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  • DIREITO E ECOLOGIA Por JOSÉ MAURÍCIO: Rio Amargo

    DIREITO E ECOLOGIA Por JOSÉ MAURÍCIO: Rio Amargo

    Rio outrora doce, belamente cantado pelo compositor e poeta mineiro Zé Geraldo, hoje amargo pela ação de indesejáveis dejetos químicos letais e devastadores.

    Seus pobres seres habitantes, como peixes, mariscos e moluscos, condenados à extinção por metais pesados, cancerígenos, venenosos, destrutivos.

    Nunca mais é uma expressão lacônica, a que os homens deveriam se acostumar. Nunca mais à pulcritude das águas caudalosas e saudáveis. Nunca mais à maviosidade do cântico da imensidão dos pássaros livres. Nunca mais aos sentimentos nobres da conservação, por reverência ao Criador, que a todos presenteou com matizes e colorações de beleza incomparável.

    O que pode ser feito para reparar o que é desgraçadamente irreparável? Quando? Como?

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    Os danos causados são eternos, pois estarão entranhados na história do Distrito de Bento Rodrigues e Mariana (MG), como página fétida do descaso humano ante o dever de preservar sua própria estrutura existencial.

    Sessenta bilhões de litros de rejeitos de mineração de ferro – o equivalente a 24 mil piscinas olímpicas – foram despejados ao longo de mais de 500 km na bacia do Rio Doce, a quinta maior do país.

    Segundo ecólogos, geofísicos e gestores ambientais podem levar décadas, ou mesmo séculos, para que os prejuízos ambientais sejam revertidos.

    Destruídos pelo ‘tsunami marrom’, que deixou dezenas de mortos e 15 desaparecidos, os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo devem se transformar em desertos de lama.

    “Esse resíduo de mineração é infértil porque não tem matéria orgânica. Nada nasce ali. É como plantar na areia da praia de Copacabana”, diz Maurício Ehrlich, professor de geotecnia da Coppe-UFRJ (centro de pesquisa em engenharia da Federal do Rio).

    “Nada se constrói ali também porque é um material mole, que não oferece resistência. Vai virar um deserto de lama, que demorará dezenas de anos para secar”, diz.

    Segundo ele, a reconstituição do solo pode levar “até centenas de anos, que é a escala geológica para a formação de um novo solo”.

    Transformado em uma correnteza espessa de terra e areia, o Rio Doce não pode ter sua água captada. O abastecimento foi suspenso, e cerca de 500 mil pessoas estão com as torneiras secas.

    Especialistas que conhecem a região descrevem o cenário como “assustador”.

    Para Marcus Vinicius Polignano, presidente do Comitê de Bacia do Rio das Velhas e professor da UFMG (Federal de Minas Gerais), um dos mais graves efeitos do despejo do rejeito nas águas é o assoreamento de rios e riachos, que ficam mais rasos e têm seus cursos alterados pelo aumento do volume de sedimentos, no caso, de lama. “É algo irreversível. Fala-se em remediação, mas, no caso da lama nos rios, não existe isso. Não tem como retirá-la de lá”.

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    Enquanto está em suspensão no rio, a lama impede a entrada de luz solar e a oxigenação da água, além de alterar seu pH, o que sufoca peixes e outros animais aquáticos. A força da lama ainda arrastou a mata ciliar, que tem função ecológica de dar proteção ao rio.

    “A perda da biodiversidade pode demorar décadas para ser reestabelecida. E isso ainda vai depender de programas montados para esse fim”, diz Ricardo Coelho, ecólogo da UFMG. “Existe ainda a possibilidade de espécies endêmicas [que existem só naquela região] serem extintas”.

    “Há espécies animais e vegetais ali que podemos considerar extintas a partir de hoje”, diz o biólogo e pesquisador André Ruschi, diretor de uma das mais antigas instituições de pesquisa ambiental no país, a Estação de Biologia Marinha Augusto Ruschi.

    Ele chama a atenção para o fato de que o rompimento das barragens coincidiu com o período de reprodução de várias espécies de peixes. “É o maior desastre ambiental da história do país”, avalia.

    Mariana entra para a história como uma “ferida aberta”, diz Polignano. “É a prova de que nossa gestão ambiental está falida”.

    Esse é o retrato de um desafortunado tempo, que se aproxima de seu desfecho. Tudo obedece, compassadamente, ao destempero da arritmia dos atos desvairados, que caminham em paralelo: megainflação, desatinos, terrorismo, mortandade.

    O mundo negligencia as regras do Criador Supremo e isto tem um preço: o abismo.

    ATÉ A PRÓXIMA!!!

    *O articulista deste segmento é José Maurício Girardelli Lopes, advogado, radialista e jornalista.

    Trajetória profissional: Rádio Três Pontas A.M., Rádio Cultura de Alfenas, EPTV Sul de Minas.

     

     

     

     

  • FALA SÉRIO por Roger Campos – Juventude Perdida

    FALA SÉRIO por Roger Campos – Juventude Perdida

    PRECISO COMENTAR…
    O mundo está realmente perdido… Agora pouco, por volta das 20 horas, fui a um trailler na Avenida Ipiranga comer um sanduíche. Cheguei, pedi e me sentei. De repente sentaram-se 3 meninas perto de mim, bem vestidas, boa fisionomia, bonitas até, parecendo bem educadas, de berço, de família… Aparentemente duas delas devem ter 15 anos (16 no máximo) e outra, menorzinha, franzina, de no máximo 12 anos. Enquanto aguardava meu hamburguer escutei uma conversa que me deixou, no auge dos meus 40 anos e da minha experiência de vida, estarrecido e perplexo:

    Menina de 15 anos
    _ Ah, sexo é realmente bom demais. Nossa, uma delícia… Adoro…

    Menina de 12 anos
    _ Fala baixo, tem um cara (Eu) aqui do lado…

    Menina de 15 anos
    _ Esquenta não, o que é bom é pra ser falado. E se não quiser engravidar é só tomar anticoncepcional, fazer a tabelinha. O 16º dia é o dia fértil e nesse dia não dá pra transar.

    Menina de 12 anos
    _ Claro, eu sei disso.

    Menina de 15 anos
    _ Claro que sabe, lembra que você brincou pra ver se engravidava e depois da transa ainda ficou de cabeça para baixo?

    Menina de 12 anos
    _ Pára de falar, os outros vão ouvir.

