De acordo com a Prefeitura, várias ações estão sendo incorporadas no combate ao coronavírus.
Após toda a grande repercussão o Ministério Público de Três Pontas sugeriu ao Poder Público Municipal que tomasse como medida o fechamento por 10 dias do bar, localizado na Avenida Oswaldo Cruz, região central da cidade, que foi cenário de uma grande aglomeração de populares na noite da ultima quinta-feira (11). O Conexão Três Pontas teve acesso ao documento elaborado pela Prefeitura Municipal e assinado pelo Prefeito Marcelo Chaves Garcia onde ficou definido o fechamento do referido estabelecimento pelo prazo de 5 dias.
Nele, chamado de Termo de Suspensão de Alvará, conta que “considerando a recomendação do Ministério Público de Minas Gerais, o qual propôs ao Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavirus de Três Pontas que delibere sobre o fechamento da empresa por 10 dias em virtude de desobediência inaceitável de seu proprietário ao realizar festas e shows artísticos tendo grande aglomeração ao seu estabelecimento comercial e via pública.
Considerando que o Comitê Deliberativo ao Enfrentamento ao Novo Coronavirus, formado por representantes da Associação Médica, Associação Comercial, Hospital São Francisco de Assis, Gabinete Do Prefeito, Secretarias Municipais de Saúde e Fazenda, Procuradoria Geral do Município, por maioria de votos, entendeu, por bem, deliberar sobre a suspensão do alvará da empresa pelo prazo de cinco dias.
Considerando as inúmeras reclamações de populares inclusive nas redes sociais, considerando que atitudes de desobediência à ordem pública em grave momento de pandemia pode gerar o caos na saúde pública, bem como a adoção da necessidade de distanciamento social ampliado atingindo o comércio em geral, determinou-se a suspensão do alvará de funcionamento com o consequente fechamento pelo prazo de cinco dias a partir da presente data da referida empresa estabelecida na Avenida Osvaldo Cruz.
Que se torne ciente de imediato o senhor Fiscal de Posturas, o qual poderá cumprir ora determinado com o auxílio da Polícia Militar caso necessário.
Intime-se de imediato o representante legal da referida empresa para que se cumpra o determinado sob as penas da lei.
Três Pontas, 12 de junho de 2020,
Marcelo Chaves Garcia.
Prefeito Municipal.”.
Ainda sobre o tema, lembrando que as aglomerações não são exclusividade do referido bar e que diariamente as aglomerações são registradas em outros estabelecimentos, bem como em festas particulares, entramos em contato com a Prefeitura Municipal de Três Pontas no sentido de obter mais informações sobre as medidas subsequentes que serão tomadas após o ocorrido naquele estabelecimento comercial.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas, “a Prefeitura está sempre na fiscalização e na prevenção ao coronavírus, mas é preciso que a polícia faça valer o decreto de toque de recolher a partir das 21:30 que ainda está em vigor.”.
Perguntamos ao Executivo Municipal se a punição será exclusiva ao referido bar, o que poderia soar como injustiça ou perseguição, haja vista que outros estabelecimentos também têm sido palco de aglomerações. Nos foi passado que “as fiscalizações intensificadas começaram justamente pelo bar da Avenida Oswaldo Cruz em questão, mas que todos os outros bares que gerarem aglomerações e não as coibirem também serão penalizados da mesma forma.”.
Também questionamos junto ao Poder Público Municipal o fato da cidade de Três Pontas estar repleta de encontros e festas particulares, luau, etc., sem que, até o momento, alguma fiscalização e punição tenha ocorrido ou chegado ao conhecimento da imprensa. Conforme a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas “outras medidas estão sendo estudadas em caráter emergencial para coibir essas práticas desrespeitosas no que tange as ações de combate ao coronavírus no Município e que vários servidores municipais à paisana começaram a percorrer todas as regiões da cidade como forma de fiscalizar detectar e informar as autoridades, no caso a Polícia Militar de Três Pontas, sobre estas festas particulares onde também ocorrem aglomerações e, assim como os bares, podem aumentar a disseminação do vírus e consequentemente colocar a vida de muitas pessoas em risco.” Também foi pedido mais uma vez que a população ajude na fiscalização denunciando todo e qualquer comportamento que vá na contramão das políticas de prevenção até aqui adotadas.
Quem tem o vírus, mas não tem sintomas, não seria o causador da disseminação da doença, sugere estudo da entidade
Maria Van Kerkhove, chefe da unidade de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que pacientes assintomáticos do novo coronavírus não estão impulsionando a disseminação da Covid-19. “A partir dos dados que temos, ainda parece ser raro que uma pessoa assintomática realmente transmita adiante para um indivíduo secundário”, disse Van Kerkhove, em entrevista na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). “É muito raro!”. A entrevista dela foi publicada pelo portal UOL.
NOVAS PESQUISAS
De acordo com Van Kerkhove, as ações dos governos devem se concentrar na detecção e isolamento de pessoas infectadas com sintomas e no rastreamento de qualquer pessoa que possa ter entrado em contato com elas. A médica reconheceu que alguns estudos indicaram disseminação assintomática ou pré-sintomática em lares de idosos e em ambientes domésticos.
Porém, Van Kerkhove declarou que são necessárias mais pesquisas e dados para “responder verdadeiramente” à questão se o coronavírus pode se espalhar amplamente por pessoas assintomáticas. “Temos vários relatórios de países que estão realizando rastreamento de contatos muito detalhado”, disse ela. “Eles estão seguindo casos assintomáticos. Eles estão seguindo contatos. E eles não estão encontrando transmissão secundária em diante. É muito raro.”
