito prometido.

    O nascimento de Jesus há séculos atrás pode ter sido um nascimento um pouco fora do comum. Mesmo em épocas antigas, estalagens não eram comumente usadas como salas de parto e manjedouras geralmente não eram usadas como berços para bebês recém-nascidos. E esse bebê recém-nascido era muito fora do comum. Naturalmente, em alguns aspectos, ele era perfeitamente comum. Ele era um ser humano, um bebê. Ele teve fome. Ele teve sede. Ele sentiu cansaço. Quando nasceu, foi envolto em faixas — o equivalente antigo de fraldas.

    Um bebê. Desamparado, com fome, frio e cansaço.

    Ainda assim, essa criança era o Filho de Deus encarnado. Ele era Emanuel, que traduzido significa “Deus conosco”. De acordo com o relato do apóstolo Paulo, esse bebê criou todas as coisas. Esse bebê criou a sua própria manjedoura. E esse bebê, esse Rei, opera paz na terra, paz definitiva e permanente.

    Jesus nasce. Renasce em nossos corações! Feliz Aniversário Jesus de Nazaré!

    Fonte: Voltemos ao Evangelho

     

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