    Menina de 15 anos
    _ Esquenta não, eu gosto de fazer e de gritar quando faço…

    Gente, pelo amor de Deus, parem o Mundo que eu quero descer. Que modernidade é essa? Crianças já fazem e falam de sexo como se fossem brincar de bonecas… Há vinte anos atrás as meninas nessa idade só queriam brincar e colecionavam Barbies. Hoje, infelizmente, muitas trocaram a boneca por um “brinquedo” que tem ereção, ejacula, pode engravidar e passar doenças… E falam como se fosse normal. Roupas cada vez mais curtas. Coxas e decotes com seios ainda em formação quase que totalmente à mostra. Meu Deus, onde vamos parar? Eu tenho duas filhas e mesmo dando educação e vivenciando as coisas de Jesus e da Santa Igreja Católica, tenho muito medo…

    A Praça Cônego Vítor durante a noite virou um drive-in. Pegação total. Adolescentes se esfregando, sentando um no colo do outro, quase pelados e muita gente acha isso normal…

    Isso tudo sem falar das más companhias, brigas de gangues, confusões, uso de drogas e bebidas com frequência. Até nas escolas públicas a situação é caótica. Brigas de meninas frequentes, quase todos os dias e muita gente assiste e incentiva ao invés de separar. Onde está a segurança? Cadê o policiamento? Cadê os pais?

    Se por um lado essa “molecada” tem acesso a alta tecnologia (jamais saberão o que é brincar de bolinha de gude, esconde-esconde, polícia e ladrão, queimada, futebol de botão, etc.) por outro estão tendo à inteira disposição tudo o que a rua oferece de negativo. Os pais cada vez mais ocupados, trabalhando duro, noite e dia e os filhos soltos, largados, entregues e a mercê de vícios, crimes, sexo e tudo mais.

    Mas as redes sociais incentivam o lixo cultural. As novelas deturpam a sexualidade e tudo parece lindo, normal, correto…

    Outro problema é a venda ilegal e o uso indiscriminado de anabolizantes nas academias. Muitas meninas estão usando “bomba”, engrossando a voz, se masculinizando, em busca de uma barriguinha perfeita, bumbum empinado e corpo sarado pra chamar a atenção dos meninos que dirigem o carrão do papai sem ter carteira de motorista e que “embucham” essas adolescentes que param de malhar, estudar e viver essa importante fase para cuidar do filho… Sozinha! Porque na maioria dos casos o “carinha já saiu fora”, “vazou”…

    Junta-se a tudo isso uma lei retrógrada, arcaica e complacente com os erros da juventude. O menor de 18 anos pode votar, em breve poderá dirigir. Mas hoje ele já fuma, bebe, transa, engravida, aborta, briga, rouba e mata. Desobedece, grita e até bate nos pais. O professor então virou saco de pancadas… Mas como é de menor, não dá nada, não sabe o que faz, não pode responder por seus atos. Fica solto, ri e goza da cara da sociedade…

    Realmente não sei mais onde estou, em que mundo vivemos e onde isso vai dar. Se por um lado falta água, respeito, educação, direitos básicos, cumprimento de leis e regras, sobra alienação, selvageria, irresponsabilidade. E muito disso regado as danças apelativas e que imitam o ato sexual nos bailes funk. Que saudade da inocência, do descobrir o que se tinha debaixo daquele biquini que cobria muito e que ainda sim era sensual.

    Eu tive infância, inocência, descobertas incríveis. Minhas filhas já não conseguem viver as mesmas coisas. E quando eu for avô, sinceramente, nem sei se ainda haverá juventude plena, sonhos, moralidade, respeito e vida…

    Esse texto faz exatamente um ano que foi publicado e está muito mais atual.

    Pra mim, só existe um caminho, uma salvação: Jesus Cristo!

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  • FALA SÉRIO por Roger Campos: A INTOLERÂNCIA TOMOU CONTA

    FALA SÉRIO por Roger Campos: A INTOLERÂNCIA TOMOU CONTA

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    Fala sério! Infelizmente a palavra da moda é a INTOLERÂNCIA. No dicionário significa: atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Ou seja, as pessoas não respeitam as opiniões dos outros. Isso está muito visível, latente nos dias de hoje.

    O filósofo Leonardo Boff pontuou recentemente esse tema: “O assassinato dos chargistas franceses do Charlie Hebdo recentemente e a última eleição presidencial no Brasil trouxeram à luz um preconceito latente no mundo e na cultura brasileira: a intolerância.”

    O povo brasileiro é passional. Quer resolver tudo no grito, na marra, na força. Observamos diariamente vários exemplos.

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    A intolerância racial talvez seja uma das mais antigas e ainda fortemente presente nos dias de hoje. Ser negro no Brasil, para alguns ou muitos, ainda significa ser menor, ser de uma linhagem inferior. Sempre ouvimos dizer: “eu não sou racista…” Mas essa situação degradante em desfavor dos negros está infiltrada até do seio das polícias. Numa abordagem de dois homens, sendo um branco e um negro, certamente, na maioria dos casos, o negro será o principal suspeito, apenas e tão somente por ter a pele escura.

    Há aqueles que agridem fisicamente e até matam homossexuais simplesmente porque se acham nesse direito. São chamados de homofóbicos, aqueles que têm total aversão aos gays, lésbicas, bissexuais e simpatizantes.

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    Mas a que mais cresce é a intolerância religiosa. Essa está contaminando o mundo de tal forma que já se teme uma terceira guerra mundial. O exemplo mais extremo, nos dias de hoje, é o EI (Estado Islâmico) que mata e mostra a crueldade das mortes em filmagens para que todos vejam do que eles são capazes. Afogam, queimam vivos, decapitam, fuzilam, esquartejam, empurram de cima prédios, enforcam, crucificam, etc… Tudo em nome de um suposto deus. Os cristãos são os grandes alvos. Nem crianças escapam.

    Na política então, a intolerância ganha contornos ainda mais perigosos. Tucanos e petistas têm travado verdadeiros conflitos tantos no campo das palavras quanto nas vias de fato através de seus militantes. Aqui em Três Pontas é comum troca de acusações pesadas, xingamentos, atitudes baixas que mostram o nível em que a política se encontra, praticamente rasteira e que desagrada a grande maioria da população. O ego acaba falando mais alto. Já pensou se os grupos deixassem a rivalidade e se unissem verdadeiramente em prol da cidade de Três Pontas? Não, isso não vai acontecer, é utopia.

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    Outro tipo de intolerância que preocupa muito, aqui no Brasil, é a intolerância nas escolas, onde os professores deixaram de ser os mestres do saber e viraram saco de pancadas de alunos e verdadeiras quadrilhas juvenis. O bullying (termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder) praticado nas escolas ultrapassou todas as esferas da racionalidade. Em Três Pontas, assim como em outras partes do Brasil é comum diariamente vermos gangs de meninas de digladiando nos arredores das escolas. Hoje mesmo eu flagrei meninas trocando socos e pontapés em frente ao Supermercado do Moacyr e uma plateia de alunos incentivando a briga ao invés de separar.

