Categoria: Colunistas

  • COLUNISMO: ROTINA E REALIDADE – JUAREZ  ALVARENGA

    COLUNISMO: ROTINA E REALIDADE – JUAREZ  ALVARENGA

    Ao decidir sair da cama, para a realidade solar despedimos, temporariamente, dos projetos traçados que impregna em nosso quarto de dormir como a solidão olha as alturas do céu estrelados.

    Da realidade imaginada, sob os cobertores a realidade enfrentada existe um descompasso descomunal.

    Devemos aprender com o roceiro que sai da cama, com os cantos dos pássaros sobre a relva cheirosa, com a disposição de um leão faminto.

    O homem urbano sai dos seus aposentos medicados, bombardeados, pela mídia matinal, sobre os excessivos remédios propícios, para combater sua alma enferma. E com disposição tênue incapaz de partir, para projetos grandiosos.

    A rotina é um processo de decadência das quimeras abandonadas. É a deterioração dos profundos desajustes internos e o sepultamento dos encantos deixado na adolescência.

    Saber enfrentar a rotina, sem desespero, exige aprendizagem dos sábios medievais.

    Inteirar da realidade rotineira nos destrói os frágeis sonhos contidos.

    Ser protagonista de seus sonhos noturnos dentro da imensidão afortunada de monotonia cotidiana nos exige reação hercúlea  dos heróis imaginários.

    Ser personagem de sua própria historia e desvendar as nuvens negras que costumam inserir em nosso dia a dia, é necessário transportar da noite para dia nossas utopias abandonada dentro das primeiras adversidades cotidianas.

    Ser herói de seus próprios sonhos nos faz entender que devemos alertar e abandonar a monotonia que insiste seguir nossos caminhos rotineiros.

    Enfrente seu dia a dia, como guerreiro medieval, e, se  a rotina tentar raptar e sufocar seus sonhos, passe a frente seus planos mirabolantes, pois somente assim atrairá cometas, para seus descansos noturnos.

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    JUAREZ  ALVARENGA

    ADVOGADO E ESCRITOR

    FONE: 35 991769329

    E MAIL: [email protected]

  • CONEXÃO FITNESS; Diet e light – entenda as diferenças e cuidados ao consumir cada um

    CONEXÃO FITNESS; Diet e light – entenda as diferenças e cuidados ao consumir cada um

    Diet é a palavra em inglês para dieta e light significa leve. Como os nomes sugerem, eles são alimentos indicados em dietas específicas devido a algum problema de saúde ou para a perda de peso. A diferença entre alimentos diet e light está na quantidade permitida de um determinado nutriente. O diet é isento de algum nutriente (açúcar, sódio, gordura, glúten, lactose), independente do número de calorias. O light deve apresentar uma diminuição mínima de 25% do nutriente em questão (açúcar, sal ou gordura) e ter 25% menos calorias, em comparação com o alimento original não light. O alimento zero é semelhante ao diet, onde se exclui 100% de um ou mais nutrientes (tipo zero gordura ou zero açúcar) e geralmente vem acompanhado de grande redução calórica.

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    Principais indicações

    O alimento diet é indicado para quem tem algum problema de saúde, e pode até conter mais calorias do que o alimento convencional. Por exemplo, o chocolate diet não contém açúcar, no entanto é mais calórico do que o tradicional, pois tem um teor maior de gorduras. Já o produto light é indicado para quem está preocupado em reduzir calorias.

    O diabético deve restringir o consumo de açúcar, então pode optar pelos produtos diet isentos de açúcar. Quem sofre de hipertensão arterial pode escolher produtos diet isentos de sódio, ou light com redução de sódio, dependendo da recomendação médica em relação à restrição de sal. Para pessoas com problemas de vesícula são recomendados produtos sem gordura. Para os portadores de problemas renais há produtos com restrição de proteína. Quem faz uma dieta e quer ingerir menos calorias deve optar por produtos light: o diet não é indicado porque não há redução de calorias no alimento.

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    Mais calorias no diet? Por quê?

    Por exemplo, quando se tira totalmente o açúcar o sabor pode ficar prejudicado e, para compensar, é colocado outro ingrediente (como gordura ou sódio) em quantidade maior, para disfarçar o gosto do adoçante utilizado e para manter a consistência, o que acaba somando calorias. Além do açúcar, o diet também pode ser isento de sódio, gordura ou proteína. Neste caso, quando se retira a gordura ou a proteína, o teor de carboidratos será maior.

    O exagero de diet e light é prejudicial

    Qualquer alimento modificado pode causar alterações na fisiologia corporal. Se há um excesso de adoçante ou mais gordura, isto pode levar ao ganho de peso e sintomas gastrointestinais como enjoo, diarreia e mal-estar. O consumo de alimentos modificados deve ser feito com parcimônia, sempre inseridos em um programa alimentar balanceado. Muitos pensam que o refrigerante diet, light ou zero pode ser tomado no lugar da água porque contém zero ou poucas calorias. Na verdade, isto significa tomar muito adoçante, sódio e aditivos químicos. Além disso, o gás presente na bebida contribui para estufar a barriga. Se você não tem uma condição de saúde prefira sucos naturais, chás e água de coco, sem se esquecer da boa e velha água mineral, com zero caloria, zero açúcar e zero gordura!

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    Diet e light natural

    A natureza é perfeita. Hortaliças e frutas são versões naturais de alimentos com poucas calorias, pouco sódio, pouco ou nenhum açúcar e zero gordura trans. E como bônus, o hortifruti vem recheado de vitaminas, minerais e antioxidantes. Para quem quer manter a saúde e a boa forma, é só encher o prato com produtos do reino vegetal.

