CASO DE MAUS TRATOS NA CRECHE PEDACINHO DE CÉU GANHOU REPERCUSSÃO NAS REDES SOCIAIS E GEROU REVOLTA
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas, organizou, nesta sexta-feira, 16 de junho, uma reunião que teve por objetivo a compreensão da situação envolvendo o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Pedacinho do Céu, dadas as agressões a crianças amplamente divulgadas na mídia local, bem como a construção de medidas destinadas ao tratamento mais adequado da situação.
A reunião contou com a participação da Procuradoria-Geral do Município de Três Pontas, da Secretaria Municipal de Educação, da Direção Escolar da CMEI Pedacinho do Céu e, também, da Polícia Civil.
Apurou-se que não há riscos à integridade psicofísica das crianças matriculadas e presentes na CMEI Pedacinho do Céu. Os infelizes fatos ocorreram apenas na sala destinada ao maternal I e a suposta autora das agressões foi afastada do trabalho, pela Prefeitura, na mesma data em que constada a conduta, dia 4 de maio último.
O Município entendeu ser conveniente, ao menos neste primeiro momento, o afastamento de duas outras educadoras que estavam presentes quando os fatos ocorreram. Apesar de a questão somente ter sido levada ao conhecimento do Conselho Tutelar e dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Polícia Civil no dia 6 de junho, não haverá qualquer prejuízo à apuração da responsabilidade criminal ou administrativa decorrente dos fatos.
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O evento ocorrido na CMEI foi reconhecido, na reunião, como um evento traumatogênico de dimensões coletivas. Admitiu-se que havia formas mais humanizadas para lidar com a situação em relação aos pais, mães e responsáveis legais, os quais têm expressado sentimentos de medo, raiva, tristeza, angústia e desconfiança em relação aos serviços prestados pela CMEI, demandando, legitimamente, maior transparência por parte do Município e, principalmente, a segurança de que atos semelhantes não se repitam. Reconheceu-se a necessidade da escuta da comunidade escolar, diretamente impactada pelos fatos.
Foi acordado que o Município disponibilizará ambiente próprio para pais, mães e responsáveis pelas crianças matriculadas no maternal I que manifestem interesse em assistir às imagens relacionadas aos fatos, ficando proibido o fornecimento de cópia ou a realização de filmagens, de forma a resguardar os direitos das crianças que aparecem na gravação. O acesso ao vídeo será liberado mediante agendamento por parte da Secretaria de Educação.
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Em breve serão adotadas medidas para acolhimento da comunidade escolar e anunciadas medidas destinadas a alterar as rotinas da CMEI, com a finalidade de melhorar a escuta de pais, mães e responsáveis legais e os serviços prestados pela unidade de ensino.
É muito importante que a comunidade trespontana saiba que a Polícia Civil priorizará a investigação criminal em curso e que o Ministério Público manterá a população informada sobre o acompanhamento da situação, zelando para que haja a participação direta da comunidade escolar e a melhoria dos serviços públicos prestados.
Fonte Assessoria de Comunicação Integrada do MPMG
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O Deputado Estadual Mário Henrique Silva, o Caixa, destinou através de emenda parlamentar uma viatura para a Polícia Civil de Três Pontas.
Trata-se de um veículo Renault Duster, oriundo de recursos na casa dos 160.000, 00.
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A entrega foi feita em Belo Horizonte totalizando mais de 100 viaturas para diversas cidades mineiras. Receberam o novo veículo que reforçará a segurança trespontana o Delegado Dr. Gustavo Gomes e o Inspetor Guilherme Rodrigues. O vereador Maycon Machado também esteve presente.
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O Deputado Estadual Mário Henrique Caixa, do Partido Verde, é majoritário em Três Pontas e responsável pela destinação de diversas emendas para o município, assistindo-o em diversas áreas além da segurança pública, como a saúde, educação e obras.
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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO EMITIU NOTA SE POSICIONANDO SOBRE O CASO; PAIS SE REUNIRAM COM AUTORIDADES E COBRARAM PUNIÇÃO!