    Por fim, é preciso falar da intolerância ao verbo, ao direito da livre opinião. Pessoas que têm opiniões contundentes, claras e corajosas, são alvos da ira e da indignação de pessoas que por terem opiniões contrárias não sabem respeitar as divergências de ideias, apesar de pregarem o livre direito de expressão. Ou seja, pregam uma coisa e agem na contramão do que falam. Não se respeita mais a opinião distinta. E o que mais se percebe são pessoas que querem expor suas ideias, querem falar, mas temem, se calam diante de represálias causadas por essa palavrinha da moda: a intolerância.

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    Fala sério! Se vivemos num país democrático e miscigenado, culturalmente multifacetado, a intolerância deveria ser reprimida com a mesma veemência e voracidade com que erguem algumas bandeiras. Se as pessoas têm o direito de achar o azul mais bonito, outros deveriam ser livres e respeitadas por achar o rosa o mais belo.

    O ser humano está à flor da pele, está mais sensível, pronto para o embate por mais irrelevante que sejam os temas e questões. Hoje, infelizmente, muitas pessoas, por mero prazer ou inveja, ódio ou algum sentimento perverso incutido na índole e na formação do caráter, preferem atirar gasolina ao invés de tentar apagar a fogueira da intolerância.

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    Como diria Renato Russo: ““É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…”

  • JUSTIÇA À DONA ROGÉRIA: Processo de Beatificação de Padre Victor se deve muito e essa saudosa professora

    JUSTIÇA À DONA ROGÉRIA: Processo de Beatificação de Padre Victor se deve muito e essa saudosa professora

    O Processo de Beatificação do Anjo Tutelar Padre Victor há mais de duas décadas vem sensibilizando e colocando a comunidade católica de Três Pontas e de vários lugares do Brasil em constante oração. Muito já se falou, mas é preciso colocar alguns pingos nos “is”, reconhecer algumas coisas, principalmente uma mulher que tanto fez para que houvesse êxito nesse processo: Dona Maria Rogéria de Mesquita.

    O “Fala Sério” número 13 tem a intenção de fazer justiça e reconhecer o que todos sabem, mas, estranhamente, poucos falam. Mas antes, vamos resumir a luta do processo de beatificação de Padre Victor:

    Tramita no Vaticano desde 1992, o processo de canonização de Padre Victor. Em maio de 2012, o decreto que concedeu o título de Venerável a Padre Victor foi assinado pelo Papa Bento XVI, em Roma, na Itália, sendo-lhe concedido pela Igreja o titulo de Servo de Deus, o primeiro dos dois títulos que antecedem a canonização.

    Em 02/06/2015, os Cardeais aprovaram no Vaticano, por unanimidade, um milagre atribuído a Padre Victor. O milagre reconhecido foi a gravidez inexplicável de Maria Isabel Figueiredo. No dia 06/06/2015 o Papa Francisco assinou o decreto, aprovando a beatificação de Padre Victor, restando agora a comprovação de mais um milagre para que Padre Victor seja canonizado. Ele pode ser o primeiro santo negro brasileiro.

    Mas voltando a figura de Dona Rogéria. Se hoje Três Pontas comemora a beatificação é porque lá atrás essa guerreira, essa mulher honrada, honesta e austera se dedicou intensamente a essa causa, assim como o postulador Paolo Vilotta e a Irmã Célia Cadorin. A saudosa Lourdes Vilela e o saudoso paulo também merecem destaque. Eu mesmo entrevistei Dona Rogéria, em sua casa humilde, várias vezes, o mesmo acontecendo com a Irmã Célia. Fala sério, era sempre uma aula, um aprendizado entrevistar Dona Rogéria.

    Mas quem foi essa mulher?

    Maria Rogéria de Mesquita nasceu em 10 de abril de 1934 em Três Pontas. Filha de Francisco Antônio Rabello e Amélia Prósperi de Mesquita. Estudou no grupo escolar Cônego Vítor, Ginásio São Luís e Coração de Jesus. Com um perfil de garra, coragem e determinação, enfrentou as dificuldades financeiras e cursou Ciências e Estudos Sociais na faculdade de Filosofia de Três Corações e posteriormente, o curso de Direito da Faculdade de Direito de Varginha.

    Dedicou-se a arte do ensino. É reconhecida até os dias de hoje como uma notável e exemplar educadora por muitos daqueles que que tiveram o privilégio de ser aluno de Dona Rogéria.

    Atuou na Escola Cônego Victor, como professora e auxiliar na diretoria. Na Escola Jacy Junqueira Gazola, como professora e na Escola Coração de Jesus, como professora e vice diretora, tendo também trabalhado na Escola Estadual Deputado Teodósio Bandeira e na extinta Escola de Comércio Nossa Senhora d’ Ajuda. Ainda como escrevente e suboficial, atuou no Cartório do Registro Civil.

    Sempre foi um exemplo e com um esteio para seus familiares, através de seu carinho, generosidade, conhecimento e visão de futuro.

    Simples, despojada, crítica, desprendida, firme, determinada e extremamente honesta também ajudou durante a crise da Santa Casa em 1994, através de seus profundos conhecimentos juntamente com outros benfeitores.

    No processo de beatificação e canonização de Padre Victor foi notaria e fez parte da comissão de história. Em 1996, participou da fundação da Associação Padre Victor de Três Pontas. (Aliás, acho que na Associação Padre Victor deveria ter uma foto enorme da Dona Rogéria no hall de entrada, pra todos verem.) Foi fundamental e determinante para que o Anjo Tutelar de Três Pontas tivesse seu processo em estágio adiantado, chegando recentemente ao título de venerável e agora beato, Bem Aventurado. Ao lado da Irmã Célia Cadorin, vice-postuladora da Causa, Dona Rogéria é a maior responsável pela divulgação e resultados obtidos em todo o processo de beatificação. Não posso esquecer de Paulo Fontes e Lourdes Vilela.

    Dona Rogéria não era unanimidade. Mas nem Jesus foi. Fala sério! Ela incomodava algumas pessoas, principalmente aquelas que só queriam levar vantagens pessoais, que primavam pelo torto, pelo nefasto, pelo vergonhoso, pelo errado.

    Maria Rogéria de Mesquita faleceu no dia 07 de julho de 2010.