  • COLUNISMO: O MAR AQUIETOU-SE – POR JUAREZ  ALVARENGA

    COLUNISMO: O MAR AQUIETOU-SE – POR JUAREZ  ALVARENGA

     

    As transformações da vida nos leva a remar diferentemente.

    Aprendemos a enfrentar o mar depois que entramos nele. É a experiência o instrumento de adaptação às intempéries do oceano.

    No passado, com o confronto entre as agonias existenciais e as imperícias da idade, quase naufragamos definitivamente. Tornamos timoneiro com as milhas navegadas.

    Não é o mar o perigo para nossa navegação, e sim o condutor do barco atormentado pelos acontecimentos da idade.

    Hoje, independentemente, da situação do mar seu trajeto é marcado por mirabolantes atitudes de quem aprendeu a conduzir o barco nas inconstâncias de suas ondas.

    As ilusões, ainda são clarões momentâneos, onde enxergamos êxito nos mais estreitos labirintos do mar.

    Aprendi há distinguir o muito difícil do impossível de minhas utopias. Procuro dentro de o meu cotidiano calmo, transformar possibilidade em êxitos com volúpia e inteligência, porém a eliminar o impossível de alojar em meu intimo.

    Só colocar no mar os horizontes distantes, porém atingíveis com os meus condutores de sonhos possíveis.

    O mar atual aquieta-se. E, neste quadro desenhamos nossas utopias, de acordo com entradas delas, a cada amanhecer no seio do concreto.

    Se o piloto da atualidade é um monge de tranquilidade, os perigos do mar são absorvidos pelas forças das ondas intimas. Essas ondas do tempo, nos leva  a prender que a vida  começa com a fragilidade dos objetos distantes de seu destino e termina com teimosia de atitudes dos sonhos persistentes.

    Busque horizontes distantes, porque o mar do momento aquietou-se e a possibilidade de transformar quimeras em realidades é o jeito de metamorfosear   embriões em corpos atléticos e sarados.

    A hora é própria para o sucesso, porque o mar intimo está pronto, para enfrentar as adversidades mais grandiosas dos sonhos, com harmonia de quem navega no mar que se aquietou, depois de tempestades quase fatais.

     

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    JUAREZ  ALVARENGA

    ADVOGADO E ESCRITOR

    R: ANTÔNIO B. FIGUEIREDO, 29

    COQUEIRAL      MG

    CEP: 37235 000

    FONE: 35 9 9176-9329

    E MAIL: juarezalvarengacru@gmail. com

  • DICA DE VIAGEM SILVEIRATUR – GRUPO VILA VELHA & TREM VALE DO RIO DOCE

    DICA DE VIAGEM SILVEIRATUR – GRUPO VILA VELHA & TREM VALE DO RIO DOCE

    Venha vivenciar e contemplar essa emoção, percorrendo regiões de belas paisagens e importância histórica

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    A viagem começa com uma região de mata nativa. Muitos pontilhões atravessando vales e rios.  O Rio das Velhas é o primeiro que aparece ainda na região metropolitana. São 17 túneis ao longo do caminho. A primeira parada é na cidade de Barão de Cocais.

    O Trem segue o curso do rio que dá nome à próxima parada: a cidade de Rio Piracicaba. A viagem prossegue, abordando a região do Rio Doce. A paisagem muda. As montanhas ficam para trás. Agora, a estrada de ferro passa por uma região mais plana, margeando o Rio Doce.

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    A Pedra da Ibituruna, com mais de mil metros de altura, anuncia que estamos próximos da bela cidade de Governador Valadares, a maior cidade do Leste do Estado. A estação desta cidade fica exatamente na metade do caminho entre Belo Horizonte e Vitória. No último trecho da viagem, o Trem cruza a divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo.

    A estação final e o mar estão próximos, mas o fim de uma viagem é sempre o começo de outra. O Trem chega à última estação em Minas, a cidade de Aimóres, terra de gente amiga e também conhecida como “brava”. Ao adentrar no Espírito Santo o cenário muda literalmente. Nota-se menos montanha, vegetação mais baixa, anunciando que estamos nos aproximando do nível do mar. Já é noite. Chegamos à Estação de Pedro Nolasco, no município de Cariacica, região metropolitana de Vitória, capital do Espírito Santo.

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    INCLUI:

    04 Dias

    Passagem de trem na ida – Classe Executiva

    Passagem aérea – na volta

    Traslados de chegada e saída

    03 noites de hospedagem com café da manhã

    City Tour em Vila Velha e Vitória

    Bolsa de Viagem

    Guia de turismo

    ROTEIRO DETALHADO:

    1º DIA – BELO HORIZONTE / VITÓRIA / VILA VELHA

    06h00 – Início dos procedimentos de embarque na Estação Ferroviária de Belo Horizonte. Partida as 07h, no Novo Trem de Passageiros da Vale Estrada de Ferro Vitória – Minas em VAGÃO DE CLASSE EXECUTIVA, com destino a Cariacica, na Grande Vitória – Espírito Santo, num percurso total de 664 km. Tempo de viagem previsto: 13h00. Velocidade média do trem = 51 km/h. Durante a viagem é possível circular dentro do trem, que possui ar condicionado, banheiros, restaurante e lanchonete com serviço de bordo. Chegada à Estação de Pedro Nolasco por volta das 20h30. Desembarque e traslado para Vila Velha. Hospedagem. Noite livre.