As denúncias de maus-tratos que teriam supostamente ocorrido no Centro Municipal de Educação Infantil Pedacinho de Céu, no bairro Cohab em Três Pontas, ganharam grande repercussão nas redes sociais e também nos grupos do whatsapp nos últimos dias. A denúncia trata de supostos maus-tratos cometidos por uma servidora nos cuidados básicos com as crianças e que teria sido captado em imagens pelo circuito de câmeras de segurança do local. Delegado e Prefeitura se manifestaram. Pais se reuniram e esperam punição aos envolvidos.
O caso tem gerado bastante revolta na cidade principalmente por parte dos pais das crianças que ali são assistidas, porém, até que as investigações da Polícia Civil sejam concluídas, trata-se, possivelmente, de um caso isolado.
Assim que a Prefeitura Municipal de Três Pontas, responsável pela creche, tomou conhecimento do fato, ela comunicou imediatamente a Procuradoria-Geral do Município e também o Conselho Tutelar.
A servidora em questão, que tem o seu nome mantido em sigilo, foi demitida imediatamente. As investigações também tratam de possível participação de outras servidoras que teriam presenciado os maus-tratos. Uma fonoaudióloga, que atua na creche, teria ouvido o choro de uma criança e ao apurar o ocorrido teria presenciado os maus-tratos por parte da ex-servidora.
A Delegacia da Polícia Civil informou que o inquérito que investiga o caso como prioridade já está aberto e em plena execução, onde os envolvidos serão ouvidos nos próximos dias.
O chefe da Polícia Civil local, Doutor Gustavo Gomes, falou sobre essas investigações num vídeo repassado para a imprensa. Acompanhe abaixo:
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NOTA DA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS
Diante das recentes manifestações de pais, mães e responsáveis de alunos do CMEI Pedacinho do Céu, o Município de Três Pontas vem prestar os seguintes esclarecimentos:
Através de câmeras de vídeo, servidores do CMEI Pedacinho do Céu acionaram a Sra. Secretária Municipal de Educação para apurar eventuais maus-tratos às crianças que estavam sob a responsabilidade de uma única servidora. Ato contínuo, de posse das imagens a Secretária de Educação AFASTOU DE IMEDIATO a servidora em questão e, posteriormente, encaminhou toda a documentação à Procuradoria Municipal. Esta, por sua vez, entendeu que era o caso de rescisão contratual e acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Civil, conforme determina a lei.
Relevante ressaltar, que tanto o Conselho Tutelar, bem como, a Polícia Civil já instauraram os devidos procedimentos para apuração dos fatos, inclusive para identificar os responsáveis legais das crianças vítimas.
Desta forma, o Município de Três Pontas através da Secretaria de Educação prestará toda assistência às vítimas e suas famílias, pugnando, por ora, que sejam preservadas suas identidades, até mesmo em decorrência do sigilo que o caso requer.
Com relação aos demais pais, mães e responsáveis de crianças das creches municipais, no momento oportuno, a Secretaria de Educação prestará todos os esclarecimentos, inclusive em relação às investigações que já estão em andamento, ressaltando, desde já, que as vítimas não foram lesionadas fisicamente, inobstante a gravidade dos fatos.
Prefeito Marcelo Chaves e outras autoridades participaram da reunião com os pais.
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PAIS SE REÚNEM PARA COBRAR PROVIDÊNCIAS E PUNIÇÃO
Autoridades municipais se reuniram nesta segunda-feira, 12, com pais e responsáveis das crianças assistidas pelo Centro Municipal de Educação Infantil Pedacinho de Céu.
Durante a reunião os pais se mostraram bastante apreensivos e ao mesmo tempo revoltados com a situação, cobrando respostas sobre as investigações e sobre a punição dos envolvidos, caso se confirme a participação de mais pessoas, além da servidora do maternal 1, que atende crianças na faixa etária dos dois anos de idade.
Novas informações dão conta de que a situação de maus-tratos teria ocorrido no início do mês de maio, mas o fato, que já havia sido denunciado ao Conselho Tutelar e também à Polícia Civil, só veio à tona depois da grande repercussão nas mídias sociais nos últimos dias.
O chefe do Executivo Municipal, Prefeito Marcelo Chaves Garcia, fez questão de se posicionar, afirmando que a AZdministração Municipal tem se esforçado ao máximo para oferecer o melhor para a população em todas as áreas, incluindo a Educação. Também falou do empenho que está havendo e sendo cobrado inclusive por ele para que as investigações avancem no sentido de esclarecer o que de fato ocorreu e, se for o caso, responsabilizar judicialmente os culpados.