    A melhor forma de definir Maria Rogéria de Mesquita, ou simplesmente Dona Rogéria, mulher de caridade e muita fé, é usando as palavras do Apóstolo Paulo (2 Timóteo 4, 7-8): “Combati o bom combate, terminei a minha corrida, guardei a fé. Desde agora, está reservado para mim o prêmio da justiça que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, não somente a mim, mas a todos que tiverem esperado com amor a sua manifestação”.

    Recentemente a Câmara Municipal homenageou Dona Rogéria. O Legislativo aprovou recentemente a criação da Escola do Legislativo que merecidamente levam o nome da Professora Maria Rogéria de Mesquita “Dona Rogéria”.

    Fala sério, uma sociedade que não preserva sua memória, seu passado, tem um presente distorcido e um futuro totalmente comprometido. Se estamos todos nós, católicos, felizes com a beatificação de Padre Victor, deveríamos reverenciar, ao menos aplaudir, ou melhor, fazer uma oração ao Beato Padre Victor para que continue olhando por essa mulher exemplar, que hoje se encontrar na Casa do Pai, ao lado de Deus e do próprio Anjo Tutelar.

    Obrigado Dona Rogéria!!!

  • BRASIL EM FOCO por Adriano Novais: Mais Respeito por Três Pontas

    BRASIL EM FOCO por Adriano Novais: Mais Respeito por Três Pontas

    Olá caros leitores do Conexão Três Pontas, espero que esteja tudo bem com vocês. Ultimamente estava bem atarefado por isso me ausentei um pouco do site com as minhas colunas, gostaria de primeiramente agradecer ao Roger Campos e a toda a família Conexão pela oportunidade, e também de parabenizá-los, pois o site tem se mostrado imparcial e de coragem ímpar ao se posicionar ao lado da população trespontana. Mas,  sinceramente, não me surpreendeu pois conheço o caráter dos mesmos e já esperava por esta atitude.

    O que os Trespontanos querem?

    Sempre procurei utilizar este espaço para falar de assuntos de âmbito geral, não me restringir apenas em questões que eu particularmente estava envolvido, porém desta vez é inevitável, tendo em vista que Três Pontas nos últimos dias passou a ser notícia em vários meios de comunicação, devido às manifestações pedindo redução salarial dos Vereadores, Prefeito, Vice e Secretários.

    Este movimento surgiu tem pouco menos de um mês, e a maioria das pessoas acreditam que surgiu logo após o aumento de R$70,00, mais a verdade é que antes disso já havia sido idealizado, porém estávamos em um processo de estudo das formas legais de se conseguir esta redução. O Projeto de Lei que aumentou o salário dos vereadores, prefeito, vice e secretários, na verdade, nos soou como um alerta, foi como se os próprios vereadores colocassem a lenha na fogueira, e lhes garanto tem muita lenha pra queimar.

    Começamos com uma comissão preocupada principalmente com as questões Jurídicas, pois já sabemos que os políticos de Três Pontas são casca dura, e também já estão familiarizados com polemicas. Nosso objetivo é claro e não vamos nos calar e nem parar até conseguir.

     Só o começo

    Na última quinta dia 10, foi votado em primeiro turno a Redução do número de vereadores de 15 para 11, Primeiramente o Projeto foi apresentado pelo Vereador Sergio Eugênio Silva pedindo a redução pra 13, logo em seguida teve uma emenda pra 10 de autoria do Vereador Francisco Fabiano Diniz (Popó) (vista por alguns como oportunismo, já que em 2013 ele havia sido contra a Redução pra 11), outro vereador que apresentou emenda pra 10 foi o José Henrique Portugal, mais não terminou por aí Paulo Vitor da Silva apresentou outra emenda desta vez pra 11 alegando que na câmara deve haver um número ímpar, pois facilita na votação dos projetos, por uma questão de ordem votaram a última emenda e por 10 a 4 foi aprovado a Redução de cadeiras do Executivo, quatro vereadores votaram contra, Portugal, Popó e Sergio como forma de protesto e Francisco de Paula Vitor Cougo (Chico da Cocatrel) o qual não se manifestou, apenas levantou lá na hora e deixou a entender que era o único que não queria a redução.

    Apesar da Redução do número de Vereadores ser uma vitória significativa, ainda não é o nosso objetivo, queremos mais e a população Trespontana merece mais.

    5 mil é uma ofensa

    O País inteiro passa por uma recessão, sabe porque¿ porque quando falam em dinheiro público estão falando do nosso dinheiro, isto mesmo, nem governo, nem prefeitura gastam um centavo que não saia do nosso bolso, hoje pagamos em média 45% de imposto em tudo que consumimos, porque a máquina pública está inchada, os gastos são sempre altos, muitos vereadores alegam que não é fácil executar esta função e que precisam ser bem remunerados para trabalharem motivados, nessas horas não sei se começo a rir ou se choro, recentemente tivemos o processo de nucleação de escolas na Zona Rural, motivo falta recursos, Servidores do Município vivem a mingua, muitos não conseguem sequer receber o salário mínimo devido aos descontos de folha de pagamento,  temos obras paralisadas, falta remédios na nossa cidade, temos vários dilemas sociais em Três Pontas, falta investimentos em muitas áreas dentre elas duas em especial a Segurança e a Saúde, já ouvi relatos absurdos, o mais recente foi de que no Hospital não havia Dipirona, tudo isso porque o Município não tem recursos, por isso acho absurdo este mega Subsídio de 5.450,00, Primeiro porque temos uma maioria de vereadores incompetentes, que quando pede a Tribuna ou é para nomear ruas ou é para pedir Moção de aplausos, fato este que pode ser comprovado inclusive na próxima quarta, outro fato que não pode ser esquecido, são alguns que também menosprezam a população, quando fomos a primeira vez na câmara na saída fomos surpreendidos por um vereador que ao fumar na porta da câmara ainda balançava a cabeça em sinal de repúdio a manifestação, como se precisasse do povo mais, em contrapartida também não vou ser hipócrita de dizer que são todos péssimos vereadores, temos bons vereadores sim, nenhum tão surpreendente confesso, mais há alguns que pelos menos conhecem este ofício, o que não deixa de ser exorbitante o salário que eles recebem.

    Peço encarecidamente a você leitor que reflita: Porque um Vereador deve ganhar mais que um Professor (a) que se dedica a educar e preparar nossas crianças e jovens para a realidade? Porque um Vereador deve ganhar mais que um Policial que coloca sua vida em risco para proteger toda a sociedade? Porque um Vereador deve ganhar mais que um enfermeiro que cuida e se responsabiliza por vidas?