    2º DIA – VILA VELHA / VITÓRIA / VILA VELHA

    Após o CAFÉ DA MANHàno hotel, partiremos para visita aos principais pontos turísticos da bela e encantadora Vitória e da cosmopolita e progressiva cidade de Vila Velha, refletindo suas histórias através das construções coloniais, antigos fortes, igrejas e outros. As duas cidades vivem lado a lado, em plena harmonia e sintonia. A capital Vitória, é uma ilha banhada pelo mar, reúne belas praias e reservas naturais da Mata Atlântica. O turismo religioso e a fé também estão presentes em Vila Velha. Construído sobre uma montanha, eleva-se o majestoso e lindo Convento da Penha – muito parecido com o do Rio de Janeiro, debruçando-se sobre uma paisagem de rara beleza. É o mais antigo Santuário Mariano do país, encravado em uma rocha de 154 metros de altura, mantendo em seu interior o mesmo aspecto de 1644. Do local, tem-se uma impressionante vista panorâmica de Vila Velha, Vitória e arredores. Visitaremos também, no Bairro da Glória, a loja de Chocolates Garoto que foi fundada em agosto de 1929. No local existe um “show room” (loja) onde será possível comprar os famosos chocolates a preços acessíveis. Retorno ao hotel. Noite livre.

    3º DIA – VILA VELHA / DOMINGOS MARTINS OU GUARAPARI / VILA VELHA

    CAFÉ DA MANHàno hotel. Dia inteiramente livre para banhos de mar na melhor praia capixaba, a Praia da Costa, em Vila Velha. Sugerimos passeio (opcional) a pacata e bela cidade de Domingos Martins, de colonização alemã, onde poderemos conhecer e apreciar a fantástica cultura daquele país. Tempo livre para compras de produtos regionais. Outra opção de passeio e a charmosa cidade de Guarapari. Tempo livre para banhos de mar na Praia do Morro. Guarapari tem hoje uma excelente estrutura de praia com banheiros e chuveiros privativos (paga-se para usá-los). Tudo muito organizado. Retorno ao hotel. Noite livre.

    4º DIA – VILA VELHA / BELO HORIZONTE

    CAFÉ DA MANHàno hotel. Tempo livre para curtir praia ou a piscina do hotel. No final da tarde, traslado ao aeroporto para embarque com destino a sua cidade de origem. Nossos agradecimentos e esperamos encontrá-lo em breve em mais um de nossos roteiros.

     

    GRUPO SILVEIRATUR

    –  10 A 13 MARÇO –

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  • FALA SÉRIO Por ROGER CAMPOS – Alguma coisa está fora da ordem

    FALA SÉRIO Por ROGER CAMPOS – Alguma coisa está fora da ordem

    As coisas no mundo são muito “interessantes” e sempre se abrem novos temas para discussão. Quando invadiram o jornal francês Charlie Hebdo e mataram os colegas jornalistas o mundo parou e protestou. Quando o terrorismo em Paris fez novas vítimas recentemente de novo vimos manifestações. Inclusive aqui no Brasil. E tá certo protestar sim pela liberdade de expressão e fim do terror.
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    O problema é que acontecem coisas gravíssimas debaixo dos nossos narizes aqui no Brasil, com nossa gente e ninguém faz nada, fingimos não ver, as tevês não dão destaque e tudo fica no esquecimento. Mataram ontem um médico de 35 anos que saia do plantão, mas certamente por ser chamado de “coxinha”, membro da tal “elite branca” ninguém fez nada, nenhum protesto.
    Mataram o menininho indígena, verdadeiro herdeiro dessas terras. E de novo não vi nenhum manifesto. Cadê os black Blocs? cadê os cara-pintadas? Cadê o patriotismo? Cadê a compaixão e a coragem?
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    A questão minha gente é que aqui no Brasil brancos e pretos, pobres e ricos, homens ou mulheres são mortos diariamente e ninguém faz nada, apenas computam nas estatísticas, que não servem para praticamente nada. E quantos policiais estão sendo mortos por bandidos? Ah, mas se um bandido é preso ou morto a família tem a cara de pau de pedir indenização e até processar quem atingiu o marginal.

    É comum vermos o tal Direitos Humanos reivindicando o direito dos vagabundos, dos marginais, mas não vejo defender o trabalhador honesto que sai para a labuta diária e fica pelo caminho, alvejado por balas ou perfurado por lâminas, deixando esposa e filhos órfãos.
     
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    Eu não vi o mundo lamentar a tragédia da lama da Samarco em Mariana, que ceifou vidas, destruiu sonhos, paralisou projetos, acabou com o futuro de muitos. Aliás, o que tem de caso escabroso sendo esquecido no Brasil diante dos escândalos frenéticos de corrupção é realmente de assustar.
     
    Precisamos passar a olhar melhor pro nosso próprio umbigo, perceber que tem gente do nosso lado, na nossa rua, na nossa cidade, no nosso país passando fome, morrendo todo dia por mazelas, doenças e violência.
     
    Precisamos parar de estereotipar as pessoas, parar de fingir que não é com a gente. Não precisamos virar as costas para o que ocorre lá fora, mas devemos primeiro fazer o dever de casa. Pra aquilo que está realmente ao alcance das mãos.
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    Jornalista Roger Campos
    10/01/2016
  • ECOLOGIA & DIREITO: TRAGÉDIA ESTRONDOSA Por José Maurício 

    ECOLOGIA & DIREITO: TRAGÉDIA ESTRONDOSA Por José Maurício 

    Biodiversidade do Rio Doce antes do desastre ecológico

    O que levou milhares de anos para ser ricamente construído, foi completamente arruinado em alguns dias. Parece paradoxal, mas é lastimoso fato concreto.

    Assim ocorreu com o bioma (conjunto de seres vivos) da Bacia do Rio Doce, reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Cultura, Ciências e Educação (Unesco) como Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade, figurando na lista dos Sítios Ramsar – zonas úmidas.