BRASIL
Também nesta segunda-feira (8), Michael Ryan diretor-executivo da OMS fez análise sobre o momento brasileiro: “É muito importante que haja coerência nas mensagens sobre a pandemia de coronavírus, para que as pessoas possam confiar nelas, possam entender onde está a doença e avaliar seu risco”, afirmou o diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde, Michael Ryan.
O diretor afirmou ainda que a comunidade científica e técnica latino-americana já demonstrou excelente desempenho no combate de doenças contagiosas, como sarampo e cólera, por exemplo, e que os governos precisam começar a apoiá-los para vencer o coronavírus.
“Governos da América do Sul e Central precisam trabalhar de maneira coordenada com suas equipes de saúde pública e seus cientistas, que são excelentes, para controlar a doença”, disse ele.
NOVA IORQUE REABRE O COMÉRCIO
Depois de 78 dias de quarentena para conter o novo coronavírus e um total de mortos só menor do que seis países, a cidade de Nova York começou a reabrir nesta segunda-feira (8).
Uma vez o epicentro da pandemia, a maior e mais populosa cidade dos EUA entrou na primeira fase de seu plano de reabertura, permitindo o retorno de trabalhadores não-essenciais da construção civil e manufatura, e o funcionamento do comércio em sistema de retirada.
“Esse é um momento triunfante para os nova-iorquinos que lutaram contra a doença”, disse o prefeito Bill de Blasio. “Minha mensagem é para que continuem”.
Cabeleireiros, escritórios e salões de bares e restaurantes continuam fechados até a próxima fase de reabertura. E shows da Broadway, museus e grandes aglomerações culturais continuam distantes.
Há 15 dias, a cidade tem números de casos decrescentes.
AMÉRICA LATINA
A América Latina é atualmente o epicentro da pandemia de Covid-19 no mundo, e os casos continuam aumentando rapidamente em vários países. Hoje, a região tem mais 1,3 milhão de casos confirmados da doença, sendo que 1,1 milhão estão em apenas 4 países: Brasil Peru, Chile e México. No mundo todo, são mais de 7 milhões de casos confirmados.
O país com menos casos é o Uruguai, com 845 contaminados e 23 mortes.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a América Latina ainda não atingiu o pico da curva de transmissão, o que significa que o número de infecções e mortes deve continuar aumentando.
A Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas confirmou na manhã desta terça-feira (09) novos números, chegando ao vigésimo quinto caso de coronavírus na cidade. Deste total, 19 já estão recuperad0s e há ainda o registro de uma morte.
O último Boletim da Covid-19, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, são os seguintes:
⚠️BOLETIM DO COVID-19
– 19 CASOS CURADOS.
CASOS CONFIRMADOS
– 24 CASOS CONFIRMADOS – Em quarentena ou hospitalizado segundo protocolos com a família;
– 01 CASO DE ÓBITO – Caso confirmado através de exame;
TOTAL DE CASOS CONFIRMADOS – 25 casos até o momento.
CASOS SUSPEITOS / DESCARTADOS
– 03 CASOS SUSPEITOS – Realizaram exames e aguardando resultados em quarentena;
– 00 ÓBITOS EM INVESTIGAÇÃO
– 111 CASOS DESCARTADOS – Suspeitos que realizaram exames e foram descartados pelos resultados.
– 445 CASOS SÍNDROME GRIPAL – Suspeitos com sintomas de gripe
– 31 DESCARTADOS DA REDE PRIVADA – Pessoas que fizeram exames particulares e foram descartados.
– TOTAL DE COLETA PARA EXAMES – 170
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Ações contra o coronavírus
A Prefeitura Municipal tem tomado uma série de atitudes para conter o avanço do coronavírus na cidade. Dentre as ações está a criação dos chamados “espanta bolinhos” ou “desaglomeradores”, que têm organizado as filas na região bancária da cidade, bem como nas casas lotéricas. A novidade implantada pelo Prefeito Marcelo Chaves foi destacada em boa parte da mídia nacional e repercutiu até fora do país.
Apesar da reabertura do comércio, que está sendo feita de forma organizada e responsável, seguindo todos os critérios de prevenção, as festas particulares, encontros em áreas afastadas como o já conhecido luau, churrascos com amigos em casas de piscina, rodas de pagode, de funk e outros eventos, têm acontecido constantemente, inclusive nas residências de pessoas conhecidas, até de autoridades. Contrariando todo apelo de isolamento social. O “fique em casa”, em Três Pontas, foi distorcido e se transformou em “fique em casa fazendo festa”, para 10, 20 ou até 30 pessoas, conforme apurou nossa reportagem nos últimos dias.
Se lojas, supermercados, salões, padarias, entre outros setores, estão respeitando, há denúncias constatantes de que muitos bares não estão cumprindo a distância entre as mesas, o número de frequentadores e outras normas de segurança contra a pandemia. As últimas denúncias feitas ao Conexão relevam que há pessoas organizando “quadrilhas juninas” para os próximos dias, o que elevará potencialmente o risco de proliferação do vírus chinês.
Desta forma, alertam os especialistas em saúde, o resultado não tem como ser outro senão o crescimento do número de casos e, muito provavelmente, de mortes.