    Um Vereador além dos R$ 5.450,00 ainda pode trabalhar onde quiser e de carteira assinada, tem seus gastos políticos cobertos pelo Munícipio, não precisam bater ponto, não são obrigados a apresentar Projetos e não são fiscalizados. Pra mim isso não é amor ao Município, isto é INTERESSE. Um PROJETO DE LEI POPULAR será apresentado e neste dia veremos quem é a FAVOR OU CONTRA o Município.

  • OUVIDO DE DENTRO por Clayton Prósperi de Paula: Pérolas às Vacas   

    OUVIDO DE DENTRO por Clayton Prósperi de Paula: Pérolas às Vacas  

     

    Era uma tarde que escorria lenta no horizonte e o sol jorrava seus últimos raios do dia que findava. Resolvi pegar o carro e dar uma volta, assistir talvez com sorte um belo pôr de sol no horizonte rubro que fechava as cortinas do dia. Espetáculo esse, somente alcançado nas partes mais altas da cidade, em mirantes conhecidos popularmente como “Morro da Cocada”, “Paraíso” e redondezas. Entrei no carro, liguei meu som e fechei o vidro, para ouvir com mais nitidez e brilho o cd que continha no interior do aparelho.

    No “menu” da ocasião, a Grande Missa em Dó Menor K 427, do genial Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Iniciei meu trajeto com a majestosa introdução de coral e orquestra, com seus jorros milagrosos de pura transmutação sonora.  Saí do asfalto e tomei o pequeno trecho de terra, uma subida que me levaria até os pontos de melhor visibilidade, com aquele céu já iniciando seu espetáculo diário de cores, tons e nuances de deslumbramento.

    A certa altura a bexiga apertou e tive que parar o carro na beira da estrada, pra dar aquela aliviada. Ao sair com o som ligado, abri a porta e deixei a música rolando e aproveitei para mirar o pasto verde que se estendia como tapete, com cercas de arame farpado logo à frente. Pastando por ali um monte de vacas, não sei bem o tipo de raça, notei os tons de cinza claro da pelagem. Algumas deitadas adquiriam aspecto de pedras espalhadas pelo campo. Outras por ali pastando e ruminando   seu cotidiano bovino.

    Quase que imediatamente, percebi que algumas se aproximavam da cerca, próximas ao carro, com certa “curiosidade” ou diria até certo “interesse”. Pensei, “por mim é que não deve ser”. Lembrei-me de um vídeo do Youtube em que um grupo de músicos toca jazz tradicional para um bando de vacas curiosas.

    Então resolvi fazer uma pequena experiência de momento. Aumentei o volume do som, abri a outra porta e deixei a missa eclodir sua doce e penetrante área de soprano sobre um tapete sereno e terno das cordas.

    O som foi tomando e “tornando” de maneira quase imperceptível toda aquela extensão de verde, e das árvores mais adiante, e das montanhas com seus contornos azuis se estendendo pelo “mar” sem fim, e do céu com seus mistérios profundos, e do meu ser, e das vacas e de tudo. E de repente tudo aquilo, era uma coisa só. Unidos e transmutados pela magia da música e daquele momento, em algo que não se explica, não se defini, não se entende, só se sente.

     Quando num lampejo me veio de volta razão, espantei-me com a quantidade de vacas que se acumularam ali bem perto. E o mais incrível de tudo, elas pareciam formar em suas posições uma organizada e educada platéia de ouvintes, em formação cônica, com aqueles orelhões empinados e atentos, sedentos pelo som, que continuava agora com o retorno do coral, ecoando-se majestosamente pela paisagem.

    Senti uma inveja de Mozart, e queria naquele momento um piano, um palco e um microfone onde pudesse cantar e me “expressar” para aquela curiosa e atenta “platéia” de ruminantes. Elas ouviam com especial atenção e interesse, e correspondiam em tudo o que sempre imaginei e sonhei, como uma platéia perfeita, educada e culta.

    Em determinado momento, como de volta de um sonho, a música terminou e elas foram aos poucos retornando a sua mansa rotina de pastagem. E olha que estou falando de um estilo musical mais extenso, de no mínimo uns 5 minutos cada trecho! Já vi pessoas “cultas” se dispersarem da música com 2 minutos de audição desatenta.

    Então o sol se escondeu por detrás das montanhas e com ele, aquele espetáculo curioso e nunca imaginado por mim. Muitas vezes toquei e me expressei para platéias humanas e bem menos interessantes.

    Fica a curiosidade que teima em nos alfinetar:

    Serão então verdades todas aquelas matérias sobre o poder que a música exerce não só em pessoas, mas também tomates, produção de leite, no tratamento de doenças e até na cura de algumas? Serão os animais, de alguma forma, ou meio, sensíveis (ou mais sensíveis até que nós) à arte humana da combinação e produção dos sons da natureza?

    Naquela tarde tive a clara confirmação disso e a moral da história? Penso seriamente em parar de comer bife.

  • ECOLOGIA E DIREITO Por José Maurício  – AS EMOÇÕES DOS BICHOS

    ECOLOGIA E DIREITO Por José Maurício  – AS EMOÇÕES DOS BICHOS

    É de há muito comprovado que os animais sentem e vivenciam emoções.

    Tristeza, dor, ansiedade, medo, entre outros, são sentimentos que acometem nossos amigos, os bichos.

    Saiba, com certeza, que os cães e gatos sentem as mesmas emoções que nós, humanos, sentimos.

    As emoções estão diretamente ligadas a mecanismos evolutivos essenciais à preservação das espécies. Ao experimentar medo, por exemplo, os animais tomam decisões e agem para se sentir seguros.

    Alguns sentimentos básicos são comuns à maioria dos animais, como o medo, a surpresa, a raiva, a alegria, a tristeza e o nojo. Se perguntarmos a alguns donos (prefiro chamar de companheiros ou tutores, afinal, não somos donos de ninguém!) de cachorros e gatos se eles sentem as mesmas emoções que nós, aposto que muitos responderão que sim, afirmando que seus animais sentem culpa, pena, vergonha, etc.

    É justamente aí que reside o perigo de interpretarmos mal nossos animais, pois tentar se colocar sob o ponto de vista de outro indivíduo é sempre difícil, e quando este outro indivíduo é de outra espécie, a tarefa se torna ainda mais complexa.

    Cada espécie enxerga, ouve, cheira, prova e sente o mundo de uma maneira diferente. Sabemos que a audição e o olfato dos cães e gatos são mais desenvolvidos que os nossos. Já o paladar deles é aproximadamente cinco vezes menos apurado.

    Nós, humanos, sentimos o mundo de um jeito; os animais, de outro. As diferenças sensoriais entre eles e nós são enormes.