No vídeo enviado para a imprensa o Delegado Dr. Gustavo Gomes pediu para que os familiares se acalmem no sentido de evitar que outros crimes sejam praticados.
“A Polícia Civil está fazendo o seu trabalho. As investigações estão avançando e esperamos concluir esse inquérito o quanto antes para que a autora e possíveis outros participantes da acusação de maus-tratos sejam responsabilizadas. Peço calma para a população e, principalmente, para os pais no sentido de confiar no trabalho da polícia e aguardar o melhor desfecho para esse caso”, pontuou.
Delegado Dr. Gustavo Gomes
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RAPAZ DE 22 ANOS TERIA SIDO ASSASSINADO POR HOMEM DE 41 ANOS, COM TRÊS GOLPES DE OBJETO PERFUROCORTANTE
Foi registrado em Três Pontas mais um caso de homicídio que, de acordo com as investigações iniciais, pode ser configurado como homicídio qualificado por motivo fútil. Um rapaz de 22 anos de nome Matheus acabou perdendo a vida após uma briga com um indivíduo de vasta passagem policial, conhecido como Elvis, de 41 anos de idade.
A reportagem do Conexão Três Pontas conversou com o Delegado da Polícia Civil, Dr. Gustavo Gomes. De acordo com o chefe da PC, o crime teria acontecido por volta das 11 horas da noite de ontem, dia 6 de junho.
“De acordo com tudo o que foi apurado até o momento, o crime teria ocorrido próximo à Praça das Lavadeiras, no bairro Santa Inês, em Três Pontas. Os dois envolvidos vítima e autor, não se gostavam e já tinham tido vários atritos. O suspeito do cometimento do crime, conforme relatos, batia na sogra. Ele havia sido solto do presídio um dia antes do cometimento do homicídio”, relatou o Dr. Gustavo.
Ainda segundo ele, Elvis havia deixado o presídio local onde estava preso por conta do cometimento de um crime que se enquadra na Lei Maria da Penha por agredir a mãe de sua esposa. Ele seria usuário de drogas e habituado a vender objetos da casa. Justamente por esse motivo a sogra teria estado na residência para retirar algumas coisas.
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Houve então uma nova discussão entre o suspeito do homicídio, Elvis, casado com a mãe da namorada da vítima, e Matheus.
“O suspeito teria então jogado uma pedra no vidro do carro da vítima. Eles entraram em luta corporal e o rapaz de 22 anos teria sido golpeado três vezes com um objeto perfurocortante, supostamente um pedaço do próprio para-brisa, que não foi encontrado no local. O suspeito se evadiu do local e a vítima caminhou de volta para casa vindo a perder as forças e cair diante de algumas testemunhas”, comentou o chefe da PC.
Familiares levaram Matheus até o Pronto Atendimento Municipal. Ele acabou não resistindo aos ferimentos e morreu.
A Polícia Militar foi acionada até o PAM.
“Hoje pela manhã, a advogada apresentou o suspeito do crime no Quartel da Polícia Militar. E a PM o levou até a Delegacia da Polícia Civil. Não foi feito o flagrante já que o suspeito não estava em estado flagrancial. Como ele se entregou, não houve perseguição. A situação flagrancial não aconteceu e desta forma ele foi ouvido e liberado”, emendou Dr. Gustavo.
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Ainda conforme a PC, a prisão preventiva foi expedida e acabou acontecendo. Houve uma negociação junto a família do suspeito. Uma irmã que é advogada, ao lado de uma criminalista, entregaram o homem de 41 anos que, de acordo com a Polícia Civil, teria várias passagens por crimes sexuais, furto, roubo e mais recentemente crime que se enquadra na lei Maria da Penha (agressão contra mulher, no caso a sogra).
Elvis foi preso e levado para o Presídio de Três Pontas. Já havia medida protetiva contra ele.
Finalizando, Doutor Gustavo disse ser importante esclarecer que a polícia muitas vezes esbarra em questões legais que impossibilitam efetuar prisões de forma imediata.
“Mas, ao mesmo tempo, é importante dizer que temos instrumentos que podem ser demandados e que possibilitam a prisão com autorização judicial, como foi o que aconteceu nesse caso”, concluiu.
O Conexão Três Pontas seguirá acompanhando esse caso.