    Pelo que consta, mais de nove toneladas de peixes – uma quantidade de proporção estarrecedora – foram cruelmente exterminadas pelo assolador ‘tsunami de lama tóxica’, da mineradora Samarco, causando drástico e insólito desequilíbrio ambiental, dor e desespero às populações ribeirinhas, que tinham na pesca sua única fonte de sobrevivência.

    Foto de pescador chorando: ícone da tragédia

    Mais de oitocentos extensos quilômetros de curso de água do Rio Doce, até a foz, no Espírito Santo, foram devastados, naquele que é considerado ‘o maior e mais horrendo desastre ambiental já visto no país’.

    O que não pode ser desconsiderado é que o estado é o corpo e que as regiões atingidas pela tragédia tipificam-se como um membro vital desse corpo. Assim, é incontroverso que toda Minas Gerais foi duramente afligida pelo trágico evento.

    O que não pode ocorrer, de modo algum, é o desvão do esquecimento, pena de incentivo ao flagelo, como tal, doloroso e lesivo.

    Além de todo o imensurável rastro de destruição do ecossistema, que se assemelha, em verdade, a um ‘cenário de guerra’, não se pode esquecer de que vidas humanas se perderam no município de Mariana, cidade mais antiga das Gerais e sua primeira capital.

    Indispensável é que o meio ambiente seja, finalmente, reverenciado como essência da vida, devendo ser pranteado enquanto vítima do desprezo e sujidade humanos, como agora acontece, tristemente.

     

    ATÉ A PRÓXIMA!!!

    O articulista deste segmento é José Maurício Girardelli Lopes, advogado, radialista e jornalista.

    Trajetória profissional: Rádio Três Pontas A.M., Rádio Cultura de Alfenas, EPTV Sul de Minas.

  • ARPLAST: Celebração da Vida

    ARPLAST: Celebração da Vida

    Natal. Tempo de encontro. Tempo de alegria. Tempo de matar as saudades de quem está distante. Tempo de presentear. Tempo de preparar a ceia. Tempo de preparar a CASA. Tempo de ceiar com a família e os amigos. Tempo de planejar novos tempos, novos sonhos, novo futuro. Tempo de ORAR, pela TERRA, pelos homens. Pelas mulheres, pelas crianças. Por todos os seres, criaturas de Deus. Tempo de PERDOAR. Tempo de reconciliação. Tempo de renovação. Tempo de reafirmação da FÉ. Tempo de reflexão. Tempo de introspecção. Tempo de contrição. Tempo de celebrar e viver intensamente, sinceramente, o AMOR. Tempo de celebrar a VIDA. Tempo de lembrar, reviver o nascimento do CRISTO, Nosso Senhor, Nosso Salvador, Nosso Guia e Mentor, Nosso Protetor, Orientador e Amigo. Nosso exemplo, modelo a seguir …

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    Revivamos e reafirmemos nesse Natal a VIDA, os ensinamentos do Cristo: ensinamentos de Amor incondicional, fraterno, sublime; ensinamentos do Perdão, da Caridade, da Confiança e da Fé em Cristo e em Nosso Pai, Deus Todo Bondade e Justiça. Que nesse Natal, aceitemos o convite do Cristo para mergulharmos em nosso íntimo, numa busca contínua e autêntica, para podermos encontrar com Ele, ouvir seus conselhos e orientações. Para que possamos seguir seus passos, tomar o Seu Caminho, retribuindo ao mundo toda a aprendizagem que colhermos nesse encontro, encontro com Cristo, para fazer o mundo mais feliz, mais pacífico, mais belo, mais Humano, mais responsável, mais paciente e tolerante, mais reflexivo, mais consciente e com mais boa vontade para acertar.

    Celebremos a VIDA, a vida do Cristo que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Feliz Natal para todos.

    A ARPLAST deseja a todos os trespontanos, um feliz Natal, de muita PAZ, AMOR e LUZ.

  • DIREITO E ECOLOGIA Por JOSÉ MAURÍCIO: Rio Amargo

    DIREITO E ECOLOGIA Por JOSÉ MAURÍCIO: Rio Amargo

    Rio outrora doce, belamente cantado pelo compositor e poeta mineiro Zé Geraldo, hoje amargo pela ação de indesejáveis dejetos químicos letais e devastadores.

    Seus pobres seres habitantes, como peixes, mariscos e moluscos, condenados à extinção por metais pesados, cancerígenos, venenosos, destrutivos.

    Nunca mais é uma expressão lacônica, a que os homens deveriam se acostumar. Nunca mais à pulcritude das águas caudalosas e saudáveis. Nunca mais à maviosidade do cântico da imensidão dos pássaros livres. Nunca mais aos sentimentos nobres da conservação, por reverência ao Criador, que a todos presenteou com matizes e colorações de beleza incomparável.

    O que pode ser feito para reparar o que é desgraçadamente irreparável? Quando? Como?

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    Os danos causados são eternos, pois estarão entranhados na história do Distrito de Bento Rodrigues e Mariana (MG), como página fétida do descaso humano ante o dever de preservar sua própria estrutura existencial.

    Sessenta bilhões de litros de rejeitos de mineração de ferro – o equivalente a 24 mil piscinas olímpicas – foram despejados ao longo de mais de 500 km na bacia do Rio Doce, a quinta maior do país.

    Segundo ecólogos, geofísicos e gestores ambientais podem levar décadas, ou mesmo séculos, para que os prejuízos ambientais sejam revertidos.

    Destruídos pelo ‘tsunami marrom’, que deixou dezenas de mortos e 15 desaparecidos, os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo devem se transformar em desertos de lama.