    Outra grande diferença é a linguagem usada para comunicação. Ao passo que os cães são especialistas na leitura da linguagem corporal, eles compreendem muito pouco da nossa fala. Embora sejam capazes de aprender muitas palavras (mais de 200!), não entendem o sentido de uma frase longa.

    O tom de voz – doce ou ríspido – é facilmente compreendido por um cão, mas exatamente o que o dono está dizendo, eles não entendem.

    A única recompensa de um cão é o afeto de seus donos cuidadores, e é bom saber: seu amigo sabe, por aprimoramento sensorial, quando você está triste, tanto assim que a absoluta maioria dos cães se aproxima dos donos, de modo carinhoso, nesses momentos, muitos deles até lambendo-lhes as mãos, num gesto expressivo de sua fidelidade, não só aos bons, mas também aos maus momentos existenciais.

    É muito comum vermos mendigos acompanhados por seus cães, que, para eles, distinguem-se por serem as pessoas mais nobres do mundo, sempre prontos para ladeá-los e até defendê-los, caso necessário.

    Cuide de seu fiel companheiro, pois o que fizer a ele será respondido pela ordem natural e universal de causas e efeitos.

    O articulista deste segmento é José Maurício Girardelli Lopes, advogado, radialista e jornalista. Trajetória profissional: Rádio Três Pontas A.M., Rádio Cultura de Alfenas, EPTV Sul de Minas.

    ATÉ A PRÓXIMA!!!

  • Com Todo Gás – Celso Santomero: Civilidade

    Com Todo Gás – Celso Santomero: Civilidade

    O que mais ouvimos em todos os meios de comunicação, são notícias a respeito de atos de descortesia, do esculachado desdém pela pessoa do outro, da falta total dos bons modos e costumes que nos foram passados por nossos pais, sumariamente descartados em prol de uma ”modernidade” dos tempos e da inserção diária de novos de elementos tecnológicos, que, no entanto, não deveriam excluir o próprio elemento humano.

    O que se vê, e a mim choca, mas não surpreende, são imensos contingentes de neo-trogloditas circulando pelas ruas e calçadas das grandes e pequenas cidades. Faz pensar se, talvez, os homens das cavernas não eram mais afáveis entre si.

    Exagero?  Senão, vejamos:

    Uma pessoa: bem vestida, mulher jovem, altamente irritada só por ter que desviar de outras pessoas que circulam por um restaurante. Bufou, driblou, mudou de rota, faltou xingar. Nem se deu conta, talvez, de que estivesse sendo indelicada.

    O que escancara, aquilo que chama à atenção de quem está em volta, é a desproporção, a exagerada intensidade de nossas ações. Sabe aquela situação em que comumente se diz “menos!”?  Pois é, menos. Bem menos.

    Um cidadão: chega intempestivamente numa loja, questiona um monte de coisas e simplesmente vira as costas pela mesma dura pisada em que chegou, como se tivesse sido vítima da mais grave ofensa; nem “bom dia”, nem ao menos “tchau”. Ninguém é obrigado, obviamente, a lhe comprar ou vender o quer que seja, mas há o trato; em tudo fica o trato.

    Na verdade, o que fica de nós, depois que deixamos qualquer recinto, é a impressão que causamos. Se desejamos ser aguardados ansiosamente, por muitas vezes, ou se as pessoas vão nos desejar que tomemos o caminho do “corso” que nos carregue.

    Essas coisas de boas maneiras, repito, nos são ensinadas ainda muito cedo. Não há maneirismos, inovações, nada que justifique o contrário. Antes, alguém podia imaginar, moradores da cidade grande, que a rudeza dos modos pudesse ser coisa de quem nasceu e sempre viveu nas roças.

    Conhecendo de perto os antigos nascidos e moradores da roça, os mais humildes que sejam, são, em geral, pessoas de fino trato. A boa educação, ou a falta dela, nada tem a ver com o fato de termos cursado, ou não, 16 ou mais anos de escola, mas parece que as pessoas estão se esquecendo das mínimas regras de civilidade.

    Outro caso: Uma senhora adentra pela igreja, antes parando à porta para receber o folheto da missa, mas é esbarrada rudemente por um sujeito que vem entrando e, por pouco, não a derruba ao chão. Ela se assusta, fica indignada, mas o sujeito faz uma expressão de desdém, um gesto levantando o braço, dá de ombros. (?!). Tratava-se, como disse, da entrada de uma igreja…

    Falar que os motoristas não param nas esquinas e invadem a preferencial, à frente de qualquer carro que venha em qualquer velocidade, seria lugar-comum, mas todos os fatos que relatei acima foram presenciados no espaço de uma única semana, aqui mesmo na cidade de Três Pontas.

    É certo mesmo que, no dia-a-dia, não somos sempre bem humorados, nem sempre somos tão gentis e, às vezes, fazemos ou dizemos algo de que não nos orgulhamos muito. É, vá lá, é humano. Com exceção de algumas pessoas iluminadas que conheço, todos somos sujeitos a esse tipo de coisa. Só que a pressa e o mal humor não são salvo-condutos para atrocidades como empurrar velhinhas em igrejas, por exemplo.

    Mas podemos ser melhores, como naquela música esplêndida do JQ, esperando por dias melhores, pelo “dia em que seremos melhores”. Só que isso tem que vir por um difícil esforço diário, com a ajuda de Deus.

  • DICA DE VIAGEM SILVEIRATUR: HOLAMBRA

    DICA DE VIAGEM SILVEIRATUR: HOLAMBRA

    Sobre a Expoflora

    A Expoflora é a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, realizada anualmente em Holambra para dar as boas-vindas à primavera. Holambra é uma antiga colônia holandesa e seu nome é a junção das palavras Holanda, América e Brasil. A cidade mantêm as características, os costumes holandeses e inclusive a culinária, também divulgados durante a Expoflora.

    Apesar de contar com pouco mais de 11 mil habitantes, Holambra é o maior centro de cultivo e comercialização de flores e plantas ornamentais do país e responde por cerca de 40% das vendas do setor.
    Por isso, os mais de 300 produtores vinculados à Holambra aproveitam a Expoflora para mostrar aos visitantes as novidades em flores e plantas ornamentais, já que o evento é, hoje, a grande vitrine das novidades da floricultura nacional.
     
    Em sua primeira edição, em 1981, o evento atraiu mais de 12 mil pessoas em um único final de semana.

    Hoje, mais de 300 mil turistas visitam o evento a cada ano.

    Antiga colônia holandesa, Holambra abriga os principais produtores de flores e plantas ornamentais. 