Aos familiares e amigos da vítima os nossos sinceros sentimentos.
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Caso foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quarta-feira (7).
Uma bebê de sete meses morreu envenenada nesta quarta-feira (7) em Andradas (MG) e a mãe da criança é suspeita pelo crime. O caso, que aconteceu no bairro Horto, foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde. Ainda não se sabe a substância usada contra a criança. O caso nos faz lembrar de um outro crime cruel, quando uma mãe, em Três Pontas, teria matado a própria filha bebezinha asfixiada e depois colocado o corpo num saco de lixo preto e jogado no córrego da Avenida Oswaldo Cruz.
De acordo com a Secretaria de Saúde e Ação Social de Andradas, a equipe foi acionada por uma vizinha no início da tarde para comparecer ao local. Quando as equipes chegaram à casa, a criança estava morta. A mãe, que é suspeita pelo envenenamento também teria utilizado a substância e estava consciente quando as equipes chegaram à casa.
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O Samu e a Polícia Militar também chegaram ao local e, logo em seguida, o bebê foi levado já sem vida pelo Samu para o hospital. A mãe foi levada pela PM.
Conforme a secretaria, a família passava por acompanhamento semanal pelo programa social. Eram realizados atendimentos ambulatórios e todos passavam por psicólogos. Até esta publicação, ainda não se sabia o motivo do envenenamento ou com o caso aconteceu.
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A Polícia Civil aguarda a conclusão do boletim de ocorrência para iniciar as investigações, mas já iniciou o acompanhamento do caso.
Com informações do G1 Sul de Minas
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Uma situação assustadora e lamentável que nos remete aos porões de tempos idos, os horrores provocados pela escravidão, ainda ecoam nos dias de hoje. Doze trabalhadores rurais foram resgatados através de uma operação de combate ao trabalho análogo à escravidão em fazendas de três municípios do Sul de Minas. A metade deles estava em Três Pontas.
A operação ocorreu de forma conjunta entre a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (órgão ligado ao Ministério do Trabalho), Polícia Rodoviária Federal e Ministério Público do Trabalho.
A ação que culminou no resgate de 12 trabalhadores em Conceição das Pedras, Campo do Meio e Três Pontas aconteceu no dia 8 de maio mas só foi divulgada agora.
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Três Pontas
Aqui em Três Pontas, houve o resgate de seis trabalhadores que não tinham sequer acesso à água potável. Os trabalhadores bebiam apenas a água que eles mesmos levavam em garrafas térmicas. Ainda conforme o Ministério do Trabalho, os trabalhadores que estavam em Três Pontas eram obrigados a levar suas marmitas de casa, que ficavam acondicionadas em mochilas, ou seja, fora de um local apropriado. As refeições eram feitas no meio da lavoura.
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Campo do Meio
Já em Campo do Meio, foi identificado um trabalhador com mais de 60 anos de idade que trabalhava há mais de três décadas na mesma fazenda sem ter carteira assinada. Ele morava em um barraco de três cômodos em condições totalmente degradantes.
Conceição das Pedras
Em Conceição das Pedras 5 migrantes da Bahia foram alojados em condições totalmente degradantes e os mesmos teriam sido aliciados por um empregador. No local não havia fornecimento de água potável e os trabalhadores eram obrigados a beber água das nascentes da propriedade.
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Investigação tem como objetivo solucionar e responsabilizar os envolvidos furtos e roubos de tratores e máquinas agrícolas na zona rural do município.
Acompanhe a reportagem:
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A Polícia Civil de Três Pontas tem, através de toda equipe de investigação, coordenada pelo Delegado Dr. Gustavo Gomes, solucionado uma série de crimes do município, gerando assim mais segurança e tranquilidade na população local.
Francislaine Teixeira, de 43 anos, era assistente social na Apae e muito querida
Uma condutora de um veículo de passeio não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo por conta de um acidente de trânsito ocorrido nesta madrugada na região do Foguetinho em Três Pontas. A passageira não se feriu.
De acordo com informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros de Varginha, um chamado foi realizado para que eles se deslocassem para Três Pontas para atender a uma ocorrência de acidente grave. O registro foi feito pela Polícia Militar e contou com apoio do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Os Bombeiros Militares aqui estiveram e se depararam com o veículo capotado, com as rodas para cima. A motorista, Francislaine Teixeira, conhecida popularmente como Fran, de 43 anos de idade, foi ejetada para fora do automóvel e houve a necessidade de utilização de equipamentos para desencarcerar a vítima, presa debaixo do veículo.