O fato de ser o primeiro país a testar a vacina de Oxford contra a covid-19, pode fazer o Brasil ter prioridade para usar as doses, assim que a imunização for aprovada.
A participação do nosso país – o primeiro fora do Reino Unido a fazer parte das pesquisas da vacina – coloca o Brasil como “grande candidato” a usá-la, disse Soraya Smaili, reitora da Unifesp, Universidade Federal de São Paulo, à Agência Brasil.
A Unifesp vai participar da terceira fase de pesquisas da vacina inglesa nas próximas semanas. Os testes serão feitos em mil voluntários que vivem em São Paulo e atuam em atividades com exposição ao vírus.
“Existem algumas conversas nesse sentido [para o país poder ter prioridade no uso da vacina]. Nós estamos trabalhando para que sim. O fato de estarmos integrando e sermos o primeiro país fora do Reino Unido e também o primeiro laboratório no Brasil a realizar esses estudos – semelhantes a esses não há nenhum outro no Brasil – torna o país um grande candidato”, afirmou.
A produção
De acordo com a reitora da Unifesp, com acesso à “receita” da vacina, o Brasil terá capacidade de reproduzi-la em grande escala, a partir de laboratórios nacionais.
“Tendo acesso à vacina, nós temos capacidade de produção em larga escala, por meio dos nossos laboratórios nacionais de fato, como o Instituto Butantan, e os laboratórios da Fiocruz, entre outros”, afirmou.
Por que Unifesp?
Soraya explicou porque a Unifesp foi uma das escolhidas para testar a vacina no Brasil.
“Inicialmente é por conta da liderança da doutora Lily Yin Weckx, que é a coordenadora do estudo no Brasil e é coordenadora do laboratório do Centro de Referência em Imunização da Unifesp. Esse centro tem conexões com diversos outros pesquisadores do Reino Unido e da Europa. E também por conta da doutora Sue Ann Costa Clemens, chefe do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena, e também pesquisadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais da Unifesp. Por causa da experiência que elas têm na área e dos estudos que já realizaram anteriormente, com reputação muito boa internacional, o nosso laboratório aqui da Unifesp foi indicado para executar essa fase do teste da vacina”, disse.
Prazos
Os testes ainda não começaram. Isso deve acontecer por volta da terceira semana de junho.
“Essa fase será a fase de recrutamento. Em seguida, os testes desses voluntários selecionados. Depois, a aplicação da vacina, e o seguimento por alguns meses, até doze meses, para que os resultados possam ser conclusivos. Eu disse até 12 meses, porque a perspectiva é que este período pode ser de doze meses ou talvez um pouco menos”.
A vacina de Oxford, feita no laboratório da universidade do Reino Unido, é a que está em processo mais adiantado no mundo.
Com informações da Agência Brasil (Apud Só Notícia Boa)
A Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas confirmou na manhã desta segunda-feira (08) novos números, chegando ao vigésimo quarto caso de coronavírus na cidade. Deste total, 17 já estão recuperadas e há ainda o registro de uma morte.
A Prefeitura Municipal tem tomado uma série de atitudes para conter o avanço do coronavírus na cidade. Dentre as ações está a criação dos chamados “espanta bolinhos” ou “desaglomeradores”, que têm organizado as filas na região bancária da cidade, bem como nas casas lotéricas. A novidade implantada pelo Prefeito Marcelo Chaves foi destacada em boa parte da mídia nacional e repercutiu até fora do país.
Apesar da reabertura do comércio, que está sendo feita de forma organizada e responsável, seguindo todos os critérios de prevenção, as festas particulares, encontros em áreas afastadas como o já conhecido luau, churrascos com amigos em casas de piscina, rodas de pagode, de funk e outros eventos, têm acontecido constantemente, inclusive nas residências de pessoas conhecidas, até de autoridades. Contrariando todo apelo de isolamento social. O “fique em casa”, em Três Pontas, foi distorcido e se transformou em “fique em casa fazendo festa”, para 10, 20 ou até 30 pessoas, conforme apurou nossa reportagem nos últimos dias.
Se lojas, supermercados, salões, padarias, entre outros setores, estão respeitando, há denúncias constatantes de que muitos bares não estão cumprindo a distância entre as mesas, o número de frequentadores e outras normas de segurança contra a pandemia. As últimas denúncias feitas ao Conexão relevam que há pessoas organizando “quadrilhas juninas” para os próximos dias, o que elevará potencialmente o risco de proliferação do vírus chinês.
Desta forma, alertam os especialistas em saúde, o resultado não tem como ser outro senão o crescimento do número de casos e, muito provavelmente, de mortes.
O último Boletim da Covid-19, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, são os seguintes:
⚠️BOLETIM DO COVID-19
– 17 CASOS CURADOS.
CASOS CONFIRMADOS
– 23 CASOS CONFIRMADOS – Em quarentena ou hospitalizado segundo protocolos com a família; – 01 CASO DE ÓBITO – Caso confirmado através de exame;
TOTAL DE CASOS CONFIRMADOS – 24 casos até o momento.
CASOS SUSPEITOS / DESCARTADOS
– 01 CASOS SUSPEITOS – Realizaram exames e aguardando resultados em quarentena; – 00 ÓBITOS EM INVESTIGAÇÃO – 111 CASOS DESCARTADOS – Suspeitos que realizaram exames e foram descartados pelos resultados. – 433 CASOS SÍNDROME GRIPAL – Suspeitos com sintomas de gripe – 30 DESCARTADOS DA REDE PRIVADA – Pessoas que fizeram exames particulares e foram descartados.