    “Esse resíduo de mineração é infértil porque não tem matéria orgânica. Nada nasce ali. É como plantar na areia da praia de Copacabana”, diz Maurício Ehrlich, professor de geotecnia da Coppe-UFRJ (centro de pesquisa em engenharia da Federal do Rio).

    “Nada se constrói ali também porque é um material mole, que não oferece resistência. Vai virar um deserto de lama, que demorará dezenas de anos para secar”, diz.

    Segundo ele, a reconstituição do solo pode levar “até centenas de anos, que é a escala geológica para a formação de um novo solo”.

    Transformado em uma correnteza espessa de terra e areia, o Rio Doce não pode ter sua água captada. O abastecimento foi suspenso, e cerca de 500 mil pessoas estão com as torneiras secas.

    Especialistas que conhecem a região descrevem o cenário como “assustador”.

    Para Marcus Vinicius Polignano, presidente do Comitê de Bacia do Rio das Velhas e professor da UFMG (Federal de Minas Gerais), um dos mais graves efeitos do despejo do rejeito nas águas é o assoreamento de rios e riachos, que ficam mais rasos e têm seus cursos alterados pelo aumento do volume de sedimentos, no caso, de lama. “É algo irreversível. Fala-se em remediação, mas, no caso da lama nos rios, não existe isso. Não tem como retirá-la de lá”.

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    Enquanto está em suspensão no rio, a lama impede a entrada de luz solar e a oxigenação da água, além de alterar seu pH, o que sufoca peixes e outros animais aquáticos. A força da lama ainda arrastou a mata ciliar, que tem função ecológica de dar proteção ao rio.

    “A perda da biodiversidade pode demorar décadas para ser reestabelecida. E isso ainda vai depender de programas montados para esse fim”, diz Ricardo Coelho, ecólogo da UFMG. “Existe ainda a possibilidade de espécies endêmicas [que existem só naquela região] serem extintas”.

    “Há espécies animais e vegetais ali que podemos considerar extintas a partir de hoje”, diz o biólogo e pesquisador André Ruschi, diretor de uma das mais antigas instituições de pesquisa ambiental no país, a Estação de Biologia Marinha Augusto Ruschi.

    Ele chama a atenção para o fato de que o rompimento das barragens coincidiu com o período de reprodução de várias espécies de peixes. “É o maior desastre ambiental da história do país”, avalia.

    Mariana entra para a história como uma “ferida aberta”, diz Polignano. “É a prova de que nossa gestão ambiental está falida”.

    Esse é o retrato de um desafortunado tempo, que se aproxima de seu desfecho. Tudo obedece, compassadamente, ao destempero da arritmia dos atos desvairados, que caminham em paralelo: megainflação, desatinos, terrorismo, mortandade.

    O mundo negligencia as regras do Criador Supremo e isto tem um preço: o abismo.

    ATÉ A PRÓXIMA!!!

    *O articulista deste segmento é José Maurício Girardelli Lopes, advogado, radialista e jornalista.

    Trajetória profissional: Rádio Três Pontas A.M., Rádio Cultura de Alfenas, EPTV Sul de Minas.

     

     

     

     

  • TERRORISMO: Colunista do Conexão Três Pontas que mora em Paris fala sobre os atentados que mataram 129 pessoas

    TERRORISMO: Colunista do Conexão Três Pontas que mora em Paris fala sobre os atentados que mataram 129 pessoas

    A francesa Françoise Recco, colunista internacional do Conexão Três Pontas, que apesar de ter residência de lazer no Rio de Janeiro, e amigos em Três Pontas, continua morando em Paris, escreveu uma crônica sobre a situação de terror vivida na capital francesa, fez algumas fotos e enviou para nosso portal.

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    Os Ataques

    Na sexta-feira (13), Paris foi alvo de uma série de ataques terroristas que deixaram mais de cem mortos. Foi o pior ataque à França na história recente.

    O primeiro balanço oficial do governo registrava 129 mortos. Na sexta-feira (20), o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou que o número subiu para 130. Há mais de 350 pessoas feridas.

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    Na casa de show Bataclan, no 11º distrito, atiradores fizeram reféns e abriram fogo contra o público que assistia ao show da banda Eagles of Death Metal. Ao menos 80 pessoas foram mortas.

    No Bar Le Carillon e no restaurante Le Petit Cambodge, no 10º distrito, clientes foram mortos por atiradores. No Bar La Belle Equipe, no 11º distrito, atiradores abriram fogo contra os clientes. Perto do Stade de France, em Saint Dennis, ao norte de Paris, onde França e Alemanha jogavam um amistoso, ocorreu um ataque de um suicida.

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    A colunista Françoise Recco escreveu ao Conexão:

    “O Bataclan e uma grande casa de show que abriu em 1865, criada pelo arquiteto Charles Duval. Ele batizou o edifício de “GRAND CAFÉ CHINOIS”. Depois virou um cinema que parcialmente pegou fogo, foi reconstruído e o Bataclan voltou a ser uma grande casa de show, a maior de Paris, onde se apresentam os grandes nomes de show bis como Robbie Williams, The Kills, etc…

    O que aconteceu em Paris foi uma coisa bem planejada, eles sabiam de tudo, porque no grupo terrorista havia um francês que sabia que na sexta feira a noite a juventude saia para ir ao cinema, para jantar e para escutar música.

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    Acredito que não vai ser o último ato terrorista, vão ter outros, e como um ato de vingança, a França já tinha mandado bombas na Síria depois do caso Charlie Hebdo. Agora os militares franceses bombardearam de novo com muitas bombas a cidade Síria de RAGGA que é o núcleo do grupo islâmico.