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O acidente ocorreu nas proximidades do Motel Paraíso. Ainda conforme o Corpo de Bombeiros a ocorrência foi tratada como ‘capotamento e queda de um barranco de aproximadamente 15 metros de altura’. Francislaine morreu ainda no local. Já a passageira não sofreu ferimentos consideráveis e não precisou de atendimento médico.
De acordo com o Cobom, a passageira, amiga de Fran, teria relatado que a motorista teria perdido o controle de direção veicular ao atender uma chamada de telefone celular. A Perícia da Polícia Civil esteve no local para realizar os trabalhos de praxe. Um guincho foi utilizado para içar o veículo. O corpo de Francislaine foi então liberado para o serviço funerário local.
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A região onde o acidente ocorreu dá acesso à Rodovia MG 167, via de acesso de Três Pontas para Varginha ou para Santana da Vargem, no sentido oposto.
Francislaine Teixeira era assistente social na Apae de Três Pontas e uma pessoa extremamente querida, tanto pelos funcionários quanto pelos usuários daquela unidade. Amigos, incrédulos, postaram despedidas e homenagens na internet. A Apae também lamentou o falecimento de Fran pelas redes sociais.
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Ato machista e covarde contrasta com celebrações pelo Dia Internacional da Mulher
Mais um crime contra as mulheres foi registrado em Minas Gerais. E desta vez, muito mais perto do que a gente imagina. Foi aqui em Três Pontas. Na semana toda dedicada as mulheres, um homem, num ato cruel e covarde, agiu com violência contra a sua companheira.
O caso chamou a atenção e ganhou a repercussão de toda a mídia nacional. O fato de um homem se achar dono de sua companheira e agredi-la física ou emocionalmente, não é novidade, infelizmente. Mas o que realmente chamou a atenção foi o desfecho do caso.
De acordo com a Polícia Civil de Três Pontas, Uma mulher teve o seu cabelo cortado e a sua vagina colada com cola do tipo Super Bonder em Três Pontas.
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O suspeito que já está preso, teria cometido as agressões por conta de ciúmes e por proibir a vítima de sair de casa.
A jovem mulher tem apenas 18 anos de idade e deve viver um relacionamento abusivo. Não deve ter sido a primeira vez que sofreu violência severa. Ontem, quinta-feira, dia 9, a jovem mulher teve os seus cabelos cortados e suas partes íntimas coladas pelo companheiro.
O rapaz de 26 anos foi levado para o presídio da cidade.
De acordo com a vítima, logo pela manhã ela percebeu, ao acordar, que estava com a sua vagina toda colada. O casal teria iniciado uma discussão onde a mulher acabou sendo ameaçada e tendo os cabelos cortados.
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A vítima só foi socorrida graças a intervenção de vizinhos que acionaram a Polícia Militar. O suspeito, covarde, muito covarde, que certamente gosta de agredir mulher mas que não é ‘macho’ para enfrentar a polícia e a consequência dos próprios atos, tentou fugir pelo telhado mas foi capturado.
Ele foi preso pelo crime de tortura e resistência à prisão. Caso seja condenado ele pode pegar até 21 anos de cadeia.
A vítima foi levada para o Pronto Atendimento Municipal de Três Pontas para receber atendimento médico e fazer o exame de corpo de delito.
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Imagens do circuito interno de segurança mostram o modus operandi da dupla criminosa. Numa ação rápida, eles colocaram o cofre sobre uma cadeira e a arrastaram até uma kombi.
Passaram pelo Trevo Padre Victor, onde uma das portas laterais do veículo acabou caindo.
Fugiram por uma estrada de terra sentido a Nepomuceno. A polícia faz rastreamento em toda região e o caso segue sendo investigado.
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Qualquer informação pelo Disque Denúncia 190 pode ser repassada sem a necessidade de identificação.
Veja a reportagem completa e as imagens da ação dos ladrões:
Uma jovem mãe, bonita e cheia de sonhos. Renata de Paulla, que acabou de se formar em Pedagogia, foi covardemente assassinada a golpes de faca na madrugada desta quarta-feira, no bairro Santa Mônica, em Três Pontas. A Polícia Militar atendeu a ocorrência que inicialmente tratava de uma briga de casal.