Próxima fase de testes terá cerca de 5 mil voluntários saudáveis no Reino Unido, já selecionados, e a mesma quantidade em território brasileiro
A vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pelaUniversidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com uma empresa italiana de biotecnologia, será testada em humanos também no Brasil.
Segundo informações obtidas pela ANSA, a próxima fase de testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 envolverá cerca de 5 mil voluntários saudáveis no Reino Unido – já selecionados – e a mesma quantidade em território brasileiro.
Isso se deve ao fato de a menor circulação do vírus na Europa devido às medidas de isolamento ter tornado mais difícil a avaliação da eficácia da imunização. A primeira fase de testes clínicos da vacina, iniciada em abril, envolveu cerca de mil adultos entre 18 e 55 anos.
As doses de testagem da ChAdOx1 nCoV-19 foram produzidas pela empresa italiana Advent-IRBM, de Pomezia, nos arredores de Roma, e a Universidade de Oxford já tem um acordo com a multinacional sueco-britânica AstraZeneca para a fabricação e distribuição da vacina em nível mundial.
A autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o estudo no Brasil foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (2), após pedido da AstraZeneca.
No fim de maio, a multinacional disse ter obtido um financiamento de US$ 1 bilhão do governo dos Estados Unidos para a vacina e que já tem acordos que garantem a produção de pelo menos 400 milhões de doses, com os primeiros lotes previstos para setembro, caso os testes deem resultado positivo.
A vacina se baseia em um adenovírus de chimpanzés contendo a proteína spike, usada pelo coronavírus Sars-CoV-2 para agredir as células humanas. (ANSA)
Brasil já tem mais de meio milhão de casos de dengue em 2020.
Os anos passam e Minas Gerais continua perdendo vidas por causa da dengue. Desta vez, o óbito foi registrado na cidade de Guaxupé, na Região Sul do estado. Ao mesmo tempo em que registrou mais uma morte, Minas Gerais rompeu a marca, este ano, dos 60 mil casos prováveis da doença. A soma dos suspeitos aos confirmados alcançou o número de 61.000 no estado. A cada semana são, em média, mais 5 mil novos casos de dengue.
Antes da morte em Guaxupé, foram registradas vidas perdidas em Alfenas (Sul), Medina (Vale do Jequitinhonha), Itinga (Vale do Jequitinhonha) e Carneirinho (Triângulo). Há cerca de 30 outros óbitos em investigação.
Há 20 cidades com incidência muito alta doença: quando há mais de 500 casos por 100 mil habitantes. Dessas, nenhuma está localizada na Grande BH. O maior município, em termos populacionais nessa lista, é Pará de Minas, no Centro-Oeste do estado.
Em uma semana, Belo Horizonte registrou aumento de 10% nos casos de dengue em 2020.
O número de casos registrados até o início do mês de maio é bem maior do que o apontado pelo balanço de 27 de abril de 2018, um ano sem epidemia. Na época, de janeiro a abril, a capital somava 94% menos do que em 2020.
Brasil
O Brasil já registrou mais de 550 mil casos prováveis de dengue e cerca de 200 mortes em decorrência da doença em 2020. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde, e abrangem as 18 primeiras semanas do ano. Também foram registrados mais de 15 mil casos e três mortes por chikungunya, e 2.054 casos de zika.
A ocorrência de dengue agora, ao lado do avanço da epidemia do novo coronavírus e também do surgimento de casos de gripe, preocupa o Ministério da Saúde.
Outras viroses
Também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a febre chikungunya tem cerca de 1.000 casos prováveis em Minas neste ano. Há uma morte em investigação em Campo Belo, no sul do estado. Há dois municípios em incidência muito alta dessa doença: Alpercata, no Vale do Rio Doce; e Pirapetinga, na Zona da Mata.
Quanto ao zika vírus, há cerca de 300 casos prováveis, sendo quase 40 em gestantes. Não há mortes em investigação nem cidades em incidência muito alta.
Em 2020, até o início de maio, conforme a pasta do governo estadual, foram notificados 174 casos de dengue com sinais de alarme e 21 classificados como dengue grave em Minas.
Cuidados
A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é para que as pessoas aproveitem a quarentena em casa por conta do novo coronavírus para verificar quintais e outros espaços do imóvel que possam acumular água, onde o mosquito deposita os ovos. Veja algumas dicas:
_ Retirar os pratinhos de plantas
_ Acondicionar o lixo em saco plástico e mantê-lo em lixeira tampada até o dia de recolhimento do Serviço de Limpeza Urbana (SLU)
_ Manter a caixa d’água vedada, sem deixar frestas
_ Realizar a limpeza das calhas e remover folhas e outros materiais que possam impedir o escoamento da água
_ Entregar os pneus ao Serviço de Limpeza Urbana ou mantê-los em local coberto
_ Tratar a piscina com cloro e limpar uma vez por semana
_ Manter o quintal sempre limpo e livre de qualquer material que possa se tornar um foco do Aedes aegypti
Fonte: G1, Estado de Minas, Estadão. Ministério da Saúde
Medicamento antiviral registrado com o nome de Avifavir se mostrou promissor em testes; atualmente, não existe vacina para a doença
A Rússia disponibilizará seu primeiro remédio aprovado para o tratamento de pacientes de covid-19 a partir da próxima semana, disse sua financiadora estatal à Reuters, uma medida que a nação espera diminuir a pressão sobre o sistema de saúde e acelerar a volta à atividade econômica normal.