    A Dama de Ferro como é chamada a Torre Eiffel ficou de luto por 3 dias e não tinha mais as luzinhas que piscavam. Hoje todo mundo, ainda muito traumatizado, recomeçou a trabalhar, e a Dama de Ferro a piscar.

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    O pianista da foto é desconhecido, ele quis fazer uma homenagem tocando uma canção do John Lennon, Imagine, em homenagem às vitimas”, pontuou.

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    Françoise Recco, no dia dos atentados estava em Três Pontas e posou para fotos na Praça Cônego Vítor, símbolo de paz e do cristianismo, ao lado do jornalista Roger Campos. Uma grande ironia do destino que, naquele horário, praticamente, o fanatismo religioso iria ceifar dezenas de vidas inocentes na terra de nossa colunista.

  • FALA SÉRIO por Roger Campos – Juventude Perdida

    FALA SÉRIO por Roger Campos – Juventude Perdida

    PRECISO COMENTAR…
    O mundo está realmente perdido… Agora pouco, por volta das 20 horas, fui a um trailler na Avenida Ipiranga comer um sanduíche. Cheguei, pedi e me sentei. De repente sentaram-se 3 meninas perto de mim, bem vestidas, boa fisionomia, bonitas até, parecendo bem educadas, de berço, de família… Aparentemente duas delas devem ter 15 anos (16 no máximo) e outra, menorzinha, franzina, de no máximo 12 anos. Enquanto aguardava meu hamburguer escutei uma conversa que me deixou, no auge dos meus 40 anos e da minha experiência de vida, estarrecido e perplexo:

    Menina de 15 anos
    _ Ah, sexo é realmente bom demais. Nossa, uma delícia… Adoro…

    Menina de 12 anos
    _ Fala baixo, tem um cara (Eu) aqui do lado…

    Menina de 15 anos
    _ Esquenta não, o que é bom é pra ser falado. E se não quiser engravidar é só tomar anticoncepcional, fazer a tabelinha. O 16º dia é o dia fértil e nesse dia não dá pra transar.

    Menina de 12 anos
    _ Claro, eu sei disso.

    Menina de 15 anos
    _ Claro que sabe, lembra que você brincou pra ver se engravidava e depois da transa ainda ficou de cabeça para baixo?

    Menina de 12 anos
    _ Pára de falar, os outros vão ouvir.

    Menina de 15 anos
    _ Esquenta não, eu gosto de fazer e de gritar quando faço…

    Gente, pelo amor de Deus, parem o Mundo que eu quero descer. Que modernidade é essa? Crianças já fazem e falam de sexo como se fossem brincar de bonecas… Há vinte anos atrás as meninas nessa idade só queriam brincar e colecionavam Barbies. Hoje, infelizmente, muitas trocaram a boneca por um “brinquedo” que tem ereção, ejacula, pode engravidar e passar doenças… E falam como se fosse normal. Roupas cada vez mais curtas. Coxas e decotes com seios ainda em formação quase que totalmente à mostra. Meu Deus, onde vamos parar? Eu tenho duas filhas e mesmo dando educação e vivenciando as coisas de Jesus e da Santa Igreja Católica, tenho muito medo…

    A Praça Cônego Vítor durante a noite virou um drive-in. Pegação total. Adolescentes se esfregando, sentando um no colo do outro, quase pelados e muita gente acha isso normal…

    Isso tudo sem falar das más companhias, brigas de gangues, confusões, uso de drogas e bebidas com frequência. Até nas escolas públicas a situação é caótica. Brigas de meninas frequentes, quase todos os dias e muita gente assiste e incentiva ao invés de separar. Onde está a segurança? Cadê o policiamento? Cadê os pais?

    Se por um lado essa “molecada” tem acesso a alta tecnologia (jamais saberão o que é brincar de bolinha de gude, esconde-esconde, polícia e ladrão, queimada, futebol de botão, etc.) por outro estão tendo à inteira disposição tudo o que a rua oferece de negativo. Os pais cada vez mais ocupados, trabalhando duro, noite e dia e os filhos soltos, largados, entregues e a mercê de vícios, crimes, sexo e tudo mais.

    Mas as redes sociais incentivam o lixo cultural. As novelas deturpam a sexualidade e tudo parece lindo, normal, correto…

    Outro problema é a venda ilegal e o uso indiscriminado de anabolizantes nas academias. Muitas meninas estão usando “bomba”, engrossando a voz, se masculinizando, em busca de uma barriguinha perfeita, bumbum empinado e corpo sarado pra chamar a atenção dos meninos que dirigem o carrão do papai sem ter carteira de motorista e que “embucham” essas adolescentes que param de malhar, estudar e viver essa importante fase para cuidar do filho… Sozinha! Porque na maioria dos casos o “carinha já saiu fora”, “vazou”…

    Junta-se a tudo isso uma lei retrógrada, arcaica e complacente com os erros da juventude. O menor de 18 anos pode votar, em breve poderá dirigir. Mas hoje ele já fuma, bebe, transa, engravida, aborta, briga, rouba e mata. Desobedece, grita e até bate nos pais. O professor então virou saco de pancadas… Mas como é de menor, não dá nada, não sabe o que faz, não pode responder por seus atos. Fica solto, ri e goza da cara da sociedade…

    Realmente não sei mais onde estou, em que mundo vivemos e onde isso vai dar. Se por um lado falta água, respeito, educação, direitos básicos, cumprimento de leis e regras, sobra alienação, selvageria, irresponsabilidade. E muito disso regado as danças apelativas e que imitam o ato sexual nos bailes funk. Que saudade da inocência, do descobrir o que se tinha debaixo daquele biquini que cobria muito e que ainda sim era sensual.