Nossa reportagem conversou com o Sargento da Polícia Militar, Walter Afonso Simão. Segundo ele, por volta das 2h50 desta quarta-feira (08) a PM recebeu uma chamada pelo 190 dando conta de uma briga de casal no bairro Santa Mônica.
“Assim que a guarnição lá chegou se deparou com o local cheio de populares e o acusado sentado na calçada, sujo de sangue. A Polícia Militar isolou o local e afastou os populares. Uma irmã de acusado chamou a unidade do SAMU. No Boletim de Ocorrência não consta claramente que o marido tenha confessado o crime, mas os policiais ouviram dele essa confirmação. Ele disse, inclusive, que se desentendeu com a esposa e que o inesperado acabou acontecendo”, revelou o militar.
Conforme as primeiras informações da polícia, o marido, de 29 anos, teria confessado aos policiais que golpeou a esposa Renata de Paulla com várias facadas após, segundo ele, ter descoberto uma traição dela. Na versão do acusado, a traição teria sido revelada no final da tarde de ontem.
Aparentemente os nervos teriam ‘esfriado’. O acusado, que é operador de máquinas, teria, então, esperado a esposa dormir para praticar o crime.
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Com a confirmação do óbito de Renata a Perícia da Delegacia da Polícia Civil de Varginha, a regional de plantão, foi acionada e realizou os trabalhos de praxe e a liberação do corpo. Ao lado de Renata foi encontrada a faca, usada no cometimento do crime. Já o acusado (que de acordo com as leis brasileiras não pode ter seu nome e nem fotos divulgadas) foi preso e levado ao Pronto Atendimento Municipal para a realização do Exame de Corpo de Delito. Em seguida foi encaminhado ao Quartel, onde prestou depoimento e depois à Delegacia da Polícia Civil. Ele segue preso.
Renata, de 26 anos, e o rapaz se conheceram nas aulas de Legislação de Trânsito numa autoescola da cidade. Lá começaram a ‘ficar’, engrenaram o namoro e posteriormente decidiram morar juntos. O casal tem um filho de 4 anos que, inclusive, segundo os primeiros relatos, estava na casa durante a execução do crime de feminicídio. O crime ocorreu na casa em que a família mora, na Rua José Cogo.
O Conexão Três Pontas conversou com o Delegado de Três Pontas, Dr. Gustavo Gomes. Ele disse estar saindo de férias e que a ocorrência será conduzida pelo delegado da cidade de Boa Esperança e pela equipe da Polícia Civil aqui de Três Pontas.
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Até então, o acusado sempre foi visto como uma pessoa calma, tranquila. Renata era querida por todos. Alegre, extrovertida e brincalhona. “O casal se mostrava muito apaixonado. Inacreditável isso tudo que aconteceu”, declarou o professor que acompanhou o início do romance.
Quanto a acusação feita pelo marido, de que teria sido traído, infelizmente não se terá a versão de Renata, afinal de contas ela está morta, brutalmente assassinada, tudo indica, por quem lhe jurava amor.
Ele teria dito aos policiais estar arrependido e que agiu de cabeça quente.
Pelas redes sociais amigos de Renata se mostraram perplexos e assustados com a notícia do crime. pela quantidade de mensagens é possível ver o quanto a jovem mãe era querida.
Ela trabalhava na Prefeitura Municipal de Três Pontas, que emitiu a seguinte nota de pesar:
Quatro réus foram condenados pela morte das 242 vítimas do incêndio, mas julgamento foi anulado e imbróglio judicial continua, Minissérie volta a destacar a tragédia!
A tragédia da boate Kiss, que deixou 242 mortos e 636 feridos em um incêndio ocorrido em Santa Maria (RS), completou dez anos na última sexta-feira (27) sem que ninguém esteja respondendo criminalmente e marcada por um julgamento anulado.
Apesar de a investigação sobre as responsabilidades ter sido relativamente rápida — quatro envolvidos se tornaram réus ainda em 2013 por homicídio com dolo eventual —, o processo se dividiu em seis e passou pelas fases de recursos até chegar ao tribunal do júri em 2021.