Os hospitais russos podem começar a dar o remédio antiviral, registrado com o nome Avifavir, aos pacientes a partir de 11 de junho, disse o chefe do fundo soberano RDIF à Reuters em uma entrevista. Ele disse que a empresa responsável pelo remédio o fabricará em quantidade suficiente para tratar cerca de 60 mil pessoas por mês.
Atualmente, não existe vacina para a Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, e os testes de vários remédios antivirais em humanos ainda não comprovaram sua eficiência.
Um novo remédio antiviral da Gilead, chamado remdesivir, se mostrou promissor em alguns testes pequenos de eficiência contra Covid-19 e está sendo dado a pacientes de alguns países seguindo regras de uso compassivo ou emergencial.
O Avifavir, conhecido genericamente como favipiravir, foi desenvolvido inicialmente nos anos 1990 por uma empresa japonesa comprada mais tarde pela Fujifilm quando esta migrou para o setor de saúde.
O chefe da RDIF, Kirill Dmitriev, disse que cientistas russos modificaram o remédio para otimizá-lo e que Moscou estará pronta para compartilhar os detalhes destas modificações dentro de duas semanas.
O Japão vem testando o mesmo medicamento, conhecido lá como Avigan. O primeiro-ministro, Shinzo Abe, o elogiou e lhe concedeu o equivalente a 128 milhões de dólares de financiamento estatal, mas ainda não aprovou seu uso.
O Avifavir apareceu em uma lista de remédios aprovados pelo governo russo no sábado.
Dmitriev disse que testes clínicos do remédio foram realizados com 330 pessoas e que mostraram que ele tratou o vírus com sucesso dentro de quatro dias na maioria dos casos.
Os testes devem ser concluídos em cerca de uma semana, disse ele, mas o Ministério da Saúde aprovou o uso do medicamento graças a um processo acelerado especial e a fabricação começou em março.
Dmitriev disse que a Rússia conseguiu reduzir o cronograma dos testes, que costumam durar muitos meses, porque o genérico japonês no qual o Avifavir se baseou foi registrado em 2014 e passou por testes consideráveis antes de especialistas russos o modificarem.
Covid-19 tem atingido pessoas de praticamente todas as faixas etárias
“A Covid-19 é uma doença de todos, mas que mata mais os velhos!”. Esta afirmação muito difundida nos meses iniciais de transmissão do coronavírus em todo mundo está cada vez mais se tornando uma verdade absoluta. Isso porque a pandemia tem contaminado pessoas de praticamente todas as faixas etárias. Aqui em Três Pontas a maioria dos infectados não está no chamado “grupo de risco dos idosos”, embora, segundo especialistas a amostragem seja ínfima, insuficiente para se chegar a alguma conclusão mais precisa.
Mundo
China
A Covid-19 não é uma doença de idosos, mas é um problema que atinge com maior gravidade as pessoas mais velhas, que possuam outras doenças, as chamadas comorbidades.
De acordo com um relatório do mês de março do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) americano, pacientes com mais de 65 anos estavam entre os mais afetados por sintomas graves e pela necessidade de internação e cuidados na UTI. A maior parte das mortes naquele país aconteceu com pessoas acima dos 85 anos.
Esse também foi o cenário da China, em que 80% dos pacientes que morreram pela covid-19 estavam acima dos 80 anos. A taxa de mortalidade nessa faixa etária, aliás, chegou a 18% naquele país, de acordo com as autoridades sanitárias chinesas.
Embora o coronavírus tenha efeitos mais graves em pessoas mais velhas, isso não quer dizer que não tenhamos pessoas jovens na lista de óbitos. Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que havia muitas crianças e jovens adultos entre os mortos pela pandemia.
Brasil
São Paulo – SP
No mês de abril, a maioria dos infectados pelo coronavírus no estado de São Paulo tinha menos de 60 anos, segundo levantamento da Secretaria da Saúde.
O coronavírus infectou, principalmente, pessoas entre 20 e 39 anos. Mas as principais vítimas fatais da Covid-19 no estado paulista tinham mais de 60 anos.
Ao todo, Minas Gerais tem 8.011 casos confirmados de coronavírus, sendo 240 mortes por Covid-19. Conforme a secretaria, 3.865 pessoas já estão recuperadas da doença.
Mais 55 casos de Covid-19 foram confirmados no Sul de Minas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) em novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27). Com as novas confirmações, o Sul de Minas passa a ter oficialmente 892 casos da doença, com 31 mortes confirmadas.
Com as novas confirmações, segundo os números da SES-MG, Pouso Alegre lidera a lista de casos no Sul de Minas com 102 registros, sendo três mortes. Extrema tem 77 casos, com três mortes. Varginha aparece com 59 casos e duas mortes e Três Corações tem o mesmo número de registros, mas com uma morte.
“Sete em cada 10 vítimas do novo coronavírus em Minas não são idosos!”
Se a infecção pelo novo coronavírus representa mais risco para a população idosa, em Minas Gerais os mais atingidos pela COVID-19, em números absolutos, são os jovens e adultos entre 20 e 59 anos. Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES) 76% dos diagnosticados com a enfermidade estão nessa faixa etária no estado.