    Eu tive infância, inocência, descobertas incríveis. Minhas filhas já não conseguem viver as mesmas coisas. E quando eu for avô, sinceramente, nem sei se ainda haverá juventude plena, sonhos, moralidade, respeito e vida…

    Esse texto faz exatamente um ano que foi publicado e está muito mais atual.

    Pra mim, só existe um caminho, uma salvação: Jesus Cristo!

    erotização infantil

  • FALA SÉRIO por Roger Campos: A INTOLERÂNCIA TOMOU CONTA

    FALA SÉRIO por Roger Campos: A INTOLERÂNCIA TOMOU CONTA

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    Fala sério! Infelizmente a palavra da moda é a INTOLERÂNCIA. No dicionário significa: atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Ou seja, as pessoas não respeitam as opiniões dos outros. Isso está muito visível, latente nos dias de hoje.

    O filósofo Leonardo Boff pontuou recentemente esse tema: “O assassinato dos chargistas franceses do Charlie Hebdo recentemente e a última eleição presidencial no Brasil trouxeram à luz um preconceito latente no mundo e na cultura brasileira: a intolerância.”

    O povo brasileiro é passional. Quer resolver tudo no grito, na marra, na força. Observamos diariamente vários exemplos.

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    A intolerância racial talvez seja uma das mais antigas e ainda fortemente presente nos dias de hoje. Ser negro no Brasil, para alguns ou muitos, ainda significa ser menor, ser de uma linhagem inferior. Sempre ouvimos dizer: “eu não sou racista…” Mas essa situação degradante em desfavor dos negros está infiltrada até do seio das polícias. Numa abordagem de dois homens, sendo um branco e um negro, certamente, na maioria dos casos, o negro será o principal suspeito, apenas e tão somente por ter a pele escura.

    Há aqueles que agridem fisicamente e até matam homossexuais simplesmente porque se acham nesse direito. São chamados de homofóbicos, aqueles que têm total aversão aos gays, lésbicas, bissexuais e simpatizantes.

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    Mas a que mais cresce é a intolerância religiosa. Essa está contaminando o mundo de tal forma que já se teme uma terceira guerra mundial. O exemplo mais extremo, nos dias de hoje, é o EI (Estado Islâmico) que mata e mostra a crueldade das mortes em filmagens para que todos vejam do que eles são capazes. Afogam, queimam vivos, decapitam, fuzilam, esquartejam, empurram de cima prédios, enforcam, crucificam, etc… Tudo em nome de um suposto deus. Os cristãos são os grandes alvos. Nem crianças escapam.

    Na política então, a intolerância ganha contornos ainda mais perigosos. Tucanos e petistas têm travado verdadeiros conflitos tantos no campo das palavras quanto nas vias de fato através de seus militantes. Aqui em Três Pontas é comum troca de acusações pesadas, xingamentos, atitudes baixas que mostram o nível em que a política se encontra, praticamente rasteira e que desagrada a grande maioria da população. O ego acaba falando mais alto. Já pensou se os grupos deixassem a rivalidade e se unissem verdadeiramente em prol da cidade de Três Pontas? Não, isso não vai acontecer, é utopia.

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    Outro tipo de intolerância que preocupa muito, aqui no Brasil, é a intolerância nas escolas, onde os professores deixaram de ser os mestres do saber e viraram saco de pancadas de alunos e verdadeiras quadrilhas juvenis. O bullying (termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder) praticado nas escolas ultrapassou todas as esferas da racionalidade. Em Três Pontas, assim como em outras partes do Brasil é comum diariamente vermos gangs de meninas de digladiando nos arredores das escolas. Hoje mesmo eu flagrei meninas trocando socos e pontapés em frente ao Supermercado do Moacyr e uma plateia de alunos incentivando a briga ao invés de separar.

    Por fim, é preciso falar da intolerância ao verbo, ao direito da livre opinião. Pessoas que têm opiniões contundentes, claras e corajosas, são alvos da ira e da indignação de pessoas que por terem opiniões contrárias não sabem respeitar as divergências de ideias, apesar de pregarem o livre direito de expressão. Ou seja, pregam uma coisa e agem na contramão do que falam. Não se respeita mais a opinião distinta. E o que mais se percebe são pessoas que querem expor suas ideias, querem falar, mas temem, se calam diante de represálias causadas por essa palavrinha da moda: a intolerância.

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    Fala sério! Se vivemos num país democrático e miscigenado, culturalmente multifacetado, a intolerância deveria ser reprimida com a mesma veemência e voracidade com que erguem algumas bandeiras. Se as pessoas têm o direito de achar o azul mais bonito, outros deveriam ser livres e respeitadas por achar o rosa o mais belo.

    O ser humano está à flor da pele, está mais sensível, pronto para o embate por mais irrelevante que sejam os temas e questões. Hoje, infelizmente, muitas pessoas, por mero prazer ou inveja, ódio ou algum sentimento perverso incutido na índole e na formação do caráter, preferem atirar gasolina ao invés de tentar apagar a fogueira da intolerância.

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    Como diria Renato Russo: ““É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…”

  • JUSTIÇA À DONA ROGÉRIA: Processo de Beatificação de Padre Victor se deve muito e essa saudosa professora

    JUSTIÇA À DONA ROGÉRIA: Processo de Beatificação de Padre Victor se deve muito e essa saudosa professora

    O Processo de Beatificação do Anjo Tutelar Padre Victor há mais de duas décadas vem sensibilizando e colocando a comunidade católica de Três Pontas e de vários lugares do Brasil em constante oração. Muito já se falou, mas é preciso colocar alguns pingos nos “is”, reconhecer algumas coisas, principalmente uma mulher que tanto fez para que houvesse êxito nesse processo: Dona Maria Rogéria de Mesquita.