    Apesar de contar com pouco mais de 11 mil habitantes, a cidade é o maior centro de cultivo e comercialização de flores e plantas ornamentais do Brasil, respondendo por cerca de 40% das vendas do setor. Por isso, a cidade foi reconhecida, em junho de 2011, como a Capital Nacional das Flores.

    Seu nome é a junção das palavras Holanda, América e Brasil.

    Os produtores aproveitam a realização Expoflora, entre agosto e setembro, para lançar as novas variedades de flores e plantas e para avaliar a sua aceitação pelo consumidor.

    Localizada na saída 140 da Rodovia Campinas-Mogi Mirim, interior de São Paulo, a cidade mantém forte a presença da cultura de seus fundadores na arquitetura dos imóveis, na culinária oferecida por seus restaurantes e confeitarias e no incentivo aos grupos de danças típicas, que reúnem cerca de 300 integrantes.

    Exposição de flores e plantas ornamentais

    O carro-chefe da Expoflora é a exposição de arranjos florais que em 2015 terá como tema “Flores, Sabores e Sensações”. Organizada pelos decoradores e paisagistas holandeses Jan Willem van der Boon e Jessica Drost, a exposição é uma grande vitrine para as novidades do setor, pois permite que as novas variedades de flores e plantas ornamentais sejam testadas quanto ao gosto do público e preferência do consumidor antes que os produtores invistam na produção em larga escala para o abastecimento do mercado.

    Chuva de Pétalas e Parada das Flores

    Inspiradas no desfile de encerramento das atividades diárias do parque da Disney, a Parada das Flores (16h) e a Chuva de Pétalas (16h30) são duas das atrações mais esperadas e divertidas da Expoflora.

    Para a realização da Chuva de Pétalas são necessários 150 quilos de rosas, o equivalente a 18 mil flores, aproximadamente, por dia.
    As pétalas são lançadas ao ar por um equipamento especialmente instalado em uma grande área livre e, nos fins de semana, também em todo o parque por meio de um helicóptero, às 17h30, o que dobra a quantidade diária flores utilizadas.

    Diz a tradição que quem pegar uma pétala ainda no ar tem o seu desejo realizado.

    11ª Mostra de paisagismo e jardinagem

    Diversos e belos ambientes apresentados por paisagistas, decoradores e designers de interiores com sugestões para que os visitantes façam em seus jardins. 

    Shopping das Flores

    Numa área de 3.300 metros quadrados estão à disposição, para serem levadas para casa, cerca de 200 espécies e mais de 2 mil variedades de flores e plantas ornamentais cultivadas por cerca de 400 produtores que as comercializam por meio da Cooperativa Veiling de Holambra. 

    Culinária Holandesa e Brasileira

    Os confeiteiros e chefs holandeses criam sempre novas receitas para atrair os visitantes pelo paladar, além dos tradicionais pratos típicos holandeses: Pannekoek (panquecas), Eisben (joelho de suíno), Batata Holandesa, Poffertjes (mini panquecas), Speculaas, Stroopwafel (waffel recheado com caramelo de melaço de cana), Bloempot (torta holandesa, servida com vaso de flor), Diny Rosti (batata pré-cozida, ralada com bacon e especiarias e recheada com salsichões), Festival Samppot (festival de purês típicos acompanhado de dois salsichões), Stampot Wortel (purê de batata com cenouras e carne de porco e molho de cerveja), Vlaai de Damasco (waffel recheado com damasco) e Sorvete de Rosas.

    Passeio turístico

    Realizado pelas ruas da Holambra durante a Expoflora, o Passeio Turístico mostra aspectos da história e a arquitetura da ex-colônia holandesa no Brasil, além de proporcionar a visita a um campo de flores e ao moinho de vento, construído em tamanho natural.

    Danças típicas holandesas

    Jovens holambrenses apresentam-se diariamente, a partir das 14h30, nos quatro palcos do recinto.

    É o único no mundo a reunir coreografias de distintas regiões da Holanda, graças a um intenso trabalho de pesquisa realizado pelo professor Piet Schoemaker.

    As danças são inspiradas na natureza (dança da chuva, do pica-pau e a polca no gelo, que lembra a patinação), nas profissões e ofícios (sapateiro, lavadeiras, marinheiro, do ato de bombear água, da preparação da cerveja), nas colheitas (carregador de feijão, cevada madura) ou mesmo em histórias sobre a origem e as tradições do povo holandês, representadas por meio de valsas, marchas, mazurcas e o schots (que virou xote).

    Museu Histórico Cultural de Holambra

    Localizado no recinto do evento e tem entrada gratuita.

    O Museu guarda toda a história da imigração e colonização holandesa para o Brasil. Seu acervo conta com cerca de duas mil fotos e utensílios trazidos ou utilizados pelos primeiros imigrantes.

    Ao lado do Museu os turistas podem conhecer réplicas das casas de pau-a-pique e alvenaria devidamente mobiliadas, habitadas pelos pioneiros, além de uma exposição de maquinários e tratores antigos.

    Compras

    Souvenirs holandeses, só encontrados em Holambra, artesanato, moda e decoração.

    Opções para presentear e levar um pedacinho da Holambra para sua casa. São três shoppings com cerca de 250 estandes para a comercialização de artesanatos a produtos industriais e para decoração, além de móveis e utensílios domésticos, roupas e calçados. 

    Outras atrações

    minissitio, parque de diversões, atrações artísticas etc.

     EXCURSÃO: DIA 12 DE SETEMBRO

    (35) 3265-7730 / (35) 3265-7744
    (35) 9900-7707 / (35) 8849-7730
    Skype: [email protected]
  • CULTURALIS Por Paula Beckher – Sobre Aprender…

    CULTURALIS Por Paula Beckher – Sobre Aprender…

    Olá gente! Que saudade… Estou feliz por poder estar de volta a esse espaço para batermos mais um papo sobre tudo o que se vê por essa vida afora.  Sou educadora e essa opção está longe de ter sido feita por falta de oportunidades; essas, graças a Deus e a minha família, pude ter. Formei-me em Letras – Inglês, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e foi na universidade que descobri o encanto do processo do aprender. Sou encantada pelas possibilidades infinitas que nos são descortinadas pelo conhecimento. No entanto, hoje sei que liberdade de conhecer implica em responsabilidade de ação ética, pois somos frutos de nossas escolhas.

    É sobre isso que venho aqui lhes falar hoje: sobre as escolhas que podem ser tomadas para que a nossa qualidade de vida seja melhor, para que sejamos pessoas felizes, realizadas, positivas, saudáveis e que estejam em paz e harmonia com o mundo ao redor. Nós podemos (e devemos!) fazer a nossa parte para fazer do mundo um lugar melhor. Mas também é preciso que selecionemos bem as nossas amizades e companhias para que façamos parte de um grupo, de uma família, de uma escola, de uma equipe profissional que esteja afinada com o mesmo objetivo. Afinal de contas, o bem é uma construção que precisa ver seus frutos na comunidade para que seja efetivo.