Três Pontas
De acordo com os números apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde, Três Pontas acompanha o “perfil” dos contaminados pela Covid-19 em Minas Gerais, tanto, em relação à sexualidade (maioria homens), quanto à idade, embora, vale reforçar, a amostragem seja muito pequena, em decorrência da falta de testes e de resultados neste momento.
Conforme o Boletim Epidemiológico divulgado na manhã da quarta-feira (27 de maio), Três Pontas tinha registrado 19 casos. Este total inclui uma morte, justamente de uma mulher acima dos 60 anos de idade. A divisão na cidade ficou assim até o fechamento desta reportagem:
Por Sexo: 11 homens e 08 mulheres.
Por idade: Nenhum caso de 0 a 9 anos; 02 casos de 10 a 19 anos; 04 casos de 20 a 39 anos; 10 casos de 40 a 59 anos e apenas 03 casos em idosos com mais de 80 anos.
Boa Notícia
Prefeito Marcelo Chaves Garcia, criador dos “espanta bolinhos” (organizadores de filas), que ganhou elogios e destaque em todo Brasil e até no exterior.
As políticas de prevenção e controle do coronavírus da cidade de Três Pontas, orquestradas pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Saúde e envolvimento de profissionais e órgãos que fazem parte de um comitê de enfrentamento à pandemia, tem surtido efeito. A doença no município está, até aqui, aparentemente sob controle. São 19 casos confirmados para uma população de aproximadamente 57 mil habitantes. Médicos falam que, a exemplo de todo Brasil, infelizmente também há subnotificação. Com uma maior testagem, os números podem ser bem maiores.
”Também destaca-se o número de curados. Dos 18 positivados que continuam vivos, 12 já foram oficialmente declarados curados pela SMS.”
Visão dos Especialistas
Mesmo assim, as autoridades reforçam a preocupação para o agravamento do quadro já que muitas pessoas seguem sem respeitar o isolamento social e as aglomerações seguem acontecendo. A falta de uso de máscaras por um percentual ainda grande da sociedade trespontana também liga o sinal de alerta. “Também não se pode descartar o forte frio que já chegou. Isso agrava os problemas respiratórios e leva mais pessoas ao Pronto Socorro, agravando o risco de contaminação do coronavírus. Por isso todo cuidado é pouco”, disseram algumas autoridades de saúde.
Sobre a realidade distorcida de que apenas os idosos estariam sendo contaminados pela Covid-19, nossa reportagem conversou com um dos médicos que está na linha de frente do combate ao vírus chinês. Dr. Eduardo Vasconcelos Camargo disse que o que se tem oficialmente é insuficiente para se chegar a qualquer conclusão, em termos de números ou percentuais. “Como avaliar 19 casos oficiais diante de uma população de 57 mil pessoas e de uma testagem muito pequena? Não dá pra fazer um diagnóstico preciso. São poucos exames ainda que chegaram. O grosso da população não segue o protocolo de cuidados e precisaríamos de muitos outros casos, milhares de pessoas testadas para se chegar a uma estatística mais segura. Muitas pessoas estão assintomáticas. Os mais jovens geralmente tem sintomas mais leves, alguns nem percebem qualquer alteração. E esse perfil de acometimento dos idosos se deu em outras pandemias. Geralmente as complicações são maiores nos idosos”, revelou.
Outro médico consultado pelo Conexão Três Pontas, Dr. Geovanni Barros Pereira, também membro do comitê de enfrentamento, disse que o coronavírus chegou em Três Pontas e felizmente não se alastrou severamente neste primeiro momento. “Quem trouxe o vírus pra cá foi o profissional que circula por outros lugares, como um motorista, um empresário, um engenheiro, pessoas que viajam para outros países e que normalmente estão na faixa etária entre 35 e 40 anos. As primeiras pessoas que vão manifestar são os jovens. Os jovens circulam mais. O vírus não vai escolher ninguém. Todos estão propensos. Mas, claro, os idosos normalmente podem apresentar mais complicações por conta de comorbidades. E toda precaução do idoso pode ajudar a manter esses dados atuais, em relação a essa faixa etária, mais baixos na cidade.”.
Dr. Luiz Roberto Dias, com grande experiência em saúde pública, também abordou o tema: “O idoso tem uma imunidade mais baixa e isso é o principal complicador. Ele tem mais doenças crônico-degenerativas. O jovem e as pessoas que precisam trabalhar ficaram mais expostas e assim têm mais contato, já que boa parte dos idosos ficou em casa. Poucos saíram, muitos seguem orientados e cuidados pelos filhos sem sair à rua. Isso explica porque os jovens estão sendo mais infectados. O vírus não prefere ninguém. Sobre os próximos dias e semanas, acredito que o pico possa piorar nos próximos dois meses por conta do frio nos grandes centros. Pode ter uma tendência de aumento nos casos. A desaceleração pode acontecer dependendo da carga viral. Se essa carga viral for menor poderemos ter contaminações sem gravidade. Mas se a carga for alta, a situação pode realmente se agravar bastante”, declarou.