    O “Fala Sério” número 13 tem a intenção de fazer justiça e reconhecer o que todos sabem, mas, estranhamente, poucos falam. Mas antes, vamos resumir a luta do processo de beatificação de Padre Victor:

    Tramita no Vaticano desde 1992, o processo de canonização de Padre Victor. Em maio de 2012, o decreto que concedeu o título de Venerável a Padre Victor foi assinado pelo Papa Bento XVI, em Roma, na Itália, sendo-lhe concedido pela Igreja o titulo de Servo de Deus, o primeiro dos dois títulos que antecedem a canonização.

    Em 02/06/2015, os Cardeais aprovaram no Vaticano, por unanimidade, um milagre atribuído a Padre Victor. O milagre reconhecido foi a gravidez inexplicável de Maria Isabel Figueiredo. No dia 06/06/2015 o Papa Francisco assinou o decreto, aprovando a beatificação de Padre Victor, restando agora a comprovação de mais um milagre para que Padre Victor seja canonizado. Ele pode ser o primeiro santo negro brasileiro.

    Mas voltando a figura de Dona Rogéria. Se hoje Três Pontas comemora a beatificação é porque lá atrás essa guerreira, essa mulher honrada, honesta e austera se dedicou intensamente a essa causa, assim como o postulador Paolo Vilotta e a Irmã Célia Cadorin. A saudosa Lourdes Vilela e o saudoso paulo também merecem destaque. Eu mesmo entrevistei Dona Rogéria, em sua casa humilde, várias vezes, o mesmo acontecendo com a Irmã Célia. Fala sério, era sempre uma aula, um aprendizado entrevistar Dona Rogéria.

    Mas quem foi essa mulher?

    Maria Rogéria de Mesquita nasceu em 10 de abril de 1934 em Três Pontas. Filha de Francisco Antônio Rabello e Amélia Prósperi de Mesquita. Estudou no grupo escolar Cônego Vítor, Ginásio São Luís e Coração de Jesus. Com um perfil de garra, coragem e determinação, enfrentou as dificuldades financeiras e cursou Ciências e Estudos Sociais na faculdade de Filosofia de Três Corações e posteriormente, o curso de Direito da Faculdade de Direito de Varginha.

    Dedicou-se a arte do ensino. É reconhecida até os dias de hoje como uma notável e exemplar educadora por muitos daqueles que que tiveram o privilégio de ser aluno de Dona Rogéria.

    Atuou na Escola Cônego Victor, como professora e auxiliar na diretoria. Na Escola Jacy Junqueira Gazola, como professora e na Escola Coração de Jesus, como professora e vice diretora, tendo também trabalhado na Escola Estadual Deputado Teodósio Bandeira e na extinta Escola de Comércio Nossa Senhora d’ Ajuda. Ainda como escrevente e suboficial, atuou no Cartório do Registro Civil.

    Sempre foi um exemplo e com um esteio para seus familiares, através de seu carinho, generosidade, conhecimento e visão de futuro.

    Simples, despojada, crítica, desprendida, firme, determinada e extremamente honesta também ajudou durante a crise da Santa Casa em 1994, através de seus profundos conhecimentos juntamente com outros benfeitores.

    No processo de beatificação e canonização de Padre Victor foi notaria e fez parte da comissão de história. Em 1996, participou da fundação da Associação Padre Victor de Três Pontas. (Aliás, acho que na Associação Padre Victor deveria ter uma foto enorme da Dona Rogéria no hall de entrada, pra todos verem.) Foi fundamental e determinante para que o Anjo Tutelar de Três Pontas tivesse seu processo em estágio adiantado, chegando recentemente ao título de venerável e agora beato, Bem Aventurado. Ao lado da Irmã Célia Cadorin, vice-postuladora da Causa, Dona Rogéria é a maior responsável pela divulgação e resultados obtidos em todo o processo de beatificação. Não posso esquecer de Paulo Fontes e Lourdes Vilela.

    Dona Rogéria não era unanimidade. Mas nem Jesus foi. Fala sério! Ela incomodava algumas pessoas, principalmente aquelas que só queriam levar vantagens pessoais, que primavam pelo torto, pelo nefasto, pelo vergonhoso, pelo errado.

    Maria Rogéria de Mesquita faleceu no dia 07 de julho de 2010.

    A melhor forma de definir Maria Rogéria de Mesquita, ou simplesmente Dona Rogéria, mulher de caridade e muita fé, é usando as palavras do Apóstolo Paulo (2 Timóteo 4, 7-8): “Combati o bom combate, terminei a minha corrida, guardei a fé. Desde agora, está reservado para mim o prêmio da justiça que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, não somente a mim, mas a todos que tiverem esperado com amor a sua manifestação”.

    Recentemente a Câmara Municipal homenageou Dona Rogéria. O Legislativo aprovou recentemente a criação da Escola do Legislativo que merecidamente levam o nome da Professora Maria Rogéria de Mesquita “Dona Rogéria”.

    Fala sério, uma sociedade que não preserva sua memória, seu passado, tem um presente distorcido e um futuro totalmente comprometido. Se estamos todos nós, católicos, felizes com a beatificação de Padre Victor, deveríamos reverenciar, ao menos aplaudir, ou melhor, fazer uma oração ao Beato Padre Victor para que continue olhando por essa mulher exemplar, que hoje se encontrar na Casa do Pai, ao lado de Deus e do próprio Anjo Tutelar.

    Obrigado Dona Rogéria!!!