Com a popularização dos aparelhos celulares, se criou mais um novo tipo de crime, o “golpe do sequestro”. Golpe este onde bandidos ligam para pessoas e tentam por meio de pressão psicológica conseguir dinheiro fácil, alegando que um amigo ou ente querido está sequestrado ou acidentado, e pede dinheiro, créditos de celulares pré-pagos em troca de sua libertação ou de informações. Em Três Pontas várias pessoas principalmente idosos e aposentados já caíram nesse golpe. E agora mais uma vítima. Um senhor de 72 anos, de nome Antônio Pedro, disse ao Conexão que foi enganado, mas por sorte não perdeu o dinheiro.

“Ligaram de um número sem identificação pra mim na hora do almoço. Eu estava sozinho em casa e falaram que era meu filho. A voz parecia, eu achei que era meu filho. Ele me disse que tinha sido sequestrado e que iriam matá-lo se eu não depositasse. Eu juntei umas economias por muitos anos e eu pedi pra não fazerem nada com meu filho. Peguei o dinheiro e estava saindo de casa pra ir ao Banco do Brasil depositar. Eles me falaram que iriam me ligar novamente passando os dados da conta. Mas quando fechei o portão de casa meu filho chegou. Quase desmaiei de felicidade. Aí que fui ver que não tinha acontecido nada, graças a Deus”, comentou o aposentado aliviado.

(Foto Arquivo)

DICAS DE SEGURANÇA CONTRA O GOLPE

Se o interlocutor for desconhecido, desligue. Policiais e bombeiros não telefonam para informar sobre acidentes (a tarefa cabe aos hospitais) nem, muito menos, ligam a cobrar

– Sua filha sofreu um acidente.

– A Fernanda? O que aconteceu com a Fernanda?

O nervosismo faz com que muita gente, sem perceber, acabe passando aos bandidos informações que serão usadas para pressioná-las. Em nenhuma hipótese revele nomes de parentes a desconhecidos ao telefone.

Adesivos com o nome da academia de ginástica ou da faculdade, assim como placas que reproduzem o apelido dos motoristas (BIA, LEO etc.) e páginas no Orkut são preciosas fontes de informação para os bandidos. Evite e peça aos seus filhos para evitar

Tanto ou mais do que crianças e empregadas, são as pessoas idosas da família as mais vulneráveis à manipulação dos bandidos. Muitas vezes, por se sentirem sozinhas, elas podem prolongar conversas com desconhecidos e acabar por municiar criminosos.

O pânico diante da possibilidade de um parente estar acidentado ou seqüestrado faz com que muitas pessoas deixem de tomar atitudes óbvias, como checar se a informação é verdadeira. Segundo a polícia, freqüentemente as vítimas deixam de ligar para o suposto seqüestrado não porque são impedidas de fazê-lo, mas porque a idéia não lhes ocorre.

Ligue para o suposto seqüestrado ainda que o bandido diga para não fazê-lo. Se conseguir contato, o caso está resolvido. Se não, tente um amigo ou parente dele. A hipótese de um seqüestrador real fazer essa ameaça é remota – bandidos não vão matar a vítima, e perder seu trunfo, só porque o celular dela tocou.

Segundo estatísticas da polícia, 90% dos primeiros contatos telefônicos feitos por seqüestradores reais duram menos de um minuto. Por temerem ser rastreados, eles nunca fazem ligações longas.

Apelos chorosos de supostos seqüestrados têm sido usados com freqüência pelos golpistas. A polícia sabe que raramente seqüestradores de verdade telefonam do mesmo lugar em que está a vítima. Sabem que podem ser rastreados e ter o cativeiro descoberto.

Se você cair no golpe, não deixe de prestar queixa na polícia. De posse de informações como o número de origem da chamada criminosa ou o número da conta em que o “resgate” foi depositado, a polícia pode identificar o criminoso e evitar que mais pessoas sejam vítimas dele.

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