Dr. Lucas Erbst, diretor clínico do Pronto Atendimento Municipal, já recuperado da Covid-19, falou ao Conexão que essa não é, definitivamente, uma doença de idoso. “É uma doença grave no idoso. O jovem apresenta reações mais brandas. O processo de infecção não varia muito com a idade. Os mais jovens se complicam menos. O número maior de jovens infectados se deve ao isolamento de grande parte dos idosos e ao fato do jovem ter que circular mais, ter que trabalhar. Nem o lazer foi abandonado totalmente. Eu enxergo que a tendência seja que aumente os casos em Três Pontas e em todas as regiões atingidas pelo frio. Temos vários complicadores. Primeiro é o frio, todas as doenças de transmissão respiratória no frio se agravam facilmente, temperaturas baixas pioram situações de doenças virais. Com isso aumentará as notificações. Segundo que chegarão mais testes no SUS e os particulares. Atualmente são 2 casos em média por semana em Três Pontas e pode ser que tenhamos daqui a pouco 2 por dia. Penso que ainda não atingimos o pico. Isso é opinião pessoal minha.”, ponderou.
Com a chegada do frio, Dr. Lucas lembra que alguns cuidados podem ajudar. “A ingestão de líquidos quentes, evitar aglomerações, deixar janelas abertas para que possa haver circulação do ar são fundamentais. Aquela mania de deixar tudo fechado é prejudicial.”, concluiu.
Independente de sexo e de idade, o fato é que todos os cidadãos precisam se cuidar, seguir os protocolos de prevenção. A tendência é que nos próximos meses surja algum tratamento mais eficaz ou até mesmo a tão sonhada vacina. Até lá, todo cuidado é pouco!
Setor de atendimento dos infectados pelo coronavírus no Hospital de Três Pontas.
Já são 19 pessoas infectadas pelo coronavírus no município.
A Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas confirmou na manhã desta quarta-feira (27) novos números, chegando ao décimo nono caso de coronavírus na cidade. Do dia 13 para cá, ou seja, nos últimos 14 dias (duas semanas) foram mais sete casos confirmados. Doze pessoas estiveram em tratamento, enquanto, infelizmente, um óbito já foi confirmado.
Até o último dia 13 de maio eram 12 casos confirmados, dentre eles uma morte. E em menos de duas semanas os casos voltaram a subir e de forma acelerada. De 13 o número de infectados saltou para 17. E agora mais dois registros. Deste total, 12 pessoas já foram curadas.
A Prefeitura Municipal tem tomado uma série de atitudes para conter o avanço do coronavírus na cidade. Dentre as ações está a criação dos chamados “espanta bolinhos” ou “desaglomeradores”, que têm organizado as filas na região bancária da cidade, bem como nas casas lotéricas. A novidade implantada pelo Prefeito Marcelo Chaves foi destacada em boa parte da mídia nacional e repercutiu até fora do país.
Apesar da reabertura do comércio, que está sendo feita de forma organizada e responsável, seguindo todos os critérios de prevenção, as festas particulares, encontros em áreas afastadas como o já conhecido luau, churrascos com amigos em casas de piscina, rodas de pagode, de funk e outros eventos, têm acontecido constantemente, inclusive nas residências de pessoas conhecidas, até de autoridades. Contrariando todo apelo de isolamento social. O “fique em casa”, em Três Pontas, foi distorcido e se transformou em “fique em casa fazendo festa”, para 10, 20 ou até 30 pessoas, conforme apurou nossa reportagem nos últimos dias.
Se lojas, supermercados, salões, padarias, entre outros setores, estão respeitando, há denúncias constatantes de que muitos bares não estão cumprindo a distância entre as mesas, o número de frequentadores e outras normas de segurança contra a pandemia. As últimas denúncias feitas ao Conexão relevam que há pessoas organizando “quadrilhas juninas” para os próximos dias, o que elevará potencialmente o risco de proliferação do vírus chinês.
Desta forma, alertam os especialistas em saúde, o resultado não tem como ser outro senão o crescimento do número de casos e, muito provavelmente, de mortes.
O último Boletim da Covid-19, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, são os seguintes:
⚠️BOLETIM DO COVID-19
– 12 CASOS CURADOS.
CASOS CONFIRMADOS
– 18 CASOS CONFIRMADOS – Em quarentena ou hospitalizado segundo protocolos com a família;
– 01 CASO DE ÓBITO – Caso confirmado através de exame;
TOTAL DE CASOS CONFIRMADOS – 19 casos até o momento.
CASOS SUSPEITOS / DESCARTADOS
– 01 CASOS SUSPEITOS – Realizaram exames e aguardando resultados em quarentena;
– 00 ÓBITOS EM INVESTIGAÇÃO
– 83 CASOS DESCARTADOS – Suspeitos que realizaram exames e foram descartados pelos resultados.
– 351 CASOS SÍNDROME GRIPAL – Suspeitos com sintomas de gripe
– 21 DESCARTADOS DA REDE PRIVADA – Pessoas que fizeram exames particulares e foram descartados.
– TOTAL DE COLETA PARA EXAMES – 124
A Prefeitura Municipal reforça os pedidos para que a população evite aglomerações, se possível que permaneça em suas casas e que faça o uso das máscaras nas ruas e em estabelecimentos comerciais.
A médica oncologista e imunologista, Nise Yamaguchi, cotada para assumir a pasta da saúde, defende uso da hidroxicloroquina em casos leves de coronavírus. Ela falou sobre o protocolo de adoção da substância, apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro, que levou o ex-ministro Nelson Teich a pedir demissão do cargo.
Yamaguchi atualmente assessora o comitê de crise do governo contra o coronavírus. E no mesmo dia em que o ex-ministro Nelson Teich se reuniu com Bolsonaro para comunicar sua saída, a médica também tinha uma reunião agendada com o presidente. O encontro se deu em um almoço, após Teich ter pedido para deixar o cargo. “Até então eu não sabia que o ex-ministro tinha pedido a demissão, apesar de tê-lo encontrado rapidamente na ante sala”, afirma Nise.