Em dezembro daquele ano, os dois ex-sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, foram condenados, respectivamente, a mais de 22 anos e 19 anos de prisão. Também foram condenados o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, que tocava naquela noite na boate, Marcelo dos Santos, e o produtor de eventos da banda, Luciano Bonilha, que acendeu o artefato pirotécnico que Marcelo segurava. Ambos pegaram uma pena de 18 anos.
Segundo a investigação, o artefato fez uma espuma instalada no teto da boate pegar fogo, o que liberou um gás tóxico e asfixiou a maioria das 242 vítimas. O Ministério Público afirmou também que a casa estava superlotada.
O julgamento, considerado o maior da história do Rio Grande do Sul, foi transmitido pela internet e reproduzido por meios de comunicação. Oito meses depois, porém, o TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul anulou o julgamento, o que causou revolta nas famílias das vítimas, que esperam há anos por um desfecho do caso.
A Justiça acolheu argumentos das defesas dos réus, que apontaram falhas em diversos aspectos do julgamento, como na realização de uma reunião apenas entre o juiz e os jurados, sem a presença dos representantes dos julgados.
Antes disso, as famílias já discordavam do fato de representantes do poder público em Santa Maria e de órgãos de fiscalização, como os bombeiros, não terem sido denunciados criminalmente por terem permitido à Kiss funcionar de forma irregular, com a falta de uma saída de emergência adequada, por exemplo. Apenas dois bombeiros responderam a processos administrativos e pegaram penas pequenas.
O Ministério Público apresentou recursos para tentar reverter a anulação do julgamento que condenou os quatro réus do caso, e eles ainda tramitam no TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul. Deverão ainda ser julgados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal), não havendo data para a resolução do caso, portanto.
Tatiana Borsa, que defende o vocalista Marcelo, afirma que a defesa espera um novo julgamento. “O direito existe, a Justiça existe, e eu tenho certeza que eles irão para um novo júri e vão ser absolvidos”, diz.
Em nota divulgada na quinta-feira (26), o Ministério Público disse reiterar a sua convicção na lisura de todo o júri popular, realizado de forma imparcial, sem “intercorrências”. “A sociedade, de forma isenta e soberana, deu a resposta justa e adequada aos graves fatos ocorridos em 27 de janeiro de 2013. Deste modo, tal resposta deve ser respeitada”, afirma o órgão.
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Vigília
Apesar do imbróglio, as famílias mantêm a luta por justiça. A Associação de Familiares de Vítimas de Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, em conjunto com o Coletivo Kiss: Que Não Se Repita e o Eixo Kiss do Coletivo de Psicanálise de Santa Maria, havia programado uma vigília para a noite de quinta e a madrugada desta sexta (27), quando a tragédia completa dez anos.
Imagens mostram o interior da boate Kiss
O letreiro da boate, que se destacava e chamava atenção pela beleza e luminosidade até aquele 27 de janeiro de 2013 na Rua dos Andradas, hoje se perde entre o preto triste do luto da fachada e o desgaste de portas, madeiras, contornos e outros materiais.
Círculo decorativo danificado, com o nome da boate, na parede no hall de entrada. Quatro dos 12 espaços definidos nesta parede estavam vazios, sem qualquer vidro ou espelho. Os oito restantes resistiram.
Na metade direita da boate, próximo ao bar, pedaços de revestimento e espuma ainda pendem do teto. São de material melhor do que o da espuma colocada no teto do palco, onde começou o incêndio. O espaço foi totalmente destruído pelo fogo vindo do sinalizador manipulado pelo vocalista da banda Gurizada Fandangueira, que fazia o show da noite e hoje está extinta.
O local onde funcionava o caixa da Kiss, no início da metade esquerda da casa, à frente, virou depósito de parte dos entulhos surgidos no prédio desde que foi fechado. As barras de ferro limitando a mobilidade dão o tom da casa.
A transformação da grande boca de batom que decorava o fundo da metade direita da boate Kiss mostra como o incêndio atingiu as paredes: o lábio de cima ficou borrado de preto e o de baixo manteve o vermelho mais vivo. À esquerda, muitas das barras de ferro que impunham dificuldade adicional aos jovens na hora da fuga.