    O diálogo, o respeito às diferenças e o amor se revelam, nesse ponto, indispensáveis. Não adianta ter o bem em nós se não o colocamos em ação para promover o bem da comunidade que nos cerca. Se assim o for, acabaremos nos frustrando. Dons e talentos pessoais têm real sentido e valor somente quando são colocados a serviço dos outros: para que o bem atue para além dos limites do eu. Felicidade vivida é felicidade partilhada!

    Mas nem tudo são flores. Um dos maiores inimigos de nosso crescimento e evolução é a acomodação e a nossa mania boba de dizer “eu sou assim e pronto”. Nós nos acostumamos muito facilmente a tudo: dia-a-dia, trabalho, família, relacionamentos, estudos… e até com nós mesmos! E também temos preconcepções que nos impedem de ver as coisas como se fosse a primeira vez. Tendemos a olhar para as coisas e pessoas com os olhos já embotados pelo que ouvimos do outro, ou pelo que somos e cremos. Isso é natural, mas pode fazer a gente perder a alegria.

    A natureza é pura alegria! Se não estamos vibrando em alegria com ela, é por termos os olhos impuros – alguns ciscos a retirar. Quando retiramos o que nos impede de ver a beleza que está em todo lugar – fora e dentro de nós – o resultado imediato é a presença radiante da alegria. Sem alegria, nada parece brilhar. Eu gosto da vida em alta definição e, por isso, olho frequentemente para o céu, para as flores, para as plantas, ambientes, animais e pessoas. Olho com olhos livres. E tudo o que vejo me encanta.

    Rubem Alves – escritor e educador mineiro (de Boa Esperança!) – era alguém que dizia da importância imensa de um educador ser um pouco de poeta, porque aprender é um processo que não pode acontecer sem o encanto. Se isso acontece, o resultado é o tédio. A tirinha abaixo retrata o dilema de muitos que se colocam na jornada da busca da construção de novos conhecimentos e encontram obstáculos de pessoas e situações que não favorecem a manutenção do encanto e do lúdico no aprender.

    Eu aprendi que o professor não é a escola – e tampouco pode ser, pois muitas de suas boas intenções podem nunca se realizar se os devidos recursos materiais e humanos não estiverem disponíveis. É preciso uma escola. Uma escola que seja o ambiente em que a aprendizagem aconteça: um ambiente pensado para ser o local em que se acolhem as pessoas que, mediadas por recursos materiais e por interações sociais, poderão se descobrir, se inspirar, se desafiar, se confrontar com os limites da realidade em que vivem, para que assim possam ser melhores. Quando nos melhoramos, o mundo melhora junto.

    Nenhum ser humano é uma ilha: somos seres sociais e nossa razão de ser se completa no outro. Creio que acabei me tornando professora de língua inglesa um pouco pelo encanto que tenho pela cultura da diversidade, em que o outro tem papel de destaque. Para aprender inglês é preciso falar, interagir, ter bom humor, alegria, expansividade, acolhimento ao outro, vontade de ouvir e conhecer o diferente, empatia com o humano, sorriso e olhos nos olhos. É também preciso ter um espírito incansável na busca pela superação de limites, pois o novo é um convite para deixarmos de lado nossas crenças, comportamentos e pensamentos habituais para experimentar outro jeito de ser e agir. Nessa empreitada tornamo-nos pessoas mais compreensivas e flexíveis – e nossos olhos verão além do obvio.

    Vamos exercitar o olhar? Faça um exercício consigo mesmo e refine seu olhar para as coisas – e pessoas! – de sempre. E recupere o encanto que você talvez possa ter perdido pelo caminho. Depois me conta no que deu.

    Até a próxima!

  • CONVERSA FRANCA – Pelo Prof. Camilo Tavares: NEMASTÊ

    CONVERSA FRANCA – Pelo Prof. Camilo Tavares: NEMASTÊ

    Namastê é um cumprimento e saudação típico do sul da Ásia, que significa “eu saúdo a você”, na tradução para o português. Este termo utiliza-se principalmente na Índia e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas. Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação e faz-se um gesto com as mãos dobradas, sem ser necessário falar algo. Etimologicamente, namastê é uma palavra originária do sânscrito, que literalmente significa “curvo-me perante a ti” e é a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro.

    Palavra bonita, usada em novela e agora está voltando com força total devido a reprise desta novela global (que dita regras na sociedade brasileira).

    Fica com Deus, Amém, Sangue de Cristo tem poder, Shalom – e outras frases ou apenas uma palavra – não têm o poder de mudar o mundo… não tem o poder, sequer,  de mudar uma atitude.

    Ouço pessoas falando e outras escrevendo Namastê no facebook como se esta palavra fosse um talismã encantado que vai tirar do mundo toda maldade.

    Como já disse, palavras não mudam o mundo, atitudes sim!

    Vamos deixar somente de falar e vamos ter ações que voltem para o bem, pois “o Deus que habita no meu coração, saúda o Deus que habita no seu coração”.

    Queremos um mundo de paz e não de palavras que estão na moda. A moda deveria ser a paz, o respeito, a honestidade, o amor, enfim, Deus no coração.

    Deixe Deus entrar no seu coração e aí sim… Nenastê… Amém… Sangue de Cristo tem poder, Shalom!!!!

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    Prof. Camilo Tavares

  • Declamando Moda – Por Ágatha Ferreira: Headband

    Declamando Moda – Por Ágatha Ferreira: Headband

    Ah o frio! Ele chegou e veio com tudo, então vamos agasalhar. E nada melhor que aquecer, e que tal se aquecer com charme.. Vamos então ao acessórios de cabeça, como o headband.

    Headband é uma palavra em inglês que, literalmente, significa “uma faixa usada em volta da cabeça”. Vamos falar neste post sobre as de inverno..

    Neste caso o foco é seu rosto, então evite colares ou brincos muito grandes, eles não combinaram com este tipo de acessórios.

    Vejam estas que lindas, são lenços.

    E tem também os de corrente!

    E os que mais se parecem colares, mas acho lindo!

    E não é só no dia a dia não pessoal, as noivas também tem vez!

    …os trançados em courinho.

    Agora se está com muito frio, vamos aquecer!

    Outros para vocês se inspirarem!

    Bom, então é isso pessoal, vamos aderir a essa moda linda! Eu já comecei, vejam só…

    Até a próxima pessoal.

    Ágatha Ferreira