Sobre a curta gestão, de penas 29 dias de Teich, ela diz que o ex-ministro deixou como herança para o seu substituto no Ministério da Saúde a sugestão de um modelo de plano de gestão. E comentou outros pontos positivos de seu período: “Me parece que ele trabalhou bastante com o General Pazuello na organização, na detecção da transparência das compras e dos gastos. Existe a Advocacia Geral da União, e o Tribunal de Compras da União está dentro do Ministério da Saúde. Isso é absolutamente necessário num momento de tantas epidemias. Até epidemia de outros problemas que a gente não deveria ter no momento, que são sociais, que são as formas como as pessoas lidam com as oportunidades de negócios. Eu acho que essa é uma grande herança desse momento tão dramático que a gente vive em que a moral e a ética são essenciais”, diz.
Ela também defendeu Nelson Teich em sua fala crítica sobre a sensação do Brasil estar navegando às cegas, dizendo que na interpretação dela, ele se referia à baixa taxa de testagem. “Eu entendi que faltavam testes para dizer quanto da população já havia sido contaminada. Não que ele não sabia o que fazer”. E afirmou que o ex-ministro estava começando a pensar em estruturar centros de diagnósticos mais precoces, algo que ela também defende.
“O que eu sinto nesse momento é que essa questão da Covid-19 ficou central não só no Ministério da Saúde, mas na interligação com a Casa Civil, com o Ministério da Infraestrutura, da Economia, da Ciência e Tecnologia, dos Direitos Humanos. Não é uma coisa que possa ser abordada de forma isolada. Tem que trabalhar com o Congresso Nacional (…) Eu acredito que essa é a essência de toda uma logística relacionada à forma como a Covid-19 deva ser dinamizada e enfrentada”, afirma.
Sobre a elaboração do novo protocolo do governo, defendido por Bolsonaro, que visa aumentar a utilização da hidroxicloroquina, Nise Yamaguchi diz não estar envolvida. “Não estou ajudando o novo protocolo, mesmo porque eu não fui chamada para esta posição, continuo atuando como médica que sou, com a capilaridade que tenho com todas as sociedades e conselhos federais e estaduais, e como brasileira que sou. O que tenho feito de apoio é porque realmente me dói ver esta situação. (…) Acredito que no momento a gente precisa oferecer um tratamento que salva vidas e muda o curso da doença e da pandemia”, diz se referindo ao uso da hidroxicloroquina.
Um levantamento do Conselho Federal de Farmácia mostrou que a venda de hidroxicloroquina aumentou 67% no primeiro trimestre de 2020, e cerca de 400 mil remédios foram vendidos no período. A Anvisa precisou rever as normas, e agora, para comprar remédios a base de cloroquina na farmácia, é preciso de receita médica e o número de caixas está restrito em cinco por pessoa.
Nise Yamaguchi diz que o medicamento está faltando não apenas nas farmácias, como também no SUS. “Nós precisamos disponibilizar para a população. Isso é fundamental.”, diz. Yamaguchi ressalta a importância da cloroquina chegar para todos e ser bem distribuída a todas as regiões. Sobre isso, ela reforça que o general Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde, é especialista na área de logística. “Me parece que ele está disponibilizando algum decreto nesta direção, mas a produção ainda não está resolvida”, afirma.
A médica chegou a afirmar que se uma mudança de postura na forma como estão enfrentando a doença no Brasil for tomada, o Brasil não será um epicentro, e sim um exemplo. “Eu tenho a certeza que estas normas podem ser incorporadas rapidamente a um modelo de atuação que seja ágil, concreto e eficiente”.
Após alguns dias no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, o líder do PSD na Câmara Federal, majoritário em Três Pontas, deputado Diego Andrade foi na manhã desta segunda-feira (25) para sua casa onde continuará o tratamento contra o coronavírus.
Em um vídeo gravado pelo próprio parlamentar, ele revela estar bem e ter sido tratado com o coquetel que inclui Cloroquina.
Moradores de Santana da Vargem se mostraram preocupados com o fato do deputado federal Diego Andrade, possivelmente já contaminado, ter participado de uma festa de casamento naquela cidade onde cerca de 50 pessoas estiveram presentes, segundo leitores do Conexão.
Veja a reportagem completa:
Relembre o Caso
De acordo com o colunista de O Globo, Lauro Jardim, o deputado federal Diego Andrade, majoritário em Três Pontas, está internado em Belo Horizonte, no Hospital Mater Dei, com Covid-19.
Ainda conforme a publicação, Diego Andrade, líder do PSD na Câmara, estaria fazendo tratamento com Cloroquina.
Nossa reportagem fez contato com várias pessoas ligadas diretamente do deputado Diego Andrade. A informação que apuramos é que ele está bem, está se recuperando e deve continuar seu tratamento em isolamento domiciliar a partir desta segunda-feira.
O assessor Luiz Antônio Diniz, popularmente chamado de Baratinha, não confirmou que a internação do deputado seja por Covid-19: “Falei com o deputado. Ele foi pro hospital para exames mas não me confirmou se é Covid. Deve me ligar amanhã de manhã e eu confirmo. A princípio, antes dessa notícia, era pneumonia. Eu também vi essa notícia”, informou.
Diego Andrade tem atuação frequente em Três Pontas.