Barras de ferro como as duas da foto, no hall de entrada, impediram pessoas de sair. No desespero e espremido em filas de presentes que pressionavam para sair, quem estava mais próximo da saída não teve como pensar em retirar as cercas de ferro do seu encaixe.
Sujeira, cascalhos, partes desprendidas e, ao fundo, à direita, o local onde era o bar da boate Kiss. Ao menos duas mesas ainda tinham anotações com o nome das pessoas que as reservaram. Problemas no teto contribuíram para causar inundações do local após o fechamento, pela ação da chuva.
No desespero, muitos presentes confundiram a luz de uma faixa luminosa de propaganda de uma cerveja, colocada nos banheiros, com uma abertura para o exterior da boate e se aglomeraram nos banheiros da casa, onde foram encontradas muitas vítimas.
O banheiro masculino da boate Kiss. Grande parte dos mortos foi encontrada nos sanitários masculino e feminino. Quando o fogo, a fumaça e o gás liberado pela espuma começaram a se intensificar. Muitos jovens entraram nos banheiros acreditando que havia abertura para saírem.
A parte esquerda da boate. Ao fundo ficava o palco e, à direita, a área vip. O repórter fotográfico precisou fazer um pequeno malabarismo para fotografar essa parte pois o acesso a ela está vetado pelo risco de queda de partes do telhado e da estrutura. Quando as visitas são autorizadas, o uso de capacete é obrigatório.
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MINISSÉRIE ‘TODO DIA A MESMA NOITE
Após o lançamento da série “Todo Dia a Mesma Noite” na Netflix, cerca de 40 famílias de vítimas cogitam abrir um processo contra o streaming. Entre outras coisas, as famílias pedem que parte do lucro seja revertida ao tratamento dos sobreviventes e à construção de um memorial em Santa Maria (RS).
A série é inspirada no livro homônimo de Daniela Arbex, que realizou cerca de 100 entrevistas com familiares para a obra. Durante o desenvolvimento da adaptação, o livro foi usado como a principal base. O contato com os envolvidos não aconteceu para, segundo o elenco, “não ser invasivo”.
Em participação no programa Splash Vê TV, Arbex contou que já havia tido contato com o descontentamento de alguns pais com o projeto.
“Chegou a mim, não diretamente porque a minha rede é muito afetiva”, declarou, quando perguntada sobre reações negativas. “Sinto um acolhimento imenso de pessoas que acompanham o meu trabalho e que já me conhecem, conhecem a seriedade do meu trabalho em quase 30 anos de jornalismo.” Ela contextualiza que, ainda assim, ficou sabendo de reações contrárias.
“Chegaram informações de familiares que não queriam e estavam descontentes. E, aí, eu tenho respondido isso com uma pergunta: a quem interessa o silenciamento? O silenciamento só beneficia os réus e a impunidade”, desabafa.
Autora vê reações contrárias como algo natural
“Eu consigo entender a apreensão, principalmente daquilo que eles ainda não puderam constatar”, ameniza, sobre o receio com a série. Para ela, é compreensível que as reações não sejam unânimes, mas a autora defende a importância do seriado.
“Eu acho que esquecer é negar a história. E, quando a gente esquece, a gente repete”, afirma.
Daniela conta que recebeu muitas mensagens de apoio durante o desenvolvimento do projeto. “Houve muito mais mensagens de gratidão das famílias, de agradecimento e acolhimento do que essas reações, que são naturais e fazem parte do processo. Tenho certeza que, se essas pessoas se dispuserem e quiserem assistir, elas vão mudar o seu olhar.”.
Em entrevista a Splash, a advogada Juliane Muller Korb, que representa as 40 famílias que pensam em mover um processo, afirmou que seus clientes não foram consultados.
“Os familiares querem justiça, não querem esquecimento. Querem que fale sobre o incêndio, como em outros documentários e produções jornalísticas, mas sem dramatização e sensacionalismo visto nessa série. Foi pesado para eles verem a cena do reconhecimento dos corpos no ginásio logo no trailer. Muitos não conseguiram fazer isso quando a tragédia aconteceu e, depois, nunca mais viram os corpos.”
A minissérie em 5 capítulos está disponível na Netflix.
Santa Maria (RS) – Ato ecumênico em homenagem às 242 vítimas do incêndio da Boate Kiss na Praça Saldanha Marinho, pela data de um ano da tragédia (Fernando Frazão/Agência Brasil)